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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Tony Blair faria tudo de novo

Tony Blair would do it all over again
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O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair compareceu ontem perante a comissão de inquérito sobre a guerra do Iraque e defendeu a sua decisão de participar na operação militar de 2003 que culminou com a invasão daquele país. Em frente ao edifício onde prestou o seu depoimento, perto do Parlamento, centenas de manifestantes protestavam contra as limitações da comissão. Muitas pessoas no local pediam "julgamento", em vez de "branqueamento".

Criticado por alegada manipulação de informação, Blair tentou justificar a participação britânica na guerra pelo eventual perigo da Al-Qaeda se apoderar de armas de destruição maciça. "Não podíamos correr o mínimo risco", defendeu o ex-governante. Após o 11 de Setembro "disseram-nos que os fanáticos religiosos usariam armas químicas, biológicas ou nucleares se as pudessem obter". Isso, acrescentou, "mudou a nossa avaliação dos riscos".

Perante a comissão independente presidida por John Chilcot, Blair afirmou que voltaria a fazer o mesmo (invasão), mas que não pretendia derrubar o regime de Saddam Hussein. Refira-se que a coligação ocidental nunca pareceu ter uma estratégia para o período pós-Saddam. O ditador iraquiano acabou por ser capturado, julgado e condenado à morte, mas após a invasão o país mergulhou numa fase de insurreição, seguida de conflito civil entre grupos religiosos. A situação só viria a acalmar a partir de 2007, mas mantém-se muito volátil.

"Acreditei sem a mínima dúvida que o Iraque dispunha de armas de destruição maciça", explicou Tony Blair, durante a sessão de ontem perante o comité Chilcot. O ex-primeiro-ministro, que dirigiu o país entre 1997 e 2007, também negou ter feito um acordo secreto com o presidente americano sobre a operação militar. Em 2003, Londres foi um dos raros apoios internacionais da administração de George W. Bush.

"Não teria feito [a guerra] do Iraque se não pensasse que era justa", resumiu Tony Blair. Os seus críticos não ficaram convencidos e continuam a acusá-lo de ter mentido ao Parlamento e escondido informação que contrariava a tese da invasão.

Segundo a acusação, os serviços de informação foram pressionados para justificar o conflito. No total, o Reino Unido já perdeu 179 soldados na guerra do Iraque.




Fonte: DN

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Angelina Jolie no Iraque

Angelina Jolie on humanitarian mission to Iraq
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Angelina Jolie visitou, pela terceira vez em dois anos, a base militar norte-americana em Bagdad, no Iraque.

A actriz, embaixadora da Boa Vontade das Nações, aproveitou para apelar a um maior envolvimento das autoridades na ajuda aos refugiados de guerra.

«Neste momento as coisas parecem estar a melhorar, mas os iraquianos precisam de muito apoio para reconstruir as suas vidas», explicou Jolie, citada pela Skynews.

Apesar de o número de civis desalojados (mais de um milhão e meio) ser elevado, o Alto-Comissariado para os Refugiados, liderado por António Guterres, garante que cerca de 300 mil regressaram às suas casas no ano anterior.

Já em Agosto de 2007 a actriz de 32 anos viajou até à Síria, o principal destino dos refugiados iraquianos, que fugiram do próprio país depois da invasão e ocupação americana em Março de 2003.

Desde que foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade, em 2001, Angelina Jolie já visitou mais de 20 zonas de conflito, incluindo Iraque, Afeganistão, Paquistão e Sudão.



Fonte: IOL Diário

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Em 2008 cada ser humano gastou 155 euros em armamento

ACCORDING TO STATISTICS, IN 2008 EACH HUMAN BEING PAID 155 EUROS IN MILITARY SPENDING
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Trata-se de uma média estatistica que revela que no ano passado, cada habitante do planeta gastou 155 euros em armamento. O Instituto de Pesquisa para a Paz de Estocolmo fez as contas e classificou o ano de 2008 como o que mais dinheiro foi movimentado no negócio de armas.

Cada ser humano gastou 155 euros em armas em 2008. Esta conclusão resulta de uma média estatística apresentada pelo Instituto de Pesquisa para a Paz de Estocolmo.

Cerca de 41por cento das despesas mundiais com armamento
foram feitas pelos EUA que, de acordo com o relatório anual do Instituto de Pesquisa para a Paz, contribuíram para este gasto
as guerras no Iraque e no Afeganistão.

Calcula ainda o instituto que com estes dois conflitos, os EUA gastaram 903 mil milhões de dólares.

Nos ultimos dez anos, a China quase triplicou o orçamento de defesa e é agora o segundo país do mundo com mais gastos
em armamento.

A França e o Reino Unido ocupam o terceiro e o quarto lugar, a Rússia o quinto e na última década os países da América do Sul aumentaram em 50 por cento os seus orçamentos da Defesa, sendo o Brasil e a Colômbia os principais gastadores.

A Alemanha e o Japão foram os únicos países que reduziram as despesas com armamento nos últimos dez anos.

No ano passado, foram gastos mais de um bilião de dólares em armas, ou seja, 2,4 por cento da riqueza mundial.

Procurando uma explicação para este aumento dos orçamentos militares responsáveis do Instituto de Pesquisa para a Paz, de Estocolmo admitem que a ideia de uma guerra contra o terrorismo levou a que muitos países tenham observado os seus problemas com uma perspectiva fortemente militarizada.

Fonte: TSF Notícias

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

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Tensão militar entre as duas Coreas

MILITARY TENSION BETWEEN NORTH AND SOUTH KOREA
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O Exército sul-coreano afirma estar pronto para um ataque armado por parte da Coreia do Norte. Fonte do ministério da Defesa da Coreia do Sul responde à ameaça de um possível ataque por parte do regime comunista, que tudo fará para não chegar a um confronto aberto, refere a agência EFE.

«A nossa principal prioridade é manter a actual superioridade armada frente à Coreia do Norte» no Mar Amarelo, que as marinhas dos dois países disputam desde o final da Guerra da Coreia em 1953.

A fonte do ministério da Defesa refere que em caso de ataque «devolverá o golpe com rapidez e tentará evitar que o problema se transforme num conflito aberto».

De acordo com a agência Yonhap, a Marinha sul-coreana deslocou um destroyer para a fronteira marítima com a Coreia do Norte e intensificou a vigilância na zona. Nos últimos meses, a região registou um aumento da actividade militar, inclusive da Força Aérea norte-coreana, assinalou a mesma fonte.

Pyongyang revelou que «a preparação norte-coreana para a guerra está no seu nível máximo». A Coreia do Norte considera a decisão tomada na terça-feira pelo Governo de Seul, de aderir à iniciativa americana contra o tráfico de armas de destruição em massa, como uma declaração de guerra.

A Coreia do Norte anunciou que responderá com um ataque militar caso os seus navios sejam interceptados e ameaçou que não garante a segurança dos navios estrangeiros no Mar Amarelo.



