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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Armas de Deus

God's Artillery
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Segundo uma investigação da ABC News, existem referências em código ao Novo Testamento e passagens acerca de Jesus Cristo inscritas no armamento pesado norte-americano, encomendado pelo Estado a uma empresa sedeada no Michigan.

As armas são utilizadas no Iraque e no Afeganistão, quer por soldados dos EUA, quer por soldados dos exércitos locais. A Trijicon, empresa de armamento em causa, tem um contrato no valor de 660 milhões de dólares (462 milhões de euros), por vários anos, segundo o qual deverá fornecer 800 mil armas à marinha e contratos adicionais para fornecer armas ao exército.

Segundo as regras do exército norte-americano para o Iraque e Afeganistão, é proibida qualquer manifestação religiosa. A medida visa prevenir acusações que argumentem que os EUA entraram numa cruzada religiosa no “Médio Oriente”.

“Aquele que me seguir nunca entrará nas trevas, mas terá sempre a luz da vida” – Livro do Apocalipse (João 8:12), quando Mateus e João falam de Jesus como "a luz do mundo". Esta é uma das citações usadas, sob o código JN8:12. Segundo declarações do director de vendas e marketing da Trijicon, Tom Munson, à ABC News “as frases estiveram lá sempre”. “A prática da empresa começou com o fundador Glyn Bindon, um cristão devoto da África do Sul, que morreu em 2003 num desastre de avião”, explicou.

Já os porta-vozes da marinha e do exército norte-americanos argumentam que desconheciam as marcas bíblicas nas armas e que estão a estudar as medidas a tomar. No entanto, existem fotos no site do Departamento de Defesa que mostram soldados iraquianos a serem treinados pelo exército norte-americano com armas da Trijicon.

Segundo Weinstein, advogado e antigo membro da força aérea, já vários membros do seu grupo tinham reclamado contra as frases nas armas. “Permite aos insurgentes, talibã e membros da al-Qaeda argumentarem que foram mortos por armas de Jesus”, explicou. “Este é provavelmente o melhor exemplo da violação da separação entre a igreja e o Estado neste país”, acrescentou ainda.


Fonte: I

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domingo, 1 de novembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


"Caim" de José Saramago e a desilusão de Carreira das Neves

The dispute about Abel and Cain
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O teólogo católico Joaquim Carreira das Neves explica por que ficou desiludido com a leitura do livro "Caim". Em artigo de opinião, escreve que José Saramago "pode ficar totalmente em paz porque só é herege quem é crente". E agradece o convite, feito pelo escritor e pela mulher, Pilar del Río, para visitar Lanzarote.

Todos temos desilusões na vida: com amigos, clube de futebol, partido político, ideais e sonhos... Aconteceu-me também com José Saramago, que admiro como ficcionista. Com as descobertas linguísticas dos séculos XVIII-XX já não se lêem textos sem os contextos e hipertextos, as pequenas narrativas sem as macronarrativas. A Bíblia das escrituras hebraicas (Antigo Testamento com 46 livros) e gregas (Novo Testamento com 27 livros) oferecem-nos um Código de vida dependente da fé em Deus, composto ao longo de dois séculos (AT) e de um século (NT).


Constituem um processo histórico de gente com nomes, mas, sobretudo, de gente anónima. Do AT só conhecemos o nome de um autor - o Ben Sirac - , e, do NT, o nome de S. Paulo para sete das suas cartas. Todos os demais autores são fruto de decisões das respectivas comunidades, a judaica e a cristã - o chamado Cânone.


Ler a Bíblia é um desafio para qualquer pessoa, mais letrado ou menos letrado, crente ou descrente. Encontramo-nos com mitos, sagas, lendas, poesia, sabedoria, contos, profecia, "romances" (Rute e Ester), evangelhos, cartas, apocalipse. Encontramo-nos com um Deus único, criador, senhor de um povo, defensor ciumento desse povo a quem impõe leis, a quem prova, por quem combate e por quem aniquila inimigos (AT).

É um Livro de livros, com narrativas esplêndidas, umas, aborrecidas - muito aborrecidas -, outras. Mas quem estudar o texto no seu contexto acaba por se apaixonar, até os não crentes. E foi com toda esta boa disposição que, entre outros de José Saramago, li também o Evangelho Segundo Jesus Cristo e, agora, o Caim. Quem gosta de literatura gosta de imagens, metáforas, analepses e prolepses, narrativas de idealismos míticos e messiânicos, de paixões humanas, de mundos de Deus e do Diabo, de esperança e desespero. Na Bíblia está tudo. E, a nível literário, José Saramago é um "mago" de imagens e metáforas (Harold Bloom dixit).


E foi por tudo isto que aceitei o repto da SIC para me encontrar com o Prémio Nobel da literatura. E a desilusão aconteceu. Nunca pensei que um Prémio Nobel da Literatura, mesmo ateu confesso e militante, folheasse as narrativas bíblicas de maneira literalista e fundamentalista. Saramago respiga, na Bíblia, os textos mais "escandalosos", que têm Deus por autor, e classifica esse Deus de "filho da p..." (p. 82), sanguinário, colérico, absolutamente mau. A Bíblia é um "manual de maus costumes...".


E os milhões de judeus e cristãos que nela depositam confiança, o que são? E os milhares de exegetas bíblicos, que queimam as pestanas de noite e de dia, a estudá-la, o que são? E as Bibliotecas, de centenas de milhares de livros sobre a Bíblia, ou as dezenas de Revistas científicas dedicadas à Bíblia, em todas as línguas, o que significam? E porque é que a Bíblia continua a ser o best-seller de todos os livros e a inspiração para grandes romancistas, artistas, igrejas e catedrais?


Sempre pensei que o encontro de José Saramago com o Prof. Tolentino Mendonça e comigo o convencesse a mudar de agulha. Nada. O Deus da Bíblia é o Deus daquela letra e nada mais. Como classificar, então, o livro Caim? Saramago começa mal ao apresentar os dois irmãos, Caim e Abel. Põe Abel a louvarinhar-se a si próprio desafiando semanas seguidas o seu irmão Caim pelo facto do "senhor" (Deus) aceitar as suas oferendas e rejeitar as do irmão (p. 36s). Mas o texto bíblico (Génesis 4, 3-8) oferece-nos um Abel que nunca abre a boca. É um pastor que apresenta as suas ofertas a Deus, aceites por Deus, e que é morto por Caim, chateado - este, sim - com Deus por não aceitar também as suas ofertas. Nada mais.


