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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


700.000 questões colocadas a Putin

Russians asked Putin 700.000 questions
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A economia, o terrorismo e a crise financeira são as questões que mais preocupam os russos. O primeiro-ministro responde todos os anos às dúvidas dos cidadãos. Em 2009 foram endereçadas a Valdimir Putin cerca de 700.000 questões, através da internet, telefone e sms’s. As resposta chegaram, hoje, após uma prévia selecção.


De acordo com o Vladimir Putin, o pico da crise terá sido ultrapassado, o primeiro-ministro lembra, no entanto, que é necessário tempo para que tudo volte ao normal. Segundo o chefe de Governo, a economia russa cresceu 0,5% nos últimos cinco meses e as previsões apontam para o aumento do crescimento em 2010. No que toca ao terrorismo, Putin admite que a ameaça é elevada e alerta para as dificuldades na prevenção deste tipo de ataques. Na memória está ainda bem presente o atentado contra o comboio de luxo, que fazia a ligação entre Moscovo e São Petersburgo.


A adesão do país à Organização Mundial do Comércio também não foi esquecida. Este continua a ser um objectivo estratégico da Rússia, afirma o primeiro-ministro, mas que esbarra com interesses de países como os Estados Unidos



Fonte: Euronews

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O dólar em relação ao euro

The US Dollar in relation to the Euro
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O dólar está «tremido» e a hipótese mais falada tem sido a substituição da moeda de referência pelo euro. O que aconteceria então se o mundo fosse dominado pela moeda única europeia?

De acordo com o responsável do Instituto de Estudos Económicos (IEE), Gregorio Izquierdo, citado pelo site espanhol «Invertia», há três consequências imediatas.

Em primeiro lugar, no que respeita aos empréstimos sem juros para a Zona Euro, os restantes países iriam querer ter euros e isso traduzir-se-ia num fluxo de moedas de outros países. Resumindo, este dinheiro que entraria não implicava qualquer tipo de taxas de juro.

Relativamente às matérias-primas, se fossem trocadas em euros, já não se ficaria dependente do dólar para comprar, por exemplo o petróleo, ou seja, no preço final só teria influência o preço de origem. Actualmente, além da subida ou descida de um determinado produto, é preciso somar-lhe a apreciação ou depreciação da moeda usada como referência, o dólar.

Finalmente, na política monetária, seriam os países do euro que poderiam utilizar as taxas à sua conveniência de forma a modificar a balança comercial.

Com a redirecção de fluxo de capital que se produziria, as taxas de juro da Zona Euro seriam sempre mais baixos face a outras economias. O inverso aconteceria com os investimentos no Velho Continente, já que estes subiriam.

De acordo com o «Invertia», a inflação e as taxas de juro nos EUA aumentariam se a OPEP finalmente se decidisse pelo euro como moeda para fixar o preço do barril de crude, de acordo com Instituto espanhol Juan de Mariana. O preço do petróleo para os EUA subiria cerca de 50% e a repatriação massiva de dólares, sobretudo dos países da OPEP, China e Índia, geraria uma enorme inflação monetária ao colocar-se em circulação uma grande quantidade de dólares.

No entanto, esta ficção de um mundo de euros parece estar longe, mas não há dúvida que algo está a mudar.


Fonte: Agência Financeira IOL


Países da zona euro 'preocupados' com debilidade do dólar

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domingo, 13 de setembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Debate de José Sócrates e Ferreira Leite

Portuguese political debate animated cartoon gif
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A maioria dos analistas políticos fala num empate no frente-a-frente entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite. Economia, Segurança Social, Saúde e TGV foram alguns temas que marcaram o debate.

As declarações de Manuela Ferreira Leite sobre o TGV já tiveram eco em Espanha, com o jornal "El Mundo" a destacar as afirmações da líder do PSD. "Portugal não é uma província espanhola", disse.


Manuela Ferreira Leite acusou o PS de estar envolvido com autarcas espanhóis em manifestações e pressões contra a posição defendida sobre o TGV. E acrescentou: "Eu não estou aqui para defender os interesses dos espanhóis, eu estou aqui para defender os interesses portugueses."


