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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Há cada vez menos freiras

Shortage of nuns in the world
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Há cada vez menos freiras nos conventos, e alguns já tiveram de encerrar. Nos últimos 15 anos os institutos religiosos perderam 2.500 vocações. Há congregações que não têm uma noviça há quase 20 anos, e 33 destas instituições estão a funcionar com menos de dez religiosas, avança a edição do SOL desta sexta-feira

Na adolescência, o coração de Isabel Bernardes fazia contas de dividir: «Havia um rapaz de quem até gostava, mas entre dois amores escolhi um que me podia dar mais plenitude». Quis ser radical. Tornou-se esposa de Deus.

Aos 17 anos, encheu a mala com experiência de vida, deixou Tondela e integrou a Ordem da Imaculada Conceição, no Convento Santa Beatriz, em Viseu. «Aquilo que eu era foi o que trouxe. Aprendi muito no mundo, gostava muito do mundo. Não foi por não gostar que entrei para o convento».

Com 42 anos, Isabel é actualmente a abadessa daquela comunidade e completa, em Fevereiro, 25 anos de vida monástica.

Maria Clara, 63 anos, também decidiu fazer da clausura um modo de vida. Aos 18, ciente de que o namoro não lhe interessava, entrou no mosteiro das Clarissas de Monte Real. «Atraiu-me a adoração ao Santíssimo. Para quê ter uma família reduzida? Eu quero o mundo inteiro! Vim para a clausura para ter horizontes vastos e um coração imenso».

Mas há cada vez menos mulheres a seguirem o exemplo das irmãs Isabel e Maria Clara. A crise de vocações é uma realidade, não só no sacerdócio mas também nos institutos religiosos.

Num período de 16 anos, houve uma redução de 2.500 freiras nas congregações e ordens religiosas. Segundo dados da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), em 2008 havia 5.417 irmãs, distribuídas por 652 comunidades regidas por cem ordens. Isto quando em 1992 existiam 7.995 freiras, espalhadas por 795 conventos de 98 ordens.

Por Liliana Garcia

Fonte: SOL

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Sarkozy condena uso da burca em França

"BURKAS ARE NOT WELCOMED IN FRANCE"
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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, considera a burca "um sinal de subserviência".

O discurso de Sarkozy, durante uma sessão conjunta do parlamento, surge numa altura em que alguns legisladores querem proibir o uso da tradicional vestimenta muçulmana, em França. "O problema da burca não é uma questão religiosa. Tem a ver com a liberdade e a dignidade da mulher", começou por dizer o presidente francês.

A burca "não é um símbolo religioso, é uma sinal de subserviência, um sinal de rebaixamento", disse Nicolas Sarkozy. "Quero dizer solenemente que a burqa não é bem-vinda em França", acrescentou o presidente gaulês.

"Não podemos aceitar no nosso país mulheres encurraladas atrás de uma cerca, cerceada da vida social, privada de qualquer identidade", disse Sarkozy, exortando o parlamento a aprofundar o debate sobre o assunto. "Esta não é a ideia que temos sobre a dignidade da mulher", acrescentou o presidente francês.



Fonte: Jornal de Notícias

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Eutanásia, entre a vida e a morte

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Antes de falar sobre esse tema, devo confessar que ele me divide e testa. Não tenho opinião formada sobre esse assunto, venho apenas trazer opiniões alheias, mesmo que cada um defenda seu ponto de vista.

Esse é um tema polémico, duro, nauseante, cercado de ética, política, moralismo, princípios religiosos, solidariedade e compaixão.

Não consigo, portanto, homogeneizar todas essas polemicas dentro de mim, simples mortal observadora do comportamento alheio.

Mas a eutanásia nos estremece por dentro. Sempre haverá uma disputa velada entre os homens e o Divino, entre o certo e o errado, entre a vontade de um sobre a vida do outro, seja para defendê-la ou abreviá-la.

O caso Eluana é insano, li muito as declarações de seu pai, que durante mais de 10 anos e 5000 páginas de processos, simplesmente defendia o seu direito de pai sobre o direito dos médicos sobre a vida de sua filha. Foi uma longa batalha.

Nós, médicos, hipocraticamente estamos subjugados ao compromisso de manter a vida a qualquer custo, mesmo nos opondo a vontade de doentes e seus familiares. Eluana não voltaria jamais. Terri Schiavo, americana, também não. O que diríamos sobre Hugo Claus, indicado ao Nobel e prisioneiro doente de Alzheimer que morreu em março em um hospital de Antuérpia, que teve a sua eutanásia permitida? É muito difícil expressarmos um valor de julgamento sobre o que mais defendemos na vida: a própria vida.

Eutanásia (do
grego ευθανασία - ευ "bom", θάνατος "morte") é o ato pelo qual se abrevia a vida de um doente incurável de maneira controlada e assistida por um especialista. Uma complicada questão de bioética e biodireito, pois o Estado tem como lei máxima a proteção da vida dos seus cidadãos.

