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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Morreu José Saramago

Jose Saramago died today
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O prémio Nobel da Literatura, José Saramago, faleceu aos 87 anos. O escritor, laureado com o Nobel em 1998, sofria de graves problemas respiratórios. ‘Caim' foi o último livro de Saramago a ser lançado.


Aos 87 anos, José Saramago faleceu vítima de cancro na sua casa em Lanzarote. O site da Fundação José Saramago deu lugar a uma única página, com a mensagem:


"Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila."


Biografia


José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.


Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal.


Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.


Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".


Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 vivia exclusivamente do seu trabalho literário.


Fonte: SAPO

Jornais de todo o mundo assinalam a morte de Saramago

worldwide media coverage on Jose Saramago's death

Jornais de todo o mundo noticiam este sábado, na maioria com bastante destaque, a notícia da morte de José Saramago. Desde a Índia, passando pela Arábia Saudita ou Liechtenstein fazem-se menções à vida, obra e morte do prémio Nobel português.


Esta sexta-feira, a morte de José Saramago foi noticiada
na imprensa internacional online


Nos Estados Unidos, o Washington Post publica a notícia do óbito num quarto de página, com fotografia e as recordações de um romancista que desenvolveu a sua escrita aos 50 anos em livros que misturam «História, factos e ficção». Também jornais publicados em língua espanhola, como La Opinion ou o El Diario, não esqueceram o assunto.


No Canadá, o National Post titula num dos seus suplementos «Anti-Herói» e também há informações no The Gazette, no The Globe, Metro e Ottawa Citizen.


A edição International do Herald Tribune tem uma chamada de primeira página e desenvolve o texto, na secção de notícias do Mundo.


No Reino Unido, a morte é noticiada numa coluna do Irish Times e tem quase página inteira no The Guardian e é mencionado no National News e no The Independent.


Em França, o Le Figaro escreve um artigo intitulado a «morte de um Nobel vermelho», enquanto uma página inteira do Liberation lembra Saramago, com o título «Figura de Estilo».


No norte da Europa, entre os jornais suecos, o Goteborgs-Posten tem uma chamada no topo de uma página, e mais informações podem ser lidas no Svenska Dagbladet e Dagens Nyheter Weekend.


Na Finlândia, as menções ao falecimento de José Saramago surgem em textos do Aamulehti, Kainnun Sanomet e Satakuriqan Kansa, ilustradas com fotos do autor ou de livros. Mais pequenas são as referências encontradas no Lapin Kansa e Pohjolan Sanomat.


Na Dinamarca, a notícia pode ser lida no Jyllands-Posten e na Áustria surge nomeadamente no Der Standard e no Die Presse. No Liechtenstein, o jornal Liechtensteiner Volksblatt decidiu publicar quase meia página sobre o assunto e uma fotografia.


Na Bélgica, o De Morgen menciona a morte, tal como o Belang Van Limburg, enquanto na Holanda, o jornal De Volksrant dá grande destaque a um «poeta, romancista e rígido jornalista».


Em Itália, há menções ao escritor português logo na primeira página do Il Mattino, que desenvolve a notícia na abertura da secção de Cultura, e designadamente no La Stampa, Libero e no Il Giornale. Na Suíça, também o Neue Zurcher Zeitung chamou o assunto para a capa e no Tages Anzeiger é apresentado um extenso texto.


A secção de cultura do jornal checo Lidove noviny apresenta uma notícia breve.
Na Índia, o Economic Times encerra uma página com Saramago, que também é mencionado numa breve do jornal da Arábia Saudita, Arab News, e no turco Zaman, que lhe dedica meia página.


Na Argentina, o La Nacion escreve que o «mundo começo a estranhá-lo», enumerando as várias condolências que surgiram por todo o mundo, enquanto o La Nacion fala no «militante da cultura».


A imprensa alemã dedica vários artigos de fundo à morte de José Saramago, sublinhando o seu talento e a importância da sua obra, e também a sua intervenção cívica em prol das causas que abraçou a vida inteira.


