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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Tony Blair faria tudo de novo

Tony Blair would do it all over again
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O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair compareceu ontem perante a comissão de inquérito sobre a guerra do Iraque e defendeu a sua decisão de participar na operação militar de 2003 que culminou com a invasão daquele país. Em frente ao edifício onde prestou o seu depoimento, perto do Parlamento, centenas de manifestantes protestavam contra as limitações da comissão. Muitas pessoas no local pediam "julgamento", em vez de "branqueamento".

Criticado por alegada manipulação de informação, Blair tentou justificar a participação britânica na guerra pelo eventual perigo da Al-Qaeda se apoderar de armas de destruição maciça. "Não podíamos correr o mínimo risco", defendeu o ex-governante. Após o 11 de Setembro "disseram-nos que os fanáticos religiosos usariam armas químicas, biológicas ou nucleares se as pudessem obter". Isso, acrescentou, "mudou a nossa avaliação dos riscos".

Perante a comissão independente presidida por John Chilcot, Blair afirmou que voltaria a fazer o mesmo (invasão), mas que não pretendia derrubar o regime de Saddam Hussein. Refira-se que a coligação ocidental nunca pareceu ter uma estratégia para o período pós-Saddam. O ditador iraquiano acabou por ser capturado, julgado e condenado à morte, mas após a invasão o país mergulhou numa fase de insurreição, seguida de conflito civil entre grupos religiosos. A situação só viria a acalmar a partir de 2007, mas mantém-se muito volátil.

"Acreditei sem a mínima dúvida que o Iraque dispunha de armas de destruição maciça", explicou Tony Blair, durante a sessão de ontem perante o comité Chilcot. O ex-primeiro-ministro, que dirigiu o país entre 1997 e 2007, também negou ter feito um acordo secreto com o presidente americano sobre a operação militar. Em 2003, Londres foi um dos raros apoios internacionais da administração de George W. Bush.

"Não teria feito [a guerra] do Iraque se não pensasse que era justa", resumiu Tony Blair. Os seus críticos não ficaram convencidos e continuam a acusá-lo de ter mentido ao Parlamento e escondido informação que contrariava a tese da invasão.

Segundo a acusação, os serviços de informação foram pressionados para justificar o conflito. No total, o Reino Unido já perdeu 179 soldados na guerra do Iraque.




Fonte: DN

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Senado quer saber se Bush é criminoso

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A comissão dos Assuntos Jurídicos do Senado norte-americano vai examinar a 4 de Março a possibilidade de abrir um inquérito sobre as derivas judiciárias da administração Bush, anunciou esta quarta-feira o presidente deste órgão, o democrata Patrick Leahy, escreve a Lusa.

«Nós não devemos ter medo de descobrir o que fizemos se quisermos continuar a ser uma nação vigilante na defesa tanto da nossa segurança nacional como da nossa Constituição», declarou o senador Leahy num discurso no Senado.

Comissão independente

A 9 de Fevereiro, Leahy indicou que desejava criar uma comissão independente de inquérito sobre as derivas, nomeadamente no interior das fronteiras americanas, da administração Bush no quadro da sua «guerra contra o terrorismo».

«Nada provocou tantos prejuízos à estatura da autoridade moral da América que a revelação que, neste últimos oito anos, abandonamos o nosso empenhamento histórico a favor dos direitos do homem, violando a lei», argumentou Leahy.

Associações de defesa dos direitos do homem e parlamentares multiplicaram desde o Outono os apelos à abertura de um inquérito sobre as escutas telefónicas autorizadas pelo executivo sem mandato da justiça nem do Congresso, o recurso à tortura nos interrogatórios antiterroristas ou ainda o afastamento de nove procuradores em 2006 por razões políticas.

Recurso à tortura

Leahy precisou que pretendia inquirir também sobre o programa de transferência de detidos para interrogatórios levada a cabo pela CIA, os maus tratos na prisão de Abu Ghraib no Iraque, a destruição de documentos ou a redacção de notas internas que justificaram essas derivas, nomeadamente o recurso à tortura.

«Ninguém está acima das leis»

Interrogado a 9 de Fevereiro sobre a eventualidade de uma comissão de inquérito, o Presidente Barack Obama declarou: «a minha posição geral é de dizer: (...) viremos a página». «Mas penso também que ninguém está acima das leis», acrescentou, pronunciando-se a favor de acusações judiciais no caso de violações graves.

«Devemos ler a página antes de a voltarmos», afirmou esta quarta-feira Leahy, defendendo que o «objectivo da comissão seja o de encontrar a verdade». Precisou que esteve em contacto com a Casa Branca sobre esta questão.

«Saber se foram cometidos crimes»

Para si, o inquérito da comissão deverá ultrapassar a «questão de se saber se foram cometidos crimes» e dedicar-se sobre os «erros» que foram cometidos «de maneira a não repeti-los».

