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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Papa em Fátima, Portugal

Pope in Fatima, Portugal
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Bento XVI defendeu esta Quinta-feira que a missão de Fátima ainda não está “concluída”, lembrando a história bíblica de Caim e Abel para falar sobre a violência na humanidade.


“Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”, disse o Papa na homilia da Missa do 13 de Maio, no Santuário da Cova da Iria.


Bento XVI disse que a “aquela luz no íntimo dos Pastorinhos”, revelada em Fátima, “provém do futuro de Deus, é a mesma que se manifestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem”.


Segundo Bento XVI, “aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: «Onde está Abel, teu irmão? […] A voz do sangue do teu irmão clama da terra até mim»”.


A partir da história relatada no livro do Génesis, em que Deus fala a Caim por causa do asassinato de Abel, o Papa afirmou “o homem pôde despoletar um ciclo de morte e terror, mas não consegue interrompê-lo”.


O Papa aludiu ao contexto histórico em que se deram as Aparições, no ano de 1917, em plena I Guerra Mundial, “com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo”.


“Então eram só três cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra, nomeadamente à passagem da Virgem peregrina, que se votaram à causa da solidariedade fraterna”, disse.


Num olhar sobre o futuro, o Papa disse que “a fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo”.


“O Senhor, a nossa grande esperança, está connosco: no seu amor misericordioso, oferece um futuro ao seu povo, um futuro de comunhão consigo”, prosseguiu.


Em conclusão, Bento XVI deixou votos de que “os sete anos que nos separam do centenário das Aparições” possam “apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade”.


Fonte: Agência Ecclesia

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Visita do Papa a Portugal

Pope's visit to Portugal
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A visita do Papa Bento XVI tem «problemas de segurança grandes», dada a dimensão popular, sendo que possíveis «actos de contestação individual» à pedofilia na Igreja são um dos maiores riscos.


O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, referiu como «grande problema» ao trabalho das polícias as «movimentações populares e as atitudes desesperadas individuais».


Nesse sentido, considera que um dos maiores «riscos» são as que envolvem alguns membros da Igreja Católica em vários países do mundo.


O presidente do Observatório perspectiva também que outro dos «riscos» poderá relacionar-se com «algum extremismo de outras religiões, particularmente o islamista».


José Manuel Anes «não» acredita que possa ocorrer qualquer atentado de alguma organização contra Bento XVI em Portugal, acrescentando que, por exemplo, a organização separatista basca ETA «não é um risco», tendo em conta que tem uma «história de boa convivência com o clero basco».


Para o presidente do OSCOT, a visita de Bento XVI tem «problemas de segurança grandes» dada a dimensão popular e a elevada concentração de pessoas.


Cimeira da NATO mais perigosa que visita do Papa


Ainda assim, José Manuel Anes referiu que a cimeira da NATO é «mais problemática ao nível da segurança» do que a visita do papa Bento XVI.


«A cimeira da NATO, em Novembro, pode constituir mais problemas e poderá eventualmente constituir um risco maior para a segurança em Portugal», afirmou José Manuel Anes à Lusa, a propósito da visita oficial do papa Bento XVI a Portugal.


José Manuel Anes sublinhou que durante a visita de Bento XVI poderá constituir «risco a acção de um indivíduo desesperado ou de um voluntarismo individual», enquanto na cimeira da NATO já pode haver «concertação de alguma organização».


Fonte: IOL

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domingo, 6 de setembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Papa Bento XVI louva a fé, 'amiga da inteligência'

"FAITH IS THE FRIEND OF INTELLIGENCE"
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O papa Bento XVI ressaltou neste domingo que a fé é "amiga da inteligência", diante de milhares de moradores de Bagnoregio, uma localidade do norte de Roma onde nasceu São Boaventura, um teólogo franciscano do século XVIII.


"Queria expressar minha voz de alento e meu afeto pelo serviço que, na comunidade eclesiástica, prestam os teólogos a esta fé que busca o intelecto, esta fé que é 'amiga da inteligência'", declarou o Papa.


Pouco antes, o chefe da Igreja Católica havia visitado a catedral, onde estão as relíquias de São Boaventura, frade contemporâneo de São Tomás de Aquino.


Joseph Ratzinger, que se tornou Bento XVI após ter sido eleito Papa, redigiu uma tese sobre esse doutor em 1957.


O Papa concluiu em Bagnoregio uma viagem pastoral de um dia que antes o levou a Viterbo, que no século XIII foi sede do Papado durante 24 anos.


Lá, o Papa exortou os cristãos, durante missa ao ar livre, a não ter medo de um compromisso político.


"Não tenham medo de demonstrar vossa fé nos diferentes círculos sociais, nas múltiplas situações da existência", declarou.


O Sumo Pontífice recordou ainda a vocação dos cristãos "de viver o Evangelho", destacando que isto corresponde justamente ao "compromisso social, à ação política".


