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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Obama quer assustar Bin Laden

BARACK OBAMA'S ATTEMPT TO FRIGHTEN OSAMA BIN LADEN
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Ao segundo dia do seu périplo pelo Médio Oriente e Europa, o Presidente americano discursa na Universidade do Cairo, Egipto, em pleno coração do mundo Árabe. "Barack Obama aterroriza Osama", diz ao Expresso o professor libanês Fawaz Gerges.

"Obama sabe que o conflito contra a Al-Qaeda não é militar, mas sim ideológico. Por isso ele discursa na universidade árabe de maior prestígio. Ele quer retirar-lhe o apoio das elites e dos jovens".

Osama bin Laden e o seu braço-direito Ayman al-Zawahiri - também ele um ex-estudante egípcio na Universidade do Cairo - anteciparam-se ao evento e, ontem, em duas mensagens áudio, emitidas na televisão Al-Jazeera, apelaram mais uma vez à guerra santa contra a América, denunciando que o actual líder americana segue os passos dos seus antecessores.

"A tal guerra ganha-se retirando legitimidade à estratégia da Al-Qaeda. Com iniciativas deste género, Washington rouba-lhe popularidade", diz Gerges, professor no Sarah Lawrence College, em Nova Iorque, autor de vários estudos sobre o Médio Oriente. No início do ano, a partir do interior da Faixa de Gaza, testemunhou a ofensiva militar israelita.

A aproximação ao mundo islâmico tem marcado a política externa da nova administração. A primeira entrevista do actual Presidente foi a uma estação de televisão árabe, a Al-Arabia. Na primeira visita à Europa, início de Abril, Obama discursou no Parlamento turco (fora do arco árabe, mas já dentro do espaço muçulmano). Então, clarificou que " a América não está, nem estará, em guerra com o mundo árabe".

Obama chega amanhã à Alemanha. E no sábado viaja até França, para participar nas celebrações do 55.º aniversário do desembarque das tropas aliadas na Normandia.



Fonte: Expresso.pt

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A fúria do ayatollah Ali Khamenei

Ayatollah Ali Khamenei says that the muslim world has profound hatred for the US
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O guia espiritual supremo ayatollah Ali Khamenei afirmou hoje que os Estados Unidos são um país profundamente odiado no Médio Oriente e que os “belos” discursos do Presidente norte-americano, Barack Obama, por si só não mudarão a imagem de Washington no mundo muçulmano. Aos “slogans” tem de corresponder uma atitude diferente, sustentou o líder iraniano, no mesmo dia em que o chefe de Estado norte-americano redefine, no Cairo, a abordagem dos Estados Unidos ao Islão num muito antecipado discurso.

“As nações desta parte do mundo odeiam profundamente a América porque durante muitos anos não viram senão violência, interferência militar, violação dos direitos, discriminação por parte da América”, sustentou Khamenei num discurso transmitido pela televisão estatal iraniana pouco antes de Obama começar a discursar na Universidade do Cairo. “Mesmo que dêem palavras belas e doces à nação muçulmana, isso não criará uma mudança. Nada mudará com discursos e slogans”, avançou, na véspera do 20º aniversário da morte do seu antecessor, ayatollah Ruhollah Khomenei, fundador da Republica Islâmica do Irão.

O discurso do Cairo de Obama, dirigido a mais de mil milhões de muçulmanos por todo o mundo, sublinha a aposta da nova Administração norte-americana numa abordagem diferente em relação ao Médio Oriente, oferecendo um corte em relação às políticas de George W. Bush. Mas Obama já deixou claro, também, que espera de Teerão um gesto de suavização e, nomeadamente, um retrocesso nas ambições nucleares iranianas e a reactivação das negociações de paz no Médio Oriente.

“Se virem o Ocidente a falar de forma mais doce convosco [muçulmanos] isso é o resultado da consciência pública e da resistência do mundo islâmico”, avaliou Khamenei, o qual, de resto, reiterou as acusações de que os Estados Unidos mentem sobre os propósitos do programa nuclear do Irão e o argumento de que Teerão não tem se não objectivos de produzir energia.



