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sexta-feira, 8 de maio de 2009

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Visita do Papa ao Médio Oriente

POPE'S VISIT TO THE MIDDLE EAST
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A História repete-se? Quando o Papa Bento XVI aterrar hoje às 14h30 (menos duas horas em Lisboa) em Amã, estará a seguir os passos do seu antecessor, quando visitou a Jordânia, Israel e a Palestina em Março de 2000. Hoje, tal como há nove anos, a viagem é apresentada como uma peregrinação aos lugares da fé cristã, em busca da paz para o Médio Oriente. "Vou como peregrino da paz", disse Bento XVI no sábado passado. Em 2009, tal como em 2000, a Santa Sé diz que esta é a viagem "mais esperada" pelo Papa.

E é também a mais arriscada. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, dizia na segunda-feira que esta é a mais complexa e comprometedora viagem deste Papa. Por isso reflecte um "acto de coragem" de Bento XVI. Mas o Papa, ainda que vá corresponder a muitos desejos, não poderá satisfazer as expectativas que muitos outros nele depositam. Um exemplo: há cristãos palestinianos que queriam que ele fosse ver a destruição de Gaza, depois da operação militar israelita de Dezembro e Janeiro. No que aos Territórios Palestinianos diz respeito, Bento XVI ficará pela visita a Belém.

Esta não será apenas uma reedição física da "peregrinação pela paz" de João Paulo II. O rabino David Rosen, presidente do Comité Judeu Internacional para as Consultas Inter-religiosas, escrevia há duas semanas, no L'Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, que Bento XVI percorrerá os passos do seu antecessor, "seja literalmente, seja em sentido figurado".

Ligações perigosas

A frase aponta para questões bem concretas, mesmo se Rosen se centra apenas na aproximação entre Vaticano e judeus. Em pano de fundo, está a vontade de todos de que a viagem de Bento XVI contribua para a pacificação de uma das mais martirizadas regiões do globo. Mas entre a finalidade religiosa com que a visita é apresentada e o alcance político que ela sempre terá, vai uma grande distância - e algumas ligações perigosas.

Nestes oito dias (até sexta-feira, 15), o Papa terá que fazer um exercício de equilíbrio para corresponder aos desejos dos palestinianos de apoiar a reivindicação de um Estado completamente autónomo. E para não defraudar o desejo israelita de intensificar a aproximação com o Vaticano e, com ela, uma maior aceitação internacional do Estado de Israel - as negociações com a Santa Sé sobre o estatuto da Igreja Católica em Israel arrastam-se há anos e só nos últimos meses os protagonistas falam de pequenos progressos.

E Bento XVI não deixará de insistir num facto que o preocupa: o êxodo dos cristãos do Médio Oriente. Em quatro décadas, só em Israel e na Palestina, eles passaram de vinte para dois por cento numa população de nove milhões.

Uma nova situação

As diferenças em relação há nove anos são significativas: quando João Paulo II visitou a região, o processo de paz ainda fazia progressos. Agora, já aconteceu a Segunda Intifada palestiniana, depois de Ariel Sharon ter ido ao Monte do Templo (Pátio das Mesquitas, para os árabes), em Setembro de 2000. Israel construiu o muro que, em muitos casos, cerca literalmente os palestinianos. Estes dividiram-se em duas autoridades de facto - com o Hamas a mandar em Gaza e a histórica OLP (Organização de Libertação da Palestina) confinada à Cisjordânia.

Há mais: no âmbito religioso, registou-se a polémica à volta do discurso do Papa em Ratisbona (Alemanha), em Setembro de 2006, quando uma citação sobre Maomé incendiou os ânimos de muitos muçulmanos. E, nos últimos meses, o levantamento da excomunhão a quatro bispos integristas - um dos quais negacionista - exaltou muitos judeus. Os ânimos acalmaram, mas os efeitos de ambas as polémicas podem diminuir a força de algumas das afirmações que Bento XVI venha a fazer.

Em termos políticos, para muitos, o processo de paz jaz morto e arrefece, pelo menos para já. E um Estado autónomo palestiniano é cada vez mais uma miragem. Não só pela situação política criada internamente entre Hamas e a Autoridade Palestiniana, mas também pela construção do muro que reduz os Territórios Autónomos a uma manta de retalhos a que dificilmente se poderá vir a chamar Estado.

A acrescentar a tudo isto, Lombardi situava outros factores: o novo Governo de Israel, liderado por Benjamim Netanyahu, é adepto da força com os palestinianos; as eleições palestinianas (ou aquilo que se possa assemelhar a isso) estão adiadas por causa da divisão interna; as tensões provocadas pelo Irão prosseguem; e, nos Estados Unidos, o Presidente Barack Obama tenta colar os cacos deixados pelo seu antecessor também no que ao Médio Oriente diz respeito, tentando abrir caminho de novo à negociação.

Esforço pela paz

Segunda-feira, já em Jerusalém, a visita ao Yad Vashem, o memorial do Holocausto, e um encontro inter-religioso marcam o início da visita a Israel. No dia seguinte, Bento XVI repetirá o gesto de João Paulo II, rezando no Muro das Lamentações. Quarta-feira, é o dia dedicado a Belém, com uma missa junto da Igreja da Natividade e uma visita a um campo de refugiados palestinianos. Na quinta, será a vez de uma missa em Nazaré e sexta fica guardada para a Igreja do Santo Sepulcro e o encontro com líderes cristãos.

Prometida está uma saudação ao Papa, escrita por 100 rabinos judeus e publicada no jornal Ha'aretz. E a Fundação Raoul Wallenberg, que promove a memória dos salvadores do Holocausto, decidiu lançar uma campanha a coincidir com a visita de Bento XVI: a de procurar testemunhos de católicos que tenham ajudado a salvar judeus durante a II Guerra Mundial.

Quarta-feira, na audiência-geral, o Papa exprimiu o seu sentir mais profundo: "Quero, antes de tudo, visitar os lugares que a vida de Jesus tornou santos. (...) Peço [aos católicos da região] que se unam a mim, para rezar para que esta visita dê um fruto abundante para a vida espiritual e civil dos habitantes da Terra Santa. (...) Oxalá sigamos com decisão os nossos desejos e os nossos esforços pela paz".




Fonte: Público.pt

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