Fonte: IOL Diário

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

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Ameaça dos piratas somalis

SOMALI PIRATES
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O chefe dos piratas somalis que mantiveram o capitão norte-americano de um navio mercante sequestrado durante cinco dias a bordo de um barco salva-vidas prometeu hoje vingar os seus homens, mortos pela Marinha dos Estados Unidos durante a acção lançada para libertar Richard Phillips, sábado ao fim do dia.
“Não é o fim do mundo. Vamos intensificar os nossos ataques, mesmo muito longe das águas somalis, e a próxima vez que sequestrarmos um americano, confio que eles não estejam à espera de nenhuma piedade da nossa parte”, disse à agência noticiosa AFP Abdi Garad, ao telefone a partir de Eyl, um dos bastiões da pirataria, 800 quilómetros a Norte de Mogadíscio.
Segundo Garad, os piratas que tinham Phillips sequestrado desde quarta-feira estavam prontos a libertá-lo sem resgate. “Estes mentirosos americanos que mataram os nossos amigos que tinham concordado em libertar o refém, mas digo-vos que isto vai provocar retaliações e nós perseguiremos em particular cidadãos americanos que viagem nas nossas águas.”
De acordo com a Marinha norte-americana, a operação que permitiu resgatar o capitão – e na qual foram mortos três piratas e preso um quarto – foi desencadeada quando se considerou que Richard Phillips estava “em perigo iminente”. “Ele tinha uma arma apontada – isso seria a minha interpretação de perigo iminente”, diz o vice-almirante William Gortney, chefe do comando naval central dos EUA, no Bahrein, citado pela BBC.
Phillips foi capturado quarta-feira, quando um grupo de piratas trepou para dentro do porta-contentores “Maersk Alabama", que transportava toneladas de alimentos enviados pelo Programa Alimentar Mundial da ONU para a Somália, o Uganda e o Ruanda e que tinha como destino Mombaça, no Quénia. Soube-se agora que Phillips disse aos seus 20 tripulantes para se fecharem na cabina e se entregou aos piratas. Assim entrou no salva-vidas do “Maersk”, onde em breve seria vigiado de perto por navios de guerra norte-americanos e helicópteros.
Phillips tentara fugir, a nado, na noite de quinta para sexta-feira. Por isso, quando a Marinha o encontrou, ele estava atado. O Presidente Barack Obama afirmou-se muito satisfeito com a sua libertação e disse que a coragem deste capitão é “um modelo para todos os americanos”.
Mais violência
Apesar de considerar que esta foi uma operação bem-sucedida, o almirante William Gortney admitiu que este ataque possa provocar um aumento da violência por parte dos piratas somalis, que desde há dois anos intensificaram os seus ataques tornando estas águas as mais perigosas do mundo.
“Isto podecausar uma escalada da violência nesta parte do mundo, disso não há dúvidas”, disse aos jornalistas no Bahrein.
Com mais de 130 ataques em 2008, os diferentes grupos de piratas que actuam nestas águas não costumam ser violentos para com os reféns. A maioria dos sequestros tem acabado com o pagamento de um resgate milionário por parte dos armadores. Sexta-feira, o Exército francês lançou pela terceira vez uma operação para resgatar reféns franceses: desta vez, dois casais e uma criança que tinham sido capturados a borde do iate "Tanit" – o proprietário do iate foi mortos e os restantes franceses salvos.



Fonte: Público.pt

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

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Israel dispara contra navio de ajuda humanitária

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A Marinha israelita disparou, esta quinta-feira, contra um navio proveniente do Líbano, que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, revelou um dos coordenadores da viagem. Mais tarde, o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, confirmou o incidente, assinalando que a embarcação interceptada transportava actvistas e mantimentos.

"Os passageiros informaram-nos que fragatas israelitas dispararam em direcção ao navio quando este chegava a águas territoriais palestinianas, junto ao litoral de Gaza", informou Maan Bachour, coordenador da 'Iniciativa para o levantamento do bloqueio a Gaza', afirmando que a embarcação transportava toneladas de medicamentos, produtos alimentares, brinquedos, roupa, detergentes, colchões e sangue oferecidos por organizações não governamentais (ONG) libanesas e palestinianas.

'Soldados subiram a bordo e nós perdemos todo o contacto com os passageiros', adiantou a mesma fonte, acusando os militares israelitas de agredirem os passageiros que seguiam a bordo.

De acordo com o ministro da Defesa israelita, Ehud Barack, os militares nunca dispararam contra o navio, que transportava jornalistas e bordo e foi interceptado por transportar material em violação do bloqueio marítimo a Gaza.





Fonte da notícia: Correio da Manhã

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

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O sofrimento perante a devastação de Gaza

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Depois de 22 dias de bombardeamentos, Gaza luta para se reerguer dos escombros, atónita perante a devastação causada pela mais violenta guerra dos últimos 40 anos. A VISÃO entrou no território. Leia a reportagem e veja o VÍDEO

Os homens lavam os pés com a água racionada. São dezenas e têm apenas um pequeno garrafão. Estendem dois tapetes coloridos debaixo de uma tenda improvisada e iniciam as rezas do meio-dia. Um rapaz chora sempre que toca com a testa no chão, louvando o profeta. À sua frente, até onde a vista alcança, há apenas escombros. As 29 casas do clã Samouni, de Zeitun, uma pequena vila a sul da cidade de Gaza, foram todas destruídas, a 5 de Janeiro, durante a guerra com Israel. Trinta e três pessoas desta família morreram num só dia.

O cheiro a morte ainda paira no ar. Faraj Samouni, 22 anos, mostra a casa da família em ruínas. «Mataram os nossos animais, destruíram as plantações, roubaram tudo o que era bonito na nossa vida… Porquê? Porquê?»

Aqui, ao contrário do que sucedeu noutras zonas da Faixa de Gaza, não foram as bombas lançadas pela aviação israelita que semearam a morte. Foram as forças terrestres que, durante 24 horas, espalharam o pânico no seio desta comunidade de agricultores. «Chegaram em tanques e começaram por deitar fogo à casa do meu tio. Ainda tentámos ajudar, mas eles disparavam sobre quem se aproximava. Eu tive sorte, pediram-me a identificação e só me mandaram tirar a roupa e ficar junto de uma oliveira, sem me mexer.» Eram 6 da manhã e Faraj tremia – de frio e de pânico. Foi uma testemunha forçada da onda de destruição que arrasava tudo à sua volta.

Uma hora depois, mandaram-no regressar a casa e fechar-se num quarto. Assim fez. Minutos depois, os soldados entravam pelas traseiras. «Estávamos fechados, como eles mandaram, às escuras, numa pequena sala: eu, o meu pai, a minha mãe e os meus cinco irmãos pequenos, que não paravam de chorar. Os soldados gritavam muito, pediram para o chefe da casa ir à rua. O meu pai levantou-se e abriu a porta, de mãos no ar. Mataram-no logo, sem uma pergunta…»

A família gritava, desesperada, no interior da sala, enquanto os militares continuavam a disparar. Faraj suplicava-lhes: «Por favor, parem, estão crianças aqui dentro!» A mãe já tinha sido atingida, tal como Faraj e dois dos seus irmãos. «Então, eles entraram na sala, apontando luzes às nossas caras e baixaram as armas. Disseram para não sairmos dali. Ouvi-os revolver a casa toda... levaram-nos o dinheiro, 2 mil dólares que o meu pai tinha acabado de receber, pela venda das colheitas. Agarraram num bidão que tínhamos na cozinha e espalharam gasolina pelas outras divisões. Depois deitaram fogo a tudo.»

O odor do martírio

As marcas das balas e do sangue ainda são visíveis na sala onde Faraj procurou abrigo com a família. É a única divisão que continua de pé. O resto da casa está em ruínas. O que o fogo não destruiu foi, depois, deitado abaixo com explosivos. Entra-se a custo, num espaço que iria servir de quarto a Faraj e à sua noiva – casariam no próximo mês –, saltando por cima de bocados de tijolos, mobílias, roupas, brinquedos, pedaços de vidas desfeitas. É estranho ver um megafone, semelhante aos que se erguem no topo das mesquitas, para chamar os fiéis para as rezas. «É da mesquita do outro lado da rua. Veio aqui parar com a força das explosões.»

Algumas horas mais tarde, os militares regressaram a casa de Faraj. «Mandaram-nos sair, saltar por cima do corpo do meu pai, e seguir para a estrada principal. Perguntei se podíamos ir para Gaza, porque estávamos feridos, mas disseram que não. Tínhamos de ir para Netzarim. Mas lá não há hospital…» Faraj correu o mais depressa que podia, levando ao colo a mãe, que se esvaía em sangue. O irmão, de 10 anos, Kanan, carregava o irmão Fadi, de 3, que fora atingido na cabeça. A um quilómetro de distância, os tios e primos chamaram-nos para dentro da casa de uns vizinhos. Foi ali que se abrigaram mais de uma centena de pessoas, esperando que os soldados acabassem de destruir todas as suas propriedades.

«Ligámos vezes sem conta para o hospital, a pedir que enviassem ambulâncias… havia gente muito mal. Mas eles não podiam aproximar-se, os israelitas não deixavam. O meu irmão acabou por morrer», diz, cobrindo com as mãos o rosto emocionado. Uma prima sua entrou em trabalho de parto, à noite, e teve a bebé no meio daquela gente toda. «Tivemos de usar uma faca para cortar o cordão umbilical… quase morreu com uma infecção, mas agora está bem.» A menina chama-se Sojud – o nome dado ao movimento de prostração durante a reza, no culto muçulmano. Foi a forma de agradecerem a Deus pela nova vida que ofereceu à família, no meio de tamanha mortandade.

Faraj Samouni só conseguiu regressar a casa 15 dias depois, quando a zona deixou de estar ocupada pelos tanques israelitas. «O corpo do meu pai ficou aqui, abandonado, este tempo todo», diz, apontando para o local exacto onde ele se encontrava. E é então que agarra num pedaço de terra escurecido e o cheira. Depois estende-o, perguntando: «Vês como cheira bem?» Os palestinianos acreditam que quando o sangue dos mortos ganha um odor adocicado, isso significa que se tornaram mártires. Foi nesse momento, e nesse momento apenas, que no rosto duro de Faraj se desenhou um sorriso.