A partir daqui, Caim sente-se amaldiçoado por Deus, e leva uma vida errante, merecedor de ser também morto, mas Deus não consente e, por isso, coloca-lhe na testa um sinal de defesa mortal. Nesta errância geográfica, Saramago é um excelente ficcionista em todos os anacronismos caínicos: Caim encontra-se com Abraão, Moisés, Josué, Noé, Job e demais personagens bíblicas. São personagens trágicas "manipuladas" por um "senhor" (Deus) trágico e sádico que obriga Abraão a sacrificar o seu próprio filho, as cidades de Sodoma e Gomorra a desaparecer num fogo divino sem poupar as crianças, Lot a ser embebedado pelas duas filhas para, através de incesto, ficarem grávidas do pai. Josué vai conquistando os cananeus por obra e graça do senhor guerreiro (Deus), que impõe a lei do herem (anátema) a todos os inimigos conquistados: matar gados, homens, mulheres e crianças, despojos de guerra.


Mas regressemos à substância do tema: saber ler o texto no seu contexto. Por escassez de espaço fixemo-nos apenas em três exemplos contra os quais Saramago se insurge.


Sobre Caim e Abel, o livro de Génesis oferece-nos vinte e quatro versículos e não apenas os nove de Saramago. Sem este contexto não entendemos nada de Caim. No versículo 17 lemos: "Caim conheceu a sua mulher. Ela concebeu e deu à luz Henoc. E começou, depois, a edificar uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Henoc". Um dos descendentes de Caim foi Tubal-Caim (4, 22), pai daqueles que fabricavam todos os instrumentos de cobre e ferro". Quem é, então, o Caim da Bíblia? Não é um indivíduo mas o epónimo de uma cultura e civilização - a das cidades -, muito mal vista por um fio condutor e transversal a toda a Bíblia do AT, que opõe a cultura e civilização dos pastores (Abel) à das cidades.


Nas cidades há senhores, patrões, gente rica e trabalhadores pobres e mal tratados, enquanto que na cultura dos pastores são todos iguais, vivem em fraternidade, cumplicidade, mútua ajuda. O mitograma de Génesis sobre Caim e Abel consubstancia estas duas culturas (ler Juízes 9 e Samuel 8 contra a monarquia). A Bíblia não conhece a ciência da paleontologia, arqueologia, nem os períodos do paleolítico, neolítico, mesolítico, mas conhece os períodos civilizacionais do ferro e cobre, das cidades e dos pastores. O mal vem das cidades, dos senhores que detêm a riqueza dos campos e dos minerais. A costela da esquerda política de Saramago devia ficar satisfeita com a Bíblia.


O incesto das duas filhas de Lot (Génesis 19, 30-38) é um conto ou lenda para denegrir dois povos inimigos de Israel. Não são filhos que elas dão à luz, mas dois povos (19, 37s: "A mais velha deu à luz um filho, ao qual deu o nome de Moab, pai dos moabitas, que vivem ainda hoje. A mais nova teve igualmente um filho, ao qual deu o nome de Ben-Ami, pai dos amonitas, que vivem ainda hoje).


As leis do Herem aplicadas aos povos cananeus conquistados por Josué era, infelizmente, um costume em todo o Próximo Médio Oriente. Conquistar povos pagãos e deixar homens e mulheres, inseridos culturalmente, conduziria ao perigo dos crentes monolátricos e monoteístas perderem a sua identidade através dos casamentos mistos.


Foi muito pior o nazismo, o comunismo de Estaline, MaoTsé Tung, Pol Pot... São páginas bíblicas que não gostamos de ler segundo os nossos conceitos cristãos e democráticos. Mas a Bíblia não nasceu nem em tempos de democracia ocidental nem com a Carta das Nações Unidas sobre os direitos humanos. Jesus, muito diferente do AT, pronunciou: "Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam, rezai pelos que vos caluniam. A quem te bater numa das faces, oferece-lhe também a outra..." (Lucas 6, 27 e par).


É assim tão difícil ler o texto no seu contexto? A pequena narrativa na grande narrativa?


José Saramago terminou, na SIC, por dizer: "Na Carta das Nações Unidas falta a enunciação de dois direitos: "o direito à dissensão e à heresia". Se por dissensão entendemos o direito à diferença, política ou religiosa, já lá está, e quanto à heresia, como me pronunciei então, José Saramago pode ficar totalmente em paz porque só é herege quem é crente. Quanto ao mais, agradeço o convite que me fez, reiterado pela sua mulher, a quem dedica o livro ("A Pilar, como se dissesse água"), para o visitar em Lanzarote. Versão integral do texto publicado na edição do Expresso de 31 de Outubro de 2009, 1.º Caderno, página 37.

Texto do Professor Doutor Carreira das Neves em resposta ao livro "CAIM" de José Saramago


Fonte: Expresso

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Bento XVI defende que Bíblia deve ser entendida como um todo

The Pope says that the Bible has to be viewd as a whole
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O Papa Bento XVI sublinhou hoje a importância de se entender a Bíblia como um todo, referindo que o pressuposto fundamental para a compreensão teológica dos livros sagrados é a unidade das Escrituras.


O Sumo Pontífice, que se dirigia a professores, alunos e funcionários do Pontifício Instituto Bíblico, por ocasião do centésimo aniversário da sua fundação, referiu que nestes últimos cem anos aumentou o interesse pela Bíblia.


Graças ao Concílio Vaticano II e à Constituição Dogmática Dei Verbum, em cuja elaboração participou, a importância da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja tem sido mais compreendida, disse.


A Dei Verbum, acrescentou, veio sublinhar a legitimidade e a necessidade do método histórico-crítico na análise da Bíblia, reconhecendo três eixos essenciais: “a atenção aos géneros literários, o estudo do contexto histórico e o exame do que habitualmente se designa por Sitz im Leben (contexto vital)”.

As declarações de Bento XVI surgem uma semana depois da controvérsia em Portugal em torno de declarações do escritor José Saramago, a propósito do lançamento do seu mais recente livro “Caim”, nas quais o Nobel da Literatura português classificou a Bíblia como um “manual de maus costumes”.


Nas várias reacções a estas declarações foi sublinhado que Saramago fez uma leitura literal de parte do Antigo Testamento, esquecendo que a Bíblia é formada por dezenas de livros.


Fonte: Diário Digital

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Saramago: "Deus é vingativo e má pessoa"

Saramago says that God is vindictive and a bad person
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Num encontro com a imprensa, o prémio Nobel da Literatura, José Saramago voltou a repetir-. Ainda que negue ser homem de polémicas e apenas exortar as suas “convicções”, lá vai dizendo o de sempre: “O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa.”


Considerando que “em Espanha, não existiria tamanha polémica” em torno das suas declarações, Saramago confessou-se “surpreso” pela onda de reacções. “’Caim’ é o livro de que mais se tem falado sem que tenha sequer sido lido”, afirmou, ironizando: “É quase magia, um milagre.”


