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quinta-feira, 11 de junho de 2009

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Corpus Christi: Dia do Corpo de Deus

BODY AND BLOOD OF JESUS CHRIST
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Desde o século XII, quase não há em Portugal cidade ou lugar que prescinda da celebração da festa do Corpo de Deus, invocadora do "triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia".
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A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como "Corpo de Deus", começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.

Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de "ver a hóstia" passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na "Chirstianitas" medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.

A "comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa" (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do "Preciosíssimo Sangue", a 1 de Julho. A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que "onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo" (cân 944, §1).



Fonte: Agência Ecclesia

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sábado, 11 de abril de 2009

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Sábado Santo

HOLY SATURDAY
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"Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).


No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.


A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüente. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".


O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.


É um dia de meditação e silêncio. Algo pareceido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).


Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:


"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".

Vigília Pascal


A celebração é no sábado à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiqüíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.


A
Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:


Breve Lucernário


Abençõa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras do anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.


Liturgia da Palavra


Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde os inícios Deus realizou com seu povo.


Liturgia Batismal


São chamados os catecúmenos, que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se a renovação dos compromissos batismais.


Liturgia Eucarística


Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Nele participam pelas primeira vez os neófitos.


Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine a aurora do Domingo.


A missa ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.


O sacerdote e os ministros se revestem de branco para a Missa. Preparam-se os velas para todos os que participem da Vigília.


Fonte: Acidigital.com

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domingo, 5 de abril de 2009

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Semana Santa

HOLY WEEK
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São factos repletos de realismo, os que se celebram na Semana Santa. Vividos num mistério de fé, são também dramatizados em diferentes expressões e para reviver os quadros da paixão e morte de Cristo na cruz.

A celebração dos mistérios da Redenção, realizados por Jesus nos últimos dias da sua vida, começa pela sua entrada messiânica em Jerusalém. O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das Palmas e da Paixão do Senhor.

Duas celebrações marcam a Quinta-Feira Santa: a Missa Crismal e a Missa da Ceia do Senhor. Antigamente, na manhã deste dia celebrava-se o rito da reconciliação dos penitentes, a quem tinha sido imposto o cilício em quarta-feira de cinzas. A manhã foi preenchida pela Missa Crismal, que reúne em torno do Bispo o clero da Diocese e são abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e consagrado o Santo Óleo do Crisma.

A origem da bênção dos óleos santos e do sagrado crisma é romana, embora o rito tenha marcas galicanas. Em conformidade com a tradição latina, a bênção do óleo dos doentes faz-se antes da conclusão da oração eucarística; a bênção do óleo dos catecúmenos e do crisma é dada depois da comunhão. Permite-se, todavia, por razões pastorais, cumprir todo o rito de bênção depois da liturgia da Palavra, conservando, porém, a ordem indicada no próprio rito.

Com a Missa vespertina da Ceia do Senhor tem início o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. É comemorada a instituição dos Sacramentos da Eucaristia e da Ordem e o mandamento do Amor (o gesto do lava-pés).

A simbologia do sacrifício é expressa pela separação dos dois elementos "o pão" e "o vinho". Esse evento do mistério de Jesus também se tornou manifesto no gesto do lava-pés. Depois do longo silêncio quaresmal, a liturgia canta o Glória.

No final da Missa, o Santíssimo Sacramento é trasladado para um outro local, desnudando-se então os altares.

Na Sexta-feira Santa não se celebra a missa, tendo lugar a celebração da morte do Senhor, com a adoração da cruz. O silêncio, o jejum e a oração marcam este dia. A celebração da tarde é uma espécie de drama em três actos: proclamação da Palavra de Deus, apresentação e adoração da cruz, comunhão.

O Sábado Santo é dia alitúrgico: a Igreja debruça-se, no silêncio e na meditação, sobre o sepulcro do Senhor. A única celebração primitiva parece ter sido o jejum.

A Vigília Pascal é a “mãe de todas as celebrações” da Igreja. Celebra-se a Ressurreição de Cristo, a Luz que ilumina o mundo, e para transmitir esse simbolismo deve ser celebrada não antes do anoitecer e terminada antes da aurora. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Baptismo e, por fim, a liturgia Eucarística. Ainda hoje continua a ser a noite por excelência do Baptismo.

