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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

domingo, 4 de abril de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Dimensão histórica da ressurreição

Historical Dimension of the Resurrection
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Bento XVI defendeu esta Quarta-feira a verdade histórica da ressurreição de Jesus, que a Igreja Católica celebra na Páscoa. “É fundamental para a nossa fé e para o nosso testemunho cristão que se proclame a ressurreição de Jesus de Nazaré como um acontecimento real, histórico, atestado por numerosas testemunhas que se tornaram autoridade”, disse na audiência geral, perante milhares de peregrinos reunidos no Vaticano.
Num encontro em que já se ouviram cantar os “Parabéns a você” – Bento XVI completa 82 anos esta Quinta-feira, dia 16 – o Papa retomou um dos temas centrais do seu percurso teológico, que deu origem ao livro “Jesus de Nazaré”, publicado já após a eleição como sucessor de João Paulo II.
Esta manhã, Bento XVI disse que os católicos professam com convicção a fé na ressurreição, frisando que “também nos nossos tempos, não falta quem procure negar a sua historicidade, ao reduzir o relato evangélico a um mito”. O Papa diz que muitos “retomam e apresentam velhas teorias, já gastas, como novas e científicas”.
“A ressurreição não foi para Jesus um simples regresso à sua vida terrena precedente, mas foi a passagem a uma dimensão profundamente nova da vida, que também diz respeito a nós, que toca toda a família humana, a história e o universo”, prosseguiu.
Para o Papa, “a novidade surpreendente da ressurreição é tão importante que a Igreja não deixa de proclamá-la, prolongando a sua recordação, especialmente no Domingo, que é o dia do Senhor e a Páscoa semanal do povo de Deus”.
“Este evento mudou a vida das testemunhas oculares e, ao longo dos séculos, gerações inteiras de homens acolherem-no com fé e testemunharam-no até chegar mesmo ao martírio”, precisou.
Em português, Bento XVI disse que “a ressurreição de Cristo é a nossa esperança! Este pregão pascal ressoa por toda a terra: ressoa no coração dos brasileiros e dos portugueses de Lamego e da diocese de Coimbra. Com alegria, saúdo a comunidade do seu Seminário Maior que, há 250 anos, facilita esta passagem do testemunho da ressurreição, com a formação de novos arautos e servidores”.
Jesus, fé e História
Já na sua mensagem «Urbi et Orbi», no Domingo de Páscoa, o Papa afirmara que a fé na ressurreição “não se funda sobre “simples raciocínios humanos”, mas sobre “um dado histórico de fé”.
Esta é uma ideia que Joseph Ratiznger desenvolve longamente na primeira parte do seu livro “Jesus de Nazaré” (2007), no qual, segundo o próprio, “quis fazer a tentativa de apresentar o Jesus dos Evangelhos como o Jesus real, como o Jesus histórico em sentido verdadeiro e próprio”.
Ao longo das últimas décadas, várias correntes exegéticas acentuam a ruptura entre o “Jesus histórico” e o “Jesus da fé”. “Como resultado comum de todas estas tentativas ficou a impressão de que, em todo o caso, de seguro sabemos muito pouco sobre Jesus e de que a sua imagem só posteriormente foi plasmada pela fé na sua divindade. Entretanto, esta impressão penetrou profundamente na consciência comum do cristianismo. Uma tal situação é dramática para a fé, porque torna incerto o seu verdadeiro ponto de referência: a amizade íntima com Jesus, da qual tudo depende, corre o perigo de cair no vazio”, escreve o Papa.
O interesse pela história real de Jesus de Nazaré impulsionou, nos últimos séculos, quase todos os especialistas, crentes e não crentes a entrar, com diferentes perspectivas e instrumentos, nos difíceis campos da história de Jesus que, de maneira tão singular, marcou a nossa época.
Bento XVI cita autores da sua juventude, os quais publicaram textos em que a imagem de Jesus "é delineada a partir dos Evangelhos: como Ele viveu na Terra e como, apesar de ser inteiramente homem, trouxe ao mesmo tempo Deus aos homens, com o qual, enquanto Filho, era só uma coisa".
"Assim - explica o Papa - através do homem Jesus, torna-se visível Deus e, a partir de Deus, pode ver-se a imagem do homem justo".
Os textos que possuímos sobre Jesus não pretendem fazer um relato jornalístico ou biográfico, como hoje se desejaria, mas testemunhar a mensagem vivida pelas primeiras comunidades cristãs. Esses textos são textos históricos relativos a essas comunidades e à pessoa de Jesus que neles aparece como alguém que não cabe nos limites humanos.
O "Jesus histórico" é uma expressão que tem dominado a pesquisa sobre a sua figura, nas últimas décadas, como se fosse uma entidade diferente do que se convencionou designar "Cristo da fé". Nos nossos dias, a figura de Jesus emerge em itinerários contrastantes, entre a releitura devocional e a demanda da "verdadeira história".
Curandeiro, sábio, profeta, contador de histórias, rabino galileu, militante social, judeu marginal, camponês mediterrânico ou filósofo itinerante são várias das hipóteses de leitura que se lançam sobre Jesus, completando-se ou mesmo contradizendo-se e excluindo-se. A vaga de estudos sobre o chamado "Jesus histórico", que tende a recusar imagens criadas pelas confissões cristãs, serviu para que, 200 anos após o seu início, a diversidade de opiniões e posições ainda seja maior.
Apesar destes riscos, os contributos de áreas tão diversas como a linguística, a arqueologia e outras ciências sociais e histórica facilitam, hoje em dia, o acesso aos textos do Evangelho e à cultura judaica em que Jesus se inscreveu.
Neste contexto, Bento XVI quer apresentar uma interpretação a partir dos Evangelhos, com a consciência de que "esta figura é muito mais lógica e mais compreensível, do ponto de vista histórico, do que as reconstruções com as quais nos confrontámos ao longo das últimas décadas".