Fonte: Público.pt

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

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O imperativo categórico de Barack Obama

CREATION OF A PALESTINIAN STATE: BARACK OBAMA'S CATEGORIC IMPERATIVE IN THE MIDDLE EAST
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende dar ao Governo israelita entre quatro e seis semanas para que retire sua rejeição à criação de um Estado palestino e para que interrompa a expansão dos assentamentos, informa hoje o diário "Ha'aretz".

Obama espera do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, uma "posição actualizada" para poder apresentar em julho um plano de paz preliminar que permita avançar em direcção à paz no Médio Oriente, assinalou uma fonte oficial israelita ao jornal.

O presidente americano visitou ontem de surpresa o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, quando ele se reunia com Jim Jones, o conselheiro de segurança do presidente em Washington, informou o "Ha'aretz".

O encontro, que não foi agendado, durou 15 minutos e aconteceu pouco antes de Obama iniciar sua viagem por vários países do Oriente Médio e Europa, na qual pronunciará um discurso de aproximação com o mundo muçulmano.

O dirigente americano exige que Israel aceite a criação de um Estado palestino e detenha a expansão das colônias judias em território palestino para resolver o conflito na região.

O chefe do Executivo israelense rejeitou as duas reivindicações e disse que "não se congelará a vida na Judéia e Samaria" (nomes bíblicos e oficiais da Cisjordânia).

Para os palestinos e a comunidade internacional, todas as colônias judias erguidas em território ocupado na Guerra dos Seis Dias (1967) são ilegais, e representam um sério obstáculo para a paz e a criação de um futuro Estado palestino. EFE



Fonte: G1 Globo.com

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sábado, 16 de maio de 2009

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PM de Israel nunca estará a favor de um estado palestiniano

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Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu will refuse on his trip to Washington to back the formation of a Palestinian state, an MP close to the premier said on Saturday, according to national radio.

Netanyahu "will not make a commitment to Washington on the creation of a Palestinian state which would undoubtedly become a 'Hamastan'," Ophir Akunis from Netanyahu's right-wing Likud party was quoted as saying, referring to the Islamic movement Hamas which controls the Gaza Strip and favours armed struggle against Israel.

The hawkish prime minister is scheduled to arrive in Washington on Sunday ahead of his maiden meeting with US President Barack Obama since the two men took office this year.

The key meeting takes place against a backdrop of disagreements over the Middle East conflict and how to deal with Iran's nuclear programme.

While Netanyahu has repeatedly refused to endorse the creation of a sovereign Palestinian state, Obama is insisting on a "two-state solution" to solve the Israeli-Palestinian crisis."

Obama also wants the new Israeli government to halt new building work in Jewish settlements on the occupied West Bank but Netanyahu has said he wants to expand existing settlements.

The Israeli premier has pledged to unveil his policy for regional peace at the White House meeting, focussed on countering Iran.

Contents are still secret but one Netanyahu aide told AFP that differences between Israel and the United States are "more on the outside" and "Israel does not want to rule the Palestinians" despite Netanyahu's refusal to back a Palestinian state.



Fonte: AFP Google News

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

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Visita do Papa ao Médio Oriente

POPE'S VISIT TO THE MIDDLE EAST
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A História repete-se? Quando o Papa Bento XVI aterrar hoje às 14h30 (menos duas horas em Lisboa) em Amã, estará a seguir os passos do seu antecessor, quando visitou a Jordânia, Israel e a Palestina em Março de 2000. Hoje, tal como há nove anos, a viagem é apresentada como uma peregrinação aos lugares da fé cristã, em busca da paz para o Médio Oriente. "Vou como peregrino da paz", disse Bento XVI no sábado passado. Em 2009, tal como em 2000, a Santa Sé diz que esta é a viagem "mais esperada" pelo Papa.

E é também a mais arriscada. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, dizia na segunda-feira que esta é a mais complexa e comprometedora viagem deste Papa. Por isso reflecte um "acto de coragem" de Bento XVI. Mas o Papa, ainda que vá corresponder a muitos desejos, não poderá satisfazer as expectativas que muitos outros nele depositam. Um exemplo: há cristãos palestinianos que queriam que ele fosse ver a destruição de Gaza, depois da operação militar israelita de Dezembro e Janeiro. No que aos Territórios Palestinianos diz respeito, Bento XVI ficará pela visita a Belém.

