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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Morreu José Saramago

Jose Saramago died today
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O prémio Nobel da Literatura, José Saramago, faleceu aos 87 anos. O escritor, laureado com o Nobel em 1998, sofria de graves problemas respiratórios. ‘Caim' foi o último livro de Saramago a ser lançado.


Aos 87 anos, José Saramago faleceu vítima de cancro na sua casa em Lanzarote. O site da Fundação José Saramago deu lugar a uma única página, com a mensagem:


"Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila."


Biografia


José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.


Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal.


Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.


Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".


Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 vivia exclusivamente do seu trabalho literário.


Fonte: SAPO

Jornais de todo o mundo assinalam a morte de Saramago

worldwide media coverage on Jose Saramago's death

Jornais de todo o mundo noticiam este sábado, na maioria com bastante destaque, a notícia da morte de José Saramago. Desde a Índia, passando pela Arábia Saudita ou Liechtenstein fazem-se menções à vida, obra e morte do prémio Nobel português.


Esta sexta-feira, a morte de José Saramago foi noticiada
na imprensa internacional online


Nos Estados Unidos, o Washington Post publica a notícia do óbito num quarto de página, com fotografia e as recordações de um romancista que desenvolveu a sua escrita aos 50 anos em livros que misturam «História, factos e ficção». Também jornais publicados em língua espanhola, como La Opinion ou o El Diario, não esqueceram o assunto.


No Canadá, o National Post titula num dos seus suplementos «Anti-Herói» e também há informações no The Gazette, no The Globe, Metro e Ottawa Citizen.


A edição International do Herald Tribune tem uma chamada de primeira página e desenvolve o texto, na secção de notícias do Mundo.


No Reino Unido, a morte é noticiada numa coluna do Irish Times e tem quase página inteira no The Guardian e é mencionado no National News e no The Independent.


Em França, o Le Figaro escreve um artigo intitulado a «morte de um Nobel vermelho», enquanto uma página inteira do Liberation lembra Saramago, com o título «Figura de Estilo».


No norte da Europa, entre os jornais suecos, o Goteborgs-Posten tem uma chamada no topo de uma página, e mais informações podem ser lidas no Svenska Dagbladet e Dagens Nyheter Weekend.


Na Finlândia, as menções ao falecimento de José Saramago surgem em textos do Aamulehti, Kainnun Sanomet e Satakuriqan Kansa, ilustradas com fotos do autor ou de livros. Mais pequenas são as referências encontradas no Lapin Kansa e Pohjolan Sanomat.


Na Dinamarca, a notícia pode ser lida no Jyllands-Posten e na Áustria surge nomeadamente no Der Standard e no Die Presse. No Liechtenstein, o jornal Liechtensteiner Volksblatt decidiu publicar quase meia página sobre o assunto e uma fotografia.


Na Bélgica, o De Morgen menciona a morte, tal como o Belang Van Limburg, enquanto na Holanda, o jornal De Volksrant dá grande destaque a um «poeta, romancista e rígido jornalista».


Em Itália, há menções ao escritor português logo na primeira página do Il Mattino, que desenvolve a notícia na abertura da secção de Cultura, e designadamente no La Stampa, Libero e no Il Giornale. Na Suíça, também o Neue Zurcher Zeitung chamou o assunto para a capa e no Tages Anzeiger é apresentado um extenso texto.


A secção de cultura do jornal checo Lidove noviny apresenta uma notícia breve.
Na Índia, o Economic Times encerra uma página com Saramago, que também é mencionado numa breve do jornal da Arábia Saudita, Arab News, e no turco Zaman, que lhe dedica meia página.


Na Argentina, o La Nacion escreve que o «mundo começo a estranhá-lo», enumerando as várias condolências que surgiram por todo o mundo, enquanto o La Nacion fala no «militante da cultura».


A imprensa alemã dedica vários artigos de fundo à morte de José Saramago, sublinhando o seu talento e a importância da sua obra, e também a sua intervenção cívica em prol das causas que abraçou a vida inteira.


A morte de José Saramago está na primeira página de toda a imprensa espanhola mas o destaque que merece é claramente maior na imprensa mais à esquerda que no caso da imprensa conservadora.

Fonte: IOL

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domingo, 1 de novembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


"Caim" de José Saramago e a desilusão de Carreira das Neves

The dispute about Abel and Cain
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O teólogo católico Joaquim Carreira das Neves explica por que ficou desiludido com a leitura do livro "Caim". Em artigo de opinião, escreve que José Saramago "pode ficar totalmente em paz porque só é herege quem é crente". E agradece o convite, feito pelo escritor e pela mulher, Pilar del Río, para visitar Lanzarote.

Todos temos desilusões na vida: com amigos, clube de futebol, partido político, ideais e sonhos... Aconteceu-me também com José Saramago, que admiro como ficcionista. Com as descobertas linguísticas dos séculos XVIII-XX já não se lêem textos sem os contextos e hipertextos, as pequenas narrativas sem as macronarrativas. A Bíblia das escrituras hebraicas (Antigo Testamento com 46 livros) e gregas (Novo Testamento com 27 livros) oferecem-nos um Código de vida dependente da fé em Deus, composto ao longo de dois séculos (AT) e de um século (NT).