A convocação acontece em meio a um clima tenso entre a Igreja italiana e o governo de Silvio Berlusconi, que culminou na quinta-feira com a demissão de Dino Boffo, diretor do jornal dos bispos italianos Avvenire, vítima de ataques reiterados do jornal da família Berlusconi, Il Giornale.


Em artigos no Avvenire, Boffo criticou "a declarada queda (de Berlusconi) pelas jovens atrizes", enquanto a esposa dele, Veronica Lario, acaba de pedir o divórcio alegando um relacionamento entre o marido e uma então menor de idade, Noemi Letizia.


Mas na sexta-feira da semana passada o Il Giornale citou uma sentença de 2004 contra Boffo, por acossar a esposa de um homem com quem teria mantido uma relação homossexual.


Apesar do apoio da conferência episcopal, Boffo pediu demissão para acabar com a polêmica.


Ao mesmo tempo, Bento XVI também lembrou em Viterbo a tragédia do Holocausto, poucos dias depois de uma cerimônia internacional em Gdansk (Polônia) para recordar o início da Segunda Guerra Mundial.


"Não podemos não recordar os dramáticos fatos que provocaram um dos mais terríveis conflitos da história, que causou dezenas de milhões de mortos".


"Um conflito que viu a tragédia do Holocausto e o extermínio de tantos outros inocentes", completou.


Fonte: AFP

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Obama em audiência com o Papa

Barack Obama in audience with the Pope
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O Presidente norte-americano Barack Obama reuniu-se hoje pela primeira vez desde que foi eleito com o Papa Bento XVI. Obama desejou uma “ligação forte” entre o Vaticano e os Estados Unidos.

“É uma grande honra. Muito obrigado”, declarou Barack Obama a Bento XVI, no início do encontro, dando um aperto de mão caloroso ao Papa que trazia vestido um roquete branco e uma romeira de cor vermelha, e estava igualmente sorridente.

O Presidente norte-americano visitou o Vaticano depois de ter estado em L’Aquila para o encontro do G8 e adiantou ao Papa que a reunião entre os oito países mais industrializados foi “produtiva”. Depois, os dois estiveram durante 40 minutos numa sessão fotográfica. “Estou certo que está muito habituado a ser fotografado, eu também estou”, disse Obama ao Papa, quando estavam na biblioteca.

Durante o encontro, Bento XVI disse que iria “rezar por” Obama, que agradeceu, respondendo que procurava uma “ligação forte” entre os dois estados. Depois da troca de presentes, a mulher do Presidente, Michelle Obama, e as suas duas filhas, Malia e Sasha, de dez e oito anos, mais oito pessoas do grupo que os acompanhou a Itália foram apresentados ao chefe da Igreja católica.

Este encontro era esperado com impaciência pelo Presidente norte-americano que é cristão protestante, e que até agora só falara com o Papa por telefone, pouco depois da sua eleição a 4 de Novembro, adiantou um dos seus conselheiros.

Obama despediu-se do Vaticano por volta das 16h10 (hora de Lisboa) em direcção ao Gana, a primeira viagem que vai fazer como Presidente norte-americano a África, o continente de origem da sua família paterna.

Fonte: Público.pt

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Papa liga-se ao Facebook

THE POPE ON FACEBOOK
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O Vaticano criou um site ligado à rede social Facebook, com o objectivo de permitir uma maior proximidade do Papa aos jovens, onde Bento XVI vai poder trocar mensagens com a comunidade cibernauta, segundo informação da Globo.

A partir de quinta-feira, um novo portal na Internet vai começar a funcionar. Trata-se do www.pope2you.net, promovido pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais.

Segundo o arcebispo Claudi Celli, presidente do Conselho, o objectivo é lançar a mensagem do dia mundial através de um meio tecnológico mais próximo dos jovens.

O portal vai ter um link no Facebook, fomentando a interacção entre o papa e os utilizadores da rede social, onde Bento XVI poderá trocar discursos e mensagens com a comunidade mais jovem, segundo a agência dos bispos católicos dos EUA, «Catholic News Service», com sede em Roma.

A iniciativa surge no âmbito do 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano tem como lema «Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade».

Estando a Santa Sé já representada no Youtube, este novo site vai permitir também que os utilizadores recebam notícias, sobre o Vaticano e o Papa, em formato de vídeo.



Fonte: IOL Diário

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Papa troca a verdade pela mentira

POPE CHANGES THE TRUTH FOR A LIE
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Bento XVI abandonou esta segunda-feira uma reunião com líderes religiosos cristãos, judeus e muçulmanos depois do xeque Taysir al-Talmimi ter acusado Israel de ter cometido um «massacre» em Gaza.

De forma inesperada, Al-Tamimi apelou à união de cristãos e muçulmanos contra Israel e condenou o estado judaico por ter cometido um «massacre» contra «mulheres, crianças e idosos» na Faixa de Gaza.