O trauma das crianças

A história da família Samouni chocou os palestinianos pela dimensão da tragédia que a atingiu – nenhuma outra perdeu tantos membros, durante os 22 dias de guerra com Israel. Mas há dezenas de casos com quatro, cinco, seis mortos.

A família Deeb, do bairro de Jabalya, chora a morte de 11 familiares, de forma bem audível, assim que se cruza o seu portão azul, cravejado de balas. Uns primos, que acabam de chegar com um cartaz com as suas fotografias, honrando-os como mártires, ao lado da figura de Yasser Arafat, juram que ali ninguém tinha ligações com o Hamas.

As mulheres estavam a fazer pão, quando um tanque disparou contra a casa, arrancando metade da parede da sala onde se encontravam. Só Ahlam, 19 anos, estava numa divisão ao lado. Foi atingido por estilhaços mas nenhuma ferida é pior do que a dor de perder 11 dos 13 membros da sua família, de uma só vez.

Restava-lhe, apenas, Allah, a irmã de 17 anos, transportada para um hospital do Egipto, em estado muito crítico. Subitamente, a casa enche-se de gritos. As mulheres choram, inundam o bairro com as suas ondas de lamento. Um primo explica que acabam de receber um telefonema do Cairo – Allah não sobreviveu.

A casa de Ahlam Deeb fica a uma centena de metros da escola das Nações Unidas atingida pelos militares israelitas, onde morreram 48 pessoas. Os danos não são muito visíveis, no dia em que as aulas recomeçam, a 25 de Janeiro, depois de mais de um mês de férias forçadas. O espaço é invadido por miúdos aparentemente felizes, que se desfazem em gargalhadas com o espectáculo de um palhaço contratado pela Muslim Aid. «Temos de colocar pensamentos bons na cabeça deles, depois de dias tão sombrios», diz Maher Waha, 44 anos, psicólogo da organização islâmica, que teme as consequências destes dias de guerra nas gerações futuras. «Muitas crianças voltaram a fazer chichi na cama, têm pesadelos, não comem… é impossível saber mas haverá milhares de casos de stresse pós-traumático para acompanhar.»

O líder de Jabalya

Os soldados insistem que atacaram a escola da ONU, onde um milhar de civis procurara abrigo, respondendo a tiros que alguém disparava daquela área. E Abu Askar, líder do Hamas naquela região, não nega que os seus homens estavam na rua, a combater. «Três 'irmãos' meus morreram ao fundo da rua, com outras 12 pessoas», diz, de forma seca, sentado numa cadeira de rodas, ao lado da sua casa desfeita – a menos de 50 metros da escola de Fakoura.

Israel conhece-o bem e sabia onde ele morava. «Ligaram-me a dizer que tinha cinco minutos para sair. Depois, largaram aqui uma bomba.» Ele, que já perdera as pernas num combate com os israelitas – foi ferido pelo míssil disparado por um helicóptero, na fronteira norte do território, em 2006 –, mudou-se para uma casa ao lado. O ataque da aviação israelita foi, neste caso, de uma precisão espantosa. Todas as casas em redor estão intactas, se descontarmos os vidros partidos: a dele parece ter sido implodida.

Jabalya é o mais antigo campo de refugiados do mundo (existe desde 1948, quando nasceu o Estado de Israel). Foi, entretanto, transformado num bairro com casas toscas de cimento, com ruelas estreitas e desordenadas, por onde correm esgotos a céu aberto. É um terreno fértil para a revolta dos jovens. Aqui sobrevivem, em condições miseráveis e graças aos cupões de racionamento alimentar da ONU, mais de 160 mil pessoas.

Abu Askar pertence à geração que daqui lançou a primeira Intifada, a chamada «guerra das pedras», em 1987. E acredita que Jabalya continua a ser «a cabeça da revolução palestiniana», que tudo voltará a passar por aqui. Terá o Hamas capacidade de resposta, depois de um ataque desta magnitude? O homem ficou em silêncio durante uns segundos. Depois deu por terminada a entrevista, dizendo: «Aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes.»

Tréguas abaladas

Quando os F-16 israelitas cruzam os céus da Faixa de Gaza, a velocidades próximas da barreira do som, tudo treme à sua passagem. Os palestinianos acreditam que estes caças são «bombas supersónicas». O som é em tudo semelhante ao de uma gigantesca explosão e, por breves segundos, o mundo parece fugir debaixo dos pés.

Na segunda-feira, 26, voltaram a ouvir-se tiros, em várias partes do território. Em Gaza, são claramente disparos de Kalashnikov, sons metálicos, espaçados no tempo, a quem ninguém parece dar grande importância. Os tiroteios há muito que fazem parte da banda sonora das suas vidas.

Na região norte da Faixa de Gaza, junto da fronteira de Erez, ouvem-se mais disparos, desta vez em rajadas – provavelmente de militares israelitas contra os militantes palestinianos, que, nesse dia, terão lançado, segundo Telavive, oito rockets para o Sul do Estado hebraico – os primeiros desde o cessar-fogo decretado pelas partes, no domingo, 25.

Uma explosão junto do posto fronteiriço de Kissufim, a sul, deixa a população ainda mais apreensiva, na terça-feira. Um soldado israelita foi morto e outros três terão ficado feridos. Um agricultor palestiniano também morreu, segundo os médicos do Hospital Shifa, na cidade de Gaza.

O director do Serviço de Urgência do maior hospital da região – que, apesar do título, tem apenas 12 camas na sala de emergência, duas nos Cuidados Intensivos e nem um aparelho de ressonância magnética – descreve os dias em que recebeu mais de 5 mil feridos, sem meias palavras: «Isto foi uma catástrofe. O mundo tem de condenar Israel por estes crimes de guerra. Mataram 22 membros da minha equipa! Gente que ia em ambulâncias, para ajudar os feridos. Vi morrer aqui 437 crianças, 110 mulheres, 123 avós!»

Moawiya Abu Hasaneen grita estes números à porta do hospital, enquanto coordena o transporte de mais uma dezena de feridos para o Egipto. Depressa fica rodeado por dezenas de pessoas e todas querem acrescentar um ponto à história. O médico continua a desabafar a sua indignação: «Em cada rua da Palestina existe uma ou duas pessoas em cadeira de rodas. Não têm conta aqueles que tivemos de amputar, nas últimas semanas… E os que ficaram surdos? E os que ficaram cegos? E os que entraram aqui com queimaduras misteriosas, de grau 2 e 3, gravíssimas…» Várias pessoas apressam-se a mencionar a utilização do fósforo branco, proibido em zonas populacionais – e a Faixa de Gaza é uma das regiões mais densamente povoadas do planeta.

O calvário dos sobreviventes

Passando a recepção do Hospital Shifa, onde está afixado um enorme cartaz com o rosto do xeque Yassim, o líder do Hamas assassinado por Israel em 2004, é preciso furar pelas escadas apinhadas de gente para chegar ao quarto andar, onde está Nesreem El Qouq, uma menina de 8 anos ferida por disparos da marinha israelita na quinta-feira, 22 – em pleno cessar-fogo. «Ela estava a brincar com o irmão na praia, eram 7 da manhã, não havia ali mais ninguém», explica a mãe, enquanto afasta os cobertores da cama para mostrar os ferimentos. Tem uma perna ligada desde a anca aos dedos dos pés, foi submetida a uma cirurgia complicada mas os médicos estão confiantes de que ficará sem sequelas. «Sem sequelas físicas», corrige imediatamente uma enfermeira que ouvia a conversa a poucos metros.

Nesreem é uma das poucas crianças que ainda permanecem em Shifa. Como explica o enfermeiro Fadi Khodir, 22 anos, «os casos mais graves foram para hospitais na Bélgica». Há uma semana, chorou, quando teve de se despedir de uma menina de 3 anos, Samar, com a parte dorsal desfeita. «Ela não tinha costas quando aqui chegou, só um enorme buraco. Duas vértebras desapareceram, pura e simplesmente.» A menina esteve uma semana isolada no hospital, sem nenhum familiar por perto. Foi Fadi quem se ocupou dela, dia e noite. «Ir para casa era muito perigoso, de qualquer forma», diz, em jeito de brincadeira. A menina estava sozinha, porque a mãe também ficou ferida nos bombardeamentos e estava noutro hospital, inconsciente. «O pai queria procurá-las mas não conseguia sair à rua, os tanques disparavam contra quem ousasse abrir uma porta.»