Admitida na antiguidade, a eutanásia só foi condenada a partir do judaísmo e do cristianismo, em cujos princípios a vida tinham o caráter sagrado.

Os Brâmanes eliminavam os velhos enfermos e os recém-nascidos defeituosos por considerá-los imprestáveis aos interesses do grupo, os Espartanos matavam os recém-nascidos deformados e até anciãos, pois espartanos deveriam ter as máximas condições de robustez e força; e os Celtas tinham por hábito que os filhos matassem os seus pais quando estes estivessem velhos e doentes.

Existem dois tipos de eutanasia: a ativa, que conta com atitudes que objetivam o fim da vida de maneira planejada e negociada entre o doente (ou seu representante legal) e o medico (ou outro profissional de saúde vinculado ao caso); e a passiva, que não provoca deliberadamente a morte, mas interrompe todos os cuidados necessários para manutenção da vida em um doente terminal ou irreversível.
A eutanásia não defende a morte, mas a escolha pela mesma por parte de quem a concebe como melhor opção ou a única.

São muitos os argumentos sobre a eutanásia, desde os religiosos, éticos até os políticos e sociais. Do ponto de vista religioso a eutanásia é tida como uma usurpação do direito à vida humana...

As pessoas com doença crônica e, portanto, incurável, ou em estado terminal, têm naturalmente momentos de desespero, momentos de um sofrimento físico e psíquico e social muito intenso.

Os pedidos de Eutanásia por parte dos doentes são muitas vezes pedidos de ajuda, implorações para que se pare o sofrimento!

No Brasil a eutanásia é considerada homicídio, já na Holanda é permitida por lei e na Bélgica registrou se 705 casos da eutanásia durante o ano passado, 42% a mais do que em 2007.

A discussão sobre a eutanásia é multifocal e leva a uma reflexão sobre o significado da dignidade humana, seja no sentido de respeitar o direito de viver, seja na oportunidade de respeitar o direito de morrer com dignidade, a partir do instante que a morte é justa.

Na medicina avançamos na possibilidade de salvar mais vidas, e criamos automaticamente complexos dilemas éticos que permitem maiores dificuldades para um conceito mais ajustado do fim da existência humana. O aumento da eficácia e a segurança das novos tratamentos motivam questionamentos quanto aos aspectos econômicos, éticos e legais resultantes do emprego exagerado de tais medidas e das suas possíveis indicações inadequadas.

O atual Código Penal, não especifica o crime da eutanásia. O médico que a pratica comete crime de homicídio simples, tipificado no artigo 121, com pena de 6 a 20 anos de reclusão.

Nem a lei nem a ética médica exigem que “tudo seja feito” para manter uma pessoa viva. A insistência, contra o desejo do paciente, em adiar a morte com todos os meios disponíveis não é prática corrente nos hospitais. Seria algo cruel e desumano. A morte é algo de natural e não se justifica a sua recusa absoluta. Há um momento a partir do qual as tentativas de curar podem deixar de demonstrar compaixão ou de fazer sentido sob o ponto de vista médico. O esforço deve ser posto em tornar o tempo de vida que reste ao doente o melhor possível. A intervenção médica pode-se limitar a aliviar a dor e outros sintomas de sofrimento. Enfim, esse é um tema amargo. Mas altamente reflexivo que pelo menos nos faz enxergar melhor o sofrimento do outro.

A solidariedade médica é quase um ato obrigatório e humanizado. Mesmo sob as polêmicas questões entre a vida e a morte.



Fonte: ITU.com.br

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Portugal Gay

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O casamento entre pessoas do mesmo sexo e a crise económica vão ser dois dos temas a debater na reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que se realiza na próxima terça-feira, em Fátima.
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da CEP, padre Manuel Morujão, recusou a divulgação da agenda de trabalho dos cinco bispos que compõem o Conselho Permanente, mas admitiu que estes dois assuntos vão ser discutidos.

Sobre o anúncio do secretário-geral do PS, José Sócrates, de propor o direito ao casamento civil para pessoas do mesmo sexo, o responsável da CEP contrapôs com a existência de «tantos problemas para resolver neste País».

«Parece que há uma distracção real dos problemas do País, pondo esta bandeira no ar», afirmou o sacerdote, acrescentando que «quando se pensa num programa eleitoral deverão não distrair-se do essencial».

O porta-voz da CEP admitiu, contudo, que para a Igreja Católica «o ‘timming’ é uma questão secundária».

«O fundamental é a ideia revolucionária da concepção de casamento que é uma união de amor entre um homem e uma mulher», explicou, sublinhando que «seria um grave erro» esta alteração, assim como «uma agressão à identidade do matrimónio».

