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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

domingo, 23 de agosto de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Ramadão: mês mais sagrado do Islão inicia-se hoje

Ramadon starts today
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O mês mais sagrado do Islão, o Ramadão, inicia-se hoje, começando para os muçulmanos um período de jejum e reflexão.

O nono mês do calendário islâmico, o da revelação do Corão, tem início depois de observado a olho nu o aparecimento do quarto crescente da lua.

Durante o mês do Ramadão os fiéis devem abster-se de beber, comer, fumar ou ter relações sexuais entre o nascer e o pôr-do-sol. O jejum é obrigatório para todos os muçulmanos adultos, com excepção dos idosos, mulheres grávidas, doentes e viajantes.

O jejum do Ramadão - um dos "cinco pilares" do Islão, juntamente com a profissão de fé (chahada), a oração (salat), a esmola (zakat) e a peregrinação (hadj) aos lugares santos de Meca e Medina - termina com a Aid el-Fitr ou "festa da ruptura".

Segundo dados do Vaticano sobre as várias religiões divulgados em 2008, existem no mundo 1,32 mil milhões de muçulmanos. Em Portugal serão cerca de 45 mil.





Fonte: Público.pt

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sábado, 1 de agosto de 2009

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Bebés atirados de 15 metros de altura

Baby-Throwing Ritual in India
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Centenas de bebés foram atirados do telhado de uma mesquita esta quinta-feira no oeste da índia, num ritual de prosperidade para o início do Outono. Segundo a «Associated Press», as crianças, a maioria com dois anos ou menos, foram atiradas de cerca de 15 metros de altura. A queda foi amortecida por lençóis esticados-

O ritual, no santuário muçulmano de Baba Umer Durga, é uma tradição de 700 anos seguida tanto por muçulmanos como por hinduístas, que tem gerado polémica.

As autoridades locais garantem que não houve feridos.




Fonte: IOL Diário

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

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Sudanesa enfrenta pena de 40 chicotadas por usar calças

Woman journalist gets 40 whippings for wearing pants in Sudan Para ver a animação clique neste cartoon gif e aguarde uns segundos.
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Lubna Ahmed al-Hussein, jornalista sudanesa, poderá ser condenada a uma pena de 40 chicotadas por vestir-se de forma “indecente”. Lubna encontrava-se num restaurante na capital sudanesa, Cartum, quando as forças policiais prenderam todas as mulheres que usavam calças.

Acusadas do crime de ofensa à ordem moral e pública, dez das 13 mulheres detidas declararam ser culpadas e submeteram-se à pena de dez chicotadas, executada no momento.

A maioria das mulheres é de religião cristã ou animista, originárias do Sul do Sudão. No entanto, a Lei Islâmica, que prevê 40 chicotadas para quem se veste de forma “indecente”, não se aplica a não muçulmanos, mesmo que estejam presentes em territórios de maioria islâmica, como o norte do país, onde fica Cartum.

“Eu tinha vestido umas calças e uma blusa tal como as mulheres que foram chicoteadas. Não havia diferença”, afirma a jornalista. Diz ainda que algumas das acusadas optaram por não aceitar a pena na altura sem antes falar com os seus advogados.

Lubna Ahmed al-Hussein é uma conhecida jornalista que escreve semanalmente para jornais sudaneses e participa numa missão das Nações Unidas no Sudão. Lubna convidou a imprensa estrangeira a assistir ao seu julgamento, caso seja condenada publicamente, como forma de protesto contra a legislação sudanesa.



Fonte: Público.pt

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terça-feira, 23 de junho de 2009

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Sarkozy condena uso da burca em França

"BURKAS ARE NOT WELCOMED IN FRANCE"
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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, considera a burca "um sinal de subserviência".

O discurso de Sarkozy, durante uma sessão conjunta do parlamento, surge numa altura em que alguns legisladores querem proibir o uso da tradicional vestimenta muçulmana, em França. "O problema da burca não é uma questão religiosa. Tem a ver com a liberdade e a dignidade da mulher", começou por dizer o presidente francês.

A burca "não é um símbolo religioso, é uma sinal de subserviência, um sinal de rebaixamento", disse Nicolas Sarkozy. "Quero dizer solenemente que a burqa não é bem-vinda em França", acrescentou o presidente gaulês.

"Não podemos aceitar no nosso país mulheres encurraladas atrás de uma cerca, cerceada da vida social, privada de qualquer identidade", disse Sarkozy, exortando o parlamento a aprofundar o debate sobre o assunto. "Esta não é a ideia que temos sobre a dignidade da mulher", acrescentou o presidente francês.



