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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Saramago: "Deus é vingativo e má pessoa"

Saramago says that God is vindictive and a bad person
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Num encontro com a imprensa, o prémio Nobel da Literatura, José Saramago voltou a repetir-. Ainda que negue ser homem de polémicas e apenas exortar as suas “convicções”, lá vai dizendo o de sempre: “O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa.”


Considerando que “em Espanha, não existiria tamanha polémica” em torno das suas declarações, Saramago confessou-se “surpreso” pela onda de reacções. “’Caim’ é o livro de que mais se tem falado sem que tenha sequer sido lido”, afirmou, ironizando: “É quase magia, um milagre.”


Quanto a comentar a afirmação de Mário David, o eurodeputado social-democrata que apelou a que o Nobel renunciasse à cidadania portuguesa, nem pensar: “Acha que vou fazer algum comentário a isso?”, atirou.


Sem perder o tom irónico e mantendo a polémica, Saramago ainda aproveitou para reforçar as suas convicções de ateu confesso: “Antes da criação do Universo, que se saiba, Deus nada fez. Depois, fez o Universo em seis dias e nota-se, como diz a minha mulher, Pilar. Ao sétimo dia descansou e continua a descansar até hoje.”


‘Caim’ foi lançado em Portugal há 48 horas e, segundo Zeferino Coelho, editor da caminho, “a primeira edição de 50 mil exemplares deve estar quase a esgotar. Já estamos concentrados na segunda”, avançou ao CM. O livro tem já edições no Brasil e Espanha (traduções em castelhano e catalão) e, em breve, em Itália. Saramago encontra-se actualmente a escrever um novo livro que lançará em 2010. sobre o tema...”segredo.”


Fonte: Correio da Manhã

Saramago: «Há aí muitas pessoas que me odeiam»

José Saramago declarou esta quarta-feira, em entrevista à RTP, que «há aí muitas pessoas que, no seu legítimo direito, me odeiam», numa resposta à onda de polémica que levantou com a publicação do seu novo livro «Caim» e com as declarações que «incendiaram» a igreja católica .


O prémio Nobel português tem dado explicações sobre as declarações que efectuou e sobre o conteúdo da sua obra. Esta quarta-feira, na apresentação do livro, em Lisboa, declarou:
«Eu não tenho culpa, eu não matei Abel».


Já está noite, na entrevista Judite de Sousa, considerou que as reacções «exaltadas» à sua obra acontecem porque, segundo diz, «há aí muitas pessoas que, no seu legítimo direito, me odeiam. Não me querem ver morto, mas odeiam-me». Saramago não recusa especificar nomes, mas garante que serão uns «quatro ou cinco» que depois são seguidos.


Ainda na reacção às críticas dos últimos dias, o escritor premiado recusa comentar
as declarações do Eurodeputado do PSD que considerou que Saramago deveria renunciar à cidadania portuguesa. «Sem comentários. Nada me pode obrigar a comentar uma estupidez. Seria tão estúpido como essa estupidez», diz o prémio Nobel.


«Livro de Saramago é uma sátira»


José Saramago rejeita ainda críticas de quem o considera afastado de Portugal: «Peça meças a outras pessoas por amar tanto Portugal como eu». O escritor diz ainda que não se afastou de Portugal, que «tem casa» e que paga pontualmente os impostos.


O prémio Nobel português assume ainda que está disponível para debater o tema com a Igreja Católica ou com «qualquer pessoa, mas com uma condição: «Venham de boa fé. Estou farto de ser criticado por quem não leu os livros. Que falta de seriedade intelectual é esta? Sejamos sérios».

Fonte: IOL

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Bento XVI: quatro anos polémicos

Benedict XVI: four years of controversial papacy

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Os primeiros meses de 2009 têm sido «desastrosos» para Bento XVI que, na opinião de comentadores ouvidos pela Lusa, assinala domingo quatro anos de magistério em quebra e sobretudo perdendo o que tinha conseguido nos três primeiros anos.