Para o padre Manuel Morujão, os casamentos homossexuais acarretam outro problema: «Uma sociedade que se fecha em si mesmo, no próprio género, não tem futuro, porque não há filhos».

O responsável rejeitou, por outro lado, a hipótese de a Igreja Católica vir a fazer alguma campanha contra a possibilidade de legalização das uniões entre pessoas do mesmo sexo.

«Não há nenhuma indicação para isso», disse, considerando, também, não ser «caso para se pensar num referendo».

«A Igreja não faz campanhas contra, faz campanhas a favor», salientou ainda o porta-voz da CEP, que acrescentou: «Qualquer pessoa tem lugar na Igreja».

Manuel Morujão destacou, ainda a propósito desta matéria, que «respeitar os outros, na sua forma de viver e agir, é um dever», mas não significa «permitir tudo».

Acreditando que os casamentos entre pessoas do mesmo sexo «vai dividir a sociedade portuguesa», o sacerdote apontou ainda «um empobrecimento social se a família perder o estatuto único que deve ter».

Além dos casamentos homossexuais, a crise financeira vai estar, também, na agenda dos bispos terça-feira, depois de, em Janeiro, a Conferência Episcopal Portuguesa ter anunciado a realização de um simpósio para avaliar a situação da sociedade portuguesa.

O responsável da CEP reconheceu que «é uma constatação inevitável» que a crise no País tomou proporções dramáticas.

«Há muitíssimas pessoas que vivem numa situação verdadeiramente penosa, dolorosíssima, a procurar o pão de cada dia, a sobreviver», apontou, alertando para a necessidade de «a sociedade civil e também a Igreja com as suas instituições estarem atentas na procura de respostas».

«A Igreja pode dar sempre mais respostas» à crise, reconheceu o porta-voz da CEP, recordando, no entanto, que grande parte da resposta social aos mais desfavorecidos está nas mãos de instituições ligadas à Igreja Católica.

Fonte: Sol-Sapo-Notícias

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

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Evolução ou criação?