História

O ano litúrgico como hoje o conhecemos pretende levar os católicos a celebrar sacramentalmente a pessoa de Jesus Cristo como "memória", "presença", "profecia". Na Igreja primitiva, o mistério, a celebração, a pregação, a vida cristã tiveram um único centro: a Páscoa - o culto da Igreja primitiva nasceu da Páscoa e para celebrar a Páscoa. No início da vida cristã encontra-se o Domingo como única festa, com a única denominação de "Dia do Senhor". Por influência das comunidades cristãs provenientes do judaísmo, surgiu depois um "grande Domingo", como celebração anual da Páscoa.

A partir do séc. IV, com os decretos que garantiam a liberdade de culto aos cristãos, começaram-se a celebrar na Terra Santa os acontecimentos da Paixão e morte de Jesus Cristo, nos locais e às horas em que eram relatados nos Evangelhos. Nasceu assim a Semana Santa e os peregrinos estenderam este uso a todas as igrejas.

A celebração do baptismo na noite de Páscoa, já em uso no século III, e a disciplina penitencial com a reconciliação dos penitentes na manhã de Quinta-feira Santa, já no século V, fizeram nascer também o período preparatório da Páscoa, ou seja, a Quaresma, inspirada nos "quarenta dias bíblicos".

A Semana Santa apresenta-se, neste contexto, como a Semana Maior do ano litúrgico. Graças à peregrina Egéria, que viveu no final do século IV, conhecemos os rituais que envolviam estas celebrações no princípio do Cristianismo.

Ela descreve em seu livro "Itinerarium" a liturgia que se desenvolveu em Jerusalém, teatro das últimas horas de vida de Jesus, e compreende o intervalo de tempo que vai do Domingo de Ramos à Páscoa.

Na Idade Média, esta semana era chamada a "semana dolorosa", porque a Paixão de Cristo era dramatizada pelo povo, pondo em destaque os aspectos do sofrimento e da compaixão. Actualmente, muitas igrejas locais dão ainda vida a essa tradição dramática, que se desenrola em procissões e representações da Paixão de Jesus.

As outras Igrejas

Paixão, morte e Ressurreição de Cristo são as doutrinas comuns a todos os ramos do Cristianismo e que, ao mesmo tempo as distingue das outras religiões. A Quarta-feira de cinzas marca o início da Quaresma para todas as Igrejas cristãs, mas apenas a tradição católica a assinala obrigatoriamente com a simbologia da imposição das cinzas.

A Igreja Lusitana de comunhão Anglicana e também a Presbiteriana diferem pouco da tradição católica. Pequenos detalhes marcam a diferença. “A Igreja Lusitana é católica mas não é romana, ou seja, não reconhecemos a autoridade a Roma. A actividade litúrgica é, por isso, muito semelhante”, explica o Bispo Fernando Soares. O tempo de Quaresma principia na Quarta-feira de cinzas com o rito de imposição das cinzas. Não é uma prática de todas as igrejas, “dependerá da sensibilidade das comunidades”. Também a Igreja Evangélica Metodista Portuguesa não tem doutrinas nem normas específicas sobre este culto, mas em alguns países, “apenas em sentido tradicional e voluntário, há uma cerimónia nesta data, com ou sem imposição de cinzas”, explica o Pastor Jorge Barros.

Talvez a maior “detalhe” nas celebrações da Igreja Lusitana aconteça no Domingo de Ramos. Durante a Quaresma, são feitas, em folhas de palmeira, pequenas cruzes que no último Domingo da Quaresma, são abençoadas e distribuídas aos fiéis que, durante a leitura do Evangelho sobre a crucificação de Jesus, as seguram na mão. “É uma cruz pequena que se usa para marcar os livros. Algumas pessoas gostam inclusivamente de levar para alguns familiares”. Um pequeno símbolo que pretende “reforçar a relação de cada um com a cruz de Cristo”, explica o Bispo Fernando Soares.

A tradição Presbiteriana aponta como diferença a leitura do Evangelho no Domingo de Ramos. Enquanto a tradição católica revive toda a paixão de Cristo neste Domingo, a Igreja Presbiteriana apenas lê a entrada de Jesus em Jerusalém, deixando o restante relato para a Semana Santa. Os sete dias antes da Páscoa são um tempo especial de preparação para os fiéis presbiterianos e também para os metodistas. “A Semana Santa é a época do ano em que temos mais serviços religiosos, em especial nas igrejas paroquiais maiores, onde há serviços durante toda a semana, excepto no Sábado”, explica o pastor Jorge Barros.

