No corpo errado
Fonte: Público
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Uma equipa de cientistas e historiadores quer exumar os restos mortais de Leonardo da Vinci, de forma a poder provar que a Mona Lisa é um auto-retrato
Os especialistas da Comissão Nacional para a Herança Cultural de Itália já pediram que a tumba onde descansam os restos mortais de Da Vinci, no Castelo Amboise, na zona do Loire, em França, seja aberta.
«Se conseguirmos encontrar o crânio de Da Vinci, vamos conseguir reconstruir a sua face e compará-la com a de Mona Lisa», disse o antropologista Giorgio Gruppioni ao jornal britânico «Daily Mail».
As coisas podem não ser assim tão simples já que o túmulo original de Leonardo Da Vinci foi destruído durante a Revolução Francesa de 1789 e a actual tumba contém o que se presume serem os seus restos mortais.
A solução para já reside na datação por carbono e pela comparação de DNA de ossos e dentes com amostras actuais dos habitantes de Bolonha, tal como era Da Vinci.
As conversações entre as várias partes envolvidas no projecto já levaram a um acordo e os planos podem avançar no Verão.
A Mona Lisa tem sido um mistério ao longo dos séculos e o projecto deste grupo de especialistas vem apenas agitar ainda mais as águas.
Alguns académicos presumem que Leonardo Da Vinci era homossexual e daí ter-se auto-retratado como uma mulher, sendo essa mulher Mona Lisa.
Nicholas Turner, antigo curador de desenhos no Museu Getty, acha que «tudo parece até um pouco louco, como é que este quase vírus de Da Vinci atacou tanta gente». E acredita que se Da Vinci soubesse teriam uma «boa conversa» sobre o assunto.
Por outro lado, outros académicos dizem que a teoria da Mona Lisa ser o auto-retrato de Leonardo Da Vinci é um mito e que os seus restos mortais devem ser deixados em paz.
Fonte: IOL
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O Presidente venezuelano, Hugo Chavez, mandou encerrar cinco canais privados de televisão, entre as quais a Rádio Caracas Televisão (RCTV), uma das de maior audiência.
O encerramento dos órgãos de comunicação vem na sequência da sua recusa em transmitir o discurso dominical do Presidente. A decisão foi anunciada pelo ministro das Obras Públicas e da Habitação venezuelano.
As instalações da Coligação Nacional de Telecomunicações, onde o ministro fez anunciou o encerramento, estão guardadas por uma dezena de polícias da brigada de elite. Durante o anúncio o ministro mostrou várias vezes a capa azul onde está inscrita a constituição da Venezuela, alegando que a RCTV está a violar a lei ao recusar transmitir o programa de Hugo Chavez.
O Presidente venezuelano utiliza o discurso de domingo para fazer passar a sua mensagem política. A Mesa da Unidade Democrática (que reúne 11 partidos da oposição), já emitiu um comunicado onde acusa o Governo de tentar estabelecer na Venezuela «uma hegemonia comunicacional».
Fonte: Jornal Digital
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No carro, Ivan, o intérprete, vai aterrorizado. Diz que de lá, para onde vamos, não sairemos vivos. "Ele vai transformar-nos em vacas e depois comer-nos", explica, com gestos enfáticos. E depois relata alguns episódios concretos e objectivos: há dois meses, exactamente à meia-noite, olhou pela janela do seu quarto e viu um cavalo a passar. Viu primeiro a cabeça do animal, e ficou à espera de ver passar o resto do corpo. Como isso não aconteceu, levantou-se de um salto e reparou que o cavalo estava de pé. Pior do que isso: o cavalo, de cavalo só tinha a cabeça. O resto do corpo era humano.
Ivan vai todo o caminho a contar histórias destas, até que chegamos a Léogane. É um bairro algo chique nos arredores de Port au Prince. Mal se sai da cidade, por uma estrada de terra toda esburacada, cheia de pessoas à espera de um eventual autocarro que as leve para o campo, encontra-se o mar. O caminho segue ao longo da costa, junto à água azul-turquesa. É uma espécie de Riviera da capital. Sunny Beach, Bikini Beach, Picnic Beach. Cada uma das estâncias tem um café com esplanada, um hotel, uma praia. Do outro lado da estrada há montanhas, áreas de bananeiras e de cana-de-açúcar.