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Criacionistas em Portugal. A ideia de que o 'Homo sapiens' descende de outros primatas e esses de outros animais e esses por sua vez de formas de vida mais incipientes, até ao início da vida algures há muitos mil milhões de anos, ninguém sabe como nem porquê é recusada por muito boa gente. Ora leia
Há quem não celebre 'A Origem das Espécies'
"Os protestantes não perdem uma ocasião de ter uma zanga com o mundo." Tiago Oliveira Cavaco, 31 anos, formado em Ciências da Comunicação na Universidade Nova, músico com discos editados ("Vou tendo bandas"), bloguer (de A Voz do Deserto, com subtítulo "religião e panque roque"), pai de três crianças (Maria, quatro anos, Marta, dois e Joaquim, um), cristão baptista e pregador "ainda não consagrado", diz- -se, no entanto, um criacionista brando. "Acredito naquilo em que o cristianismo ortodoxo acredita: que o mundo foi criado por Deus. Os católicos também acreditam nisso mas convivem bem com o evolucionismo, são mais preguiçosos. Nós agarramo-nos mais à Bíblia."
De facto, num país em que, dizem as sondagens e inquéritos, a maioria das pessoas é cristã católica, o que significa que acredita num ser superior e criador, responsável por tudo o que existe e atento a tudo o que se passa, e na vida depois da morte num lugar agradável chamado paraíso ou desagradável chamado inferno ou num sítio a meio caminho chamado purgatório dependendo de um sistema de pontos relacionado com boas e más acções, o ponto de partida do criacionismo não deve surgir como algo de muito extraordinário. Afinal, ser criacionista é basicamente crer que há um deus responsável por tudo o que existe e que a Bíblia é, além da palavra revelada desse deus, também um livro de história com o guião exacto do surgimento da Terra e da vida sobre ela. Até aqui, nada de substancialmente novo, certo? A diferença fundamental reside no facto de os criacionistas considerarem que o criacionismo é uma doutrina científica.
Ao contrário do que se passa com a maioria dos católicos, porém, os criacionistas, geralmente evangélicos, negam a possibilidade da evolução das espécies tal como é ensinada na escola, nomeadamente a parte em que a humanidade descende de outros primatas e é fruto de mais de um milhão de anos de diferenciações genéticas. Os criacionistas crêem que somos todos descendentes de um casal primordial - Adão e Eva, os próprios, ele feito de barro, ela de uma costela dele - cuja criação divina ocorreu há cerca de seis mil anos, e que como esse casal, criado já adulto como se narra no livro do Génesis, foram criadas todas as outras espécies, incluindo as extintas (como os dinossáurios, cuja extinção é geralmente localizada há 65 milhões de anos).
"As pessoas vêem-nos como excêntricos", reconhece Tiago Cavaco. "Mas se esta discussão não tivesse qualquer tipo de sustentabilidade científica ela não se aguentaria. E a verdade é que ganhou espaço. Os alegados factos científicos que fundamentam a teoria da evolução são rebatidos pelos bons criacionistas." Um bom criacionista será, por exemplo, o engenheiro electrónico portuense Agostinho Santos. Sessenta e cinco anos, trinta e três livros publicados ("e mais dez no computador"), o último dos quais em Julho passado, sobre dinossáurios, mergulha na literatura científica e depois "compatibiliza-a com a Bíblia". Por exemplo, sobre os dinossáurios: "Acredito que houve dinossáurios, até porque há evidência disso, pegadas, ovos, fósseis. Há quem não acredite, mas eu acredito, apesar de a Bíblia não falar deles. E não vejo nenhuma contradição entre a Bíblia e a ciência, aliás nunca se encontrou um erro na Bíblia. Quanto ao desaparecimento deles, o que Bíblia diz é que a certa altura houve um dilúvio universal - e há vestígios disso - e sepultou muitos animais. Este dilúvio teria sido uns 4500/5000 anos antes de Cristo. E acho que depois do dilúvio houve uma alteração da temperatura da Terra.
"Para o facto de apesar de segundo o relato bíblico Noé ter construído um barco onde colocou um casal de cada animal existente na Terra, para salvar os frutos da Criação, e de portanto assim ter tido forçosamente de salvar um casal de cada tipo de dinossáurio, o que impediria a sua extinção, Agostinho Santos tem uma explicação. "Na arca de Noé as espécies ficaram como que estranguladas. Só havia um casal de cada. Imaginemos que um dos dinossáurios ao sair da arca partiu uma perna. Acabava logo ali aquela espécie." Além disso, acrescenta, "ninguém na verdade sabe o que aconteceu aos dinossáurios. Há hipóteses"...
A ideia de que as respostas fundamentais daquilo a que se chama ciência às perguntas fundamentais (que somos, por que somos, de onde vimos, de onde veio tudo, porquê) não são mais que hipóteses metafísicas, uma questão de fé como aquela que "segura" o criacionismo é afinal o fulcro da explicação do criacionismo aos não convertidos. "Creio que tanto o evolucionismo como o criacionismo são modelos: com base nas mesmas descobertas e artefactos materiais é possível construir modelos distintos. Mas não considero que se possa chegar ao livro do Génesis e fazer uma interpretação literal - não se pode dizer que é um relato científico." Samuel Pinheiro, arquitecto e secretário-geral da Aliança Evangélica Portuguesa, é um defensor da possibilidade de, como sucede em alguns estados dos EUA, o criacionismo ser ensinado nas escolas públicas paralelamente ao evolucionismo: "O evolucionismo é totalitário, quer-se impor como a única forma de compreender o mundo." Até porque, garante, "as pessoas resistem de um modo geral à ideia de que tudo surgiu por acaso, crêem que existe uma inteligência em tudo o que existe". Quando dava aulas no liceu, e quando falava disso com os seus alunos, eles concordavam. "Diziam, professor, tem razão, nós também não acreditamos que tudo tenha surgido por acidente." E conclui: "Ou tudo surgiu a partir de nada ou tudo surgiu a partir de Deus - qual destas hipóteses é a mais credível?"
Jónatas Machado, 45 anos, constitucionalista, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e apontado por todos os evangélicos contactados como "o grande criacionista português", não tem dúvidas. "Quem é irracional é quem postula uma criação irracional e por acaso. Aliás, há fortes evidências científicas no sentido de uma criação ordenada. Por exemplo, a existência de leis naturais corrobora a existência de uma criação ordenada - a lei da gravidade, da biogénese, do movimentos dos planetas, são compatíveis com a ideia de uma criação inteligente. Uma outra evidência importante de criação inteligente é a quantidade inabarcável de informação que existe no genoma. Ora quando encontramos num qualquer sistema de informação codificada isso significa, alto lá, há aqui origem inteligente. E no DNA encontramos informação codificada em qualidade e densidade e quantidade que e excede a capacidade tecnológica humana, toda a capacidade da comunidade científica."
Especialista há poucos anos - "Fui em 2004 com um colega constitucionalista assistir a uma conferência do físico alemão criacionista Werner Ditt, e esse meu colega estava a ditar uma revista e queria um texto sobre criacionismo. Pediu-me 30 páginas e eu escrevi 70. A ideia era fazer um apanhado do que dizem as várias especialidades de cientistas criacionistas nas várias áreas" -, tornou-se, "quer queira quer não", a maior referência portuguesa em criacionismo: "Toda a gente me pergunta coisas e me convida para conferências." Com os seus principais textos criacionistas disponíveis na Net, no portal da Associação Evangélica Portuguesa, Machado afirma nunca se furtar ao diálogo e confronto. Sendo profundamente religioso, proclama-se também um adepto da liberdade e expressão e um inimigo de leis que condenem a blasfémia. "Gosto de debater com quem pensa diferente de mim. Ajuda-me a pensar." Ainda assim, há algo que não questiona: a existência e o porquê de Deus. "Quem não acredita em Deus tem de acreditar que tudo vem do nada. O ateu Richard Dawkins diz que o universo nasceu por acaso do nada, mas isso não é ciência, é metafísica. E mostra que o que está aqui em causa não é uma oposição entre ciência e fé, mas entre duas visões do mundo metafísicas, em função das quais toda a realidade é lida." Assim tão simples. E seja qual for a objecção encontrada, da idade das estrelas (orçada em muitos milhões de anos, quando para o criacionismo só podem ter seis mil) aos fósseis, passando pela inevitabilidade do incesto em série que estaria na base da humanidade criada a partir de um único casal, Jónatas Machado tem uma resposta. "Os criacionistas e os evolucionistas têm a mesma evidência: as mesmas rochas, os mesmos ossos, os mesmos artefactos. O que é diferente é a forma de os ver. Por exemplo, onde os evolucionistas vêem, nos genes, evidência de um ancestral comum, os criacionistas olham para os mesmos genes e vêem a evidência de um criador comum." Para resumir: "Newton dizia que ciência é uma engenharia do avesso, tentar perceber a criação de Deus da frente para trás. Pensar os pensamentos de Deus depois de Deus."