Fonte: Agência Ecclesia

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sábado, 3 de abril de 2010

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Páscoa virada para o escândalo

Easter amid scandal
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa considera que se vive actualmente um momento em que “os pecados da Igreja, mesmo os pecados dos sacerdotes, indignam o mundo" e "ofuscam a imagem do Reino de Deus”.


“Com amor e humildade peçamos, por intercessão de Maria: Senhor, perdoai os pecados da vossa Igreja”, apelou.


Na homilia da celebração de Sexta-feira Santa, na Sé de Lisboa, D. José Policarpo assinalou que “os pecados da Igreja ferem, de modo particular, o coração inocente de Cristo e de sua Mãe, a Imaculada”.


“Compensemos com amor renovado a tristeza provocada pelos pecados da Igreja, e recorramos humildemente à Cruz como «trono da graça», amor que nos redime”, pediu.


Para o Cardeal-Patriarca, “uma das características preocupantes do nosso tempo é o facto de se perder a consciência do pecado”.


“A humanidade vai perdendo a noção do que Cristo a libertou”, acrescentou.


D. José Policarpo falou também da importância de se compreender correctamente o sofrimento, “com sentido redentor”.


“O sofrimento é uma realidade dramática na humanidade de todos os tempos. O nosso pecado impede-nos de o abraçar e de o oferecer com amor”, lamentou.


Em conclusão, o Cardeal-Patriarca assinalou a “força de transformação do mundo” que é desperdiçada “porque os homens perderam a inocência do coração”.


Já o Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro falou nas “sombras” que existem na Igreja e apelou à “alegria e coerência” por parte dos membros da Igreja, em tempos difíceis.


“Sem olharem a meios e a proporções e sem terem em vista objectivos de verdade ou de justiça, muitos pedem e exigem tudo o que contribua para criar escândalos e vergonha, procurando, como aconteceu aquando da condenação injusta de Jesus, lavar situações e erros igualmente graves, injustos e aberrantes”, atirou.


Fonte: Agência Ecclesia

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quinta-feira, 25 de março de 2010

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Páscoa de Hugo Chávez

Hugo Chavez's Easter
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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decretou ontem que segunda, terça e quarta-feira da Semana Santa vão ser dias feriados, uma medida que tem o propósito de diminuir o consumo de energia eléctrica nacional.

"Já que vem a Semana Santa, decretamos dias feriados segunda, terça e quarta-feira, não por preguiça, mas para que a gente poupe eletricidade", disse num encontro com medalhistas venezuelanos que participaram nos IX Jogos Sul-americanos Medellín 2010.

Com os novos feriados, os venezuelanos vão descansar toda a Semana Santa, prevendo-se que regressem ao trabalho a partir de 5 de Abril.

Alguns portugueses contactados pela agência Lusa mostraram-se confundidos com a medida, estimando que terá um impacto negativo no comércio, na banca, pelo fecho contabilístico do trimestre, e também no pagamento de impostos, que previam realizar até 31 de março.

Por outro lado, o presidente da Federação de Câmaras de Comércio, Noel Álvarez, expressou que o setor empresarial está preocupado com a medida porque afectará "a produção nacional, num país que vem registando um decrescimento do consumo e do PIB".

Segundo aquele responsável trata-se de uma "medida populista", tomada "sem ter em conta que há actividades produtivas de jornadas contínuas que são muito difíceis de suspender, nem os custos que tem para as empresas e para o povo em geral".

A descida, por falta de chuva, do nível das águas do Rio Caroní, no Estado venezuelano de Bolívar (sudeste de Caracas), está a afectar as barragens hidroelétricas da Venezuela, principalmente a de El Guri, responsável pela produção de 72% da energia eléctrica consumida no país.

Segundo vários analistas, os problemas agravam-se pela falta de manutenção de turbinas, de investimentos atempados e de criação de fontes alternativas de energia, podendo o sistema entrar em colapso a partir do mês de Maio de 2010.

A 4 de Novembro último, o governo venezuelano declarou uma situação de emergência e promulgou vários decretos orientados para reduzir até 30% o consumo de eletricidade no país, dando prioridade a alguns investimentos.

As autoridades iniciaram a instalação de geradores termoelétricos em várias localidades e também o bombardeamento de nuvens para produzir chuva e avançaram com um programa de substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas ou economizadoras.

A situação levou a que, em algumas regiões, o abastecimento de água e de eletricidade seja suspenso até nove horas por dia.


Fonte: Jornal de Negócios

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sábado, 11 de abril de 2009

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A ressurreição do Senhor

EASTER SUNDAY: The Lord's Resurrection

Mais uma vez levanta-se a voz de toda a Igreja para proclamar a ressurreição do Senhor. Neste mês de abril, celebramos a Páscoa e com ela o maior anúncio, a notícia melhor, a novidade perene: Jesus vive e está entre nós!