No primeiro andar, por detrás de cada cortina azul, que confere alguma privacidade aos doentes ali internados, escondem-se dezenas de familiares, encavalitados em redor das camas dos seus. Nazmi Al Hyoubi aceita falar e os primos afastam-se para um canto, acrescentando pormenores no fim de cada frase sua.

Nazmi tem 22 anos, é estudante de Gestão. O seu braço direito está desfeito, a perna esquerda engessada e cravada de parafusos, o abdómen coberto pelas ligaduras que tentam confortar as suas feridas. Estava fechado em casa com outros 17 familiares, rezando para os tanques passarem depressa, quando o mundo desabou sobre a sua cabeça. «Lançaram um míssil de helicóptero e dois morteiros dos tanques», jura. Havia duas mulheres grávidas dentro de casa que também ficaram feridas, mas as ambulâncias só puderam acudir-lhes quatro horas depois, quando os israelitas abandonaram o local. «Pensei que ia morrer mas não me importava. Eu preferia ter morrido. Pelo menos tornava-me um mártir, ia para o paraíso, não tinha de ficar aqui, preso a esta vida terrível.»

A paz, o pão, a liberdade a sério

Os palestinianos consideram que todos os mortos em confrontos com os israelitas são mártires – e não apenas os suicidas em nome da resistência. Em todas as ruas de Gaza estão afixados cartazes com as suas fotografias, indicando a data e as circunstâncias da sua morte. O Hamas promove, empenhadamente, o ideal do martírio junto da juventude. Um CD de música à venda na cidade de Gaza tem, na capa, vários combatentes em acção. O título é elucidativo: «Centenas de noivas à tua espera.»

Os cartazes dos mártires encontram-se nos locais mais inesperados. Como no mercado central da cidade, decorando a banca de legumes de Mari Abu Arab, 39 anos. «Nenhum é da minha família mas são todos meus irmãos», explica, depois de ter contado como os tanques destruíram as suas culturas. «O que não foi espezinhado acabou queimado pelas bombas de fósforo.»

Mari calcula que serão precisos cinco anos para recuperar a sua quinta. Mas, para isso, seria preciso abrir terreno para a paz. «E o que é a paz que nos oferecem? É só pararem de despejar bombas em cima de nós? Não! Nós precisamos é das fronteiras abertas, que o cerco termine de vez. [as fronteiras de Gaza estão fechadas para o povo desde 2006]»

Já na escola da ONU onde se apinham 6 mil pessoas que ficaram sem casa no último mês, ouvira falar, com raiva, da noção que o mundo tem da paz de que os palestinianos precisam. Um homem queixava-se, dizendo que dormia com 78 pessoas numa sala com pouco mais de 20 metros quadrados, que não tomavam banho há três semanas e que a comida que a ONU distribuía era pouca, uma lata de atum para cada três ou quatro, deixando todos com fome. Um outro interrompeu a conversa, aos gritos, a ira a incendiar-lhe o olhar: «Não quero saber da comida, nós não somos animais que podem ser fechados num curral e a quem se atira umas sacas de farinha para apaziguar as consciências do mundo. Estou farto disto, eu quero é trabalhar para dar comida à minha família, não quero esmolas. Falam tanto de paz, nós precisamos é de liberdade!»


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Fonte da notícia: VISÃO

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

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Gaza: um pesadelo que se tornou realidade

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A Faixa de Gaza parecia hoje um cenário no qual o pior pesadelo se transformara na realidade; seis dias após o cessar-fogo de Israel e Hamas, o território palestiniano oferecia uma imagem desoladora.

Na primeira Sexta-Feira Santa muçulmana desde o fim dos ataques israelitas que deixaram mais 1.400 mortos e 5 mil feridos, poucas pessoas passavam pela Gaza capital, onde as ruas estavam quase desertas.

Não se viam forças de segurança do Hamas nem de outros grupos armados, e entre os poucos veículos, destacavam-se, por suas contínuas buzinas, os das agências de auxílio com a bandeira azul da ONU.

A eles, somavam-se as ambulâncias que se dirigiam ao Hospital Al Shifa, o maior da área urbana e abarrotado de pacientes.

Os edifícios bombardeados no centro da cidade eram do Hamas: entre outros, os da televisão A-Aqsa, a delegacia de Al-Abbas e os 16 ministérios do Governo islamita foram reduzidos a massas de pedras e cabos.

Uma escavadeira aplanava o terreno da rua Al Yala que antes era a casa onde foi localizado e morto o ministro do Interior do Hamas, Said Siyam, junto com um de seus irmãos, um de seus filhos e dois milicianos.

"Minha casa tremeu como um pudim e todos nós ficamos gelados, sem saber que fazer", é a lembrança que tem desse dia Shakir Mahmoud, que vive com a família a 300 metros do alvo do ataque, no bairro de Sheikh Raiduan.

A destruição no núcleo urbano mostra sinais de operação cirúrgica, mas na periferia adquire reflexos de ataque indiscriminado.

No leste, os muros da mesquita de Azzadik no bairro de Salam estavam crivados de tiros.

Um pouco mais em cima, também na rua Abe Radbo, as casas de três famílias tinham-se transformado em massas de cimento.

As plantações em volta tinham sulcos dos buracos das bombas, que arrancaram muitas árvores frutíferas.

No bairro de Jebalia, no extremo oriental da cidade, o panorama é mais desolador.

Nada fica nessa área, a mais próxima à fronteira com Israel e onde os tanques arrasaram nas duas ultimas semanas de guerra o que na primeira havia resistido de pé aos contínuos bombardeios aéreos israelitas.

Restos de casas, fábricas, oficinas, hangares, lojas e cisternas se amontoavam junto a carcaças de camiões e de maquinaria, e os cadáveres de cabeças de gado em avançado estado de decomposição.

Crianças e idosos em carros puxados por burros passavam entre os escombros na busca do que ainda pudesse ter alguma utilidade, e grupos de homens reuniam-se à volta de fogueiras para se protegerem do frio.

"Isto é o resto da minha empresa", diz Taha Dellul, mostrando com o olhar um bloco de cimento armado numa estrutura metálica, sobre o qual compartilha sua perda com uma dúzia de ex-empregados.

"Era uma fábrica de elementos para a construção que nos dava o que viver", explica.

"Viemos aqui porque não sabemos outro lugar aonde ir", acrescenta Dellul, que só confia "na comunidade internacional".

"Não confio em Israel, nem no Hamas, nem no Fatah (o movimento nacionalista do presidente palestiniano, Mahmoud Abbas). Eles não fazem mais do que brigar entre eles e não quero nenhuma das ajudas que nos prometeram", afirma.

"Só confio na comunidade internacional", repete, como um mantra.

A 200 metros, três famílias montaram com toalhas, tapetes, paus e ferros um refúgio junto ao que foi sua casa.

"Uma noite recebi uma chamada pelo celular que me deixou perplexo. Alguém em árabe se identificou como militar israelita e disse que saíssemos porque iria bombardear nossas casas", diz com cara de incredulidade o patriarca de uma das famílias, Helmy Siyam.

"Nós fomos imediatamente e, horas depois, destruíram nossas casas", lembra, sem compreender como o Exército de Israel tinha seu número de telefone.

Pouco depois de concluir a reza do meio-dia na mesquita de Al Katiba - a mais popular da cidade-, o imã Ahmed Abdelaziz Abu Billel pediu aos crentes "paciência e plena confiança em Deus".

"Tende paciência e persevere no caminho do Profeta, porque se o fazemos, Deus nos ajudará", disse a autoridade religiosa desse templo, situado frente ao mar, onde no início da tarde a água e o céu se confundiam na linha de um horizonte cinza. EFE


Fonte da notícia: Globo G1


Clique na seta para ver o gráu de sofrimento e devastação.

Lembre-se que tudo isto foi feito em nome da nossa democracia ocidental levada a cabo por governos corruptos e imorais. As cenas gráficas apresentadas neste filme poderão ferir as sensibilidades dos mais novos.

Viewer discretion is advised

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O apocalipse de Gaza

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Escrevo no momento em que está em desenvolvimento a escalada genocida do Estado zionista de Israel contra o povo de Gaza.


Essa bárbara operação exterminista – apoiada pela esmagadora maioria dos israelitas e incentivada pelo sistema de poder dos EUA com a cumplicidade da maioria dos governos da União Europeia – é acompanhada de uma ambiciosa e massacrante ofensiva mediática de âmbito mundial que deforma a História e pretende justificar o crime com o argumento de que Israel exerce o direito de defesa para proteger as suas populações e sobreviver como nação.