Uma sondagem Gallup de 12 de Fevereiro mostrou que cerca de dois terços dos norte-americanos são favoráveis à abertura de um inquérito sobre os métodos utilizados pela administração na sequência dos atentados do 11 de Setembro de 2001.



Fonte: IOL Diário

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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Bush vai encarar a justiça

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A Câmara dos Representantes aprovou, esta terça-feira, o envio de uma acusação que põe em causa as razões invocadas por George W. Bush para conduzir o país à guerra no Iraque, informa a Lusa.

Se tais razões forem consideradas infundadas ou falsas pela Comissão Judiciária, estará preenchido o requisito para iniciar o processo de impugnação presidencial e o seu julgamento pelo Senado, que poderia demitir presidente. No entanto, em ano de eleições, já não há tempo para que o debate chegue a esse ponto.

Nem é, aliás, essa a intenção da maioria democrata na Câmara dos Representantes. O objectivo é expor, nas audições possivelmente transmitidas em directo pelas televisões, aquilo que consideram os abusos de poder de George Bush.

Encontro com negociador nuclear iraniano

Entretanto, o ainda presidente George W. Bush surpreendeu ao anunciar que William Burns, um dos diplomatas mais proeminentes dos EUA, vai participar, neste fim-de-semana, num encontro com o negociador nuclear iraniano.

O subsecretário de Estado para os Assuntos Políticos participará nas conversações com o enviado iraniano, Saeed Jalili, as quais visam persuadir o Irão a pôr termo às actividades que poderiam conduzir à produção de armas atómicas, refere a AP.

Os contactos oficiais entre o Irão e os EUA são extremamente raros e, embora Washington participe no esforço dos seis países que pretendem travar o processo de enriquecimento e transformação de urânio por parte dos iranianos, a administração Bush tem-se esquivado a contactos com Teerão sobre essa matéria.

Fonte da notícia: IOL Diário
Nota Pessoal:
Julgo que esta Comissão Judiciária está a vir tarde demais e de nada serve. O mal já está feito e além disso ele já está quase fora do "poleiro".

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quarta-feira, 19 de março de 2008

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Iraque/5 anos depois: Carlos Fino, primeiro repórter a anunciar a guerra, fala da actual situação

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Brasília, 19 Mar (Lusa) - Cinco anos depois de anunciar em directo na RTP o início da invasão norte-americana do Iraque, o jornalista português Carlos Fino considera que está ainda por fazer o balanço da administração do Presidente George W. Bush.

Primeiro repórter a anunciar o início dos bombardeios a Bagdad, na madrugada de 20 de Março de 2003, faz quinta-feira cinco anos, Carlos Fino é actualmente conselheiro de imprensa da embaixada de Portugal no Brasil.

"O que constato, como observador, é que essa política da guerra contra o terror não só se consolidou na prática da administração norte-americana, como também na filosofia de actuação, e suscitou, igualmente, resistências e adaptações", assinalou o ex-correspondente da RTP.

Na sua avaliação, duas tendências estão em jogo - o uso da força para combater o terror e o reforço do Estado de Direito, com medidas de maior justiça, equilíbrio social e de mais diálogo para encontrar soluções.

"O jogo não está fechado e depende muito do que se passa na sede da única potência mundial que temos hoje. Se ganharem as forças que até agora têm definido essa linha (da administração Bush), continuaremos a ter a guerra ao terror, mas pode ser que haja uma mudança em Washington", referiu Fino.

O jornalista destacou que os próprios Estados Unidos defendem uma solução que passa por um entendimento político alargado dentro do Iraque e pela saída faseada das tropas estrangeiras, negociada com as novas autoridades iraquianas para evitar a anarquia e o terrorismo.

"Por outro lado, um dos candidatos à Casa Branca fala em permanência das tropas no Iraque por mais cem anos", acrescentou.

O ex-correspondente da RTP lembrou que a II Guerra do Golfo teve implicações globais, como a divisão da Organização das Nações Unidas (ONU), da NATO, manifestações por todo o mundo, adopção de medidas de segurança mais rígidas, como maior controlo nos aeroportos.

Na sua opinião, não se pode deixar de dar algum crédito às reacções americanas suscitadas pelo 11 de Setembro, porque há um problema sério de segurança internacional que tem de ser encarado.

"Resta saber se essa estratégia de acentuar os aspectos de força é a mais adequada para combater esse fenómenos", afirmou, citando críticos portugueses dessa política como o general Loureiro dos Santos e o sociólogo Boaventura de Sousa Santos.

Para Carlos Fino, os defensores da guerra contra o terror querem que ela se instale na política mundial um pouco como se instalou a luta contra o comunismo, marcando toda uma época.