Constituem um processo histórico de gente com nomes, mas, sobretudo, de gente anónima. Do AT só conhecemos o nome de um autor - o Ben Sirac - , e, do NT, o nome de S. Paulo para sete das suas cartas. Todos os demais autores são fruto de decisões das respectivas comunidades, a judaica e a cristã - o chamado Cânone.


Ler a Bíblia é um desafio para qualquer pessoa, mais letrado ou menos letrado, crente ou descrente. Encontramo-nos com mitos, sagas, lendas, poesia, sabedoria, contos, profecia, "romances" (Rute e Ester), evangelhos, cartas, apocalipse. Encontramo-nos com um Deus único, criador, senhor de um povo, defensor ciumento desse povo a quem impõe leis, a quem prova, por quem combate e por quem aniquila inimigos (AT).

É um Livro de livros, com narrativas esplêndidas, umas, aborrecidas - muito aborrecidas -, outras. Mas quem estudar o texto no seu contexto acaba por se apaixonar, até os não crentes. E foi com toda esta boa disposição que, entre outros de José Saramago, li também o Evangelho Segundo Jesus Cristo e, agora, o Caim. Quem gosta de literatura gosta de imagens, metáforas, analepses e prolepses, narrativas de idealismos míticos e messiânicos, de paixões humanas, de mundos de Deus e do Diabo, de esperança e desespero. Na Bíblia está tudo. E, a nível literário, José Saramago é um "mago" de imagens e metáforas (Harold Bloom dixit).


E foi por tudo isto que aceitei o repto da SIC para me encontrar com o Prémio Nobel da literatura. E a desilusão aconteceu. Nunca pensei que um Prémio Nobel da Literatura, mesmo ateu confesso e militante, folheasse as narrativas bíblicas de maneira literalista e fundamentalista. Saramago respiga, na Bíblia, os textos mais "escandalosos", que têm Deus por autor, e classifica esse Deus de "filho da p..." (p. 82), sanguinário, colérico, absolutamente mau. A Bíblia é um "manual de maus costumes...".


E os milhões de judeus e cristãos que nela depositam confiança, o que são? E os milhares de exegetas bíblicos, que queimam as pestanas de noite e de dia, a estudá-la, o que são? E as Bibliotecas, de centenas de milhares de livros sobre a Bíblia, ou as dezenas de Revistas científicas dedicadas à Bíblia, em todas as línguas, o que significam? E porque é que a Bíblia continua a ser o best-seller de todos os livros e a inspiração para grandes romancistas, artistas, igrejas e catedrais?


Sempre pensei que o encontro de José Saramago com o Prof. Tolentino Mendonça e comigo o convencesse a mudar de agulha. Nada. O Deus da Bíblia é o Deus daquela letra e nada mais. Como classificar, então, o livro Caim? Saramago começa mal ao apresentar os dois irmãos, Caim e Abel. Põe Abel a louvarinhar-se a si próprio desafiando semanas seguidas o seu irmão Caim pelo facto do "senhor" (Deus) aceitar as suas oferendas e rejeitar as do irmão (p. 36s). Mas o texto bíblico (Génesis 4, 3-8) oferece-nos um Abel que nunca abre a boca. É um pastor que apresenta as suas ofertas a Deus, aceites por Deus, e que é morto por Caim, chateado - este, sim - com Deus por não aceitar também as suas ofertas. Nada mais.


A partir daqui, Caim sente-se amaldiçoado por Deus, e leva uma vida errante, merecedor de ser também morto, mas Deus não consente e, por isso, coloca-lhe na testa um sinal de defesa mortal. Nesta errância geográfica, Saramago é um excelente ficcionista em todos os anacronismos caínicos: Caim encontra-se com Abraão, Moisés, Josué, Noé, Job e demais personagens bíblicas. São personagens trágicas "manipuladas" por um "senhor" (Deus) trágico e sádico que obriga Abraão a sacrificar o seu próprio filho, as cidades de Sodoma e Gomorra a desaparecer num fogo divino sem poupar as crianças, Lot a ser embebedado pelas duas filhas para, através de incesto, ficarem grávidas do pai. Josué vai conquistando os cananeus por obra e graça do senhor guerreiro (Deus), que impõe a lei do herem (anátema) a todos os inimigos conquistados: matar gados, homens, mulheres e crianças, despojos de guerra.


Mas regressemos à substância do tema: saber ler o texto no seu contexto. Por escassez de espaço fixemo-nos apenas em três exemplos contra os quais Saramago se insurge.