Esta não será apenas uma reedição física da "peregrinação pela paz" de João Paulo II. O rabino David Rosen, presidente do Comité Judeu Internacional para as Consultas Inter-religiosas, escrevia há duas semanas, no L'Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, que Bento XVI percorrerá os passos do seu antecessor, "seja literalmente, seja em sentido figurado".

Ligações perigosas

A frase aponta para questões bem concretas, mesmo se Rosen se centra apenas na aproximação entre Vaticano e judeus. Em pano de fundo, está a vontade de todos de que a viagem de Bento XVI contribua para a pacificação de uma das mais martirizadas regiões do globo. Mas entre a finalidade religiosa com que a visita é apresentada e o alcance político que ela sempre terá, vai uma grande distância - e algumas ligações perigosas.

Nestes oito dias (até sexta-feira, 15), o Papa terá que fazer um exercício de equilíbrio para corresponder aos desejos dos palestinianos de apoiar a reivindicação de um Estado completamente autónomo. E para não defraudar o desejo israelita de intensificar a aproximação com o Vaticano e, com ela, uma maior aceitação internacional do Estado de Israel - as negociações com a Santa Sé sobre o estatuto da Igreja Católica em Israel arrastam-se há anos e só nos últimos meses os protagonistas falam de pequenos progressos.

E Bento XVI não deixará de insistir num facto que o preocupa: o êxodo dos cristãos do Médio Oriente. Em quatro décadas, só em Israel e na Palestina, eles passaram de vinte para dois por cento numa população de nove milhões.

Uma nova situação

As diferenças em relação há nove anos são significativas: quando João Paulo II visitou a região, o processo de paz ainda fazia progressos. Agora, já aconteceu a Segunda Intifada palestiniana, depois de Ariel Sharon ter ido ao Monte do Templo (Pátio das Mesquitas, para os árabes), em Setembro de 2000. Israel construiu o muro que, em muitos casos, cerca literalmente os palestinianos. Estes dividiram-se em duas autoridades de facto - com o Hamas a mandar em Gaza e a histórica OLP (Organização de Libertação da Palestina) confinada à Cisjordânia.

Há mais: no âmbito religioso, registou-se a polémica à volta do discurso do Papa em Ratisbona (Alemanha), em Setembro de 2006, quando uma citação sobre Maomé incendiou os ânimos de muitos muçulmanos. E, nos últimos meses, o levantamento da excomunhão a quatro bispos integristas - um dos quais negacionista - exaltou muitos judeus. Os ânimos acalmaram, mas os efeitos de ambas as polémicas podem diminuir a força de algumas das afirmações que Bento XVI venha a fazer.

Em termos políticos, para muitos, o processo de paz jaz morto e arrefece, pelo menos para já. E um Estado autónomo palestiniano é cada vez mais uma miragem. Não só pela situação política criada internamente entre Hamas e a Autoridade Palestiniana, mas também pela construção do muro que reduz os Territórios Autónomos a uma manta de retalhos a que dificilmente se poderá vir a chamar Estado.

A acrescentar a tudo isto, Lombardi situava outros factores: o novo Governo de Israel, liderado por Benjamim Netanyahu, é adepto da força com os palestinianos; as eleições palestinianas (ou aquilo que se possa assemelhar a isso) estão adiadas por causa da divisão interna; as tensões provocadas pelo Irão prosseguem; e, nos Estados Unidos, o Presidente Barack Obama tenta colar os cacos deixados pelo seu antecessor também no que ao Médio Oriente diz respeito, tentando abrir caminho de novo à negociação.

Esforço pela paz

Segunda-feira, já em Jerusalém, a visita ao Yad Vashem, o memorial do Holocausto, e um encontro inter-religioso marcam o início da visita a Israel. No dia seguinte, Bento XVI repetirá o gesto de João Paulo II, rezando no Muro das Lamentações. Quarta-feira, é o dia dedicado a Belém, com uma missa junto da Igreja da Natividade e uma visita a um campo de refugiados palestinianos. Na quinta, será a vez de uma missa em Nazaré e sexta fica guardada para a Igreja do Santo Sepulcro e o encontro com líderes cristãos.