Quanto a comentar a afirmação de Mário David, o eurodeputado social-democrata que apelou a que o Nobel renunciasse à cidadania portuguesa, nem pensar: “Acha que vou fazer algum comentário a isso?”, atirou.


Sem perder o tom irónico e mantendo a polémica, Saramago ainda aproveitou para reforçar as suas convicções de ateu confesso: “Antes da criação do Universo, que se saiba, Deus nada fez. Depois, fez o Universo em seis dias e nota-se, como diz a minha mulher, Pilar. Ao sétimo dia descansou e continua a descansar até hoje.”


‘Caim’ foi lançado em Portugal há 48 horas e, segundo Zeferino Coelho, editor da caminho, “a primeira edição de 50 mil exemplares deve estar quase a esgotar. Já estamos concentrados na segunda”, avançou ao CM. O livro tem já edições no Brasil e Espanha (traduções em castelhano e catalão) e, em breve, em Itália. Saramago encontra-se actualmente a escrever um novo livro que lançará em 2010. sobre o tema...”segredo.”


Fonte: Correio da Manhã

Saramago: «Há aí muitas pessoas que me odeiam»

José Saramago declarou esta quarta-feira, em entrevista à RTP, que «há aí muitas pessoas que, no seu legítimo direito, me odeiam», numa resposta à onda de polémica que levantou com a publicação do seu novo livro «Caim» e com as declarações que «incendiaram» a igreja católica .


O prémio Nobel português tem dado explicações sobre as declarações que efectuou e sobre o conteúdo da sua obra. Esta quarta-feira, na apresentação do livro, em Lisboa, declarou:
«Eu não tenho culpa, eu não matei Abel».


Já está noite, na entrevista Judite de Sousa, considerou que as reacções «exaltadas» à sua obra acontecem porque, segundo diz, «há aí muitas pessoas que, no seu legítimo direito, me odeiam. Não me querem ver morto, mas odeiam-me». Saramago não recusa especificar nomes, mas garante que serão uns «quatro ou cinco» que depois são seguidos.


Ainda na reacção às críticas dos últimos dias, o escritor premiado recusa comentar
as declarações do Eurodeputado do PSD que considerou que Saramago deveria renunciar à cidadania portuguesa. «Sem comentários. Nada me pode obrigar a comentar uma estupidez. Seria tão estúpido como essa estupidez», diz o prémio Nobel.


«Livro de Saramago é uma sátira»


José Saramago rejeita ainda críticas de quem o considera afastado de Portugal: «Peça meças a outras pessoas por amar tanto Portugal como eu». O escritor diz ainda que não se afastou de Portugal, que «tem casa» e que paga pontualmente os impostos.


O prémio Nobel português assume ainda que está disponível para debater o tema com a Igreja Católica ou com «qualquer pessoa, mas com uma condição: «Venham de boa fé. Estou farto de ser criticado por quem não leu os livros. Que falta de seriedade intelectual é esta? Sejamos sérios».

Fonte: IOL

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O ateísmo descarado de José Saramago

Jose Saramago's atheistic boldness in his new novel
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Narrativa bíblica de Caim e Abel é o ponto de partida para José Saramago fazer de Deus o protagonista do romance, lançado em Outubro

Quando há uns meses o escritor e prémio Nobel da literatura José Saramago falou ao DN sobre o livro que estava a escrever, já tinha afirmado que o título seria composto de uma única palavra. Ontem ficámos a conhecê-la: Caim, um nome povoado de ressonâncias bíblicas, históricas e filosóficas.

Porém, o novo livro de Saramago, a ser lançado em Outubro na Feira do Livro de Frankfurt, "não é um tratado de teologia nem um ensaio, é uma ficção" escreve Pilar Del Rio no blogue do escritor. Saramago retoma a história bíblica do assas- sínio de Abel pelo seu irmão Caim, mas, no romance é atribuída a Deus a autoria moral do crime e uma consequente redenção de Caim. Nesta obra, o escritor volta mostrar um Deus arbitrário, incoerente e tirano, que embora tenha sido criado pelo homem é causador de muitos dos seus males.

"Deus, o demónio, o bem, o mal, tudo isso está na nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventámos. Não nos damos conta que, ao termos inventado Deus, nos tornámos imediatamente escravos dele", diz Saramago ao jornal espanhol La Vanguardia. E prossegue afirmando que este livro "não é um ajuste de contas com Deus, mas um ajuste de contas definitivo com os homens que o inventaram".

A presença de referências bíblicas ou de críticas mais ou menos abertas à religião católica e à Igreja são um dos traços que caracterizam a obra de Saramago. No entanto, neste novo livro, o escritor aborda o tema recorrendo a um tom mais irónico, ao contrário do que fez, por exemplo, na obra O Evangelho Segundo Jesus Cristo, o que lhe valeu em 1991 ter sido vetado pelo Governo de então para concorrer ao prémio Europeu de Literatura. Este veto culminou com a saída do escritor de Portugal e a sua posterior fixação na ilha espanhola de Lanzarote.

Agora, Saramago já não teme voltar a ser crucificado, "alguns talvez o façam, mas o espectáculo já será menos interessante", declara ao mesmo jornal.

O livro foi escrito entre Dezembro de 2008 e Abril de 2009 "numa espécie de transe, como nun-ca me tinha acontecido", conta ainda o escritor, que prossegue dizendo que a personagem de Caim era uma daquelas que habitavam há muitos anos o seu ima-ginário. O início deste romance coincidiu com a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, situação que poderá não ser totalmente alheia ao regresso do escritor a esta temática, ou à escolha para cenário de um local onde a vivência da re- ligião tem alimentado tantos e tão longos conflitos. Uma "irresumível história sobre a justiça e a injustiça", foi assim que Zeferino Coelho, o editor de Saramago descreveu ao DN o livro de 200 pá- ginas, que no final de Outubro estará à venda nas livrarias de Portugal e Espanha. "Escrever é a melhor maneira de permanecer vivo", declarou ao El Pais, o prémio Nobel português.



Fonte: DN Artes

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Evolução ou criação?

