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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

domingo, 4 de abril de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Dimensão histórica da ressurreição

Historical Dimension of the Resurrection
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Bento XVI defendeu esta Quarta-feira a verdade histórica da ressurreição de Jesus, que a Igreja Católica celebra na Páscoa. “É fundamental para a nossa fé e para o nosso testemunho cristão que se proclame a ressurreição de Jesus de Nazaré como um acontecimento real, histórico, atestado por numerosas testemunhas que se tornaram autoridade”, disse na audiência geral, perante milhares de peregrinos reunidos no Vaticano.
Num encontro em que já se ouviram cantar os “Parabéns a você” – Bento XVI completa 82 anos esta Quinta-feira, dia 16 – o Papa retomou um dos temas centrais do seu percurso teológico, que deu origem ao livro “Jesus de Nazaré”, publicado já após a eleição como sucessor de João Paulo II.
Esta manhã, Bento XVI disse que os católicos professam com convicção a fé na ressurreição, frisando que “também nos nossos tempos, não falta quem procure negar a sua historicidade, ao reduzir o relato evangélico a um mito”. O Papa diz que muitos “retomam e apresentam velhas teorias, já gastas, como novas e científicas”.
“A ressurreição não foi para Jesus um simples regresso à sua vida terrena precedente, mas foi a passagem a uma dimensão profundamente nova da vida, que também diz respeito a nós, que toca toda a família humana, a história e o universo”, prosseguiu.
Para o Papa, “a novidade surpreendente da ressurreição é tão importante que a Igreja não deixa de proclamá-la, prolongando a sua recordação, especialmente no Domingo, que é o dia do Senhor e a Páscoa semanal do povo de Deus”.
“Este evento mudou a vida das testemunhas oculares e, ao longo dos séculos, gerações inteiras de homens acolherem-no com fé e testemunharam-no até chegar mesmo ao martírio”, precisou.
Em português, Bento XVI disse que “a ressurreição de Cristo é a nossa esperança! Este pregão pascal ressoa por toda a terra: ressoa no coração dos brasileiros e dos portugueses de Lamego e da diocese de Coimbra. Com alegria, saúdo a comunidade do seu Seminário Maior que, há 250 anos, facilita esta passagem do testemunho da ressurreição, com a formação de novos arautos e servidores”.
Jesus, fé e História
Já na sua mensagem «Urbi et Orbi», no Domingo de Páscoa, o Papa afirmara que a fé na ressurreição “não se funda sobre “simples raciocínios humanos”, mas sobre “um dado histórico de fé”.
Esta é uma ideia que Joseph Ratiznger desenvolve longamente na primeira parte do seu livro “Jesus de Nazaré” (2007), no qual, segundo o próprio, “quis fazer a tentativa de apresentar o Jesus dos Evangelhos como o Jesus real, como o Jesus histórico em sentido verdadeiro e próprio”.
Ao longo das últimas décadas, várias correntes exegéticas acentuam a ruptura entre o “Jesus histórico” e o “Jesus da fé”. “Como resultado comum de todas estas tentativas ficou a impressão de que, em todo o caso, de seguro sabemos muito pouco sobre Jesus e de que a sua imagem só posteriormente foi plasmada pela fé na sua divindade. Entretanto, esta impressão penetrou profundamente na consciência comum do cristianismo. Uma tal situação é dramática para a fé, porque torna incerto o seu verdadeiro ponto de referência: a amizade íntima com Jesus, da qual tudo depende, corre o perigo de cair no vazio”, escreve o Papa.
O interesse pela história real de Jesus de Nazaré impulsionou, nos últimos séculos, quase todos os especialistas, crentes e não crentes a entrar, com diferentes perspectivas e instrumentos, nos difíceis campos da história de Jesus que, de maneira tão singular, marcou a nossa época.
Bento XVI cita autores da sua juventude, os quais publicaram textos em que a imagem de Jesus "é delineada a partir dos Evangelhos: como Ele viveu na Terra e como, apesar de ser inteiramente homem, trouxe ao mesmo tempo Deus aos homens, com o qual, enquanto Filho, era só uma coisa".
"Assim - explica o Papa - através do homem Jesus, torna-se visível Deus e, a partir de Deus, pode ver-se a imagem do homem justo".
Os textos que possuímos sobre Jesus não pretendem fazer um relato jornalístico ou biográfico, como hoje se desejaria, mas testemunhar a mensagem vivida pelas primeiras comunidades cristãs. Esses textos são textos históricos relativos a essas comunidades e à pessoa de Jesus que neles aparece como alguém que não cabe nos limites humanos.
O "Jesus histórico" é uma expressão que tem dominado a pesquisa sobre a sua figura, nas últimas décadas, como se fosse uma entidade diferente do que se convencionou designar "Cristo da fé". Nos nossos dias, a figura de Jesus emerge em itinerários contrastantes, entre a releitura devocional e a demanda da "verdadeira história".
Curandeiro, sábio, profeta, contador de histórias, rabino galileu, militante social, judeu marginal, camponês mediterrânico ou filósofo itinerante são várias das hipóteses de leitura que se lançam sobre Jesus, completando-se ou mesmo contradizendo-se e excluindo-se. A vaga de estudos sobre o chamado "Jesus histórico", que tende a recusar imagens criadas pelas confissões cristãs, serviu para que, 200 anos após o seu início, a diversidade de opiniões e posições ainda seja maior.
Apesar destes riscos, os contributos de áreas tão diversas como a linguística, a arqueologia e outras ciências sociais e histórica facilitam, hoje em dia, o acesso aos textos do Evangelho e à cultura judaica em que Jesus se inscreveu.
Neste contexto, Bento XVI quer apresentar uma interpretação a partir dos Evangelhos, com a consciência de que "esta figura é muito mais lógica e mais compreensível, do ponto de vista histórico, do que as reconstruções com as quais nos confrontámos ao longo das últimas décadas".



