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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Cidadãos Repórter no YouTube

YouTube wants citizen reporters
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Pela terceira vez desde 2007 o YouTube volta à carga com um canal de jornalismo do cidadão. Desta feita, pede ajuda aos jornalistas profissionais a quem caberá seleccionar o que é notícia.

Durante os dois ou três minutos que levar a ler este artigo mais de 40 horas de vídeo entraram nos servidores do YouTube . Muitos deles poderão ter inequívoco interesse jornalístico. A discussão entre uma aluna e a professora numa escola do Porto por causa de um telemóvel ou as recentes manifestações na capital do Irão são disso um bom exemplo. Mas encontrá-los no popular site de partilha de vídeos não é nada fácil.


Numa altura em que os media tradicionais, cientes de que jamais terão o dom a ubiquidade, procuram estimular os seus leitores a filmar, fotografar e contar as histórias de que são testemunhas, o YouTube acaba de anunciar mais um relançamento do seu canal de jornalismo do cidadão.


Apresentado pela primeira vez em 2007 como um agregador de reportagens e vídeos de cariz político e relançado em Abril deste ano, o CitizenTube passa a ser tecnicamente suportado por uma plataforma -
YouTube Direct - que permitirá aos cidadãos repórter inserir os seus vídeos e comentários directamente no YouTube através de um qualquer site noticioso. Claro que isto só será possível se o site em causa já estiver ligado a esta plataforma.


Para que um vídeo submetido por esta via no YouTube seja publicado, os editores do site noticioso terão de aprová-lo previamente. Uma vez aprovado o vídeo ficará imediatamente disponível no YouTube acompanhado de um link para o website através do qual foi feito submetido.


Caso julguem necessário, os editores poderão ainda contactar o autor do vídeo para obter mais informações sobre as imagens.

Bom negócio


Os responsáveis pelo YouTube acreditam que os vídeos com valor noticioso, depois de devidamente seleccionados, chegarão mais rapidamente junto do grande público. E no negócio das notícias, tempo também é dinheiro. Em contrapartida, os sites das estações de televisão e dos jornais terão ao seu dispor imagens que de outra forma poderiam ficar perdidas entre as centenas de horas de vídeo que todos os dias chegam aos servidores do YouTube.


Para o director do
Observatório da Comunicação o sucesso deste novo canal reside precisamente na capacidade de seleccionar os vídeos.


"Os agregadores e distribuidores de conteúdos como o YouTube e as empresas jornalísticas têm lógicas diferenciadas", lembra Gustavo Cardoso. "Embora ambas utilizem processos editoriais, para por um site de jornalismo do cidadão a funcionar é mais importante a qualidade dos editores do que a qualidade dos jornalistas".


O YouTube Direct já foi testado por conceituados media norte-americanos tais como: NPR (rádio pública), "The San Francisco Chronicle" (jornal), canal afiliado da estação de televisão NBC em Boston e pelos sites Politico.com e The Huffington Post. Será desta que vai avante?

Fonte: Expresso

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quarta-feira, 19 de março de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Iraque/5 anos depois: Carlos Fino, primeiro repórter a anunciar a guerra, fala da actual situação

Para ver a animação clique neste cartoon e aguarde uns segundos. To view the animation click on this cartoon and wait a few seconds.

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Brasília, 19 Mar (Lusa) - Cinco anos depois de anunciar em directo na RTP o início da invasão norte-americana do Iraque, o jornalista português Carlos Fino considera que está ainda por fazer o balanço da administração do Presidente George W. Bush.

Primeiro repórter a anunciar o início dos bombardeios a Bagdad, na madrugada de 20 de Março de 2003, faz quinta-feira cinco anos, Carlos Fino é actualmente conselheiro de imprensa da embaixada de Portugal no Brasil.

"O que constato, como observador, é que essa política da guerra contra o terror não só se consolidou na prática da administração norte-americana, como também na filosofia de actuação, e suscitou, igualmente, resistências e adaptações", assinalou o ex-correspondente da RTP.

Na sua avaliação, duas tendências estão em jogo - o uso da força para combater o terror e o reforço do Estado de Direito, com medidas de maior justiça, equilíbrio social e de mais diálogo para encontrar soluções.

