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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


“À procura do Rosto de Deus”

Searching for the face of God
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Homilia Pontifical do Natal por D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa

1. O início do Evangelho de São João, que agora escutámos, resume bem o que significa para o homem esta ousadia do amor de Deus, que foi fazer-se Homem. “A Deus nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer” (Jo. 1,18). Está explicado o motivo de Deus para a encarnação do seu Verbo eterno: para que o homem O pudesse conhecer, pudesse ver o Seu rosto. Ver o rosto de Deus, conhecê-l’O face a face, foi um anseio profundo dos crentes de Israel. Moisés, o homem de Deus, com quem Deus falava como um amigo fala ao seu amigo (cf. Ex. 33,11), no alto do Sinai, ousa pedir: “Senhor, deixa-me ver o Teu rosto” (Ex. 33,18).


Este desejo brota da fé de Israel. Só se deseja conhecer o rosto de um amigo, de alguém que sentimos perto de nós. O crente de Israel sofre a tensão de uma dupla experiência: a certeza de que Deus está presente, interessa-se pelo Povo, nas maravilhas que realiza em seu favor, é um Deus que deseja intimidade; mas, por outro lado, Ele é um mistério difícil de alcançar, o que leva o Salmista a exclamar: “Tu és, na verdade, um Deus escondido” (Is. 45,15). Tudo isto faz ressaltar o dom inaudito da Encarnação: em Jesus Cristo pode contemplar-se o rosto de Deus. Ele é a derradeira atitude de Deus para se tornar próximo e se dar a conhecer ao Seu Povo, Ele que “muitas vezes e de muitos modos falou antigamente aos nossos pais, pelos profetas e que, nestes dias que são os últimos, nos falou por Seu Filho” (He. 1,1ss).


2. Já Isaías enalteceu os mensageiros que trazem a notícia do regresso de Deus a Sião, que leva todos a soltar brados de alegria porque vêem, com os próprios olhos, Deus que volta para Sião. O Profeta acredita que esse regresso de Deus à intimidade com o Povo da Aliança será o ponto de partida do anúncio do Deus vivo a todos os povos do mundo. “O Senhor descobriu o seu santo braço à vista de todas as nações e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus” (Is. 52,10). Esta consciência de que o Povo do Senhor terá como missão anunciar o Deus vivo a todos os povos, radicalizar-se-á em Jesus Cristo e na sua Igreja, que é sacramento de salvação para todos os povos. Ir por todo o mundo a anunciar a salvação de Deus, em Jesus Cristo, é a missão da Igreja, expressa no último envio dos Apóstolos, por Jesus: “Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra; ide, pois, e fazei discípulos em todas as nações” (Mt. 28,18).


Este anúncio do profeta do regresso de Deus a Sião é o anúncio do Messias, da encarnação do Verbo de Deus. Nunca como em Jesus Cristo, Deus esteve presente no meio do seu Povo. Esta vinda de Deus para Sião não foi facilmente reconhecida pela totalidade do Povo. São João reconhece-o: “Veio para o que era seu e os seus não O receberam” (Jo. 1,11); “a luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam” (Jo. 1,5). Este é um dos grandes paradoxos da história: um povo oficialmente crente em Deus, não reconhece Deus que o visita.


Este paradoxo verifica-se hoje, na nossa sociedade. Somos um povo cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo, em que a grande maioria dos portugueses são baptizados, mas que celebrando o Natal de forma cultural, não reconhece em Jesus o Deus que o visita.


O Natal interpela, antes de mais, a Igreja. O nascimento de Jesus é uma proposta de intimidade com Deus que vem, sempre de novo, ao nosso encontro em Jesus Cristo. Se não vivermos a profundidade e a surpresa desse encontro, não o podemos anunciar com convicção, não seremos o lugar a partir do qual é anunciado ao mundo o verdadeiro Deus.


3. Só esse anúncio, que seja testemunho do encontro com o rosto de Deus no rosto humano de Jesus, será luz que brilha nas trevas, vencerá a indiferença, o agnosticismo e mesmo o ateísmo. Hoje, na nossa sociedade, há alguns que negam mesmo a existência de Deus, atitude que pode parecer clara na lógica da razão, mas que não tranquiliza o coração. Outros refugiam-se na atitude agnóstica de quem não se pronuncia, de quem não sabe dizer nada sobre Deus, que respeitam os crentes mas não se sentem interpelados por eles, esquecendo que há inquietações profundas que dificilmente se podem calar, que “o coração tem razões que a razão desconhece”, na expressão popular que tenta definir o amor. Mas a maior parte dos nossos contemporâneos adiam sempre, para mais tarde, uma tomada de posição sobre Deus, acabando assim por adiar um encontro com o próprio Deus. No diálogo com todos estes nossos irmãos devemos apresentar-nos na humildade da nossa fé, que se gera certezas inabaláveis, sem sempre exclui a obscuridade e a dúvida. Temos em comum com todos os que procuram, o nosso desejo de ver a Deus, de poder contemplar o Seu rosto.