Léogane é o que as pessoas em Port au Prince chamam uma "zona limpa". É para lá que apetece fugir do inferno da cidade. Mas hoje toda essa mitologia está esquecida. Na últimas duas semanas, Léogane tornou-se famosa por outra razão: é a zona mais próxima do epicentro do terramoto e a que com ele mais sofreu. Calcula-se que, aqui, a taxa de destruição seja de 90 por cento. É difícil encontrar um edifício inteiro.
Há casas luxuosas, na encosta sobre o mar, que sucumbiram como se fossem de areia. Aglomerados urbanos transformados num entulho revolvido e branco. Restaurantes, hotéis, uma universidade, tudo reduzido a estranheza e pó. Pelo estado em ficaram, imagina-se que os edifícios não apenas se desmoronaram, mas foram agitados violentamente, durante horas, já depois de destruídos.
Mas no centro da povoação, junto ao mercado onde as populações desalojadas tentam fazer as trocas que lhe garantam alguns bens essenciais, há um enorme edifício branco que permanece quase intacto. Parece um armazém, ou um silo, mas é a sede da União dos Santos Vudu do Haiti.
No centro do poder
O vudu é a principal religião do país, e Léogane um dos seus principais centros. Ali perto, numa pequena aldeia junto a uma árvore centenária, vive um sacerdote conhecido pelos seus poderes extraordinários.
Segue-se por uma estrada de terra, passa-se a árvore, cujas raízes estão à vista como as rugosidades de um réptil, chega-se à casa do houngan, o sacerdote vudu.
É um pátio, entre barracas e uma construção em adobes de cimento, parcialmente destruída. Há mulheres e crianças deitadas no chão, à sombra de um toldo de palha decorado com papéis coloridos, cães e gatos a comer restos, carne seca a secar num arame, uma rapariga a lavar o cabelo de uma mulher mais velha com uma água de cor vermelha. A um canto, três rapazes tocam tambores, num ritmo repetitivo.
Após uma longa espera, o houngan dá finalmente ordem para que os visitantes entrem.
Chama-se Cloudy (nublado, em inglês), veste uma túnica vermelha e azul e um barrete cheio de brilhantes na cabeça. É um homem de 32 anos, bonito, com ar sereno e solene. "O vudu é uma religião", começa ele por esclarecer. E passa a explicar a função de cada um dos objectos que tem sobre a mesa: a espécie de guizos (ason) com que se chamam os espíritos - os bons e os demónios - formados por um colar de missangas em redor de uma cabaça. O osso, o dinheiro, a garrafa de aguardente. Toda uma parafernália ritualística cuja função é produzir o kanzo, invocando os espíritos, Les Invisibles, ou seja, os Loa, que são as almas dos mortos da família.
Enquanto fala, a terra treme. É uma das duas réplicas do dia, a mais fraca. O houngan nem pestaneja.
Segundo a teologia vudu, os Loa dominam a nossa vida. "Eles, e só eles, podem alterar o nosso destino", diz Cloudy. E o nosso contacto com os Loa é feito através dos sacerdotes, os houngan. Eles chamam os espíritos, trazem-nos à nossa presença, quer seja através da sua mente, quer pela incarnação temporária no corpo de alguém. Além de poderem mudar o destino, os Loa, bem conversados, têm ainda o poder de adivinhar o futuro, transformar, a pedido, os nossos inimigos em zombies, e ressuscitar os mortos. Esta última faculdade exige, porém, algumas condições: que a pessoa tenha morrido há menos de uma hora e que nenhum familiar a tenha chorado.
"Quer que eu chame agora um Loa?", pergunta, solícito, o Hougan. Por que não? Sempre se lhe poderá fazer algumas perguntas.
Cloudy começa a agitar os ason. Bate com o osso em cima da mesa. Deita aguardente no chão (os espíritos gostam de beber álcool, explica). Sopra com toda a força um apito estridente. Espera. Nada. Recomeça: ason, osso, aguardente, apito. Silêncio.