Estamos perante uma daquelas tragédias em que as palavras são insuficientes – como aconteceu com as chacinas do III Reich alemão – para qualificar as proporções e o significado do crime.


A desinformação, garantida pelo controlo hegemónico dos grandes media, dificulta extraordinariamente o esclarecimento dos povos porque a vítima é apresentada como agressor e este como representante de valores inalienáveis da democracia.


A primeira e fundamental mentira é a que responsabiliza o Hamas pelo rompimento da trégua. Israel, ao iniciar o bombardeamento aéreo e naval seguido da invasão terrestre, estaria a proteger as populações das suas cidades e aldeias atingidas por rockets palestinianos.


Trata-se de uma grosseira inverdade.


Existe uma abundante documentação secreta do próprio Ministério da Defesa israelita que demonstra com clareza a premeditação do crime pelo governo de Telavive.


Encontramos uma síntese de factos relacionados com essa premeditação num importante artigo do professor canadiano Michel Chossudovsky, da Universidade de Otawa.


Nesse texto (divulgado por globalresearch.ca/PrintArticle.php?articleId=2009) o prestigiado economista e escritor lembra que a «operação chumbo fundido» foi minuciosamente planeada com seis meses de antecedência, quando Israel iniciava a negociação de um acordo de cessar fogo com o Hamas. O projecto foi, porém, concebido em 2001.


A 4 de Novembro pp., dia das eleições presidenciais dos EUA, Israel aliás rompeu a trégua, bombardeando a Faixa de Gaza, alegando a necessidade de impedir a construção de túneis pelos palestinianos.


Chossudovsky chama a atenção para o facto de, transcorridas 24 horas, a 5 de Novembro, o governo de Telavive ter iniciado o monstruoso bloqueio de Gaza, cortando o abastecimento à Faixa de alimentos, combustível e medicamentos. Posteriormente o exército israelita realizou numerosas incursões armadas no território de Gaza.


O Hamas, em legítima defesa, respondeu com o lançamento de rockets de fabrico caseiro.


Não há mentiras e calúnias que possam apagar a evidência: 13 israelitas morreram desde então em consequência do disparo de rockets do Hamas, mas a agressão zionista é responsável pela morte de mais de 900 palestinianos, superando 4 mil o número de feridos.


Gaza, um cenário de apocalipse


As notícias que chegam de Gaza e as imagens transmitidas pela televisão iluminam um cenário de apocalipse: quarteirões inteiros arrasados, mesquitas bombardeadas na hora da oração, hospitais e universidades destruídos. Crianças e mulheres ensanguentadas movendo-se entre ruínas, corpos humanos esfacelados. Em Gaza acabou o pão, bairros inteiros estão privados de electricidade e água.


Mas a monstruosidade do genocídio merece o apoio de Washington. O presidente Bush justifica-o em nome da democracia, tal como a sente. Mais: impede que o Conselho de Segurança aprove uma Resolução que imponha o cessar fogo [n.d.r.: entretanto, o CS da ONU aprovou, quinta-feira, dia 8, a Resolução 1860 por 14 votos a favor e uma abstenção, dos EUA].


A atitude prevalecente nos governos da União Europeia é de hipocrisia e cinismo. Afirmam desejar um cessar fogo, alguns definem como «desproporcionada a resposta de Israel», mas manifestam compreensão pela sua «reacção defensiva» contra «os terroristas do Hamas».


A Rússia e a China condenam a escalada de violência que atinge Gaza, mas a sua atitude carece de firmeza no Conselho de Segurança.


Os povos árabes saem massivamente às ruas para expressar a sua condenação da matança de Gaza.


Mas diferente é a posição assumida pelos governos da maioria dos países árabes. Os seus governantes comportam-se como cúmplices envergonhados de Telavive.


Sarkozy, a chanceler Merkel, Berlusconi, Brown, Durão Barroso trocam sorrisos e amabilidades com Olmert e a ministra Livni. Incrível!!!


Hipócrita e covarde é também a postura assumida pelo presidente da Autoridade Nacional Palestiniana. Mahmud Abbas pede um cessar fogo, mas responsabilizou inicialmente os seus compatriotas do Hamas pela escalada de violência.


Na cobertura da agressão israelita pelos meios de comunicação dos EUA e da União Europeia identifico um retrato chocante do jornalismo mercenário.


Os enviados especiais, com poucas excepções, limitam-se a transmitir as declarações dos ministros e dos militares de Israel. As imagens de casas atingidas nas cidades judaicas fronteiriças ocupam em algumas reportagens quase tanto espaço e tempo como as do inferno em que Gaza foi transformada pelos bombardeamentos israelitas.


Nos media portugueses de referência a satanização do Hamas tornou-se rotineira. Editores, analistas, apresentadores, enviados especiais competem na repetição monocórdica do «direito de defesa de Israel» contra o terrorismo.


De Washington a Paris passou também a ser quase obrigatória a responsabilização do Irão pela resistência heróica dos milicianos do Hamas. A extrema direita estado-unidense, sobretudo, não esconde o seu desejo de que a barbárie que abrasa Gaza seja o prólogo de uma tragédia maior que envolva o Irão, berço de uma das maiores civilizações criadas pela humanidade.



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O apocalipse de Gaza transmite uma lição assustadora: a barbárie do Estado zionista de Israel, apoiada pelo imperialismo americano e contemplada compreensivamente pelos seus aliados da União Europeia configura uma ameaça à civilização. Num contexto histórico muito diferente, as burguesias do Ocidente trazem à memoria a atmosfera europeia nas vésperas de Munique. Afirmam a sua fidelidade aos valores da democracia tal como a concebem, mas actuam como cúmplices de um Estado cuja política os nega e espezinha ao promover chacinas como a de Gaza.


A solidariedade de todos os homens e mulheres progressistas com o heróico povo da Palestina martirizada é mais do que nunca um dever.


Nestes dias os combatentes do Hamas, ao lutarem pelo direito do seu povo a ser livre e independente, batem-se, afinal, por valores eternos.

O genocídio de Gaza é um desafio do zionismo NEONAZI à Humanidade.





Fonte:

Jornal "Avante!"

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

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Genocídio na Faixa de Gaza

http://fotos.sapo.pt/QY7ndU2z4HI5zd0PKn5z/x435


O mundo não pode continuar assistindo com a indiferença dos covardes o massacre que vem sendo imposto de modo desumano ao povo Palestino. O que está ocorrendo na faixa de Gaza não tem outro nome, senão o de genocídio; tão abominável quanto o praticado por Adolf Hitler na segunda grande guerra.


O mais triste é constatar que as agressões de Israel mesmo violando todos os direitos e os tratados internacionais vêm recebendo os beneplácitos logísticos e financeiros dos Estados Unidos e da União Européia.


Porém, apenas parte desta verdade inconveniente tem chegado até nós e ao resto do mundo em função do comprometimento da mídia marrom mundial ante o discurso mentiroso e estratégico do Pentágono e do governo bélico de Israel. Além de todo o aparato de controle das informações que saem para a opinião pública internacional(leia-se agências de notícias).


Nada nos faz desacreditar que o pretenso estado israelita é uma usurpação daquilo que um dia foi o chão do povo Árabe. Os palestinos, desde a divisão do seu espaço geográfico em 1947 vêm tendo sistematicamente suas terras invadidas por Israel. De modo que desde então, apenas se defendem lutando como pode contra todo o poderio belicoso daqueles os tornaram prisioneiros e escravos dentro do seu próprio território.


Sob a desculpa de que precisam destruir o Ramas os israelitas praticam toda sorte de crime e atentados contra a dignidade humana. Executam, inclusive, o pior dos terrorismos assim como os Estado Unidos, que é o terrorismo de estado. Desrespeitando toda e qualquer forma do direito internacional... Cometem crimes de guerra dos mais horripilantes e pusilânimes de onde não estão livres sequer as crianças, mulheres e idosos. O que acontece hoje nos chamados territórios ocupados é um massacre sem tamanho. Um genocídio injustificável, praticado por um pseudogoverno que se diz legítimo e merecedor do crédito dos países árabes da região. Por isso todo o ódio que desperta na maioria dos seus vizinhos do Oriente Médio. Sua sede expansionista os condena aos mesmos crimes praticados pelos nazistas, terroristas e ditadores do mundo.