Fonte da notícia: DN Online

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Jogador profissional troca o futebol pela religião

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Chase Hilgenbrinck abandonou a carreira de futebolista para se tornar padre. O defesa norte-americano admitiu que durante a carreira sempre procurou conforto nas igrejas. Hilgenbrinck teve de passar por difíceis testes para conseguir lugar no seminário para sacredote.

«Todos somos chamados a fazer alguma coisa. Eu sinto como se o meu convite específico fosse para o sacerdócio. Portanto, não, não era possível continuar com o futebol. É absolutamente inevitável», explicou o defesa.

Após conhecer o resultado dos testes para o seminário, Chase reuniu-se com o treinador Steve Nicol e com Burns, presidente do New England Revolution, para os informar na decisão.

«Não imaginávamos o que ele nos ia dizer, porque não é algo normal de se ouvir. Quando ele contou fiquei satisfeito. É algo que ele quer fazer e queremos desejar-lhe felicidades», confidenciou Burns.

Fonte da notícia: IOL Diário
Nota Pessoal:
A vida, a nossa vida que todos nós temos neste mundo e toda esta existência em que estamos inseridos é um grande mistério. Esta é seguramente mais uma faceta, digamos que é uma pequena revelação, um enigma total desse mesmo mistério em acção. O mistério em acção ultrapassa toda a lógica conhecida pelo homem.


Encontrei este vídeo de uma entrevista feita a este ex-futebolista profissional que, aliás, tomo a liberdade de partilhar aqui neste blog. Para abrir o vídeo basta clicar na seta.

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sábado, 1 de março de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Igreja Católica está a crescer em todo o mundo

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O Vaticano revelou que o número de católicos aumentou em 1,4% ao longo do ano 2006, passando de 1115 milhões para 1131. Este total continua a representar mais de 17% da população mundial.

Segundos os dados hoje divulgados no Anuário Pontifício 2008, quase metade dos católicos encontra-se no continente americano.

O Anuário Pontifício 2008, que foi entregue esta manhã ao Papa pelo Cardeal Tarcisio Bertone, apresenta os últimos disponíveis à Igreja Católica em todo o mundo, com 2923 circunscrições eclesiásticas.

As estatísticas mostram que o número de católicos na Europa representa 25% do total em todo o mundo, enquanto que a Ásia chega já aos 10,5%.

Seguindo uma tendência que existe desde 2000, aumentou ainda ligeiramente (0,21%) o número de padres, religiosos e diocesanos, que passou de 406 mil para 407 mil, bem como o número de seminaristas (mais 0,9%), com destaque para a América, África e Ásia. Ao longo do ano em análise foram nomeados 169 novos Bispos, cujo número aumentou em 1,2%.

Quanto ao número de padres, o total da Ásia e da África representa já mais de 20% do total da Igreja, enquanto os da Europa e os da América baixaram dos 81%, em 2000, para 78% em 2006.

O número de seminaristas mostra de forma ainda mais clara esta mudança: no ano de 2006, em cada 100 candidatos ao sacerdócio, 32 eram da América, 27 asiáticos, 21 africanos, 19 europeus e 1 da Oceania.

Anuário Pontifício

Precedido desde 1716 de várias publicações, passou a sair desde 1940 com o actual esquema, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado, o “Annuario Pontificio”, com informação sobre os cardeais, dioceses, bispos, dicastérios e organismos da Cúria Romana, representações diplomáticas do e no Vaticano, institutos religiosos e instituições culturais dependentes da Santa Sé.