Retomamos aqui um trecho muito significativo do Documento de Aparecida, texto final da V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho acontecido há quase dois anos: “D. AP. 14. O Senhor nos disse: “Não tenham medo” (Mt 28,5). Como às mulheres na manhã da ressurreição nos é repetido: “Por que buscam entre os mortos aquele que está vivo?” (Lc 24,5). Os sinais da vitória de Cristo ressuscitado nos estimulam enquanto suplicamos a graça da conversão e mantemos viva a esperança que não defrauda.

O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas todo o amor recebido de Deus, graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo. Esta prioridade fundamental é a que tem presidido todos os nossos trabalhos que oferecemos a Deus, à nossa Igreja, a nosso povo, a cada um dos latino-americanos, enquanto elevamos ao Espírito Santo nossa súplica para que redescubramos a beleza e a alegria de ser cristãos. Aqui está o desafio fundamental que contrapomos: mostrar a capacidade da Igreja de promover e formar discípulos que respondam à vocação recebida e comuniquem em todas as partes, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo. Não temos outro tesouro a não ser este. Não temos outra felicidade nem outra prioridade que não seja sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço - seu serviço! - que a Igreja tem que oferecer às pessoas e nações”.

Neste ano de 2009, a celebração anual da Páscoa da Paixão e Morte, Sepultura e Ressurreição de Jesus, nosso Senhor, foi precedida pelo período quaresmal e a Campanha da Fraternidade, que nos chamou a construir a fraternidade para a segurança de todos, tendo como lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32, 17).

Somente em Deus que manifesta seu Amor no dom da vida de Seu Filho por toda a humanidade, podemos encontrar a paz para cada pessoa, para a família, para a comunidade, para toda a sociedade humana. Reconstruir a vida na justiça perfeita do amor para que a paz possa existir como condição de plena segurança para todos.

A Jornada Mundial da Juventude (vivida no dia 5 de abril - Domingo de Ramos), celebrada em todas as dioceses do mundo, ilumina-se com a Mensagem do Papa Bento XVI para a juventude - “tempo de esperança”, descobrindo a “raiz da grande esperança” - que “está em Cristo”. “Esta esperança só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir”. Por isso, “pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1Tm 4,10).

Esta é a experiência de vida do apóstolo Paulo e de todos os discípulos do Senhor: um encontro com o Senhor Vivo, o Ressuscitado que transmite Seu Espírito vivificador. E a pessoa humana é transformada pelo Amor divino que encontrou na pessoa de Jesus Cristo. E como Ele aprende e é capacitado a dar a vida para que vença a vida sobre a morte.

Esperança. Segurança. Uma só raiz - o Senhor que vive e age em nós. Venceu a morte pelo Amor e, ressuscitado, agora age em toda a realidade levando-a à plenitude da vida.

Proclamamos a ressurreição do Senhor, não como um fato passado, mas como a mais potente realidade transformadora da vida hoje e sempre. Ele está vivo em um povo de discípulos - a Igreja, a grande família dos cristãos. N’Ele a “grande esperança” que dá sentido à existência. Habitados por Cristo, depois de ter posto n’Ele a nossa esperança, dizemos também aos outros com a nossa alegria e com o nosso compromisso espiritual, apostólico e social, com nossa humana fraternidade, a razão da nossa esperança: Jesus é o segredo da alegria e da paz!

DOM JOSÉ ANTONIO APARECIDO TOSI MARQUES é arcebispo de Fortaleza, Brasil.


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Sábado Santo

HOLY SATURDAY
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"Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).


No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.


A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüente. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".


O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.


É um dia de meditação e silêncio. Algo pareceido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).


Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:


"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".

Vigília Pascal


A celebração é no sábado à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiqüíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.


A
Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:


Breve Lucernário


Abençõa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras do anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.


Liturgia da Palavra


Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde os inícios Deus realizou com seu povo.


Liturgia Batismal


São chamados os catecúmenos, que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se a renovação dos compromissos batismais.


Liturgia Eucarística


Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Nele participam pelas primeira vez os neófitos.


Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine a aurora do Domingo.


A missa ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.


O sacerdote e os ministros se revestem de branco para a Missa. Preparam-se os velas para todos os que participem da Vigília.


Fonte: Acidigital.com

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

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Quinta-feira Santa

HOLY THURSDAY
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Ritos de Quinta-feira Santa darão início ao ciclo de celebraçãos mais importantes no calendário da Igreja

Entre todas as semanas do ano, a mais importante para os cristãos é a Semana Maior, que foi santificada pelos acontecimentos que a liturgia celebra, da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor – o Mistério Pascal.
A peregrina do séc. V, Eteria, começa a sua relação da semana santa em Jerusalém escrevendo: «O dia seguinte, domingo, é o começo da semana da Páscoa ou Semana Maior, como a chamam aqui».

De facto, esta semana é o coração e o centro de toda a liturgia anual, nela se celebra o mistério da redenção, o grande sinal do amor de Deus salvador. «A Páscoa é o cume», assim resume esta festa um escritor dos primeiros séculos.

O cristão entra nesta Semana com o espírito de paz interior e recolhimento. A Quaresma foi um tempo de trabalho, disciplina, conversão, cerimónias penitenciais, agora chegou o tempo de descansar na Paixão de Cristo. «Deus amou tanto o mundo que lhe deu o Seu Filho Unigénito» (Jo. 3, 16). Toda a Paixão é sinal do amor de Deus, tornado visível em Jesus Cristo.

