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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

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Quarta-feira de Cinzas

Ash Wednesday
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A Igreja Católica começa a viver esta Quarta-feira de Cinzas o tempo da Quaresma, uma etapa do percurso litúrgico que ao longo de 40 dias propõe uma mudança em profundidade, como forma de preparar a festa maior do Cristianismo, a Páscoa.


As
mensagens de vários Bispos do nosso país seguem de perto as reflexões de Bento XVI para a Quaresma de 2010, na qual o Papa convida os cristãos de todo o mundo a “contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem”. O texto apresenta uma reflexão sobre os conceitos de justiça e injustiça, assinalando que “aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei”.


O Dossier que a Agência ECCLESIA publica esta semana destaca a
mensagem assinada pelo Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, o qual aborda a realidade portuguesa, pedindo que haja “a coragem de promover entre os cidadãos uma verdadeira cultura de justiça, que supõe conjugação de esforços para a autêntica educação cívica e de valores”. “De outro modo – e os factos estão a confirmá-lo – será difícil garantir eficácia à nossa justiça, sujeita como está a toda a espécie de pressões e cada vez mais embrulhada em jogos de interesses”, alerta.


Por seu lado,
José Dias da Silva, vogal da Comissão Nacional Justiça e Paz, escreve que “somos chamados a exigir de todos, governo, oposição e a sociedade nas múltiplas valências e talentos, que, com respeito pela democracia e pelo sentido de Estado, dêem prioridade a um clima de harmonia na diversidade de projectos”. “Em nome do amor, somos chamados a combater, por todos os meios, a corrupção, esse monstro que conspurca a nossa sociedade e está disseminada por todos os estratos sociais”, atira.


Acácio Catarino defende que numa Quaresma de crise “seria razoável que, sobretudo, os leigos católicos se lembrassem que estão «condenados», felizmente, a viver, em comunhão plena e para sempre, na bem-aventuraça eterna; por isso, nada perderiam se «ensaiassem» essa comunhão, na vida terrena”.


Em entrevista ao programa da Igreja Católica na Antena 1, Fr. José Nunes, professor de teologia na UCP, destaca que o tempo quaresmal ajuda os cristãos a centrarem atenções no “cerne” da sua fé, que é a “festa da Páscoa”. A ressurreição de Jesus, sublinha, é o momento que o distingue como “aquele a quem se deve seguir”. O “número simbólico” dos 40 dias lança os católicos numa caminhada de “ascese, interioridade, conversão.

“Os cristãos na Quaresma procuram rezar mais intensamente, para se prepararem para essa grande festa da Páscoa. É também um tempo de luta, de luta contra o mal, digamos assim”, indica.


O teólogo dominicano sublinha que este esforço de conversão não é apenas uma questão privada, interior, mas visa “todos os males do mundo, todas as formas de morte, porque a Páscoa é a vitória da vida”.


Outra prática habitual deste tempo, o jejum, não deve ser vista como uma mortificação ou algo que interesse por si mesmo. “Jesus nunca pediu sacrifícios pelo sacrifício”, observa. Assim, a autodisciplina do jejum tem em vista “um projecto de vida” e permitir “ajudar outros”, com o que se poupa através desse esforço.


História e espiritualidade


A Quaresma é, no Ano Litúrgico, o tempo preparatório da Páscoa, a grande celebração do mistério da Salvação pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Na actual disciplina litúrgica, vai da Quarta-Feira de Cinzas até Quinta-Feira Santa, excluindo a Missa da Ceia do Senhor, que já pertence ao Tríduo Pascal.


Inicialmente durava 3 semanas, mas depois, em Roma, foi alargada a 6 semanas (40 dias), com início no actual I Domingo da Quaresma (na altura denominado Quadragesima die, entenda-se 40.º dia anterior à Páscoa).


O termo Quadragesima (a nossa "Quaresma") passou depois a designar a duração dos 40 dias evocativos do jejum de Jesus no deserto a preparar-se para a vida pública. Como, tradicionalmente, aos Domingos nunca se jejuou, foi necessário acrescentar alguns dias para se perfazerem os 40. Daí a antecipação do início da Quaresma para a Quarta-Feira de Cinzas.


A cinza recorda o que fica da queima ou da corrupção das coisas e das pessoas. Este rito é um dos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.


Nos primeiros séculos, apenas cumprem este rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, às portas da Páscoa. Vestem hábito penitencial, impõem cinza na sua própria cabeça, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de conversão.


A partir do século XI, quando desaparece o grupo de penitentes como instituição, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. As cinzas, símbolo da morte e do nada da criatura em relação a seu Criador, obtêm-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras abençoados no ano anterior, na celebração do Domingo de Ramos.


Este Domingo dá início à Semana Santa, que conclui a Quaresma e tem como finalidade a veneração da Paixão de Cristo a partir da sua entrada messiânica em Jerusalém


Uma prática penitencial preparatória para a Páscoa, com jejum, começou a surgir a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.


Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse período, estavam na fase final da sua preparação os catecúmenos que, durante a vigília pascal, haveriam de receber o Baptismo. Por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja. Tradicionalmente, a Igreja recomenda as práticas da oração, o jejum e a esmola.


Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.


Fonte: Agência Ecclesia

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

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Bento XVI defende que Bíblia deve ser entendida como um todo

The Pope says that the Bible has to be viewd as a whole
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O Papa Bento XVI sublinhou hoje a importância de se entender a Bíblia como um todo, referindo que o pressuposto fundamental para a compreensão teológica dos livros sagrados é a unidade das Escrituras.


O Sumo Pontífice, que se dirigia a professores, alunos e funcionários do Pontifício Instituto Bíblico, por ocasião do centésimo aniversário da sua fundação, referiu que nestes últimos cem anos aumentou o interesse pela Bíblia.


Graças ao Concílio Vaticano II e à Constituição Dogmática Dei Verbum, em cuja elaboração participou, a importância da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja tem sido mais compreendida, disse.


