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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Receita indiana para a saúde

Rise and shine: Secret Indian recipe for good health
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Acordar antes de o Sol nascer é o primeiro passo de um ritual indiano para prevenir doenças. De acordo com a medicina ayurvédica - documentada na Índia há três mil anos e conhecida no Ocidente mais devido às massagens -, de manhã é preciso ganhar energia e os primeiros raios solares ajudam a estimulá-la.

Além de sugerir este ritual aos seus pacientes, o médico ayurvédico Shaik Latheef pratica-o em casa. Há quase dois anos que não tem uma gripe ou constipação, pois todos os dias segue um conjunto de 'regras' que inclui um plano de massagens e exercícios.


Depois de se levantar, é a automassagem que toma conta do seu tempo. Trata-se do segundo importante passo de promoção do bem-estar, mas que é também utilizado como tratamento.


Na massagem, deve usar-se óleo de sésamo ou de amêndoas doces. A pele fica de imediato mais elástica e macia, mas o verdadeiro objectivo é ao nível do organismo. Como explica Shaik Latheef, os movimentos circulares das mãos no corpo influenciam «o movimento das células».


Em causa está a estabilização do vata, um dos conceitos principais da medicina ayurvédica. De acordo com esta filosofia, todas as pessoas são constituídas por três doshas e o objectivo é encontrar um equilíbrio entre eles.


O vata representa ar e éter e é responsável pelo movimento e pelo sistema neurológico. Outro chama-se pitta - fogo e água - e comanda o metabolismo. O terceiro, kapha, é constituído pelos elementos terra e água e está associado à estrutura.


Concluída a automassagem, segue-se o exercício físico. O ioga é o mais recomendado e a sua prática pode ser intensificada no Inverno. «Com o frio, tem-se mais energia, enquanto no Verão, quando a água está em menor quantidade no corpo, tem-se menos. Logo, deve reduzir-se o vigor dos exercícios», aconselha o especialista indiano, com 11 anos de prática, três dos quais em Lisboa, no Ayur Centre.


Na alimentação, também há mudanças consoante as estações. O Inverno permite que se coma refeições com mais gordura, mesmo que as digestões se tornem difíceis. Nestes casos, a medicina ayurvédica indica infusões de gengibre ou cominhos. No Verão, a opção vai para a água bem quente com coentros.


Na Índia, as especiarias e as ervas aromáticas são consideradas ricas em benefícios medicinais. Alho, coentros, gengibre e cominhos, muito usados na culinária, servem para melhorar a digestão e «libertar toxinas», como diz Shaik Latheef.


O sabor que dão aos pratos é também importante. Esta medicina defende que as duas grandes refeições do dia - de preferência feitas a horas certas - devem compor-se de diferentes paladares: doce, salgado, ácido, amargo, adstringente e picante. Os seis influenciam directamente a constituição do sistema linfático, das células sanguíneas, dos músculos, da gordura, dos ossos, dos nervos e do sistema reprodutor.


Neste ritual, resta controlar os sentimentos: mau humor, stresse e infracções à lei são grandes inimigos da saúde. Por isso, o médico quase que cita os 10 mandamentos: «É fundamental não roubar, não mentir, ser-se bom e promover a boa relação com os outros».


A medicina ayurvédica ensina a ter uma vida longa com saúde. Com o corpo exercitado e a alimentação corrigida, o objectivo é chegar ao bem-estar da mente e da alma. A meditação ajuda.


Fonte: SOL

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sábado, 9 de agosto de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


A Bíblia para comer

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40 receitas que redescobrem cores e sabores desde o Antigo ao Novo Testamento

Descobrir a Bíblia através de cores, texturas e sabores. Um apelo ao sentido do paladar é a proposta que o Pe. Tolentino Mendonça lançou ao chefe de cozinha Albano Lourenço. O resultado, «A Bíblia contada pelos sabores», são 40 receitas que mostram bem que a Bíblia também se come.

O biblista, Pe. Telentino Mendonça, acredita que a Bíblia pode ser lida de muitas formas e é, porque não, um livro para se comer. “A Bíblia é para comer, no sentido em que o texto utiliza essa imagem de Deus que oferece a palavra”. O sacerdote explica que a Bíblia mostra-nos o grau de intimidade, de relação e comunhão que Deus estabelece com os homens e encontra na imagem da refeição uma metáfora extraordinária”.

O sacerdote recorda que a aliança no Monte Sinai consumou-se à volta de uma refeição. “A refeição está presente deste o livro do Génesis ao livro do Apocalipse e tem uma dimensão muito importante em todo o itinerário bíblico”.

A refeição surge de uma pesquisa procurando palavras, expressões e situações que revelam o que e como se comia.

O livro está dividido pelas secções de entradas, sopas, peixes, carnes e sobremesas, num total de 40 receitas. Albano Lourenço, chefe na cozinha da Quinta das Lágrimas, dá conta do “muito trabalho de pesquisa, muitas noites a trabalhar, para saber como juntar os ingredientes sem retratar coisas actuais. Fiz combinações, que no fundo é a minha profissão”.

Foi feita uma pesquisa no Antigo, no Novo Testamento e na tradição cristã para perceber que tipo de ingredientes eram utilizados, que tipo de sabor se procurava. Depois, tudo foi recriado pelas mãos do chefe Albano Lourenço que, a partir dos sabores portugueses, tentou aproximar-se do texto bíblico.

Os peixes e as carnes foram o mais complicado. “Não havia uma definição de peixe – sardinha, robalo, garoupa.. Como é que eu com poucos produtos vou conseguir fazer 40 receitas”, interrogava o chefe no inicio do projecto. “O meu objectivo era dar alguma alma ao prato e não apresentar apenas o alimento”, explica.

Ao longo das 40 receitas, todas elas fáceis de confeccionar e com ingredientes comuns aos dias de hoje, a Bíblia ganha uma outra vida e a mesa revela-se mais uma vez um lugar central de encontro.

O Pe. Tolentino explica que “a mesa é transversal a todas as culturas. É um lugar de excelência de encontro e que reflecte os principais dinamismos, as crenças, os testemunhos interiores, as amizades, o espírito de grupo. Os antropólogos dizem que se percebermos com quem se come, o que se como e como se come, se percebe o essencial acerca de um grupo humano”.

No conjunto de receitas, há coisas extraordinárias, mas “o pão e o vinho da última Ceia, continuam a fascinar-me de modo absoluto”, dá conta o sacerdote, apesar de considerar todas as receitas “uma festa para a comunidade de leitura da Bíblia que somos”.

«A Bíblia contada pelos sabores» conta já com duas edições esgotadas. Esta é uma outra forma de ler, ver e saborear a Bíblia.
Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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Jorge Goncalves

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