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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Na Internet há vida depois da morte

There is life after death on the Internet
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A 23 de Dezembro de 2006, María Amelia Soliño fez 95 anos e recebeu do neto uma prenda de aniversário invulgar: um blogue. "A minha vida mudou", escreveu então. "Agora posso comunicar com todo o mundo.


"
A notícia espalhou-se, a imprensa internacional desdobrou-se em artigos sobre "a blogger mais velha do mundo" (ou a "avó blogger", como também era conhecida) e María Amelia, natural da Galiza, tornou-se uma pequena celebridade. No blogue, publicou textos e vídeos sobre o quotidiano, coleccionou as páginas dos jornais onde apareceu e, em lugar de destaque, colocou um link para várias fotos de um encontro seu com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero.


O último post no blogue data de 21 de Maio do ano passado e foi escrito por alguém da família. Começa de forma simples: "María Amelia López Soliño faleceu ontem, quarta-feira, 20 de Maio de 2009, às seis da manhã.


"As centenas de textos e as dezenas de fotos e vídeos publicados por María Amelia continuam on-line, à disposição de qualquer pessoa, no endereço amis95.blogspot.com. O blogue está alojado no Blogger, o mais conhecido serviço deste género e que é propriedade da Google.


A Google é uma empresa que tem recursos suficientes para manter on-line os blogues para lá da morte dos utilizadores. E, para além disto, os familiares de María Amelia têm o nome de utilizador e a palavra-passe para aceder à área de administração do blogue, o que lhes permite manter a conta activa - ou até apagar tudo, se algum dia o quiserem fazer. Mas nem todos os casos são como este.


Na maior parte das vezes, a palavra-passe de um blogue, conta de e-mail ou perfil numa rede social são conhecidos apenas pelo próprio utilizador. E, quando este morre, fica frequentemente ao critério da empresa que presta o serviço a decisão sobre o que fazer com o "legado digital". Às vezes, o problema é uma questão emocional (é o caso da família que vê a página do Facebook do familiar que morreu ser inundada de comentários). Noutras situações, há assuntos importantes (como um negócio) que ficam pendentes porque os herdeiros não conseguem aceder a uma conta de e-mail.


A política seguida pelas muitas empresas que prestam serviços on-line varia. O Facebook, por exemplo, transforma o perfil dos utilizadores que morrem numa espécie de memorial. Isto significa que alguma informação é retirada e que a página fica disponível apenas para aqueles que tiverem sido confirmados pelo utilizador como "amigos".


Para que o Facebook transforme um perfil num "memorial" é preciso que alguém comunique a morte do utilizador (há no site um formulário próprio para isso) e envie uma prova de morte (uma certidão de óbito ou uma notícia sobre o assunto, por exemplo). O Facebook nunca entrega a palavra-passe de acesso. Mas, a pedido dos familiares, há a possibilidade de apagar a conta completamente.


Oportunidade de negócio

Já o Twitter não especifica nos termos de utilização as regras que segue para lidar com a morte dos seus utilizadores e não respondeu a um pedido de esclarecimento do P2. Mas um porta-voz da empresa já afirmou publicamente que a política do Twitter passa por encerrar a conta a pedido de familiares, mas nunca facultar os dados de acesso.


Muitos serviços permitem que os familiares ou amigos próximos dos utilizadores que morreram acedam aos dados - mas o processo é lento. O GMail (o serviço de e-mail da Google) avisa que é preciso esperar um mês depois de enviados os comprovativos da morte do utilizador, tempo que é usado pela empresa para verificar a autenticidade da documentação. Um acesso mais rápido só será possível se houver uma ordem judicial.


Em Portugal, a lei obriga as empresas a cederem os dados aos herdeiros, esclarece o advogado da PLMJ Manuel Lopes Rocha. "Quando alguém morre, os herdeiros herdam um conjunto de direitos que não se traduzem só num património. Há um conjunto de direitos de personalidade que podem incluir a correspondência e de direitos imateriais, como os direitos de autor, que os herdeiros, naturalmente, herdam", explica o especialista. "Ora, não há razão para que não se aplique aos "bens digitais" idêntico regime. Se, para exercer esses direitos, eu tiver de solicitar a uma empresa que me dê acesso a esses elementos, ela é obrigada a dar-me acesso.


"O problema é que estes processos tendem a ser burocráticos. Ter que comprovar a morte de um utilizador perante os responsáveis dos vários serviços on-line que este tenha usado pode ser uma tarefa difícil. Como não há problema que não dê origem a uma oportunidade de negócio, já há quem esteja a vender soluções para a passagem da herança digital.


O Legacy Locker é um de vários sites que permitem aos clientes guardarem palavras-passe e outros dados de acesso a serviços on-line. Em caso de morte, o Legacy Locker encarrega-se de enviar a informação às pessoas que tenham sido designadas pelo cliente.


O serviço custa 30 dólares anuais (21 euros), ou 300 dólares (210 euros) para uma subscrição vitalícia (enquanto a empresa durar, pelo menos). Há uma modalidade gratuita, mas tem várias limitações.


Deixar conselhos aos filhos

O Great Goodbye é outro serviço que encontrou na morte um modelo de negócio. Aqui, os utilizadores podem escrever e-mails (ou gravar ficheiros de som e vídeo) para serem enviados apenas depois da morte.


Ao registar-se, o utilizador recebe um código que deverá entregar a pessoas de confiança. Quando uma destas pessoas introduz o código, o utilizador, caso esteja vivo, tem 21 dias para evitar que os e-mails sejam enviados. Findo esse prazo, a correspondência segue para os destinatários pré-definidos.


Este tipo de serviços pode ser usado para facilitar a vida aos herdeiros. Mas também pode servir para enviar mensagens de parabéns (há sites que permitem enviar e-mails em datas exactas - por exemplo, o aniversário de alguém), para deixar conselhos aos filhos ou até para revelar um segredo que nunca se teve coragem de contar em vida.


Alojamento permanente

Desde que explodiu a moda dos blogues, há meia dúzia de anos, que muitos políticos, escritores, cientistas e demais pensadores abriram um espaço de publicação on-line. O estilo varia entre a crónica pessoal e textos sobre as áreas em que cada um é especialista. Rapidamente, e por entre as banalidades do quotidiano, a blogosfera e os sites pessoais transformaram-se num enorme repositório de informação e conhecimento útil - e não há garantia de que este acervo permaneça on-line quando os autores morrerem (embora sites como o Internet Archive se dediquem a armazenar os conteúdos da Web, fazem-no de forma incompleta).


Há duas possibilidades para abrir um blogue. Uma, menos comum, passa por comprar um domínio próprio (ou seja, um endereço de Internet único, do estilo oseunome.com) e por contratar um serviço de alojamento de páginas. O preço do registo de um domínio ronda os dez euros anuais. O preço do alojamento (isto é, o espaço num servidor onde ficam armazenadas as páginas e toda a informação) varia muito - para uso pessoal, basta gastar umas poucas dezenas de euros por ano.