A compreensão da fé, em todo o Novo Testamento, é uma adesão a Jesus Cristo como caminho para a visão de Deus. A sua expressão mais forte é a esperança, que vence obstáculos e dificuldades, desejando ver a Deus face a face. Em São Paulo é clara essa compreensão da fé como caminho humilde e confiante à procura do rosto de Deus. Aos Coríntios ele escreve: “hoje vemos como num espelho, de maneira confusa, mas então veremos face a face. Hoje conheço de maneira imperfeita, mas então conhecerei como sou conhecido” (1Cor. 13,12). O encontro perfeito e definitivo com Cristo é para Paulo o cumular da esperança.


Contemplemos o nascimento de Jesus celebrando a sua Páscoa. Esta proporciona-nos, continuamente, o encontro vivo com Ele, por via sacramental, e assim vamos aprendendo a desejar, sempre mais, aquele momento em que, no Seu rosto, contemplaremos o rosto de Deus.



D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa

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domingo, 19 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Contra a «relativização» do preservativo

Against the "relativization" of condom use
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O coordenador da Comissão de Luta contra a Sida manifestou este domingo preocupação com a possibilidade de se relativizar o uso do preservativo como «um meio fundamental de prevenção» na luta contra a transmissão do vírus, refere a Lusa.

Questionado sobre as declarações de D. José Policarpo que afirmou que o preservativo é falível e que esta opinião lhe foi transmitida por «responsáveis portugueses» - comungando assim da opinião de Bento XVI de que não deve ser a «única maneira de combate à Sida» -, Henrique Barros disse: «São duas verdades».

«A Igreja faz o seu papel», disse responsável, tendo referido que se trata de um assunto «muito sério e complexo».

Segundo Henrique Barros, «o melhor meio» que as pessoas dispõem para combater a transmissão do vírus HIV Sida «é o preservativo masculino e feminino».

O coordenador Nacional referiu também que «as pessoas têm, cada vez mais, parceiros sexuais».

«A fidelidade de uma das partes não garante que o mesmo se passe com a outra», disse o responsável.

Henrique Bastos destacou ainda que em Portugal se está a seguir uma estratégia de intervenção que integra todos os meios de prevenção.


Fonte: IOL Diário

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domingo, 18 de maio de 2008

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A Concordata segundo D. José Policarpo

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O cardeal patriarca de Lisboa lembrou hoje que a Concordata de 1940 se mantém válida nos princípios que transitaram para a nova Concordata, enquanto esta não for regulamentada pela Assembleia da República ou pelo Governo, noticia a Lusa.

Questões relacionadas com o estatuto das escolas católicas, a disciplina de educação moral e religiosa e a assistência hospitalar e em meios prisionais mantêm-se ainda por resolver, apesar de a Concordata entre a Santa Sé e o Estado português ter sido assinada já há quatro anos.
A moldura legal em que os sacerdotes irão pagar impostos também ainda não está esclarecida, embora os padres já tenham começado a pagar IRS no ano passado.

«Legislação complementar»

Numa carta que assinala o Dia da Igreja Diocesana, o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, considera que, apesar da falta de regulamentação, «não há vazio legal nem espaço para as ambiguidades que têm surgido, aqui e acolá, nas diversas estruturas do Estado».

«A Concordata de 2004 (...) precisa de legislação complementar da competência da Assembleia da República ou do Governo (...). Enquanto esses novos diplomas não entrarem em vigor, a actual legislação aplicativa da Concordata de 1940, nos assuntos que permanecerem na presente Concordata, continua válida», argumenta D. José Policarpo na carta divulgada datada de hoje e divulgada à comunicação social.

«Este princípio foi explicitado e aceite como garantia, pela Comissão negocial e pelo Governo de então», acrescenta.

Igreja «não reivindica privilégios»

Quanto às questões ainda em análise com o Governo, o cardeal patriarca afirma que a Igreja «não reivindica privilégios», mas antes «reconhecimento da sua missão e espaço de liberdade».