Prometida está uma saudação ao Papa, escrita por 100 rabinos judeus e publicada no jornal Ha'aretz. E a Fundação Raoul Wallenberg, que promove a memória dos salvadores do Holocausto, decidiu lançar uma campanha a coincidir com a visita de Bento XVI: a de procurar testemunhos de católicos que tenham ajudado a salvar judeus durante a II Guerra Mundial.

Quarta-feira, na audiência-geral, o Papa exprimiu o seu sentir mais profundo: "Quero, antes de tudo, visitar os lugares que a vida de Jesus tornou santos. (...) Peço [aos católicos da região] que se unam a mim, para rezar para que esta visita dê um fruto abundante para a vida espiritual e civil dos habitantes da Terra Santa. (...) Oxalá sigamos com decisão os nossos desejos e os nossos esforços pela paz".




Fonte: Público.pt

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

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Egipto começa a fechar fronteiras com Gaza

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700 mil palestinianos atravessaram para o lado egípcio, em busca de bens de primeira necessidade.


O Egipto começou, esta sexta-feira, a fechar a fronteira com a Faixa de Gaza, usando arame farpado e jactos de água para impedir que os palestinianos continuassem a passar para o lado egípcio. Só nos últimos três dias, 700 mil palestinianos atravessaram a fronteira, em busca de alimentos, combustíveis e outros bens de primeira necessidade no Egipto. Uma medida desesperada, motivada pelo bloqueio israelita, que já dura desde o dia 18 de Janeiro.

A atitude inicial do Governo egípcio foi de tolerância e não impediu a entrada dos palestinianos. Mas, pressionado por Israel e pelos Estados Unidos, acabou por ceder e ordenou que as forças de segurança bloqueassem a fronteira.

Os palestinianos de Gaza não reagiram da melhor maneira ao encerramento das fronteiras e agrediram as forças de segurança egípcias à pedrada. O grupo radical islâmico Hamas, que controla Gaza desde Junho, começou a colocar forças junto à fronteira.


Fonte da notícia: TVI Televisão Independente

Nota pessoal:

Não é por acaso que chamo de "gado humano" aos palestinianos da Faixa de Gaza. É exactamente isso que eles são para os israelitas, são lamentavelmente como que um mero estorvo nem que de animais se tratasse no sentido literal da palavra. Estes, privados pelos israelitas de suas necessidades básicas (alimentos, energia etc.) foram obrigados a procurar esses mesmos recursos tão preciosos junto da comunidade egípcia. Em minha opinião fizeram exactamente aquilo que qualquer outro povo faria naquela situação.
Os israelitas são, por conseguinte, a nação forte do Médio Oriente, tudo graças aos muitos milhões de dólares vindos anualmente do governo norte-americano. As políticas e acordos de paz que frequentemente são assinados de nada servem porque o grande objectivo final do povo israelita é conquistar territórios alheios que, aliás, servem para a sua própria expansão territorial.
Hoje já é sabido que a principal táctica usada tanto pelas forças israelitas como pelas dos EUA é a de simultaneamente, em campo de batalha, desempenharem o mesmo papel de bons e de maus, ou seja, por um lado aparecem como os grandes humanistas, os salvadores dispostos a fazer o bem e, por outro lado, utilizam as suas forças secretas para provocar o mal em seu próprio território, atribuindo-lhe depois a culpa aos povos vizinhos da Faixa de Gaza do lado da fronteira. Estes servem de bodes expiatórios e, porque não possuem de nenhuns recursos, nada podem fazer para alterar esta situação.
Coitados dos pobres inocentes (homens, mulheres e crianças) que, sem culpa de nada, vão derramando o seu sangue no dia a dia enquanto o resto do mundo que se diz civilizado e democrata (e para que não lhe pese na consciência) tenta a todo o custo esquecer ou ignorar tudo isso e nada fazem para alterar esta triste sorte dos povos palestinianos.
É de bradar aos céus tudo aquilo que diariamente vai acontecendo por esse mundo fora.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

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Mais mortos e feridos na Palestina

Testemunhas afirmam que tanques israelitas entraram nos subúrbios de Gaza


Pelo menos nove palestinianos foram mortos na Faixa de Gaza por militares israelitas, noticia a BBC. Segundo fontes médicas, tanques do estado judaico entraram no território e chegaram à zona leste dos subúrbios da cidade de Gaza. Outras nove pessoas ficaram feridas.