Os bloggers que optam por esta modalidade querem ter mais liberdade sobre a configuração do respectivo blogue e conseguir uma identidade mais forte na Internet. Mas há um senão: assim que a factura deixar de ser paga, o domínio volta a ser posto à venda e a informação alojada no servidor perde-se.


A opção mais comum - por ser mais barata, mais rápida e tecnicamente mais simples - é abrir um blogue num serviço gratuito como o Blogger ou o Wordpress. Deixa de haver uma factura para pagar - mas o blogue só permanecerá on-line enquanto a empresa que presta o serviço assim o quiser.


O veterano da blogosfera Dave Winner - já descrito em alguns jornais (e pelo próprio) como o "pai" dos blogues - indicou no seu popular blogue Scripting News uma possível solução para o problema: pagar a uma empresa credível uma quantia suficiente para que esta assegure a permanência on-line da informação. Winner afirmou estar disposto a pagar dez mil dólares por um serviço deste género. Seria o preço de uma morada permanente na Internet.



Fonte: Público

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Obama com «coração despedaçado» após saber de morte de Edward Kennedy

Ted Kennedy dies at age 77
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22/02/1932 ***** 25/08/2009


O presidente norte-americano, Barack Obama, ficou com o «coração despedaçado» ao saber da morte de Edward Kennedy. Os primeiros-ministros britânico e irlandês também lamentaram a morte deste importante senador dos EUA.


O presidente norte-americano diz ter ficado com o «coração despedaçado» depois de ter sabido da morte do senador Edward Kennedy, tendo mesmo considerado que a morte deste influente político dos EUA põe fim a um importante capítulo da vida política no país.


«Um capítulo importante da nossa história encerrou-se. O nosso país perdeu um grande líder que pegou a tocha dos seus irmãos mortos e tornou-se no maior senador dos EUA dos nossos tempos», pode ler-se numa declaração de Barack Obama.


O presidente dos EUA destacou ainda o facto de «por cinco décadas, virtualmente todas as grandes legislações que promoveram o avanço dos direitos civis, saúde e bem-estar económico do povo americano tiveram o seu nome e resultaram dos seus esforços».


De férias na estância de Martha's Vineyard, Obama, que foi apoiado por Edward Kennedy na sua corrida à presidência, lembrou ainda o «sábio conselho» do senador e disse mesmo ter «beneficiado como presidente do seu encorajamento e sabedoria».


Em comunicado, o primeiro-ministro britânico foi ainda mais longe ao dizer que «o senador Edward Kennedy será lembrado não somente na América mais em cada continente» e disse estar muito satisfeito de ser contado entre os amigos deste senador.


Gordon Brown saudou o papel mundial de Edward Kennedy na «promoção da educação das crianças e da sua saúde», ao lembrar que “Ted” Kennedy «considerava que cada criança tinha de ter a oportunidade de explorar o seu potencial».


Por seu lado, o primeiro-ministro irlandês disse que os EUA «perderam um grande homem de Estado» e que a Irlanda «perdeu um verdadeiro amigo de longa data» isto porque o senador «trabalhou com coragem pela causa da paz na ilha».


«Teve um papel particularmente importante nos dias que levaram ao estabelecimento do processo de paz na Irlanda do Norte nos anos 90», afirmou Brian Cowen, numa referência aos acordos de Sexta-feira Santa em 1998.



Fonte: TSF

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Michael Jackson, o rei da pop

MICHAEL JACKSON, THE KING OF POP
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O mundo do espectáculo foi abalado pela morte de uma das suas maiores estrelas. Veja algumas das reacções dos famosos, citadas pelo 20 minutos e pela Globo:

- A ex-mulher de Michael Jackson, Lisa Marie Presley [filha de Elvis], garantiu estar «em choque e muito triste». «É uma perda tão grande e em tantos sentidos que não tenho palavras. O meu coração está com os seus filhos, que eram tudo para ele, e com a sua família», disse.

- A ex-sogra Priscilla Presley está «em choque, como todo o mundo deve estar».
- O representante de Elizabeth Taylor disse que a actriz está tão «devastada» que nem um comunicado consegue emitir.

- O
empresário que produziu o grande sucesso «Thriller» está «triste» pela morte repentina, «que o levou de nós tão rapidamente e numa idade tão jovem». O produtor acrescentou que Michael «tinha tudo: talento, graça, profissionalismo e dedicação».

- O director do mítico vídeo de «Thriller», John Landis, que teve uma disputa legal recente com o cantor por causa dos direitos de autor, afirmou que, embora Michael Jackson «tivesse uma vida turbulenta e complica», o seu legado deve ser recordado para sempre.

-
Janet Jackson está profundamente «devastada» com a morte do irmão mais velho Michael, segundo o manager da cantora.

-
Madonna não pára de chorar desde que soube da morte do rei da pop, «sempre admirei Michael Jackson. O mundo perdeu um dos seus maiores, mas a sua música viverá para sempre».

- Miley Cyrus, conhecida como «Hannah Montana», afirmou que «Michael Jackson era a minha inspiração».

- Segundo o actor e governador da Califórnia, Arnold Schwarzengger, «nossos corações estão com a família Jackson, com os filhos de Michael e com os seus fãs em todo o mundo».

- Britney Spears contou que «planeava ir a Londres só para assistir ao espectáculo de Michael Jackson. Ele foi uma inspiração durante toda a minha vida. Estou arrasada com a notícia de sua morte». - «Estou arrasada com essa notícia terrível», disse Celine Dion, desde o início da minha carreira que ele é o meu ídolo. Ele era um génio e um artista incrível! Nós estávamos na mesma gravadora, e eles sabiam que eu era uma grande fã de Michael Jackson. Quando comecei a fazer sucesso, eles combinaram para eu o conhecer. Fiquei muito nervosa e, ao mesmo tempo, entusiasmada, e Michael foi muito simpático. Ele autografou-me um de seus chapéus e eu fiquei muito feliz. Anos depois, ele foi assistir a um espectáculo meu em Las Vegas. Ele foi aos bastidores e passámos cerca de uma hora juntos». - Para o rapper Diddy, «Michael Jackson mostrou-me que se pode realmente ver o ritmo. Ele fez a música ganhar vida! Ele fez-me acreditar em magia. Vou ter saudades!».



Fonte: IOL Diário

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Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Michael Jackson na vida do além

MICHAEL JACKSON'S AFTERLIFE
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O cantor Michael Jackson morreu esta quinta-feira aos 50 anos depois de sofrer uma paragem cardíaca, informou o site americano dedicado às celebridades TMZ. Esta informação já foi confirmada por outros meios de comunicação social.

Michael Jackson teve uma paragem cardíaca, os paramédicos chegaram cerca de dez minutos depois mas não conseguiram reanimá-lo.

O cantor norte-americano foi depois transportado para um hospital em Los Angeles, nos Estados Unidos, tentaram a reanimação mas sem êxito.