A Dei Verbum, acrescentou, veio sublinhar a legitimidade e a necessidade do método histórico-crítico na análise da Bíblia, reconhecendo três eixos essenciais: “a atenção aos géneros literários, o estudo do contexto histórico e o exame do que habitualmente se designa por Sitz im Leben (contexto vital)”.

As declarações de Bento XVI surgem uma semana depois da controvérsia em Portugal em torno de declarações do escritor José Saramago, a propósito do lançamento do seu mais recente livro “Caim”, nas quais o Nobel da Literatura português classificou a Bíblia como um “manual de maus costumes”.


Nas várias reacções a estas declarações foi sublinhado que Saramago fez uma leitura literal de parte do Antigo Testamento, esquecendo que a Bíblia é formada por dezenas de livros.


Fonte: Diário Digital

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domingo, 5 de outubro de 2008

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Papa vai ler a Bíblia de forma ininterrupta

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O Papa Bento XVI inaugura domingo a leitura ininterrupta da Bíblia, um evento sem precedentes na história, e que durará seis dias e sete noites, contando com leitores como o cineasta Roberto Begnini ou o ex-primeiro-ministro italiano Giulio Andreotti

O primeiro dia da leitura da Bíblia, que será transmitida pela televisão pública italiana RAI, é dedicado ao Génesis, o primeiro dos textos que compõem o livro sagrado.A leitura será iniciada pelo Papa em língua hebraica, seguindo-lhe o Bispo Ilarión de Moscovo, que será rendido pelo pastor da Igreja Evangélica de Itália, Domenico Masellim.A leitura terá lugar na basílica de Santa Cruz de Jerusalém, em Roma, cabendo os intervalos musicais ao tenor transalpino Andrea Bocelli.

Fonte da notícia: Sol.Sapo.pt

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sábado, 12 de julho de 2008

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Papa de visita à Austrália

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O Papa Bento XVI inicia, este sábado, uma deslocação à Austrália, a maior viagem que já realizou pelo Mundo, para participar na XXIII Jornada Mundial da Juventude, que prevê reunir na cidade de Sidney mais de 200 mil jovens de 77 países.

Durante esta nona viagem internacional do Papa, que começa sábado mas cujo programa oficial decorre entre 17 e 21 de Julho, Bento XVI tem agendado um encontro ecuménico, uma vigília com milhares de jovens e uma missa no Hipódromo de Sidney.

Bento XVI, já com 81 anos, seguirá para uma casa de repouso que a Opus Dei tem na zona Norte de Sidney, onde descansará durante três dias, antes de iniciar a sua visita oficial ao país. Só quinta-feira é que entrará em funções mostrando-se aos jovens de barco, tal como fez, há três anos, na Jornada da Juventude de Colónia, na Alemanha.

Para além dos arborigenes, deverá estar na ponta dos discursos de Bento XVI a saga dos padres pedófilos, abundantes também na Austrália.

Apesar do número de católicos já ter ultrapassado o de anglicanos na Austrália, o Papa vai receber durante a visita, como é habitual, representantes de várias religiões.

No sábado, Bento XVI oficiará uma vigília de oração com as dezenas de milhar de jovens, considerado o acto mais importante da visita, conjuntamente com a missa campal de domingo, da Jornada Mundial da Juventude, onde se esperam 200 mil jovens.

Depois desta visita, em Setembro, Bento XVI viajará até França, a propósito das comemorações dos 150 anos das aparições em Lourdes.

Fonte da notícia: TSF

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sábado, 28 de junho de 2008

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Cavaco Silva visita Bento XVI

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Bento XVI recebeu este Sábado, no Vaticano, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e a primeira-dama, Maria Cavaco Silva. A sala de imprensa da Santa Sé dá conta do encontro sem avançar, para já, mais pormenores

Do programa do presidente português consta ainda uma audiência com o Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Tarcisio Bertone, a quem o Presidente da República oferecerá, no mesmo dia, um almoço na Residência da Embaixada de Portugal junto da Santa Sé.

Cavaco Silva esteve no Vaticano, em 1987, enquanto Primeiro-Ministro, tendo sido nessa altura recebido por João Paulo II.

Entre os temas a abordar, neste encontro, segundo o gabinete de Cavaco Silva, além da habitual análise da situação internacional e de temas de interesse bilateral, estará a situação da Europa, depois do resultado do referendo sobre o Tratado de Lisboa na Irlanda.

Programa
11:00 - O Presidente da República é recebido, em audiência, por Bento XVI.
13:30 - O Presidente da República oferece um almoço em honra do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone. Local: Residência da Embaixada de Portugal junto da Santa Sé.

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

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A conversão de Bush?

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O presidente George W. Bush foi recebido nesta sexta-feira pelo Papa Bento XVI nos jardins do Vaticano, ao lado da torre medieval de São João, em um dia no qual a imprensa italiana especula sobre uma possível conversão de Bush ao catolicismo no próximo ano.

Este é o terceiro encontro entre o Sumo Pontífice e Bush. Bento XVI dispensou um tratamento particular ao chefe de Estado americano, já que o recebeu ao ar livre, diante da torre, um gesto especial e único.

O Papa, que geralmente recebe os hóspedes na biblioteca privada do palácio apostólico, quebrou o habitual protocolo, o que obrigou os agentes de segurança do Vaticano a adotar medidas excepcionais.

A recepção especial é um agradecimento do Papa à atenção recebida durante sua viagem aos Estados Unidos em abril.

Nesta sexta-feira, a imprensa italiana faz especulações sobre a possibilidade de conversão ao catolicismo de George W. Bush ao fim do mandato presidencial em janeiro de 2009, devido à admiração incondicional que tem pelo Papa Bento XVI.

Segundo Carlo Rossella, diretor da revista Panorama, que afirma ter fontes "confiáveis", Bush "pensa converter-se ao catolicismo".

Bush seguiria assim o exemplo do ex-primeiro ministro britânico Tony Blair, que se converteu ao catolicismo depois de deixar o cargo.

O jornal La Repubblica afirma que assessores próximos ao presidente dos Estados Unidos fizeram referências indiretas ao assunto.