Em protesto contra o discurso do líder dos tribunais islâmicos palestinianos, o Papa Bento XVI, em visita à Terra Santa, abandonou o encontro inter-religioso, depois de ter apelado ao respeito mútuo entre líderes cristãos, judeus e muçulmanos.

O incidente mancha a visita papal, até aqui marcada pela condenação do Papa a qualquer forma de anti-semitismo e de negação do Holocausto.



Fonte: SOL / SAPO

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Visita do Papa ao Médio Oriente

POPE'S VISIT TO THE MIDDLE EAST
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A História repete-se? Quando o Papa Bento XVI aterrar hoje às 14h30 (menos duas horas em Lisboa) em Amã, estará a seguir os passos do seu antecessor, quando visitou a Jordânia, Israel e a Palestina em Março de 2000. Hoje, tal como há nove anos, a viagem é apresentada como uma peregrinação aos lugares da fé cristã, em busca da paz para o Médio Oriente. "Vou como peregrino da paz", disse Bento XVI no sábado passado. Em 2009, tal como em 2000, a Santa Sé diz que esta é a viagem "mais esperada" pelo Papa.

E é também a mais arriscada. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, dizia na segunda-feira que esta é a mais complexa e comprometedora viagem deste Papa. Por isso reflecte um "acto de coragem" de Bento XVI. Mas o Papa, ainda que vá corresponder a muitos desejos, não poderá satisfazer as expectativas que muitos outros nele depositam. Um exemplo: há cristãos palestinianos que queriam que ele fosse ver a destruição de Gaza, depois da operação militar israelita de Dezembro e Janeiro. No que aos Territórios Palestinianos diz respeito, Bento XVI ficará pela visita a Belém.

Esta não será apenas uma reedição física da "peregrinação pela paz" de João Paulo II. O rabino David Rosen, presidente do Comité Judeu Internacional para as Consultas Inter-religiosas, escrevia há duas semanas, no L'Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, que Bento XVI percorrerá os passos do seu antecessor, "seja literalmente, seja em sentido figurado".

Ligações perigosas

A frase aponta para questões bem concretas, mesmo se Rosen se centra apenas na aproximação entre Vaticano e judeus. Em pano de fundo, está a vontade de todos de que a viagem de Bento XVI contribua para a pacificação de uma das mais martirizadas regiões do globo. Mas entre a finalidade religiosa com que a visita é apresentada e o alcance político que ela sempre terá, vai uma grande distância - e algumas ligações perigosas.

Nestes oito dias (até sexta-feira, 15), o Papa terá que fazer um exercício de equilíbrio para corresponder aos desejos dos palestinianos de apoiar a reivindicação de um Estado completamente autónomo. E para não defraudar o desejo israelita de intensificar a aproximação com o Vaticano e, com ela, uma maior aceitação internacional do Estado de Israel - as negociações com a Santa Sé sobre o estatuto da Igreja Católica em Israel arrastam-se há anos e só nos últimos meses os protagonistas falam de pequenos progressos.

E Bento XVI não deixará de insistir num facto que o preocupa: o êxodo dos cristãos do Médio Oriente. Em quatro décadas, só em Israel e na Palestina, eles passaram de vinte para dois por cento numa população de nove milhões.

Uma nova situação

As diferenças em relação há nove anos são significativas: quando João Paulo II visitou a região, o processo de paz ainda fazia progressos. Agora, já aconteceu a Segunda Intifada palestiniana, depois de Ariel Sharon ter ido ao Monte do Templo (Pátio das Mesquitas, para os árabes), em Setembro de 2000. Israel construiu o muro que, em muitos casos, cerca literalmente os palestinianos. Estes dividiram-se em duas autoridades de facto - com o Hamas a mandar em Gaza e a histórica OLP (Organização de Libertação da Palestina) confinada à Cisjordânia.

Há mais: no âmbito religioso, registou-se a polémica à volta do discurso do Papa em Ratisbona (Alemanha), em Setembro de 2006, quando uma citação sobre Maomé incendiou os ânimos de muitos muçulmanos. E, nos últimos meses, o levantamento da excomunhão a quatro bispos integristas - um dos quais negacionista - exaltou muitos judeus. Os ânimos acalmaram, mas os efeitos de ambas as polémicas podem diminuir a força de algumas das afirmações que Bento XVI venha a fazer.

Em termos políticos, para muitos, o processo de paz jaz morto e arrefece, pelo menos para já. E um Estado autónomo palestiniano é cada vez mais uma miragem. Não só pela situação política criada internamente entre Hamas e a Autoridade Palestiniana, mas também pela construção do muro que reduz os Territórios Autónomos a uma manta de retalhos a que dificilmente se poderá vir a chamar Estado.

A acrescentar a tudo isto, Lombardi situava outros factores: o novo Governo de Israel, liderado por Benjamim Netanyahu, é adepto da força com os palestinianos; as eleições palestinianas (ou aquilo que se possa assemelhar a isso) estão adiadas por causa da divisão interna; as tensões provocadas pelo Irão prosseguem; e, nos Estados Unidos, o Presidente Barack Obama tenta colar os cacos deixados pelo seu antecessor também no que ao Médio Oriente diz respeito, tentando abrir caminho de novo à negociação.