Após as primeiras notícias centenas de fãs concentraram-se às portas do hospital e da residência de M. Jackson.

Para o próximo mês estava prevista uma digressão de Michael Jackson em Londres, "This is It".

Depois de ter praticamente desaparecido em 2005 por causa do julgamento em que era acusado de ter abusado sexualmente de uma adolescente, apesar de ter sido absolvido, o cantor cinquentenário tinha anunciado o seu regresso aos palcos, para uma série de concertos em Londres.

«This Is It!» começava a 13 de Julho de 2009 e terminava a 6 de Março de 2010. Em Março, tinham esgotado os primeiros 750 mil bilhetes.

Devido a vários rumores sobre o estado de saúde de Michael Jackson, que levaram mesmo ao cancelamento dos primeiros concertos, em 20 de Maio, a pedido da produtora dos espectáculos em Londres o cantor foi sujeito a vários exames médicos.

Esta semana o jornal britânico The Sun revelou que Michael Jackson sofria de cancro na pele.


Michael Jackson começou a sua carreira profissional aos cinco anos de idade como líder vocal do grupo Jackson 5.


“Thriller”, um álbum e um filme dirigido por John Landis, foram, talvez, os seus maiores sucessos. O álbum permanece como o mais vendido de sempre.


No
site oficial foram retiradas todas as notícias sobre os concertos em Londres e as mensagens da comunidade. Está apenas uma foto do cantor e a expressão "King of Pop".



Fonte: SAPO

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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Sexta-feira Santa

HOLY FRIDAY



O silêncio, o jejum e a oração são os traços marcantes desta Sexta-feira Santa, dia em que os cristãos celebram a Paixão e Morte de Jesus, recorda a Lusa.

Único dia no calendário católico em que não se celebra a eucaristia, é só também na igreja de Roma que se encontra a prática da reconstituição dos últimos passos de Cristo através da Via Sacra, durante esta tarde.

Nas igrejas evangélicas, a Sexta-Feira é dia de reflexão sobre o sacrifício de Jesus, mas sem tristeza, por estar ligado à Ressurreição, sendo das celebrações mais participadas.

Para a Igreja Católica, é dia de luto e de choro, que se inicia com a celebração da Paixão e adoração da cruz, após o que se realiza a Via Sacra ou Caminho da Cruz.

Segundo a lenda, Maria, mãe de Jesus, terá percorrido, nos primeiros anos do cristianismo, por várias vezes, o caminho que Cristo fez entre a casa do prefeito romano Pôncio Pilatos até ao Calvário, devoção que terá sido adoptada pelos peregrinos que visitavam Jerusalém.

Esta devoção foi posteriormente espalhada por todo o mundo, tendo o papa Bento XIV, no século XVIII, dado forma final à Via Sacra, estabelecendo as 14 estações em que se encontra actualmente dividida.

À Via Sacra segue-se a Procissão do Enterro do Senhor, tradição que se revive em todo o país, na qual o esquife com o corpo de Jesus percorre as ruas das localidades, acompanhado por orações.

O último ritual de Sexta-Feira Santa é a «procissão para ir buscar a hóstia», recolhendo-se as partículas consagradas guardadas na véspera para se proceder à comunhão dos fiéis.

Ao longo da Quaresma, mas muito especialmente em Sexta-feira Santa, realiza-se pelo país fora a Procissão do Senhor dos Passos, recriando a paixão e morte de Cristo, muitas vezes associada à procissão do Encontro, que recorda o momento em que Maria, mãe de Jesus, se encontrou com Cristo no Calvário.

A Sexta-feira Santa é o segundo dos dois dias do ano em que a Igreja Católica torna obrigatório o jejum (o outro é Quarta-feira de Cinzas).

De acordo com as normas, o jejum, na sua forma tradicional, significa que se deve limitar a alimentação a uma refeição, permitindo-se, contudo, a ingestão de alimentos ligeiros às horas das outras refeições.

Hoje em dia considera-se que os fiéis cumprem o jejum privando-se de «uma quantidade ou qualidade de alimentos ou bebidas que constituam verdadeira privação ou penitência».

O Tríduo Pascal, iniciado na Quinta-Feira Santa, tem sábado o seu apogeu com a Vigília Pascal, terminando com as vésperas do Domingo de Páscoa. O tempo pascal continua até à celebração do Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa.



Fonte: IOL TVI 24

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Quinta-feira Santa

HOLY THURSDAY
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Ritos de Quinta-feira Santa darão início ao ciclo de celebraçãos mais importantes no calendário da Igreja

Entre todas as semanas do ano, a mais importante para os cristãos é a Semana Maior, que foi santificada pelos acontecimentos que a liturgia celebra, da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor – o Mistério Pascal.
A peregrina do séc. V, Eteria, começa a sua relação da semana santa em Jerusalém escrevendo: «O dia seguinte, domingo, é o começo da semana da Páscoa ou Semana Maior, como a chamam aqui».

De facto, esta semana é o coração e o centro de toda a liturgia anual, nela se celebra o mistério da redenção, o grande sinal do amor de Deus salvador. «A Páscoa é o cume», assim resume esta festa um escritor dos primeiros séculos.

O cristão entra nesta Semana com o espírito de paz interior e recolhimento. A Quaresma foi um tempo de trabalho, disciplina, conversão, cerimónias penitenciais, agora chegou o tempo de descansar na Paixão de Cristo. «Deus amou tanto o mundo que lhe deu o Seu Filho Unigénito» (Jo. 3, 16). Toda a Paixão é sinal do amor de Deus, tornado visível em Jesus Cristo.

A devoção da Semana Santa nasceu da piedade dos primeiros cristãos de Jerusalém, onde Jesus sofreu a sua paixão. Por isso, desde os primeiros séculos, Jerusalém tornou-se lugar de peregrinações para os cristãos que gostavam de visitar os lugares da paixão. Nós participamos nos mistérios de Cristo não apenas com o sentimento ou imaginação, mas antes de tudo com a fé.


2 – O tríduo pascal começa com a missa vespertina da ceia do Senhor, em Quinta-Feira Santa, alcança o seu apogeu na vigília pascal e termina com as vésperas do domingo de Páscoa. Todo este espaço de tempo forma uma unidade que inclui os sofrimentos e a glória da ressurreição. O bispo de Milão, Santo Ambrósio, refere nos seus escritos os «três santos dias» e o bispo de Hipona, Santo Agostinho, nas suas cartas chama-os «os três sacratíssimos dias da Crucifixão, sepultura e ressurreição de Cristo».


A Quinta-Feira Santa está marcada pela instituição da Escritura, «verdadeiro sacrifício vespertino» (cf. 141, 2). O ritual proíbe a celebração da eucaristia sem fiéis e recomenda a concelebração, que confere à cerimónia litúrgica uma nota de eclesialidade eucarística e de unidade entre eucaristia e sacerdócio. A cerimónia sugestiva e humilde do Lava-Pés orienta-se também para a Eucaristia.