Hoje a luta dos palestinos na faixa de Gaza e nos território ocupados mais que por soberania e terra para se viver, também é por água para sobreviver a uma disputa que equivocadamente está sendo chamado de guerra, posto que não pode haver guerra de um exército só. Não somente por meio de mísseis, bombas, tanques, aviões e armas químicas, Israel também castiga os palestinianos controlando as escassas fontes de água potável. Suprimem a entrada de medicamentos, socorro e alimentos para os que estão cercados, refugiados, exilados na sua própria pátria-mãe.

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Afinal de contas, meias-verdades, mentiras e equívocos é o que não falta neste conflito de Davi contra Golias. Não é possível conceber o argumento dos que defendem o exército de Israel, visto que eles é que são os agressores e, por isso mesmo não podem continuar se passando por vítimas. Por se tratar de uma operação bélica claramente desigual, de cerco e extermínio de um povo que lhe é retirado até mesmo o sagrado direito de possuir seu próprio chão.



A ONU que por diversas vezes já demonstrou ser o braço direito dos EUA e ao serviço dos governos imperialistas no mundo, até o momento faz vista grossa e ouvido de mercador diante das enormes barbaridades cometidas contra o povo palestino. Nenhuma condenação pública foi votada contra Israel. Tudo o que a ONU conseguiu realizar foi uma resolução apática expressa num pedido de cessar-fogo; algo simplório e previsível demais, para um episódio de proporções fratricidas com que vem se transformando a questão na faixa de gaza e nos território ocupados da Palestina.


È certo que a solução para o conflito é difícil devido as razões históricas que envolvem Árabes e Judeus. No entanto, o mundo precisa se posicionar em favor da paz, da vida, da lei e da verdade, queiram os EUA ou não. Mas, é preciso entender a forma de luta e resistência de um povo oprimido, humilhado e encarcerado na sua própria terra(ou o que restou dela) não cabendo a mera criminalização do Hamas sem um aprofundamento de mérito na crise. A razão de ser da resistência é a ocupação dos territórios. Um conflito que do jeito que vai envergonhará o mundo e cobrirá de sangue o mapa do Oriente Médio.


Em nome da paz, da soberania e da solidariedade internacional entre os povos o Brasil, por exemplo, como estado democrático e de direito, signatário dos tratados e organismos internacionais precisa condenar o genocídio engendrado contra o povo palestino. E quem sabe, até romper relações diplomáticas com Israel, assim como corajosamente o fez o presidente Hugo Chavéz da Venezuela.


O governo de Israel deve ser condenado e os EUA juntamente com a UE responsabilizados pelo Conselho de Segurança da ONU, mesmo sabendo que isso não trará efeito algum do ponto de vista concreto, basta recordar a questão do Iraque. No entanto, a comunidade internacional precisa saber das verdadeiras razões que movem os agressores da nação palestina, bem como aqueles que os apóiam.


Os palestinos têm pelos menos o direito de resistir contra às forças de ocupação do seu território e aos que almejam o extermínio dos seus compatriotas.

(*) José Cícero
Professor, escritor e poeta.
Presidente Municipal do PC do B.
Secretário de Cultura, Turismo e Desporto
de Aurora – CE.




Nota Pessoal



Faço minhas na íntegra as palavras do Dr. José Cícero. Nada mais há a dizer, já está tudo dito.



Fonte: AVOL

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

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Prisão para George W. Bush

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Uma organização oposta à Guerra do Iraque convocou uma manifestação para pedir que o presidente americano George W. Bush seja preso por "crimes contra a humanidade", durante a posse de Barack Obama em Washington, daqui a seis dias.

O Governo Federal, comandado até lá pelo próprio Bush, autorizou a manifestação, marcada para acontecer em frente à sede do FBI, durante o desfile em honra de Obama.

O Washington Peace Center (Centro de Paz de Washington), que mobilizou, organizou e financiou o ato poderá concentrar até 3 mil manifestantes, que pretendem encher o local com letreiros com a mensagem "Prendam Bush!".

"Pedimos a detenção de George W. Bush por instigar uma guerra contra uma nação que não representava uma ameaça, ataques gratuitos contra populações civis, uso de tortura e violações (dos regulamentos) das Nações Unidas", diz a organização.

O Centro de Paz de Washington também acusa o presidente americano de mentir ao Congresso e ao povo americano sobre as razões para a invasão do Iraque, em março de 2003, pelas mortes de soldados americanos e iraquianos civis nesse conflito e por abuso da Constituição dos EUA.

A manifestação também conta com o respaldo dos grupos "After Downing Street" e "Shoes for Bush", grupo cujo nome alusão ao repórter iraquiano que tentou acertar o presidente dos EUA com seus sapatos, em dezembro, durante uma entrevista coletiva.

Para garantir uma participação visível, os organizadores pediram aos manifestantes que baixem de sua página de internet, "http://arrestbush2009.com", os letreiros que pedem a prisão de Bush.



Fonte da notícia: Abril.com

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

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Nazismo israelita

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Dezoito dias depois do início dos ataques israelitas na Faixa de Gaza, a operação militar continua. Nas últimas horas, a força aérea bombardeou mais de 60 alvos e o Hamas lançou pelo menos dois rockets em direcção a Israel, apesar dos apelos da ONU para uma trégua. A Autoridade Palestiniana (AP) acusa Jerusalém de querer «aniquilar» os palestinianos na Faixa de Gaza.


Veja o vídeo do 18º dia da ofensiva


«Israel persiste na agressão para aniquilar o nosso povo», disse o presidente da AP, Mahmud Abbas. Estas declarações foram proferidas numa reunião do comité executivo da organização a que preside.


Abbas defendeu ainda a necessidade de se chegar a um cessar-fogo na região, dizendo ser imperativo que «Israel se retire do território palestiniano» e que «levante o cerco e reabra todos os pontos de passagem».


Desde que a ofensiva se iniciou, a 27 de Dezembro, já morreram 933 palestinianos, de acordo com os últimos dados revelados por fontes médicas em Gaza. Do lado israelita, são 13 os mortos, três deles civis, alvo de rockets do Hamas.


Israel continua a justificar as operações como uma forma de travar o lançamento destes mísseis de fabrico artesanal desde Gaza para o seu território e não aceita, pelo menos para já, a trégua proposta pelo Egipto.


Os apelos à paz são cada vez mais. O secretário-geral nas Nações Unidas tem insistido na necessidade de se travar a violência. «Os confrontos devem terminar e às duas partes tenho a dizer: parem já. Já morreram demasiadas pessoas. Já houve muitos civis a sofrer. Israelitas e palestinianos vivem diariamente com medo», apontou Ban Ki-moon numa das suas últimas declarações.




Fonte da notícia: IOL Diário

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

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Dois desejos insaciáveis de Israel

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O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, afirmou ontem que Israel está à beira de alcançar os objectivos que definiu para a ofensiva na Faixa de Gaza, mas instou as tropas a serem "mais pacientes", pois o esforço de guerra, iniciado há 17 dias, vai continuar.


"É preciso ainda mais paciência, determinação e esforço para concretizarmos os nossos objectivos de uma forma capaz de alterar a situação de segurança no Sul de Israel", afirmou Olmert, sem anunciar uma data para o final da ofensiva, que desde 27 de Dezembro fez pelo menos 869 mortos em Gaza, muitos deles civis, e provocou ainda a morte de 13 israelitas.


Israel espera anular o poder do grupo radical Hamas e pôr fim ao lançamento de rockets sobre cidades judaicas junto da fronteira de Gaza. O líder no exílio do grupo radical palestiniano, Khaled Meshaal, afirmou ontem que as forças israelitas não conseguiram nada e designou a ofensiva como um "holocausto". "Transformaram apenas cada casa num foco de resistência", afirmou o dirigente.


A aviação e artilharia israelitas fizeram ontem novos bombardeamentos, que, em conjunto com os combates travados pelas forças terrestres nos arredores da cidade de Gaza, terão feito 29 mortos. O Hamas respondeu com o disparo de 12 rockets.


Entretanto, o ‘New York Times’ noticiou que o presidente George W. Bush recusou em 2008 um pedido de Israel de bombas capazes de arrasar os bunkers da principal instalação nuclear do Irão. Paralelamente, o presidente terá autorizado acções secretas de sabotagem do programa.




