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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Lemur: O elo que faltava à humanidade

LEMUR: THE MISSING LINK
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A busca por um elo entre o homem e o mundo animal acabou esta terça-feira. Depois de 200 anos de investigações foi apresentado, em Nova Iorque, o fóssil do esqueleto de um macaco, classificado como o elo perdido da evolução humana.

Segundo a Skynews, o fóssil do «macaco Lemur», considerado «a oitava maravilha do mundo», está preenchido em 95%.

O impacto desta descoberta é considerada, pelo mundo da paleontologia, como «um asteróide a cair na Terra».

Os investigadores afirmam que fica agora confirmada a Teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin.

«Esta pequena criatura veio-nos mostrar a nossa ligação com o resto dos mamíferos», afirma Sir David Attenborough. Para o investigador, Darwin «teria ficado encantado» se tivesse visto o fóssil.

«Agora as pessoas podem dizer «ok somos primatas, mostrem-nos o elo», acrescentou.

Uma equipa de líderes mundiais de investigadores de fósseis, liderada pelo professor Jorn Hurum, do Museu de Historia Nacional da Noruega, investigou, secretamente, durante os últimos dois anos, o fóssil da jovem macaca de 30 centímetros.

O fóssil foi transportado para Nova Iorque debaixo de segurança elevada e foi revelada ao mundo durante o bicentenário do nascimento de Darwin.
Ainda este mês, o fóssil será exibido, por apenas um dia, no Museu de História Natural de Londres antes de ser devolvido para Oslo.



Fonte: IOL Diário

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Charles Darwin: Fundador da biologia moderna

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Charles Darwin, de que se comemora este ano o bicentenário do nascimento, revolucionou a percepção da vida na Terra e fundou a biologia moderna ao defender que todas as espécies descendem de um antepassado comum.

Essa teoria da evolução está exposta no seu livro fundamental, "A Origem das Espécies", de que se celebra também em 2009 os 150 anos da sua publicação.

Nascido a 12 de Fevereiro de 1809 em Shrewsbury, Inglaterra, numa família abastada, foi pressionado pelo pai, Robert Darwin, médico, a enveredar pela mesma carreira, embora tendesse mais a seguir o exemplo do avô, Erasmus Darwin, um conceituado naturalista no seu tempo.

Dava pouca atenção às aulas, era traquinas e preferia observar a Natureza, caçar e coleccionar insectos. É dessa altura uma frase do pai que ele recorda na sua autobiografia: "Só gostas de cães, de andar aos tiros e de apanhar ratos, vais ser uma desgraça para ti próprio e para toda a tua família".

Em 1825 começa a estudar Medicina em Edimburgo, mas as aulas aborrecem-no e uma operação a uma criança sem anestesia, como então era comum, causa-lhe horror e leva-o a desistir passados dois anos.

O pai manda-o então estudar Teologia na Universidade de Cambridge, para fazer dele um sacerdote. É então que conhece John S. Henslow, um dos professores mais populares e revolucionários da época, que se tornou seu mentor e amigo, e foi determinante para a sua carreira de cientista.

Foi ele que o recomendou a Robert FitzRoy, capitão do "HMS Beagle", que procurava um companheiro para uma expedição cartográfica de dois anos à volta do mundo.

O Beagle zarpa em 1831, levando a bordo Darwin então com 22 anos. A viagem acaba por durar cinco anos e, por motivos circunstanciais, começa e acaba em território português, já que a primeira escala foi na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, hoje um país independente, e a última na ilha Terceira, nos Açores.

Grande parte da expedição passa-se ao longo das costas da América do Sul, com escalas principais no Brasil, nas Galápagos, Taiti, Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e novamente Brasil, antes de regressar a Inglaterra.

Apesar dos seus enjoos no mar, Darwin viria a escrever entusiasmado que "a viagem do Beagle foi de longe o acontecimento mais importante" da sua vida.

Redige numerosas observações e colecciona tanto calhaus como espécimes da fauna e da flora que vai encontrando, para depois do regresso, em 1836, se dedicar à escrita e publicar em 1839 "A Viagem do Beagle".

As observações feitas durante a viagem persuadem-no pouco a pouco de que as espécies sofrem uma constante evolução, o que viria a constituir o cerne da sua teoria.