A chefe de protocolo da Casa Branca, Nancy Goodman Brinker, declarou que o presidente Bush é "um grande admirador do Papa e sente por ele um respeito total".

O mesmo jornal destaca que Bush e o Papa alemão compartilham a mesma visão sobre os "demónios" que ameaçam o planeta no século XXI.

Fonte da notícia: JB Online
Nota Pessoal:

Vale a pena salientar que hoje é "Sexta-feira 13" e a juntar a esse facto eu diria que se isto se vier a confirmar será também o acontecimento mais peculiar e misterioso a marcar a presidência de George W. Bush. Será mais peculiar ainda uma vez que o ex-primeiro ministro da Inglaterra também fez o mesmo logo após o fim do seu mandato. Claro que tudo isto não passa de uma mera especulação mas, por outro lado, será que é mesmo apenas especulação???

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

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Discurso do Papa nas Nações Unidas

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A promoção dos direitos humanos, o papel que a ONU desempenha na promoção desses mesmo direitos, a bioética e o papel que a religião pode desempenhar na promoção dos valores responsáveis, estiveram na base do discurso que Bento XVI dirigiu às Nações Unidas.

“A promoção dos direitos humanos continua a ser a estratégia mais eficaz para eliminar a desigualdade entre os países e os grupos sociais, como também para construir um maior sentimento de segurança”, afirmou Bento XVI na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Confrontados com novos e insistentes desafios, “é um erro trabalhar por uma aproximação pragmática, limitada a determinar um «terreno comum», mínimo no conteúdo e débil nos seus efeitos”.

As vítimas cuja dignidade humana é violada impunemente, “tornam-se presas fáceis para a violência e podem tornar-se, na primeira pessoa, em instrumentos que violam a paz.

O Papa chamou a atenção para o facto de o bem comum que os direitos humanos ajudam a alcançar, não se poderem “realizar simplesmente com a aplicação de procedimentos correctos e mediante um simples equilíbrio entre os direitos”.

O mérito da Declaração Universal foi ter permitido a diferentes culturas, expressões jurídicas e modelos institucionais “uma convergência em torno do núcleo fundamental dos valores e dos direitos”.

No entanto, Bento XVI lembrou as pressões que pedem uma reinterpretação dos fundamentos da Declaração e "comprometem a unidade, a desistência da protecção da dignidade humana, para simplificar interesses de alguns”.

“Os direitos humanos devem ser respeitados enquanto expressão de justiça e não simplesmente perante a vontade legislativa”.

Bento XVI referiu que todos os Estados têm o dever de proteger a sua população da violação grave e contínua dos direitos humanos, assim como das consequências das crises humanitárias, provocadas quer pela natureza, como pelo homem.

“Se os Estados não conseguem garantir tal protecção, a comunidade internacional deve intervir com medidas jurídicas previstas na Carta das Nações Unidas e de outros instrumentos internacionais”, lembrou.

A acção da comunidade internacional e das suas instituições é fazer respeitar os princípios que são a base da ordem internacional. O Papa afirmou que estes não devem ser “interpretados como uma imposição ou uma limitação de soberania”.

“Precisamos experimentar o paradoxo de um consenso multilateral que continua a estar em crise por causa da subordinação aos interesses de poucos, enquanto os problemas do mundo exigem uma intervenção sob a forma de uma acção colectiva da parte da comunidade internacional”.

Questões de segurança, objectivos de desenvolvimento, redução dos desequilíbrios locais e globais, protecção do ambiente, dos recursos e do clima, pedem que todos e que a responsabilidade internacional acordem conjuntamente e demonstrem uma pronta acção, no respeito pela lei e na promoção da solidariedade nos países mais débeis.

Bento XVI lembrou ainda os países de África e de outros locais do mundo “que permanecem à margem de um autêntico desenvolvimento integral, e estão no risco de experimentar apenas os aspectos negativos da globalização”.

“Em nome da liberdade deve estabelecer-se uma correlação entre direitos e deveres, em que cada pessoa é chamada a assumir a responsabilidade pelas suas escolhas e que estas escolhas se relacionam directamente com a vida de outros”.

Bento XVI lembrou ainda que as descobertas científicas e tecnológicas e algumas das suas aplicações “representam uma clara violação da ordem da criação, capazes de contrariar o carácter sacro da vida, da pessoa humana e a família humana é destruída da sua identidade natural”.

No entanto, ao mesmo tempo, a acção internacional pede a preservação do ambiente e a protecção das várias formas de vida sobre a terra. “Não deve pedir apenas a garantia de um uso racional da tecnologia e da ciência, mas também redescobrir uma autêntica imagem da criação”.
Sobre o papel da religião, Bento XVI considerou que uma visão da vida ancorada na dimensão religiosa leva ao reconhecimento dos valores transcendentais de todos os homens e mulheres, “favorecendo a conversão do coração, que pede um empenho de resistência à violência, ao terrorismo e à guerra e promove a justiça e a paz”.

“Pode fornecer também um contexto próprio para o diálogo inter religioso, que as Nações Unidas são chamadas a promover, do mesmo modo como promovem o diálogo em todos os campos da actividade humana”, considerou.

“O diálogo deve ser reconhecido como meio, onde os vários componentes da sociedade podem articular os seus pontos de vista e construir um consenso em torno da verdade”.

Por último o Papa referiu ser “inconcebível que os cristãos tenham de abdicar de Deus para serem cidadãos activos e poderem viver os seus direitos”.
Fonte da notícia: Agência Ecclesia Público.pt

Nota Pessoal:
Bento XVI lembra o papel da ONU e da religião como instrumentos para combater a desigualdade e promover os direitos humanos para eliminar a injustiça. A voz da verdade e da razão a alertar toda a humanidade, falando constantemente para todo o mundo ouvir. Mas este, porém, mergulhado nos abismos das trevas tenebrosas, faz ouvidos de mercador e de nada serve.

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terça-feira, 15 de abril de 2008

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Papa de skates em Nova Iorque

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O Papa iniciou hoje a sua primeira visita oficial aos Estados Unidos da América (EUA). À espera do cardeal Bento XVI estará George W. Bush e a sua mulher, a presidência da Conferência Episcopal dos EUA e também um presente, no mínimo, “sui generis”: um skate.