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Criacionistas em Portugal. A ideia de que o 'Homo sapiens' descende de outros primatas e esses de outros animais e esses por sua vez de formas de vida mais incipientes, até ao início da vida algures há muitos mil milhões de anos, ninguém sabe como nem porquê é recusada por muito boa gente. Ora leia
Há quem não celebre 'A Origem das Espécies'
"Os protestantes não perdem uma ocasião de ter uma zanga com o mundo." Tiago Oliveira Cavaco, 31 anos, formado em Ciências da Comunicação na Universidade Nova, músico com discos editados ("Vou tendo bandas"), bloguer (de A Voz do Deserto, com subtítulo "religião e panque roque"), pai de três crianças (Maria, quatro anos, Marta, dois e Joaquim, um), cristão baptista e pregador "ainda não consagrado", diz- -se, no entanto, um criacionista brando. "Acredito naquilo em que o cristianismo ortodoxo acredita: que o mundo foi criado por Deus. Os católicos também acreditam nisso mas convivem bem com o evolucionismo, são mais preguiçosos. Nós agarramo-nos mais à Bíblia."
De facto, num país em que, dizem as sondagens e inquéritos, a maioria das pessoas é cristã católica, o que significa que acredita num ser superior e criador, responsável por tudo o que existe e atento a tudo o que se passa, e na vida depois da morte num lugar agradável chamado paraíso ou desagradável chamado inferno ou num sítio a meio caminho chamado purgatório dependendo de um sistema de pontos relacionado com boas e más acções, o ponto de partida do criacionismo não deve surgir como algo de muito extraordinário. Afinal, ser criacionista é basicamente crer que há um deus responsável por tudo o que existe e que a Bíblia é, além da palavra revelada desse deus, também um livro de história com o guião exacto do surgimento da Terra e da vida sobre ela. Até aqui, nada de substancialmente novo, certo? A diferença fundamental reside no facto de os criacionistas considerarem que o criacionismo é uma doutrina científica.
Ao contrário do que se passa com a maioria dos católicos, porém, os criacionistas, geralmente evangélicos, negam a possibilidade da evolução das espécies tal como é ensinada na escola, nomeadamente a parte em que a humanidade descende de outros primatas e é fruto de mais de um milhão de anos de diferenciações genéticas. Os criacionistas crêem que somos todos descendentes de um casal primordial - Adão e Eva, os próprios, ele feito de barro, ela de uma costela dele - cuja criação divina ocorreu há cerca de seis mil anos, e que como esse casal, criado já adulto como se narra no livro do Génesis, foram criadas todas as outras espécies, incluindo as extintas (como os dinossáurios, cuja extinção é geralmente localizada há 65 milhões de anos).
"As pessoas vêem-nos como excêntricos", reconhece Tiago Cavaco. "Mas se esta discussão não tivesse qualquer tipo de sustentabilidade científica ela não se aguentaria. E a verdade é que ganhou espaço. Os alegados factos científicos que fundamentam a teoria da evolução são rebatidos pelos bons criacionistas." Um bom criacionista será, por exemplo, o engenheiro electrónico portuense Agostinho Santos. Sessenta e cinco anos, trinta e três livros publicados ("e mais dez no computador"), o último dos quais em Julho passado, sobre dinossáurios, mergulha na literatura científica e depois "compatibiliza-a com a Bíblia". Por exemplo, sobre os dinossáurios: "Acredito que houve dinossáurios, até porque há evidência disso, pegadas, ovos, fósseis. Há quem não acredite, mas eu acredito, apesar de a Bíblia não falar deles. E não vejo nenhuma contradição entre a Bíblia e a ciência, aliás nunca se encontrou um erro na Bíblia. Quanto ao desaparecimento deles, o que Bíblia diz é que a certa altura houve um dilúvio universal - e há vestígios disso - e sepultou muitos animais. Este dilúvio teria sido uns 4500/5000 anos antes de Cristo. E acho que depois do dilúvio houve uma alteração da temperatura da Terra.
"Para o facto de apesar de segundo o relato bíblico Noé ter construído um barco onde colocou um casal de cada animal existente na Terra, para salvar os frutos da Criação, e de portanto assim ter tido forçosamente de salvar um casal de cada tipo de dinossáurio, o que impediria a sua extinção, Agostinho Santos tem uma explicação. "Na arca de Noé as espécies ficaram como que estranguladas. Só havia um casal de cada. Imaginemos que um dos dinossáurios ao sair da arca partiu uma perna. Acabava logo ali aquela espécie." Além disso, acrescenta, "ninguém na verdade sabe o que aconteceu aos dinossáurios. Há hipóteses"...
A ideia de que as respostas fundamentais daquilo a que se chama ciência às perguntas fundamentais (que somos, por que somos, de onde vimos, de onde veio tudo, porquê) não são mais que hipóteses metafísicas, uma questão de fé como aquela que "segura" o criacionismo é afinal o fulcro da explicação do criacionismo aos não convertidos. "Creio que tanto o evolucionismo como o criacionismo são modelos: com base nas mesmas descobertas e artefactos materiais é possível construir modelos distintos. Mas não considero que se possa chegar ao livro do Génesis e fazer uma interpretação literal - não se pode dizer que é um relato científico." Samuel Pinheiro, arquitecto e secretário-geral da Aliança Evangélica Portuguesa, é um defensor da possibilidade de, como sucede em alguns estados dos EUA, o criacionismo ser ensinado nas escolas públicas paralelamente ao evolucionismo: "O evolucionismo é totalitário, quer-se impor como a única forma de compreender o mundo." Até porque, garante, "as pessoas resistem de um modo geral à ideia de que tudo surgiu por acaso, crêem que existe uma inteligência em tudo o que existe". Quando dava aulas no liceu, e quando falava disso com os seus alunos, eles concordavam. "Diziam, professor, tem razão, nós também não acreditamos que tudo tenha surgido por acidente." E conclui: "Ou tudo surgiu a partir de nada ou tudo surgiu a partir de Deus - qual destas hipóteses é a mais credível?"
Jónatas Machado, 45 anos, constitucionalista, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e apontado por todos os evangélicos contactados como "o grande criacionista português", não tem dúvidas. "Quem é irracional é quem postula uma criação irracional e por acaso. Aliás, há fortes evidências científicas no sentido de uma criação ordenada. Por exemplo, a existência de leis naturais corrobora a existência de uma criação ordenada - a lei da gravidade, da biogénese, do movimentos dos planetas, são compatíveis com a ideia de uma criação inteligente. Uma outra evidência importante de criação inteligente é a quantidade inabarcável de informação que existe no genoma. Ora quando encontramos num qualquer sistema de informação codificada isso significa, alto lá, há aqui origem inteligente. E no DNA encontramos informação codificada em qualidade e densidade e quantidade que e excede a capacidade tecnológica humana, toda a capacidade da comunidade científica."
Especialista há poucos anos - "Fui em 2004 com um colega constitucionalista assistir a uma conferência do físico alemão criacionista Werner Ditt, e esse meu colega estava a ditar uma revista e queria um texto sobre criacionismo. Pediu-me 30 páginas e eu escrevi 70. A ideia era fazer um apanhado do que dizem as várias especialidades de cientistas criacionistas nas várias áreas" -, tornou-se, "quer queira quer não", a maior referência portuguesa em criacionismo: "Toda a gente me pergunta coisas e me convida para conferências." Com os seus principais textos criacionistas disponíveis na Net, no portal da Associação Evangélica Portuguesa, Machado afirma nunca se furtar ao diálogo e confronto. Sendo profundamente religioso, proclama-se também um adepto da liberdade e expressão e um inimigo de leis que condenem a blasfémia. "Gosto de debater com quem pensa diferente de mim. Ajuda-me a pensar." Ainda assim, há algo que não questiona: a existência e o porquê de Deus. "Quem não acredita em Deus tem de acreditar que tudo vem do nada. O ateu Richard Dawkins diz que o universo nasceu por acaso do nada, mas isso não é ciência, é metafísica. E mostra que o que está aqui em causa não é uma oposição entre ciência e fé, mas entre duas visões do mundo metafísicas, em função das quais toda a realidade é lida." Assim tão simples. E seja qual for a objecção encontrada, da idade das estrelas (orçada em muitos milhões de anos, quando para o criacionismo só podem ter seis mil) aos fósseis, passando pela inevitabilidade do incesto em série que estaria na base da humanidade criada a partir de um único casal, Jónatas Machado tem uma resposta. "Os criacionistas e os evolucionistas têm a mesma evidência: as mesmas rochas, os mesmos ossos, os mesmos artefactos. O que é diferente é a forma de os ver. Por exemplo, onde os evolucionistas vêem, nos genes, evidência de um ancestral comum, os criacionistas olham para os mesmos genes e vêem a evidência de um criador comum." Para resumir: "Newton dizia que ciência é uma engenharia do avesso, tentar perceber a criação de Deus da frente para trás. Pensar os pensamentos de Deus depois de Deus."