Fonte da notícia: Correio da Manhã

Nota Pessoal:

Os israelitas alegam que foram disparados 12 rockets pelo Hamas enquanto o próprio Hamas nega tudo e diz que não foram da sua autoria. Na minha opinião o Hamas não tem qualquer necessidade de mentir, afinal de contas está em guerra com Israel e tem todo o direito de se defender. Conhecendo bem a tendência diabólica israelita pela expansão territorial, tudo isso graças à incansável ajuda monetária dos EUA, neste momento não tenho quaisquer dúvidas que sejam os próprios israelitas que estejam por trás do envio desses mesmos rockets sobre Israel. De salientar que essa mesma técnica tem sido igualmente utilizada pelos americanos no Iraque e no Afganistão.

Hoje está mais do que provado que Israel não olha a meios para atingir os fins, tudo serve para continuar, embora de forma indirecta, o grande objectivo de todos que é seguramente manter activa a sua expansão territorial e, a qualquer custo, mesmo à custa de sangue inocente derramado dos palestinianos.

Entretanto essa mesma mentira e decepção israelita continua a proliferar enquanto o mundo inteiro vai acreditando nela. Falam do holocausto e perguntam como foi possível que isso tenha acontecido. Na minha opinião o holocausto não passa de uma medida de justiça divina, ou seja, pagaram por aquilo que estão a fazer agora aos palestinianos.

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sábado, 3 de janeiro de 2009

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A prepotência de Israel

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As forças terrestres israelitas entraram esta noite na Faixa de Gaza, onde se regista uma intensa troca de fogo. A operação militar vai durar «muitos dias», adianta o exército. A União Europeia considera a acção israelita um acto «defensivo, e não ofensivo», enquanto Paris e Londres condenam Telavive. O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se de emergência esta madrugada.


Segundo a Associated Press e a imprensa israelita, as tropas atravessaram a fronteira de Gaza cerca das 18h de Lisboa. Fontes militares confirmam que «está em marcha a segunda fase da operação» contra o Hamas.


«O objectivo é destruir a infraestrutura terrorista do Hamas», declarou ao jornal Haaretz a major Avital Leibovitch, porta-voz das forças armadas.


«Vamos ocupar algumas das áreas usadas pelo Hamas no lançamento dos seus rockets», afirmou, adiantando que a operação pode durar «muitos dias», sem precisar quantos.


'Desejamos a paz'


«Não desejamos a guerra, mas não podemos permitir que civis israelitas continuem permanentemente sob ameaça do terrorismo», declarou esta noite o ministro da Defesa Ehud Barak.


«Desejamos a paz, aguentamos esta ameaça durante muitos anos, mas chegou o tempo de proteger aquilo a que qualquer cidadão do mundo tem direito, a sua segurança», disse Barak.


Um comunicado das forças israelitas sublinha que o seu alvo é o Hamas, e não a população palestiniana. O exército remete mais informações para um balanço a ser feito no domingo, impondo até lá um rigoroso controlo noticioso.


Hamas alerta para 'armadilha'


Um outro comunicado, desta feita do Hamas, alerta que «Israel vai pagar um preço elevado» pela operação terrestre, enquanto uma fonte do movimento garante que já foram abatidos «vários» soldados israelitas.


Um SMS enviado por fonte das Brigadas Al-Qassam (braço militar do Hamas) anuncia que «os sionistas aproximam-se da armadilha que os nossos guerreiros prepararam».


Estima-se em cerca de 15 mil o número de combatentes prontos a enfrentar as forças israelitas em Gaza, e especula-se sobre a possibilidade do Hezbollah, no Líbano, lançar uma nova campanha de rockets em solidariedade para com o Hamas.


Milhares de reservistas chamados


Um vasto número de elementos da infantaria israelita, da artilharia e serviços secretos, todos munidos com óculos de visão nocturna, entrou no território cerca das 18h de Lisboa, apoiado pela força aérea e a marinha. Um grande número de tanques também entrou na faixa.


As forças armadas estão a chamar dezenas de milhares de reservistas, adianta o gabinete do ainda primeiro-ministro israelita Ehud Olmert.


O Canal 10 israelita indica ainda que estão a ser disparados tiros de artilharia ao longo de toda a fronteira para detonar os explosivos e as minas deixadas pelos militantes do Hamas.


Tiros de artilharia antecederam, durante a tarde de sábado, a invasão terrestre. A cúpula máxima do Hamas encontra-se incontactável. A Cidade de Gaza, onde vivem cerca de um milhão de pessoas, está às escuras.


Vítimas civis a norte de Gaza


Em Beit Lahiya, na zona norte da Faixa de Gaza, há notícia de várias vítimas civis, às quais as equipas de emergência não conseguem chegar devido à troca de tiros entre elementos do Hamas e tropas israelitas.


Nesta mesma localidade, pelo menos 13 pessoas morreram este sábado após um ataque aéreo.


No outro lado da fronteira, a protecção civil israelita recomendou às populações mais próximas de Gaza que se preparem para ficar em abrigos durante 48 horas.


Semana de bombardeamento


A operação militar em curso representa o culminar de uma semana de intenso bombardeamento por parte da aviação israelita a alvos do movimento islamita Hamas, acusado de disparar centenas de rockets contra zonas habitacionais judaicas.


A comunidade internacional tem apelado à contenção das duas partes e condenado tanto os disparos do Hamas como a forte resposta militar israelita, que já vitimou mortalmente mais de 400 palestinianos (
ler mais). Teme-se que pelo menos um quarto do número total de vítimas sejam civis.


Protestos em todo o mundo


A invasão da Faixa de Gaza acontece a seis semanas das eleições legislativas em Israel, onde este sábado decorreram manifestações de apoio mas também de oposição à guerra.


Um pouco por todo o mundo, o cenário repetiu-se, mas com uma prevalência para manifestações contra a operação militar. Milhares de pessoas protestaram em cidades como Nova Iorque, Londres e também Paris, onde se registaram confrontos, detenções e a destruição de veículos.


'Desunião' Europeia


Este sábado, a presidência checa da União Europeia, citada pelo Canal 2 israelita, e não Durão Barroso, como foi inicialmente indicado, afirmou que a operação terrestre em curso em Gaza é um acto «defensivo, e não ofensivo».


A inexperada declaração de Praga contraria a posição da maioria dos governos europeus. Londres informou que Gordon Brown pediu a Ehud Olmert que decrete imediatamente um cessar-fogo.


França, cujo presidente Nicolas Sarkozy visita o Médio Oriente na segunda-feira, condenou este sábado a acção militar israelita, enquanto o governo espanhol contactou o presidente palestiniano Mahmoud Abbas para expressar a sua «solidariedade» com o povo de Gaza.


A Síria, por iniciativa do presidente Bashar al-Assad, contactou este sábado o Irão e a Rússia para analisar a situação em Gaza.


Em Nova Iorque, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir esta madrugada de emergência.




Fonte da notícia: Sol / Sapo

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

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O vampirismo israelita

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O chefe-adjunto do Estado-Maior israelita, o general Dan Harel, disse que o nenhum edifício do Hamas ficará em pé na Faixa de Gaza quando estiver concluída a operação militar que o estado judaico está a levar a cabo na região palestiniana.


O alto responsável israelita realçou que esta operação «é diferente das anteriores». «Colocámos a fasquia muita alta e vamos nessa direcção», apontou, citado pelo sítio noticioso «Ynetnews».


«Estamos a atingir edifícios governamentais, fábricas, zonas de segurança e outras», acrescentou Harel. «Depois da operação, nenhum edifício do Hamas ficará em pé em Gaza», assegurou o general.


Dan Harel referiu ainda que se está apenas no «princípio da batalha». «O pior não está para trás, ainda está para vir, e devemos estar preparados para isso», frisou.


O vice-primeiro-ministro de Israel, Haim Ramon, disse que o objectivo da ofensiva na Faixa de Gaza é fazer cair o governo do Hamas.


«Suspenderemos os ataques imediatamente se alguém assumir a responsabilidade por este governo», disse Haim Ramon, apontando em seguida: «Todos excepto o Hamas».
O governante explicou que a missão do exército de Israel é «impedir que o Hamas tome controlo do terreno».



Fonte da notícia: IOL Diário

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sábado, 27 de dezembro de 2008

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Ataque de Israel na Faixa de Gaza

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Pelo menos 140 palestinianos morreram este sábado num ataque da aviação israelita contra instalações do movimento islamista Hamas em Gaza, segundo o balanço mais recente dos serviços hospitalares no território.


Os ataques provocaram ainda mais de uma centena de feridos.


De acordo com um responsável dos serviços de segurança palestinianos, a aviação israelita lançou um ataque simultâneo em pelo menos 30 locais do Hamas na cidade de Gaza.