Esforço pela paz

Segunda-feira, já em Jerusalém, a visita ao Yad Vashem, o memorial do Holocausto, e um encontro inter-religioso marcam o início da visita a Israel. No dia seguinte, Bento XVI repetirá o gesto de João Paulo II, rezando no Muro das Lamentações. Quarta-feira, é o dia dedicado a Belém, com uma missa junto da Igreja da Natividade e uma visita a um campo de refugiados palestinianos. Na quinta, será a vez de uma missa em Nazaré e sexta fica guardada para a Igreja do Santo Sepulcro e o encontro com líderes cristãos.

Prometida está uma saudação ao Papa, escrita por 100 rabinos judeus e publicada no jornal Ha'aretz. E a Fundação Raoul Wallenberg, que promove a memória dos salvadores do Holocausto, decidiu lançar uma campanha a coincidir com a visita de Bento XVI: a de procurar testemunhos de católicos que tenham ajudado a salvar judeus durante a II Guerra Mundial.

Quarta-feira, na audiência-geral, o Papa exprimiu o seu sentir mais profundo: "Quero, antes de tudo, visitar os lugares que a vida de Jesus tornou santos. (...) Peço [aos católicos da região] que se unam a mim, para rezar para que esta visita dê um fruto abundante para a vida espiritual e civil dos habitantes da Terra Santa. (...) Oxalá sigamos com decisão os nossos desejos e os nossos esforços pela paz".




Fonte: Público.pt

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domingo, 19 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Contra a «relativização» do preservativo

Against the "relativization" of condom use
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O coordenador da Comissão de Luta contra a Sida manifestou este domingo preocupação com a possibilidade de se relativizar o uso do preservativo como «um meio fundamental de prevenção» na luta contra a transmissão do vírus, refere a Lusa.

Questionado sobre as declarações de D. José Policarpo que afirmou que o preservativo é falível e que esta opinião lhe foi transmitida por «responsáveis portugueses» - comungando assim da opinião de Bento XVI de que não deve ser a «única maneira de combate à Sida» -, Henrique Barros disse: «São duas verdades».

«A Igreja faz o seu papel», disse responsável, tendo referido que se trata de um assunto «muito sério e complexo».

Segundo Henrique Barros, «o melhor meio» que as pessoas dispõem para combater a transmissão do vírus HIV Sida «é o preservativo masculino e feminino».

O coordenador Nacional referiu também que «as pessoas têm, cada vez mais, parceiros sexuais».

«A fidelidade de uma das partes não garante que o mesmo se passe com a outra», disse o responsável.

Henrique Bastos destacou ainda que em Portugal se está a seguir uma estratégia de intervenção que integra todos os meios de prevenção.


Fonte: IOL Diário

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Bento XVI: quatro anos polémicos

Benedict XVI: four years of controversial papacy

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Os primeiros meses de 2009 têm sido «desastrosos» para Bento XVI que, na opinião de comentadores ouvidos pela Lusa, assinala domingo quatro anos de magistério em quebra e sobretudo perdendo o que tinha conseguido nos três primeiros anos.

Eleito papa a 19 de Abril de 2005, num mais rápidos conclaves de sempre, o cardeal Joseph Ratzinger, hoje com 82 anos, feitos quinta-feira, suscitou logo de início muitas reservas, dado o seu papel à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, a sucessora da Inquisição.

Sétimo Papa alemão depois de Adriano VI (1522-1523), o último pontífice não italiano antes do polaco João Paulo II, e 265º pontífice da história da Igreja Católica, Bento XVI publicou logo no primeiro ano uma encíclica («Deus caritas est», Deus é amor) sobre o amor cristão, documento recebido com grandes elogios à sua dimensão intelectual e avanço teológico.

A participação no Encontro Mundial da Juventude, em Colónia, Alemanha, em Agosto de 2005, foi um primeiro teste à sua popularidade, sobretudo tendo em conta que sucedia a João Paulo II, que sempre encontrara grande eco entre os jovens.

A esmagadora maioria dos observadores referiu que Ratzinger, ainda poucos meses com a veste branca dos papas, passou com êxito esse teste, revelando uma inesperada facilidade de comunicação com os jovens.

Ano atribulado

Problemas de comunicação são apontados, no entanto, como estando na origem das polémicas registadas nos anos seguintes, e muito especialmente nos primeiros quatro meses de 2009.

Numa conferência em Ratisbona (Alemanha), em Setembro de 2006, provoca a ira dos muçulmanos ao citar uma frase do imperador Manuel II («Mostra-me então o que Maomé trouxe de novo. Não encontrarás senão coisas más e desumanas, tal como o mandamento de defender pela espada a fé que ele pregava»).