Fonte da notícia: DN Online

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Brasil está impregnado de evangélicos

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Religião: Evangélicos no Brasil: Três quartos dos brasileiros ainda são católicos. Todos os anos há dois milhões de convertidos. Templos prosperam.
Discotecas, bares, restaurantes, academias de música e DJ de drum'n'bass gospel, ginásios, agências matrimoniais, milhões de livros e discos vendidos, televisões e rádios, templos que parecem salas de espectáculos, partidos políticos e frentes parlamentares, dízimos e merchandising, as igrejas e cultos evangélicos movimentam anualmente no Brasil à volta de três mil milhões de reais (cerca de mil milhões de euros).
Um movimento em franca expansão desde que Edir Macedo e Romildo Soares fundaram a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em 1977, o primeiro dos cultos neopentecostais a aparecer no Brasil. Só entre 2000 e 2003, a percentagem de evangélicos naquele país subiu de 15 para 18% e está em crescendo - 17% dos jovens entre os 15 e os 29 anos afirmam-se evangélicos em termos de religião -, ao contrário dos católicos, que vão diminuindo a um ritmo de 1% anual.
A Igreja Católica brasileira perdeu mais de 15 milhões de fiéis nas últimas décadas, sendo que nove em cada dez desses ex-católicos se tornaram evangélicos, diz um estudo de 2004 do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS). Aquele que se autodenomina como o país mais católico do mundo ainda tem 73% de fiéis à doutrina do Vaticano, embora haja cálculos de que em menos de quatro décadas, metade da população seja evangélica.
A discordância dos princípios impostos pelo Vaticano, a sensação de não estar a ser acolhido e a falta de apoio em momentos difíceis são os três factores mais apontados pelos sujeitos do estudo do CERIS para justificarem o abandono do catolicismo. E a sangria parece não ser mais acentuada graças à Renovação Carismática Católica (RCC), o movimento que defende a utilização de alguns dos métodos dos neopentecostais para fazer passar a mensagem aos fiéis - televisão, canções, aeróbica, etc.
A RCC tem no padre cantor Marcelo Rossi o seu líder mais carismático. A imprensa brasileira refere a existência de mais de dez milhões de seguidores e a revista Veja cita um estudo de 2006 onde 30% da população urbana brasileira mostra simpatia por esta corrente.
Apesar de continuarem a angariar fortunas e a dominarem a Frente Evangélica que no Congresso brasileiro procura impedir leis sociais demasiado progressistas, Edir Macedo e Romildo Soares - que se afastou do primeiro e fundou em 1980 a Igreja Internacional da Graça de Deus -, comerciantes sem qualquer curso superior não são hoje exemplo seguido pelos novos pregadores.
Os novos pastores têm cursos superiores, não pregam a ira contra o demónio, nem enfatizam o sobrenatural, antes aplicam receitas pragmáticas de auto-ajuda mescladas com citações bíblicas, muitas canções, são contra o álcool, as drogas, o sexo pré-marital, as minissaias e os decotes, mas não contra o divertimento, as discotecas ou as saídas nocturnas.
A Bola de Neve Church, fundada por um pastor surfista, usa um discurso urbano-juvenil para uma plateia composta maioritariamente por jovens; Sónia Hernandes, da Renascer em Cristo, envolvida na tragédia que matou nove pessoas no dia 18, recomenda a lipo-aspiração para manter a felicidade no casamento; Silas Malafaia da Assembleia de Deus vende anualmente um milhão de CD e DVD de pregações motivacionais.



Fonte da notícia: DN Online

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Obama apela à unidade

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, apelou este domingo à unidade dos seus concidadãos, quando está prestes a assumir o comando do país e enfrenta desafios como a guerra e uma grave crise económica, noticia a Lusa.

«Se conseguirmos identificar-nos uns com os outros e unir-nos, não só recuperaremos a esperança e a capacidade em sítios onde são necessárias, mas também melhoraremos o nosso país», disse Obama num grande concerto em sua honra no Lincoln Memorial, no centro de Washington.

Recessão, encerramento da prisão de Guantánamo, retirada das tropas do Iraque, reforços no Afeganistão e crise no Médio Oriente são alguns dos principais desafios que Obama terá de enfrentar quando tomar, terça-feira, posse como 44.º Presidente eleito dos Estados Unidos.

«Ao longo da nossa história, só um punhado de gerações se viram confrontadas com desafios tão graves como aqueles que actualmente enfrentamos», declarou o primeiro presidente negro dos Estados Unidos num breve discurso, perante uma multidão que assistiu ao concerto que iniciou quatro dias de celebrações por ocasião da sua tomada de posse.
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«Apesar da enormidade da tarefa que nos espera, apresento-me hoje perante vós intacto na minha convicção de que os Estados Unidos da América vão viver, que o sonho dos nossos pais fundadores vai continuar a viver hoje», sublinhou, rodeado de estrelas da música que actuaram gratuitamente junto ao monumento dedicado ao Presidente (Abraham Lincoln) que aboliu a escravatura.