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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domingo, 10 de fevereiro de 2008

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Igrejas com lotação esgotada

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Deus, Fé, Paz, Igrejas, Jesus Cristo, Açores, Azores, passeios, turismo, férias, fim de semana

Números de 2001 indicam que menos de 25 por cento dos portugueses vão à missa. As igrejas cheias contrastam com a situação mais comum

No Chiado, em Lisboa, a Igreja de Nossa Senhora dos Mártires tem as suas portas abertas de par em par. Quem sobe ou desce a rua Garrett, pode espreitar os mármores e a talha dourada. As portas abertas são um convite a entrar, a visitar ou a ficar, por um bocadinho retirado do mundo.
A igreja dos Mártires não é a única. Por toda a cidade, por todo o país, há igrejas de portas abertas. Mas isso não significa que os portugueses entrem. As estatísticas dizem que as igrejas estão vazias. Em 25 anos, entre 1977 e 2001, o número de pessoas que abandonou a frequência da missa de domingo foi de 507 mil. Nessa altura, menos de um quarto da população tinha prática dominical.
Hoje, os números poderão ser mais preocupantes para a Igreja Católica. Não é por acaso que, no último encontro do Papa com os bispos portugueses, há precisamente três meses, Bento XVI chamou a atenção para este aspecto. As igrejas estão vazias e os leigos longe da vida comunitária, resumiu, depois de ter lido os relatórios que os bispos lhe apresentaram. "Todos somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja", disse. "A palavra de ordem era, e é, construir caminhos de comunhão", frisou.
"Durante a semana, entra muita gente. Ao domingo, já não se faz toilette para vir ao Chiado, mas ainda vêm famílias, que já não moram aqui, mas vêm pela tradição", conta o pároco, padre Armando Duarte. A definição de "muita gente" é um total de cerca de uma centena de pessoas que vai às três missas diárias, define.
Um número que nada tem a ver com os dois a cinco milhares que podem passar por outras igrejas, como a do Campo Grande, em Lisboa, a de Santo António, no Estoril, ou a de Ramalde, no Porto.
Estas estão cheias de vida e de actividade. Os padres são bons comunicadores, as comunidades são activas: além da catequese, há grupos de jovens e adultos, múltiplas actividades e centros sociais a funcionar.
Carisma e liderança
É este o segredo para encher as igrejas? "O carisma do sacerdote, a sua capacidade de captar e mobilizar as pessoas e de se afirmar como líder, são sempre muito importantes", responde Helena Vilaça, socióloga e professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.Mas não basta: a estrutura da missa, embora obedecendo às regras, pode ser "mais atractiva", assim como o "conteúdo do discurso", continua Helena Vilaça, que fez a tese na área da Sociologia das Religiões.
O problema das igrejas vazias reside nos padres que "ignoram como é que se preside a uma reunião", que desconhecem como é que se devem envolver com as pessoas que têm à sua frente, avalia Mário Bacalhau, sociólogo. Em tempos, já propôs à Igreja Católica fazer uma análise da forma como as celebrações são realizadas e do comportamento dos padres em termos da relação humana e da comunicação. A resposta foi negativa.
Aos bispos, o Papa pediu que mudassem o "estilo de vida" e a "mentalidade" dos membros da comunidade eclesial. Mário Bacalhau concorda: "O problema da Igreja portuguesa é que o nosso clero é mental e culturalmente fechado. A linguagem que usa é fechada e está longe da que caracteriza a cultura dominante.
"Helena Vilaça diz que o que faz os padres terem casa cheia é o seu discurso ser "interessante, atractivo e actualizado, que vai ao encontro das pessoas".
A própria celebração não deve ser esquecida. Em algumas igrejas, os cânticos são "muito antiquados, quer no significado das palavras como no ritmo musical", analisa Mário Bacalhau. "A estrutura pode ser mais atractiva", concorda Helena Vilaça.
Mas não é só o padre que faz a paróquia, defendem os sociólogos. São as pessoas e o local onde esta está fixada. É natural que uma paróquia numa zona mais desertificada acolha menos pessoas. É compreensível que uma igreja situada numa região onde a maior parte da população está envelhecida, tenha menos actividades. Ou que outra, numa zona de jovens afastados do cristianismo, não seja dinâmica.
Mas, sublinha Mário Bacalhau, se houver um bom acolhimento e celebrações comunitárias, se os padres tiverem uma relação dinâmica com as pessoas, as igrejas poderão encher.