"O jogo não está fechado e depende muito do que se passa na sede da única potência mundial que temos hoje. Se ganharem as forças que até agora têm definido essa linha (da administração Bush), continuaremos a ter a guerra ao terror, mas pode ser que haja uma mudança em Washington", referiu Fino.

O jornalista destacou que os próprios Estados Unidos defendem uma solução que passa por um entendimento político alargado dentro do Iraque e pela saída faseada das tropas estrangeiras, negociada com as novas autoridades iraquianas para evitar a anarquia e o terrorismo.

"Por outro lado, um dos candidatos à Casa Branca fala em permanência das tropas no Iraque por mais cem anos", acrescentou.

O ex-correspondente da RTP lembrou que a II Guerra do Golfo teve implicações globais, como a divisão da Organização das Nações Unidas (ONU), da NATO, manifestações por todo o mundo, adopção de medidas de segurança mais rígidas, como maior controlo nos aeroportos.

Na sua opinião, não se pode deixar de dar algum crédito às reacções americanas suscitadas pelo 11 de Setembro, porque há um problema sério de segurança internacional que tem de ser encarado.

"Resta saber se essa estratégia de acentuar os aspectos de força é a mais adequada para combater esse fenómenos", afirmou, citando críticos portugueses dessa política como o general Loureiro dos Santos e o sociólogo Boaventura de Sousa Santos.

Para Carlos Fino, os defensores da guerra contra o terror querem que ela se instale na política mundial um pouco como se instalou a luta contra o comunismo, marcando toda uma época.

Questionado sobre a posição da União Europeia neste contexto, o jornalista disse que a UE nunca se constituiu num pólo de contraponto a esse paradigma, embora os franceses tenham defendido isso.

"A União Europeia é uma potência comercial, mas não militar. Há uma tendência dentro do bloco de salientar mais os aspectos dos direitos humanos, das questões de justiça, equilíbrio social e defesa do ambiente. Mas o que predomina é a ligação com os Estados Unidos", observou.

Fino citou ainda uma frase muito conhecida nos meios jornalísticos: "A relação entre Estados Unidos e Europa é como a música de Wagner - não é tão má como parece à primeira vista".

No entanto, o ex-correspondente de guerra acredita que "muitos líderes europeus, à noite, rezam para que alguma coisa mude em Washington".

"E depende muito disso, porque os outros Estados, que não estão ligados a este paradigma da luta contra o terror, os países emergentes, como Brasil, China, Índia, África do Sul, todas as movimentações de opinião, as ONGs, os fóruns de Porto Alegre e do mundo não parecem suficientes para alterar essa situação", acrescentou.

Carlos Fino nota também que a maior preocupação hoje em alguns Estados norte-americanos não é com a guerra do Iraque e sim com a economia.

"Talvez não se faça na opinião pública uma ligação directa entre os biliões de dólares gastos no Iraque e a situação económica no país, entre a guerra e o aumento do preço do petróleo", explicou.

Outro aspecto a considerar, que é diferente da guerra no Vietname, é o facto de o conflito no Iraque estar a ser travada por um corpo de militares que são voluntários e contratados por empresas privadas de segurança que assumem os riscos.

"Esse tipo de actuação parece ser mais imune à críticas por parte da generalidade do público", comentou Fino.

No seu escritório actual na embaixada portuguesa em Brasília, uma foto sua tirada em frente a um tanque de guerra em Bagdad traz-lhe lembranças dos três meses em que passou na frente da linha de tiros.

"Logo na entrada das tropas norte-americanas constatamos que as forças implicadas não eram suficientemente grandes para contornar toda a situação. Por outro lado, parece não ter havido um plano de acção bem definido para o `day after", observou.

Fino recordou ainda alguns acontecimentos que marcaram o seu trabalho de correspondente no Iraque, reconhecido internacionalmente.

Um deles foi o disparo de um tanque norte-americano contra o Hotel Palestina, em Bagdad, onde estavam abrigados os correspondentes estrangeiros.

"Senti muito aquele tiro. Bastaria um pequeno ângulo diferente do canhão para que fôssemos nós (a morrer) e não os meus dois colegas de trabalho que estavam dois pisos abaixo".

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-03-19 09:40:02

Fonte da notícia: RTP

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Jorge Goncalves

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