Sobre Caim e Abel, o livro de Génesis oferece-nos vinte e quatro versículos e não apenas os nove de Saramago. Sem este contexto não entendemos nada de Caim. No versículo 17 lemos: "Caim conheceu a sua mulher. Ela concebeu e deu à luz Henoc. E começou, depois, a edificar uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Henoc". Um dos descendentes de Caim foi Tubal-Caim (4, 22), pai daqueles que fabricavam todos os instrumentos de cobre e ferro". Quem é, então, o Caim da Bíblia? Não é um indivíduo mas o epónimo de uma cultura e civilização - a das cidades -, muito mal vista por um fio condutor e transversal a toda a Bíblia do AT, que opõe a cultura e civilização dos pastores (Abel) à das cidades.


Nas cidades há senhores, patrões, gente rica e trabalhadores pobres e mal tratados, enquanto que na cultura dos pastores são todos iguais, vivem em fraternidade, cumplicidade, mútua ajuda. O mitograma de Génesis sobre Caim e Abel consubstancia estas duas culturas (ler Juízes 9 e Samuel 8 contra a monarquia). A Bíblia não conhece a ciência da paleontologia, arqueologia, nem os períodos do paleolítico, neolítico, mesolítico, mas conhece os períodos civilizacionais do ferro e cobre, das cidades e dos pastores. O mal vem das cidades, dos senhores que detêm a riqueza dos campos e dos minerais. A costela da esquerda política de Saramago devia ficar satisfeita com a Bíblia.


O incesto das duas filhas de Lot (Génesis 19, 30-38) é um conto ou lenda para denegrir dois povos inimigos de Israel. Não são filhos que elas dão à luz, mas dois povos (19, 37s: "A mais velha deu à luz um filho, ao qual deu o nome de Moab, pai dos moabitas, que vivem ainda hoje. A mais nova teve igualmente um filho, ao qual deu o nome de Ben-Ami, pai dos amonitas, que vivem ainda hoje).


As leis do Herem aplicadas aos povos cananeus conquistados por Josué era, infelizmente, um costume em todo o Próximo Médio Oriente. Conquistar povos pagãos e deixar homens e mulheres, inseridos culturalmente, conduziria ao perigo dos crentes monolátricos e monoteístas perderem a sua identidade através dos casamentos mistos.


Foi muito pior o nazismo, o comunismo de Estaline, MaoTsé Tung, Pol Pot... São páginas bíblicas que não gostamos de ler segundo os nossos conceitos cristãos e democráticos. Mas a Bíblia não nasceu nem em tempos de democracia ocidental nem com a Carta das Nações Unidas sobre os direitos humanos. Jesus, muito diferente do AT, pronunciou: "Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam, rezai pelos que vos caluniam. A quem te bater numa das faces, oferece-lhe também a outra..." (Lucas 6, 27 e par).


É assim tão difícil ler o texto no seu contexto? A pequena narrativa na grande narrativa?


José Saramago terminou, na SIC, por dizer: "Na Carta das Nações Unidas falta a enunciação de dois direitos: "o direito à dissensão e à heresia". Se por dissensão entendemos o direito à diferença, política ou religiosa, já lá está, e quanto à heresia, como me pronunciei então, José Saramago pode ficar totalmente em paz porque só é herege quem é crente. Quanto ao mais, agradeço o convite que me fez, reiterado pela sua mulher, a quem dedica o livro ("A Pilar, como se dissesse água"), para o visitar em Lanzarote. Versão integral do texto publicado na edição do Expresso de 31 de Outubro de 2009, 1.º Caderno, página 37.

Texto do Professor Doutor Carreira das Neves em resposta ao livro "CAIM" de José Saramago


Fonte: Expresso

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Saramago: "Deus é vingativo e má pessoa"

Saramago says that God is vindictive and a bad person
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Num encontro com a imprensa, o prémio Nobel da Literatura, José Saramago voltou a repetir-. Ainda que negue ser homem de polémicas e apenas exortar as suas “convicções”, lá vai dizendo o de sempre: “O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa.”


Considerando que “em Espanha, não existiria tamanha polémica” em torno das suas declarações, Saramago confessou-se “surpreso” pela onda de reacções. “’Caim’ é o livro de que mais se tem falado sem que tenha sequer sido lido”, afirmou, ironizando: “É quase magia, um milagre.”


Quanto a comentar a afirmação de Mário David, o eurodeputado social-democrata que apelou a que o Nobel renunciasse à cidadania portuguesa, nem pensar: “Acha que vou fazer algum comentário a isso?”, atirou.


Sem perder o tom irónico e mantendo a polémica, Saramago ainda aproveitou para reforçar as suas convicções de ateu confesso: “Antes da criação do Universo, que se saiba, Deus nada fez. Depois, fez o Universo em seis dias e nota-se, como diz a minha mulher, Pilar. Ao sétimo dia descansou e continua a descansar até hoje.”


‘Caim’ foi lançado em Portugal há 48 horas e, segundo Zeferino Coelho, editor da caminho, “a primeira edição de 50 mil exemplares deve estar quase a esgotar. Já estamos concentrados na segunda”, avançou ao CM. O livro tem já edições no Brasil e Espanha (traduções em castelhano e catalão) e, em breve, em Itália. Saramago encontra-se actualmente a escrever um novo livro que lançará em 2010. sobre o tema...”segredo.”