Os textos litúrgicos mostram a entrega de Jesus Cristo para a salvação da humanidade. Jesus celebra a Páscoa judia mas oferece o seu corpo e sangue em lugar do cordeiro imolado no Templo, para selar a Nova Aliança. O Lava-Pés é sinal do «amor até ao fim» (Jo. 13, 1). A transladação solene do Santíssimo Sacramento, é um sinal de continuidade entre o sacrifício e a adoração da presença sacramental.


A Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor é constituída por uma liturgia austera e sóbria. O centro da celebração é uma «sinaxis» (assembleia litúrgica) não eucarística que na liturgia antiga se chamava «missa dos presantificados». Os paramentos são vermelhos e a liturgia desenvolve-se em três momentos – a liturgia da Palavra, com a leitura do IV cântico do poema do Servo de Deus (Is. 52, 13), a carta aos Hebreus com a passagem do Sumo Sacerdote «causa de salvação para os que lhe obedecem» (Heb. 4, 14), e a Paixão segundo São João, o teólogo místico que vê na cruz a exaltação de Cristo. Às leituras segue-se a oração universal; - a adoração da cruz com a antífona de origem bizantina «adoramos Senhor a vossa cruz… pelo madeiro veio a alegria a todo o mundo» e os impropérios nos quais Jesus reprova a ingratidão do seu povo; - a comunhão com o Pão eucarístico consagrado na tarde de quinta feira santa. A piedade popular gosta de participar na procissão do Enterro do Senhor e comove-se com a presença da Senhora da Soledade acompanhando o seu Filho morto.


A Sexta-feira é um dia de intenso luto e dor mas iluminado pela esperança cristã. A devoção à Paixão do Senhor está fortemente arreigada na piedade cristã. A peregrina Eteria, ao descrever as cerimónias em Jerusalém, por volta do ano 400, diz: «dificilmente podeis acreditar que toda a gente, velhos e jovens, chorem durante essas três horas, pensando no muito que o Senhor sofreu por nós».

A Igreja apresenta grande austeridade, nada distrai o nosso olhar do altar e da cruz, o povo cristão fica vigilante junto à cruz do Senhor e da Virgem da Soledade.


O grande Sábado Santo, é um dia de serena esperança e preparação orante para a ressurreição. Os cristãos dos primeiros séculos jejuavam neste dia como em sexta feira santa, era o tempo em que o esposo os tinha deixado (Mt. 2, 19).

O Ofício Divino é rezado perante o altar desnudado, presidido pela cruz e tem um acento de meditação e repouso. A piedade cristã ora perante a imagem da Virgem das Dores, «ela no grande Sábado, recolheu a fé de toda a Igreja… só ela entre todos os discípulos esperou vigilante a ressurreição do Senhor». (Missa da Virgem Maria).

A Vigília Pascal é uma vasta celebração da Palavra de Deus que continua com o baptismo e continua com a Eucaristia. Os símbolos são abundantes e de uma grande riqueza espiritual – o ritual do fogo e da luz que evoca a ressurreição de Jesus e a marcha de Israel no deserto guiado pela coluna de fogo; a liturgia da Palavra com Salmo e oração, percorrendo as etapas da história da salvação; a liturgia da iniciação cristã que incorpora novos filhos na Igreja; a renovação das promessas do baptismo e aspersão com a água benta que recorda a água do nosso baptismo; por fim a eucaristia que proclama a ressurreição do Senhor, esperando a sua última vinda (1 Cor. 11, 26).

A liturgia convoca de novo os fiéis para o «dia que fez o Senhor» na missa do dia. A piedade cristã realiza a procissão de Cristo ressuscitado, ornamentando as estradas, estalando foguetes, tocando sinos e ao som da música entoa o «Regina coeli» à mãe de Jesus. O Aleluia, que fora suprimido na Quaresma, aparece repetidas vezes em sinal de alegria e vitória, de forma que o Aleluia pascal se tornou a aclamação própria do mistério pascal.


A magnífica liturgia pascal põe em relevo uma nota escatológica que indica a meta para onde nos dirigimos seguindo Cristo e que São Paulo apresenta na carta aos Coríntios: «Sempre que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a tua morte Senhor, até que venhas» (1Cor. 11, 26).

† Teodoro de Faria, Bispo emérito do Funchal


Fonte: Agência Ecclesia

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Carnaval, Cinzas e Quaresma

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Olhando para o calendário, rapidamente se percebe que é a Páscoa quem rege o Carnaval: a Páscoa é celebrada no primeiro Domingo da lua cheia após o Equinócio da Primavera, no hemisfério Norte. O Carnaval acontece entre 3 de Fevereiro e 9 de Março, sempre 47 dias antes da Páscoa, ou seja, após o sétimo Domingo que antecede o Domingo de Páscoa.

Carnaval

O Carnaval é uma festividade popular colectiva, cíclica e agrária. Teve como verdadeiros iniciadores os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no ano 4000 a.C., e uma segunda origem, por assim dizer, nas festas pagãs greco-romanas que celebravam as colheitas, entre o séc. VII a.C. e VI d.C.

A Igreja viria a alterar e adaptar práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma. Uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência.

Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II foram grandes inimigos do Carnaval, mas, no ano 590, a Igreja Católica permite que se realizem os festejos do Carnaval, que consistiam em desfiles e espectáculos de carácter cómico.

No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o Carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.

Sobre a origem da palavra Carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne!) ou de “carne levamen” (supressão da carne) levam-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma. A própria designação de Entrudo, ainda muito utilizada entre nós, vem do latim “introitus” e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a esse tempo litúrgico.

Cinzas

No dia seguinte, a cinza recorda o que fica da queima ou da corrupção das coisas e das pessoas. Este rito é um dos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.

Nos primeiros séculos, apenas cumprem este rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, às portas da Páscoa. Vestem hábito penitencial, impõem cinza na sua própria cabeça, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de conversão.

A partir do século XI, quando desaparece o grupo de penitentes como instituição, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. As cinzas, símbolo da morte e do nada da criatura em relação a seu Criador, obtêm-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras abençoados no ano anterior, na celebração do Domingo de Ramos.

Quaresma

O termo Quaresma deriva do latim "quadragesima dies", ou seja, quadragésimo dia. É o período do ano litúrgico que dura 40 dias: começa na quarta-feira de cinzas e termina na missa "in Coena Domini" (Quinta-Feira Santa), sem inclui-la.

O sexto Domingo, que dá início à Semana Santa, é chamado "Domingo de Ramos", "de passione Domini". Desse modo, reduzindo o tempo "de passione" aos quatro dias que precedem a Páscoa, a Semana Ssanta conclui a Quaresma e tem como finalidade a veneração da Paixão de Cristo a partir da sua entrada messiânica em Jerusalém.

