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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Capitalismo vs Socialismo segundo Mário Soares


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A grande crise em que o mundo parece ter mergulhado aprofunda-se todos os dias e atinge todos os continentes. É uma crise verdadeiramente global cujo remédio não surge claro, para ninguém.
Durante os anos de esperança que se viveram nas décadas "gloriosas", após a hecatombe da Segunda Guerra Mundial, os comunistas anunciavam a crise geral do capitalismo que não deixaria de aí vir, segundo as análises marxistas. Houve, de facto, pequenas crises, mas nada que se comparasse com a grande crise de 1929, que parecia ser a máxima referência maligna.
O capitalismo reformulou-se. Surgiram as sociedades de bem-estar, a segurança social para todos, o New Deal de Roosevelt, o trabalhismo inglês e as nacionalizações do pós-guerra e o socialismo democrático dos nórdicos, e a pouco e pouco, com nuances, do resto dos países europeus que pareciam assegurar a paz, o bem-estar e uma certa harmonia social. Tanto mais que se generalizaram a quase toda a Europa Ocidental, com as excepções negras - até à Revolução dos Cravos de 1974 - da Península Ibérica e da Grécia, as únicas três ditaduras fascistóides que sobreviveram na Europa dita Ocidental, à vitória dos Aliados.
O comunismo soviético consolidou-se, influenciou, com crises várias, as Repúblicas Populares do Leste Europeu, comunicou-se à China - que em breve se tornaria um comunismo rival da URSS -, à Coreia do Norte, ao Vietname e, com algumas outras pequenas experiências frustradas, a Cuba.
Contudo, o capitalismo ocidental manteve-se, próspero, superou as chamadas "crises do petróleo" e, entretanto, deu-se a magnífica surpresa, totalmente inesperada, da implosão pacífica do universo comunista, com a queda do Muro de Berlim, da Cortina de Ferro, da URSS, transformada em Confederação Russa, da integração das Repúblicas Populares na União Europeia e a grande transformação da China, com Deng Xiao Ping, que tentou conciliar o regime comunista de partido único com a economia de mercado e o pior dos capitalismos, o mais selvagem...
O chamado Ocidente - e, em especial, a América do Norte - exultaram com a implosão do universo comunista e cometeram o erro fatal de se considerar "donos do mundo", com Bush tentando marginalizar as Nações Unidas, procurando generalizar a chamada "democracia liberal", a globalização sem regras éticas, o "capitalismo de casino", o unilateralismo ao universo inteiro, caindo com a sua sobranceria de "vencedores" - sem remédio - nos atoleiros das guerras do Afeganistão e do Iraque, verdadeiros sorvedouros de recursos, e dando luz verde a Israel para atacar o Líbano e a Faixa de Gaza, dois outros erros imperdoáveis.
Veio a crise financeira e económica global - com os subprime, as roubalheiras em larguíssima escala, feitas secretamente em offshores, as falências escandalosas de bancos, companhias seguradoras, grandes empresas e de especuladores criminosos, como Madoff, que foi um exemplo maior. O neoliberalismo como sistema económico afundou-se, com o mesmo espanto público e rapidez com que se tinha afundado, quase 20 anos antes, o universo comunista. E, as pessoas perguntam-se, legítima e angustiosamente: e agora?
A crise - note-se - não foi uma novidade. Tinha sido anunciada por politólogos, economistas, sociólogos e alguns comentadores mais avisados. Mas ninguém ligou. Tanto que chegou com pés de lã e começou por ser um espanto - uma enorme surpresa - para os banqueiros, gestores, políticos, economistas, empresários e especuladores envolvidos.
Apesar dos múltiplos avisos, nunca lhes passou pela cabeça que lhes pudesse acontecer, ou melhor: que lhes caísse em cima da cabeça, com a brutalidade que tem acontecido...
E agora, repito? O Presidente Obama disse que "é preciso mudar o modelo económico". É evidente! Claro, o capitalismo financeiro especulativo faliu, como o neoliberalismo, que o tornou possível. Quanto a isso não há qualquer dúvida.
Embora as mentalidades de políticos, economistas, empresários e especuladores, na maior parte dos casos, ainda não tenham mudado. Por mais paradoxal que seja, as mesmas ideias e comportamentos persistem.
E, por isso, insisto: mas mudar, como? Respondo: buscando gente jovem, novos rostos de políticos, economistas e empresários, novas ideias, novos comportamentos. Sobretudo, com respeito pelos valores éticos, sociais e ambientais e habituando-se a uma estrita moralidade pública.
Passar do capitalismo para o socialismo? Como alguns sugerem, regressando às velhas utopias do século XX, em que tantas pessoas excelentes persistem em acreditar, neste início conturbado do século XXI?
Contudo, o socialismo totalitário - não o esqueçamos - faliu, tanto o de tipo soviético como o maoísta ou de Deng Xiao Ping, para não falar do fidelismo. Sem mercado não há cidadãos livres: há funcionários e escravos de um outro tipo, aprendemos isso com o colapso do universo comunista e, alguns de nós, em décadas antes, quando conhecemos a realidade dos goulags e os crimes de Estaline, através do relatório de Kruschev ao XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, que fica então?
Uma economia de mercado, mas com regras éticas e políticas estritas. Estados de direito capazes de controlar os mercados e de assegurar sociedades de cidadãos livres, pluralistas e participantes, democracias não oligárquicas como era o caso, mas sociais, preocupadas com o bem-estar de todos, com uma justiça independente, acima dos media, e com a defesa do ambiente, indispensável à sobrevivência da humanidade e da biodiversidade.
Claro que isso, nas suas grandes linhas, é o que, durante décadas, se chamou na Europa social-democracia ou socialismo democrático. Ou, se quiserem, um capitalismo avançado ou progressista onde o superior valor são as pessoas e não o dinheiro ou a pura especulação financeira...
Não creio que, de momento, se possa inventar nada de melhor, para conseguirmos sair da crise e conceder à humanidade uns anos de paz e de bem-estar, sob a égide da lei e dos grandes valores universais.
Um modo de conciliar dois valores antinómicos da Grande Revolução Francesa: a liberdade com a igualdade possível e também com a fraternidade, dado que, como humanos, pertencemos todos à mesma casa comum.
Contudo, é importante, direi mesmo, indispensável, regulamentar a globalização, sem o que, também, não venceremos a crise. Ora se a globalização económica é um facto irreversível e global, como está à vista, importa que se estabeleça uma regularização política global, mediante a reforma das instituições financeiras internacionais (Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional) e a sua integração nas Nações Unidas, reformuladas segundo os objectivos do milénio.
O que implica uma nova ordem mundial, com um esquema de governação mundial, que não seja um directório de países ricos, mas a consequência multilateral e democrática do mundo de hoje, com os países emergentes e blocos regionais que representam todos os continentes. Não vai ser fácil. Mas é o caminho que teremos de percorrer, abolindo as guerras e construindo um mundo melhor e mais humano.