Fonte: Agência Ecclesia

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

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Sexta-feira Santa

The Crucifixion
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Milhares de sacerdotes, fiéis e peregrinos participam todos os anos nas celebrações de Sexta-feira Santa, na Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, localizada no local em que a tradição afirma que Jesus foi crucificado e sepultado.


Os peregrinos se ajoelharam para beijar a pedra que marca o local em que o corpo de Jesus foi colocado após a crucificação.


A procissão da Via-Sacra, seguindo os passos que Cristo fez nas ruas da Jerusalém antiga, marca o fim do dia.


Santo sepulcro


Na liturgia judaica, a Páscoa era essencialmente um memorial. O recordar da libertação da escravidão do Egipto (Ex. 12, 14). Tem como data o novilúnio da Primavera, ou seja o 14 de Nisan, e prolonga-se por toda a semana. Talvez originada de duas festas antiquíssimas: uma de origem rural, com a oferta dos primeiros frutos da terra (o pão ázimo); outra de origem nómada, em que se sacrificava o cordeiro, como primícias dos rebanhos. Na Páscoa, o povo Judeu celebrava, de modo exultante, a libertação do Egipto, fazendo do Êxodo uma nova criação de Deus, e por isso conferindo à festa um carácter messiânico. Recordando o Êxodo numa perspectiva messiânica, a Páscoa como que interpela o povo para a libertação escatológica, a qual acontecerá no reino de Deus.


Podemos dizer que toda a simbologia da liturgia pascal que se celebrava no Templo encontrará a sua plena realização na nova Páscoa, a Páscoa de Jesus Cristo, tal como no-la apresenta a carta aos Hebreus e muitos dos padres da Igreja. A própria vida de Jesus, especialmente a sua paixão e morte, pode ser interpretada à luz duma grelha de leitura que tem, como núcleo constituinte, a liturgia pascal judaica.


O Santo Sepulcro é, para os cristãos, o lugar mais sagrado de Jerusalém, aquele que concentra as emoções mais secretas do peregrino. Na época de Jesus, este local deveria estar além muralhas da cidade, e num sítio mais alto, porque todos deveriam ver os condenados a penas capitais. Chamava-se Gólgota, deriva do aramaico gulgoleth, que significa lugar do crânio, um pouco pela forma arredondada que é semelhante a um crânio e um pouco pela lenda que afirma: "Adão foi ali sepultado".


A 15 de Julho de 1099, os cruzados conquistaram a cidade de Jerusalém e acharam a igreja, que tinha sido reconstruída pelo imperador Constantino Monomaco, bela, mas não suficientemente grandiosa para este acontecimento central do cristianismo. Os cruzados empenharam-se e realizaram obras de melhoramento e embelezamento e a nova igreja foi sagrada em 1149.


Durante séculos a igreja sofreu poucas modificações até ao célebre incêndio de 1808. Nesta triste ocasião, o mundo ocidental estava mais preocupado com as batalhas napoleónicas e não prestou atenção aos pedidos de ajuda para a sua reconstrução.