Ouve-se então um ruído, vindo de um buraco no chão, num dos cantos da sala. É um homem a gemer, a fazer ruídos esquisitos. Um homem mais velho, de túnica de seda vermelha e óculos escuros, uma faca numa mão e um osso na outra, sobe até à superfície, a guinchar e a estrebuchar.
A primeira coisa que diz é, em tom de ameaça: "Não vejo dinheiro nenhum! Onde está o vosso dinheiro?"
Como, contra a expectativa da cúpida assombração, ninguém se chegasse à frente com dólares, Cloudy dá explicações: trata-se do corpo do seu pai, possuído embora por um espírito. Um Loa, disponível para entrevistas.
Mas a verdade é que o Espírito se mostra bastante incompetente, e claramente ultrapassado pelos acontecimentos. Estrebucha, grita e anda de um lado para o outro, furioso. Exprime algumas considerações abstractas sobre o quente e o frio e a necessidade de os mortos passarem pelo fogo.
A seguir enfia-se de novo no buraco, para minutos depois dar lugar ao pai de Cloudy, Pierre Sinvillus, 64 anos, sorridente e sem óculos de sol, o que quer dizer que já não está possuído.
Contentes com a libertação de Pierre, pai e filho fazem uma dança. Rodopiam, saltitam, abraçam-se, encostam as nucas e, sem as desunir, dão aos corpos uma volta completa, sempre cantando e agitando os guizos. É um kanzo acrobático para pares que vai trazer aos dois houngan, nos minutos seguintes, a sabedoria dos espíritos. Aí, estarão preparados para responder às perguntas mais difíceis.
É possível melhorar a situação das pessoas no amor e nos negócios, explicam. Curar doenças, prever o futuro e afastar do caminho os inimigos. Quem ousar interferir com os desígnios dos Loa pode, num instante, ser transformado pelo houngan num morto-vivo. Aliás, isto é o mais fácil de fazer. A pessoa fica num estado vegetativo para o resto da vida. Um zombie. "Quer uma demonstração?" (Não a faz porque era preciso pagar adiantado).
"Pague-me já os dólares, e eu faço vir um Espírito que me vai cortar o pénis, e a seguir colá-lo de novo, como se nada tivesse acontecido", continua Sinvillus, entusiasmado e aterrorizando os haitianos presentes. "Estas duas garrafas vão voar e cortar-lhe as pernas..."
Mas o terramoto. Porque aconteceu? Os houngan não sabem. "O terramoto veio de um lugar muito para lá dos espíritos", acaba Cloudy por dizer.
Nas últimas semanas, as pessoas têm procurado os sacerdotes vudu, em busca de explicações, de um sentido para o que aconteceu. "Nós explicamos como se devem sepultar os mortos. Porque os espíritos, uma vez reclamados pela família, com as devidas cerimónias, voltam para os lugares onde viveram. Se foram vítimas de maldade, os espíritos não ficam. Vão para o mar."
Com as suas túnicas de seda e ossos nas mãos, os houngan não são capazes de explicar para onde vão os espíritos das vítimas do terramoto. Recomendam às famílias que visitem quanto antes o seu sacerdote, para que os mortos sejam devidamente reclamados. Para pai e filho, é uma oportunidade de negócio. Para a famílias, a obrigação de evitarem a deambulação de milhares de espíritos zangados.
"Não tivémos tempo de ressuscitar as pessoas", justifica-se Cloudy. "Só tínhamos uma hora".
Fonte: Público
Etiquetas: espíritos, ignorância, superstição, voodoo, vudu
O Papa pediu aos sacerdotes, este sábado, que anunciem o Evangelho não só a partir dos meios tradicionais, mas também através das novas tecnologias, como fotografias, vídeos, animações, blogues e sites, diz a EFE.
Bento XVI falava durante o discurso «O sacerdote a pastoral no mundo digital: os novos meios ao serviço da palavra», por ocasião da próxima Jornada Mundial das Comunicações Sociais.
Para o Papa, a difusão as novas tecnologias e a sua influência «tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal», principalmente para chegar também aos não crentes.
Fonte: IOL
Parece um mau filme de ficção científica. O ano que prometia tanto só desilude. Onde estão os robots babysitters, os carros flutuantes, os hotéis em Marte? O futuro chegou e não é nada do que estávamos à espera.