Semana Santa

Todas as Igrejas têm um culto especial na Quinta-feira e na Sexta-feira Santa. Algumas comunidades Presbiterianas encontram-se todos os dias da Semana Santa. “A organização fica dependente de cada comunidade que poderá organizar actividades para os mais novos e mais velhos”, explica Eva Michel.

Durante a Quaresma a atenção principal centra-se nas passagens bíblicas e na reflexão pessoal de cada um, “para que possamos viver com maior atenção aos outros, a nós próprios, com a natureza e com Deus”. Este é o centro da prática quaresmal da Igreja Presbiteriana.

Tradicionalmente, nas Igrejas protestantes, a espiritualidade centrou-se na Sexta-feira Santa e na redenção. Eva Michel recorda a devoção que leva as pessoas ao culto na Sexta-feira santa, mesmo que estejam ausentes durante o resto do ano. No entanto, o diálogo ajudou a corrigir os extremos e, a pastora Eva explica que, hoje entende-se a necessidade de ampliar os horizontes. “A cruz sem ressurreição é muito vazia, mas a celebração da ressurreição sem olhar para o sofrimento na cruz também é insuficiente. Para ver a morte de Jesus temos de a perceber enquanto consequência da sua vida e não isolá-la. Isto significa redescobrir o profundo mistério que é a Páscoa”.

Na tradição baptista, durante a Semana Santa, há cultos vespertinos ou serviços religiosos à noite, em especial na Quinta-feira e Sexta-feira santa, onde são lembradas, através de textos e hinos, as últimas 48 horas de Jesus, a última ceia com os discípulos e a crucificação. “Existem muitos sermões sobre a descrição histórica do que aconteceu”. Os cânticos e os textos sagrados centram-se no sofrimento de Jesus. “Os evangélicos consideram que a salvação é de graça, mas não a foi para Jesus. Teve um alto preço e por isso os pastores recordam aos crentes que este foi um sofrimento atroz e dão ênfase ao preço do sofrimento para a salvação”, afirma Fernando Loja.

Das Igrejas cristãs, apenas a Católica realiza a Via-sacra na tarde de Sexta-feira santa, reconstruindo os último passos de Cristo. Na Sexta-feira Santa, a Igreja Lusitana prepara um momento devocional pelas 15 horas nas comunidades e também à noite, onde o culto se debruça sobre a crucificação. “A reflexão é conduzida pela pregação, pelos textos sagrados e por cânticos”. O culto de Quinta-feira santa termina com a desnudação do altar. “Todas as alfaias litúrgicas, a cruz, as flores, velas, a toalha são retirados com o objectivo de lembrar que Jesus foi sepultado e tudo ficou nu”. Na Sexta-feira o culto decorre na austeridade e apenas na Vigília Pascal de Sábado os elementos litúrgicos são repostos. Quando anunciada a ressurreição, acendem-se as luzes, “começando uma nova vida”. Um rito semelhante à tradição católica que habitualmente inicia a celebração com a bênção do fogo no exterior da igreja. No Domingo celebra-se o dia da Ressurreição. O convívio após o culto, num almoço familiar, é uma tradição que o Bispo da Igreja Lusitana lamenta estar-se a perder. “Até no Natal as pessoas já optam por ir ao restaurante ou a hotéis porque não querem cozinhar”.

A tradição Metodista celebra um culto na Sexta-feira santa “muito solene e por vezes emotivo e são realçados os acontecimentos centrados na crucificação e morte”, explica o Pastor Jorge Barros. Leituras bíblicas longas e apropriadas e hinos de sofrimento e tristeza, “embora de fé” conduzem os fiéis. Este é um dia em que a frequência na Igreja é “muito maior que o habitual, incluindo crentes pouco assíduos e visitantes”.