Fonte: Correio da Manhã

Saramago: «Há aí muitas pessoas que me odeiam»

José Saramago declarou esta quarta-feira, em entrevista à RTP, que «há aí muitas pessoas que, no seu legítimo direito, me odeiam», numa resposta à onda de polémica que levantou com a publicação do seu novo livro «Caim» e com as declarações que «incendiaram» a igreja católica .


O prémio Nobel português tem dado explicações sobre as declarações que efectuou e sobre o conteúdo da sua obra. Esta quarta-feira, na apresentação do livro, em Lisboa, declarou:
«Eu não tenho culpa, eu não matei Abel».


Já está noite, na entrevista Judite de Sousa, considerou que as reacções «exaltadas» à sua obra acontecem porque, segundo diz, «há aí muitas pessoas que, no seu legítimo direito, me odeiam. Não me querem ver morto, mas odeiam-me». Saramago não recusa especificar nomes, mas garante que serão uns «quatro ou cinco» que depois são seguidos.


Ainda na reacção às críticas dos últimos dias, o escritor premiado recusa comentar
as declarações do Eurodeputado do PSD que considerou que Saramago deveria renunciar à cidadania portuguesa. «Sem comentários. Nada me pode obrigar a comentar uma estupidez. Seria tão estúpido como essa estupidez», diz o prémio Nobel.


«Livro de Saramago é uma sátira»


José Saramago rejeita ainda críticas de quem o considera afastado de Portugal: «Peça meças a outras pessoas por amar tanto Portugal como eu». O escritor diz ainda que não se afastou de Portugal, que «tem casa» e que paga pontualmente os impostos.


O prémio Nobel português assume ainda que está disponível para debater o tema com a Igreja Católica ou com «qualquer pessoa, mas com uma condição: «Venham de boa fé. Estou farto de ser criticado por quem não leu os livros. Que falta de seriedade intelectual é esta? Sejamos sérios».

Fonte: IOL

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O ateísmo descarado de José Saramago

Jose Saramago's atheistic boldness in his new novel
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Narrativa bíblica de Caim e Abel é o ponto de partida para José Saramago fazer de Deus o protagonista do romance, lançado em Outubro

Quando há uns meses o escritor e prémio Nobel da literatura José Saramago falou ao DN sobre o livro que estava a escrever, já tinha afirmado que o título seria composto de uma única palavra. Ontem ficámos a conhecê-la: Caim, um nome povoado de ressonâncias bíblicas, históricas e filosóficas.

Porém, o novo livro de Saramago, a ser lançado em Outubro na Feira do Livro de Frankfurt, "não é um tratado de teologia nem um ensaio, é uma ficção" escreve Pilar Del Rio no blogue do escritor. Saramago retoma a história bíblica do assas- sínio de Abel pelo seu irmão Caim, mas, no romance é atribuída a Deus a autoria moral do crime e uma consequente redenção de Caim. Nesta obra, o escritor volta mostrar um Deus arbitrário, incoerente e tirano, que embora tenha sido criado pelo homem é causador de muitos dos seus males.

"Deus, o demónio, o bem, o mal, tudo isso está na nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventámos. Não nos damos conta que, ao termos inventado Deus, nos tornámos imediatamente escravos dele", diz Saramago ao jornal espanhol La Vanguardia. E prossegue afirmando que este livro "não é um ajuste de contas com Deus, mas um ajuste de contas definitivo com os homens que o inventaram".

A presença de referências bíblicas ou de críticas mais ou menos abertas à religião católica e à Igreja são um dos traços que caracterizam a obra de Saramago. No entanto, neste novo livro, o escritor aborda o tema recorrendo a um tom mais irónico, ao contrário do que fez, por exemplo, na obra O Evangelho Segundo Jesus Cristo, o que lhe valeu em 1991 ter sido vetado pelo Governo de então para concorrer ao prémio Europeu de Literatura. Este veto culminou com a saída do escritor de Portugal e a sua posterior fixação na ilha espanhola de Lanzarote.

Agora, Saramago já não teme voltar a ser crucificado, "alguns talvez o façam, mas o espectáculo já será menos interessante", declara ao mesmo jornal.

O livro foi escrito entre Dezembro de 2008 e Abril de 2009 "numa espécie de transe, como nun-ca me tinha acontecido", conta ainda o escritor, que prossegue dizendo que a personagem de Caim era uma daquelas que habitavam há muitos anos o seu ima-ginário. O início deste romance coincidiu com a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, situação que poderá não ser totalmente alheia ao regresso do escritor a esta temática, ou à escolha para cenário de um local onde a vivência da re- ligião tem alimentado tantos e tão longos conflitos. Uma "irresumível história sobre a justiça e a injustiça", foi assim que Zeferino Coelho, o editor de Saramago descreveu ao DN o livro de 200 pá- ginas, que no final de Outubro estará à venda nas livrarias de Portugal e Espanha. "Escrever é a melhor maneira de permanecer vivo", declarou ao El Pais, o prémio Nobel português.