O futuro é como o amor à primeira vista: raramente corresponde às expectativas. Depositam-se grandes esperanças nele, investe-se couro e cabelo, mas há quase sempre alguma coisa que falha. E como num namoro que se precipitou, chega o momento em que o futuro se vira para o presente e diz: "Temos de falar. O problema não és tu, sou eu. Preciso de estar sozinho para decidir o que quero da minha vida." Só que o presente não vive sem o futuro - o cinema que o diga. E é por isso que para 2010 se projectou muito. E muito foi demais.
Primeira grande desilusão: "Há uns anos tinha-se uma grande expectativa em relação à inteligência artificial e de como ela permitiria desenvolver produtos que tomassem decisões simples e executassem tarefas elementares como um humano." Na realidade, a inteligência artificial é hoje usada em muitas situações, "mas não chega à idealização preconizada. Veja-se a diferença entre os computadores actuais e o famoso Hal 9000 do filme "2001 Odisseia no Espaço", baseado na obra de Artur C. Clark", diz José Fonseca, investigador e detentor do William Carter Award, uma espécie de Nobel da Fiabilidade Económica, que, como a maioria dos leitores, viu muitos filmes, leu muitos livros, teve muitas esperanças.
Esta "inteligência artificial aparece em obras como as do Izaac Asimov (por exemplo "I robot", publicado na década de 50), onde os robots têm cérebros positrónicos com um funcionamento semelhante ao nosso. Só que embora já haja robots que executam algumas tarefas com relativa autonomia, estas são muito elementares." A verdade, diz, é que "os existentes executam repetidamente e com exactidão as tarefas que são previamente programadas, mas não é possível terem uma opinião". A acreditar no "I robot" de Asimov, "em 1998 já haveria robots humanóides babysitter em casa das pessoas, em 2002 os robots já falariam e em 2015 já seriam tão evoluídos que iriam em expedições espaciais com humanos ao planeta Mercúrio para escavações de minério e tinham a capacidade de raciocínio".
Segunda desilusão: o único teletransporte que conhecemos é o que fazemos quando andamos de telemóvel no bolso. "As máquinas de teletransporte parecem efectivamente difíceis de materializar no nosso mundo, além de aparecerem nas séries e filmes Star Trek", diz José Fonseca. Não há duas sem três? Terceira desilusão: "Associada à medicina, a inteligência artificial e a robótica permitiriam a substituição de membros do nosso corpo por partes cibernéticas que funcionariam perfeitamente, tal como os originais. Como sabemos e, embora já se possam colocar certas próteses em órgãos tão vitais como o coração, também ainda estamos longe de onde a ficção científica nos colocaria nesta década."
Nem um homem em marte
É a quarta desilusão: já mandámos sondas para Marte, mas não homens (ou mulheres). "A conquista do espaço sofreu uma forte desaceleração desde a guerra fria e as viagens espaciais são só para uma elite muito restrita. Quem na década de 70 não imaginaria que já poderíamos estar muito mais avançados em termos espaciais em 2000 ou 2010?", pergunta o especialista. E dá a resposta: pode ser uma questão de dinheiro. E pode ser que "o investimento privado seja a chave para esta questão", com o turismo espacial a crescer nesta década, com novos investimentos, como a Virgin Galactic, de Richard Branson.
A quinta desilusão chega por email: "O interface entre o homem e o computador também tem evoluído pouco. Desde a década de 80, em que foi introduzido o rato, que ainda usamos o computador da mesma forma: com teclado e rato. Na década que passou houve avanços nesta área, com o aparecimento do iPhone da Apple e da consola WII da Nintendo, mas ainda não chegámos ao nível do filme "Minority Report." Em sexto lugar nesta lista de desalentos surge a massificação de carros 100% eléctricos ou movidos a outros combustíveis. "Eles já existem, mas não em grande escala. E também ainda não temos os carros flutuantes, tão comuns em filmes de acção científica." E é isto: 2010 parece um mau filme de ficção científica.