A presidente do PSD alega que Espanha está interessada que a rede de alta-velocidade chegue a Portugal para captar "mais fundos comunitários".


Em resposta, o líder do PS afirmou que essas alegadas manifestações são "uma expressão legítima de discordância".


Economia no centro do debate


Foi um tema que gerou controvérsia. A líder do PSD considerou que, independentemente da crise mundial, o Governo socialista empobreceu o país.


"Quando veio a crise, que efectivamente agravou todos os indicadores, foi uma benesse para o Engenheiro Sócrates, porque neste momento ele tem a hipótese de dizer que a situação do país se deve à crise", disse Ferreira Leite.


"Se não houvesse a crise penso que o engenheiro Sócrates teria muita dificuldades em estar aqui como candidato a primeiro-ministro".


Sócrates respondeu acusando a líder do PSD de cultivar o pessimismo e defendeu que em 2007 o país cresceu mais do que nos três anos ente 2002 e 2004.


Acrescentou ainda que em 2007 Portugal "estava a criar empregos".


Segurança Social


Uma vez mais, o líder do PS acusou o PSD de estar a preparar a passagem para o privado de parte das contribuições dos portugueses. "Tem medo dessa proposta e então não a escreve", disse José Sócrates, referindo-se ao programa político do PSD. "Não é assumida porque estamos em tempo de eleições", acrescentou.


Manuela Ferreira Leite negou a intenção avançada e acusou, por sua vez, o Governo de ter feito uma reforma na Segurança Social com base "no aumento da idade de reforma" e "na redução das reformas". Em vez dos actuais "70 ou 80 por cento" do vencimento, "daqui a dez anos" os portugueses vão receber "metade do seu vencimento bruto", disse Ferreira Leite.


Cenário pós-eleitoral


Mensagens diferentes sobre o que pode acontecer caso nenhum dos partidos tenha uma maioria confortável para governar. José Sócrates afirmou que se "candidata para resolver os problemas do país, em nome de um projecto de modernização. Antecipar esses cenários (entendimentos governativos), acho um abuso relativamente àquilo que vai ser a escolha dos portugueses".


Já Manuela Ferreira Leite exclui qualquer possibilidade de acordo com o PS. "Considero que não tenho a mínima hipótese de me entender em termos políticos com o Engenheiro Sócrates. Está absolutamente fora de causa, porque a forma como vemos a política, como entendemos os processos e encaramos as questões básicas para o crescimento do paés é de tal forma divergente".





Fonte: RTP

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Barack Obama confiante no "fim da recessão"

Barack Obama hails beginning of the end of US recession
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O presidente dos EUA, Barack Obama, considerou que "é muito provável que estejamos a assistir ao princípio do fim da recessão" e voltou a defender o plano de relançamento da economia norte-americana.


Num discurso de apoio ao candidato democrata ao cargo de governador da Virginia, Obama sustentou que as medidas de apoio ao emprego que a sua Administração levou a cabo ajudaram a travar o desemprego.

Obama olhou para o passado, nomeadamente para a Administração de George W. Bush, para explicar que 'há anos que esta crise estava em gestação' e que 'não começou no último mês'. Ainda assim, o actual presidente norte-americano não foge às responsabilidades. 'Aceitarei ser responsável pelos efeitos do plano de relançamento, porque sou o presidente', frisou.

'Mas não quero que os que nos puseram nesta situação discutam. Que se vão embora e que nos deixem recolher os pedaços', avisou Obama, referindo-se aos republicanos que opõem ao plano de relançamento económico.

A economia norte-americana começa a dar sinais do fim da queda livre e os analistas mostram-se confinantes no relançamento dos mercados. As expecativas só foram quebradas em Julho, quando mais de 300 mil pessoas perderam o emprego no sector privado norte-americano.