A ideia de presentear o representante máximo da igreja católica com um skate surgiu da iniciativa de um sacerdote nova-iorquino da igreja de Santa Elisabete, em Washington, Peter Pomposello, que, de vez em quando, também faz o gosto aos pés em cima de uma tábua com rodinhas.

O sítio da arquidiocese de Nova Iorque lançou um concurso para eleger o skate oficial da visita do Papa. Por voto popular, as vencedoras do concurso foram as irmãs Kristina e Krystal Melendez, responsáveis pelo "design" da tábua em tons de roxo, com a cruz e o selo do Vaticano desenhados e com a inscrição “Cristo Nossa Esperança” (“Chist Our Hope”) – o mote da viagem do Papa aos EUA.

O presente do Papa será fabricado por uma loja de skates online e as réplicas do vencedor, bem como as do segundo e terceiro lugar, serão vendidas pela internet, com os lucros a reverterem para fins sociais e de caridade da igreja católica. Os skates custam cerca de 41 euros (64.99 dólares).

Um símbolo da cidade

O reverendo Peter Pomposello declarou que o skate “é parte representativa da cultura da cidade”. Apesar de ser difícil encontrar uma ligação entre skate e religião, o sacerdote defendeu que esta é uma boa oportunidade para ligar a cultura do “skateboarding” a algo positivo.

A ideia partiu de um clube de "skaters" que está integrado na arquidiocese de Nova Iorque. Cerca de 70 jovens, entre os 11 e 18 anos, desenvolveram desenhos para o skate, que misturavam “graffitis” com motivos religiosos.

O reverendo pretende oferecer a prenda a Bento XVI na altura em que este estiver em Nova Iorque, entre 18 e 20 de Abril. Não é a primeira vez que um Papa entra em contacto com a cultura urbana. João Paulo II já havia abençoado no Vaticano um grupo de “breake-dance”.

Fonte da notícia: Público.pt

Nota Pessoal:

Devo dizer que realmente nunca vi um Papa a andar de skates mas de ser interessante ver lá isso seria com certeza...

O filme "O olho", nos cinemas em Abril, "O Olhos", filme, cinema, filme, "O Olho", novo filme, "O Olho"

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

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A visita do Papa aos Estados Unidos da América

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Inicia-se esta Terça-feira a primeira visita de Bento XVI aos EUA, de 15 a 20 de Abril, que irá passar pelas cidades de Washington e de Nova Iorque.


Dois momentos particularmente simbólicos marcam a agenda: o discurso na sede da ONU e a visita aos locais dos atentados do 11 de Setembro, o Ground Zero. O Vaticano adiantou que, em relação ao discurso nas Nações Unidas, o Papa irá centrar-se na questão dos Direitos Humanos.


Estão previstos, entre outros, 11 discursos e homilias, encontros com o presidente Bush, universitários e jovens católicos, líderes cristãos e representantes de outras religiões.


A 18 de Abril, Bento XVI tornar-se-á o terceiro Papa a discursar na sede da ONU, depois de Paulo VI e João Paulo II. O actual Papa irá encontrar-se, em privado, com o Secretário-Geral das Nações Unidas, descendo, em seguida, para a sala da Assembleia-Geral. Segue-se um encontro privado com o presidente da Assembleia, o presidente do Conselho de Segurança e os 60 representantes deste organismo.


Este Sábado, o Papa terá deixado adivinhar alguns dos temas fortes que irá levar a Nova Iorque, ao pedir à comunidade internacional que empreenda o caminho do desarmamento global, construindo as bases de uma “paz duradoura”, num humanismo renovado.


“Renovo o apelo para que os Estados reduzam as despesas militares para o armamento e tomem em séria consideração a ideia de criar um fundo mundial destinado a projectos de desenvolvimento pacífico dos povos”, apontou, numa mensagem dirigida ao Conselho Pontifício Justiça e Paz.


“A produção e o comercio de armas - salientou Bento XVI – estão em contínuo aumento e vão assumindo um papel decisivo na economia mundial. Há uma tendência para a sobreposição da economia civil à militar”.


Para o Papa, este risco é grave “nos sectores biológico, químico e nuclear, nos quais os programas civis não estão nunca seguros sem o abandono completo e geral dos programas militares e hostis”.


Admitindo que cada Estado tem direito à defesa, Bento XVI indicou que a mesma “deve ser proporcionada aos perigos que o Estado corre”. O Papa salientou também a existência de autênticas “guerras do bem-estar”, desencadeadas pelo "egoísmo" de quem quer manter o seu actual nível de vida.


Falar a todos


Uma semana antes da sua partida, Bento XVI enviou uma videomensagem aos habitantes dos EUA, na qual afirma a sua disposição de falar a todos, católicos e fiéis de outras religiões.


Apesar de circunscrita a duas cidades, a visita papal quer ser uma oportunidade para “abraçar todos os católicos que vivem nos EUA”, mais de 67 milhões pessoas que representam 22,6% da população total do país.


A viagem quer ser, ao mesmo tempo, “expressão de fraternidade para com todas as comunidades eclesiais”, bem como “testemunho de amizade para com todos os crentes e todos os homens de boa vontade”.


Um especial destaque merece a intervenção que Bento XVI fará na Assembleia das Nações Unidas. Também aos representantes dos povos do mundo, refere a videomensagem, o Papa levará “a mensagem da esperança cristã”.


“De facto, mais do que nunca o mundo tem necessidade de esperança: esperança de paz, de justiça, de liberdade. Mas não poderá realizar esta esperança sem obedecer à lei de Deus, que Cristo levou a cumprimento no mandamento de nos amarmos uns aos outros”, adverte.


Além dos temas dos Direitos Humanos e do desenvolvimento, o Papa irá ainda abordar a crise provocada pelo escândalo de abusos sexauis envolvendo pessoal eclesiástico e irá prestar uma particular atenção ao diálogo inter-religioso, com destaque para os encontros com a comunidade judaica.