Fonte: DN Artes

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Dia Mundial do Livro

WORLD BOOK DAY
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O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor comemora-se hoje, a 23 de Abril. Desde 1995 que, por iniciativa da UNESCO, se celebra em todo o mundo o prazer da leitura. Lisboa, Évora, Beja e Vila Franca de Xira são algumas das cidades que, em Portugal, têm actividades especiais neste dia.



Em Lisboa, o Palácio Galveias recebe nos seus jardins crianças das escolas do 1º ciclo da cidade para um piquenique em que leitura e alimentação saudável dão corpo à máxima “mente sã em corpo são”. Várias escolas e jardins públicos da capital serão hoje palco para piqueniques animados por leituras de contos, ateliers e momentos de teatro.
Na cidade de Évora este dia comemora-se com a estreia da peça "Uma noite na biblioteca", na Biblioteca Pública de Évora. É uma encenação de Luís Varela e conta com as interpretações de Isabel Lopes, José Carlos Faria, Victor Santos e Miguel Araújo.
Em Beja, “Mudar de Vida” é o lema que serve de mote aos festejos promovidos pela Biblioteca Municipal José Saramago. O espectáculo “Pele e Fole”, da Associação Imaginário, irá percorrer a cidade, intercalada por leituras ao desafio por elementos da Homlet – Companhia de Teatro da Sociedade Capricho Bejense. Haverá inúmeras actividades para grupos escolares, pais, filhos e público em geral.
No âmbito das comemorações deste dia, a Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira inaugurou no dia 21 a exposição “Vozes da Liberdade: literatura, liberdade e censura” e lança hoje o livro “A Riba do Rio Grande”, de José Bico de Matos, às 21h30.


O Dia do Livro no Mundo


Da Austrália ao México, passando pelo Paquistão, muitos serão os países que ao longo do dia de hoje assinalam esta data com inúmeras iniciativas. Na sede da UNESCO, em Paris, Beirute será oficialmente anunciado como Capital Mundial do Livro 2009.
A Escola Médica da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, inaugura uma exposição de cartazes do Dia Mundial do Livro.
A Esplanada da Presidência Municipal de Tacamac, no México, recebe uma maratona de leitura.
A Nigéria também não falhará as comemorações: concursos de leitura entre alunos e exposições de arte e literatura serão algumas das iniciativas empreendidas pela Comissão Nacional de Campanhas de Leitura da Nigéria.
Em Andorra-a-Velha poderá assistir-se a uma leitura pública na praça principal.
O auditório do Stoney Hall em Melbourne, Austrália, convida o filósofo e escritor Alain De Botton para um encontro com o público. “The Independent Type: Books and Writing in Victoria” é a exposição que será inaugurada no mesmo país, no estado de Victoria.
A Biblioteca Central do Paquistão organiza uma caminhada entre o Clube da Imprensa e o Concelho das Artes, em Carachi.
Já Bogotá e Medelín, na Colômbia, recebem três conferências internacionais sobre as indústrias culturais, o sector do audiovisual e os direitos de autor.
Na Bósnia-Herzegovina as comemorações do Dia Mundial do Livro juntam-se às da XXI Feira Internacional do Livro de Sarajevo, que decorre de 22 a 27 de Abril.
Em Toronto, Canadá, celebra-se o quarto centenário da primeira publicação de “Comentários Reales” de Inca Garcilaso de la Vega na Universidade da cidade.
Quem estiver em Bilbao, Espanha, e for ao café Iruña y La Granja receberá um livro.
“Campanha de sensibilização para os direitos de autor” é o título da exposição que se inaugura na Biblioteca “Alma”, na Índia.
No Reino Unido e na Irlanda o Dia Mundial do Livro comemorou-se mais cedo, a 5 de Março, onde este ano foram distribuídos mais de 13 milhões de livros nas escolas britânicas, com o intuito de promover a leitura.
A UNESCO escolheu o dia 23 de Abril para festejar o livro por se tratar de um dia emblemático para a literatura mundial. Foi a 23 de Abril que, em 1616, morreu Miguel de Cervantes e que, em 1899, nasceu Vladimir Nabokov. Neste mesmo dia também nasceu e morreu William Shakespeare, entre outros nomes que povoam as nossas estantes.



Fonte: Público.pt

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Vida e obra de José Saramago

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A história da vida e da obra de José Saramago, o "escritor tardio" que deu o único Nobel da literatura a Portugal, vai ser contada num documentário a ser emitido esta quarta-feira em horário nobre na RTP1.


O documentário "procura ser um retrato da vida e da obra de José Saramago, contado de um modo que não é o da convencional biografia.

Começamos pelo momento da grande viragem, quando ele escreve `Levantado do Chão` [no final da década de 1970] e encontra a sua maneira de escrita", explicou à Lusa o autor e jornalista Alberto Serra.


No trabalho do jornalista da RTP, estão os "pontos cardeais" da vida do escritor, desde Azinhaga do Ribatejo, onde José Saramago nasceu, até Lavre, onde escreveu "Levantado do Chão" e começou a caminhada para o Nobel, além de Lisboa e Lanzarote, onde vive actualmente.