Fonte: Correio da Manhã

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Cimeira do G20

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Os líderes mundiais começaram esta manhã a chegar à cimeira do G20, em Londres, para conseguir um consenso sobre que medidas tomar para combater a pior crise desde 1933. O Presidente norte-americano, Barack Obama, foi dos primeiros a cumprimentar o anfitrião do encontro, o primeiro-ministro Gordon Brown, no Excel Centre.
Durante a noite, Brown tentou evitar que uma ruptura franco-germânica impedisse um acordo que pretende que seja histórico. O encontro deverá terminar com a defesa do fortalecimento de maior regulação do sector financeiro, para impedir uma crise semelhante no futuro.
A BBC online adianta que também poderão ser acordados esforços extra para dar um empurrão à economia, mas que objectivos específicos sobre os planos de gastos governamentais parecem pouco prováveis.
Depois de um dia frenético de encontros diplomáticos, ontem, o chefe do Governo britânico passou longas horas a tentar evitar que os líderes das principais economias mundiais deixem hoje Londres sem consenso sobre a forma de combater a crise. O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, foram ontem claros sobre as linhas vermelhas que não pretendem ultrapassar, recusando adoptar mais planos de estímulo económico.
Os dois líderes também afirmaram que o processo de reforma do sistema de regulação financeiro era “não negociável”. “Queremos resultados, mas não resultados que não tenham qualquer efeito na prática”, disse o Presidente francês, assinalando ainda que “o compromisso tem de vir de todos os países” e que “a crise não começou na Europa” – uma referência ao papel dos Estados Unidos.



Fonte: Público.pt

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sábado, 14 de março de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Encontro de Lula da Silva com Barack Obama

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O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, encontra-se este sábado com o seu homólogo norte-americano, Barack Obama, em Washington, no primeiro dia de uma visita oficial aos Estados Unidos, segundo a agência Lusa.

Na agenda do encontro, estarão temas como a crise económica internacional, as relações dos EUA com a América Latina, biocombustíveis e a importância da conclusão da Ronda de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Nos últimos dias, Lula da Silva intensificou as críticas contra o proteccionismo comercial nos países desenvolvidos, possibilidade que considerou como «desastre» para a economia mundial.

«Não é possível que o mundo rico, que passou meio século dizendo que era preciso ter livre comércio, agora no primeiro calo que começa a doer, eles acham que tem que voltar o proteccionismo», salientou Lula da Silva, antes de embarcar para os Estados Unidos.

«Brazil: Global Partner in a New Economy»

Na segunda-feira, Lula da Silva participará do primeiro grande seminário internacional sobre o Brasil, nos Estados Unidos, após o agravamento da crise financeira internacional.

O Presidente brasileiro e seus ministros da área económica vão participar, ao lado de 250 investidores e executivos internacionais, do evento «Brazil: Global Partner in a New Economy», promovido pelo Wall Street Journal.

Entre os participantes, estará o presidente do grupo EDP, António Mexia, no painel «Fontes de financiamento e oportunidades de investimento», ao lado do presidente da estatal Petrobras, José Sergio Gabrielli.

António Mexia apresentará as actividades da EDP no Brasil, com relevo para a utilização da experiência mundial do grupo português na produção de energia limpa.



Fonte: IOL Diário

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terça-feira, 10 de março de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Mundo vive uma "grande recessão"

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a economia global registe a pior contracção "das nossas vidas", o que a leva a defender que o período que estamos a passar pode ser chamado de “grande recessão”.
“O FMI espera que o crescimento global abrande para valores inferiores a zero este ano, o pior desempenho nas nossas vidas”, afirmou o director do FMI, Strauss-Kahn, num discurso para os governadores do banco central de Africa e ministros das finanças do continente, segundo a Bloomberg.
Para o responsável, a crise financeira que penalizou a economia global pode agora ser definida como “Grande Recessão”.
Em Janeiro, o FMI avançou com uma previsão de expansão da economia global de 0,5% em 2009, valor que contrasta não só com as declarações feitas hoje por Strauss-Kahn como com os dados ontem divulgados pelo Banco Mundial.
Ontem a instituição adiantou que a economia global regista a primeira contracção desde a Segunda Guerra Mundial, embora não tenha quantificado qual a dimensão da contracção. Ainda assim o Banco Mundial sublinhou que o crescimento da economia de todo o mundo vai ficar 5% abaixo do seu potencial, com os países em desenvolvimento a serem os mais afectados pela crise económica.