Segundo a BBC registaram-se fortes trocas de tiros entre militares do exército de Israel e militantes palestinianos, seis dos quais terão morrido.


Entre as vítimas está o filho de Mahmoud Zahhar, um dos líderes da facção palestiniana do Hamas na Faixa de Gaza.


Estes incidentes acontecem um dia depois dos negociadores israelitas e palestinianos terem iniciado conversações sobre o conflito que assola a região.

Fonte da notícia: Portugal Diário

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

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Bush inicia hoje longa visita ao Médio Oriente

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O Presidente George W. Bush inicia hoje, em Israel, uma longa visita ao Médio Oriente com dois objectivos. O primeiro, e mais mediatizado, é fazer avançar o processo de paz israelo-palestiniano. O segundo, e mais relevante, é dar garantias aos países da região sobre a sua política de contenção da "ameaça iraniana".

O Presidente desloca-se amanhã à Cisjordânia, estará sexta-feira no Kuwait, irá depois ao Bahrein, aos Emirados Árabes Unidos (EAU) e à Arábia Saudita, terminando a digressão no Egipto, a 16 de Janeiro. É a sua primeira visita a Israel e aos territórios palestinianos, mas também à Arábia Saudita, EAU e Bahrein, em sete anos de mandato. Embora reine um clima de cepticismo, é uma das mais ambiciosas missões diplomáticas da sua presidência.

O programa da digressão inscreve-se no desígnio de deixar um "legado", a solução do conflito de 60 anos entre árabes e israelitas, através da criação de um Estado palestiniano. Depois do Encontro de Annapolis, no fim de Novembro, e da Conferência de Paris, que deu luz verde a uma maciça ajuda financeira aos palestinianos, é o próprio Bush que agora reafirma o seu empenho pessoal na solução do conflito.

Numa entrevista ao diário israelita Yedioth Ahronoth, o Presidente esclareceu os seus outros objectivos. "Convencer os Estados árabes de que Israel é um parceiro para a paz, no interesse dos palestinianos e do mundo árabe." E reforçar os regimes árabes aliados "para que sirvam de barreira à agressão iraniana".

"Estarei lá para olhar as pessoas nos olhos e dizer-lhes: o Irão é uma ameaça; nós temos uma estratégia para a enfrentar e queremos cooperar convosco", declarou à televisão Al-Arabiya.

Israel e Palestina

No plano oficial, há grandes expectativas. Mas tanto analistas americanos como israelitas ou árabes manifestam elevadas dúvidas sobre a eficácia da viagem.

O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, e o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, prepararam a chegada de Bush com o anúncio de que as duas partes vão começar a discutir directamente as "questões fundamentais" - Jerusalém, fronteiras, regresso de refugiados palestinianos - que bloquearam as anteriores tentativas de acordo.

A Autoridade Palestiniana apelou a Bush para que force Israel a congelar toda a actividade de colonização. Olmert não assume esse compromisso, recusando abdicar da expansão dos grandes blocos de colonatos. Prevê-se que as pressões de Bush se limitem ao desmantelamento dos colonatos "selvagens".

Outro ponto fulcral seria o levantamento das barragens de estrada (checkpoints), que penalizam o quotidiano da população palestiniana na Cisjordânia, tal como Olmert prometeu em Annapolis. Mas a situação no terreno é negativa, explica Aluf Benn, analista do diário Ha"aretz. Sem resposta aos rockets disparados de Gaza, os militares israelitas opõem-se à desocupação da Cisjordânia. Argumentam ainda que se Abbas procura agir contra o Hamas, não tem controlo sobre os sectores radicais da Fatah.

As "questões explosivas", sobretudo Jerusalém e os refugiados, ameaçam desagregar a coligação de Olmert, que optará pela gestão do statu quo. Também Bush baixou as suas metas. Em lugar da criação de um Estado palestiniano até ao fim do mandato, em Janeiro de 2009, fala agora na "definição das linhas gerais de um Estado palestiniano".