"Vamos todos à casa de Jesus... Vamos todos à casa de Jesus", as vozes infantis arrastam as palavras e gritam-nas no tom mimado que têm os meninos de quatro e cinco anos quando cantam. À frente, de viola contra ao peito, a educadora dedilha a estrofe e diz a frase que os mais pequenos repetem, enquanto caminham pelo corredor.O grupo atravessa a entrada do centro paroquial do Campo Grande, em Lisboa, onde há uma livraria e um pequeno bar, com mesinhas, ocupadas por idosos, à conversa, e segue para a igreja.
Minutos depois das crianças voltarem para a sala do jardim de infância da paróquia, regressa o silêncio à igreja que volta a ficar vazia. Do lado de lá da porta por onde os meninos saíram, há vida. No centro paroquial funciona creche, jardim de infância, centro de dia para a terceira idade e dezenas de actividades para crianças, jovens, adultos e idosos. Todos os dias. Para não falar das iniciativas que são feitas nos bairros mais pobres da paróquia.
É ao fim-de-semana que o templo se enche. De um dos lados do edifício, a talha dourada foi substituída por enormes portas brancas, desdobráveis, que se abrem, de maneira a conquistar mais espaço. Ao sábado e domingo, passam entre quatro a cinco mil pessoas por ali, para celebrar a eucaristia. Há gente que vem de longe porque a paróquia de referência deixou de ser a de ao pé de casa, diz o pároco Vítor Feytor Pinto, 75 anos. Vêm de Santarém, da linha do Estoril e de Cascais, orgulha-se. Não vêm só por ele, mas para ouvir também os padres João Resina, Lázaro Carvalho e António Maria Alves, que com ele ali trabalham, salvaguarda.
"É o tipo de vida que temos aqui que traz as pessoas", diz Feytor Pinto para justificar o sucesso da sua paróquia: 60 por cento dos fiéis que ali vão não são do Campo Grande. É uma paróquia heterogénea, onde o acolhimento é importante: "As pessoas têm de se sentir bem e sair daqui contentes", diz. Depois, é preciso cativar os cristãos para os mais de 30 projectos existentes. Há lugar para todos: leitores, cantores, catequistas, grupos de reflexão e outros de missão, que partem para o estrangeiro.
João Pereira é médico e vai com a família, a mulher e dois filhos adolescentes, todos os domingos, à missa das 19h. Gosta de ouvir Feytor Pinto porque "tem uma visão actual do mundo, é um homem culto que fala sobre tudo". Os filhos, continua, gostam porque há cânticos alegres, que eles seguem por uma folha distribuída à entrada e que se deixa no lugar, para a próxima missa. A esta hora, o coro é constituído por jovens que cantam ao som de violas.Feytor Pinto não tem dúvidas que "o modo como se anuncia a palavra" é um factor importante para a paróquia "estar cheia". O padre considera que saber comunicar é fundamental e não se reduz à homilia, mas a toda a eucaristia. "Quando dou a comunhão, estou sempre a sorrir, porque estou a dar o corpo de Cristo e isso é uma grande alegria. Tudo isto é comunicação." B.W.
"No reino de Deus não há geografia e as pessoas têm que ir aonde se sentem atraídas. A igreja não tem que ser uma coisa triste." É assim que António Teixeira, 41 anos, pároco de Santo António do Estoril, explica porque chega gente de Cascais, Alcabideche ou Lisboa para ali celebrar a eucaristia.
À porta da igreja, ao domingo, há dois plasmas montados. Funcionam durante as missas das 11h, 12h, 13h, 18h e 19h30, para quem não consegue um lugar sentado no interior da pequena igreja. Por ali passam mais de duas mil pessoas, só ao domingo, conta.
A eucaristia das 19h30 é destinada aos jovens e preparada por eles. Quando António Teixeira chegou, há cerca de um ano, o coro era constituído por pouco mais de uma dezena, hoje são quase 50, que trazem violas e tambores africanos, que cantam músicas alegres, muitas da autoria de membros do coro.
"Não há cá Manuel Luís ou Cartageno [dois dos autores portugueses de música litúrgica mais cantados]", diz, despachado, passando a explicar: "Atrair, passa pelo acessório, para depois ir ao essencial. A linguagem tem que lhes dizer alguma coisa, tem de ser sobre a sua vida concreta, senão, não vale a pena.
"A fama de ser o "padre dos jovens" persegue-o desde os tempos que esteve em Carcavelos. Depois, passou por Algueirão, a "maior paróquia da Europa", de onde saíram duas vocações sacerdotais, orgulha-se; e esteve em São Jorge de Arroios, em Lisboa, uma paróquia difícil porque envelhecida, reconhece, mas onde deixou uma "juventude activa".
Quando chegou ao Estoril, os jovens não estavam organizados, nem participavam, iam à missa com os pais, por tradição. Hoje, depois da missa ou de qualquer actividade, é preciso "mandá-los embora", porque querem ficar sempre mais um bocadinho, diz. "Antes, as missas eram massudas. Agora, com o coro e o padre António, começaram a ter mais gente", confirma Rita Arnaud, 22 anos, que vai à igreja desde pequena e canta no coro. "O padre António tem uma capacidade de atracção enorme, ele consegue transportar-se para a nossa realidade e fala connosco como um amigo", explica.