Fonte: Agência Ecclesia

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segunda-feira, 23 de março de 2009

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Os dez mandamentos da Igreja em África

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O Instrumento de Trabalho do Sínodo dos Bispos sobre África, que decorre em Outubro, foi entregue pelo Papa esta semana aos bispos do continente. O texto sintetiza os desafios que a Igreja Católica enfrenta em África. O PÚBLICO selecciona dez.
Pobreza e delapidação do continente
Os recursos naturais africanos são "confiscados e delapidados" por grupos de interesse, há trabalhadores a receber "salários indecentes", subsiste a escravatura. O retrato de África não é meigo. E mesmo se o texto do sínodo não insiste na fome ou na pobreza absoluta de tantos, o Papa não se esqueceu de referir o problema à sua chegada a Luanda. Os agricultores não podem ficar reféns das sociedades produtoras de organismos geneticamente modificados, que pretendem solucionar o problema alimentar, mas que não podem fazer esquecer os "verdadeiros problemas" dos camponeses. As mudanças climáticas fazem--se sentir, "comprometendo os ganhos modestos das economias africanas". Os bispos não podem "ficar insensíveis a estas questões", diz o texto.
Globalização ignora África
A globalização "tende a marginalizar o continente africano", mas é impossível ignorá--la. Até pelas consequências nefastas que já tem no continente: "Forças internacionais exploram [a] miséria do coração humano", apoiam "poderes políticos que não respeitam os direitos humanos" e a democracia, "fomentam guerras para vender armas". Os programas de reestruturação das instituições financeiras têm consequências "muitas vezes funestas" e fragilizaram as economias africanas. As multinacionais invadem o continente "com a cumplicidade dos dirigentes africanos". Na exigência de maior justiça, o texto do sínodo não esquece a necessidade de a própria Igreja Católica dar exemplo: "Deve, antes de mais, viver a justiça no seu seio", diz o documento. Até porque "os salários justos nem sempre são garantidos" e a gestão dos bens "padece, por vezes, de falta de transparência".
Mais e melhor democracia
Há mais democracia em África do que há década e meia, quando se realizou a primeira assembleia do Sínodo dos Bispos sobre o continente, verifica o documento. "A emancipação dos povos do jugo dos regimes de ditadura anuncia uma nova era e o início, ainda que tímido, de uma cultura democrática." A Igreja quer-se manter imparcial na luta política, fez de mediadora em vários processos de transição e iniciativas como as comissões de Verdade e Reconciliação vieram ao encontro da tradição africana da "árvore das palavras" e do conceito cristão do perdão, diz o texto. A Igreja quer agora empenhar-se numa África mais reconciliada e mais democrática. Disse-o o Papa na chega a Luanda, sexta-feira, quando referiu os princípios de uma "democracia civil moderna": respeito pelos direitos humanos, governos transparentes, magistratura independente, comunicação social livre, administração pública honesta.
Conflitos também chegam à Igreja
A guerra é uma das tragédias africanas várias vezes e sob diversas formas referida no texto de preparação do sínodo. Mas o documento não arrisca propor a não-violência como lógica de resolução dos conflitos, limitando--se a enaltecer os cristãos que, nos exércitos, testemunham o respeito pela deontologia militar, os bens e as pessoas" e levantam a sua voz "contra a venda de armas". Mas também a Igreja Católica não escapa à lógica do conflito: "As divisões étnicas ou tribais, regionais ou nacionais, as atitudes xenófobas verificam-se igualmente nalgumas comunidades eclesiais, nas atitudes e propósitos de certos pastores", reconhece o documento. Não é difícil perceber a alusão à guerra civil e aos massacres no Ruanda, em 1994 - precisamente quando decorria a primeira assembleia do Sínodo dos Bispos sobre África - naquele que era um dos países africanos com mais forte presença católica. As divisões chegam ao interior de várias conferências episcopais, onde os bispos se dividem no apoio a diferentes partidos. Para falar "com autoridade aos dirigentes políticos", a hierarquia católica terá que "falar a uma só voz" sobre as situações conflituosas dos povos africanos, sugere o documento.
Eurocentrismo na liturgia?