A morte de José Saramago está na primeira página de toda a imprensa espanhola mas o destaque que merece é claramente maior na imprensa mais à esquerda que no caso da imprensa conservadora.

Fonte: IOL

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O ateísmo descarado de José Saramago

Jose Saramago's atheistic boldness in his new novel
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Narrativa bíblica de Caim e Abel é o ponto de partida para José Saramago fazer de Deus o protagonista do romance, lançado em Outubro

Quando há uns meses o escritor e prémio Nobel da literatura José Saramago falou ao DN sobre o livro que estava a escrever, já tinha afirmado que o título seria composto de uma única palavra. Ontem ficámos a conhecê-la: Caim, um nome povoado de ressonâncias bíblicas, históricas e filosóficas.

Porém, o novo livro de Saramago, a ser lançado em Outubro na Feira do Livro de Frankfurt, "não é um tratado de teologia nem um ensaio, é uma ficção" escreve Pilar Del Rio no blogue do escritor. Saramago retoma a história bíblica do assas- sínio de Abel pelo seu irmão Caim, mas, no romance é atribuída a Deus a autoria moral do crime e uma consequente redenção de Caim. Nesta obra, o escritor volta mostrar um Deus arbitrário, incoerente e tirano, que embora tenha sido criado pelo homem é causador de muitos dos seus males.

"Deus, o demónio, o bem, o mal, tudo isso está na nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventámos. Não nos damos conta que, ao termos inventado Deus, nos tornámos imediatamente escravos dele", diz Saramago ao jornal espanhol La Vanguardia. E prossegue afirmando que este livro "não é um ajuste de contas com Deus, mas um ajuste de contas definitivo com os homens que o inventaram".

A presença de referências bíblicas ou de críticas mais ou menos abertas à religião católica e à Igreja são um dos traços que caracterizam a obra de Saramago. No entanto, neste novo livro, o escritor aborda o tema recorrendo a um tom mais irónico, ao contrário do que fez, por exemplo, na obra O Evangelho Segundo Jesus Cristo, o que lhe valeu em 1991 ter sido vetado pelo Governo de então para concorrer ao prémio Europeu de Literatura. Este veto culminou com a saída do escritor de Portugal e a sua posterior fixação na ilha espanhola de Lanzarote.

Agora, Saramago já não teme voltar a ser crucificado, "alguns talvez o façam, mas o espectáculo já será menos interessante", declara ao mesmo jornal.

O livro foi escrito entre Dezembro de 2008 e Abril de 2009 "numa espécie de transe, como nun-ca me tinha acontecido", conta ainda o escritor, que prossegue dizendo que a personagem de Caim era uma daquelas que habitavam há muitos anos o seu ima-ginário. O início deste romance coincidiu com a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, situação que poderá não ser totalmente alheia ao regresso do escritor a esta temática, ou à escolha para cenário de um local onde a vivência da re- ligião tem alimentado tantos e tão longos conflitos. Uma "irresumível história sobre a justiça e a injustiça", foi assim que Zeferino Coelho, o editor de Saramago descreveu ao DN o livro de 200 pá- ginas, que no final de Outubro estará à venda nas livrarias de Portugal e Espanha. "Escrever é a melhor maneira de permanecer vivo", declarou ao El Pais, o prémio Nobel português.



Fonte: DN Artes

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Vida e obra de José Saramago

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A história da vida e da obra de José Saramago, o "escritor tardio" que deu o único Nobel da literatura a Portugal, vai ser contada num documentário a ser emitido esta quarta-feira em horário nobre na RTP1.


O documentário "procura ser um retrato da vida e da obra de José Saramago, contado de um modo que não é o da convencional biografia.

Começamos pelo momento da grande viragem, quando ele escreve `Levantado do Chão` [no final da década de 1970] e encontra a sua maneira de escrita", explicou à Lusa o autor e jornalista Alberto Serra.