A devoção da Semana Santa nasceu da piedade dos primeiros cristãos de Jerusalém, onde Jesus sofreu a sua paixão. Por isso, desde os primeiros séculos, Jerusalém tornou-se lugar de peregrinações para os cristãos que gostavam de visitar os lugares da paixão. Nós participamos nos mistérios de Cristo não apenas com o sentimento ou imaginação, mas antes de tudo com a fé.


2 – O tríduo pascal começa com a missa vespertina da ceia do Senhor, em Quinta-Feira Santa, alcança o seu apogeu na vigília pascal e termina com as vésperas do domingo de Páscoa. Todo este espaço de tempo forma uma unidade que inclui os sofrimentos e a glória da ressurreição. O bispo de Milão, Santo Ambrósio, refere nos seus escritos os «três santos dias» e o bispo de Hipona, Santo Agostinho, nas suas cartas chama-os «os três sacratíssimos dias da Crucifixão, sepultura e ressurreição de Cristo».


A Quinta-Feira Santa está marcada pela instituição da Escritura, «verdadeiro sacrifício vespertino» (cf. 141, 2). O ritual proíbe a celebração da eucaristia sem fiéis e recomenda a concelebração, que confere à cerimónia litúrgica uma nota de eclesialidade eucarística e de unidade entre eucaristia e sacerdócio. A cerimónia sugestiva e humilde do Lava-Pés orienta-se também para a Eucaristia.

Os textos litúrgicos mostram a entrega de Jesus Cristo para a salvação da humanidade. Jesus celebra a Páscoa judia mas oferece o seu corpo e sangue em lugar do cordeiro imolado no Templo, para selar a Nova Aliança. O Lava-Pés é sinal do «amor até ao fim» (Jo. 13, 1). A transladação solene do Santíssimo Sacramento, é um sinal de continuidade entre o sacrifício e a adoração da presença sacramental.


A Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor é constituída por uma liturgia austera e sóbria. O centro da celebração é uma «sinaxis» (assembleia litúrgica) não eucarística que na liturgia antiga se chamava «missa dos presantificados». Os paramentos são vermelhos e a liturgia desenvolve-se em três momentos – a liturgia da Palavra, com a leitura do IV cântico do poema do Servo de Deus (Is. 52, 13), a carta aos Hebreus com a passagem do Sumo Sacerdote «causa de salvação para os que lhe obedecem» (Heb. 4, 14), e a Paixão segundo São João, o teólogo místico que vê na cruz a exaltação de Cristo. Às leituras segue-se a oração universal; - a adoração da cruz com a antífona de origem bizantina «adoramos Senhor a vossa cruz… pelo madeiro veio a alegria a todo o mundo» e os impropérios nos quais Jesus reprova a ingratidão do seu povo; - a comunhão com o Pão eucarístico consagrado na tarde de quinta feira santa. A piedade popular gosta de participar na procissão do Enterro do Senhor e comove-se com a presença da Senhora da Soledade acompanhando o seu Filho morto.


A Sexta-feira é um dia de intenso luto e dor mas iluminado pela esperança cristã. A devoção à Paixão do Senhor está fortemente arreigada na piedade cristã. A peregrina Eteria, ao descrever as cerimónias em Jerusalém, por volta do ano 400, diz: «dificilmente podeis acreditar que toda a gente, velhos e jovens, chorem durante essas três horas, pensando no muito que o Senhor sofreu por nós».

A Igreja apresenta grande austeridade, nada distrai o nosso olhar do altar e da cruz, o povo cristão fica vigilante junto à cruz do Senhor e da Virgem da Soledade.


O grande Sábado Santo, é um dia de serena esperança e preparação orante para a ressurreição. Os cristãos dos primeiros séculos jejuavam neste dia como em sexta feira santa, era o tempo em que o esposo os tinha deixado (Mt. 2, 19).

O Ofício Divino é rezado perante o altar desnudado, presidido pela cruz e tem um acento de meditação e repouso. A piedade cristã ora perante a imagem da Virgem das Dores, «ela no grande Sábado, recolheu a fé de toda a Igreja… só ela entre todos os discípulos esperou vigilante a ressurreição do Senhor». (Missa da Virgem Maria).

A Vigília Pascal é uma vasta celebração da Palavra de Deus que continua com o baptismo e continua com a Eucaristia. Os símbolos são abundantes e de uma grande riqueza espiritual – o ritual do fogo e da luz que evoca a ressurreição de Jesus e a marcha de Israel no deserto guiado pela coluna de fogo; a liturgia da Palavra com Salmo e oração, percorrendo as etapas da história da salvação; a liturgia da iniciação cristã que incorpora novos filhos na Igreja; a renovação das promessas do baptismo e aspersão com a água benta que recorda a água do nosso baptismo; por fim a eucaristia que proclama a ressurreição do Senhor, esperando a sua última vinda (1 Cor. 11, 26).

A liturgia convoca de novo os fiéis para o «dia que fez o Senhor» na missa do dia. A piedade cristã realiza a procissão de Cristo ressuscitado, ornamentando as estradas, estalando foguetes, tocando sinos e ao som da música entoa o «Regina coeli» à mãe de Jesus. O Aleluia, que fora suprimido na Quaresma, aparece repetidas vezes em sinal de alegria e vitória, de forma que o Aleluia pascal se tornou a aclamação própria do mistério pascal.