Eleito papa a 19 de Abril de 2005, num mais rápidos conclaves de sempre, o cardeal Joseph Ratzinger, hoje com 82 anos, feitos quinta-feira, suscitou logo de início muitas reservas, dado o seu papel à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, a sucessora da Inquisição.

Sétimo Papa alemão depois de Adriano VI (1522-1523), o último pontífice não italiano antes do polaco João Paulo II, e 265º pontífice da história da Igreja Católica, Bento XVI publicou logo no primeiro ano uma encíclica («Deus caritas est», Deus é amor) sobre o amor cristão, documento recebido com grandes elogios à sua dimensão intelectual e avanço teológico.

A participação no Encontro Mundial da Juventude, em Colónia, Alemanha, em Agosto de 2005, foi um primeiro teste à sua popularidade, sobretudo tendo em conta que sucedia a João Paulo II, que sempre encontrara grande eco entre os jovens.

A esmagadora maioria dos observadores referiu que Ratzinger, ainda poucos meses com a veste branca dos papas, passou com êxito esse teste, revelando uma inesperada facilidade de comunicação com os jovens.

Ano atribulado

Problemas de comunicação são apontados, no entanto, como estando na origem das polémicas registadas nos anos seguintes, e muito especialmente nos primeiros quatro meses de 2009.

Numa conferência em Ratisbona (Alemanha), em Setembro de 2006, provoca a ira dos muçulmanos ao citar uma frase do imperador Manuel II («Mostra-me então o que Maomé trouxe de novo. Não encontrarás senão coisas más e desumanas, tal como o mandamento de defender pela espada a fé que ele pregava»).

Mesmo os mais críticos de Bento XVI reconhecem que o papa foi mal interpretado, pois apenas pretendeu lançar um aviso aos muçulmanos para que façam uma reflexão teológica interna para se actualizarem e melhor entenderem o mundo de hoje.

Dois meses depois, numa visita à Turquia, Bento XVI rezou numa mesquita, num gesto que pretendia mostrar que não está distante dos muçulmanos.

Outro gesto bem recebido foi o pedido de desculpa pelos abusos sexuais e outros comportamentos cometidos por padres católicos, apresentado nas viagens aos Estados Unidos (Abril de 2008) e Austrália (Julho do mesmo ano).

Se todos estes incidentes agitaram as águas calmas do Vaticano, em nada se comparam com a turbulência verificada logo no início deste ano, quando Bento XVI decidiu levantar a excomunhão a quatro bispos integristas, ligados à Fraternidade S. Pio X, de Marcel Lefèbvre, que não aceita o Concílio Vaticano II e as reformas que introduziu na Igreja Católica.

Os protestos desta vez não vieram apenas de sectores externos à Igreja: além das comunidades judaicas se insurgirem contra a decisão, pois um dos bispos envolvidos nega a existência do Holocausto, também muitos grupos no interior da Igreja manifestaram desagrado e rejeição, sobretudo depois de em Setembro de 2007 Bento XVI ter cedido e admitido a celebração de missas segundo o rito tridentino, em vigor até ao Vaticano II.

A contestação dentro da própria Igreja foi de tal ordem que o papa, num gesto inédito, sentiu-se obrigado a endereçar uma carta aos bispos de todo o mundo, justificando a decisão.

Em Março, o que prometia ser uma viagem histórica a África (Camarões e Angola), acabou por ser abafada por uma declaração informal, feita no avião antes da chegada, em que Bento XVI afirma que a distribuição de preservativos não resolve o problema da sida em África, antes o aumenta.

De tudo o resto que o papa falou durante a viagem aos dois países africanos não ficou rasto, nem mesmo o apontar da mudança de comportamentos sexuais como uma das soluções para o problema ou a referência ao papel que a Igreja Católica tem desempenhado em África no combate à propagação da doença.



Fonte: IOL Diário

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Jorge Goncalves

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