Mas tudo isto se explica. Segundo Sandro Mendonça, do departamento de Economia do ISCTE e membro da direcção da Rede Europeia da Economia da Comunicação, no início da década a Europa tinha como grande objectivo para 2010 aumentar o investimento na investigação e no desenvolvimento. "Japão e Estados Unidos eram os seus grandes rivais, com investimentos mais altos. A Europa falhou, o Japão apresentou grande volatilidade no investimento e os Estados Unidos desapostaram na criação de conhecimento novo." No que é que isto resulta? "Na área da biotecnologia, por exemplo, todo o conhecimento que obtivemos em relação ao genoma humano não teve efeitos. As farmacêuticas continuam no mesmo lugar, não se criaram vacinas com um target mais definido, mais afinado ao perfil de cada pessoa. Dez anos depois de o genoma ter sido descodificado, não se avançou." Ou seja, apesar de algumas descobertas, "houve pouco retorno ao nível de novos produtos socialmente úteis".
Mas nem tudo são más notícias, claro. "Na área da exploração espacial, há anos que se percebeu que os sonhos das décadas de 50 e 60, sobre hotéis em órbita, bases na Lua, viagens a Marte e exploração mineira algures no espaço não iam acontecer tão cedo. O que não quer dizer que não tenham ocorrido algumas surpresas de certa forma inesperadas", diz José Saraiva,investigador no CERENA (Centro de Recursos Naturais e Ambiente) do Instituto Superior Técnico. "É verdade que não há uma base lunar permanentemente habitada. Não sabemos quando haverá, se haverá. Temos uma melhor ideia de onde poderá vir a situar-se (nas regiões polares), se algum dia existir, mas até isso demonstra que ainda temos muito que saber sobre a Lua. Ou seja, a exploração lunar está atrasada e muito longe dos sonhos."
E Marte? "Aqui há boas e más notícias. Em 1996 foram apresentadas ao mundo imagens do famoso meteorito ALH84001, e sugerido que poderia conter microfósseis marcianos. Daí para cá a exploração marciana acelerou, mas sem humanos, claro. Não encontrámos ainda vida (ou restos dela) em Marte. Houve missões, conhecemos as paisagens avermelhadas do planeta, vimos o pôr-do-Sol pelos olhos dos rovers, sabemos que há água e que ela em tempos correu pela superfície, que houve mares e lagos e rios em Marte... Talvez daqui a umas décadas lá ponhamos o pé, mas também não está para breve."
É que aqui na terra, como no céu, ainda muita coisa por explicar. "Não há controlo do tempo meteorológico nem há previsão de sismos." Nas nossas casas, não há mordomos virtuais, "tratando da gestão doméstica, desde a limpeza da casa até a identificação das necessidades logísticas (conteúdo do frigorífico e da despensa) e fazendo automaticamente a encomenda dos produtos em falta", como seria expectável, diz Rui Rocha Mendes, da Impresa.DGSM - Desenvolvimento e Gestão de Soluções Multimédia. Resta-nos um consolo: é que sempre que se tentou adivinhar o futuro, adivinhou-se o fim do mundo. E agora, chegados a 2010, o fim do mundo já não nos parece tanto um filme de final feliz.
Fonte: Económico Sapo
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A rádio BBC começou ontem uma iniciativa extraordinária, que mexeu muito comigo, obcecado que sou por esse assunto: é uma série chamada A History of the World, com programas de 15 minutos cada, feita a partir de cem objetos do acervo do British Musem, narrada pelo curador Neil MacGregor. A ideia é mostrar como a história não escrita pode ser também reveladora sobre as civilizações. O design e o contexto de cada artefato são explicados e, como se originam dos mais diversos cantos do globo, servem para ilustrar temas universais, como na comparação entre peças de culturas simultâneas como a Atenas de Péricles, a China de Confúcio e a Pérsia de Aquemênida. E servem também para mostrar, como diz Macgregor, que nesses objetos há mais que a intenção utilitária; que há a expressão de um prazer pessoal, o qual é a mais direta e duradoura expressão de humanidade.
Eis aqui a lista dos 99 objetos selecionados. O centésimo será uma escolha de ouvintes e internautas, para encarnar o espírito atual.
E aqui você pode escutar e também ver os vídeos (cerca de dois minutos cada) dos programas, dos quais os dois primeiros estão disponíveis.