Preocupado com problemas de saúde que o afectaram durante toda a vida, pensa em casar-se e considera longamente os prós ("companhia permanente", "uma mulher simpática num sofá", "a mulher, esse espécime tão interessante" ou "melhor que um cão de qualquer modo") e os contras ("terrível perda de tempo"), com os primeiros a prevalecer.

Casa-se em 1839 com a prima Emma Wedgood, com quem terá dez filhos, e instala numa quinta em Downe, 30 quilómetros a norte de Londres, onde passa os últimos 40 anos da sua vida a estudar, a escrever, a fazer experiências e a corresponder-se com cientistas do mundo inteiro.

São conhecidas mais de 25 mil cartas de e para Darwin, algumas das quais com o naturalista açoriano Francisco Arruda Furtado.

Após longa reflexão, e só 23 anos depois da viagem do Beagle, Darwin decide publicar "A Origem das Espécies", mas só depois de receber uma carta de outro naturalista, Alfred Russel Wallace, com ideias semelhantes às suas.

As teorias dos homens serão então publicadas ao mesmo tempo, numa reunião científica, e a primeira versão da sua obra principal surge finalmente em 24 de Novembro de 1859. Aí apresenta exemplos, argumentos e factos que organiza de forma sistemática para sugerir a existência de linhas evolutivas de todas as espécies e da existência de ancestrais comuns a todas.

O livro, que esgotou em poucos dias, alcançou um sucesso imediato, mas desencadeia vivas reacções das autoridades religiosas, que vêem nas suas ideias uma contestação da doutrina cristã da criação do mundo.

O debate viria a subir de tom com "A Descendência do homem e Selecção em relação ao sexo", onde Darwin demonstra em 1871 que o homem e o macaco descendem de um mesmo antepassado comum.

Além destes, publicou dezenas de livros e centenas de manuscritos sobre tudo o que observava e conseguia explicar.

"Considerando agora com que brutalidade fui atacado pelos ortodoxos, parece-me grotesco que tenha tido a intenção de ser pastor", ironiza na sua biografia.

Darwin morreu em 19 de Abril de 1882 aos 73 anos. Está enterrado na abadia de Westminster, em Londres, onde repousam também os restos mortais do físico Isaac Newton.

Nos últimos 150 anos, o pensamento darwinista foi completado com a contribuição da genética e mais recentemente através do novo desenvolvimento da biologia evolutiva.



Fonte: Sapo/ Lusa

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Evolução ou criação?