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Capitalismo vs Socialismo segundo Mário Soares


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A grande crise em que o mundo parece ter mergulhado aprofunda-se todos os dias e atinge todos os continentes. É uma crise verdadeiramente global cujo remédio não surge claro, para ninguém.
Durante os anos de esperança que se viveram nas décadas "gloriosas", após a hecatombe da Segunda Guerra Mundial, os comunistas anunciavam a crise geral do capitalismo que não deixaria de aí vir, segundo as análises marxistas. Houve, de facto, pequenas crises, mas nada que se comparasse com a grande crise de 1929, que parecia ser a máxima referência maligna.
O capitalismo reformulou-se. Surgiram as sociedades de bem-estar, a segurança social para todos, o New Deal de Roosevelt, o trabalhismo inglês e as nacionalizações do pós-guerra e o socialismo democrático dos nórdicos, e a pouco e pouco, com nuances, do resto dos países europeus que pareciam assegurar a paz, o bem-estar e uma certa harmonia social. Tanto mais que se generalizaram a quase toda a Europa Ocidental, com as excepções negras - até à Revolução dos Cravos de 1974 - da Península Ibérica e da Grécia, as únicas três ditaduras fascistóides que sobreviveram na Europa dita Ocidental, à vitória dos Aliados.
O comunismo soviético consolidou-se, influenciou, com crises várias, as Repúblicas Populares do Leste Europeu, comunicou-se à China - que em breve se tornaria um comunismo rival da URSS -, à Coreia do Norte, ao Vietname e, com algumas outras pequenas experiências frustradas, a Cuba.
Contudo, o capitalismo ocidental manteve-se, próspero, superou as chamadas "crises do petróleo" e, entretanto, deu-se a magnífica surpresa, totalmente inesperada, da implosão pacífica do universo comunista, com a queda do Muro de Berlim, da Cortina de Ferro, da URSS, transformada em Confederação Russa, da integração das Repúblicas Populares na União Europeia e a grande transformação da China, com Deng Xiao Ping, que tentou conciliar o regime comunista de partido único com a economia de mercado e o pior dos capitalismos, o mais selvagem...
O chamado Ocidente - e, em especial, a América do Norte - exultaram com a implosão do universo comunista e cometeram o erro fatal de se considerar "donos do mundo", com Bush tentando marginalizar as Nações Unidas, procurando generalizar a chamada "democracia liberal", a globalização sem regras éticas, o "capitalismo de casino", o unilateralismo ao universo inteiro, caindo com a sua sobranceria de "vencedores" - sem remédio - nos atoleiros das guerras do Afeganistão e do Iraque, verdadeiros sorvedouros de recursos, e dando luz verde a Israel para atacar o Líbano e a Faixa de Gaza, dois outros erros imperdoáveis.
Veio a crise financeira e económica global - com os subprime, as roubalheiras em larguíssima escala, feitas secretamente em offshores, as falências escandalosas de bancos, companhias seguradoras, grandes empresas e de especuladores criminosos, como Madoff, que foi um exemplo maior. O neoliberalismo como sistema económico afundou-se, com o mesmo espanto público e rapidez com que se tinha afundado, quase 20 anos antes, o universo comunista. E, as pessoas perguntam-se, legítima e angustiosamente: e agora?
A crise - note-se - não foi uma novidade. Tinha sido anunciada por politólogos, economistas, sociólogos e alguns comentadores mais avisados. Mas ninguém ligou. Tanto que chegou com pés de lã e começou por ser um espanto - uma enorme surpresa - para os banqueiros, gestores, políticos, economistas, empresários e especuladores envolvidos.