Mesmo os mais críticos de Bento XVI reconhecem que o papa foi mal interpretado, pois apenas pretendeu lançar um aviso aos muçulmanos para que façam uma reflexão teológica interna para se actualizarem e melhor entenderem o mundo de hoje.

Dois meses depois, numa visita à Turquia, Bento XVI rezou numa mesquita, num gesto que pretendia mostrar que não está distante dos muçulmanos.

Outro gesto bem recebido foi o pedido de desculpa pelos abusos sexuais e outros comportamentos cometidos por padres católicos, apresentado nas viagens aos Estados Unidos (Abril de 2008) e Austrália (Julho do mesmo ano).

Se todos estes incidentes agitaram as águas calmas do Vaticano, em nada se comparam com a turbulência verificada logo no início deste ano, quando Bento XVI decidiu levantar a excomunhão a quatro bispos integristas, ligados à Fraternidade S. Pio X, de Marcel Lefèbvre, que não aceita o Concílio Vaticano II e as reformas que introduziu na Igreja Católica.

Os protestos desta vez não vieram apenas de sectores externos à Igreja: além das comunidades judaicas se insurgirem contra a decisão, pois um dos bispos envolvidos nega a existência do Holocausto, também muitos grupos no interior da Igreja manifestaram desagrado e rejeição, sobretudo depois de em Setembro de 2007 Bento XVI ter cedido e admitido a celebração de missas segundo o rito tridentino, em vigor até ao Vaticano II.

A contestação dentro da própria Igreja foi de tal ordem que o papa, num gesto inédito, sentiu-se obrigado a endereçar uma carta aos bispos de todo o mundo, justificando a decisão.

Em Março, o que prometia ser uma viagem histórica a África (Camarões e Angola), acabou por ser abafada por uma declaração informal, feita no avião antes da chegada, em que Bento XVI afirma que a distribuição de preservativos não resolve o problema da sida em África, antes o aumenta.

De tudo o resto que o papa falou durante a viagem aos dois países africanos não ficou rasto, nem mesmo o apontar da mudança de comportamentos sexuais como uma das soluções para o problema ou a referência ao papel que a Igreja Católica tem desempenhado em África no combate à propagação da doença.



Fonte: IOL Diário

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segunda-feira, 23 de março de 2009

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Os dez mandamentos da Igreja em África