Fonte: Jornal de Notícias

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

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A fúria do ayatollah Ali Khamenei

Ayatollah Ali Khamenei says that the muslim world has profound hatred for the US
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O guia espiritual supremo ayatollah Ali Khamenei afirmou hoje que os Estados Unidos são um país profundamente odiado no Médio Oriente e que os “belos” discursos do Presidente norte-americano, Barack Obama, por si só não mudarão a imagem de Washington no mundo muçulmano. Aos “slogans” tem de corresponder uma atitude diferente, sustentou o líder iraniano, no mesmo dia em que o chefe de Estado norte-americano redefine, no Cairo, a abordagem dos Estados Unidos ao Islão num muito antecipado discurso.

“As nações desta parte do mundo odeiam profundamente a América porque durante muitos anos não viram senão violência, interferência militar, violação dos direitos, discriminação por parte da América”, sustentou Khamenei num discurso transmitido pela televisão estatal iraniana pouco antes de Obama começar a discursar na Universidade do Cairo. “Mesmo que dêem palavras belas e doces à nação muçulmana, isso não criará uma mudança. Nada mudará com discursos e slogans”, avançou, na véspera do 20º aniversário da morte do seu antecessor, ayatollah Ruhollah Khomenei, fundador da Republica Islâmica do Irão.

O discurso do Cairo de Obama, dirigido a mais de mil milhões de muçulmanos por todo o mundo, sublinha a aposta da nova Administração norte-americana numa abordagem diferente em relação ao Médio Oriente, oferecendo um corte em relação às políticas de George W. Bush. Mas Obama já deixou claro, também, que espera de Teerão um gesto de suavização e, nomeadamente, um retrocesso nas ambições nucleares iranianas e a reactivação das negociações de paz no Médio Oriente.

“Se virem o Ocidente a falar de forma mais doce convosco [muçulmanos] isso é o resultado da consciência pública e da resistência do mundo islâmico”, avaliou Khamenei, o qual, de resto, reiterou as acusações de que os Estados Unidos mentem sobre os propósitos do programa nuclear do Irão e o argumento de que Teerão não tem se não objectivos de produzir energia.



Fonte: Público.pt

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

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Papa troca a verdade pela mentira

POPE CHANGES THE TRUTH FOR A LIE
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Bento XVI abandonou esta segunda-feira uma reunião com líderes religiosos cristãos, judeus e muçulmanos depois do xeque Taysir al-Talmimi ter acusado Israel de ter cometido um «massacre» em Gaza.

De forma inesperada, Al-Tamimi apelou à união de cristãos e muçulmanos contra Israel e condenou o estado judaico por ter cometido um «massacre» contra «mulheres, crianças e idosos» na Faixa de Gaza.

Em protesto contra o discurso do líder dos tribunais islâmicos palestinianos, o Papa Bento XVI, em visita à Terra Santa, abandonou o encontro inter-religioso, depois de ter apelado ao respeito mútuo entre líderes cristãos, judeus e muçulmanos.

O incidente mancha a visita papal, até aqui marcada pela condenação do Papa a qualquer forma de anti-semitismo e de negação do Holocausto.



Fonte: SOL / SAPO

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

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Visita do Papa ao Médio Oriente

POPE'S VISIT TO THE MIDDLE EAST
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A História repete-se? Quando o Papa Bento XVI aterrar hoje às 14h30 (menos duas horas em Lisboa) em Amã, estará a seguir os passos do seu antecessor, quando visitou a Jordânia, Israel e a Palestina em Março de 2000. Hoje, tal como há nove anos, a viagem é apresentada como uma peregrinação aos lugares da fé cristã, em busca da paz para o Médio Oriente. "Vou como peregrino da paz", disse Bento XVI no sábado passado. Em 2009, tal como em 2000, a Santa Sé diz que esta é a viagem "mais esperada" pelo Papa.

E é também a mais arriscada. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, dizia na segunda-feira que esta é a mais complexa e comprometedora viagem deste Papa. Por isso reflecte um "acto de coragem" de Bento XVI. Mas o Papa, ainda que vá corresponder a muitos desejos, não poderá satisfazer as expectativas que muitos outros nele depositam. Um exemplo: há cristãos palestinianos que queriam que ele fosse ver a destruição de Gaza, depois da operação militar israelita de Dezembro e Janeiro. No que aos Territórios Palestinianos diz respeito, Bento XVI ficará pela visita a Belém.

Esta não será apenas uma reedição física da "peregrinação pela paz" de João Paulo II. O rabino David Rosen, presidente do Comité Judeu Internacional para as Consultas Inter-religiosas, escrevia há duas semanas, no L'Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, que Bento XVI percorrerá os passos do seu antecessor, "seja literalmente, seja em sentido figurado".

Ligações perigosas

A frase aponta para questões bem concretas, mesmo se Rosen se centra apenas na aproximação entre Vaticano e judeus. Em pano de fundo, está a vontade de todos de que a viagem de Bento XVI contribua para a pacificação de uma das mais martirizadas regiões do globo. Mas entre a finalidade religiosa com que a visita é apresentada e o alcance político que ela sempre terá, vai uma grande distância - e algumas ligações perigosas.