Mesmo este objectivo é altamente duvidoso, prevê Benn. "Uma expectativa mais realista pode ser preservar Abbas e os seus apoiantes no poder, mesmo apenas formalmente, e mitigar a crise doméstica israelita, dando a Olmert uma raison d"être política para o próximo ano."

Por tudo isto, a visita de Bush "não representará um ponto de viragem da sua Administração em relação ao conflito israelo-palestiniano", escreve o analista e antigo negociador Yossi Alpher. "Tanto Olmert como Abbas são demasiado fracos para suportar um processo de paz com sucesso." E também George W. Bush não está propriamente no zénite do poder e do prestígio.

A sombra iraniana

Se não está no centro do itinerário, o Irão está de facto no centro da agenda da digressão de Bush, observa a "análise diária" do Council on Foreign Relations, de Nova Iorque.

O relatório dos serviços secretos americanos (National Intelligence Estimate, NIE) sobre a ameaça nuclear iraniana, publicado a 1 de Dezembro, provocou uma reacção em cadeia. Ao afirmar que o Irão suspendeu o programa de construção da arma nuclear em 2003, mas tem a capacidade de dominar rapidamente todo o ciclo nuclear, de forma a poder construir a bomba se o decidir, significou o fim da política iraniana da Administração Bush, retirando a credibilidade à ameaça militar e tornando muito mais improvável a escalada das sanções internacionais.

Israelitas e árabes interpretaram o documento ou como uma desautorização do Presidente pelos seus próprios serviços, a um ano do fim do mandato, ou como o prenúncio de uma viragem. Sem poder de ameaça e com poucas "alavancas" diplomáticas, é lógico pensar - com Bush ou depois de Bush - num processo de diálogo com Teerão. Por sua vez, os iranianos baixaram o tom das acusações a Washington.

Os Estados sunitas, a começar pela Arábia Saudita, sempre se opuseram a um ataque militar às instalações nucleares iranianas. Mas desenvolviam uma política de isolamento do Irão, sem no entanto romper os contactos. A publicação da NIE suscitou a pergunta: irão os EUA procurar uma "acomodação" com os mullah? Por isso, sauditas e egípcios terão decidido lançar uma nova política iraniana (ler entrevista ao lado).

O Cairo, Amã, Riad ou os emirados do Golfo continuam decididos a travar uma hegemonia iraniana ou xiita na região. Mas deixam de o fazer no quadro de uma estratégia americana, ou melhor, querem ser eles a desenhá-la.

A escala de Bush em Jerusalém será simbólica. A etapa decisiva deverá ser a de Riad, observa o Washington Post. O rei Abdullah "prefere neutralizar os inimigos em vez de os afrontar".

Fonte da notícia: Público PT

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terça-feira, 27 de novembro de 2007

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Acordo de paz para o Médio Oriente

Acordo de paz para o Médio Oriente

O presidente norte-americano, George W. Bush, anunciou hoje na abertura da conferência de Annapolis que israelitas e palestinianos concordaram em iniciar negociações formais em Dezembro para alcançar um acordo de paz antes do final de 2008.


As negociações, que começarão a 12 de Dezembro, destinam-se a criar «um Estado Palestiniano democrático que viva lado a lado com Israel em paz e segurança», afirmou Bush, que leu uma declaração conjunta israelo-palestiniana.


O acordo foi alcançado entre o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, que se reuniram antes da abertura da conferência internacional sobre o Médio Oriente, organizada pelos Estados Unidos.


Na declaração conjunta, as duas partes comprometem-se a alcançar um acordo que contemple a criação de um Estado palestiniano e declaram-se determinados a acabar com o derramamento de sangue, após décadas de violência.


Ao abrir a conferência de Annapolis, perto de Washington, George W. Bush tinha a seu lado Ehud Olmert e Mahmud Abbas.


Participam na conferência representantes de cerca de 50 países e organizações internacionais, incluindo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.


A presidência portuguesa da União Europeia está representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.


Fonte da notícia: Diário Digital

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Jorge Goncalves

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