Os monges gregos, rivais antigos dos latinos, aproveitaram-se da ocasião e obtiveram autorização para restaurar a igreja, ficando como árbitros da situação. Infelizmente não se tratou de um restauro, mas um apagar de tudo o que fizesse lembrar o mundo latino. Actualmente o Santo Sepulcro é subdividido entre seis comunidades religiosas: católica, greco-ortodoxa, arménia, copta, síria e abissina.


No topo do Gólgota, ao qual se pode subir por meio duma escada, existem hoje duas capelas: uma católica e outra greco-ortodoxa. Na católica situam-se duas estações da Via-Sacra: "Jesus desnudado e Jesus crucificado". Na capela greco-ortodoxa está a estação: "Jesus morto na cruz".


Na parte inferior do altar emerge o cume duma rocha: um sinal de prata indica o lugar onde, provavelmente, foi pregada a cruz. Entre as duas capelas encontramos o Stabat Mater em lembrança da agonia de Maria pela morte do seu filho.


Uma pedra de calcário, com tons rosados, representa para os latinos, o lugar onde, sobre o corpo de Jesus, depois de retirado da cruz, foi espalhada "uma composição de mirra e aloés".


Uma construção no centro do Anástasis. Através do coro latino, chega-se à edícula, formada por dois ambientes: a capela do anjo e a câmara mortuária, uma pequeníssima câmara "ad arcololium", que é também a última estação da via dolorosa. Uma laje de mármore branco com quase dois metros de comprimento fecha a rocha originária daquele túmulo. Sobre este estão penduradas 43 lâmpadas de prata: os gregos, latinos e arménios possuem treze cada e os coptas têm quatro.


A Capela de Santa Helena, pertença da comunidade arménia, foi dedicada à mãe de Constantino a qual, através da força da fé, descobriu aqui o túmulo e a cruz de Cristo.


O Túmulo de José de Arimateia é o único lugar do santo Sepulcro que pertence à comunidade abissínia.


A igreja de S. Marcos, que faz parte do convento dos jacobitas, é da comunidade sírio-ortodoxa.


Já a igreja de S. Tiago, o Maior, é pertença da Igreja arménia-ortodoxa. O interior, ricamente adornado, conserva pedras relacionadas com os lugares bíblicos: Sinai, Tabor e Jordão.


A última ceia


A sudoeste da cidade velha, o Monte Sião concentra um dos monumentos mais importantes da fé cristã: desde os tempos mais antigos, dizem que aqui se realizou a Última Ceia, durante a qual foi instituída a Eucaristia.


No século XV, os maometanos conquistaram o Monte Sião e alteraram a Igreja, tornando-a uma mesquita. Durante muitos anos foi proibida a entrada neste lugar aos cristãos e aos hebreus.


Segundo diz a tradição bíblica, nesta sala, situada perto da Igreja da Dormição, durante a Ceia Pascal, Jesus Cristo, instituiu a Eucaristia na presença dos apóstolos quando tomou o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos Seus discípulos, dizendo: "Tomai e comei: Isto é o meu corpo. Tomou, em seguida, um cálice, deu graças e entregou-lho dizendo: Bebei dele todos. Porque este é o meu sangue, sangue da nova aliança, que vai ser derramado por muitos para remissão dos pecados" (Mt. 26, 28; Mc. 14, 22-24). No entanto, simultaneamente, Jesus Cristo instituiu também o Sacerdócio, pelo que o Evangelista S. Lucas, no passo paralelo referente à Eucaristia, ainda acrescentou: "Fazei isto em minha memória" (Lc. 22, 19).


Pouco tempo depois, "quando chegou o dia de Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram, então, aparecer umas línguas à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios de Espírito Santo" (Act. 2, 1-4).


Devido a todos estes acontecimentos o local passou a ser venerado e julga-se que no segundo século da era cristã, existia ali uma capela que foi depois substituída por um novo templo, desaparecido mais tarde com a invasão dos persas em 614.


Actualmente, na parte inferior do edifício venera-se o túmulo do Rei David e na parte superior, primeiro andar, está a Sala do Cenáculo.


Fonte: Agência Ecclesia

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domingo, 28 de março de 2010

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REFLEXÃO PARA O DOMINGO DE RAMOS

Spiritual reflections for Palm Sunday
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A Ceia, a última Ceia de Jesus é a prefiguração de sua entrega a Deus por nós e a conclusão de sua missão. Nela ele promete a restauração da humanidade e nos associa ao seu destino. “Fazei isto em memória de mim” é um mandamento convite para nos identificarmos com ele, para repartirmos nossa vida com os outros. Quando celebramos a Eucaristia, o “partir o pão eucarístico” é porque já o fizemos com o nosso pão diário e com toda a nossa vida e pretendemos continuar nesse partilhar nossa vida.