Um responsável dos serviços de segurança do Hamas adiantou que os ataques ocorreram em toda a Faixa de Gaza, adiantando que a maioria dos quarteis generais dos serviços de segurança e de polícia foram bombardeados.


Os ataques foram já confirmados pelo exército israelita.


«A nossa aviação interveio intensamente contra infra-estruturas do Hamas na Faixa de Gaza para pôr fim aos ataques terroristas destas últimas semanas contra aglomerados civis israelitas», disse um porta-voz do exército israelita.


A mesma fonte garantiu que as operações militares «vão continuar e serão alargadas, se for preciso».


Presidente pede ajuda da comunidade internacional


O presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, apelou à intervenção da comunidade internacional para pôr fim aos ataques aéreos israelitas contra as instalações do Hamas na Faixa de Gaza.


«O presidente palestiniano condena os ataques de Israel e apela à comunidade internacional para intervir no sentido de pôr fim a esta ofensiva», afirmou o porta-voz de Mamhoud Abbas, Nabil Abou Roudeina.




Fonte da notícia: IOL Diário

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

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Obama vence segundo debate

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A economia esteve no centro das atenções do segundo debate televisivo entre os candidatos à Casa Branca, que decorreu em Nashville, Tennessee, refere a Lusa. Obama e McCain jogaram ambos à defesa esta quarta-feira, mas as primeiras sondagens dão vantagem ao democrata Barack Obama.


Segundo a CNN, 54 por cento dos norte-americanos deram vantagem ao democrata e 30 por cento ao republicano. Já a CBS fala em 39 por cento para Obama, 29 por cento para McCain e 35 por cento consideravam este debate um empate.


«Estamos na pior crise financeira desde a crise de 1929... É o veredicto da política económica falhada destes últimos oito anos apoiada por McCain», começou Obama.


«Os norte-americanos estão em cólera, estão feridos e estão um pouco assustados», considerou McCain, aproveitando para avançar com uma nova proposta: comprar os empréstimos imobiliários que as famílias não conseguem pagar. «É a minha proposta, não a proposta de Obama. Não é a proposta de Bush», insistiu.


Financiamento da proposta por esclarecer


«Vamos ocupar-nos do mercado imobiliário e comprar os créditos duvidosos. Vamos estabilizar o valor das casas para que os norte-americanos possam viver o sonho americano e continuem a viver nas suas casas», acrescentou.


No entanto, McCain não indicou como conta financiar esta proposta, que parece extremamente dispendiosa. O senador do Illinois, Barack Obama, relembrou que o seu adversário já há muito tempo defende a desregulamentação dos mercados financeiros.


Entretanto, McCain acusou o candidato democrata de ser um dos dois que mais doações recebeu por parte de Fannie Mae e Freddie Mac, os dois gigantes do financiamento hipotecário cuja queda acelerou a crise: «Houve quem se manifestasse contra e houve outros que receberam um bónus». Na resposta, Obama relembrou que o director de campanha de McCain, Rick Davis, recebeu «milhares de dólares» de Freddie Mac até há pouco tempo.


Política internacional: o «império do mal» russo


Os dois homens foram questionados sobre se utilizariam para a Rússia as mesmas palavras que o antigo presidente norte-americano Ronald Reagan usou para a URSS, quando a qualificou como o «império do mal».


«Talvez. Se disser sim, isso significará que somos rígidos e reacenderemos a guerra-fria. Se disser não, estamos a ignorar o seu comportamento», respondeu John McCain, recusando responder directamente.


«Penso que agem mal. É preciso compreender que não se trata da velha União Soviética, mas ainda manifestam reflexos nacionalistas que são muito perigosos», referiu Obama.


Candidatos puderam aproximar-se dos indecisos


O candidato democrata defendeu ainda a criação de uma zona de exclusão aérea no Darfur. «Podemos fornecer um apoio logístico e criar uma zona de exclusão aérea sem problemas e é isso que tenho a intenção de fazer enquanto presidente», explicou.


Obama e McCain indicaram ainda que poderão designar o milionário Warren Buffett como secretário do Tesouro.


As questões, seleccionadas por um mediador, foram colocadas directamente por um grupo de 100 a 150 eleitores indecisos sentados no centro do palco, onde foram colocados os dois candidatos. Obama e McCain, com microfones sem fio, puderam deslocar-se livremente para responder directamente aos seus interlocutores.


O terceiro e último debate entre Obama e McCain está previsto para 15 de Outubro, em Hampstead, no Estado de Nova Iorque. As eleições presidenciais estão marcadas para o dia 4 de Novembro.

Fonte da notícia: IOL Diário

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terça-feira, 29 de abril de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


A miragem e a fome

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A Comissão Europeia reviu ontem de forma dramática as previsões de subida dos preços dos alimentos em 2008, indicando que o pior deste problema estrutural ainda estará para vir, escreve o «Diário Económico».


Em Outubro do ano passado, Bruxelas previa um crescimento de 10% nestes preços. Seis meses depois, a subida prevista é de 38,6%-o pior será sentido na primeira metade do ano, com um salto homólogo superior a 54%.


Segundo o mesmo jornal, ao mesmo tempo que reconheceu que algumas razões para a subida dos preços são «estruturais», como o aumento da procura na China e na Índia, a Comissão sublinhou o papel cada vez maior de factores temporários, como a especulação nos mercados.


«Não se deve também subestimar a importância que a especulação tem para fazer mexer os preços», acrescentou a comissária europeia para a agricultura Mariann Fischer Boel.

Fonte da notícia: Agência Financeira

P P P

Nota Pessoal:

A guerra foi iniciativa desse filho da "pêra" e a subida dos preços é consequência directa dessa estratégia hedionda dele igualmente. Afinal estamos todos, quer queiram quer não, a pagar por essa maldita guerra que parece nunca mais ter fim. P

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Príncipe Henry está no Afeganistão há 2 meses

Para ver a animação neste cartoon queira clicar na imagem e aguardar uns segundos. To view the animation just click on this cartoon and wait a few seconds. Azores, Açores, viagens, passeios, natureza, telemóvel, música dos Açores

O príncipe Henry, filho mais novo de Carlos de Inglaterra e Diana de Gales, encontra-se no Afeganistão a combater os talibãs, informou hoje o ministério da Defesa do Reino Unido.

O príncipe, de 23 anos, pertencente ao regimento Household Cavalry, esteve em segredo nos últimos dois meses na província de Helmand, local onde se encontra a grande maioria das tropas britânicas, considerado um dos mais perigosos do pais asiático.
A notícia tornou-se do conhecimento público após um site da Internet norte- americano quebrar o embargo que pesava sobre esta informação, indicou hoje o alto comando militar num comunicado.

Henry, terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, já manifestou o seu desejo de combater no Iraque, ainda que o Ministério da Defesa já tenha tomado a decisão de não enviá-lo por razões de segurança.

«O que os últimos dois meses mostraram é que é perfeitamente possível que sejam atribuídas ao príncipe Henry as mesmas funções que a qualquer outro oficial da sua condição e experiência», disse o alto responsável militar, que apelidou de «exemplar» a conduta do príncipe nas operações em que participou.

Assinalou que o filho mais novo do príncipe Carlos esteve «completamente envolvido» nas operações e que «correu os mesmos riscos que qualquer outro» do seu batalhão.

«Assim como todos da sua geração que servem hoje no Exército, ele (Henry) é motivo de orgulho para a nação», acrescentou o alto comando militar.

Disse ainda que, enquanto durou o embargo da difusão da informação negociado com os media, «o risco era gerível», mas que, uma vez divulgada a notícia, os comandos militares britânicos pedirão assessoria aos comandantes que se encontram no terreno para saber se Henry pode continuar a servir no Afeganistão.

Neste contexto, o alto comando militar pediu aos media para se absterem de informar sobre as movimentações do príncipe no Afeganistão.

Mostrou-se igualmente «muito decepcionado» com a violação do embargo em páginas da Internet estrangeiras que difundiram a notícia, o que contrasta, disse, com a atitude «muito responsável» dos media britânicos e de um pequeno número de meios de comunicação estrangeiros com os quais se havia chegado a um acordo sobre a história.

«Depois de um grande período de discussões entre o Ministério da Defesa e os editores de meios regionais, nacionais e internacionais, os editores adoptaram a atitude louvável de não fazer a cobertura», disse o alto comando militar, que agradeceu esta atitude.

A informação foi difundida pelo site norte-americano «Drudge Report», segundo a agência de notícias britânica PA.


Fonte da notícia: Diário Digital

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Jorge Goncalves

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