Ground zero


Um dos momentos mais simbólicos da visita aos EUA acontece no último dia de viagem, quando Bento XVI se deslocar ao Ground Zero, local dos atentados terroristas do 11 de Setembro de 2001.


O momento de oração irá falar do “incrível cenário de violência e fé” que todos ali puderam presenciar, refere o Missal da viagem pontifícia.


Inicialmente marcado pelo silêncio e pela luz das velas, o tempo de oração junta “pessoas de muitas fés e tradições”, rezando pelas vítimas dos ataques, “homens e mulheres inocentes” e os “heróis” que foram os primeiros a responder: polícias, bombeiros, membros dos serviços de emergência e pessoal da autoridade portuária.


O Papa lembrará ainda os feridos e as famílias das vítimas, rezando para que encontrem “coragem e esperança” para continuarem com a sua vida. Os atentados do Pentágono e da Pensilvânia merecerão também uma referência.


Bento XVI rezará ao Deus de “amor”, “paz” e “entendimento”, pedindo “paz para o nosso mundo violento”, “esperança e coragem” para homens e mulheres de todas as nações. “Traz para o teu amor os que têm o coração consumido pelo ódio”, refere a oração.


Programa


(Horários apresentados na hora local. Itália: menos uma em Lisboa; EUA: mais cinco em Lisboa)
ITÁLIA
Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Fiumicino (Roma)
12h00 Saída do aeroporto de Roma/Fiumicino para Washington/Andrews Air Force Base
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
Andrews Air Force Base (Washington)
16.00 Chegada ao aeroporto Andrews Air Force Base – Recepção privada por parte do Presidente dos Estados Unidos da América e da Primeira-dama no aeroporto Andrews Air Force Base
16.15 Percurso automóvel: aeroporto Andrews Air Force Base - Nunciatura Apostólica de Washington
Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Washington
Missa privada na Capela da Nunciatura Apostólica de Washington
10.10 Percurso automóvel: Nunciatura Apostólica - Casa Branca
10.30 Cerimónia de boas-vindas no South lawn da Casa Branca. Discurso de Papa. Visita de cortesia ao Presidente dos Estados Unidos da América na Sala Oval da Casa Branca
12.00 Transferência de carro panorâmico da Casa Branca - Nunciatura Apostólica de Washington
13.00 Almoço com os Cardeais dos Estados Unidos, com o Praesidium da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos da América (USCCB) e com a comitiva papal na Nunciatura Apostólica de Washington
16.45 Saudação por parte dos representantes de fundações católicas na Nunciatura Apostólica de Washington
17.00 Percurso automóvel: Nunciatura Apostólica ao Santuário Nacional da Imaculada Conceição de Washington. Mudança para o carro panorâmico durante o percurso
17.45 Celebração das Vésperas e encontro com os Bispos dos Estados Unidos da América no Santuário Nacional da Imaculada Conceição de Washington. Discurso do Papa
19.30 Percurso automóvel: Santuário Nacional da Imaculada Conceição - Nunciatura Apostólica de Washington
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
9.00 Percurso automóvel: Nunciatura Apostólica - Nationals Stadium de Washington
10.00 Missa no Nationals Stadium de Washington. Homilia do Papa
12.15 Percurso automóvel: Nationals Stadium - Nunciatura Apostólica de Washington
16.40 Percurso automóvel: Nunciatura Apostólica - Universidade Católica Americana de Washington
17.00 Encontro com o mundo universitário católico na Sala de Conferências da Universidade Católica Americana de Washington. Discurso do Papa
18.15 Percurso em automóvel panorâmico: Universidade Católica Americana - Centro Cultural Papa João Paulo II de Washington
18.30 Encontro com os representantes de outras religiões no Centro Cultural Papa João Paulo II de Washington. Discurso do Papa. Encontro com representantes da Comunidade Judaica
19.30 Percurso automóvel: Centro Cultural Papa João Paulo II - Nunciatura Apostólica de Washington
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
Missa privada na Capela da Nunciatura Apostólica de Washington
7.50 Despedida da Nunciatura Apostólica de Washington
8.00 Percurso automóvel: Nunciatura Apostólica - aeroporto "Andrews Air Force Base" de Washington
8.45 Saída para Nova Iorque
Nova Iorque
9.45 Chegada ao aeroporto internacional John Fitzgerald Kennedy
10.00 Percurso de helicóptero até Manhattan
10.30 Chegada ao heliporto de Wall Street em Manhattan. Percurso automóvel: Wall Street -Sede das Nações Unidas de Nova Iorque
10.45 Visita à sede da Organizações das Nações Unidas de Nova Iorque. Discurso de Papa à Assembleia Geral das Nações Unidas. Saudação aos funcionários da ONU
13.45 Percurso automóvel: Sede das Nações Unidas - Residência do Observador Permanente da Santa Sé junto da ONU (Residência papal durante esta viagem).
17.10 - Visita particular à Sinagoga de Park East
17.45 Percurso automóvel: Residência papal - igreja de St. Joseph
18.00 Encontro ecuménico na igreja de St. Joseph de Nova Iorque. Discurso do Papa
19.15 Percurso automóvel: igreja de St. Joseph - Residência papal de Nova Iorque
19.30 Jantar com os Cardeais dos Estados Unidos da América, com o Praesidium da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) e com a comitiva papal na Residência papal
Sábado, 19 de Abril de 2008
8.45 Percurso automóvel: Residência papal - Catedral de St. Patrick
9.15 Missa com os sacerdotes, religiosos e religiosas na Catedral de St. Patrick. Homilia do Papa
11.30 Percurso a pé: Catedral de St. Patrick - Residência do Arcebispo de Nova Iorque
12.00 Almoço com os Bispos da Arquidiocese de Nova Iorque e com a Comitiva Papal
13.15 Percurso em automóvel panorâmico: Residência do Arcebispo - Residência papal
16.00 Percurso automóvel: Residência papal - Seminário de St. Joseph
16.30 Encontro com os jovens e com os seminaristas no Seminário de St. Joseph. Discurso do Papa
18.30 Percurso automóvel: Semonário de St. Joseph - Residência de Nova Iorque
Domingo, 20 de Abril de 2008
9.10 Percurso automóvel: Residência papal - Ground Zero
9.30 Visita ao Ground Zero. Oração do Papa
10.00 Percurso automóvel: Ground Zero - Residência papal
13.50 Percurso automóvel: Residência papal -Yankee Stadium
14.30 Missa no Yankee Stadium. Homilia do Papa
16.45 Percurso automóvel: Yankee Stadium - Residência papal
19.00 Percurso automóvel: Residência papal - heliporto de Wall Street
19.20 Chegada ao heliporto de Wall Street
19.30 Percurso de helicóptero: heliporto de Wall Street - aeroporto internacional John Fitzgerald Kennedy
20.00 Chegada ao aeroporto internacional John Fitzgerald Kennedy. Cerimónia de despedida. Discurso do Papa
20.30 Saída do aeroporto
Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
ITÁLIA
Roma/Ciampino
10.45 Chegada ao aeroporto de Roma/Ciampino