Uma prática penitencial preparatória para a Páscoa, com jejum, começou a surgir a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.

Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse período, estavam na fase final da sua preparação os catecúmenos que, durante a vigília pascal, haveriam de receber o Baptismo.

Por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência, marcas que ainda hoje se mantêm.

Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.
Nacional Octávio Carmo 23/02/2009 11:02 4342 Caracteres
2737 Quaresma



Fonte: Agência Ecclesia

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Eutanásia, entre a vida e a morte

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Antes de falar sobre esse tema, devo confessar que ele me divide e testa. Não tenho opinião formada sobre esse assunto, venho apenas trazer opiniões alheias, mesmo que cada um defenda seu ponto de vista.

Esse é um tema polémico, duro, nauseante, cercado de ética, política, moralismo, princípios religiosos, solidariedade e compaixão.

Não consigo, portanto, homogeneizar todas essas polemicas dentro de mim, simples mortal observadora do comportamento alheio.

Mas a eutanásia nos estremece por dentro. Sempre haverá uma disputa velada entre os homens e o Divino, entre o certo e o errado, entre a vontade de um sobre a vida do outro, seja para defendê-la ou abreviá-la.

O caso Eluana é insano, li muito as declarações de seu pai, que durante mais de 10 anos e 5000 páginas de processos, simplesmente defendia o seu direito de pai sobre o direito dos médicos sobre a vida de sua filha. Foi uma longa batalha.

Nós, médicos, hipocraticamente estamos subjugados ao compromisso de manter a vida a qualquer custo, mesmo nos opondo a vontade de doentes e seus familiares. Eluana não voltaria jamais. Terri Schiavo, americana, também não. O que diríamos sobre Hugo Claus, indicado ao Nobel e prisioneiro doente de Alzheimer que morreu em março em um hospital de Antuérpia, que teve a sua eutanásia permitida? É muito difícil expressarmos um valor de julgamento sobre o que mais defendemos na vida: a própria vida.

Eutanásia (do
grego ευθανασία - ευ "bom", θάνατος "morte") é o ato pelo qual se abrevia a vida de um doente incurável de maneira controlada e assistida por um especialista. Uma complicada questão de bioética e biodireito, pois o Estado tem como lei máxima a proteção da vida dos seus cidadãos.

Admitida na antiguidade, a eutanásia só foi condenada a partir do judaísmo e do cristianismo, em cujos princípios a vida tinham o caráter sagrado.

Os Brâmanes eliminavam os velhos enfermos e os recém-nascidos defeituosos por considerá-los imprestáveis aos interesses do grupo, os Espartanos matavam os recém-nascidos deformados e até anciãos, pois espartanos deveriam ter as máximas condições de robustez e força; e os Celtas tinham por hábito que os filhos matassem os seus pais quando estes estivessem velhos e doentes.

Existem dois tipos de eutanasia: a ativa, que conta com atitudes que objetivam o fim da vida de maneira planejada e negociada entre o doente (ou seu representante legal) e o medico (ou outro profissional de saúde vinculado ao caso); e a passiva, que não provoca deliberadamente a morte, mas interrompe todos os cuidados necessários para manutenção da vida em um doente terminal ou irreversível.
A eutanásia não defende a morte, mas a escolha pela mesma por parte de quem a concebe como melhor opção ou a única.

São muitos os argumentos sobre a eutanásia, desde os religiosos, éticos até os políticos e sociais. Do ponto de vista religioso a eutanásia é tida como uma usurpação do direito à vida humana...

As pessoas com doença crônica e, portanto, incurável, ou em estado terminal, têm naturalmente momentos de desespero, momentos de um sofrimento físico e psíquico e social muito intenso.

Os pedidos de Eutanásia por parte dos doentes são muitas vezes pedidos de ajuda, implorações para que se pare o sofrimento!

No Brasil a eutanásia é considerada homicídio, já na Holanda é permitida por lei e na Bélgica registrou se 705 casos da eutanásia durante o ano passado, 42% a mais do que em 2007.

A discussão sobre a eutanásia é multifocal e leva a uma reflexão sobre o significado da dignidade humana, seja no sentido de respeitar o direito de viver, seja na oportunidade de respeitar o direito de morrer com dignidade, a partir do instante que a morte é justa.

Na medicina avançamos na possibilidade de salvar mais vidas, e criamos automaticamente complexos dilemas éticos que permitem maiores dificuldades para um conceito mais ajustado do fim da existência humana. O aumento da eficácia e a segurança das novos tratamentos motivam questionamentos quanto aos aspectos econômicos, éticos e legais resultantes do emprego exagerado de tais medidas e das suas possíveis indicações inadequadas.

O atual Código Penal, não especifica o crime da eutanásia. O médico que a pratica comete crime de homicídio simples, tipificado no artigo 121, com pena de 6 a 20 anos de reclusão.

Nem a lei nem a ética médica exigem que “tudo seja feito” para manter uma pessoa viva. A insistência, contra o desejo do paciente, em adiar a morte com todos os meios disponíveis não é prática corrente nos hospitais. Seria algo cruel e desumano. A morte é algo de natural e não se justifica a sua recusa absoluta. Há um momento a partir do qual as tentativas de curar podem deixar de demonstrar compaixão ou de fazer sentido sob o ponto de vista médico. O esforço deve ser posto em tornar o tempo de vida que reste ao doente o melhor possível. A intervenção médica pode-se limitar a aliviar a dor e outros sintomas de sofrimento. Enfim, esse é um tema amargo. Mas altamente reflexivo que pelo menos nos faz enxergar melhor o sofrimento do outro.

A solidariedade médica é quase um ato obrigatório e humanizado. Mesmo sob as polêmicas questões entre a vida e a morte.



Fonte: ITU.com.br

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

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O sofrimento perante a devastação de Gaza

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Depois de 22 dias de bombardeamentos, Gaza luta para se reerguer dos escombros, atónita perante a devastação causada pela mais violenta guerra dos últimos 40 anos. A VISÃO entrou no território. Leia a reportagem e veja o VÍDEO

Os homens lavam os pés com a água racionada. São dezenas e têm apenas um pequeno garrafão. Estendem dois tapetes coloridos debaixo de uma tenda improvisada e iniciam as rezas do meio-dia. Um rapaz chora sempre que toca com a testa no chão, louvando o profeta. À sua frente, até onde a vista alcança, há apenas escombros. As 29 casas do clã Samouni, de Zeitun, uma pequena vila a sul da cidade de Gaza, foram todas destruídas, a 5 de Janeiro, durante a guerra com Israel. Trinta e três pessoas desta família morreram num só dia.

O cheiro a morte ainda paira no ar. Faraj Samouni, 22 anos, mostra a casa da família em ruínas. «Mataram os nossos animais, destruíram as plantações, roubaram tudo o que era bonito na nossa vida… Porquê? Porquê?»