A magnífica liturgia pascal põe em relevo uma nota escatológica que indica a meta para onde nos dirigimos seguindo Cristo e que São Paulo apresenta na carta aos Coríntios: «Sempre que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a tua morte Senhor, até que venhas» (1Cor. 11, 26).

† Teodoro de Faria, Bispo emérito do Funchal


Fonte: Agência Ecclesia

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

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Páscoa

EASTER
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Quero dizer-te que fui eu. Que fui eu que reuni as pessoas, fui eu que os contactei a todos. Diz a todos que fui eu que fiz juntar o povo para ouvir a boa nova. Diz que eu sabia ao que ia. Eu quis que me vissem sofrer. Não fui apanhado desprevenido. Eu já sabia de tudo. E foi tal e qual o que aconteceu. Tal como eu previa. Toda a violência, a incompreensão, tudo. Tudo estava planeado, tudo estava programado. A crucificação, inclusive. Tudo. Rigorosamente tudo. Para que nunca mais se esquecesse. Para que ficasse para a história. Só uma grande, imensa injustiça fica para a história. E eu vim para ficar para a história. Estava previsto. Eu sabia.Toda a incompreensão, todo o desespero por que algumas pessoas passaram, que me desculpem. Eu sabia.
Só não ponderei o quanto os ia fazer sofrer.
Diz-lhes, aos homens, que nada do que eu sofri foi em vão. Quando vim à terra, nós sabíamos que só um grande acontecimento poderia marcar a história. E esse grande acontecimento seria o limite da dor a que eu iria sujeitar-me em nome dos homens, em nome da humanidade. Tudo estava desenhado para que eu me tornasse um mártir. Para aquela época era a única possibilidade. Mostrar às pessoas que se poderia evoluir através da abnegação, do sofrimento.
Assim como nesta época é preciso banir esse conceito e introduzir um mais adequado à Nova Era. A evolução através da consciência.
Nenhum homem precisa de sofrer se ganhar consciência.A verdadeira consciência crística, que não é mais do que ver a matéria com os olhos do céu. Ver a vida terrena como um grande campo de aprendizagem.
Diz-lhes que não tenham pena de mim. Tudo estava planeado para ser assim. O meu sofrimento durou 2000 anos, mas agora acabou. É importante que se note que já entrámos numa Nova Era de entendimento, de consciência e de responsabilidade.
E, principalmente, de amor incondicional. Não aquele amor terreno, condicionado a amar se as pessoas ou coisas forem o que esperamos delas, pelo contrário, o amor não condicionado a nada. Eu amo-te por tudo o que és e respeito o direito de o seres.
Diz aos homens que esse tempo acabou. Acabou o tempo do medo, da violência e da indignação. Restam alguns espécimes, mas as novas gerações tratarão de os redimir.
Fala-lhes nas crianças Índigo, esses meninos que vêm reformular o mundo e que trazem a Era de Aquário dentro dos seus corações.
A partir de agora para educar uma criança, mais, muito mais do que educação, deverá dar-se amor. Amor incondicional. Amá-la pelo que ela é. E ajudá-la a limar as arestas.
Diz-lhes que o tempo do medo acabou e que lhes agradeço tanta dedicação, tanta reza, tanta intenção. Mas eu sofri o que tinha de sofrer para que a mensagem fosse passada com a força que foi. Há 2000 anos a única força que fazia uma mensagem atravessar os séculos era a injustiça e a pena.
A partir de agora será o amor.
Tirem-me da cruz. Se tiverem Jesus crucificado nas vossas casas, tirem. Deixem só a cruz. Ou uma imagem de braços abertos, como que a abraçá-los, e a abraçar o mundo.
Esta é a imagem que gostaria que guardassem de mim daqui para a frente.
Cabrita, diz aos homens que os tempos estão a mudar. A Nova Era está a chegar e não tenho mãos a medir com tantas manifestações humanas de sabedoria.
Fica em luz.
Fica em paz.
Abençoo-te.
Alexandra Solnado é autora de:CD LUZ – Pergunte. O Eu Superior Responde (Com CD de Exercícios de Meditação) NOVO MAIS LUZ - Pergunte. O Céu Responde LUZ - Pergunte. O Céu Responde A Alma Iluminada O Eu Superior e Outras Lições de Vida (Com CD de Exercícios de Meditação)A Minha Limpeza Espiritual (com CD de Exercícios de Meditação)A Era da LiberdadeA Lógica do Céu e a Lógica da TerraA Entrega.



Por: Alexandra Solnado

Fonte: Astral Sapo.pt

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

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Domingo de Ramos

PALM SUNDAY
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A bênção e a procissão dos ramos, que relembra a entrada de Jesus em Jerusalém, são os pontos altos do Domingo de Ramos na Paixão de Cristo, festividade que abre as celebrações da Semana Santa cristã, refere a Lusa.
O Domingo de Ramos assinala o fim dos 40 dias de Quaresma (iniciada em Quarta-Feira de Cinzas) e inicia a chamada Semana Maior no calendário religioso cristão, que culmina no domingo seguinte com a celebração da Páscoa da Ressurreição.

Em termos litúrgicos, esta festa é dominada pela leitura da Paixão de Cristo.

A procissão dos ramos, que começou a ser feita no século IV, simboliza o acolhimento triunfal dado a Jesus Cristo quando subiu a Jerusalém, poucos dias antes da morte e ressurreição.

Hoje em dia, após a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, a bênção e procissão dos ramos estão integradas na celebração eucarística dominical, decorrendo muitas vezes apenas em torno das igrejas.