No trabalho do jornalista da RTP, estão os "pontos cardeais" da vida do escritor, desde Azinhaga do Ribatejo, onde José Saramago nasceu, até Lavre, onde escreveu "Levantado do Chão" e começou a caminhada para o Nobel, além de Lisboa e Lanzarote, onde vive actualmente.


Testemunhos e depoimentos de quem o conheceu na infância e de quem o conhece agora fazem parte do documentário.


A companheira Pilar del Rio, a filha Violante, o "colega" Gabriel Garcia Marquez, o ensaísta Eduardo Lourenço, o professor e linguista Carlos Reis e o crítico literário norte-americano Harold Bloom são alguns dos que falam do homem e do escritor.


As reconstituições e criações de atmosferas permitem ao grande público entrar na obra do Nobel, "sem que tenha de fazer um esforço enorme de perceber as leituras".


Marionetas, um coro tradicional alentejano e leituras ilustradas com imagens cinematográficas foram os recursos escolhidos por Alberto Serra e Pedro Silveira Ramos, "autor da linha gráfica e imagens".


"Há um momento feito em teatro de marionetas, para recriar `As Intermitências da Morte`, que conta com um personagem adicional, que é o próprio Saramago, a assistir à representação", ilustrou a título de exemplo Alberto Serra.


"Em `Todos os Nomes` [título de uma das obras de Saramago] procurámos recriar o ambiente da conservatória onde o José [personagem central] anda à procura dos registos de nascimento de uma mulher que veio a descobrir mais tarde que desapareceu.


As imagens são complementadas com a leitura de excertos do livro feita pelo actor João Reis", explicou ainda.


No documentário há uma preocupação em "humanizar", aproximar a "figura" do público em geral.


"Como ele próprio diz, as pessoas têm ideia que ele é distante, duro, arrogante, e há momentos neste documentário em que essa ideia é desmontada pelo próprio Saramago", disse Alberto Serra.


Quarta-feira às 21:00, logo após o "Telejornal", os telespectadores podem aproveitar para "conhecer melhor Saramago e aperceberem-se da riqueza e profunda humanidade que a sua obra mostra", adianta.


O documentário vai para o ar no chamado "horário nobre", exactamente 10 anos depois de o prémio Nobel da Literatura ter sido atribuído a José Saramago.


A escolha do horário é vista pelo autor como "uma das obrigações do serviço público de televisão".


Fonte da notícia: RTP

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domingo, 7 de dezembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Morreu António Alçada Baptista

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O escritor e jornalista António Alçada Baptista morreu esta tarde, em Lisboa, aos 81 anos. O "escritor de afectos", "com uma sensibilidade feminina", como um dia disse de si próprio, deixa uma vasta obra na área da ficção e ensaio e uma imagem de defensor da liberdade e dos direitos do homem, como frisaram hoje a escritora Inês Pedrosa ou o deputado socialista Manuel Alegre.

Nasceu em 1927 na Covilhã. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, Alçada Baptista, que apenas exerceu advocacia entre 1950 e 1957, tem uma vasta obra literária publicada. Esteve também ligado ao jornalismo e à edição. Foi ainda cronista.

Admitindo ter “uma sensibilidade feminina”, Alçada Baptista enquadrava-se, segundo o próprio, entre os raros escritores que não tinham “vergonha dos afectos”: "A minha obra escrita vende-se muito por uma razão simples, porque eu sou talvez o primeiro escritor que não teve vergonha dos afectos", disse um dia o escritor sobre a sua obra - ao todo 14 títulos - que percorreu o ensaio, crónica, novela e o romance.

"A Pesca à Linha - Algumas Memórias", obra assumidamente de memórias e recordações, revelou o profundo sentido afectivo que caracteriza a escrita de Alçada Baptista, enquanto em "Um Olhar à Nossa Volta" deixou o testemunho de uma vivência colectiva registada na década de 70 e 80 marcada por inquietações político-sociais.