Questionado sobre a posição da União Europeia neste contexto, o jornalista disse que a UE nunca se constituiu num pólo de contraponto a esse paradigma, embora os franceses tenham defendido isso.

"A União Europeia é uma potência comercial, mas não militar. Há uma tendência dentro do bloco de salientar mais os aspectos dos direitos humanos, das questões de justiça, equilíbrio social e defesa do ambiente. Mas o que predomina é a ligação com os Estados Unidos", observou.

Fino citou ainda uma frase muito conhecida nos meios jornalísticos: "A relação entre Estados Unidos e Europa é como a música de Wagner - não é tão má como parece à primeira vista".

No entanto, o ex-correspondente de guerra acredita que "muitos líderes europeus, à noite, rezam para que alguma coisa mude em Washington".

"E depende muito disso, porque os outros Estados, que não estão ligados a este paradigma da luta contra o terror, os países emergentes, como Brasil, China, Índia, África do Sul, todas as movimentações de opinião, as ONGs, os fóruns de Porto Alegre e do mundo não parecem suficientes para alterar essa situação", acrescentou.

Carlos Fino nota também que a maior preocupação hoje em alguns Estados norte-americanos não é com a guerra do Iraque e sim com a economia.

"Talvez não se faça na opinião pública uma ligação directa entre os biliões de dólares gastos no Iraque e a situação económica no país, entre a guerra e o aumento do preço do petróleo", explicou.

Outro aspecto a considerar, que é diferente da guerra no Vietname, é o facto de o conflito no Iraque estar a ser travada por um corpo de militares que são voluntários e contratados por empresas privadas de segurança que assumem os riscos.

"Esse tipo de actuação parece ser mais imune à críticas por parte da generalidade do público", comentou Fino.

No seu escritório actual na embaixada portuguesa em Brasília, uma foto sua tirada em frente a um tanque de guerra em Bagdad traz-lhe lembranças dos três meses em que passou na frente da linha de tiros.

"Logo na entrada das tropas norte-americanas constatamos que as forças implicadas não eram suficientemente grandes para contornar toda a situação. Por outro lado, parece não ter havido um plano de acção bem definido para o `day after", observou.

Fino recordou ainda alguns acontecimentos que marcaram o seu trabalho de correspondente no Iraque, reconhecido internacionalmente.

Um deles foi o disparo de um tanque norte-americano contra o Hotel Palestina, em Bagdad, onde estavam abrigados os correspondentes estrangeiros.

"Senti muito aquele tiro. Bastaria um pequeno ângulo diferente do canhão para que fôssemos nós (a morrer) e não os meus dois colegas de trabalho que estavam dois pisos abaixo".

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-03-19 09:40:02

Fonte da notícia: RTP

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segunda-feira, 17 de março de 2008

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A guerra do Iraque: cinco anos depois

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Azores, Açores, viagens, turismo, Deus, Jesus Cristo, Igreja

.O ex-presidente da República Mário Soares disse este sábado em Elvas que «a situação do Iraque criada pelos Estados Unidos, e em parte pela Europa, foi mais do que um erro, foi um crime irreparável», escreve a Lusa.

«Tomei posição contra a guerra do Iraque mesmo antes da cimeira dos Açores», destacou o ex-Chefe de Estado.

Mário Soares proferiu uma conferência intitulada «situação política internacional» no auditório de S. Mateus em Elvas, no âmbito da inauguração da exposição «Sobre o ataque e a defesa» este sábado, no Museu de Arte Contemporânea de Elvas.

«Uma desculpa para atacar o Iraque foi acabar com o terrorismo», observou Soares lembrando que, «pelo contrário, a invasão do Iraque veio reforçar o terrorismo islâmico em vez de o combater».

Esta situação, adiantou, «criou uma crise gravíssima nos Estados Unidos difícil de reparar e teve reflexos muito negativos na União Europeia».


Coligação internacional, «uma vergonha inapagável» Lembrou ainda o momento da decisão da coligação internacional, a que chamou «a tristíssima cimeira dos Açores» que foi «uma vergonha inapagável para todos os que nela participaram», sem referir o nome de Durão Barroso.

«Hoje o mundo e o Ocidente em particular atravessam uma fase de transição e de grande insegurança, daí a imprevisibilidade dos próximos tempos», referiu.

Fazendo uma abordagem económica do panorama mundial, o ex-presidente considerou que «estamos à beira de uma recessão económica internacional que começou na América e que se está a reflectir na União Europeia e no resto do mundo».

Muito crítico em relação a política internacional de Bush, Mário Soares considerou que «a América apostou no unilateralismo mas já reconheceu que não o pode fazer» e que «o Império americano, como tal, está em vias de desaparecer».

Fonte da notícia: Portugal Diário

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Jorge Goncalves

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