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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Portugal Gay

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O casamento entre pessoas do mesmo sexo e a crise económica vão ser dois dos temas a debater na reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que se realiza na próxima terça-feira, em Fátima.
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da CEP, padre Manuel Morujão, recusou a divulgação da agenda de trabalho dos cinco bispos que compõem o Conselho Permanente, mas admitiu que estes dois assuntos vão ser discutidos.

Sobre o anúncio do secretário-geral do PS, José Sócrates, de propor o direito ao casamento civil para pessoas do mesmo sexo, o responsável da CEP contrapôs com a existência de «tantos problemas para resolver neste País».

«Parece que há uma distracção real dos problemas do País, pondo esta bandeira no ar», afirmou o sacerdote, acrescentando que «quando se pensa num programa eleitoral deverão não distrair-se do essencial».

O porta-voz da CEP admitiu, contudo, que para a Igreja Católica «o ‘timming’ é uma questão secundária».

«O fundamental é a ideia revolucionária da concepção de casamento que é uma união de amor entre um homem e uma mulher», explicou, sublinhando que «seria um grave erro» esta alteração, assim como «uma agressão à identidade do matrimónio».

Para o padre Manuel Morujão, os casamentos homossexuais acarretam outro problema: «Uma sociedade que se fecha em si mesmo, no próprio género, não tem futuro, porque não há filhos».

O responsável rejeitou, por outro lado, a hipótese de a Igreja Católica vir a fazer alguma campanha contra a possibilidade de legalização das uniões entre pessoas do mesmo sexo.

«Não há nenhuma indicação para isso», disse, considerando, também, não ser «caso para se pensar num referendo».

«A Igreja não faz campanhas contra, faz campanhas a favor», salientou ainda o porta-voz da CEP, que acrescentou: «Qualquer pessoa tem lugar na Igreja».

Manuel Morujão destacou, ainda a propósito desta matéria, que «respeitar os outros, na sua forma de viver e agir, é um dever», mas não significa «permitir tudo».

Acreditando que os casamentos entre pessoas do mesmo sexo «vai dividir a sociedade portuguesa», o sacerdote apontou ainda «um empobrecimento social se a família perder o estatuto único que deve ter».

Além dos casamentos homossexuais, a crise financeira vai estar, também, na agenda dos bispos terça-feira, depois de, em Janeiro, a Conferência Episcopal Portuguesa ter anunciado a realização de um simpósio para avaliar a situação da sociedade portuguesa.

O responsável da CEP reconheceu que «é uma constatação inevitável» que a crise no País tomou proporções dramáticas.

«Há muitíssimas pessoas que vivem numa situação verdadeiramente penosa, dolorosíssima, a procurar o pão de cada dia, a sobreviver», apontou, alertando para a necessidade de «a sociedade civil e também a Igreja com as suas instituições estarem atentas na procura de respostas».

«A Igreja pode dar sempre mais respostas» à crise, reconheceu o porta-voz da CEP, recordando, no entanto, que grande parte da resposta social aos mais desfavorecidos está nas mãos de instituições ligadas à Igreja Católica.

Fonte: Sol-Sapo-Notícias

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terça-feira, 3 de junho de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Crise Alimentar cartoon

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Aquela que começou por ser uma conferência, sobretudo técnica, destinada a discutir os problemas da segurança alimentar, alterações climáticas e bioenergia, transformou-se, nos últimos meses, numa cimeira de alto nível, onde muitos líderes fizeram questão de marcar presença. O gatilho foi a crise alimentar mundial e agora as atenções convergem para Roma onde, de hoje a quinta-feira, se vai medir o pulso às vontades mundiais em alterar a situação.

Não se esperam grandes decisões deste encontro da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Os observadores encaram-no como um primeiro grande debate que dará início às negociações sobre os passos necessários para fazer face à crise. Falar-se-á de medidas de curto prazo - como a ajuda humanitária - e de médio e longo prazo. Nestas últimas, contam-se as ajudas à produção agrícola nos países mais pobres e que terão de ascender, segundo a FAO, a 1100 milhões de euros.

Os países serão confrontados com um plano de acção apresentado por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, mas os testes aos compromissos que irão assumir terão lugar mais à frente, primeiro no encontro do G8 (países mais industrializados) mas sobretudo nas negociações sobre Doha da Organização Mundial de Comércio. Já em Roma, Ban Ki-moon responsabilizou os governantes pela crise. "Renunciaram a tomar decisões difíceis e subavaliaram a necessidade de investir na agricultura. Hoje estamos literalmente a pagar o preço", acusou.

Apesar de ser um pontapé de saída, Roma não deixará de ter as suas polémicas. Que, aliás, já começaram. A confirmação de que os presidentes do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, e do Zimbabwe, Robert Mugabe, estarão presentes começou a dar que falar e partidos e associações de esquerda italianas já marcaram protestos.

Mas muitos outros chefes de Estado e de Governo prometeram estar presentes, desde o brasileiro Lula da Silva ao francês Nicolas Sarkozy, passando pelo espanhol José Luis Zapatero. De Portugal estará o ministro da Agricultura, Jaime Silva.

A crise alimentar, provocada pela escalada dos preços do petróleo e por aumentos da procura não acompanhados pela oferta, vai abafar as discussões sobre as alterações climáticas.

Os 193 países preparam-se para aprovar uma declaração onde prometem responder aos desafios. Mas, segundo a versão a que o PÚBLICO teve acesso, há muitas arestas a limar. Arestas inevitavelmente ligadas às questões políticas mais sensíveis: os subsídios dados aos agricultores dos países ricos, as restrições às importações e os biocombustíveis.

Fonte da notícia: Público

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Jorge Goncalves

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