Fonte da notícia: Agência Ecclesia Público.pt

Nota Pessoal:


De salientar que o Papa na sua perspicácia e inteligência achou melhor recusar o convite que lhe foi feito pelo Presidente George W. Bush para participar num jantar de gala na Casa Branca em sua homenagem (na data em que o Papa celebra os seus 81 anos). Evidentemente que se o presidente tivesse o mesmo grau de perspicácia e inteligência saberia as razões da recusa.

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domingo, 16 de março de 2008

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Papa Bento XVI pede auto-avaliação de fiéis

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O Papa Bento XVI pediu aos fiéis, durante a comemoração deste Domingo de Ramos, em Roma, que avaliem os «desejos mundanos que corromperam a sua fé», lembrando que a ganância também «é uma forma de idolatria».

Diante de uma multidão, repleta de ramos de palma e oliveira, o líder da Igreja Católica afirmou que «a fé está pura e aberta o suficiente», pelo que «não se deve deixar os ídolos entrar no mundo da fé».

No terceiro Domingo de Ramos do seu pontificado, o Papa liderou uma procissão de cardeais e bispos com ramos de palma, na praça de São Pedro, onde se sentou numa plataforma, em frente à basílica, para proferir o seus discurso.

O Domingo de Ramos assinala o início da Semana Santa, sendo os oito dias anteriores ao domingo de Páscoa os mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica. Na quinta-feira Santa, Bento XVI celebrará duas missas para recordar a Última Ceia de Cristo com os seus apóstolos.

Na Sexta-Feira Santa presidirá a duas cerimónias para assinalar a paixão e morte de Cristo, incluindo a procissão da Via Crucis pelas ruínas do Coliseu de Roma. No sábado, celebra missa e encerra a semana com as celebrações do Domingo de Páscoa na praça de São Pedro, quando dará a bênção e a mensagem de Urbi et Orbi (para a cidade e o mundo).

Fonte da notícia: Diário Digital

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quinta-feira, 6 de março de 2008

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Vaticano anuncia congresso sobre as teorias da evolução

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Secularização, ciência e fé em debate numa assembleia de três dias, com a presença do Patriarca de Lisboa.

O “ministro da Cultura” do Papa, Arcebispo Gianfranco Ravasi, anunciou hoje a realização de um congresso internacional sobre “as teorias da evolução”, com o objectivo de “juntar ciência, teologia e filosofia”.

O Conselho Pontifício para a Cultura (CPC) iniciou esta Quinta-feira uma assembleia de três dias, para analisar “os desafios da secularização para a Igreja e na Igreja”. Entre os participantes neste evento conta-se D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa.

Na abertura dos trabalhos, o presidente do CPC revelou a intenção de reunir, em Roma, “figuras altíssimas da ciência, também prémios Nobel, grandes teólogos e grandes filósofos”. O Congresso terá lugar na Universidade Pontifícia Gregoriana.

A discussão em torno da Criação e da Evolução ganhou uma nova dimensão quando, em Setembro de 2006, Bento XVI convocou os seus antigos estudantes de Teologia para Castel Gandolfo, a fim de discutirem as questões suscitadas pelo tema. O teólogo português Henrique de Noronha Galvão, antigo aluno de Joseph Ratzinger, foi um dos participantes do encontro à porta fechada, do qual resultou já um livro, “Schoepfung und Evolution” (Criação e Evolução).

Aí, Bento XVI voltou a abordar a questão, considerando que ciência e fé não têm de estar em confronto: Deus criou a vida e esta evolui. O Papa afirma que a teoria de Charles Darwin não pode ser provada completamente, enaltece o progresso científico e não aprova as visões dos defensores do criacionismo.

A Igreja Católica, com o avanço da exegese bíblica, tem hoje uma leitura da Bíblia muito diferente da que oferecem algumas Igrejas Cristãs, não vendo nos dois relatos da Criação no Génesis (apenas um deles faz referência aos famosos 7 dias) uma explicação científica para a origem do universo.

Jovens e Internet

D. Ravasi indicara, em entrevista ao Osservatore Romano, que a Igreja quer abrir-se ao diálogo “com a ciência, a filosofia, a economia”.

Este responsável defende a necessidade de haver “menos catedráticos e mais jovens” nos grandes eventos culturais e alerta para a linguagem que é utilizada “na comunicação eclesial”, mostrando-se aberto “à vanguarda e à experimentação no campo artístico”.

Neste contexto, o Arcebispo Ravasi propõe “mais investimento” na Internet, onde fóruns e blogues “abrem enormes espaços de confronto com as grandes questões existenciais e religiosas” do ser humano”.

“O uso da Internet ensina-nos gradualmente, também, uma linguagem mais imediata e mais directa para nos dirigirmos às pessoas, em particular aos jovens”, assinala.

O Arcebispo sublinha a importância dos meios de comunicação social e fala da vontade do CPC em “desempenhar um papel cada vez mais decisivo na relação crucial entre fé e modernidade”.
“A nossa missão fundamental deve ser a de trazer de volta ao homem de cultura e de ciência o gosto pelas perguntas iniciais, que vêm antes das escolhas técnicas”, adianta.