Nestes oito dias (até sexta-feira, 15), o Papa terá que fazer um exercício de equilíbrio para corresponder aos desejos dos palestinianos de apoiar a reivindicação de um Estado completamente autónomo. E para não defraudar o desejo israelita de intensificar a aproximação com o Vaticano e, com ela, uma maior aceitação internacional do Estado de Israel - as negociações com a Santa Sé sobre o estatuto da Igreja Católica em Israel arrastam-se há anos e só nos últimos meses os protagonistas falam de pequenos progressos.

E Bento XVI não deixará de insistir num facto que o preocupa: o êxodo dos cristãos do Médio Oriente. Em quatro décadas, só em Israel e na Palestina, eles passaram de vinte para dois por cento numa população de nove milhões.

Uma nova situação

As diferenças em relação há nove anos são significativas: quando João Paulo II visitou a região, o processo de paz ainda fazia progressos. Agora, já aconteceu a Segunda Intifada palestiniana, depois de Ariel Sharon ter ido ao Monte do Templo (Pátio das Mesquitas, para os árabes), em Setembro de 2000. Israel construiu o muro que, em muitos casos, cerca literalmente os palestinianos. Estes dividiram-se em duas autoridades de facto - com o Hamas a mandar em Gaza e a histórica OLP (Organização de Libertação da Palestina) confinada à Cisjordânia.

Há mais: no âmbito religioso, registou-se a polémica à volta do discurso do Papa em Ratisbona (Alemanha), em Setembro de 2006, quando uma citação sobre Maomé incendiou os ânimos de muitos muçulmanos. E, nos últimos meses, o levantamento da excomunhão a quatro bispos integristas - um dos quais negacionista - exaltou muitos judeus. Os ânimos acalmaram, mas os efeitos de ambas as polémicas podem diminuir a força de algumas das afirmações que Bento XVI venha a fazer.

Em termos políticos, para muitos, o processo de paz jaz morto e arrefece, pelo menos para já. E um Estado autónomo palestiniano é cada vez mais uma miragem. Não só pela situação política criada internamente entre Hamas e a Autoridade Palestiniana, mas também pela construção do muro que reduz os Territórios Autónomos a uma manta de retalhos a que dificilmente se poderá vir a chamar Estado.

A acrescentar a tudo isto, Lombardi situava outros factores: o novo Governo de Israel, liderado por Benjamim Netanyahu, é adepto da força com os palestinianos; as eleições palestinianas (ou aquilo que se possa assemelhar a isso) estão adiadas por causa da divisão interna; as tensões provocadas pelo Irão prosseguem; e, nos Estados Unidos, o Presidente Barack Obama tenta colar os cacos deixados pelo seu antecessor também no que ao Médio Oriente diz respeito, tentando abrir caminho de novo à negociação.

Esforço pela paz

Segunda-feira, já em Jerusalém, a visita ao Yad Vashem, o memorial do Holocausto, e um encontro inter-religioso marcam o início da visita a Israel. No dia seguinte, Bento XVI repetirá o gesto de João Paulo II, rezando no Muro das Lamentações. Quarta-feira, é o dia dedicado a Belém, com uma missa junto da Igreja da Natividade e uma visita a um campo de refugiados palestinianos. Na quinta, será a vez de uma missa em Nazaré e sexta fica guardada para a Igreja do Santo Sepulcro e o encontro com líderes cristãos.

Prometida está uma saudação ao Papa, escrita por 100 rabinos judeus e publicada no jornal Ha'aretz. E a Fundação Raoul Wallenberg, que promove a memória dos salvadores do Holocausto, decidiu lançar uma campanha a coincidir com a visita de Bento XVI: a de procurar testemunhos de católicos que tenham ajudado a salvar judeus durante a II Guerra Mundial.

Quarta-feira, na audiência-geral, o Papa exprimiu o seu sentir mais profundo: "Quero, antes de tudo, visitar os lugares que a vida de Jesus tornou santos. (...) Peço [aos católicos da região] que se unam a mim, para rezar para que esta visita dê um fruto abundante para a vida espiritual e civil dos habitantes da Terra Santa. (...) Oxalá sigamos com decisão os nossos desejos e os nossos esforços pela paz".




Fonte: Público.pt

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

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Cristianismo e o Islão na Europa

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Bispo sírio diz que há um discurso nos países muçulmanos de que o Islão está a conquistar o velho continente europeu.
O bispo de Alepo, na Síria, denunciou este domingo, em Fátima, que «no Islão há tendências fundamentalistas que fazem tudo, directa ou indirectamente, para fazer os cristãos partir» do Médio Oriente, refere a Lusa.