«Temos consciência de que em democracia os valores fundamentais são a competência, a disposição para servir e o diálogo.(...) É o espaço da insistência e da persuasão. A hierarquia católica não segue normalmente o caminho de pressionar o Estado na praça pública, embora esse seja um meio utilizado em democracia por outras forças sociais», lê-se no documento.

Num capítulo dedicado às relações entre a Igreja e o estado, D. José Policarpo declara que a missão da Igreja é por vezes confundida com intervenção política ou exigência de privilégios: «Há quem considere intervenção política ou exigência de privilégios, o que na nossa óptica é apenas exercício da missão da Igreja e que, segundo o Concílio, pode incluir, em certos casos, a denúncia da forma como o poder político é exercido».

«Estado não pode ter religião»

Aliás, para o cardeal patriarca de Lisboa, face aos poderes públicos a Igreja tanto pode ser «força de colaboração como voz de denúncia», exigindo que esses poderes promovam valores universais como a defesa da vida, a dignidade da pessoa humana ou a estabilidade da família.

«O Estado não pode ter religião, respeita todas (...). A laicidade afirma-se, assim, como uma neutralidade em matéria religiosa, neutralidade que exige também que a não religião ou o laicismo não se transformem em doutrina do Estado», refere ainda no capítulo sobre as relações entre Igreja e Estado.

Num documento que também assinala os 30 do ministério episcopal de D. José Policarpo ao serviço da Igreja de Lisboa, o patriarca lamenta que a Igreja tenha vindo a perder espaço na sociedade «como principal fonte inspiradora de valores da humanidade».

Fonte da Notícia: IOL Portugal Diário

Nota Pessoal:

«A Concordata», um nome tão extraordinariamente invulgar para um documento assinado em 1940 entre o Estado Português e a Santa Sé.

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sábado, 22 de março de 2008

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A ressurreição de Cristo

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Açores, Azores, viagens, passeios, Páscoa, ilhas dos Açores
O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, considerou esta sexta-feira que só a fé impede que, para os cristãos, a morte de Cristo na cruz seja vista como «um escândalo», mas antes seja encarada como «uma loucura do amor de Deus pelo mundo que criou», informa a Lusa.

«Só de joelhos, na humildade da nossa fé, podemos contemplar a Cruz de Cristo e impedir que ela não seja para nós um escândalo, algo de tão violento e incompreensível que nos leve a duvidar da bondade e da justiça de Deus», disse D. José da Cruz Policarpo na homilia da Paixão do Senhor, na tarde desta sexta-feira na Sé Patriarcal.

Segundo o Cardeal Patriarca, a morte de Cristo pela crucificação foi uma forma de Deus «vencer o mal na sua raiz».

«No Calvário, Deus, para amar o mundo, não deixa de amar o Seu Filho, que na Sua humanidade, assumiu todo o mal do mundo. Na Cruz, o amor entre o Pai e o Filho é o mesmo amor eterno que criou o mundo, porque só assim o pode recriar», afirmou D. José Policarpo perante os fiéis presentes na Sé de Lisboa.

De acordo com o prelado, «amar no sofrimento e na obediência é a atitude nova que a morte de Cristo lega à humanidade, caminho para a redenção do sofrimento inevitável».

«A Cruz é um acto de amor de Deus Pai pela humanidade que criou. É um acto de amor de Jesus por Deus, Seu pai, concretizado na obediência à vontade divina», acrescentou, questionando: «Mas porquê a morte? Porquê ir tão longe?».

A resposta, para D. José Policarpo, está no facto de se tratar de uma forma «de vencer radicalmente o mal e exorcizar a morte, inserindo-a no dinamismo da vida e da esperança».

«Ligado à experiência da morte está a realidade do sofrimento humano, universal e inevitável, vivido como experiência de morte», disse o Cardeal Patriarca, para quem «exorcizar a morte é também mudar radicalmente o sentido do sofrimento, o que só é possível redimindo o pecado».

«A morte de Cristo como expressão do amor eterno restitui ao sofrimento humano a possibilidade de ser expressão do amor», afirmou ainda o Bispo responsável pelo Patriarcado, exortando os cristãos a, ao contemplarem a Cruz, descobrirem «o mistério e a missão da Igreja de ser, no mundo, fermento de Redenção».

Fonte da notícia: Portugal Diário

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Jorge Goncalves

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