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Criacionistas em Portugal. A ideia de que o 'Homo sapiens' descende de outros primatas e esses de outros animais e esses por sua vez de formas de vida mais incipientes, até ao início da vida algures há muitos mil milhões de anos, ninguém sabe como nem porquê é recusada por muito boa gente. Ora leia
Há quem não celebre 'A Origem das Espécies'
"Os protestantes não perdem uma ocasião de ter uma zanga com o mundo." Tiago Oliveira Cavaco, 31 anos, formado em Ciências da Comunicação na Universidade Nova, músico com discos editados ("Vou tendo bandas"), bloguer (de A Voz do Deserto, com subtítulo "religião e panque roque"), pai de três crianças (Maria, quatro anos, Marta, dois e Joaquim, um), cristão baptista e pregador "ainda não consagrado", diz- -se, no entanto, um criacionista brando. "Acredito naquilo em que o cristianismo ortodoxo acredita: que o mundo foi criado por Deus. Os católicos também acreditam nisso mas convivem bem com o evolucionismo, são mais preguiçosos. Nós agarramo-nos mais à Bíblia."
De facto, num país em que, dizem as sondagens e inquéritos, a maioria das pessoas é cristã católica, o que significa que acredita num ser superior e criador, responsável por tudo o que existe e atento a tudo o que se passa, e na vida depois da morte num lugar agradável chamado paraíso ou desagradável chamado inferno ou num sítio a meio caminho chamado purgatório dependendo de um sistema de pontos relacionado com boas e más acções, o ponto de partida do criacionismo não deve surgir como algo de muito extraordinário. Afinal, ser criacionista é basicamente crer que há um deus responsável por tudo o que existe e que a Bíblia é, além da palavra revelada desse deus, também um livro de história com o guião exacto do surgimento da Terra e da vida sobre ela. Até aqui, nada de substancialmente novo, certo? A diferença fundamental reside no facto de os criacionistas considerarem que o criacionismo é uma doutrina científica.
Ao contrário do que se passa com a maioria dos católicos, porém, os criacionistas, geralmente evangélicos, negam a possibilidade da evolução das espécies tal como é ensinada na escola, nomeadamente a parte em que a humanidade descende de outros primatas e é fruto de mais de um milhão de anos de diferenciações genéticas. Os criacionistas crêem que somos todos descendentes de um casal primordial - Adão e Eva, os próprios, ele feito de barro, ela de uma costela dele - cuja criação divina ocorreu há cerca de seis mil anos, e que como esse casal, criado já adulto como se narra no livro do Génesis, foram criadas todas as outras espécies, incluindo as extintas (como os dinossáurios, cuja extinção é geralmente localizada há 65 milhões de anos).
"As pessoas vêem-nos como excêntricos", reconhece Tiago Cavaco. "Mas se esta discussão não tivesse qualquer tipo de sustentabilidade científica ela não se aguentaria. E a verdade é que ganhou espaço. Os alegados factos científicos que fundamentam a teoria da evolução são rebatidos pelos bons criacionistas." Um bom criacionista será, por exemplo, o engenheiro electrónico portuense Agostinho Santos. Sessenta e cinco anos, trinta e três livros publicados ("e mais dez no computador"), o último dos quais em Julho passado, sobre dinossáurios, mergulha na literatura científica e depois "compatibiliza-a com a Bíblia". Por exemplo, sobre os dinossáurios: "Acredito que houve dinossáurios, até porque há evidência disso, pegadas, ovos, fósseis. Há quem não acredite, mas eu acredito, apesar de a Bíblia não falar deles. E não vejo nenhuma contradição entre a Bíblia e a ciência, aliás nunca se encontrou um erro na Bíblia. Quanto ao desaparecimento deles, o que Bíblia diz é que a certa altura houve um dilúvio universal - e há vestígios disso - e sepultou muitos animais. Este dilúvio teria sido uns 4500/5000 anos antes de Cristo. E acho que depois do dilúvio houve uma alteração da temperatura da Terra.
"Para o facto de apesar de segundo o relato bíblico Noé ter construído um barco onde colocou um casal de cada animal existente na Terra, para salvar os frutos da Criação, e de portanto assim ter tido forçosamente de salvar um casal de cada tipo de dinossáurio, o que impediria a sua extinção, Agostinho Santos tem uma explicação. "Na arca de Noé as espécies ficaram como que estranguladas. Só havia um casal de cada. Imaginemos que um dos dinossáurios ao sair da arca partiu uma perna. Acabava logo ali aquela espécie." Além disso, acrescenta, "ninguém na verdade sabe o que aconteceu aos dinossáurios. Há hipóteses"...
A ideia de que as respostas fundamentais daquilo a que se chama ciência às perguntas fundamentais (que somos, por que somos, de onde vimos, de onde veio tudo, porquê) não são mais que hipóteses metafísicas, uma questão de fé como aquela que "segura" o criacionismo é afinal o fulcro da explicação do criacionismo aos não convertidos. "Creio que tanto o evolucionismo como o criacionismo são modelos: com base nas mesmas descobertas e artefactos materiais é possível construir modelos distintos. Mas não considero que se possa chegar ao livro do Génesis e fazer uma interpretação literal - não se pode dizer que é um relato científico." Samuel Pinheiro, arquitecto e secretário-geral da Aliança Evangélica Portuguesa, é um defensor da possibilidade de, como sucede em alguns estados dos EUA, o criacionismo ser ensinado nas escolas públicas paralelamente ao evolucionismo: "O evolucionismo é totalitário, quer-se impor como a única forma de compreender o mundo." Até porque, garante, "as pessoas resistem de um modo geral à ideia de que tudo surgiu por acaso, crêem que existe uma inteligência em tudo o que existe". Quando dava aulas no liceu, e quando falava disso com os seus alunos, eles concordavam. "Diziam, professor, tem razão, nós também não acreditamos que tudo tenha surgido por acidente." E conclui: "Ou tudo surgiu a partir de nada ou tudo surgiu a partir de Deus - qual destas hipóteses é a mais credível?"
Jónatas Machado, 45 anos, constitucionalista, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e apontado por todos os evangélicos contactados como "o grande criacionista português", não tem dúvidas. "Quem é irracional é quem postula uma criação irracional e por acaso. Aliás, há fortes evidências científicas no sentido de uma criação ordenada. Por exemplo, a existência de leis naturais corrobora a existência de uma criação ordenada - a lei da gravidade, da biogénese, do movimentos dos planetas, são compatíveis com a ideia de uma criação inteligente. Uma outra evidência importante de criação inteligente é a quantidade inabarcável de informação que existe no genoma. Ora quando encontramos num qualquer sistema de informação codificada isso significa, alto lá, há aqui origem inteligente. E no DNA encontramos informação codificada em qualidade e densidade e quantidade que e excede a capacidade tecnológica humana, toda a capacidade da comunidade científica."
Especialista há poucos anos - "Fui em 2004 com um colega constitucionalista assistir a uma conferência do físico alemão criacionista Werner Ditt, e esse meu colega estava a ditar uma revista e queria um texto sobre criacionismo. Pediu-me 30 páginas e eu escrevi 70. A ideia era fazer um apanhado do que dizem as várias especialidades de cientistas criacionistas nas várias áreas" -, tornou-se, "quer queira quer não", a maior referência portuguesa em criacionismo: "Toda a gente me pergunta coisas e me convida para conferências." Com os seus principais textos criacionistas disponíveis na Net, no portal da Associação Evangélica Portuguesa, Machado afirma nunca se furtar ao diálogo e confronto. Sendo profundamente religioso, proclama-se também um adepto da liberdade e expressão e um inimigo de leis que condenem a blasfémia. "Gosto de debater com quem pensa diferente de mim. Ajuda-me a pensar." Ainda assim, há algo que não questiona: a existência e o porquê de Deus. "Quem não acredita em Deus tem de acreditar que tudo vem do nada. O ateu Richard Dawkins diz que o universo nasceu por acaso do nada, mas isso não é ciência, é metafísica. E mostra que o que está aqui em causa não é uma oposição entre ciência e fé, mas entre duas visões do mundo metafísicas, em função das quais toda a realidade é lida." Assim tão simples. E seja qual for a objecção encontrada, da idade das estrelas (orçada em muitos milhões de anos, quando para o criacionismo só podem ter seis mil) aos fósseis, passando pela inevitabilidade do incesto em série que estaria na base da humanidade criada a partir de um único casal, Jónatas Machado tem uma resposta. "Os criacionistas e os evolucionistas têm a mesma evidência: as mesmas rochas, os mesmos ossos, os mesmos artefactos. O que é diferente é a forma de os ver. Por exemplo, onde os evolucionistas vêem, nos genes, evidência de um ancestral comum, os criacionistas olham para os mesmos genes e vêem a evidência de um criador comum." Para resumir: "Newton dizia que ciência é uma engenharia do avesso, tentar perceber a criação de Deus da frente para trás. Pensar os pensamentos de Deus depois de Deus."