Mesmo assim, continua em muitas localidades a tradição de realizar a procissão dos ramos pelas ruas, como acontece, por exemplo, na Póvoa de Varzim, ou assinalar a festividade com encenações teatrais, caso de Santa Maria da Feira.

Em algumas zonas do país é neste início da semana pascal que se cumpre a tradição dos padrinhos oferecerem uma prenda aos afilhados, o chamado Folar da Páscoa, que pode ser um folar (bolo de farinha recheado e ornamentado com ovos), roupas ou dinheiro.

Na maior parte do país, no entanto, o folar dos padrinhos é dado aos afilhados no próprio Domingo de Páscoa.

As festividades da Semana Santa, para as quais os cristãos se prepararam ao longo dos 40 dias de Quaresma, têm ponto alto no Tríduo Pascal, nome dado ao conjunto das celebrações litúrgicas que assinalam a morte e ressurreição de Cristo.

O Tríduo Pascal começa na Quinta-Feira Santa com a celebração da Missa da Última Ceia, na qual Cristo instituiu a Eucaristia, continua com a Sexta-Feira Santa, único dia no calendário litúrgico católico em que não há celebração da missa, prossegue no sábado com a Vigília Pascal e termina no Domingo de Páscoa.

Contudo, o período pascal prolonga-se até Domingo de Pentecostes, que ocorre 50 dias depois do Domingo de Páscoa.

Desde 1985 o Domingo de Ramos é também a data em que se comemora o Dia Mundial da Juventude, criado pelo papa João Paulo II com o objectivo de reunir todos os jovens do mundo em torno da figura de Jesus Cristo.

De celebração anual, esta data inclui, de três em três anos, um encontro mundial que congrega milhares de jovens de todo o mundo.

O próximo encontro mundial realiza-se em 2011 em Madrid, pelo que no Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, em Roma, Bento XVI vai entregar aos jovens da capital espanhola a cruz e o ícone do Dia Mundial da Juventude.

O último Encontro Mundial de Jovens realizou-se o ano passado em Sydney, na Austrália.

Neste ano, em que se comemora a 24.ª edição, a mensagem do papa Bento XVI apela aos jovens para não se deixarem abater pela crise, exortando-os a descobrir Cristo e a serem, como S. Paulo, «testemunhas da esperança cristã».



Fonte: IOL Diário

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quinta-feira, 26 de março de 2009

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A Páscoa e o chocolate

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Seja ao leite, branco, meio amargo, diet, light ou crocante, qualquer tipo de chocolate torna-se irresistível ao olhar dos mais gulosos, especialmente na Páscoa, época em que fileiras de ovos de chocolate se multiplicam nos supermercados, exigindo muita força de vontade de quem não pode ou não quer ceder à tentação.

Por incrível que pareça, o chocolate em si não é o grande problema. Rico em vitaminas, minerais, magnésio e ácido oléico, é uma ótima fonte de energia apesar de seu elevado teor calórico, principalmente por causa da presença de gorduras em sua composição. Se consumido de forma moderada, pode contribuir para o bom funcionamento do coração, favorecido pela presença da substância teobromina que estimula e age no sistema nervoso central e muscular, beneficiando o funcionamento do coração e prevenindo hipertensão arterial.

Segundo a Dra. Claudete Luz, nutricionista da Clínica Plástica e Beleza recomenda-se ingerir somente 30 gramas de chocolate por dia, quantidade que varia de acordo com o organismo de cada pessoa. Pessoas diabéticas devem consumir moderadamente chocolates diet que não contém açúcar e evitam o aumento de peso.

O excesso de chocolate pode causar enxaqueca, pois ele possui substâncias vasodilatadoras que podem estimular essa doença. Já o chocolate meio amargo é o mais indicado para os aficionados, pois contém alto teor de flavonóides, antioxidantes que reduzem os riscos das doenças cardiovasculares.

Outra curiosidade é que o chocolate contém três substâncias que podem provocar dependência: a Teobromina, a Cafeína e a Feniletiamina. Para ser caracterizada como dependente, a pessoa precisa consumir chocolate para se sentir bem ou ter sintomas depressivos quando fica muito tempo sem comê-lo.

Os dependentes se caracterizam por ser indivíduos angustiados e ansiosos que precisam comer chocolate para relaxarem e se sentirem bem, sensação provocada pela substância Serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e a ansiedade, além de estimular os centros de prazer e de bem-estar.

Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas. Em alguns casos, no entanto, é possível notar uma piora considerável em pessoas com aptidão à acne.

Já que o excesso deve ser evitado, divida seus ovos de páscoa com os familiares e amigos, e durante o ano substitua o chocolate por frutas e doces mais leves na hora da sobremesa ou em qualquer momento do dia, sua saúde vai agradecer.



Fonte: Fator Brasil

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

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Carnaval, Cinzas e Quaresma

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Olhando para o calendário, rapidamente se percebe que é a Páscoa quem rege o Carnaval: a Páscoa é celebrada no primeiro Domingo da lua cheia após o Equinócio da Primavera, no hemisfério Norte. O Carnaval acontece entre 3 de Fevereiro e 9 de Março, sempre 47 dias antes da Páscoa, ou seja, após o sétimo Domingo que antecede o Domingo de Páscoa.