Em conferência de imprensa, que antecedeu a celebração nacional do Ano Paulino no Santuário de Fátima, D. Antoine Audo explicou que «há um discurso nos media muçulmanos, nas mesquitas, nas escolas» de que o Islão está no «início da conquista da Europa».

«Na Europa, o secularismo e a exclusão de cristãos inquieta-nos e reforça os muçulmanos», sublinhou o prelado, lembrando o que os muçulmanos dizem: «Já não há fé, nem família, nem moralidade na Europa. Pacificamente, vamos pregar-lhes o Alcorão e vamos todos convertê-los ao Islão».

Para o bispo da Síria, «este é o discurso disseminado entre o povo».

«Como dar um futuro coerente às nossas igrejas? Temos a tradição de viver juntos com os muçulmanos na nossa sociedade», recordou D. Antoine Audo, que defendeu: «O Islão, nas suas afirmações, é uma grande questão. A Igreja deve dar uma resposta ao Islão, pelo seu modo de fazer, de compreender, de escutar, de acolher, de ser firme na fé».

O prelado disse também estar «muito preocupado» com a guerra no Iraque, interrogando-se se não será o fim da Igreja «com esta instabilidade e violência».

«Esperamos que com a mudança de Presidente nos Estados Unidos possamos ter um tempo de segurança e de paz», desejou o bispo, lembrando que «desde que há guerra e insegurança, a Igreja tem sido posta à prova», havendo cerca de 50 mil cristãos que abandonaram o Iraque.

Quanto à Síria, o prelado admitiu que é um «país relativamente calmo e moderado, mas sente-se crescimento do fanatismo, não no regime, mas entre o povo», exemplificando com a existência de «mais mulheres que cobrem o rosto».





Fonte da notícia: IOL Diário

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domingo, 6 de julho de 2008

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Príncipe Karim Aga Khan visita Portugal

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O príncipe Karim Aga Khan, líder institucional e espiritual de milhões de muçulmanos ismailis que vivem em cerca de 25 países vai estar em Portugal de 10 a 14 de Julho, refere a agência Lusa.

O Aga Khan é o 49º Imam hereditário dos Muçulmanos Shia Imami Ismailis e dirige uma comunidade de 15 milhões de muçulmanos, oito mil dos quais a residir em Portugal.

Para os seus seguidores, Karim Aga Khan, que acedeu ao trono do Imamat Ismaili a 11 de Julho de 1957, é um descendente directo do Profeta Maomé através do seu primo e genro Ali, o primeiro Imam, e da sua mulher Fátima, a filha do Profeta.

700 voluntário preparam a visita a Portugal

De acordo com a tradição Shia do Islão, o mandato do Imam abarca tanto as questões espirituais como as materiais. Durante o ano de Jubileu que começou em Julho de 2007, Aga Khan efectuou várias visitas oficiais, em resposta a convites por parte de Chefes de Estado.

A visita a Portugal coincide com a celebração do dia (11 de Julho) em que o príncipe acedeu ao trono há 50 anos, está a ser preparada com a ajuda de mais de 700 voluntários sendo esperadas mais de 15 mil ismaelitas quer do território português quer de outros países.

As celebrações do Jubileu do Imam, segundo a comunidade, oferecem oportunidades para o lançamento de novos projectos de desenvolvimento, de âmbito social, cultural e económico. De acordo com a ética da fé, estes projectos pretendem melhorar a qualidade de vida dos mais vulneráveis da sociedade com a criação de escolas, hospitais e projectos de habitação.

AKDN gasta mais de 204 milhões de euros

O projecto , segundo o representante em Portugal da rede Aga Khan para o Desenvolvimento, comendador Nazim Ahmad, ainda está a ser negociado sabendo-se apenas que deverá ficar na zona da grande Lisboa e que terá regime de internato para receber alunos de todo o país.

A AKDN gasta mais de 204 milhões de euros anualmente em actividades de desenvolvimento social e económico e opera com mais de 200 instituições de cuidados de saúde, incluindo nove hospitais, e mais de 300 escolas no mundo em desenvolvimento.

Fundou a primeira Universidade há 25 anos

Seguindo a tradição dos seus antepassados - recuando mil anos até à fundação das primeiras universidades e instituições de ensino no mundo Muçulmano - o Aga Khan continua a sublinhar a importância da educação.

O seu reconhecimento da necessidade de um compromisso da «Sociedade de Conhecimento» global levou à criação da Universidade Aga Khan (AKU), no Paquistão, há 25 anos - a primeira universidade privada e de gestão autónoma nesse país.

A AKU tornou-se, entretanto, numa universidade internacional e opera hoje em nove complexos universitários em todo o mundo.

Fonte da notícia: IOL Diário

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Jorge Goncalves

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