Fonte da notícia: IOL Diário

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sábado, 11 de outubro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Uma estrada para Deus

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Decorre em Roma, de 5 a 25 de Outubro, o Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. O interesse e a envolvência que colocamos no Ano Paulino não pode alhear-nos deste acontecimento, pois São Paulo conduz-nos para a veneração, a escuta e a prática das Escrituras que, como ele afirma, são inspiradas por Deus e contribuem para o aperfeiçoamento do homem e para a prática de boas obras (Cf 2 Tim 3, 16-17). Como representantes dos bispos portugueses estarão em Roma Dom António Taipa e Dom Anacleto Oliveira, este último autor do guião “Um ano a caminhar com São Paulo”.


A realização do Sínodo motivou alguns países e dioceses a fazer um inquérito sobre o conhecimento e leitura da Bíblia por parte dos católicos. Os resultados foram muito pouco animadores tanto em Portugal como em Espanha, países de forte tradição católica mas, pelos dados recolhidos, com conhecimento muito escasso acerca desta fonte do cristianismo. Num ambiente cultural de descrença, de confusão e de desconfiança em relação ao cristianismo, é lamentável esta ignorância. De facto, num mundo desfavorável à fé cristã, os crentes precisam ainda mais de alimento espiritual e de convicções assentes no conhecimento das Sagradas Escrituras.


O Concílio Vaticano II, inaugurado a 11 de Outubro de 1962, trouxe algum progresso no interesse e na aproximação dos católicos à Bíblia. Promulgou a Constituição sobre a Divina Revelação (Dei Verbum), de grande riqueza e alcance prático, que tem inspirado e orientado a leitura meditada e orante da Bíblia. As leituras bíblicas da Liturgia adquiriram maior riqueza e variedade, as homilias ligaram-se mais aos textos bíblicos, desenvolveram-se os grupos bíblicos, cultivou-se e cultiva-se a lectio divina. Da mesma forma, a Bíblia tornou-se a principal fonte da catequese. No entanto, os fiéis, em geral, não adquiriram o gosto e o hábito da leitura pessoal da Palavra de Deus na Sagrada Escritura. Foi-lhes apresentada a fonte mas não ficam em contacto com ela para, depois, continuar a beber.


Bento XVI, no passado 12 de Setembro em Paris, numa lição memorável sobre a origem da cultura europeia, esclareceu como na génese desta se encontra a procura de Deus, ou seja, a procura da verdade sobre o mistério da vida e do homem. A procura de Deus conduz à cultura da palavra, ao aprofundamento da estrutura das línguas e da forma de expressão. Na realidade, a revelação bíblica é o caminho que Deus abriu para chegarmos até Ele. Por seu lado, a Palavra revelada introduz na oração e no canto da comunidade (“A Escritura necessita de interpretação e, portanto, precisa da comunidade onde se formou e é vivida. Nesta encontra a sua unidade e sentido” afirmou o Papa).


O conhecimento da Bíblia tem sido, portanto, uma base de primeira importância no desenvolvimento da cultura e da vida comunitária. Não é apenas um livro religioso. É um património cultural, oferece uma compreensão positiva da vida e da pessoa. Eleva o homem na cultura e nos valores morais que alicerçam o humanismo europeu. As figuras e acontecimentos bíblicos são símbolos fundamentais da vida humana que retratam e interpretam as situações existenciais de todos os tempos.


Estamos numa época propícia para promover a leitura e meditação da Bíblia. As pessoas estão cansadas de tanto palavreado oco, banal, vazio e enganador. A Palavra da Bíblia é a “Palavra da Verdade”, “Palavra de Vida Eterna”, que ilumina e alegra o coração, despertando a esperança e encaminhando para o amor.


Procuremos, portanto, que o Ano Paulino e este Sínodo nos motivem para um conhecimento mais profundo e um contacto mais assíduo com a Palavra de Deus, de modo que esta penetre na inteligência, no coração e na vida real dos católicos.


+ Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santarém

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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domingo, 5 de outubro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Papa vai ler a Bíblia de forma ininterrupta

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O Papa Bento XVI inaugura domingo a leitura ininterrupta da Bíblia, um evento sem precedentes na história, e que durará seis dias e sete noites, contando com leitores como o cineasta Roberto Begnini ou o ex-primeiro-ministro italiano Giulio Andreotti

O primeiro dia da leitura da Bíblia, que será transmitida pela televisão pública italiana RAI, é dedicado ao Génesis, o primeiro dos textos que compõem o livro sagrado.A leitura será iniciada pelo Papa em língua hebraica, seguindo-lhe o Bispo Ilarión de Moscovo, que será rendido pelo pastor da Igreja Evangélica de Itália, Domenico Masellim.A leitura terá lugar na basílica de Santa Cruz de Jerusalém, em Roma, cabendo os intervalos musicais ao tenor transalpino Andrea Bocelli.

Fonte da notícia: Sol.Sapo.pt

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sábado, 9 de agosto de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


A Bíblia para comer

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40 receitas que redescobrem cores e sabores desde o Antigo ao Novo Testamento

Descobrir a Bíblia através de cores, texturas e sabores. Um apelo ao sentido do paladar é a proposta que o Pe. Tolentino Mendonça lançou ao chefe de cozinha Albano Lourenço. O resultado, «A Bíblia contada pelos sabores», são 40 receitas que mostram bem que a Bíblia também se come.

O biblista, Pe. Telentino Mendonça, acredita que a Bíblia pode ser lida de muitas formas e é, porque não, um livro para se comer. “A Bíblia é para comer, no sentido em que o texto utiliza essa imagem de Deus que oferece a palavra”. O sacerdote explica que a Bíblia mostra-nos o grau de intimidade, de relação e comunhão que Deus estabelece com os homens e encontra na imagem da refeição uma metáfora extraordinária”.

O sacerdote recorda que a aliança no Monte Sinai consumou-se à volta de uma refeição. “A refeição está presente deste o livro do Génesis ao livro do Apocalipse e tem uma dimensão muito importante em todo o itinerário bíblico”.

A refeição surge de uma pesquisa procurando palavras, expressões e situações que revelam o que e como se comia.

O livro está dividido pelas secções de entradas, sopas, peixes, carnes e sobremesas, num total de 40 receitas. Albano Lourenço, chefe na cozinha da Quinta das Lágrimas, dá conta do “muito trabalho de pesquisa, muitas noites a trabalhar, para saber como juntar os ingredientes sem retratar coisas actuais. Fiz combinações, que no fundo é a minha profissão”.

Foi feita uma pesquisa no Antigo, no Novo Testamento e na tradição cristã para perceber que tipo de ingredientes eram utilizados, que tipo de sabor se procurava. Depois, tudo foi recriado pelas mãos do chefe Albano Lourenço que, a partir dos sabores portugueses, tentou aproximar-se do texto bíblico.