Aqui, ao contrário do que sucedeu noutras zonas da Faixa de Gaza, não foram as bombas lançadas pela aviação israelita que semearam a morte. Foram as forças terrestres que, durante 24 horas, espalharam o pânico no seio desta comunidade de agricultores. «Chegaram em tanques e começaram por deitar fogo à casa do meu tio. Ainda tentámos ajudar, mas eles disparavam sobre quem se aproximava. Eu tive sorte, pediram-me a identificação e só me mandaram tirar a roupa e ficar junto de uma oliveira, sem me mexer.» Eram 6 da manhã e Faraj tremia – de frio e de pânico. Foi uma testemunha forçada da onda de destruição que arrasava tudo à sua volta.

Uma hora depois, mandaram-no regressar a casa e fechar-se num quarto. Assim fez. Minutos depois, os soldados entravam pelas traseiras. «Estávamos fechados, como eles mandaram, às escuras, numa pequena sala: eu, o meu pai, a minha mãe e os meus cinco irmãos pequenos, que não paravam de chorar. Os soldados gritavam muito, pediram para o chefe da casa ir à rua. O meu pai levantou-se e abriu a porta, de mãos no ar. Mataram-no logo, sem uma pergunta…»

A família gritava, desesperada, no interior da sala, enquanto os militares continuavam a disparar. Faraj suplicava-lhes: «Por favor, parem, estão crianças aqui dentro!» A mãe já tinha sido atingida, tal como Faraj e dois dos seus irmãos. «Então, eles entraram na sala, apontando luzes às nossas caras e baixaram as armas. Disseram para não sairmos dali. Ouvi-os revolver a casa toda... levaram-nos o dinheiro, 2 mil dólares que o meu pai tinha acabado de receber, pela venda das colheitas. Agarraram num bidão que tínhamos na cozinha e espalharam gasolina pelas outras divisões. Depois deitaram fogo a tudo.»

O odor do martírio

As marcas das balas e do sangue ainda são visíveis na sala onde Faraj procurou abrigo com a família. É a única divisão que continua de pé. O resto da casa está em ruínas. O que o fogo não destruiu foi, depois, deitado abaixo com explosivos. Entra-se a custo, num espaço que iria servir de quarto a Faraj e à sua noiva – casariam no próximo mês –, saltando por cima de bocados de tijolos, mobílias, roupas, brinquedos, pedaços de vidas desfeitas. É estranho ver um megafone, semelhante aos que se erguem no topo das mesquitas, para chamar os fiéis para as rezas. «É da mesquita do outro lado da rua. Veio aqui parar com a força das explosões.»

Algumas horas mais tarde, os militares regressaram a casa de Faraj. «Mandaram-nos sair, saltar por cima do corpo do meu pai, e seguir para a estrada principal. Perguntei se podíamos ir para Gaza, porque estávamos feridos, mas disseram que não. Tínhamos de ir para Netzarim. Mas lá não há hospital…» Faraj correu o mais depressa que podia, levando ao colo a mãe, que se esvaía em sangue. O irmão, de 10 anos, Kanan, carregava o irmão Fadi, de 3, que fora atingido na cabeça. A um quilómetro de distância, os tios e primos chamaram-nos para dentro da casa de uns vizinhos. Foi ali que se abrigaram mais de uma centena de pessoas, esperando que os soldados acabassem de destruir todas as suas propriedades.

«Ligámos vezes sem conta para o hospital, a pedir que enviassem ambulâncias… havia gente muito mal. Mas eles não podiam aproximar-se, os israelitas não deixavam. O meu irmão acabou por morrer», diz, cobrindo com as mãos o rosto emocionado. Uma prima sua entrou em trabalho de parto, à noite, e teve a bebé no meio daquela gente toda. «Tivemos de usar uma faca para cortar o cordão umbilical… quase morreu com uma infecção, mas agora está bem.» A menina chama-se Sojud – o nome dado ao movimento de prostração durante a reza, no culto muçulmano. Foi a forma de agradecerem a Deus pela nova vida que ofereceu à família, no meio de tamanha mortandade.

Faraj Samouni só conseguiu regressar a casa 15 dias depois, quando a zona deixou de estar ocupada pelos tanques israelitas. «O corpo do meu pai ficou aqui, abandonado, este tempo todo», diz, apontando para o local exacto onde ele se encontrava. E é então que agarra num pedaço de terra escurecido e o cheira. Depois estende-o, perguntando: «Vês como cheira bem?» Os palestinianos acreditam que quando o sangue dos mortos ganha um odor adocicado, isso significa que se tornaram mártires. Foi nesse momento, e nesse momento apenas, que no rosto duro de Faraj se desenhou um sorriso.

O trauma das crianças

A história da família Samouni chocou os palestinianos pela dimensão da tragédia que a atingiu – nenhuma outra perdeu tantos membros, durante os 22 dias de guerra com Israel. Mas há dezenas de casos com quatro, cinco, seis mortos.

A família Deeb, do bairro de Jabalya, chora a morte de 11 familiares, de forma bem audível, assim que se cruza o seu portão azul, cravejado de balas. Uns primos, que acabam de chegar com um cartaz com as suas fotografias, honrando-os como mártires, ao lado da figura de Yasser Arafat, juram que ali ninguém tinha ligações com o Hamas.

As mulheres estavam a fazer pão, quando um tanque disparou contra a casa, arrancando metade da parede da sala onde se encontravam. Só Ahlam, 19 anos, estava numa divisão ao lado. Foi atingido por estilhaços mas nenhuma ferida é pior do que a dor de perder 11 dos 13 membros da sua família, de uma só vez.

Restava-lhe, apenas, Allah, a irmã de 17 anos, transportada para um hospital do Egipto, em estado muito crítico. Subitamente, a casa enche-se de gritos. As mulheres choram, inundam o bairro com as suas ondas de lamento. Um primo explica que acabam de receber um telefonema do Cairo – Allah não sobreviveu.

A casa de Ahlam Deeb fica a uma centena de metros da escola das Nações Unidas atingida pelos militares israelitas, onde morreram 48 pessoas. Os danos não são muito visíveis, no dia em que as aulas recomeçam, a 25 de Janeiro, depois de mais de um mês de férias forçadas. O espaço é invadido por miúdos aparentemente felizes, que se desfazem em gargalhadas com o espectáculo de um palhaço contratado pela Muslim Aid. «Temos de colocar pensamentos bons na cabeça deles, depois de dias tão sombrios», diz Maher Waha, 44 anos, psicólogo da organização islâmica, que teme as consequências destes dias de guerra nas gerações futuras. «Muitas crianças voltaram a fazer chichi na cama, têm pesadelos, não comem… é impossível saber mas haverá milhares de casos de stresse pós-traumático para acompanhar.»

O líder de Jabalya

Os soldados insistem que atacaram a escola da ONU, onde um milhar de civis procurara abrigo, respondendo a tiros que alguém disparava daquela área. E Abu Askar, líder do Hamas naquela região, não nega que os seus homens estavam na rua, a combater. «Três 'irmãos' meus morreram ao fundo da rua, com outras 12 pessoas», diz, de forma seca, sentado numa cadeira de rodas, ao lado da sua casa desfeita – a menos de 50 metros da escola de Fakoura.