Carnaval

O Carnaval é uma festividade popular colectiva, cíclica e agrária. Teve como verdadeiros iniciadores os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no ano 4000 a.C., e uma segunda origem, por assim dizer, nas festas pagãs greco-romanas que celebravam as colheitas, entre o séc. VII a.C. e VI d.C.

A Igreja viria a alterar e adaptar práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma. Uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência.

Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II foram grandes inimigos do Carnaval, mas, no ano 590, a Igreja Católica permite que se realizem os festejos do Carnaval, que consistiam em desfiles e espectáculos de carácter cómico.

No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o Carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.

Sobre a origem da palavra Carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne!) ou de “carne levamen” (supressão da carne) levam-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma. A própria designação de Entrudo, ainda muito utilizada entre nós, vem do latim “introitus” e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a esse tempo litúrgico.

Cinzas

No dia seguinte, a cinza recorda o que fica da queima ou da corrupção das coisas e das pessoas. Este rito é um dos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.

Nos primeiros séculos, apenas cumprem este rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, às portas da Páscoa. Vestem hábito penitencial, impõem cinza na sua própria cabeça, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de conversão.

A partir do século XI, quando desaparece o grupo de penitentes como instituição, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. As cinzas, símbolo da morte e do nada da criatura em relação a seu Criador, obtêm-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras abençoados no ano anterior, na celebração do Domingo de Ramos.

Quaresma

O termo Quaresma deriva do latim "quadragesima dies", ou seja, quadragésimo dia. É o período do ano litúrgico que dura 40 dias: começa na quarta-feira de cinzas e termina na missa "in Coena Domini" (Quinta-Feira Santa), sem inclui-la.

O sexto Domingo, que dá início à Semana Santa, é chamado "Domingo de Ramos", "de passione Domini". Desse modo, reduzindo o tempo "de passione" aos quatro dias que precedem a Páscoa, a Semana Ssanta conclui a Quaresma e tem como finalidade a veneração da Paixão de Cristo a partir da sua entrada messiânica em Jerusalém.

Uma prática penitencial preparatória para a Páscoa, com jejum, começou a surgir a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.

Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse período, estavam na fase final da sua preparação os catecúmenos que, durante a vigília pascal, haveriam de receber o Baptismo.

Por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência, marcas que ainda hoje se mantêm.

Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.
Nacional Octávio Carmo 23/02/2009 11:02 4342 Caracteres
2737 Quaresma



Fonte: Agência Ecclesia

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sábado, 22 de março de 2008

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A ressurreição de Cristo

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Açores, Azores, viagens, passeios, Páscoa, ilhas dos Açores
O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, considerou esta sexta-feira que só a fé impede que, para os cristãos, a morte de Cristo na cruz seja vista como «um escândalo», mas antes seja encarada como «uma loucura do amor de Deus pelo mundo que criou», informa a Lusa.

«Só de joelhos, na humildade da nossa fé, podemos contemplar a Cruz de Cristo e impedir que ela não seja para nós um escândalo, algo de tão violento e incompreensível que nos leve a duvidar da bondade e da justiça de Deus», disse D. José da Cruz Policarpo na homilia da Paixão do Senhor, na tarde desta sexta-feira na Sé Patriarcal.

Segundo o Cardeal Patriarca, a morte de Cristo pela crucificação foi uma forma de Deus «vencer o mal na sua raiz».

«No Calvário, Deus, para amar o mundo, não deixa de amar o Seu Filho, que na Sua humanidade, assumiu todo o mal do mundo. Na Cruz, o amor entre o Pai e o Filho é o mesmo amor eterno que criou o mundo, porque só assim o pode recriar», afirmou D. José Policarpo perante os fiéis presentes na Sé de Lisboa.

De acordo com o prelado, «amar no sofrimento e na obediência é a atitude nova que a morte de Cristo lega à humanidade, caminho para a redenção do sofrimento inevitável».

«A Cruz é um acto de amor de Deus Pai pela humanidade que criou. É um acto de amor de Jesus por Deus, Seu pai, concretizado na obediência à vontade divina», acrescentou, questionando: «Mas porquê a morte? Porquê ir tão longe?».

A resposta, para D. José Policarpo, está no facto de se tratar de uma forma «de vencer radicalmente o mal e exorcizar a morte, inserindo-a no dinamismo da vida e da esperança».

«Ligado à experiência da morte está a realidade do sofrimento humano, universal e inevitável, vivido como experiência de morte», disse o Cardeal Patriarca, para quem «exorcizar a morte é também mudar radicalmente o sentido do sofrimento, o que só é possível redimindo o pecado».

«A morte de Cristo como expressão do amor eterno restitui ao sofrimento humano a possibilidade de ser expressão do amor», afirmou ainda o Bispo responsável pelo Patriarcado, exortando os cristãos a, ao contemplarem a Cruz, descobrirem «o mistério e a missão da Igreja de ser, no mundo, fermento de Redenção».

Fonte da notícia: Portugal Diário

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quinta-feira, 20 de março de 2008

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Da Páscoa à Profecia

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Em horas de alegria e de festa ou em momentos de passos magoados pelo longo caminho do deserto, o povo de Israel recordava. Aí se afirmava o sentido da viagem e se confirmava o horizonte da terra da promessa.

Na longa viagem da vida, da cultura e da história deste povo, a presença e a intervenção de Deus são permanentemente lembradas através da voz dos profetas e dos acontecimentos da história.
Foi mais fácil para o povo de Israel abraçar a liberdade do que escolher a santidade e assumir a fidelidade.