Testemunhos e depoimentos de quem o conheceu na infância e de quem o conhece agora fazem parte do documentário.


A companheira Pilar del Rio, a filha Violante, o "colega" Gabriel Garcia Marquez, o ensaísta Eduardo Lourenço, o professor e linguista Carlos Reis e o crítico literário norte-americano Harold Bloom são alguns dos que falam do homem e do escritor.


As reconstituições e criações de atmosferas permitem ao grande público entrar na obra do Nobel, "sem que tenha de fazer um esforço enorme de perceber as leituras".


Marionetas, um coro tradicional alentejano e leituras ilustradas com imagens cinematográficas foram os recursos escolhidos por Alberto Serra e Pedro Silveira Ramos, "autor da linha gráfica e imagens".


"Há um momento feito em teatro de marionetas, para recriar `As Intermitências da Morte`, que conta com um personagem adicional, que é o próprio Saramago, a assistir à representação", ilustrou a título de exemplo Alberto Serra.


"Em `Todos os Nomes` [título de uma das obras de Saramago] procurámos recriar o ambiente da conservatória onde o José [personagem central] anda à procura dos registos de nascimento de uma mulher que veio a descobrir mais tarde que desapareceu.


As imagens são complementadas com a leitura de excertos do livro feita pelo actor João Reis", explicou ainda.


No documentário há uma preocupação em "humanizar", aproximar a "figura" do público em geral.


"Como ele próprio diz, as pessoas têm ideia que ele é distante, duro, arrogante, e há momentos neste documentário em que essa ideia é desmontada pelo próprio Saramago", disse Alberto Serra.


Quarta-feira às 21:00, logo após o "Telejornal", os telespectadores podem aproveitar para "conhecer melhor Saramago e aperceberem-se da riqueza e profunda humanidade que a sua obra mostra", adianta.


O documentário vai para o ar no chamado "horário nobre", exactamente 10 anos depois de o prémio Nobel da Literatura ter sido atribuído a José Saramago.


A escolha do horário é vista pelo autor como "uma das obrigações do serviço público de televisão".


Fonte da notícia: RTP

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


José Saramago lança blog na internet

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Nobel português quer uma nova forma de comunicar com os leitores

José Saramago inaugurou, na última segunda-feira, um «espaço pessoal» na «página infinita da internet». O escritor pretende estabelecer uma nova forma de comunicação com os leitores através do seu blog que está alojado na página da fundação com o seu nome , noticia o El País.

O escritor português, de 85 anos, vai usar o espaço, que se chama «O caderno de Saramago», para comentar acontecimentos, expressar opiniões, refletir e «definitivamente, comportar-se como mais um dos autores de blogs que habitam o ciberespaço», anunciou a fundação do Nobel português.

«A característica especial é que a se junta a esta forma de expressão um homem maduro, escritor e Premio Nobel da Literatura», destacou a fundação. Na sua primeira publicação online, Saramago explica como nasceram «Os cadernos de Lazarote».

Saramago também recuperou um texto sobre Lisboa que é «uma carta de amor» à sua cidade. «Mexendo nuns quantos papéis que já perderam a frescura da novidade, encontrei um artigo sobre Lisboa escrito há uns quantos anos, e, não me envergonho de confessá-lo, emocionei-me», confessa o escritor.

«Decidi então partilhá-la com os meus leitores e amigos tornando-a outra vez pública, agora na página infinita de internet e com ela inaugurar o meu espaço pessoal neste blog», declarou Saramago antes de apresentar «Palavras para uma cidade».

Fonte da notícia: IOL Diário

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domingo, 22 de junho de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


As blasfemas de José Saramago


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D. Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, do Vaticano, passou por Portugal nos dias 19 e 20 de Junho, nos quais apresentou duas reflexões sobre a Bíblia, como “grande códice da cultura ocidental” e como “luz para os nossos passos” nos caminhos da História.

O Arcebispo italiano tem trabalhado desde há longos anos a relação fé-cultura a partir da Bíblia. Em entrevista à ECCLESIA, o homem do Papa para a Cultura pede a redescoberta da Sagrada Escritura e lembra leituras “blasfemas” como as de José Saramago.

ECCLESIA – A importância da Bíblia esteve sempre presente nas suas intervenções. Há um esquecimento da Escritura entre os católicos?

D. Gianfranco Ravasi (GR) - Como dizia um escritor francês, Paul Claudel, os católicos têm um grande respeito em relação à Bíblia e demonstram-no estando o mais longe possível dela. Temos de dizer que esta distância já foi muito superada pelo Concílio Vaticano II.

Este ano, em Outubro, haverá um Sínodo dos Bispos dedicado à Palavra de Deus e essa será uma ocasião para tornar os fiéis mais próximos, porque, efectivamente, há uma quebra na paixão com que, depois do Concílio, se lia a Bíblia. Uma sondagem recente na Europa mostrava que dois terços dos inquiridos tinha uma Bíblia em casa, mas não a lêem, necessariamente. Em alguns países, apenas 27% das pessoas tinha olhado para um texto bíblico num período de 12 meses.