"A Igreja só pode formar autênticos cristãos se encarar com seriedade o enraizamento cultural da mensagem evangélica", afirma o texto de trabalho do sínodo. Esta é uma tensão permanente no cristianismo: até onde ir na adaptação à cultura local, respeitando o essencial da fé cristã? Para muitos teólogos, o que se passou no Ruanda em 1994 foi mesmo consequência de levar até ao extremo a inculturação cristã - tornando-a uma tribalização. Mas este debate relaciona-se também com a liturgia: em África, uma missa sem dança não é dança. O Papa avisou, no seu discurso aos bispos nos Camarões, quarta-feira: "Habitualmente, estas celebrações eclesiais são festivas e animadas, exprimindo o fervor dos fiéis (...). Entretanto, é essencial que a alegria assim manifestada não seja obstáculo mas meio para entrar em diálogo e comunhão com Deus, através de uma real interiorização." Este pode ser mais um aviso do pensador europeu que é Bento XVI, contra os "desvios" à norma católica. Ontem, a missa da manhã em Luanda teve, aliás, apenas cânticos litúrgicos de origem europeia.
Buscar a matriz da religião tradicional
Nem sempre é fácil a relação do cristianismo com as religiões tradicionais africanas. O documento entregue pelo Papa aos bispos fala dos valores da cultura africana, quase sempre presentes na religião tradicional do continente: respeito pelos anciãos, respeito pela mulher como mãe, cultura da solidariedade e da hospitalidade, respeito pela honestidade... A Igreja Católica deve identificar a matriz da religião tradicional africana, sugere o documento, para "identificar os elementos bons e nobres, que o cristianismo pode adoptar, purificando os que julgar incompatíveis com o evangelho, para forjar uma cultura de reconciliação, justiça e paz". Esta aproximação "facilitará a colaboração com os adeptos desta religião" e "contribuirá para uma autêntica inculturação na Igreja". Mas o texto diz que a Igreja deve recusar os "chauvinistas" que defendem a religião tradicional "como património nacional e fazem dela um objecto de orgulho nacional, embora muitas vezes não a pratiquem".
Diálogo e intercâmbio com o islão
O catolicismo cresceu em África nos últimos anos, mas o islão também se expande. E a conversa entre as duas religiões nem sempre é fácil. O Papa Bento XVI escolheu os Camarões para primeira etapa africana porque, entre outras razões, ali existe uma sã convivência e muitas iniciativas conjuntas de católicos, protestantes e muçulmanos. O texto do sínodo nota que há realidades diversas no diálogo entre catolicismo e islão e diz que há o risco de "politizar as pertenças religiosas". O intercâmbio e a solidariedade entre cristãos e muçulmanos e o respeito pelas identidades religiosas de crianças muçulmanas que frequentam escolas católicas são iniciativas que devem continuar, sugere o texto.
Seitas manifestam sede de Deus
O catolicismo cresce em África, "uma grande sede de Deus" manifestou-se no continente e "paradoxalmente a proliferação das seitas é disso um sinal". As seitas ou os novos movimentos religiosos, juntamente com as religiões tradicionais africanas e, por vezes, com as diferenças tribais ou étnicas, criam um enorme mosaico num mercado sócio-religioso diversificadíssimo. Bento XVI referiu-se também ao problema logo no voo para os Camarões, no início da viagem que amanhã termina: "Sabemos que estas seitas não são muito estáveis", mas respondem a desejos de "prosperidade" e "curas milagrosas". A Igreja deve aparecer como uma estrutura estável e universal, que supera o individualismo, sugeria o Papa.
Preservativo vs. medicamentos grátis
A sida e o preservativo acabaram por ser um tema forte da viagem do Papa aos Camarões e a Angola, a par da denúncia da corrupção. A Igreja Católica tem insistido em factores como o acesso gratuito a medicamentos e as facilidades de tratamento, mas essa mensagem fica obscurecida pela oposição reiterada ao uso do preservativo. O documento do sínodo, claro, não altera a doutrina, antes valoriza a criação de instituições de apoio a doentes.
Contra preconceitos sobre a mulher
As mulheres africanas - ou "a mulher" abstracta, como os documentos da Igreja se lhe referem - são vítimas de muitos preconceitos, nota o documento: mutilação sexual, casamento forçado, poligamia, violência doméstica, prostituição. Neste capítulo, o documento fica por este tipo de denúncias - que alarga também às crianças, em vários casos -, fala depois da evangelização e do papel da família, recusa a homossexualidade e o aborto, mas não faz outras propostas.



Fonte: Público.pt

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Jorge Goncalves

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