Mas foi com "Peregrinação Interior - Reflexões sobre Deus" (1971) e "Peregrinação Interior II - O Anjo da Esperança" (1982) que obteve a unanimidade da crítica e do público. Tem uma escrita influenciada pelo cristianismo e por pensadores como Emmanuel Mounier e Teillard de Chardin.

Da sua obra constam ainda "Documentos Políticos" (crónicas e ensaios, 1970), "O Tempo das Palavras" (1973), "Conversas com Marcello Caetano" (1973), "Os Nós e os Laços" (romance, 1985), "Catarina ou o Sabor da Maçã" (novela, 1988), "Tia Suzana, meu Amor" (romance, 1989) e "O Riso de Deus" (romance, 1994).

Em 1961 e 1969 foi candidato pela Oposição Democrática nas eleições para a Assembleia Nacional e, de 1971 a 1974, foi assessor para a Cultura do então ministro da Educação Nacional, Veiga Simão. Funcionário da Secretaria de Estado da Cultura desde 1978, presidiu aos trabalhos da criação do Instituto Português do Livro, a que presidiu até 1986.

Foi ainda um dos fundadores da revista “O tempo e o Modo”, que marcou gerações. Era ainda editor da Moraes Editora.

O escritor foi condecorado com a Ordem de Santiago, com a Grã Cruz da Ordem Militar de Cristo pelo Presidente Ramalho Eanes, em 1983 e com a Grã Cruz da Ordem do Infante pelo Presidente Mário Soares, de quem foi colaborador, em 1995.

Sócio da Academia Brasileira de Letras, da Academia das Ciências de Lisboa, e da Academia Internacional de Cultura Portuguesa, foi também presidente da Comissão de Avaliação do Mérito Cultural e administrador da Fundação Oriente.

Esquecer o autor, lembrar a pessoa

Inês Pedrosa, directora da Casa Fernando Pessoa, lembrou, em declarações à TSF, o “homem de causas”: “Foi um homem de causas, dos direitos do homem e da democracia. Mas temo que seja esquecido enquanto escritor para ser lembrado enquanto pessoa”.

Uma figura marcante da cultura portuguesa

O deputado e poeta Manuel Alegre lamentou também a morte do escritor e amigo António Alçada Baptista, de 81 anos, e descreveu-o como uma "figura marcante da cultura portuguesa". Em declarações à Agência Lusa, Manuel Alegre sublinhou ainda o papel político do ensaísta e romancista nascido na Covilhã, em 1927, "na luta pela democracia em Portugal".

"Era uma figura multifacetada, com uma cultura vastíssima, e um homem muito afectuoso nas suas relações, com os amigos e a família", recordou o poeta. Lembrou ainda "o papel importante" no estreitamento das relações de Portugal com o Brasil, e com os países africanos de língua oficial portuguesa.

Conversador e terno

O jornalista Baptista Bastos recordou Lusa que "conversar com Alçada Baptista era como assistir a um festival de memórias", a propósito da morte do escritor, hoje aos 81 anos.

"Era uma pessoa muito conversadora e terna. Talvez dos poucos escritores portugueses que não tinham inimigos, tal era a sua generosidade", referiu o jornalista.

Baptista Bastos lamentou que a obra de António Alçada Baptista fosse "um pouco esquecida" e apontou o livro "Peregrinação Interior I - Reflexões Sobre Deus" como sendo um dos livros mais importantes dos últimos 50 anos.

"É uma dramática interrogação do que é ser católico que devia ser lido e relido mais do que uma vez", afirmou.

O jornalista recordou ainda uma viagem que fez ao Brasil com Alçada Baptista juntamente com outros escritores e lembrou o amigo como "um excelente contador de histórias" de quem vai ter "muitas saudades".

Um estilo que marcou a diferença

A escritora Lídia Jorge destacou hoje o estilo de escrita de António Alçada Baptista, porque marcou a diferença pelo "imaginário intimista numa época em que predominava o imaginário social".

Em declarações à Agência Lusa sobre o desaparecimento do escritor de 81 anos, Lídia Jorge salientou que este imaginário diferente, sobre a relação entre as pessoas, "levou alguns a compará-lo a Virgílio Ferreira".