Recentemente Richard Sennett escreveu sobre isso em O Artífice, mostrando o papel do trabalho manual apurado na história do humanismo, mas pecou ao centrar foco na questão ideológica (os erros do capitalismo, etc e tal). Sempre que vou a museus (como o Britânico, o Louvre, o Metropolitan e tantos mais) me encanto com as alas de "artes decorativas"; e nunca me esqueço do frisson de visitar o Cluny (Paris) pela primeira vez, com seus trabalhos em marfim e esmalte, e os museus japoneses e chineses, com suas porcelanas e espadas. O que me importa é a engenhosidade humana traduzida nesses objetos, a maneira como a solução de desafios técnicos expõe nossa humanidade comum, emanando ao mesmo tempo a visão de mundo de um tempo e lugar específicos. Os teóricos do modernismo arquitetônico erraram feio ao menosprezar os ornamentos em geral como inutilidades "burguesas" ou "alienantes", adendos dispensáveis a um discurso de ostentação ou ilusão.
Na Pousada da Marquesa, em Paraty, há algumas semanas, me deliciando com a variedade de móveis e peças coloniais (peanhas de madeira, luminárias de porcelana, pias de azulejo, cadeiras de vime, tachos de cobre), pensei nessa injustiça bauhausiana quando reparei num relevo de madeira ao lado do piano, um arabesco posto ali apenas para embelezar mais um pouco. Primeiro, qual o problema? Cercar-se de coisas bonitas faz bem ao ânimo e combate o estresse, como se diria hoje. Segundo, quem disse que é um mero detalhe decorativo? Muitas vezes é nesses detalhes que vemos a tradução de uma época, o apreço a um valor importante para quem os criou ou observou. Sim, as coisas falam.
artigo por: Daniel Piza
Fonte: Estadao.com.br
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O tigre é o animal mais ameaçado do mundo, devido à perda dos seus habitats naturais e à ameaça de caçadores furtivos, alertou o World Wild Fund (WWF).
Este ano, os chineses celebram a entrada no Ano do Tigre, mas este animal está em rápida via de extinção, sendo o mais ameaçado. De acordo com o gabinete chinês do WWF, uma sub-espécie desta família de animais, os Tigres do Sul da China, já terá mesmo desaparecido.
A contribuir para esta rápida extinção está a perda dos habitats dos tigres e a acção dos caçadores furtivos, revela o China Daily.
De acordo com o jornal, actualmente, existem apenas 50 tigres em toda a China, metade dos quais são tigres siberianos que vivem no Norte do país. Há meio século o número ultrapassava os 4 200 tigres.
Fonte: Fábrica de Conteúdos
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Segundo uma investigação da ABC News, existem referências em código ao Novo Testamento e passagens acerca de Jesus Cristo inscritas no armamento pesado norte-americano, encomendado pelo Estado a uma empresa sedeada no Michigan.
As armas são utilizadas no Iraque e no Afeganistão, quer por soldados dos EUA, quer por soldados dos exércitos locais. A Trijicon, empresa de armamento em causa, tem um contrato no valor de 660 milhões de dólares (462 milhões de euros), por vários anos, segundo o qual deverá fornecer 800 mil armas à marinha e contratos adicionais para fornecer armas ao exército.
Segundo as regras do exército norte-americano para o Iraque e Afeganistão, é proibida qualquer manifestação religiosa. A medida visa prevenir acusações que argumentem que os EUA entraram numa cruzada religiosa no “Médio Oriente”.
“Aquele que me seguir nunca entrará nas trevas, mas terá sempre a luz da vida” – Livro do Apocalipse (João 8:12), quando Mateus e João falam de Jesus como "a luz do mundo". Esta é uma das citações usadas, sob o código JN8:12. Segundo declarações do director de vendas e marketing da Trijicon, Tom Munson, à ABC News “as frases estiveram lá sempre”. “A prática da empresa começou com o fundador Glyn Bindon, um cristão devoto da África do Sul, que morreu em 2003 num desastre de avião”, explicou.
Já os porta-vozes da marinha e do exército norte-americanos argumentam que desconheciam as marcas bíblicas nas armas e que estão a estudar as medidas a tomar. No entanto, existem fotos no site do Departamento de Defesa que mostram soldados iraquianos a serem treinados pelo exército norte-americano com armas da Trijicon.