Texto do Dr. Mário Soares


Fonte: DN Online

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domingo, 8 de junho de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


EUA culpados pela crise financeira mundial

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O Presidente russo Dmitri Medvedev acusou hoje os Estados Unidos de terem provocado a crise financeira mundial que actualmente se vive por excesso de ambição e acrescentou que a Rússia é um exemplo por ter “consciência da sua responsabilidade para um cenário mundial” e como futuro líder económico.

No Fórum Económico de São Petersburgo o Presidente disse, ainda, que “o papel que os Estados Unidos desempenham no sistema económico mundial não corresponde às suas capacidades reais e essa é uma das principais razões da crise actual”.

A Rússia, pelo contrário, “é um actor mundial consciente da sua responsabilidade” frisou Medvedev. “Queremos participar na formulação das regras do jogo, não devido a ambições imperialistas, mas porque temos consciência da nossa responsabilidade e dos recursos que possuímos”, em especial os energéticos, acrescentou.

Como exemplo o dirigente falou nos biocombustíveis que têm agravado a crise alimentar mundial, quando o seu país tem apostado na liberalização do mercado do gás e apostado em medidas de incentivo fiscal ao relançamento da produção de petróleo, o que contribuirá “para estabilizar os mercados energéticos mundiais”.

O secretário norte-americano do Comércio, Carlos Gutierrez, classificou as declarações do responsável russo como “muito fortes”, mas rejeitou a palavra crise, preferindo falar numa “reversão de crescimento”.