Os peixes e as carnes foram o mais complicado. “Não havia uma definição de peixe – sardinha, robalo, garoupa.. Como é que eu com poucos produtos vou conseguir fazer 40 receitas”, interrogava o chefe no inicio do projecto. “O meu objectivo era dar alguma alma ao prato e não apresentar apenas o alimento”, explica.

Ao longo das 40 receitas, todas elas fáceis de confeccionar e com ingredientes comuns aos dias de hoje, a Bíblia ganha uma outra vida e a mesa revela-se mais uma vez um lugar central de encontro.

O Pe. Tolentino explica que “a mesa é transversal a todas as culturas. É um lugar de excelência de encontro e que reflecte os principais dinamismos, as crenças, os testemunhos interiores, as amizades, o espírito de grupo. Os antropólogos dizem que se percebermos com quem se come, o que se como e como se come, se percebe o essencial acerca de um grupo humano”.

No conjunto de receitas, há coisas extraordinárias, mas “o pão e o vinho da última Ceia, continuam a fascinar-me de modo absoluto”, dá conta o sacerdote, apesar de considerar todas as receitas “uma festa para a comunidade de leitura da Bíblia que somos”.

«A Bíblia contada pelos sabores» conta já com duas edições esgotadas. Esta é uma outra forma de ler, ver e saborear a Bíblia.
Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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domingo, 22 de junho de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


As blasfemas de José Saramago


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D. Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, do Vaticano, passou por Portugal nos dias 19 e 20 de Junho, nos quais apresentou duas reflexões sobre a Bíblia, como “grande códice da cultura ocidental” e como “luz para os nossos passos” nos caminhos da História.

O Arcebispo italiano tem trabalhado desde há longos anos a relação fé-cultura a partir da Bíblia. Em entrevista à ECCLESIA, o homem do Papa para a Cultura pede a redescoberta da Sagrada Escritura e lembra leituras “blasfemas” como as de José Saramago.

ECCLESIA – A importância da Bíblia esteve sempre presente nas suas intervenções. Há um esquecimento da Escritura entre os católicos?

D. Gianfranco Ravasi (GR) - Como dizia um escritor francês, Paul Claudel, os católicos têm um grande respeito em relação à Bíblia e demonstram-no estando o mais longe possível dela. Temos de dizer que esta distância já foi muito superada pelo Concílio Vaticano II.

Este ano, em Outubro, haverá um Sínodo dos Bispos dedicado à Palavra de Deus e essa será uma ocasião para tornar os fiéis mais próximos, porque, efectivamente, há uma quebra na paixão com que, depois do Concílio, se lia a Bíblia. Uma sondagem recente na Europa mostrava que dois terços dos inquiridos tinha uma Bíblia em casa, mas não a lêem, necessariamente. Em alguns países, apenas 27% das pessoas tinha olhado para um texto bíblico num período de 12 meses.

Por tudo isto, devemos fazer com que a Bíblia regresse à comunidade, à comunidade crente, à comunidade civil, laica, como o grande códice que ilumina o conhecimento da nossa tradição e da nossa cultura artística, humana e moral.

ECCLESIA – Crentes e não crentes descobriram recentemente uma pseudo-verdade em obras como “O Código Da Vinci”, de Dan Brown. Isto é uma ameaça ou um desafio para a Igreja?

GF – Eu penso que é um desafio, de muitos pontos de vista. Em Portugal, por exemplo, há um escritor como Saramago que continuamente utiliza o texto sacro, muitas vezes de forma provocatória, blasfema. Contudo, isso demonstra que o texto sagrado e os temas da fé são temas importantes.

Por isso, acho que não é preciso ficar aterrorizado perante estas situações. Em alguns casos, certamente, há situações ridículas, muito banais e superficiais, como no caso de Dan Brown, mas o facto de as pessoas acreditarem nestas lendas quase como se fossem verdadeiras deve comprometer a Igreja para que se torne a explicar o texto bíblico, a mostrar a sua autenticidade, o seu aspecto genuíno, a sua verdade, de forma a que o homem de hoje descubra que, ao fim e ao cabo, as grandes perguntas e as grandes respostas se encontram, de facto, nos grandes textos sagrados da humanidade e, sobretudo, num texto tão fundamental como o bíblico.

ECLESIA- Na pastoral da cultura a Igreja não se pode fechar nos templos, tem de ir ao encontro da humanidade...

GF – Temos de reconhecer que o texto sacro e a verdade, a mensagem que o crente tem não devem ser conservados apenas no meio dos incensos ou entre as luzes do templo, mas devem ser escancaradas as portas. Temos de ir à praça onde se ri e se chora, onde também se pragueja, onde se faz comércio e se fala de tantas outras coisas, mas onde está o homem que tem medo, que sofre, que tem alegria e que vive o amor, que tem necessidade de perceber o que significam as palavras últimas: bem e mal, verdade e falsidade, dor e alegria, além da vida e imortalidade, a morte, isto é, alguns temas que não se encontram nos jornais nem da conversa televisiva.

É preciso que este homem encontre estas respostas tão altas na praça, onde vive, ele que nunca entrará no templo, e é por isso que é correcto que os homens de cultura e cristão entre nas praças, nos caminhos das metrópoles, e volte a pôr em prática o que dizia Jesus, mesmo em relação à Televisão: aquilo que eu vos disse em segredo, dizei-o vós agora em todo o lado.

Diálogo incompleto

Desde que assumiu a presidência do Conselho Pontifício para a Cultura, o Arcebispo Ravasi tem-se mostrado preocupado com o escasso conhecimento recíproco entre artistas contemporâneos e a Santa Sé, bem como com o desleixo decorativo em várias igrejas modernas, muitas vezes sem obras de artes ou resignadas a uma qualidade artesanal ou demasiado modesta.

ECCLESIA –Falou recentemente na possibilidade de uma presença da Santa Sé na Bienal de Veneza. O diálogo com a cultura não se faz apenas com o património do passado?

GF – O meu desejo é falar com a arte contemporânea, que já não conhece grandes temas ou grandes símbolos, as grandes narrativas, daí esta tentativa, numa grande ribalta tão importante como a Bienal de Veneza, a nível internacional.

Antes disso, gostaria de chamar cinco ou seis grandes artistas contemporâneos, que muitas vezes só se interessam por coisas que estão no pó, na realidade mais baixas, e levá-los a exprimir, através de formas de arte contemporânea, os grandes temas, com as suas intuições.

Isto já se começou a fazer na arquitectura, onde há um diálogo na construção dos templos, por exemplo. Cito um arquitecto português que conheço, Siza Vieira, ou o japonês Tadao Ando, o italiano Renzo Piano, o suíço Máario Botta, o norte-americano Richard Meier, judeu que construiu a belíssima igreja do Jubileu (em Roma, ndr).

Aqui há diálogo e quero que esse diálogo continue, também com a arte, com a música contemporâneas, para que se abandone o divórcio que há entre arte, cultura e a expressão religiosa fechada em si mesma.