Israel conhece-o bem e sabia onde ele morava. «Ligaram-me a dizer que tinha cinco minutos para sair. Depois, largaram aqui uma bomba.» Ele, que já perdera as pernas num combate com os israelitas – foi ferido pelo míssil disparado por um helicóptero, na fronteira norte do território, em 2006 –, mudou-se para uma casa ao lado. O ataque da aviação israelita foi, neste caso, de uma precisão espantosa. Todas as casas em redor estão intactas, se descontarmos os vidros partidos: a dele parece ter sido implodida.

Jabalya é o mais antigo campo de refugiados do mundo (existe desde 1948, quando nasceu o Estado de Israel). Foi, entretanto, transformado num bairro com casas toscas de cimento, com ruelas estreitas e desordenadas, por onde correm esgotos a céu aberto. É um terreno fértil para a revolta dos jovens. Aqui sobrevivem, em condições miseráveis e graças aos cupões de racionamento alimentar da ONU, mais de 160 mil pessoas.

Abu Askar pertence à geração que daqui lançou a primeira Intifada, a chamada «guerra das pedras», em 1987. E acredita que Jabalya continua a ser «a cabeça da revolução palestiniana», que tudo voltará a passar por aqui. Terá o Hamas capacidade de resposta, depois de um ataque desta magnitude? O homem ficou em silêncio durante uns segundos. Depois deu por terminada a entrevista, dizendo: «Aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes.»

Tréguas abaladas

Quando os F-16 israelitas cruzam os céus da Faixa de Gaza, a velocidades próximas da barreira do som, tudo treme à sua passagem. Os palestinianos acreditam que estes caças são «bombas supersónicas». O som é em tudo semelhante ao de uma gigantesca explosão e, por breves segundos, o mundo parece fugir debaixo dos pés.

Na segunda-feira, 26, voltaram a ouvir-se tiros, em várias partes do território. Em Gaza, são claramente disparos de Kalashnikov, sons metálicos, espaçados no tempo, a quem ninguém parece dar grande importância. Os tiroteios há muito que fazem parte da banda sonora das suas vidas.

Na região norte da Faixa de Gaza, junto da fronteira de Erez, ouvem-se mais disparos, desta vez em rajadas – provavelmente de militares israelitas contra os militantes palestinianos, que, nesse dia, terão lançado, segundo Telavive, oito rockets para o Sul do Estado hebraico – os primeiros desde o cessar-fogo decretado pelas partes, no domingo, 25.

Uma explosão junto do posto fronteiriço de Kissufim, a sul, deixa a população ainda mais apreensiva, na terça-feira. Um soldado israelita foi morto e outros três terão ficado feridos. Um agricultor palestiniano também morreu, segundo os médicos do Hospital Shifa, na cidade de Gaza.

O director do Serviço de Urgência do maior hospital da região – que, apesar do título, tem apenas 12 camas na sala de emergência, duas nos Cuidados Intensivos e nem um aparelho de ressonância magnética – descreve os dias em que recebeu mais de 5 mil feridos, sem meias palavras: «Isto foi uma catástrofe. O mundo tem de condenar Israel por estes crimes de guerra. Mataram 22 membros da minha equipa! Gente que ia em ambulâncias, para ajudar os feridos. Vi morrer aqui 437 crianças, 110 mulheres, 123 avós!»

Moawiya Abu Hasaneen grita estes números à porta do hospital, enquanto coordena o transporte de mais uma dezena de feridos para o Egipto. Depressa fica rodeado por dezenas de pessoas e todas querem acrescentar um ponto à história. O médico continua a desabafar a sua indignação: «Em cada rua da Palestina existe uma ou duas pessoas em cadeira de rodas. Não têm conta aqueles que tivemos de amputar, nas últimas semanas… E os que ficaram surdos? E os que ficaram cegos? E os que entraram aqui com queimaduras misteriosas, de grau 2 e 3, gravíssimas…» Várias pessoas apressam-se a mencionar a utilização do fósforo branco, proibido em zonas populacionais – e a Faixa de Gaza é uma das regiões mais densamente povoadas do planeta.

O calvário dos sobreviventes

Passando a recepção do Hospital Shifa, onde está afixado um enorme cartaz com o rosto do xeque Yassim, o líder do Hamas assassinado por Israel em 2004, é preciso furar pelas escadas apinhadas de gente para chegar ao quarto andar, onde está Nesreem El Qouq, uma menina de 8 anos ferida por disparos da marinha israelita na quinta-feira, 22 – em pleno cessar-fogo. «Ela estava a brincar com o irmão na praia, eram 7 da manhã, não havia ali mais ninguém», explica a mãe, enquanto afasta os cobertores da cama para mostrar os ferimentos. Tem uma perna ligada desde a anca aos dedos dos pés, foi submetida a uma cirurgia complicada mas os médicos estão confiantes de que ficará sem sequelas. «Sem sequelas físicas», corrige imediatamente uma enfermeira que ouvia a conversa a poucos metros.

Nesreem é uma das poucas crianças que ainda permanecem em Shifa. Como explica o enfermeiro Fadi Khodir, 22 anos, «os casos mais graves foram para hospitais na Bélgica». Há uma semana, chorou, quando teve de se despedir de uma menina de 3 anos, Samar, com a parte dorsal desfeita. «Ela não tinha costas quando aqui chegou, só um enorme buraco. Duas vértebras desapareceram, pura e simplesmente.» A menina esteve uma semana isolada no hospital, sem nenhum familiar por perto. Foi Fadi quem se ocupou dela, dia e noite. «Ir para casa era muito perigoso, de qualquer forma», diz, em jeito de brincadeira. A menina estava sozinha, porque a mãe também ficou ferida nos bombardeamentos e estava noutro hospital, inconsciente. «O pai queria procurá-las mas não conseguia sair à rua, os tanques disparavam contra quem ousasse abrir uma porta.»

No primeiro andar, por detrás de cada cortina azul, que confere alguma privacidade aos doentes ali internados, escondem-se dezenas de familiares, encavalitados em redor das camas dos seus. Nazmi Al Hyoubi aceita falar e os primos afastam-se para um canto, acrescentando pormenores no fim de cada frase sua.

Nazmi tem 22 anos, é estudante de Gestão. O seu braço direito está desfeito, a perna esquerda engessada e cravada de parafusos, o abdómen coberto pelas ligaduras que tentam confortar as suas feridas. Estava fechado em casa com outros 17 familiares, rezando para os tanques passarem depressa, quando o mundo desabou sobre a sua cabeça. «Lançaram um míssil de helicóptero e dois morteiros dos tanques», jura. Havia duas mulheres grávidas dentro de casa que também ficaram feridas, mas as ambulâncias só puderam acudir-lhes quatro horas depois, quando os israelitas abandonaram o local. «Pensei que ia morrer mas não me importava. Eu preferia ter morrido. Pelo menos tornava-me um mártir, ia para o paraíso, não tinha de ficar aqui, preso a esta vida terrível.»