Também dentro do contexto eucarístico Lucas nos coloca a atitude cristã do serviço, do ser o último. Jesus diz: “Entre vós o maior seja como o mais novo, e o que manda, como quem está servindo”. “...estou no meio de vós como aquele que serve.” Servir, dentro da visão cristã, significa ocupar mesmo o último lugar, ser autoridade significa servir!

São Lucas, no relato da Paixão, destaca a bondade e a misericórdia do Senhor.

Já no horto Jesus impede que Pedro pague mal com mal, e lhe diz para “guardar sua espada dentro da bainha”. A atitude dos cristãos para com seus adversários deverá ser a do perdão. Para Jesus, o seu discípulo não tem inimigo, aliás, o inimigo, aquele que deverá ser destruído, esmagado é o demônio. Os demais, os que fazem mal são vistos como adversários que deverão ser trabalhados para que se libertem do mal e se salvem.

Mais adiante, dentro do relato da paixão, ao ser negado por aquele a quem confiaria as suas ovelhas – Pedro -, olha-o com carinho e compreensão por sua fraqueza e a reação de Pedro é as lágrimas de profundo arrependimento. Por isso, por essa experiência e por outras, Pedro escreveu em sua primeira carta:

“...ultrajado, não retribuía com idêntico ultraje; ele, maltratado não proferia ameaças” (1Pd 2, 23).

Antes de dar o último suspiro Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes este pecado, porque não sabem o que fazem!” (Lc 23,34). Em seu relato São Lucas comenta a atitudes de pessoas como Herodes e as mulheres que estavam pelo caminho do calvário. Herodes vê Jesus como um proporcionador de benefícios. Mas Jesus não é um mercador, mas sim alguém que age em nome do Pai. Diante das mulheres que choram pelo caminho ao ver suas dores, Jesus reconhece nelas e em seus filhos os frágeis que penam por causa do interesse dos poderosos.

Finalmente Lucas apresenta Jesus morrendo entre dois bandidos. Ele nasceu entre animais, em uma estrebaria e suas primeiras visitas foram os pastores, gente impura para os judeus. Mais tarde chegam os magos, pagãos! Também ao longo de sua vida Jesus se relaciona continuamente com os desprezados da sociedade de seu tempo, os considerados impuros, como os publicanos, as meretrizes, os pecadores. Agora, na hora da morte, seus companheiros são bandidos! Seus discípulos se mantêm à distância, mas ao lado estão os dois ladrões. Mas longe de ser demérito, isso é a legitimação da vida do Redentor. Ele não veio para salvar os pecadores? Pois é! Ele volta para o Pai com as mãos cheias! Leva consigo Dimas, o bandido que foi recuperado na última hora e que ele mesmo, Jesus, garantiu que estaria com ele no céu, “ainda hoje”. Leva também, só que mais tarde, o oficial romano que declarou: “De fato! Este homem era justo!” Leva tantos pecadores convertidos pelos seus gestos de acolhida, de perdão, de vida!

Fazei isso em minha memória, tomai e comei, partilhar a vida! Celebremos a Paixão de Jesus, sua Páscoa, acolhendo o pecador, partilhando nossa fé na vitória da Vida, na certeza da vitória do perdão! O que recebemos de graça, de graça deveremos dar. Recebemos o perdão de Deus mediante a redenção de Jesus Cristo! (CAS)


Fonte: Rádio Vaticano

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

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Elton John diz que Cristo “foi um gay muito inteligente”

Elton John says Jesus Christ was a super-intelligent gay man
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Para Elton John, Jesus Cristo “foi um gay muito inteligente”. Afirmação feita a uma revista destinada à comunidade homossexual durante uma entrevista polémica que está a dar muito que falar.

"Jesus era um homem cheio de compaixão, um gay muito inteligente que soube perceber os problemas da Humanidade. Na cruz, ele perdoou aqueles que o crucificaram, pois ele queria que fossemos clementes e tivessemos a capacidade de mostrar amor”, declarou o músico britânico, de 62 anos, ao ser questionado a sobre a forma como vê o Cristianismo.

“Não sei o que faz as pessoas serem tão cruéis. Tente, por exemplo, ser uma mulher homossexual no Médio Oriente. Se o assumisse teria morte imediata”, acrescentou o cantor, um gay assumido que vive desde 1993 com o produtor de cinema canadiano David Furnish.