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

Nota Pessoal:

Ele lá saberá as razões que o levam a fazer isso. Na minha opinião tanto a polémica como uma boa dose de controvérsia são instrumentos de muito sucesso no mundo da literatura.

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


A Bíblia, o grande tesouro

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Católicos lêem pouco a Bíblia

A maioria dos católicos praticantes da diocese de Lisboa raramente lê a Bíblia

87.65 por cento dos inquiridos tem uma Bíblia em casa. No entanto, 30 por cento nunca a lê sozinho ou lê até duas vezes por ano, uma percentagem que duplica (60.12 por cento) quando a pergunta é se lêem a Bíblia acompanhados.
Este é o resultado de um inquérito realizado em Setembro e Outubro de 2007, no Patriarcado de Lisboa, a 3.839 participantes nas missas de domingo. Apenas dez por cento afirma ler a Bíblia, uma a duas vezes por semana e, 9.3 por cento, fâ-lo diariamente. A maioria das pessoas que respondeu ao inquérito é do sexo feminino e tem mais de 50a nos.
Os fiéis que têm uma participação mais activa na Igreja, sobretudo, em movimentos ou actividades pastorais, dedicam mais tempo à leitura da Bíblia e valorizam com maior responsabilidade a palavra de Deus.

Fonte da notícia: Fátima Missionária
Nota Pessoal:
A Bíblia é uma porta secreta por onde passam todos aqueles que encontram o grande tesouro escondido. Ele está lá (o seu conteúdo é indescritível e inefável) mas são poucos os que realmente o encontram. Se as pessoas soubessem de facto do que se trata certamente começariam por a ler regularmente em vez de verem toda a porcaria que é apresentada pela televisão. Mas são tantos os cegos que andam por esse mundo fora, não apenas cegos de visão mas cegos de sabedoria e de inteligência. Todo aquele que se diz ser ateu é um cego de inteligência. Pode ter muitos cursos superiores, pode até ser um grande intelectual ou até mesmo alguém que ocupe um alto cargo na sociedade mas, em termos sobrenaturais e metafísicos, não passa de um cego de inteligência que nada sabe. Pode pensar que sabe tudo mas de facto não sabe nada.

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O erro dos homens será a sua própria condenação

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Para todo o fluxo há um refluxo. Depois do polémico filme anti-islâmico "Fitna", do deputado holandês Geert Wilders, chegou agora ao YouTube o vídeo da resposta: chama-se "Schism" (Cisma), mostra o “lado negro” do cristianismo e foi feito em apenas 24 horas por um “blogger” saudita - Raed Al Saeed.
O curto filme, com pouco mais de seis minutos, começa por mostrar passagens da Bíblia em que se apela à “guerra santa”, com a intenção de mostrar que os extremismos religiosos não são um exclusivo islâmico.
Durante o vídeo do "blogger" saudita, de 33 anos, são igualmente mostradas imagens dos bombardeamentos a Bagdad, em 2003, e soldados a espancarem rapazes iraquianos num vídeo que correu mundo depois de ter sido colocado na Internet.
Noutra série de imagens surge uma mãe de família evangélica a pedir a crianças para matarem em nome da religião. As próprias crianças dizem, com orgulho, que estão a ser treinadas para fazerem parte do "Exército de Deus". "A verdade está do nosso lado", diz a progenitora.
"Schism" é uma resposta ao filme-polémica “Fitna”, de 15 minutos, do político holandês Geert Wilders (de direita) que lançou o seu trabalho na Internet há cerca de um mês e que mostrava imagens dos ataques terroristas a Nova Iorque e Madrid acompanhadas de versos do Corão a apelar à violência islâmica.
Apesar do "Fitna" ter sido condenado por muitos muçulmanos e ter originado manifestações em todo o mundo – nomeadamente uma no Paquistão que conseguiu reunir mais de 25 mil pessoas no início desta semana – os analistas consideram que, ainda assim, a polémica não foi tão grave quanto, por exemplo, a que se desencadeou com a publicação de algumas caricaturas de Maomé pela imprensa europeia.
No final do documentário, Al-Saeed estabelece um paralelo entre o seu vídeo e o de Wilders. No penúltimo "frame" do vídeo, o autor dá a ver a seguinte mensagem: "É fácil mostrar excertos de um Livro Sagrado que estão fora do contexto e fazer com que pareça tratar-se do livro mais desumano alguma vez escrito. Foi isso que Geert Wilders fez para conquistar mais apoiantes para a sua ideologia odiosa. Para criar cisma".
Al-Saeed indicou ontem ao jornal saudita (em língua inglesa) "Arab News" que fez o filme em menos de 24 horas a fim de mostrar que o islão não deverá ser julgado através daquilo que é mostrado em "Fitna", que ele considera ser uma visão distorcida da sua religião. O autor considerou ainda que acredita que "Fitna" foi "baseado em ódio" e que reflecte "o racismo e o ódio" do político holandês.
O vídeo de Al-Saeed foi colocado no YouTube no dia 1 de Abril e os administradores terão, alegadamente, retirado o vídeo após a sua colocação "online". Pouco depois, o vídeo voltou a estar disponível, uma vez que Al-Saeed terá argumentado que, se o "Fitna" continuava "online", nesse caso o seu vídeo também terá que permanecer disponível. O próprio autor deixa uma mensagem ao departamento de “censura” do YouTube, na qual apela ao visionamento de ambos os filmes: "Vejam o vídeo 'Fitna', de Geert Wilders, e comparem o conteúdo...".

Fonte da notícia: Público.pt

Nota Pessoal:
É absolutamente correcto que também existiram guerras santas na própria História da Salvação Cristã. Essa observação feita pelo saudita está absolutamente correctíssima. Se existem barbaridades no lado islâmico também existiram e continuam a existir no lado cristão (ambas as religiões são compostas por homens feitos de carne e osso). A guerra do Iraque a que ele faz referência no filme certamente ficará na história da humanidade como o maior crime organizado contra essa mesma humanidade. O Ocidente que apoiou e se deixou conduzir pelas mãos de George W Bush (sem dúvida um dos maiores terroristas de todos os tempos) também errou miseravelmente. Milhares de pessoas inocentes (incluindo mulheres e crianças) foram e continuam a ser vítimas dessa ganância malvada dos americanos. Os responsáveis por todos esses crimes, com suas mãos banhadas em sangue desses pobres inocentes, talvez se safem a um julgamento humano mas terão inequivocamente um dia de serem submetidos a um juízo divino e aí terão de pagar por tudo aquilo que fizeram. O erro dos homens, quer sejam cristãos ou muçulmanos, será sempre a causa da sua própria ruína e condenação.

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Jorge Goncalves

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