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O Instrumento de Trabalho do Sínodo dos Bispos sobre África, que decorre em Outubro, foi entregue pelo Papa esta semana aos bispos do continente. O texto sintetiza os desafios que a Igreja Católica enfrenta em África. O PÚBLICO selecciona dez.
Pobreza e delapidação do continente
Os recursos naturais africanos são "confiscados e delapidados" por grupos de interesse, há trabalhadores a receber "salários indecentes", subsiste a escravatura. O retrato de África não é meigo. E mesmo se o texto do sínodo não insiste na fome ou na pobreza absoluta de tantos, o Papa não se esqueceu de referir o problema à sua chegada a Luanda. Os agricultores não podem ficar reféns das sociedades produtoras de organismos geneticamente modificados, que pretendem solucionar o problema alimentar, mas que não podem fazer esquecer os "verdadeiros problemas" dos camponeses. As mudanças climáticas fazem--se sentir, "comprometendo os ganhos modestos das economias africanas". Os bispos não podem "ficar insensíveis a estas questões", diz o texto.
Globalização ignora África
A globalização "tende a marginalizar o continente africano", mas é impossível ignorá--la. Até pelas consequências nefastas que já tem no continente: "Forças internacionais exploram [a] miséria do coração humano", apoiam "poderes políticos que não respeitam os direitos humanos" e a democracia, "fomentam guerras para vender armas". Os programas de reestruturação das instituições financeiras têm consequências "muitas vezes funestas" e fragilizaram as economias africanas. As multinacionais invadem o continente "com a cumplicidade dos dirigentes africanos". Na exigência de maior justiça, o texto do sínodo não esquece a necessidade de a própria Igreja Católica dar exemplo: "Deve, antes de mais, viver a justiça no seu seio", diz o documento. Até porque "os salários justos nem sempre são garantidos" e a gestão dos bens "padece, por vezes, de falta de transparência".
Mais e melhor democracia
Há mais democracia em África do que há década e meia, quando se realizou a primeira assembleia do Sínodo dos Bispos sobre o continente, verifica o documento. "A emancipação dos povos do jugo dos regimes de ditadura anuncia uma nova era e o início, ainda que tímido, de uma cultura democrática." A Igreja quer-se manter imparcial na luta política, fez de mediadora em vários processos de transição e iniciativas como as comissões de Verdade e Reconciliação vieram ao encontro da tradição africana da "árvore das palavras" e do conceito cristão do perdão, diz o texto. A Igreja quer agora empenhar-se numa África mais reconciliada e mais democrática. Disse-o o Papa na chega a Luanda, sexta-feira, quando referiu os princípios de uma "democracia civil moderna": respeito pelos direitos humanos, governos transparentes, magistratura independente, comunicação social livre, administração pública honesta.
Conflitos também chegam à Igreja
A guerra é uma das tragédias africanas várias vezes e sob diversas formas referida no texto de preparação do sínodo. Mas o documento não arrisca propor a não-violência como lógica de resolução dos conflitos, limitando--se a enaltecer os cristãos que, nos exércitos, testemunham o respeito pela deontologia militar, os bens e as pessoas" e levantam a sua voz "contra a venda de armas". Mas também a Igreja Católica não escapa à lógica do conflito: "As divisões étnicas ou tribais, regionais ou nacionais, as atitudes xenófobas verificam-se igualmente nalgumas comunidades eclesiais, nas atitudes e propósitos de certos pastores", reconhece o documento. Não é difícil perceber a alusão à guerra civil e aos massacres no Ruanda, em 1994 - precisamente quando decorria a primeira assembleia do Sínodo dos Bispos sobre África - naquele que era um dos países africanos com mais forte presença católica. As divisões chegam ao interior de várias conferências episcopais, onde os bispos se dividem no apoio a diferentes partidos. Para falar "com autoridade aos dirigentes políticos", a hierarquia católica terá que "falar a uma só voz" sobre as situações conflituosas dos povos africanos, sugere o documento.
Eurocentrismo na liturgia?
"A Igreja só pode formar autênticos cristãos se encarar com seriedade o enraizamento cultural da mensagem evangélica", afirma o texto de trabalho do sínodo. Esta é uma tensão permanente no cristianismo: até onde ir na adaptação à cultura local, respeitando o essencial da fé cristã? Para muitos teólogos, o que se passou no Ruanda em 1994 foi mesmo consequência de levar até ao extremo a inculturação cristã - tornando-a uma tribalização. Mas este debate relaciona-se também com a liturgia: em África, uma missa sem dança não é dança. O Papa avisou, no seu discurso aos bispos nos Camarões, quarta-feira: "Habitualmente, estas celebrações eclesiais são festivas e animadas, exprimindo o fervor dos fiéis (...). Entretanto, é essencial que a alegria assim manifestada não seja obstáculo mas meio para entrar em diálogo e comunhão com Deus, através de uma real interiorização." Este pode ser mais um aviso do pensador europeu que é Bento XVI, contra os "desvios" à norma católica. Ontem, a missa da manhã em Luanda teve, aliás, apenas cânticos litúrgicos de origem europeia.
Buscar a matriz da religião tradicional
Nem sempre é fácil a relação do cristianismo com as religiões tradicionais africanas. O documento entregue pelo Papa aos bispos fala dos valores da cultura africana, quase sempre presentes na religião tradicional do continente: respeito pelos anciãos, respeito pela mulher como mãe, cultura da solidariedade e da hospitalidade, respeito pela honestidade... A Igreja Católica deve identificar a matriz da religião tradicional africana, sugere o documento, para "identificar os elementos bons e nobres, que o cristianismo pode adoptar, purificando os que julgar incompatíveis com o evangelho, para forjar uma cultura de reconciliação, justiça e paz". Esta aproximação "facilitará a colaboração com os adeptos desta religião" e "contribuirá para uma autêntica inculturação na Igreja". Mas o texto diz que a Igreja deve recusar os "chauvinistas" que defendem a religião tradicional "como património nacional e fazem dela um objecto de orgulho nacional, embora muitas vezes não a pratiquem".
Diálogo e intercâmbio com o islão
O catolicismo cresceu em África nos últimos anos, mas o islão também se expande. E a conversa entre as duas religiões nem sempre é fácil. O Papa Bento XVI escolheu os Camarões para primeira etapa africana porque, entre outras razões, ali existe uma sã convivência e muitas iniciativas conjuntas de católicos, protestantes e muçulmanos. O texto do sínodo nota que há realidades diversas no diálogo entre catolicismo e islão e diz que há o risco de "politizar as pertenças religiosas". O intercâmbio e a solidariedade entre cristãos e muçulmanos e o respeito pelas identidades religiosas de crianças muçulmanas que frequentam escolas católicas são iniciativas que devem continuar, sugere o texto.
Seitas manifestam sede de Deus
O catolicismo cresce em África, "uma grande sede de Deus" manifestou-se no continente e "paradoxalmente a proliferação das seitas é disso um sinal". As seitas ou os novos movimentos religiosos, juntamente com as religiões tradicionais africanas e, por vezes, com as diferenças tribais ou étnicas, criam um enorme mosaico num mercado sócio-religioso diversificadíssimo. Bento XVI referiu-se também ao problema logo no voo para os Camarões, no início da viagem que amanhã termina: "Sabemos que estas seitas não são muito estáveis", mas respondem a desejos de "prosperidade" e "curas milagrosas". A Igreja deve aparecer como uma estrutura estável e universal, que supera o individualismo, sugeria o Papa.
Preservativo vs. medicamentos grátis
A sida e o preservativo acabaram por ser um tema forte da viagem do Papa aos Camarões e a Angola, a par da denúncia da corrupção. A Igreja Católica tem insistido em factores como o acesso gratuito a medicamentos e as facilidades de tratamento, mas essa mensagem fica obscurecida pela oposição reiterada ao uso do preservativo. O documento do sínodo, claro, não altera a doutrina, antes valoriza a criação de instituições de apoio a doentes.
Contra preconceitos sobre a mulher
As mulheres africanas - ou "a mulher" abstracta, como os documentos da Igreja se lhe referem - são vítimas de muitos preconceitos, nota o documento: mutilação sexual, casamento forçado, poligamia, violência doméstica, prostituição. Neste capítulo, o documento fica por este tipo de denúncias - que alarga também às crianças, em vários casos -, fala depois da evangelização e do papel da família, recusa a homossexualidade e o aborto, mas não faz outras propostas.