A paz, o pão, a liberdade a sério

Os palestinianos consideram que todos os mortos em confrontos com os israelitas são mártires – e não apenas os suicidas em nome da resistência. Em todas as ruas de Gaza estão afixados cartazes com as suas fotografias, indicando a data e as circunstâncias da sua morte. O Hamas promove, empenhadamente, o ideal do martírio junto da juventude. Um CD de música à venda na cidade de Gaza tem, na capa, vários combatentes em acção. O título é elucidativo: «Centenas de noivas à tua espera.»

Os cartazes dos mártires encontram-se nos locais mais inesperados. Como no mercado central da cidade, decorando a banca de legumes de Mari Abu Arab, 39 anos. «Nenhum é da minha família mas são todos meus irmãos», explica, depois de ter contado como os tanques destruíram as suas culturas. «O que não foi espezinhado acabou queimado pelas bombas de fósforo.»

Mari calcula que serão precisos cinco anos para recuperar a sua quinta. Mas, para isso, seria preciso abrir terreno para a paz. «E o que é a paz que nos oferecem? É só pararem de despejar bombas em cima de nós? Não! Nós precisamos é das fronteiras abertas, que o cerco termine de vez. [as fronteiras de Gaza estão fechadas para o povo desde 2006]»

Já na escola da ONU onde se apinham 6 mil pessoas que ficaram sem casa no último mês, ouvira falar, com raiva, da noção que o mundo tem da paz de que os palestinianos precisam. Um homem queixava-se, dizendo que dormia com 78 pessoas numa sala com pouco mais de 20 metros quadrados, que não tomavam banho há três semanas e que a comida que a ONU distribuía era pouca, uma lata de atum para cada três ou quatro, deixando todos com fome. Um outro interrompeu a conversa, aos gritos, a ira a incendiar-lhe o olhar: «Não quero saber da comida, nós não somos animais que podem ser fechados num curral e a quem se atira umas sacas de farinha para apaziguar as consciências do mundo. Estou farto disto, eu quero é trabalhar para dar comida à minha família, não quero esmolas. Falam tanto de paz, nós precisamos é de liberdade!»


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Fonte da notícia: VISÃO

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terça-feira, 22 de julho de 2008

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Condenados à morte no Irão por apedrejamento

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Oito mulheres e um homem foram condenados à morte por apedrejamento no Irão, por crimes de adultério. Estes casos registados em diversas partes do país surgem numa altura em que vigora uma moratória neste tipo de execuções.

O jornal britânico Guardian relata que, segundo os advogados, maior parte dos nove condenados foi vitima de violência doméstica e carece de instrução básica, não percebendo sequer o tipo de acusação de que é alvo.

É apontado ainda que parte das sentenças foram pronunciadas após processos em tanto os condenados como os seus representantes legais foram privados de estarem presentes na audição de algumas testemunhas.

Um dos casos apresentados pelo jornal é o de Kobra Najar, uma mulher de origem curda que terá sido obrigada a prostituir-se pelo marido, que terá feito o mesmo com a filha do casal, após Kobra ter-se divorciado.

Shamame Qorbani, outra das condenadas, disse ter sido vítima de violação, mas as autoridades não investigaram as suas alegações.

«Estas mulheres provêm em grande parte de massas iletradas que não tem dinheiro ou acesso a um advogado, Muitas não entendem farsi e, claro, todos os interrogatórios são em farsi», afirmou ao jornal britânico Shadi Sadr, um advogado iraniano envolvido na luta pelos direitos humanos no país.

«Em todos os casos houve violência contra elas, ou foram forçadas a casarem-se, ou as seus pedidos de divórcio foram recusados», acrescentou.

Estes casos agora divulgados devem-se, de acordo com o advogado, à radicalização do fundamentalismo religioso no país e a um clima político repressivo.

Fonte da notícia: IOL Diário
Nota Pessoal:
Até custa a acreditar que actualmente este tipo de coisas aconteça num mundo que se diz ser humano e civilizado.

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sábado, 14 de junho de 2008

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A morte do Tratado de Lisboa

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Três anos após o ‘não’ francês e holandês ao Tratado Constitucional, a União Europeia mergulhou numa nova crise institucional. O chumbo irlandês ao Tratado de Lisboa levanta dúvidas sobre o futuro da Europa.

De rosto carregado, Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, garantiu ontem em Bruxelas que o Tratado de Lisboa 'ainda está vivo'. 'Dezoito Estados-Membros já o aprovaram, um votou contra, devemos continuar o processo de ratificação', disse Barroso, lembrando que as soluções são 'responsabilidade de todos', sobretudo da Irlanda.

O primeiro-ministro, José Sócrates, manifestou 'profundo desapontamento' com a vitória do ‘não’, assumindo que o resultado é uma derrota pessoal. A exemplo de Barroso, Sócrates acha que a ratificação deve continuar, ideia subscrita por Manuela Ferreira Leite, líder do PSD.

Brian Cowen, primeiro-ministro irlandês, já pôs de lado a hipótese de fazer novo referendo. Os irlandeses votaram na quinta-feira, mas só ontem se soube os resultados: 53,4% pelo ‘não’ e 46,6% pelo ‘sim’. Com pouco mais de metade dos irlandeses a votar, o dia vai ficar na história como uma ‘amarga sexta-feira 13’.

A Cimeira de Bruxelas, marcada para os dias 19 e 20, vai obrigar os chefes de Estado a reflectir sobre o chumbo. Segunda-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros fazem a primeira avaliação no Luxemburgo.

SONHO DE SÓCRATES NA GAVETA

'Porreiro, pá!' Depois de horas de discussão, na cimeira informal de Outubro, a expressão incontida de José Sócrates no abraço a Durão Barroso era o desabafo de quem acreditava ter uma solução para uma Europa mergulhada no impasse. O primeiro-ministro confessou mesmo que o sucesso do Tratado de Lisboa era bom para a carreira política. Ontem, o sonho ficou na gaveta. Têm-se somado os falhanços de líderes europeus. Em 2005, França e Holanda disseram ‘não’ ao Tratado Constitucional. Em 2001, os irlandeses chumbam o Tratado de Nice. E em 1995, a Dinamarca votou contra o Tratado de Maastricht.

Fonte da notícia: Correio da Manhã
Nota Pessoal:
É uma situação complicada e politicamente devastadora sobretudo para aqueles que se empenharam em ver realizado este grande sonho para toda a União Europeia. Refiro-me concretamente ao Dr. Durão Barroso e o Primeiro Ministro José Sócrates. De resto faço minhas as palavras de Cavaco Silva, "os tratados não deveriam ser referendados".

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Jorge Goncalves

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