Apesar dos múltiplos avisos, nunca lhes passou pela cabeça que lhes pudesse acontecer, ou melhor: que lhes caísse em cima da cabeça, com a brutalidade que tem acontecido...
E agora, repito? O Presidente Obama disse que "é preciso mudar o modelo económico". É evidente! Claro, o capitalismo financeiro especulativo faliu, como o neoliberalismo, que o tornou possível. Quanto a isso não há qualquer dúvida.
Embora as mentalidades de políticos, economistas, empresários e especuladores, na maior parte dos casos, ainda não tenham mudado. Por mais paradoxal que seja, as mesmas ideias e comportamentos persistem.
E, por isso, insisto: mas mudar, como? Respondo: buscando gente jovem, novos rostos de políticos, economistas e empresários, novas ideias, novos comportamentos. Sobretudo, com respeito pelos valores éticos, sociais e ambientais e habituando-se a uma estrita moralidade pública.
Passar do capitalismo para o socialismo? Como alguns sugerem, regressando às velhas utopias do século XX, em que tantas pessoas excelentes persistem em acreditar, neste início conturbado do século XXI?
Contudo, o socialismo totalitário - não o esqueçamos - faliu, tanto o de tipo soviético como o maoísta ou de Deng Xiao Ping, para não falar do fidelismo. Sem mercado não há cidadãos livres: há funcionários e escravos de um outro tipo, aprendemos isso com o colapso do universo comunista e, alguns de nós, em décadas antes, quando conhecemos a realidade dos goulags e os crimes de Estaline, através do relatório de Kruschev ao XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, que fica então?
Uma economia de mercado, mas com regras éticas e políticas estritas. Estados de direito capazes de controlar os mercados e de assegurar sociedades de cidadãos livres, pluralistas e participantes, democracias não oligárquicas como era o caso, mas sociais, preocupadas com o bem-estar de todos, com uma justiça independente, acima dos media, e com a defesa do ambiente, indispensável à sobrevivência da humanidade e da biodiversidade.
Claro que isso, nas suas grandes linhas, é o que, durante décadas, se chamou na Europa social-democracia ou socialismo democrático. Ou, se quiserem, um capitalismo avançado ou progressista onde o superior valor são as pessoas e não o dinheiro ou a pura especulação financeira...
Não creio que, de momento, se possa inventar nada de melhor, para conseguirmos sair da crise e conceder à humanidade uns anos de paz e de bem-estar, sob a égide da lei e dos grandes valores universais.
Um modo de conciliar dois valores antinómicos da Grande Revolução Francesa: a liberdade com a igualdade possível e também com a fraternidade, dado que, como humanos, pertencemos todos à mesma casa comum.
Contudo, é importante, direi mesmo, indispensável, regulamentar a globalização, sem o que, também, não venceremos a crise. Ora se a globalização económica é um facto irreversível e global, como está à vista, importa que se estabeleça uma regularização política global, mediante a reforma das instituições financeiras internacionais (Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional) e a sua integração nas Nações Unidas, reformuladas segundo os objectivos do milénio.
O que implica uma nova ordem mundial, com um esquema de governação mundial, que não seja um directório de países ricos, mas a consequência multilateral e democrática do mundo de hoje, com os países emergentes e blocos regionais que representam todos os continentes. Não vai ser fácil. Mas é o caminho que teremos de percorrer, abolindo as guerras e construindo um mundo melhor e mais humano.