O problema da secularização será abordado levando em conta sobretudo a sua dimensão cultural, às vezes conjugada em termos de secularismo.

Este secularismo, refere uma nota do CPC, não só nega explicitamente a presença de Deus, mas se manifesta também “numa mentalidade na qual Deus está ausente, total ou parcialmente, da vida e da consciência humana”.

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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segunda-feira, 3 de março de 2008

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O inferno ainda mexe

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O Papa Bento XVI disse que não podemos esquecero inferno. Ele está diferente. Pode estar vazio, dizem uns. Já não tem caldeirão, dizem outros. É um espaço que traduz a liberdade, a possibilidade de fazer algo contra Deus. Por António Marujo.

Chamas, caldeirões, almas a arder, diabos com forquilhas, gritos eternos. O inferno, tal como nos chegou representado pela arte, ainda mexe? Tem ele alguma coisa a ver com a liberdade? E os papas andam a contradizer-se uns aos outros?

Há dias, em Roma, o Papa Bento XVI referiu-se ao tema, dizendo que "o inferno, de que se fala tão pouco neste tempo, existe e é eterno". A história da arte está cheia de representações do inferno, mas o Papa não falou de imagens.

A frase remetia para um aspecto complementar do que afirmara João Paulo II, no Verão de 1999: o inferno não é "um lugar físico entre as nuvens", mas a "situação de quem se afasta de Deus", disse então o Papa Wojtyla. Aliás, o Catecismo da Igreja Católica, promulgado por João Paulo II, defende que é esse "estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa por "inferno"".

Juntando teologia e arte, Dante descrevia assim, no início do canto III do poema A Divina Comédia, a porta do inferno: "Por mim vai-se à cidade que é dolente,/ por mim se vai à eterna dor,/ por mim se vai entre a perdida gente.// [...] Antes de mim não houve cousas mais/ do que as eternas e eu eterna duro./ Deixai toda a esperança, vós que entrais.

"O inferno de Dante, escrito no início do século XIV, foi inspiração para muitos artistas, que se centraram nos nove círculos que compõem o vestíbulo do inferno ou então nas portas, "mais aterradoras" ainda, recorda Rowena Loverance, em Christian Art. O fogo é o elemento de eleição de muitos artistas, como se pode ver em O Juízo Final de Fra Angelico. Muito conhecidas também são as representações do pintor Hieronymus Bosch (c. 1450-1516).

O inferno pode ter caldeirões, além do fogo, cavernas, diabos e variados instrumentos de tortura e foi sobretudo representado até aos séculos XVII e XVIII na pintura religiosa. "Os infernos são sempre uma caverna ou uma sala muito escura iluminada por labaredas. Às vezes há um caldeirão com os condenados, outras vezes uma espécie de mesa onde os diabos estão a castigar os condenados", diz Dagoberto Markl, do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. No famoso quadro do museu, exactamente intitulado O Inferno, lá está o caldeirão, com as vítimas do pecado da inveja e da preguiça a serem cozinhadas. No quadro, de que não se conhece o autor, Lúcifer está no trono e é representado neste início do século XVI como um índio do Brasil.

Esta é uma das pinturas preferidas do artista plástico Pedro Calapez, o autor dos painéis dos mistérios do Rosário da nova Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima. Ele, que já pintou duas portas do inferno, diz que "estas referências iconográficas, que remetem para o sofrimento, nos fazem pensar".

Calapez, que pintou as duas portas para uma exposição na Galeria Diferença, no Porto (1985), intitulada As Palavras Seladas, cita também Fra Angelico como referência. "As grutas com porta são a primeira ambiguidade sobre o inferno. O que está para lá? Não há chamas, mas também poderiam lá estar. A porta do inferno está nessa zona de ambiguidade que deixa a cada um adivinhar o que está para lá. E são essas ambiguidades que os artistas cultivam e que a Igreja por vezes tem dificuldade em aceitar.

Recusar Deus

A eterna dor, o fim de toda a esperança, o lugar do sofrimento, do desespero e da condenação? João Duque, professor de Teologia Fundamental em Braga, na Universidade Católica, explica: "O inferno afirma-se na tradição católica como uma possibilidade que se deve manter em aberto. Não como um lugar físico, de condenação, mas como algo que traduz o modo de conceber o ser humano em relação com a sua liberdade como questão fundamental e da seriedade da vida humana.

"A vida, acrescenta o autor de Dizer Deus na Pós-Modernidade, "é suficientemente séria para ter um peso eterno". Incluindo a opção de "prescindir de Deus ou querer estar contra Deus", de o ser humano dizer "não ao projecto de criação de Deus". Só essa possibilidade "garante a liberdade do ser humano", insiste Duque - ou seja, o inferno retrata também essa possibilidade de recusar Deus.

Teólogo e pintor, pelos vistos, estão de acordo em que o caldeirão pertence ao passado. "Pode ser hoje uma imagem menos credível", admite Pedro Calapez. "É mais credível que a preparação para o Paraíso se faça com a vida na terra.

"Em Eretica - The Transcendent and the Profane in Contemporary Art, Demetrio Paparoni, tal como João Duque, toma a vida como uma questão séria: "O ponto fulcral da nossa relação com a divindade é a questão da vida antes e depois da nossa morte na terra: o ímpeto vital, e não o medo do que nos espera depois da morte, foi o que levou artistas no passado a apropriar-se de imagens religiosas.

"Essa apropriação continua, embora de forma diversa. Filipa Oliveira, curadora de arte, diz que "ultimamente aparece nas feiras e bienais uma arte escabrosa, muito cruel, que representa o homem em decadência, que pode ser relacionado com a ideia de inferno". E explica: "Não com o inferno da doutrina católica, mas com o inferno em que transformámos o nosso mundo, com a maldade - e esse é um tema contemporâneo.

