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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O pesadelo de Gordon Brown

GORDON BROWN'S WORST NIGHTMARE
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O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, está a braços hoje com a necessidade de fazer uma profunda remodelação governamental – de sucesso crucial para a manutenção do Executivo – após a demissão apresentada por cinco ministros nos últimos três dias. A mais recente, do ministro do Trabalho, James Purnell, data de ontem e constituiu uma machadada violenta, apresentada em carta aberta de demissão, com um desafio a Brown para que ele deixe o poder.

Esta demissão de Purnell veio fragilizar ainda mais a autoridade do chefe do Executivo, não há muito elogiado pelos esforços feitos para estabilizar o sistema financeiro global, e abre a porta a um cenário em que Brown pode não ser mais capaz de manter o Governo trabalhista, ao fim de apenas dois anos de mandato.

Esta crise é ainda mais aguçada pelo desenlace das eleições locais de ontem no país, das quais o Labour terá saído com uma significativa derrota de acordo com os resultados preliminares divulgados: terão perdido uns 23 deputados nas 34 concelhias locais que foram a votos. Os valores finais do sufrágio serão conhecidos esta tarde. E também se perspectiva um mau resultado para o Labour, que só será conhecido no domingo, nas eleições para o Parlamento Europeu que se realizaram também ontem no Reino Unido.

A remodelação governamental, confirmada esta manhã às agências noticiosas pelo porta-voz de Downing Street, e que deverá ser anunciada nas próximas horas, é vista como a última hipótese de Brown reconquistar a autoridade num partido que, cada vez mais, parece amotinar-se contra o líder.

Mas a capacidade de manobra de Brown – já em dificuldades, com baixas taxas de aprovação e que desde 2007 convive com os rumores de um golpe político interno entre os trabalhistas – ficou largamente reduzida com a demissão de Purnell, assim como já antes da ministra do Interior, Jacqui Smith, e da ministra das Comunidades, Hazel Blears.

Uma eventual queda do Governo de Brown aumentará ainda mais a pressão sobre o Labour para marcar eleições legislativas antecipadas, previstas para daqui a um ano. Isto numa altura em que os conservadores levam clara vantagem nas sondagens e se apresentam, assim, como favoritos a uma vitória e a um regresso ao poder executivo pela primeira vez desde 1997.



Fonte: Público.pt

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Gaza: um pesadelo que se tornou realidade

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A Faixa de Gaza parecia hoje um cenário no qual o pior pesadelo se transformara na realidade; seis dias após o cessar-fogo de Israel e Hamas, o território palestiniano oferecia uma imagem desoladora.

Na primeira Sexta-Feira Santa muçulmana desde o fim dos ataques israelitas que deixaram mais 1.400 mortos e 5 mil feridos, poucas pessoas passavam pela Gaza capital, onde as ruas estavam quase desertas.

Não se viam forças de segurança do Hamas nem de outros grupos armados, e entre os poucos veículos, destacavam-se, por suas contínuas buzinas, os das agências de auxílio com a bandeira azul da ONU.

A eles, somavam-se as ambulâncias que se dirigiam ao Hospital Al Shifa, o maior da área urbana e abarrotado de pacientes.

Os edifícios bombardeados no centro da cidade eram do Hamas: entre outros, os da televisão A-Aqsa, a delegacia de Al-Abbas e os 16 ministérios do Governo islamita foram reduzidos a massas de pedras e cabos.

Uma escavadeira aplanava o terreno da rua Al Yala que antes era a casa onde foi localizado e morto o ministro do Interior do Hamas, Said Siyam, junto com um de seus irmãos, um de seus filhos e dois milicianos.

"Minha casa tremeu como um pudim e todos nós ficamos gelados, sem saber que fazer", é a lembrança que tem desse dia Shakir Mahmoud, que vive com a família a 300 metros do alvo do ataque, no bairro de Sheikh Raiduan.

A destruição no núcleo urbano mostra sinais de operação cirúrgica, mas na periferia adquire reflexos de ataque indiscriminado.

No leste, os muros da mesquita de Azzadik no bairro de Salam estavam crivados de tiros.

Um pouco mais em cima, também na rua Abe Radbo, as casas de três famílias tinham-se transformado em massas de cimento.

As plantações em volta tinham sulcos dos buracos das bombas, que arrancaram muitas árvores frutíferas.

No bairro de Jebalia, no extremo oriental da cidade, o panorama é mais desolador.

Nada fica nessa área, a mais próxima à fronteira com Israel e onde os tanques arrasaram nas duas ultimas semanas de guerra o que na primeira havia resistido de pé aos contínuos bombardeios aéreos israelitas.

Restos de casas, fábricas, oficinas, hangares, lojas e cisternas se amontoavam junto a carcaças de camiões e de maquinaria, e os cadáveres de cabeças de gado em avançado estado de decomposição.

Crianças e idosos em carros puxados por burros passavam entre os escombros na busca do que ainda pudesse ter alguma utilidade, e grupos de homens reuniam-se à volta de fogueiras para se protegerem do frio.

"Isto é o resto da minha empresa", diz Taha Dellul, mostrando com o olhar um bloco de cimento armado numa estrutura metálica, sobre o qual compartilha sua perda com uma dúzia de ex-empregados.

"Era uma fábrica de elementos para a construção que nos dava o que viver", explica.

"Viemos aqui porque não sabemos outro lugar aonde ir", acrescenta Dellul, que só confia "na comunidade internacional".

"Não confio em Israel, nem no Hamas, nem no Fatah (o movimento nacionalista do presidente palestiniano, Mahmoud Abbas). Eles não fazem mais do que brigar entre eles e não quero nenhuma das ajudas que nos prometeram", afirma.

"Só confio na comunidade internacional", repete, como um mantra.

A 200 metros, três famílias montaram com toalhas, tapetes, paus e ferros um refúgio junto ao que foi sua casa.

"Uma noite recebi uma chamada pelo celular que me deixou perplexo. Alguém em árabe se identificou como militar israelita e disse que saíssemos porque iria bombardear nossas casas", diz com cara de incredulidade o patriarca de uma das famílias, Helmy Siyam.

"Nós fomos imediatamente e, horas depois, destruíram nossas casas", lembra, sem compreender como o Exército de Israel tinha seu número de telefone.

Pouco depois de concluir a reza do meio-dia na mesquita de Al Katiba - a mais popular da cidade-, o imã Ahmed Abdelaziz Abu Billel pediu aos crentes "paciência e plena confiança em Deus".

"Tende paciência e persevere no caminho do Profeta, porque se o fazemos, Deus nos ajudará", disse a autoridade religiosa desse templo, situado frente ao mar, onde no início da tarde a água e o céu se confundiam na linha de um horizonte cinza. EFE


Fonte da notícia: Globo G1


Clique na seta para ver o gráu de sofrimento e devastação.

Lembre-se que tudo isto foi feito em nome da nossa democracia ocidental levada a cabo por governos corruptos e imorais. As cenas gráficas apresentadas neste filme poderão ferir as sensibilidades dos mais novos.

Viewer discretion is advised

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Jorge Goncalves

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