"Tocou-me, por exemplo, porque expunha uma espécie de lado metafísico que não era também comum na altura, e que era muito importante", salientou, comentando que Alçada Baptista "não o fazia com exuberância, mas com recato e delicadeza".

Recordou o impacto que tiveram as obras "Peregrinação Interior - Reflexões sobre Deus" (1971), e "Peregrinação Interior II - O Anjo da Esperança" (1982), sobretudo este último, "único dentro do género".

"A voz dele prolongou-se em romances como 'Os Nós e o Laços'" (1985), acrescentou a romancista, que o conheceu já como presidente do Instituto Português do Livro, nos anos 80 do século passado.

Era "um homem dos livros, defensor dos livros, agregador e embaixador dos escritores, o que foi muito importante na altura, e ainda hoje faz falta", sublinhou ainda a autora.

O corpo vai ser velado na Igreja das Mercês, em Lisboa, sendo amanhã levado para o Cemitério dos Prazeres.

Fonte da notícia: Público.pt

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Morreu o autor de Parque Jurássico

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O escritor norte-americano Michael Crichton, autor de mais de uma dezena de «best-sellers», entre os quais «Parque Jurássico», «Congo» e «O mundo perdido», faleceu aos 66 anos em Los Angeles, informou a sua família.

Crichton, que venceu mais de 150 milhões de exemplares das suas obras, sofria de cancro, relata a agência Lusa.

«O mundo conhecia-o como um grande contador de histórias que desafiou as nossas noções preconcebidas sobre o mundo que nos rodeia - e entreteve-nos enquanto o fazia», lê-se num comunicado distribuído pela família, enquanto na página web do autor diz-se que «morreu de forma imprevista», depois de uma «batalha privada e corajosa contra o cancro».

Nascido em Chicago, Illinois, Crichton era filho de um jornalista que o incentivou a escrever. Os seus primeiros livros apareceram assinados com pseudónimo: Jeffery Hudson. Estudou Medicina na Harvard Medical School e nos primeiros anos da década de 70 partiu para a Califórnia, aí começando a dirigir filmes baseados nos seus livros.

As obras de Crichton estão traduzidas em 30 línguas e várias delas foram transpostas para o cinema. «Parque Jurássico», uma trilogia - com realização de Steven Spielberg os dois primeiros filmes e de Joe Johnson o terceiro -, foi talvez a obra cinematográfica inspirada no livro homónimo do escritor que mais dinheiro fez entrar nas bilheteiras. Crichton estendeu também a sua criatividade à televisão na série «Serviço de urgência», que tem sido também um êxito à escala mundial.


Fonte da notícia: IOL Diário

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Morreu o escritor açoriano Dias de Melo

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O escritor açoriano Dias de Melo, com cerca de 50 anos de vida literária, morreu aos 83 anos, no hospital de Ponta Delgada, confirmou à agência Lusa a sua filha.


Edna Dias de Melo adiantou que o pai faleceu cerca das 11:30 locais (12:30 de Lisboa), no Hospital de Ponta Delgada, depois de ter sido internado há cerca de uma semana.


«O estado de saúde dele (Dias de Melo) estava a deteriorar-se cada vez mais», disse a Edna Dias de Melo, sem avançar qual o motivo da morte.


José Dias de Melo nasceu na Calheta do Nesquim, ilha do Pico, a 08 de Abril de 1925, e, além da carreira de professor primário, foi colaborador assíduo da imprensa regional e nacional e um profundo conhecedor da temática baleeira e da emigração.


No anos 50 do século passado, inicia o seu percurso literário, com um livro de poesia intitulado «Toadas do Mar e da Terra», a que se seguiram outros, com destaque para o seu best-seller «Pedras Negras», que foi publicado, pela primeira vez, em 1964.


Em reconhecimento do contributo do escritor para o panorama literário português, o Presidente da República, Mário Soares, condecorou-o com a Ordem do Infante, e também foi homenageado pelas Lajes do Pico com o título de Cidadão Honorário do concelho.