"Talvez se possa ler nesta chave um conjunto de esculturas de Anthony Gormley, que em 2004 esteve na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. Contrastando com as figuras colocadas nos jardins e em espaços cheios de luz, o artista britânico tinha depois vários conjuntos expostos em salas mais escondidas e escuras. Moldados em ferro, eram corpos amontoados, pendurados, voltados contra a parede. "Eram posições infernais", é a expressão utilizada por Paulo Vale, professor de Cristianismo e Cultura na Universidade Católica Portuguesa, numa leitura da exposição. Há outros nomes que podem remeter para este tipo de representação. Paulo Vale recorda os irmãos Jake and Dinos Chapman ou Mike Kelly. George Steiner também escrevia em O Castelo do Barba Azul que o inferno desapareceu, tendo-se tornado uma metáfora do "inferno" contemporâneo.

Filipa Oliveira lembra ainda o artista plástico Santiago Sierra ou Leon Ferrari, que, na última Bienal de Veneza, apresentou um foguetão em formato de cruz com Jesus Cristo pregado e recortes do L"Osservatore Romano, com notícias religiosas misturadas com pinturas antigas para afirmar "a falência do que tradicionalmente a Igreja Católica propunha" e que esta tinha causado muitos males do mundo.

Sim, admite João Duque. O cristianismo assumiu o ambiente apocalíptico do judaísmo do século I. A imagem do Sheol, ou morada dos mortos, conduzira a uma "interpretação directa" do que poderia ser a condenação eterna. "O problema foi quando o inferno levou à ideia de castigo."

A verdadeira liberdade

Hoje, a leitura teológica da questão prefere sublinhar outros aspectos. Um teólogo muito citado por João Paulo II, Hans Urs von Balthasar, dizia que o inferno poderia ser um lugar vazio, pois a misericórdia de Deus é mais forte que o pecado humano.

Uma perspectiva simpática, mas que levanta outros problemas. "Em última instância, a vida humana seria um jogo aparente, porque Deus acabaria por nos salvar a todos", explica João Duque. Para os que defendem esta perspectiva, "a força dos que querem a salvação é tal que ela irradia para outros". E Deus, neste caso, pode ser uma opção implícita: "Ao agir pelo bem, a pessoa estaria a fazer, em certo sentido, uma opção por Deus."

E o que é a salvação? E quem se salva? O professor de Teologia Fundamental diz que há vários marxistas e não crentes que têm feito esta pergunta: "Devemos admitir que os algozes e vítimas da história humana fiquem assim para sempre?" Para os que fazem tal pergunta, "o julgamento da História não é suficiente, pois nunca conseguirá restituir a verdade às vítimas".

Nesse sentido, "só Deus pode trazer a verdade ao de cima", diz João Duque. Questão diferente é saber se esse reconhecimento "implica ou não uma condenação eterna". Será esta, enfim, uma questão como a de saber o sexo dos anjos? "Tudo o que é um discurso sobre o além é para estar calado", afirma o teólogo. "A única questão é o efeito que isto tem ou não sobre a vida real. Joga-se aí a perspectiva que cada um de nós tem sobre o que é ser humano." João Duque insiste: "Se não existe possibilidade de fazer algo contra Deus, então não há verdadeira liberdade. O tempo que vivemos é o tempo em que jogamos algo de verdadeiramente importante."

Fonte da notícia: Jornal Público pt

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sábado, 9 de fevereiro de 2008

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O Papa garante que "o inferno existe"


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Papa diz que salvação não é imediata e que não será para todos.

O tema do inferno tem sido alvo de variados debates teológicos. E para os que duvidam da existência do lugar do castigo eterno, o Papa Bento XVI renovou no início do período Quaresmal a sua posição sobre o assunto: «O inferno existe».

Segundo o jornal italiano La Repubblica, o sumo pontífice já em Abril do ano passado tinha dado conta que «o inferno, de que pouco se fala neste tempo, existe e é eterno». Num encontro com párocos de Roma, o sucessor de Pedro, fez questão de não deixar passar a questão ao lado, num período em que os Católicos se preparam para sua maior festa, a Páscoa.

Para Bento XVI a salvação não é algo adquirido. «Não nos apresentaremos como iguais no banquete do paraíso», disse, apelando à purificação dos crentes para quando «afrontarem o Juízo Final».

A Quaresma é o tempo litúrgico em que é exigido conversão aos crentes e inclusivamente alguns sacrifícios e o Papa fez questão de recordar isso. «Necessita-se de jejum de imagens e de palavras. Temos necessidade de um pouco de silêncio», apontou.


Fonte da notícia: Portugal Diário

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

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Acto inédito em 40 anos...Papa Bento XVI vira costas aos fiéis

O Papa celebrou ontem a Festa de Baptismo de Jesus com um baptizado a 13 crianças, na Capela Sistina. Na missa solene, Bento XVI usou o antigo altar incrustado na parede, oferecendo as costas aos fiéis.

Foi assim a primeira vez, após o Concílio Vaticano II (de 1962 a 1965), que o Sumo Pontífice ficou de costas para os crentes. O resto da celebração seguiu as regras introduzidas por Paulo VI no Vaticano II e que, segundo o próprio Bento XVI, “permanecem a norma litúrgica”.

Esta explicação seguiu-se à “liberalização” das missas em latim (uma dos motivos da Reforma Protestante no século XVI).

Ao ficar de costas para os fiéis e depois de liberalizar as missas em latim, Bento XVI quebra agora uma tradição católica com mais de 40 anos.

Para evitar a situação, os antecessores, como João Paulo II, recorriam a um altar móvel, diante da parede onde Miguel Ângelo pintou o ‘Juízo Final’. Bento XVI celebrou assim a cerimónia nos dois anteriores anos do seu pontificado.

Segundo a Oficina de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, a opção pelo antigo altar visou “não alterar a beleza e harmonia” daquele local.

“Isso obriga a que em alguns momentos o Papa fique de costas para os fiéis e de frente para a Cruz”, explica o Vaticano, sublinhando que a “liturgia” decorreu sob as regras do Concílio Vaticano II.

Os 13 baptizados ontem são filhos de funcionários do Vaticano.

Fonte da notícia: Correio da Manhã

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Jorge Goncalves

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