Fonte: Correio da Manhã

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

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Domingo de Ramos

PALM SUNDAY
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A bênção e a procissão dos ramos, que relembra a entrada de Jesus em Jerusalém, são os pontos altos do Domingo de Ramos na Paixão de Cristo, festividade que abre as celebrações da Semana Santa cristã, refere a Lusa.
O Domingo de Ramos assinala o fim dos 40 dias de Quaresma (iniciada em Quarta-Feira de Cinzas) e inicia a chamada Semana Maior no calendário religioso cristão, que culmina no domingo seguinte com a celebração da Páscoa da Ressurreição.

Em termos litúrgicos, esta festa é dominada pela leitura da Paixão de Cristo.

A procissão dos ramos, que começou a ser feita no século IV, simboliza o acolhimento triunfal dado a Jesus Cristo quando subiu a Jerusalém, poucos dias antes da morte e ressurreição.

Hoje em dia, após a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, a bênção e procissão dos ramos estão integradas na celebração eucarística dominical, decorrendo muitas vezes apenas em torno das igrejas.

Mesmo assim, continua em muitas localidades a tradição de realizar a procissão dos ramos pelas ruas, como acontece, por exemplo, na Póvoa de Varzim, ou assinalar a festividade com encenações teatrais, caso de Santa Maria da Feira.

Em algumas zonas do país é neste início da semana pascal que se cumpre a tradição dos padrinhos oferecerem uma prenda aos afilhados, o chamado Folar da Páscoa, que pode ser um folar (bolo de farinha recheado e ornamentado com ovos), roupas ou dinheiro.

Na maior parte do país, no entanto, o folar dos padrinhos é dado aos afilhados no próprio Domingo de Páscoa.

As festividades da Semana Santa, para as quais os cristãos se prepararam ao longo dos 40 dias de Quaresma, têm ponto alto no Tríduo Pascal, nome dado ao conjunto das celebrações litúrgicas que assinalam a morte e ressurreição de Cristo.

O Tríduo Pascal começa na Quinta-Feira Santa com a celebração da Missa da Última Ceia, na qual Cristo instituiu a Eucaristia, continua com a Sexta-Feira Santa, único dia no calendário litúrgico católico em que não há celebração da missa, prossegue no sábado com a Vigília Pascal e termina no Domingo de Páscoa.

Contudo, o período pascal prolonga-se até Domingo de Pentecostes, que ocorre 50 dias depois do Domingo de Páscoa.

Desde 1985 o Domingo de Ramos é também a data em que se comemora o Dia Mundial da Juventude, criado pelo papa João Paulo II com o objectivo de reunir todos os jovens do mundo em torno da figura de Jesus Cristo.

De celebração anual, esta data inclui, de três em três anos, um encontro mundial que congrega milhares de jovens de todo o mundo.

O próximo encontro mundial realiza-se em 2011 em Madrid, pelo que no Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, em Roma, Bento XVI vai entregar aos jovens da capital espanhola a cruz e o ícone do Dia Mundial da Juventude.

O último Encontro Mundial de Jovens realizou-se o ano passado em Sydney, na Austrália.

Neste ano, em que se comemora a 24.ª edição, a mensagem do papa Bento XVI apela aos jovens para não se deixarem abater pela crise, exortando-os a descobrir Cristo e a serem, como S. Paulo, «testemunhas da esperança cristã».



Fonte: IOL Diário

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

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O espanto do Natal

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Nós que todos os anos vivemos o Natal perdemos o espanto perante o Natal. Essa é uma das piores coisas que pode acontecer a quem vive todos os anos o Natal. De facto, aqueles que participam com fervor na celebração anual do Natal sentem muitas emoções acerca dele, desde a elevação espiritual à indignação perante o consumismo e o desinteresse da sociedade. Mas raramente sentem aquilo que é o mais adequado perante o mistério natalício: o espanto.


O espanto principal vem, naturalmente, do próprio acontecimento que se celebra: que Deus omnipotente, que não cabe nos Céus, tenha decidido descer até nós e nascer como um menino, é algo de inaudito, inconcebível, quase inacreditável. Este é o mistério central da nossa fé cristã, mas dificilmente o conseguimos entender, quanto mais descrever, de tal forma ele ultrapassa tudo o que podemos imaginar. Vivemos todos os dias com ele, mas não somos capazes de compreender aquilo em que baseamos a nossa própria vida. O nosso Deus é, sem dúvida, espantoso!


Mas, mesmo se olharmos o Natal de fora, ele é uma festa absolutamente assombrosa. Se virmos o Natal como alguém que nada sabe sobre ele, se o considerarmos sem referência ao seu significado espiritual, temos de admitir que se trata de um fenómeno impressionante.