Por tudo isto, devemos fazer com que a Bíblia regresse à comunidade, à comunidade crente, à comunidade civil, laica, como o grande códice que ilumina o conhecimento da nossa tradição e da nossa cultura artística, humana e moral.

ECCLESIA – Crentes e não crentes descobriram recentemente uma pseudo-verdade em obras como “O Código Da Vinci”, de Dan Brown. Isto é uma ameaça ou um desafio para a Igreja?

GF – Eu penso que é um desafio, de muitos pontos de vista. Em Portugal, por exemplo, há um escritor como Saramago que continuamente utiliza o texto sacro, muitas vezes de forma provocatória, blasfema. Contudo, isso demonstra que o texto sagrado e os temas da fé são temas importantes.

Por isso, acho que não é preciso ficar aterrorizado perante estas situações. Em alguns casos, certamente, há situações ridículas, muito banais e superficiais, como no caso de Dan Brown, mas o facto de as pessoas acreditarem nestas lendas quase como se fossem verdadeiras deve comprometer a Igreja para que se torne a explicar o texto bíblico, a mostrar a sua autenticidade, o seu aspecto genuíno, a sua verdade, de forma a que o homem de hoje descubra que, ao fim e ao cabo, as grandes perguntas e as grandes respostas se encontram, de facto, nos grandes textos sagrados da humanidade e, sobretudo, num texto tão fundamental como o bíblico.

ECLESIA- Na pastoral da cultura a Igreja não se pode fechar nos templos, tem de ir ao encontro da humanidade...

GF – Temos de reconhecer que o texto sacro e a verdade, a mensagem que o crente tem não devem ser conservados apenas no meio dos incensos ou entre as luzes do templo, mas devem ser escancaradas as portas. Temos de ir à praça onde se ri e se chora, onde também se pragueja, onde se faz comércio e se fala de tantas outras coisas, mas onde está o homem que tem medo, que sofre, que tem alegria e que vive o amor, que tem necessidade de perceber o que significam as palavras últimas: bem e mal, verdade e falsidade, dor e alegria, além da vida e imortalidade, a morte, isto é, alguns temas que não se encontram nos jornais nem da conversa televisiva.

É preciso que este homem encontre estas respostas tão altas na praça, onde vive, ele que nunca entrará no templo, e é por isso que é correcto que os homens de cultura e cristão entre nas praças, nos caminhos das metrópoles, e volte a pôr em prática o que dizia Jesus, mesmo em relação à Televisão: aquilo que eu vos disse em segredo, dizei-o vós agora em todo o lado.

Diálogo incompleto

Desde que assumiu a presidência do Conselho Pontifício para a Cultura, o Arcebispo Ravasi tem-se mostrado preocupado com o escasso conhecimento recíproco entre artistas contemporâneos e a Santa Sé, bem como com o desleixo decorativo em várias igrejas modernas, muitas vezes sem obras de artes ou resignadas a uma qualidade artesanal ou demasiado modesta.

ECCLESIA –Falou recentemente na possibilidade de uma presença da Santa Sé na Bienal de Veneza. O diálogo com a cultura não se faz apenas com o património do passado?

GF – O meu desejo é falar com a arte contemporânea, que já não conhece grandes temas ou grandes símbolos, as grandes narrativas, daí esta tentativa, numa grande ribalta tão importante como a Bienal de Veneza, a nível internacional.

Antes disso, gostaria de chamar cinco ou seis grandes artistas contemporâneos, que muitas vezes só se interessam por coisas que estão no pó, na realidade mais baixas, e levá-los a exprimir, através de formas de arte contemporânea, os grandes temas, com as suas intuições.

Isto já se começou a fazer na arquitectura, onde há um diálogo na construção dos templos, por exemplo. Cito um arquitecto português que conheço, Siza Vieira, ou o japonês Tadao Ando, o italiano Renzo Piano, o suíço Máario Botta, o norte-americano Richard Meier, judeu que construiu a belíssima igreja do Jubileu (em Roma, ndr).

Aqui há diálogo e quero que esse diálogo continue, também com a arte, com a música contemporâneas, para que se abandone o divórcio que há entre arte, cultura e a expressão religiosa fechada em si mesma.

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

Nota Pessoal:

Ele lá saberá as razões que o levam a fazer isso. Na minha opinião tanto a polémica como uma boa dose de controvérsia são instrumentos de muito sucesso no mundo da literatura.

