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domingo, 19 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Contra a «relativização» do preservativo

Against the "relativization" of condom use
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O coordenador da Comissão de Luta contra a Sida manifestou este domingo preocupação com a possibilidade de se relativizar o uso do preservativo como «um meio fundamental de prevenção» na luta contra a transmissão do vírus, refere a Lusa.

Questionado sobre as declarações de D. José Policarpo que afirmou que o preservativo é falível e que esta opinião lhe foi transmitida por «responsáveis portugueses» - comungando assim da opinião de Bento XVI de que não deve ser a «única maneira de combate à Sida» -, Henrique Barros disse: «São duas verdades».

«A Igreja faz o seu papel», disse responsável, tendo referido que se trata de um assunto «muito sério e complexo».

Segundo Henrique Barros, «o melhor meio» que as pessoas dispõem para combater a transmissão do vírus HIV Sida «é o preservativo masculino e feminino».

O coordenador Nacional referiu também que «as pessoas têm, cada vez mais, parceiros sexuais».

«A fidelidade de uma das partes não garante que o mesmo se passe com a outra», disse o responsável.

Henrique Bastos destacou ainda que em Portugal se está a seguir uma estratégia de intervenção que integra todos os meios de prevenção.


Fonte: IOL Diário

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Bento XVI: quatro anos polémicos

Benedict XVI: four years of controversial papacy

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Os primeiros meses de 2009 têm sido «desastrosos» para Bento XVI que, na opinião de comentadores ouvidos pela Lusa, assinala domingo quatro anos de magistério em quebra e sobretudo perdendo o que tinha conseguido nos três primeiros anos.

Eleito papa a 19 de Abril de 2005, num mais rápidos conclaves de sempre, o cardeal Joseph Ratzinger, hoje com 82 anos, feitos quinta-feira, suscitou logo de início muitas reservas, dado o seu papel à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, a sucessora da Inquisição.

Sétimo Papa alemão depois de Adriano VI (1522-1523), o último pontífice não italiano antes do polaco João Paulo II, e 265º pontífice da história da Igreja Católica, Bento XVI publicou logo no primeiro ano uma encíclica («Deus caritas est», Deus é amor) sobre o amor cristão, documento recebido com grandes elogios à sua dimensão intelectual e avanço teológico.

A participação no Encontro Mundial da Juventude, em Colónia, Alemanha, em Agosto de 2005, foi um primeiro teste à sua popularidade, sobretudo tendo em conta que sucedia a João Paulo II, que sempre encontrara grande eco entre os jovens.

A esmagadora maioria dos observadores referiu que Ratzinger, ainda poucos meses com a veste branca dos papas, passou com êxito esse teste, revelando uma inesperada facilidade de comunicação com os jovens.

Ano atribulado

Problemas de comunicação são apontados, no entanto, como estando na origem das polémicas registadas nos anos seguintes, e muito especialmente nos primeiros quatro meses de 2009.

Numa conferência em Ratisbona (Alemanha), em Setembro de 2006, provoca a ira dos muçulmanos ao citar uma frase do imperador Manuel II («Mostra-me então o que Maomé trouxe de novo. Não encontrarás senão coisas más e desumanas, tal como o mandamento de defender pela espada a fé que ele pregava»).

Mesmo os mais críticos de Bento XVI reconhecem que o papa foi mal interpretado, pois apenas pretendeu lançar um aviso aos muçulmanos para que façam uma reflexão teológica interna para se actualizarem e melhor entenderem o mundo de hoje.

Dois meses depois, numa visita à Turquia, Bento XVI rezou numa mesquita, num gesto que pretendia mostrar que não está distante dos muçulmanos.

Outro gesto bem recebido foi o pedido de desculpa pelos abusos sexuais e outros comportamentos cometidos por padres católicos, apresentado nas viagens aos Estados Unidos (Abril de 2008) e Austrália (Julho do mesmo ano).

Se todos estes incidentes agitaram as águas calmas do Vaticano, em nada se comparam com a turbulência verificada logo no início deste ano, quando Bento XVI decidiu levantar a excomunhão a quatro bispos integristas, ligados à Fraternidade S. Pio X, de Marcel Lefèbvre, que não aceita o Concílio Vaticano II e as reformas que introduziu na Igreja Católica.

Os protestos desta vez não vieram apenas de sectores externos à Igreja: além das comunidades judaicas se insurgirem contra a decisão, pois um dos bispos envolvidos nega a existência do Holocausto, também muitos grupos no interior da Igreja manifestaram desagrado e rejeição, sobretudo depois de em Setembro de 2007 Bento XVI ter cedido e admitido a celebração de missas segundo o rito tridentino, em vigor até ao Vaticano II.

A contestação dentro da própria Igreja foi de tal ordem que o papa, num gesto inédito, sentiu-se obrigado a endereçar uma carta aos bispos de todo o mundo, justificando a decisão.

Em Março, o que prometia ser uma viagem histórica a África (Camarões e Angola), acabou por ser abafada por uma declaração informal, feita no avião antes da chegada, em que Bento XVI afirma que a distribuição de preservativos não resolve o problema da sida em África, antes o aumenta.

De tudo o resto que o papa falou durante a viagem aos dois países africanos não ficou rasto, nem mesmo o apontar da mudança de comportamentos sexuais como uma das soluções para o problema ou a referência ao papel que a Igreja Católica tem desempenhado em África no combate à propagação da doença.



Fonte: IOL Diário

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O Dia Mundial da Sida

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Quatro em cada cinco portugueses admitem que o medo do diagnóstico impede as pessoas de realizarem os testes para a detecção da Sida, revela o estudo «A opinião Pública Portuguesa e a Sida - Ultrapassar a Era do Medo», realizado pelo Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica Portuguesa.


«É muito próprio da nossa cultura. As pessoas querem ter boas notícias, querem que só aconteça aos outros», sublinha ao DN Castro Caldas, director do instituto.


Oitenta por cento dos inquiridos associam a doença ao medo e «este sentimento é capaz de impedir as pessoas de irem ao médico só para não se confrontarem com eventuais resultados», adiantou ao jornal a mesma fonte. Até porque 43 por cento consideram ser esta uma doença grave, só ultrapassada pelo cancro.


Carlos Castro refere que é impossível contabilizar a população que já fez os testes do VIH, até porque, paralelamente aos que têm receio de os fazer, há quem os realize compulsivamente.


Contudo, segundo a Organização Mundial de Saúde, as análises voluntárias combinadas com um tratamento anti-retroviral imediato, se o diagnóstico é positivo, reduziriam drasticamente os casos de sida em dez anos.


Segundo o mesmo estudo, há ainda um desconhecimento da população face aos comportamentos de risco. 77 por cento do portugueses associam o risco da Sida às relações sexuais não protegidas, mas apenas 14 por cento consideram que a multiplicidade de parceiros aumenta os riscos de contágio.


O Dia Mundial da Sida assinala-se esta segunda-feira pela vigésima vez em todo o mundo, uma efeméride que visa lembrar uma infecção que já atingiu mais de 33 mil pessoas em Portugal desde 1983.


Este ano, o lema das comemorações é a liderança, numa referência à importância de envolver os líderes políticos no combate à sida e, nomeadamente, para que estes assumam os compromissos assumidos para 2010 de garantir o acesso universal à prevenção e ao tratamento.


Em Portugal, aproveita-se o dia para destacar o papel das Organizações Não-Governamentais, em especial na prestação de cuidados e apoio social às pessoas que vivem com a infecção.



Fonte da notícia: IOL Diário

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Jorge Goncalves

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