Ele é a única festa verdadeiramente global que o mundo alguma vez viu. O Natal atravessa todas as fronteiras e culturas. Existem, sem dúvida, muitas pessoas a quem o Natal nada diz, mas é difícil encontrar alguém que não saiba que ele existe.


Por outro lado, todos falam do "espírito natalício" mesmo quando ignoram o tal significado espiritual. De múltiplas maneiras e formas, os meios agnósticos, pagãos e até ateus se sentem tocados por uma mística que não sabem de onde vem. "Festa da família", "tradição popular", "quadra da solidariedade", "reino do Pai Natal" são maneiras comuns de descrever aquilo que ninguém consegue explicar, mas que todos sentem palpavelmente nesta quadra.


Os fenómenos espantosos que rodeiam o Natal são muitos mais. Por exemplo, trata-se da única celebração de aniversário que se verifica há mais de 2000 anos. Mas vale a pena pensar um pouco de onde vem esta surpreendente realidade. Se aquele que nada sabe sobre o Natal quiser entender a origem daquilo que tanto o surpreende, onde deve ele procurar a resposta? Que lhe podemos dizer nós, aqueles que todos os anos vivemos o Natal e participamos com fervor na sua celebração?


Bem, esta questão levar-nos-ia muito longe. Alguns refeririam dados sociológicos, históricos e etnográficos. Falariam da influência planetária da civilização ocidental, do gosto das culturas pelos presentes e pelas festas e de muitas outras coisas. Mas não existem muitas dúvidas que a razão última do fenómeno vem, simplesmente, do facto indiscutível que o nosso Deus é espantoso. O Deus que fez as girafas e os cometas, que concebeu a aurora e as trovoadas, que imaginou as galáxias e os seres humanos, só Ele poderia inventar uma coisa como o Natal.
João César das Neves





Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

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John Lennon 40 anos depois

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A Santa Sé decidiu "perdoar" John Lennon, pelas suas afirmações feitas em 1966, no auge da beatlemania.

A frase que mereceu muitos comentário e críticas foi : "Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo". Lennon acrescentou que não sabia qual iria morrer primeiro, se o cristianismo, se o rock. Mais de 40 anos depois, o diário L'Osservatore Romano elogia a banda e considera que o desabafo do músico foi uma forma de "exibicionismo, de gabarolice por parte de um jovem músico inglês pertencente às classes trabalhadoras, que havia crescido na era de Elvis Presley e do rock and roll, e alcançado um sucesso inesperado".Os Beatles e o seu Álbum Branco são elogiados pelo jornal oficial do Vaticano. Quanto ao grupo, conseguiu "uma única e estranha alquimia de sons e palavras". O álbum é elogiado por ser "uma antologia musical mágica".


Fonte da notícia: Fátima Missionária

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

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O Santo Graal

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Valência tem provavelmente o Santo Graal, cálice em ágata que teria sido utilizado por Jesus na Última Ceia, e especialistas reunidos neste domingo na cidade espanhola querem que a UNESCO o declare Património da Humanidade, refere a Lusa.


O Santo Graal é uma das mais importantes relíquias do cristianismo e a cidade espanhola de Valência, que afirma tê-lo, dedicou-lhe este fim-de-semana um congresso internacional, no 1750º aniversário da sua suposta chegada a Espanha.


Do congresso resultou uma petição, que se baseia «no conjunto de argumentos apresentados neste simpósio e dado que, pelo menos, pode-se demonstrar que o Santo Cálice de Valência foi o inspirador das narrativas medievais que deram lugar ao nascimento da literatura épica europeia», para que o objecto seja considerado pela UNESCO Património da Humanidade.


A relíquia, guardada numa capela especial na Catedral de Valência, tem 17 cm de altura e muitos especialistas questionam-se se é o mesmo usado por Cristo, principalmente porque está decorado com ouro e pedras preciosas.


Uma desconfiança compreensível


«É compreensível esta desconfiança. Porque a todos nós vêm à mente as cenas pobres com os discípulos sentados no chão, e Jesus com um humilde cálice de barro. Mas não foi assim», disse o professor de história de Universidade de Valencia e historiador da catedral valenciana, Vicente Martínez.


«O filho do carpinteiro escrevia em hebreu, era chamado de rabi (mestre em hebraico) e esteve com famílias com posses como a de Lázaro. É só consultar o Evangelho», afirmou.


A relíquia sagrada em si seria apenas a parte superior do cálice, em ágata, que os arqueólogos consideram de origem oriental, criada entre os anos 50 e 100 antes de Cristo. As asas e a base de ouro com pedras preciosas são do século XVI.