Recentemente, o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, presidiu a uma sessão pública de homenagem a Dias de Melo, que incluiu o lançamento de uma nova edição da triologia das obras do autor - «Pedras Negras», «Mar Rubro» e «Mar Pla Proa».

Fonte da notícia: IOL Diário

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

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José Saramago lança blog na internet

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Nobel português quer uma nova forma de comunicar com os leitores

José Saramago inaugurou, na última segunda-feira, um «espaço pessoal» na «página infinita da internet». O escritor pretende estabelecer uma nova forma de comunicação com os leitores através do seu blog que está alojado na página da fundação com o seu nome , noticia o El País.

O escritor português, de 85 anos, vai usar o espaço, que se chama «O caderno de Saramago», para comentar acontecimentos, expressar opiniões, refletir e «definitivamente, comportar-se como mais um dos autores de blogs que habitam o ciberespaço», anunciou a fundação do Nobel português.

«A característica especial é que a se junta a esta forma de expressão um homem maduro, escritor e Premio Nobel da Literatura», destacou a fundação. Na sua primeira publicação online, Saramago explica como nasceram «Os cadernos de Lazarote».

Saramago também recuperou um texto sobre Lisboa que é «uma carta de amor» à sua cidade. «Mexendo nuns quantos papéis que já perderam a frescura da novidade, encontrei um artigo sobre Lisboa escrito há uns quantos anos, e, não me envergonho de confessá-lo, emocionei-me», confessa o escritor.

«Decidi então partilhá-la com os meus leitores e amigos tornando-a outra vez pública, agora na página infinita de internet e com ela inaugurar o meu espaço pessoal neste blog», declarou Saramago antes de apresentar «Palavras para uma cidade».

Fonte da notícia: IOL Diário

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domingo, 27 de julho de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


João Ubaldo Ribeiro recebe Prémio Camões

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O escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro, que foi este sábado distinguido com o Prémio Camões 2008, disse à Lusa que é «uma honra» receber o galardão e admitiu que se considerava na lista dos que o podiam ganhar, noticia a Lusa.

«É uma honraria. Recebi muito bem», afirmou à Lusa, logo após ter ficado a saber que foi distinguido com o mais importante galardão literário atribuído a autores de língua portuguesa.
Questionado sobre se o prémio foi uma surpresa, João Ubaldo não se fez de modesto e disse que estava «no time dos que poderiam ganhar» o galardão.

«A surpresa foi porque hoje é sábado e eu não fazia ideia de que hoje seria divulgado o vencedor do Prémio Camões. Eu sabia, entretanto, que mais cedo ou mais tarde eu ganharia o Prémio», assinalou João Ubaldo Ribeiro, admitindo ter consciência do seu valor.

O escritor baiano, nascido na Ilha de Itaparica, a 23 de Janeiro de 1941, João Ubaldo lembrou que tem uma «obra feita, traduzida e consagrada, objecto de teses de mestrado e doutoramento em países estrangeiros».

É de sua autoria, entre vários outros livros, «Setembro não faz sentido», o seu primeiro romance (1963), «Política», «Viva o Povo Brasileiro», que percorre quatro séculos da história brasileira, «Sargento Getúlio», «O Sorriso do Lagarto», «Um brasileiro em Berlim» e «A Casa dos Budas Ditosos».

Este último foi um grande sucesso editorial, mas o seu lançamento em Portugal causou polémica pelo facto de dois estabelecimentos terem proibido a venda do romance, que tem um extenso conteúdo erótico.

O seu livro «Viva o Povo Brasileiro» foi indicado para o exame de Agrégation, um concurso nacional realizado na França para os detentores de diploma de graduação.

João Ubaldo Ribeiro não manifestou preferência por nenhum de seus livros.
«É como se fossem filhos. Gosto de todos», afirmou à Lusa.

Fonte da notícia: IOL Diário

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Jorge Goncalves

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