Fonte da notícia: DN Online

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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Darwin está disponível na net

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A versão original da teoria da evolução de Charles Darwin (1809-1882) está desde esta quinta-feira disponível na Internet, na sequência da libertação on-line dos documentos pessoais do naturalista inglês pela Biblioteca da Universidade de Cambridge, noticia a agência Lusa.

O arquivo contém cerca de 20.000 itens e quase 90.000 imagens, incluindo o primeiro rascunho da sua teoria da evolução, segundo a Biblioteca.

Entre estes documentos contam-se apontamentos de Darwin sobre a viagem do Beagle e o registo das suas primeiras dúvidas sobre a permanência das espécies.

«As suas publicações sempre estiveram acessíveis no domínio público, mas estes documentos só estavam até agora acessíveis a estudiosos», afirmou John van Wyhe, director do projecto on-line.

«Darwin mudou para sempre a nossa compreensão da Natureza», sublinhou. «O seu acervo mostra como eram imensamente detalhadas as suas investigações. A divulgação destes documentos on-line marca uma revolução no acesso público a - e desejavelmente na apreciação de - uma das mais importantes colecções de materiais primordiais na história da Ciência».

Os documentos podem ser consultados gratuitamente na página onde pode também encontrar-se uma fotografia de Darwin com a família, recortes da imprensa, críticas dos seus livros e até um livro de receitas de cozinha da mulher, Emma Darwin.
Fonte da notícia: IOL Diário

Nota Pessoal:

Podem não acreditar mas a Net vai aos poucos substituindo os livros e, estes, estou convencido, eventualmente deixarão de existir.