O cálice teria sido enviado de Roma pelo mártir São Lourenço, em 238, para que ficasse protegido, já que o santo sofria uma perseguição que o levaria à morte.

Fonte da notícia: IOL Diário

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segunda-feira, 2 de junho de 2008

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O Sudário de Turim será exposto ao público em 2010

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Bento XVI autorizou uma nova exposição ao público do Sudário de Turim, no ano de 2010. O anúncio foi feito pelo próprio Papa aos peregrinos desta arquidiocese italiana, recebidos Segunda-feira no Vaticano.

O Santo Sudário, uma das relíquias mais famosas do Cristianismo, é o pano de linho puro, que alguns afirmam ter sido utilizado para envolver o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação. Mede 4 metros e 36 centímetros de comprimento por 1 metro e 10 centímetros de largura.

Há notícia dele desde 1353, quando um pano que supostamente serviu de mortalha para Cristo apareceu em Lirey (França), levado pelas expedições que estiveram na Terra Santa. Um século depois, chegou às mãos dos duques de Savóia, que o guardaram em Chambéry. Em 1532, foi danificado num incêndio e, em 1694, foi transferido para a capela do Duomo (Catedral) de Turim.
Os testes para provar se realmente envolveu o corpo de Cristo começaram em 1898, depois de um fotógrafo de Turim ter feito uma foto do manto e, na revelação, descoberto que os negativos mostravam o corpo e o rosto de um homem crucificado.

Em 1989, o Sudário foi submetido ao teste do carbono-14 em três laboratórios da Suíça, Estados Unidos e Reino Unido. Os resultados dos testes datavam o tecido como sendo do período 1260 a 1390.

Vários especialistas criticaram os testes, considerando que foi mal feito: os três pedaços do tecido que foram cortados, naquela ocasião, para servir de amostra para o teste, eram das pontas, ou seja, a parte pela qual o manto foi suspenso nas inúmeras ocasiões em que foi apresentado aos fiéis ao longo dos séculos.

Em Abril de 1997, um incêndio destruiu a capela Guarini, onde o Santo Sudário é guardado, mas a relíquia foi resgatada sem sofrer danos. Meses mais tardes, foi estendida e não enrolada como até então, numa caixa à prova de incêndios e atentados.

A impressão no lençol de Turim deu-se por uma radiação luminosa-térmica: há vestígios de uma anormal produção de energia, que se pode comparar a uma explosão atómica, controlada e em relevo, segundo a profundidade da queimadura.

Embora não se possa afirmar com toda a segurança a autenticidade desta “relíquia”, o Papa João Pau­lo II gostava de falar dela como de um maravilhoso “ícone”.

Fonte da notícia: Agência Ecclesia
Nota Pessoal:
Julgo que o Sudário de Turim bem como qualquer outra relíquia deste tipo deveriam estar expostas ao público permanentemente e com toda a devida protecção de forma a que ninguém lhe possa tocar.

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sábado, 22 de março de 2008

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A ressurreição de Cristo

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O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, considerou esta sexta-feira que só a fé impede que, para os cristãos, a morte de Cristo na cruz seja vista como «um escândalo», mas antes seja encarada como «uma loucura do amor de Deus pelo mundo que criou», informa a Lusa.

«Só de joelhos, na humildade da nossa fé, podemos contemplar a Cruz de Cristo e impedir que ela não seja para nós um escândalo, algo de tão violento e incompreensível que nos leve a duvidar da bondade e da justiça de Deus», disse D. José da Cruz Policarpo na homilia da Paixão do Senhor, na tarde desta sexta-feira na Sé Patriarcal.

Segundo o Cardeal Patriarca, a morte de Cristo pela crucificação foi uma forma de Deus «vencer o mal na sua raiz».

«No Calvário, Deus, para amar o mundo, não deixa de amar o Seu Filho, que na Sua humanidade, assumiu todo o mal do mundo. Na Cruz, o amor entre o Pai e o Filho é o mesmo amor eterno que criou o mundo, porque só assim o pode recriar», afirmou D. José Policarpo perante os fiéis presentes na Sé de Lisboa.

De acordo com o prelado, «amar no sofrimento e na obediência é a atitude nova que a morte de Cristo lega à humanidade, caminho para a redenção do sofrimento inevitável».

«A Cruz é um acto de amor de Deus Pai pela humanidade que criou. É um acto de amor de Jesus por Deus, Seu pai, concretizado na obediência à vontade divina», acrescentou, questionando: «Mas porquê a morte? Porquê ir tão longe?».