Fonte: Público.pt

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sábado, 21 de março de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Papa e os meninos feiticeiros de África

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O Papa Bento XVI apelou este sábado aos católicos de Angola para que se dediquem à conversão dos adeptos da feitiçaria, mas criticou duramente «as condenações» aplicadas às crianças suspeitas de feitiçaria pelos que «vivem no temor dos espíritos nefastos».

No segundo dia de visita ao território, e na primeira homília em solo angolano, na Igreja de São Paulo, o sumo pontífice frisou que a evangelização continua a ser uma exigência da Igreja Católica, tal como ali aconteceu há 500 anos.

Bento XVI aludiu à prática antiga em África que acredita na existência de espíritos malignos que se apoderam de crianças, sujeitando os menores a «tratamentos» violentos para lhes expurgar as «entidades malignas».

Recorde-se que, há cinco meses, a polícia libertou dezenas de menores encarcerados por duas seitas religiosas que as mantinham presas com o objectivo de as curar da feitiçaria, com recurso a violência física e psicológica.

A igreja católica em Angola está preocupada com a proliferação de seitas e outros credos, existindo já mais de 850 confissões não católicas legalizadas em Angola.

«Hoje cabe a vós, irmãos e irmãs, na senda destes heróicos e santos mensageiros de Deus [numa referência aos primeiros missionários portugueses chegados a Angola em 1506], oferecer Cristo ressuscitado aos vossos compatriotas. Muitos deles vivem no temor dos espíritos, dos poderes nefastos de que se crêem ameaçados, desnorteados», sublinhou Bento XVI.

O Papa criticou as ofensas contra os chamados meninos feiticeiros, referindo que os agressores «chegaram a condenar meninos de rua e até os mais velhos, porque, dizem, são feiticeiros. Quem pode ir ter com eles para lhes anunciar que Cristo venceu a morte e todos esses poderes obscuros?», desafiou. Entretanto, o Governo de Angola decretou, para os trabalhadores de Luanda, tolerância de ponto na manhã de segunda-feira, último dia da visita do Papa Bento XVI a Angola, refere a Lusa.

O despacho do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social refere que os funcionários que trabalham por regime de turnos não são abrangidos.

No primeiro dia de visita do Papa, foi também decretada tolerância de ponto para uma melhor recepção de Bento XVI, que chegou sexta-feira a Luanda provenientes dos Camarões, primeiro país visitado no périplo que está a efectuar por África.



Fonte: IOL Diário

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segunda-feira, 16 de março de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Visita do Papa a África

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O Papa Bento XVI inicia amanhã a primeira viagem ao continente africano, começando a visita nos Camarões e seguindo para Angola no dia 20. Ontem, durante a oração do Angelus, o Sumo Pontífice declarou que deseja "tomar nos seus braços" toda a África com as suas "feridas dolorosas" e as suas "enormes esperança".

"Com esta visita, desejo tomar nos meus braços todo o continente africano: as suas mil diferenças, as suas culturas antigas e o seu caminho difícil em direcção ao desenvolvimento e à reconciliação, os seus graves problemas, as suas feridas dolorosas, o seu grande potencial e as suas enormes esperanças", declarou o Papa.

Bento XVI disse ainda pensar "nas vítimas da fome, das doenças, das injustiças, dos conflitos fratricidas que continuam a afectar adultos e crianças e não poupam os missionários voluntários".

Em Luanda, antevendo a visita, o núncio apostólico D. Angelo Becciu disse que "Angola, com as suas riquezas, deve beneficiar todos e não apenas pequenos grupos de privilegiados", referindo que não são esperadas do Papa palavras sobre a política, embora admita que possa dar indicações gerais sobre a justiça social e a solidariedade.

LUANDA DE 'CARA LAVADA' PARA O PAPA

As ruas de Luanda por onde passará o cortejo papal, a partir de dia 20, foram alvo de uma operação de limpeza, e até as fachadas dos edifícios, que não eram pintadas há mais de 30 anos, foram totalmente renovadas. A zona de São Paulo, área que separa a cidade de Luanda dos bairros suburbanos e degradados, é a que mais sobressai. Como dizia um morador, "são obras para o Papa ver".