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quarta-feira, 26 de março de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Ver aqui cartoon sobre esta temática

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Há mais de um milhão de anos, numa gruta na Serra de Atapuerca, no Norte de Espanha, vivia um grupo de homens e mulheres primitivos. Tinham muita comida, pois, naqueles tempos, o clima era bastante ameno e húmido na Península Ibérica, e sabiam fabricar ferramentas de pedra muito simples, que lhes permitiam cortar a carne e os ossos dos animais que caçavam. Tinham provavelmente vindo do Médio Oriente através do Cáucaso, na fronteira entre a Europa e a Ásia.

Juan Luis Arsuaga, co-director do projecto de investigação de Atapuerca, deu o nome de Homo antecessor a esta espécie de homem primitivo – e especula que eles foram os antepassados comuns à nossa espécie (Homo sapiens) e aos Neandertais.

Na Europa, terão dado origem aos Neandertais (ramo que “secou” há 28 mil anos), enquanto em África acabariam por desembocar no homem moderno, que mais tarde sairia do seu “berço” africano e conquistaria o mundo. Um belo relato, que embora seja compatível com os diversos restos fósseis que se conhecem, ainda não foi totalmente confirmado.

Mas o que parece confirmar-se é que esses primeiros homens chegaram até à extremidade ocidental da Europa bastante mais cedo do que se pensava. Até aqui, os achados provenientes de Atapuerca, uma zona em escavação há 30 anos, apontavam para uma primeira instalação humana há cerca de 800 mil anos. Mas agora, a descoberta de novos fósseis obrigou a rever a cronologia.

Hominíneos e hominídeos

O artigo publicado amanhã na revista Nature por Eudald Carbonell, Arsuaga e os seus colegas do Centro Nacional de Pesquisa da Evolução Humana de Burgos e do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social de Tarragona, tem um título tão simples quanto contundente: “O primeiro hominíneo de Europa” (os hominíneos são uma sub-família dos hominídeos). Claro que os investigadores não excluem que, no futuro, a data dessa primeira migração possa ainda vir a recuar mais.

Mas, tanto quanto sabem, o maxilar inferior humano descoberto em 2007 na antiga gruta de Sima del Elefante – e que vai ser apresentado publicamente amanhã, por volta do meio-dia, em Burgos – faz deste local particular de Atapuerca “o mais antigo e o mais precisamente datado registo de ocupação humana na Europa”. Sima del Elefante encontra-se a uns escassos duzentos metros da jazida de Gran Dolina, onde, em 1994, foram descobertos os primeiros fósseis de Homo antecessor (os tais com 800 mil anos de idade).

Três tipos de datação

Os investigadores espanhóis não olharam a meios para confirmar a idade do maxilar. Utilizaram técnicas “baseadas no paleomagnetismo, bioestratigrafia e nuclidos cosmogénicos”, escrevem na Nature.

O estudo do paleomagnetismo permite fazer a datação a partir das variações, ao longo do tempo, do campo magnético terrestre, que fica “registado” nos minerais magnéticos contidos nos sedimentos. A bioestratigrafia permite estudar a fauna enterrada nos sedimentos e fossilizada ao mesmo tempo que os restos humanos (os cientistas analisaram os ossos de pequenos roedores contemporâneos dos homens que ali viveram).

Quanto aos nuclidos cosmogénicos, trata-se de determinar as proporções de diversos elementos radioactivos (alumínio e berílio, neste caso), produzidos em partículas de quartzo que na altura se encontravam perto da superfície por interacção com os raios cósmicos vindos do espaço.

Como esses grãos de quartzo foram a seguir soterrados, deixaram de ser bombardeados pelos raios cósmicos – e a degradação radioactiva dos dois elementos referidos deu-se a partir daí com uma precisão literalmente atómica, constituindo um verdadeiro “cronómetro geológico” (expressão dos autores).

Todas as técnicas de datação são convergentes e colocam a idade do maxilar em um milhão e duzentos mil anos (mais ou menos 160 mil).