Texto do Dr. Mário Soares


Fonte: DN Online

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Durão Barroso: Relançamento da economia europeia


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O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, anunciou hoje o plano de propostas do seu executivo para o relançamento da economia europeia, orçado em 200 mil milhões de euros, o equivalente a 1,5 por cento do PIB da UE.


Numa conferência de imprensa em Bruxelas, José Manuel Durão Barroso explicou que grande parte deste montante, mais precisamente 170.000 milhões de euros, deve ser suportado pelos Estados-membros, saindo o restante do orçamento comunitário e da possibilidade de um aumento dos empréstimos do Banco Europeu de Investimentos.


O valor global do pacote de propostas do executivo comunitário deve destinar-se a acções temporárias, com alvos bem precisos, e a serem levadas a cabo de forma coordenada pelos 27, apontou Durão Barroso.


Entre as propostas contidas no pacote hoje apresentado por Bruxelas, a «Comissão Barroso» aconselha os Estados-membros a reduzir temporariamente o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), entre diversos outros incentivos fiscais, especialmente dirigidos aos cidadãos e sectores da indústria mais vulneráveis.

Segundo Durão Barroso, o pacote de medidas preconizado pelo seu executivo «é a melhor forma de devolver a confiança aos cidadãos» e «protegê-los», recolocando a Europa «no trilho do crescimento e emprego».


Fonte da notícia: Diário Digital / Lusa

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Bolsas mundiais em descalabro

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As bolsas por todo o mundo vivem mais uma sessão «negra» esta sexta-feira e Lisboa não é excepção. Por esta altura, o índice de referência negoceia em mínimos desde Agosto de 2003 e se a bolsa encerrasse neste momento o PSI já teria perdido 11,3% só esta semana.

Também as bolsas europeias seguem em razia total. As perdas já oscilam entre os 6,68% da bolsa espanhola e os 8,43% da praça da Frankfurt. O CAC francês tomba 8,86% e o FTSE inglês derrapa 7,42%, depois do anúncio de uma possível recessão na economia britânica.

A verdade é que o Produto Interno bruto (PIB) daquele país recuou 0,5% no terceiro trimestre, o que significa a primeira contracção em 16 anos.

Todas as cotadas recuam em Lisboa

Além disso, tudo indica que a crise europeia vai durar mais do que a crise vivida do outro lado do atlântico. Estas más notícias acabam por desanimar os mercados e abalar a confiança dos investidores.

Por cá, o PSI20 recua agora 6,31% para os 5.926,93 pontos, com todas as cotadas a desvalorizar, 12 delas com quedas superiores a 5%.

A liderar as descidas está a Jerónimo Martins que cede 14,34% para os 3,14 euros, com mais de 5 milhões de acções trocadas de mãos. A retalhista já esteve esta manhã a cair quase 16%, para mínimos de um ano.

Banca fortemente penalizada

No sector financeiro, o BES recua 8,51% para os 6,95 euros, o BCP desce 4,71% para os 0,89 euros, depois de ter também atingido um mínimo histórico nos 0,85 euros, e o BPI cai 6,08% para os 1,62 euros, tendo também já tocado em mínimos de Abril de 1997, nos 1,58 euros. O banco liderado por Fernando Ulrich apresenta hoje, depois do fecho do mercado, os seus resultados relativos aos nove primeiros meses do ano.

Na energia, a Galp, que comemora hoje dois anos desde a sua estreia em bolsa, tomba 8,07% para os 6,41 euros, tendo também fixado um mínimo de Novembro de 2006 nos 6,35 euros. A petrólifera está a acompanhar as fortes descidas do petróleo nos mercados internacionais.

Ainda no sector, a EDP cede 6,47% para os 2,32 euros e a REN recua 3,30% para os 2,45 euros.

EUA devem abrir em queda

Nas telecomunicações, a Portugal Telecom (PT) desce 6,82% para os 4,79 euros, depois de já ter estado a negociar no valor mais baixo desde Fevereiro de 2003 nos 4,71 euros.

Também a Zon Multimédia derrapa 5,17% para os 3,82 euros e a Sonaecom afunda 4,58% para 1,27 euros.

Nos Estados Unidos, os futuros apontam para uma abertura em forte queda.

Fonte da notícia: IOL Diário

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

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O fim do mundo segundo Manuel Pinho

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"Hoje é o dia que marca o príncipio de uma nova era". Foi assim que o ministro da Economia, Manuel Pinho, reagiu ontem, no encerramento da cerimónia de entrega dos prémios da revista Exame às melhores e maiores empresas nacionais, ao chumbo do "Plano Paulson", o plano de emergência da administração Bush que previa injectar no sistema financeiro norte-americano 700 mil milhões de dólares.

Ana Baptista e Alda Martins

vivemos num mundo de prosperidade assente em quatro motores: num sistema de financiamento eficiente; na inovação; na expansão do comércio, o que trouxe para a nossa área de influência países como a China, Índia ou Rússia; e na energia barata para todos. Pois bem, esse mundo acabou", disse o ministro, mas alertando que este era um cenário que já se previa.


"Quando os cinco maiores bancos norte-americanos dão 12 mil milhões de dólares em prémios aos seus funcionários isso não é saudável. Quando se exporta mais para a Suiça do que para a China, já se estava a prever o que ia acontecer", comentou.


