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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

sábado, 18 de julho de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Jerusalém, cidade de oração e de confrontos

Jerusalem, city of prayer and confrontation

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Confrontos entre judeus ultra-ortodoxos e a polícia israelita voltaram a acontecer nas ruas de Jerusalém. Milhares de homens, vestidos de negro e portadores de kippa ou de chapéu, e muitos deles acompanhados pelos filhos, abandonaram a "segurança" do seu pequeno bairro, onde há muito impuseram as regras, para enfrentar as forças de segurança de um Estado que não reconhecem.

E pelo terceiro dia consecutivo, os 'homens de negro' deixaram as suas ruas de Mea Sharim, de Beit Yisrael e de Geula - alguns quarteirões a ocidente da Cidade Velha - para fazer ouvir o seu protesto contra o que consideram ser uma "interferência" do Governo na vida individual de alguém que pertence à sua comunidade. Já não se trata apenas de um parque de estacionamento que funciona durante o sabat - o dia sagrado dos judeus que tem o seu início ao pôr do Sol da sexta-feira e termina ao pôr do Sol de sábado - mas de algo muito mais grave, em sua opinião: a detenção de uma judia ultra-ortodoxa, por alegadamente estar a matar à fome o filho de três anos.

De acordo com os médicos, a "mãe X" - um membro do grupo Naturei Karta, que recusa a legalidade do Estado de Israel porque a sua criação atrasou a vinda do Messias - sofre da sindroma de Munchausen, um distúrbio psicológico que leva o paciente a provocar situações de enfermidade noutras pessoas para poder ter a atenção e a simpatia, neste caso, de médicos e técnicos de saúde. Assim, levou várias vezes ao hospital o filho de três anos, com problemas de desenvolvimento físico - chegou a pesar três quilogramas. Internado, a mãe foi vista pelas câmaras de vigilância e pelo pessoal hospitalar, a retirar a sonda nasogástrica à criança ou a injectar algo desconhecido na mesma. Detida a mãe, a criança está a recuperar. Mas isso não conta para os ultra-ortodoxos que recusam, em absoluto, a explicação médica.

Na fúria de se fazerem ouvir pela sociedade laica que repudiam, transformaram as ruas da cidade em algo semelhante a lixeiras, agrediram a polícia, sem se questionarem, nem quererem saber a verdade da situação. E esta irracionalidade voraz - típica de momentos de tensão, crise ou até de ruptura - poderá extravasar as ruas de Jerusalém e chegar a outros locais, inclusive à cidade mais aberta de Israel, a mediterrânica Telavive, onde a comunidade ultra-ortodoxa começa a fazer sentir a sua presença. Daí a necessidade de conter o protesto, de impedir o extremar de posições, o agudizar, afinal, do conflito entre religiosos e laicos num Estado confessional. A detenção da mãe foi, afinal, a gota de água que fez transbordar o copo.




Fonte: DN Globo

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terça-feira, 19 de maio de 2009

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Sanções globais para «asfixiar» Israel

JEWISH RABBI WANTS GLOBAL SANCTIONS TO "ASPHYXIATE" ISRAEL
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O rabino judeu Aharon Cohen, membro do grupo ultra-ortodoxo e anti-sionista Neturei Karta, pediu esta segunda-feira sanções globais contra Israel e sublinhou que opor-se à ideologia sionista não significa ser anti-semita, refere a «EFE».

Durante o discurso na conferência «Palestina: um dever das nações», em Teerão, Cohen defendeu a erradicação do sionismo.

«Devemos asfixiar Israel. As sanções não serão efectivas a não ser que sejam globais. O sionismo é mau para todos, palestinianos, judeus e o resto do mundo», disse o rabino, citado pela imprensa local.

O grupo Neturei Karta - que significa «Guardiães da Cidade» em aramaico - foi fundado em 1935 por judeus contrários à criação do Estado de Israel, já que, na sua opinião, essa é uma responsabilidade que só pertence ao messias.

A maioria de seus membros vive em Jerusalém, mas há grandes comunidades em Londres e Nova Iorque, e actualmente existem dois ramos, um deles mais moderado.



Fonte: IOL Diário

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

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Visita do Papa ao Médio Oriente

POPE'S VISIT TO THE MIDDLE EAST
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A História repete-se? Quando o Papa Bento XVI aterrar hoje às 14h30 (menos duas horas em Lisboa) em Amã, estará a seguir os passos do seu antecessor, quando visitou a Jordânia, Israel e a Palestina em Março de 2000. Hoje, tal como há nove anos, a viagem é apresentada como uma peregrinação aos lugares da fé cristã, em busca da paz para o Médio Oriente. "Vou como peregrino da paz", disse Bento XVI no sábado passado. Em 2009, tal como em 2000, a Santa Sé diz que esta é a viagem "mais esperada" pelo Papa.

E é também a mais arriscada. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, dizia na segunda-feira que esta é a mais complexa e comprometedora viagem deste Papa. Por isso reflecte um "acto de coragem" de Bento XVI. Mas o Papa, ainda que vá corresponder a muitos desejos, não poderá satisfazer as expectativas que muitos outros nele depositam. Um exemplo: há cristãos palestinianos que queriam que ele fosse ver a destruição de Gaza, depois da operação militar israelita de Dezembro e Janeiro. No que aos Territórios Palestinianos diz respeito, Bento XVI ficará pela visita a Belém.