Fonte: Correio da Manhã

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domingo, 31 de agosto de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Olhar o mundo como dom de Deus


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Que a família humana saiba respeitar o plano do Criador sobre o mundo e seja cada vez mais consciente do grande dom de Deus que é a criação

1. Criação, dom de Deus

O modo cristão de olhar o mundo, partilhado com outras religiões, não dispensa este princípio: tudo é, em última instância, dom gratuito de Deus. Há outros modos de olhar o universo, modos materialistas, nos quais o conceito de criação não tem lugar – o universo é olhado como fruto de forças e acasos sem nenhum princípio explicativo. Mesmo assim, é possível encontrar preocupações comuns a crentes e ateus relativamente ao cuidado a ter com a natureza. Tais preocupações comuns dizem respeito, sobretudo, ao esforço por encontrar formas cada vez mais humanas de viver e ter acesso aos bens da terra sem destruir irremediavelmente a criação.

2. Sacralização da natureza

As preocupações ecológicas fazem cada vez mais parte do nosso quotidiano – seja-se crente ou não. Há uma consciência cada vez mais clara de que a acção humana transforma a natureza, e nem sempre para melhor. Os «movimentos ecológicos» – e até os partidos políticos ecologistas – têm na sua origem, quase sempre, esta consciência da fragilidade da natureza e da necessidade de adoptar modelos de desenvolvimento mais respeitadores dos equilíbrios naturais. Há, porém, ideologias radicais que, em nome da natureza e sua defesa, se vêm revelando cada vez mais inimigas do homem. Tais ideologias, muito devedoras do materialismo actual, pseudo-científico, acabam deificando a natureza, considerando-a «sagrada», «intocável»... e, no mesmo passo, demonizam o homem e a sua acção sobre o mundo, vista sempre como má e prejudicial. Perde-se, deste modo, aquela concepção mais equilibrada segundo a qual o resultado da acção sensata do homem sobre a natureza é um gradual processo de humanização do mundo, que vai sendo transformado e tornado cada vez mais habitável.

3. Questões em aberto

O ecologismo ideológico encontrou no «aquecimento global» e na utilização dos combustíveis fósseis o seu mais significativo campo de batalha. Aquele, atribuído exclusivamente à acção humana, passou de fenómeno climático a estudar e enfrentar, se possível e necessário, a ideologia de tipo totalitário, sem possibilidade de contradição – a desqualificação de quantos, no mundo científico, procuram explicar de modo diferente as complexidades climáticas actuais é o exemplo acabado deste totalitarismo. Mas não se fica por aqui. A subida global dos preços dos cereais, serve-lhe também para avançar noutros caminhos. Um dos mais promissores parece ser a tentativa de impor, de novo, o medo da sobrepopulação humana do planeta, que levaria a escassez crónica de alimentos e a fomes generalizadas. Daí até à promoção de políticas estatais de controlo demográfico com penalizações para as famílias numerosas... vai um passo pequeno que alguns começam a exigir. A carestia dos alimentos tem, evidentemente, muitas causas – entre elas, a promoção «ecológica» dos chamados biocombustíveis, feitos a partir de cereais. Não há, porém, argumentos sérios mostrando a impossibilidade de alimentar a população mundial com os recursos actuais. Infelizmente, isso não detém a lógica de quem olha os seres humanos como os maiores inimigos de uma natureza sacralizada, à qual muitos não se importariam de sacrificar o desenvolvimento dos povos.

4. Respeitar o plano do Criador

Desde as origens, o homem está chamado a «dominar a terra» (cf. Génesis 1, 28). Este domínio significa a libertação do homem face a todos os «poderes» da natureza, pois esta não é uma divindade superior ao homem – logo, é princípio de liberdade do homem face a todas as outras coisas criadas e instaura a possibilidade de agir sobre a natureza, conhecendo-a e transformando-a. Não é, porém, um domínio isento de «cuidado», ou seja, como de senhor sem deveres nem contas a prestar. Mais do que senhorio sobre a criação, o domínio do homem é colaboração na obra de Deus criador – e a sua acção deve orientar-se no sentido de aprofundar a bondade da criação, proclamada também nas origens (cf. Génesis 1, 31). Eis, pois, como o cristão deve entender o plano de Deus sobre a criação: um projecto de aperfeiçoamento e humanização continuada, conduzindo a um mundo cada vez mais habitável e acolhedor para todos os filhos de Deus e todas as suas criaturas. Tal não se fará sem cansaço e sofrimento e apenas se realizará plenamente nos tempos escatológicos. Pode, no entanto, ser já antecipado, sempre que o homem cuida, agradecido, dos bens que lhe foram concedidos.

Palavras de Bento XVI
Agência Ecclesia

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Jorge Goncalves

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