Medvedev, considerado um liberar sucedeu a Vladimir Putin há um mês e prometeu reforçar o Estado de Direito, lutar contra a corrupção e facilitar a existência de pequenas e médias empresas na Rússia. No fórum aproveitou para reforçar a ideia de querer tornar o país num “centro financeiro potente” e a “inovação” ser uma das principais prioridades.

Ainda assim, nos corredores do encontro a conversa circulou sempre em torno da crise que opõe os accionistas russos aos britânicos devido à crise na TNK-PP, uma empresa inteiramente privada detida em igual parte por três empresários russos e pela britânica BP.

Fonte da notícia: Público

Nota Pessoal:

Um materialismo capitalista claramente desenfreado e carregado também de uma forte componente de muita ambição imperialista, afinal de contas são eles que querem ser os donos do mundo!

Coitados dos pobres porque são eles também na sua maioria que sofrem mais as consequências destes actos de imperialismo selvático.

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Warren Buffett e a recessão cartoon

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O homem mais rico do mundo, Warren Buffett, afirmou no domingo que a difícil crise que instituições financeiras estão a sofrer por causa da ruptura no crédito hipotecário «é bem merecida».

Segundo a «Lusa», Warren Buffett e Charlie Munger, presidente e vice-presidente da Berkshire Hathaway, falavam aos repórteres durante a reunião anual de accionistas que trouxe cerca de 31 mil pessoas a Omaha, no Nebraska.

Os dois líderes da Berkshire Hathaway disseram não ter qualquer pena das enormes perdas sofridas pelas companhias financeiras que engendraram o crédito hipotecário de risco «subprime» e os investimentos apoiados nessas hipotecas.

Warren Buffett é tido como o homem mais rico do mundo, com um capital pessoal avaliado em 40.000 milhões de euros, enquanto o seu vice-presidente, Charlie Munger possui cerca de 1.100 milhões de euros.

Ambos são conhecidos pela sobriedade nos modos e hábitos, participando em consideráveis acções filantrópicas e humanitárias e estabelecendo para si próprios salários anuais de cerca de 65 mil euros ilíquidos.

Bancos de investimento usam tácticas muito complexas

Buffett disse que a crise financeira corrente é um subproduto de um sistema que estimulou os executivos a «pintar quadros bonitos». Munger acrescentou que muitas instituições financeiras actuaram com estupidez e exageraram na busca de ganhos nos últimos anos. «Penso que temos de começar a perceber que muitas das perturbações actuais são ricamente merecidas», declarou.

A complexidade das tácticas que as instituições financeiras utilizam torna difícil, até para Buffett, determinar o que é que valem exactamente. «Há instituições financeiras que não consigo avaliar», confessou Buffett.

Se alguém tiver um milhão de dólares (650 mil euros) para investir em dez lotes de acções, exemplificou Buffett, será mais fácil encontrar boas aplicações na bolsa coreana do que nos bancos norte-americanos, porque estes são «muito complicados».

Munger disse que os bancos de investimento não demoram tanto tempo como ele e Buffett a avaliar riscos e opções.

EUA já estão em recessão

Buffett considerou que os Estados Unidos se encontram em recessão segundo a sua própria definição, mesmo que ainda não se tenham verificado os dois trimestres de crescimento negativo, pelo critério habitual de definição de recessão.

Para Buffett, recessão é a situação em que a maioria das pessoas e empresas não estão a ter resultados tão bons como os tinha há três, seis ou nove meses.

«Diria que estamos claramente em recessão», afirmou Buffett.

Os dois gestores da Berkshire manifestaram o seu acordo com a intervenção da Reserva Federal para salvar a Bear Stearns, pela crise em cadeia que se geraria com a sua falência No entanto, disseram que nem todas as empresas têm de ser salvas, porque a falência é uma parte importante do capitalismo.

«O capitalismo sem falência é como o cristianismo sem inferno», comentou Warren Buffett.

Fonte da notícia: IOL Portugal Diário
Público.pt P
Nota Pessoal:
Estão a ver como é, o homem mais rico do mundo diz que a recessão económica dos EUA é bem merecida. É uma atitude capitalista extraordinária, não acham? Ele próprio diz no fim que o capitalismo sem falência é como o cristianismo sem inferno. Coitados de todos aqueles que são as vítimas desse mesmo capitalismo, vítimas das abominações económicas feitas pelos donos do mundo. O grande e o mais poderoso a comer o mais pequeno e indefeso...

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Jorge Goncalves

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