A resposta, para D. José Policarpo, está no facto de se tratar de uma forma «de vencer radicalmente o mal e exorcizar a morte, inserindo-a no dinamismo da vida e da esperança».

«Ligado à experiência da morte está a realidade do sofrimento humano, universal e inevitável, vivido como experiência de morte», disse o Cardeal Patriarca, para quem «exorcizar a morte é também mudar radicalmente o sentido do sofrimento, o que só é possível redimindo o pecado».

«A morte de Cristo como expressão do amor eterno restitui ao sofrimento humano a possibilidade de ser expressão do amor», afirmou ainda o Bispo responsável pelo Patriarcado, exortando os cristãos a, ao contemplarem a Cruz, descobrirem «o mistério e a missão da Igreja de ser, no mundo, fermento de Redenção».

Fonte da notícia: Portugal Diário

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terça-feira, 18 de março de 2008

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Fervor e tradição nas ruas de Portugal

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O fervor e a tradição marcam muitas celebrações que, por estes dias, saem às ruas do nosso país para assinalar o Tríduo Pascal, em que a Igreja celebra a Paixão de Jesus.

No seu Dossier sobre a Semana Santa, a Agência ECCLESIA apresentou uma série de tradições, em todo o país, ligadas a este tempo solene do ano litúrgico, o mais importante para os católicos.

Nos próximos dias, centenas de procissões marcarão a nova fisionomia das ruas portuguesas, juntando milhares de pessoas em volta do mistério da morte e ressurreição de Cristo.

O «Directório sobre a piedade popular e a Liturgia» publicado pela Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos em 2001 sublinha que a piedade popular se compraz na devoção a Cristo Crucificado.

Vias-Sacras e autos da Paixão, as procissões do Senhor no sepulcro, as “Endoenças” e outras manifestações arrastam multidões. Milhares de figurantes procuram reproduzir, o mais fielmente possível, os últimos momentos de vida de Jesus, relatados nos Evangelhos. As figuras dos penitentes públicos também marcam, por outro lado, as procissões que se realizam em várias localidades.

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

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domingo, 16 de março de 2008

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Cristãos celebram o Domingo de Ramos

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A Páscoa é o maior evento do calendário cristão. Para a Igreja Católica, a Semana Santa foi iniciada na última sexta-feira, mas sua programação oficial será aberta hoje com a celebração do Domingo de Ramos. Em Natal, a Catedral Metropolitana celebra duas missas, às 11h e às 19h15, mas algumas paróquias realizam missas logo cedo, às 6h, como a Nossa Senhora da Apresentação, na Cidade Alta. O dia remete à entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus, e a igreja recorda os louvores da multidão realizando procissões antes das celebrações, onde os fiéis levam palmas e ramos para manifestar sua fé.
Esse momento antecede o Tríduo Pascal, ou seja, o Lava-pés, na quinta-feira, a Sexta-feira da Paixão e o Sábado de Aleluia, e prepara os cristãos para o Domingo de Páscoa. Segundo o padre Inácio Henrique, da Paróquia Nossa Senhora do Ó, de Nísia Floresta, a Semana Santa faz parte da Quaresma e é grande por sua natureza, por seu significado para os católicos. Durante esse período, os cristãos são convidados a viver de forma mais intensa sua fé, seguindo três conceitos: a esmola, o jejum e a penitência.
Longe do caráter festivo que a maior parte dos feriados recebe no Brasil, a Páscoa é tida como um momento de passagem, que celebra a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo e convida as pessoas a repensar atos, refletir e mudar de vida. ‘‘Não somos coadjuvantes desse momento, somos convidados a mudar junto com Jesus’’, observou padre Inácio Henrique. Alguns católicos mais tradicionais seguem à risca as orientações sobre a Semana Santa, considerada um convite para reforçar a fé. Muitos fazem jejum e os mais velhos chegam a manter costumes passados de pai para filho, como não pentear o cabelo nem varrer a casa, por exemplo.
Porém muitas pessoas aproveitam a data para descansar, viajar, o que não é errado, mas poderia ser somado à reflexão que o período propõe. ‘‘Há alguns anos todos se mobilizavam, o comércio não funcionava, mas hoje somos afetados pela dinâmica do mundo’’, disse. Entre os dias que integram a Semana Santa, a Sexta-feira da Paixão atrai mais os fiéis. Segundo padre Inácio Henrique, apesar das mudanças no mode de vida das pessoas, ainda se percebe uma identificação do sofrimento do povo com o de Jesus.


Fonte da notícia: Diário de Natal (Brasil)

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Jorge Goncalves

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