Segundo Weinstein, advogado e antigo membro da força aérea, já vários membros do seu grupo tinham reclamado contra as frases nas armas. “Permite aos insurgentes, talibã e membros da al-Qaeda argumentarem que foram mortos por armas de Jesus”, explicou. “Este é provavelmente o melhor exemplo da violação da separação entre a igreja e o Estado neste país”, acrescentou ainda.
Fonte: I
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O turco que em 1981 disparou contra o Papa João Paulo II, Mehmet Ali Agca, foi hoje libertado de uma prisão do seu país e proclamou "o fim do mundo", dizendo que "todo o ser humano morrerá neste século...".
Depois de mais de 29 anos passados nas cadeias, primeiro na Itália e depois na Turquia, Ali Agca acenou para os jornalistas que o aguardavam à saída da cadeia de Sincan, nos arredores de Ancara, e seguiu para um hospital militar. Vai agora sujeitar-se a uma inspecção médica, com vista ao eventual cumprimento do serviço militar, apesar de já estar com 52 anos."Eu sou o Cristo eterno", disse o ex-prisioneiro, num comunicado distribuído pelo advogado daquele que já anteriormente se proclamara "o novo Messias".
Ali Agca, nascido a 9 de Janeiro de 1958 numa família pobre da Turquia, disparou a 13 de Maio de 1981 contra o Papa polaco, quando este circulava em carro aberto pela Praça de São Pedro, no Estado do Vaticano, que ocupa uma parte da cidade de Roma.
O soberano pontífice foi atingido nmo abdómen, na mão esquerda e no braço direito, mas as balas não chegaram a atingir órgãos vitais, tendo depois João Paulo II ido em 1983 à prisão de Rebibbia, para visitar o atacante e lhe perdoar o acto.
motivo do ataque continua até hoje a ser uma incógnita, se bem que a dada altura o detido tenha sugerido que a Bulgária e a KGB, a polícia secreta da União Soviética, tinham sido os mandatários da sua acção.
, retractou-se de semelhantes afirmações, numa série de declarações contraditórias que sempre foram baralhando a justiça, ao longo das décadas em que esteve preso.
O seu advogado, Gokay Gultekin, disse que ele vai hoje descansar na capital, enquanto a estação particular de televisão NTV afirmou que ele seguiria mais tarde para Istambul. Tudo isto se acaso o Exército não o mandar comparecer de imediato em nenhum quartel, para iniciar uma recruta fora de tempo.
Ele estava agora na prisão de Sincan a cumprir o resto da pena pelo assassínio do jornalista Abdi Ipecki, em 1979. Recebera uma pena de prisão perpétua, o que segundo a lei turca poderá traduzir-se na prática em 36 anos, mas fugiu da cadeia menos de seis meses depois de lá ter entrado, havendo aparecido dois anos depois na Praça de São Pedro a disparar contra o Papa.
Tanto quanto se tem noticiado, era um simpatizante da organização de extrema-direita Lobos Cinzentos, que na década de 1970 andava nas ruas a combater toda a gente que fosse considerada de esquerda, como era o caso do jornalista Ipecki.
de extraditado da Itália para a Turquia, em 14 de Junho de 2000, Ali Agca foi de igual modo condenado a sete anos e quatro meses de cadeia por dois assaltos que cometera em 1979. Mas as autoridades descontaram-lhe o tempo passado em celas italianos, pelo ataque a João Paulo II, e beneficiou ainda de algumas amnistias, pelo que chegou a ser libertado efemeramente em 2006 e reincarcerado oito dias depois, quando os juizes concluíram que se tinham enganado nas contas.
Agora, é o Exército que não o quer deixar em paz, se bem que nos últimos anos ele tenha consecutivamente manifestado interesse em trocar a Turquia pela Itália, a Polónia ou até mesmo Portugal.
Além de tudo o mais, o turco afirma que está a pensar nas propostas que lhe têm sido feitas para escrever um livro, bem como ser protagonista de um filme e de documentários para televisão.