A morfologia do maxilar, dizem os investigadores em comunicado, “é primitiva e faz lembrar a de fósseis africanos do Pleistoceno inferior [1,8 milhões a 800 mil anos atrás]”. Mas também apresenta “muitas semelhanças com os maxilares encontrados em Dmanisi” (no Cáucaso, que datam de há 1,7 milhões de anos). Ou seja, tudo indica que, naquela altura, uma nova espécie (Homo antecessor) terá surgido no extremo mais ocidental da Europa.
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Fonte da notícia: Público.pt Público

Nota Pessoal
Em termos de civilidade social ao longo de todo esse trajecto e espaço de tempo, pouco ou nenhum avanço do termo em questão se pode verificar na evolução da espécie humana. O homem moderno continua agindo egocentricamente sobremaneira como os animais da selva em que ganha o mais forte (survival of the fittest) e os fracos, coitados, ficam pelo caminho.

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quinta-feira, 6 de março de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Vaticano anuncia congresso sobre as teorias da evolução

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Açores, Azores, Azoren, ilhas, passeios, ilhas, Ponta Delgada, Angra, Faial, Graciosa, Portugal
Secularização, ciência e fé em debate numa assembleia de três dias, com a presença do Patriarca de Lisboa.

O “ministro da Cultura” do Papa, Arcebispo Gianfranco Ravasi, anunciou hoje a realização de um congresso internacional sobre “as teorias da evolução”, com o objectivo de “juntar ciência, teologia e filosofia”.

O Conselho Pontifício para a Cultura (CPC) iniciou esta Quinta-feira uma assembleia de três dias, para analisar “os desafios da secularização para a Igreja e na Igreja”. Entre os participantes neste evento conta-se D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa.

Na abertura dos trabalhos, o presidente do CPC revelou a intenção de reunir, em Roma, “figuras altíssimas da ciência, também prémios Nobel, grandes teólogos e grandes filósofos”. O Congresso terá lugar na Universidade Pontifícia Gregoriana.

A discussão em torno da Criação e da Evolução ganhou uma nova dimensão quando, em Setembro de 2006, Bento XVI convocou os seus antigos estudantes de Teologia para Castel Gandolfo, a fim de discutirem as questões suscitadas pelo tema. O teólogo português Henrique de Noronha Galvão, antigo aluno de Joseph Ratzinger, foi um dos participantes do encontro à porta fechada, do qual resultou já um livro, “Schoepfung und Evolution” (Criação e Evolução).

Aí, Bento XVI voltou a abordar a questão, considerando que ciência e fé não têm de estar em confronto: Deus criou a vida e esta evolui. O Papa afirma que a teoria de Charles Darwin não pode ser provada completamente, enaltece o progresso científico e não aprova as visões dos defensores do criacionismo.

A Igreja Católica, com o avanço da exegese bíblica, tem hoje uma leitura da Bíblia muito diferente da que oferecem algumas Igrejas Cristãs, não vendo nos dois relatos da Criação no Génesis (apenas um deles faz referência aos famosos 7 dias) uma explicação científica para a origem do universo.

Jovens e Internet

D. Ravasi indicara, em entrevista ao Osservatore Romano, que a Igreja quer abrir-se ao diálogo “com a ciência, a filosofia, a economia”.

Este responsável defende a necessidade de haver “menos catedráticos e mais jovens” nos grandes eventos culturais e alerta para a linguagem que é utilizada “na comunicação eclesial”, mostrando-se aberto “à vanguarda e à experimentação no campo artístico”.

Neste contexto, o Arcebispo Ravasi propõe “mais investimento” na Internet, onde fóruns e blogues “abrem enormes espaços de confronto com as grandes questões existenciais e religiosas” do ser humano”.

“O uso da Internet ensina-nos gradualmente, também, uma linguagem mais imediata e mais directa para nos dirigirmos às pessoas, em particular aos jovens”, assinala.

O Arcebispo sublinha a importância dos meios de comunicação social e fala da vontade do CPC em “desempenhar um papel cada vez mais decisivo na relação crucial entre fé e modernidade”.
“A nossa missão fundamental deve ser a de trazer de volta ao homem de cultura e de ciência o gosto pelas perguntas iniciais, que vêm antes das escolhas técnicas”, adianta.

O problema da secularização será abordado levando em conta sobretudo a sua dimensão cultural, às vezes conjugada em termos de secularismo.

Este secularismo, refere uma nota do CPC, não só nega explicitamente a presença de Deus, mas se manifesta também “numa mentalidade na qual Deus está ausente, total ou parcialmente, da vida e da consciência humana”.

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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Jorge Goncalves

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