Às vezes, António Teixeira ouve acusações: "Ai, o senhor padre não gosta dos velhinhos." Não é verdade, defende-se. "Se queremos construir Igreja e não apanharmos os mais jovens, daqui a 20 anos ela não existe", justifica.
Os jovens também se queixam que António Teixeira é exigente. "Mas a mensagem de Jesus Cristo é radical e forte, é um ideal exigente", argumenta. Por isso, é importante ter também os mais velhos a colaborar - por exemplo, casais que mostram aos jovens que o namoro não é só uma brincadeira.
Como ser cristão não é ir só à missa, os jovens participam em inúmeras actividades, como voluntários. Um dos sítios é o bairro do Fim do Mundo, um aglomerado de barracas, onde vão dar explicações. Colaboram ainda com uma associação de apoio a reclusos e o banco alimentar da paróquia.No Verão, a missa das 19h30 muda de horário para uma hora depois, não só porque os dias são maiores, mas para dar tempo a que os mais novos regressem da praia. "É uma missa com alegria e profundidade, super-gratificante". B.W.
A Igreja de Ramalde, um edifício oval localizado numa das maiores freguesias no Porto, consegue albergar 1500 pessoas. E não são poucas as vezes em que fica a abarrotar. Mas, no final de cada missa, o padre Almiro Mendes faz questão de cumprimentar cada um dos fiéis. Pessoalmente. "Conheço todos. E, sempre que chega alguém novo, dou-lhe as boas-vindas. As pessoas ficam admiradas que o padre repare nelas mas sentem-se acolhidas.
" Em Dezembro, houve chá e chocolate para os que foram assistir à missa do galo. E aos domingos, no final de cada eucaristia, o consultório médico do centro paroquial abre as portas para que os fiéis possam, por exemplo, medir a tensão arterial. "Também estamos a pensar criar na Igreja uma divisória em vidro para as mães que queiram assistir à missa com os seus bebés", adianta o pároco.
São pormenores. Mas que dizem tudo da forma como este padre procura cativar os mais de 53 mil habitantes de uma freguesia que alberga pedaços das diferentes realidades do Porto: uma zona industrial - que, à noite, se transforma com bares e discotecas -, oito bairros camarários e ruas de vivendas e condomínios de luxo. "A igreja foi construída no sítio onde acabam os bairros sociais e começa a zona de luxo", declara Almiro Mendes. Mensagem subjacente: "Mostrar que a Igreja faz a ponte.
"Para garantir que é assim mesmo, Almiro Mendes desdobra-se em actividades e criou grupos de tudo e mais alguma coisa: de teatro, de fotografia, de avós e netos, de pessoas com disponibilidade para acompanhar os pobres e os doentes. O tempo chega ainda para promover desde passeios de bicicleta a workshops de fotografia, passando por discussões sobre namoro e sobre o aborto. "Um dos projectos que temos é o Projecto Raiz, desenvolvido com o colégio do Rosário, que dura há três anos e que já ajudou a tirar vários jovens da rua." Aqui, a estratégia de captação passou por chamar o líder dos miúdos da rua a colaborar no projecto. "O Joel tem muita autoridade junto destes jovens e tem conseguido puxá-los das ruas com acampamentos, cursos de teatro, de fotografia, de computadores..." O segredo? "Conseguir que eles se sintam actores, deixar que sejam eles a impor o ritmo.
" Habituado a fintar adversidades, conseguiu até pôr milhares de pessoas a aderir ao ritual do compasso pascal. Como? "Arranjámos cinco automóveis com campânulas que espalhámos por cinco pontos da cidade e que começaram a dar música, uma música alegre, em simultâneo. As pessoas iam à janela, viam uma cruz com muita gente à volta, e começavam a descer para beijar a cruz, transformando este ritual numa coisa muito mais alegre e comunitária." De resto, a iniciativa deste pároco não se confina à paróquia. Por estes dias, Almiro Mendes está a caminho da Guiné-Bissau ao volante de um jipe destinado aos missionários daquele país. O automóvel, que segue atafulhado de haveres, foi comprado com as receitas de um livro escrito pelo seu punho. "Tinha estado um ano na Guiné e decidi escrever as minhas impressões da experiência num país onde não há rendimento mínimo e o sofrimento é sempre máximo." O livro teve uma tiragem de quatro mil exemplares e o dinheiro promete fazer a diferença. Afinal, como sublinha o padre, "não é difícil ajudar as pessoas num país onde setenta euros chegam para pagar os estudos a uma criança durante um ano". N.F.


Fonte da notícia: Público PT

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Jorge Goncalves

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