Fonte: Público
Etiquetas: Ali Agca, aviso, Fátima, Fim do Mundo, João Paulo II
Eles têm 112 e 110 anos de idade, estão casados há 90, viram juntos a queda do Império Otomano, acompanharam o surgimento de novos países e sonham em continuar unidos até que a morte os separe.
A história do casal centenário formado por Abdullah e Elif virou símbolo de amor eterno na Turquia.
Abdullah Adiguzel, nascido em 1898, e sua mulher, Elif, nascida em 1900, se apaixonaram quando jovens e asseguram que nunca tiveram problemas no casamento em todo este tempo de convivência.
"Nos queremos muito. Nunca tivemos problemas em 90 anos. Só temos um último desejo: morrermos juntos. Porque se um de nós morrer, o outro sentirá que perdeu sua outra metade", explicou Elif à agência turca "Anadolu".
O filho mais jovem do casal, Ismail, de 60 anos e que ainda mora com eles, afirma que os pais são um "exemplo de amor" e de "casamento perfeito", não só para a família mas para todos que os conhecem.
"Sempre foram fiéis. Nunca vi fazerem mal um ao outro. Frequentemente dizem que, se um deles morre, o outro lhe seguirá" explica o filho.
Elif, muito mais faladora do que seu marido, afirma que se "casaram por amor".
Um amor que tem reflexos de continuar por muito tempo ainda. "Meu marido não ouve bem já faz alguns anos, mas este é o único problema de saúde que tem. Em meus 110 anos de vida, a única cirurgia que fiz foi de cataratas", explicou Elif.
A mulher deu à luz dez filhos, dos que sete ainda estão vivos. A família continua aumentando e soma 113 membros entre netos e bisnetos e, cada ano, em algumas ocasiões especiais e durante as festas religiosas, todos se juntam no pequeno povoado de Yazibasi, na província oriental de Malatya, onde vivem Elif e Abdullah.
O homem completará 113 anos no mês que vem e conserva vivas lembranças de tempos muito antigos. Tanto ele como sua mulher nasceram quando seu país era ainda Império Otomano e juntos viveram a queda dos sultões, a fundação da moderna República da Turquia e várias guerras.
Por exemplo, Abdullah se recorda perfeitamente da Primeira Guerra Mundial e de como, anos depois, em 1920, fez o serviço militar em Dardanelos, e teve de cavar novas trincheiras onde ainda permanecia viva a destruição de uma das batalhas mais sangrentas da Primeira Guerra Mundial.
"Estou muito feliz com minha mulher. Ambos nos apoiamos em tudo ao longo de nossas vidas", conta.
O simpático casal acha que o segredo de sua longa vida está na alimentação natural e saudável que sempre tiveram.
"Comemos coisas do povo. Antes, tudo tinha seu próprio sabor. Mas nos últimos anos já não encontro esses velhos sabores. Deixei de comer verduras porque cheiram a remédios. Acho até que o pão que fazemos em casa não é igual ao de antes", explica Elif.
Provavelmente há um grande amor no casal de Yazibasi, mas também é certo que, nos povos da Anatólia rural, os casamentos duram até a morte de um, como demonstra um dos refrães dessa geografia: "Entrarás à casa de teu marido com um vestido branco de noiva, mas só sairás envolvida em uma branca mortalha".
No entanto, a história de Elif e Abdullah, talvez lhe cole mais o desejo que se formula aos casais nas bodas tradicionais da Anatólia: "Bir yastikta kocayin", o que significa: "Envelhecei com vossas cabeças sobre um só travesseiro".
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Um eclipse anular do Sol, o mais longo do terceiro milénio, lançou esta sexta-feira o centro e o leste de África na obscuridade e frio, antes de seguir para o Oceano Índico, em direcção à Índia e à China, escreve a Lusa.
O eclipse começou às 05:14 tmg (mesma hora em Lisboa) a ocidente da República Centro-Africana e no sudoeste do Chade. A sombra da Lua atravessou de seguida a República Democrática do Congo, Uganda, Quénia e o extremo sul da Somália.
No Quénia, o céu limpo permitiu aos nómadas massai de Olte Tefi, a 50 quilómetros a sul de Nairobi, aproveitar em pleno o espectáculo da Lua a tapar o Sol.
Fonte: IOL
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