Este é por isso um momento de transição, diz o ministro da Economia, no qual é preciso ver qual o caminho a seguir. Um caminho que não será, na sua opinião, de extremos. "A esquerda tradicional vai dizer que a globalização não serve e a direita tradicional vai dizer que se tratam de erros técnicos, mas é no meio que está a virtude", disse. Manuel Pinho acredita, por isso, que "Portugal pode sair bem desta crise", já que serão os países com as melhores politicas energéticas a sobreviver. Nesse sentido, o ministro recordou tudo o que está a ser feito para atingir na árrea da energia, bem como o apoio que o Governo está a dar às pequenas e médias empresas. Manuel Pinho garantiu ainda que este ano Portugal vai chegar aos 2,2% do défice, "o mais baixo de sempre".


"Por tudo o que estamos a fazer é que acredito que num dia como hoje Portugal é um País com futuro. No fundo, Portugal vai ser aquilo que as nossas empresas conseguirem ser", rematou.

Fonte da notícia: Diário Económico.com

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sexta-feira, 23 de maio de 2008

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A pobreza em Portugal

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O coordenador do estudo “Um Olhar Sobre a Pobreza”, Alfredo Bruto da Costa, não tem dúvidas: os baixos salários são um problema grave, que contribui para a pobreza em Portugal. É preciso aumentar os ordenados e democratizar as empresas.

Para ler este artigo na íntegra consulte a página do Público.

Nota Pessoal:

Julgo que em relação à pobreza em Portugal não podemos culpar apenas o Governo. Tudo isto está relacionado com a problemática económica mundial. O próprio governo não tem culpa, por exemplo, de Portugal ser um país pobre e de haverem poucas indústrias no nosso país e, além disso, dos empresários que têm muito dinheiro não estarem a investir como seria desejado. (Não há cabeça!)

De salientar que Portugal, na era dos descobrimentos, já foi uma grande potência mundial e, na minha opinião, teria capacidade de o ser actualmente caso os portugueses (ao exemplo dos ingleses) tivessem tido cabeça para aproveitar os recursos das ex-colónias. Infelizmente todos nós sabemos que esse não foi o caso.

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segunda-feira, 17 de março de 2008

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A queda do dólar americano

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Azores, Açores, viagens, turismo, dólar, cambio, moeda, negócios, Açores, Azores
O euro acentuou a sua distância para o dólar e atingiu hoje nos mercados asiáticos um valor recorde de 1,5905 dólares, empurrado pela deterioração das condições económicas dos Estados Unidos.O dólar continuou igualmente a sua depreciação em relação à moeda japonesa, caindo para 95,75 ienes.

A crise financeira actual poderá ser considerada como a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial, afirma o ex-governador do banco central norte-americano (a Reserva Federal, conhecida por Fed) num artigo publicado hoje no “Financial Times”.

“A actual crise financeira nos Estados Unidos vai ser verdadeiramente considerada como a mais grave desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, considera Alan Greenspan, que presidiu à Reserva Federal de 1987 a 2006.

“Ela chegará ao fim quando o preço dos bens imobiliários estabilizar e, por inerência, os preços dos produtos financeiros ligados aos empréstimos hipotecários”, estima.

Segundo Greenspan, “esta crise fará numerosas vítimas, e o sistema de avaliação de riscos actualmente no terreno será particularmente afectado”.

“Mas espero que uma das vítimas não seja o sistema de supervisão mútua (através dos actores e intervenientes do sector financeiro) e a auto-regulação financeira como mecanismo fundamental de equilíbrio para o sector financeiro mundial”, disse também.

O ex-governador da Fed – que já foi acusado de estar na origem da bolha imobiliária devido à sua política de taxa monetária muito baixa, seguida pela Fed entre 2001 e 2004 – estima igualmente que nunca haverá um sistema perfeito para avaliação de riscos.

“A gestão de risco nunca atingirá a perfeição e chegará sempre o momento onde fracassará e uma verdade incomodativa será posta a nú, provocando uma resposta inesperada e brutal”, escreve Greenspan.

Fonte da notícia: PÚBLICO PT

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Jorge Goncalves

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