Esta não será apenas uma reedição física da "peregrinação pela paz" de João Paulo II. O rabino David Rosen, presidente do Comité Judeu Internacional para as Consultas Inter-religiosas, escrevia há duas semanas, no L'Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, que Bento XVI percorrerá os passos do seu antecessor, "seja literalmente, seja em sentido figurado".

Ligações perigosas

A frase aponta para questões bem concretas, mesmo se Rosen se centra apenas na aproximação entre Vaticano e judeus. Em pano de fundo, está a vontade de todos de que a viagem de Bento XVI contribua para a pacificação de uma das mais martirizadas regiões do globo. Mas entre a finalidade religiosa com que a visita é apresentada e o alcance político que ela sempre terá, vai uma grande distância - e algumas ligações perigosas.

Nestes oito dias (até sexta-feira, 15), o Papa terá que fazer um exercício de equilíbrio para corresponder aos desejos dos palestinianos de apoiar a reivindicação de um Estado completamente autónomo. E para não defraudar o desejo israelita de intensificar a aproximação com o Vaticano e, com ela, uma maior aceitação internacional do Estado de Israel - as negociações com a Santa Sé sobre o estatuto da Igreja Católica em Israel arrastam-se há anos e só nos últimos meses os protagonistas falam de pequenos progressos.

E Bento XVI não deixará de insistir num facto que o preocupa: o êxodo dos cristãos do Médio Oriente. Em quatro décadas, só em Israel e na Palestina, eles passaram de vinte para dois por cento numa população de nove milhões.

Uma nova situação

As diferenças em relação há nove anos são significativas: quando João Paulo II visitou a região, o processo de paz ainda fazia progressos. Agora, já aconteceu a Segunda Intifada palestiniana, depois de Ariel Sharon ter ido ao Monte do Templo (Pátio das Mesquitas, para os árabes), em Setembro de 2000. Israel construiu o muro que, em muitos casos, cerca literalmente os palestinianos. Estes dividiram-se em duas autoridades de facto - com o Hamas a mandar em Gaza e a histórica OLP (Organização de Libertação da Palestina) confinada à Cisjordânia.

Há mais: no âmbito religioso, registou-se a polémica à volta do discurso do Papa em Ratisbona (Alemanha), em Setembro de 2006, quando uma citação sobre Maomé incendiou os ânimos de muitos muçulmanos. E, nos últimos meses, o levantamento da excomunhão a quatro bispos integristas - um dos quais negacionista - exaltou muitos judeus. Os ânimos acalmaram, mas os efeitos de ambas as polémicas podem diminuir a força de algumas das afirmações que Bento XVI venha a fazer.

Em termos políticos, para muitos, o processo de paz jaz morto e arrefece, pelo menos para já. E um Estado autónomo palestiniano é cada vez mais uma miragem. Não só pela situação política criada internamente entre Hamas e a Autoridade Palestiniana, mas também pela construção do muro que reduz os Territórios Autónomos a uma manta de retalhos a que dificilmente se poderá vir a chamar Estado.

A acrescentar a tudo isto, Lombardi situava outros factores: o novo Governo de Israel, liderado por Benjamim Netanyahu, é adepto da força com os palestinianos; as eleições palestinianas (ou aquilo que se possa assemelhar a isso) estão adiadas por causa da divisão interna; as tensões provocadas pelo Irão prosseguem; e, nos Estados Unidos, o Presidente Barack Obama tenta colar os cacos deixados pelo seu antecessor também no que ao Médio Oriente diz respeito, tentando abrir caminho de novo à negociação.

Esforço pela paz

Segunda-feira, já em Jerusalém, a visita ao Yad Vashem, o memorial do Holocausto, e um encontro inter-religioso marcam o início da visita a Israel. No dia seguinte, Bento XVI repetirá o gesto de João Paulo II, rezando no Muro das Lamentações. Quarta-feira, é o dia dedicado a Belém, com uma missa junto da Igreja da Natividade e uma visita a um campo de refugiados palestinianos. Na quinta, será a vez de uma missa em Nazaré e sexta fica guardada para a Igreja do Santo Sepulcro e o encontro com líderes cristãos.

Prometida está uma saudação ao Papa, escrita por 100 rabinos judeus e publicada no jornal Ha'aretz. E a Fundação Raoul Wallenberg, que promove a memória dos salvadores do Holocausto, decidiu lançar uma campanha a coincidir com a visita de Bento XVI: a de procurar testemunhos de católicos que tenham ajudado a salvar judeus durante a II Guerra Mundial.

Quarta-feira, na audiência-geral, o Papa exprimiu o seu sentir mais profundo: "Quero, antes de tudo, visitar os lugares que a vida de Jesus tornou santos. (...) Peço [aos católicos da região] que se unam a mim, para rezar para que esta visita dê um fruto abundante para a vida espiritual e civil dos habitantes da Terra Santa. (...) Oxalá sigamos com decisão os nossos desejos e os nossos esforços pela paz".




Fonte: Público.pt

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Jorge Goncalves

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