Estava próxima a celebração desta festa da páscoa quando Jesus sentiu aproximar-se a Sua Hora. No horizonte ainda toldado pela iminência do sofrimento e pela certeza da morte desenhava-se já a profecia do tempo novo, da aliança eterna e da Páscoa definitiva.

É esta Páscoa que nos revisita e se revive agora.

Assim como os Israelitas liam a história do seu povo à luz da páscoa, da libertação e da aliança, igualmente os contemporâneos de Jesus só compreenderam o drama de uma condenação inocente e o valor profético das palavras do centurião romano iluminados pelo mistério e pelo milagre da ressurreição de Jesus: “ Na verdade este homem é o Filho de Deus”.

O povo de Israel parava para reunir a família à volta da mesa e da história; para evocar o que Deus fizera pelos seus antepassados; para fazer memória da liberdade e para saborear a passagem de um país de escravidão a uma terra de liberdade.

A pressa com que hoje se percorre a viagem humana, que é a vida de cada um de nós, das famílias, do trabalho e da convivência social, quase não nos deixa tempo para parar, para fazer evocação, para celebrar memória, para reviver, vivendo e contemplando.

É necessário parar demoradamente nesta Semana, maior do que o tempo todo; por isso a chamamos Maior. Aqui a pressa não tem lugar.

É imperioso parar: para acolhermos e agradecermos a vida; para nos colocarmos em atitude de presença e em gestos de veneração ao lado dos pobres, dos doentes e dos idosos; para experimentarmos o encanto do silêncio contemplativo diante do mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

No murmúrio dos silêncios calados e na atenção dada às palavras de Jesus no Calvário ouve-se a alma de todos os que vivem, sente-se o coração de todos os que sofrem e percebe-se que Deus está por perto de todos. Aí começa a Páscoa. A Páscoa da vida, da esperança e da ressurreição.

A Páscoa é a profecia dos tempos novos. Destes tempos em que a vida reencontra sentido e dignidade e recupera valor sagrado; em que o pecado humano é redimido; em que a humanidade é salva dos seus medos, inseguranças e atropelos da justiça, da verdade e da paz.

O mundo precisa desta Páscoa, que nos traz Deus, de novo, em Jesus Cristo, vivo e ressuscitado.
Uma das missões primeiras da Igreja é trazer a alegria e a certeza da Páscoa ao mundo, porque em Cristo ressuscitado encontramos a esperança que salva, a força que redime, a palavra que ilumina e o alimento espiritual que fortalece. Este é o memorial da Páscoa, sempre revivido e renovado em cada Eucaristia que celebramos.

Propusemo-nos como caminhada Quaresma-Páscoa, na Diocese de Aveiro, tudo fazer para que em Cristo ressuscitado haja vida nova para todos. Desejo esta vida nova, de alegria, de esperança e de fé, às pessoas e às famílias, aos movimentos apostólicos e às comunidades cristãs, em experiências criativas de fraternidade e de comunhão, e em serviço cuidado aos mais pobres para que a todos se revele a verdade da Páscoa que celebramos.

Que esta Páscoa seja uma contínua profecia de um admirável tempo novo, onde a audácia e a beleza do anúncio do Evangelho se unem à coerência e à coragem do testemunho cristão, para que mesmo aqueles que não se revêem na Igreja ou não acreditam em Deus se interpelem sobre as razões da nossa esperança e as certezas da nossa fé.

É no testemunho de alegria, de fé e de vida de toda a Igreja diocesana, bispo, sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos de Aveiro, que esta mensagem assume o seu sentido mais belo e o seu autêntico valor pascal.

O anseio de um admirável mundo novo, que foi lema da Jornada Diocesana da Juventude de Aveiro, será sempre um dom nascido da Páscoa, que todos, na comunhão da Igreja que somos, incessantemente procuramos.

Santa e Feliz Páscoa.

D. António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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domingo, 16 de março de 2008

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Papa Bento XVI pede auto-avaliação de fiéis

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O Papa Bento XVI pediu aos fiéis, durante a comemoração deste Domingo de Ramos, em Roma, que avaliem os «desejos mundanos que corromperam a sua fé», lembrando que a ganância também «é uma forma de idolatria».

Diante de uma multidão, repleta de ramos de palma e oliveira, o líder da Igreja Católica afirmou que «a fé está pura e aberta o suficiente», pelo que «não se deve deixar os ídolos entrar no mundo da fé».

No terceiro Domingo de Ramos do seu pontificado, o Papa liderou uma procissão de cardeais e bispos com ramos de palma, na praça de São Pedro, onde se sentou numa plataforma, em frente à basílica, para proferir o seus discurso.

O Domingo de Ramos assinala o início da Semana Santa, sendo os oito dias anteriores ao domingo de Páscoa os mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica. Na quinta-feira Santa, Bento XVI celebrará duas missas para recordar a Última Ceia de Cristo com os seus apóstolos.

Na Sexta-Feira Santa presidirá a duas cerimónias para assinalar a paixão e morte de Cristo, incluindo a procissão da Via Crucis pelas ruínas do Coliseu de Roma. No sábado, celebra missa e encerra a semana com as celebrações do Domingo de Páscoa na praça de São Pedro, quando dará a bênção e a mensagem de Urbi et Orbi (para a cidade e o mundo).

Fonte da notícia: Diário Digital

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Jorge Goncalves

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