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terça-feira, 22 de abril de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Dia Mundial do Livro em cartoon

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A exposição "José Saramago: a consistência dos sonhos", com centenas de documentos, fotografias, pinturas e notas pessoais do Nobel da Literatura vai ser inaugurada quarta-feira, no Palácio da Ajuda em Lisboa, no Dia Mundial do Livro. A inauguração vai contar com a presença do escritor e dos ministros da Cultura de Portugal e Espanha, António Pinto Ribeiro e César Molina.
Produzida pela Fundação César Manrique, sediada em Lanzarote, onde o Nobel da Literatura português reside com a mulher, Pilar del Rio, a exposição tem por objectivo mostrar a obra literária e o pensamento crítico do escritor.
A exposição, que resultou de uma investigação de dois anos, está estruturada em três grandes núcleos, abrindo com uma projecção vídeo de Charles Sandison e terminando com uma autobiografia do escritor, reunindo ainda obras inéditas, manuscritos, notas pessoais, primeiras edições e fotografias.
Em Portugal, a exposição foi alargada para incluir documentação da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), nomeadamente outras obras do Nobel da Literatura, como "O Ano da Morte de Ricardo Reis", e correspondência de José Saramago com outros escritores, entre os quais Adolfo Casais Monteiro e José Rodrigues Miguéis.
Aquela que é apresentada como a maior mostra jamais realizada sobre a vida e obra de José Saramago possui uma forte componente multimédia, com recurso a suportes digitais e audiovisuais, bem como obras de artes plásticas da colecção de Saramago, de autores como Rogério Ribeiro, David de Almeida, José Santa-Bárbara, Júlio Pomar e Antoni Tápies, entre outros.
A exposição estará patente na Galeria de Pintura do Rei D. Luís até ao dia 27 de Julho de 2008, saindo depois em itinerância para Madrid e para várias capitais da América Latina.
“A Viagem de um elefante” é o nome do novo romance de José Saramago
José Saramago está a preparar o seu novo livro ,“ A Viagem de um elefante”, que será lançado no próximo Outono.
O autor afirmou que o romance “está muito avançado” e que espera terminá-lo no final do Verão. Contudo, o escritor de “Memorial do Convento” não deu qualquer detalhe sobre o argumento da obra.
José Saramago escreveu livros como “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, “Ensaio sobre a Cegueira”, “O ano da Morte de Ricardo Reis”. Os seus livros estão traduzidos em mais de 25 línguas.

Fonte da notícia: Público.pt

Nota Pessoal:

Um bom livro é uma fonte de inspiração, de cultura e informação, de aventura e romance etc. É um tesouro que vale a pena ter sempre por perto no nosso dia a dia.

Houve uma altura em que eu tive uma grande obsessão por livros (comprava-os para colecção) e hoje, graças ao mundo da informática, não sendo essa obsessão assim tão acentuada, eu diria que continue a gostar muito de livros e tenho actualmente cerca de quinhentos e tal sobre os mais diversos temas e tópicos do conhecimento.

Recentemente também fiz um cartoon sobre a «Viagem do Elefante» título do novo romance de José Saramago que poderá ver aqui neste link.

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sábado, 19 de abril de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


A viagem do elefante de José Saramago

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O novo romance de José Saramago, «A Viagem do Elefante», deverá sair no Outono, anunciou o escritor numa entrevista publicada este sábado no semanário Sol.
«O livro não está muito adiantado, está a metade. Espero acabá-lo este Verão e que se possa publicar no Outono. É um livro muito difícil, mas que me tem dado muita satisfação», disse o Nobel da Literatura de 1998.
Saramago não adianta, contudo, pormenores acerca do seu novo romance: «Pôr um elefante a viajar não é uma invenção minha. É um facto histórico. Agora, se perguntarem que elefante é esse, lamento muito, mas não...».
O escritor, hospitalizado no final do ano passado em Espanha com uma pneumonia, estará na próxima quarta-feira em Lisboa para inaugurar a exposição «José Saramago: A Consistência dos Sonhos», no Palácio da Ajuda.
Falando sobre o seu processo criativo, José Saramago diz que é «um escritor atípico».
«Só escrevo porque tenho ideias. Sentar-me a pensar que tenho que inventar uma história para escrever um livro nunca me aconteceu e nunca me acontecerá», acrescentou.


«Continuarei a escrever como escrevo»


Quanto ao acordo ortográfico, que o Parlamento português deverá em breve ser chamado a ratificar, Saramago afirma que não mudará a sua maneira de escrever e duvida que ele seja necessário: «Continuarei a escrever como escrevo. Os editores e os revisores que façam o seu trabalho e que corrijam as palavras segundo a nova moda».


Questionado acerca das suas relações com o PCP, Saramago respondeu: «Não há afastamento nenhum. Continuo a ser exactamente a mesma pessoa, com o mesmo tipo de relação com um partido que aceitei livremente».


O escritor garante que «segue» a linha do partido, «mas de uma forma crítica» e que lhe parece «mais útil».


Num registo mais íntimo, o escritor define-se como «um sentimental» e «uma pessoa de afectos», rejeitando a «arrogância» que lhe é por vezes atribuída: «De arrogante não tenho nada».


José Saramago admite ser «austero», mas considera que «uma austeridade de carácter não é defeito, pelo contrário».

Fonte da notícia: IOL Diário Público.pt

Nota Pessoal:

Eu admiro muito a energia deste homem, sempre repleto de ideias interessantes para escrever os seus livros. Desta vez sobre a viagem do elefante. Mais uma obra literária deste nosso conterrâneo, Prémio Nobel da Literatura. O nosso bem haja ao José Saramago.

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Jorge Goncalves

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