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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Charles Darwin: Fundador da biologia moderna

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Charles Darwin, de que se comemora este ano o bicentenário do nascimento, revolucionou a percepção da vida na Terra e fundou a biologia moderna ao defender que todas as espécies descendem de um antepassado comum.

Essa teoria da evolução está exposta no seu livro fundamental, "A Origem das Espécies", de que se celebra também em 2009 os 150 anos da sua publicação.

Nascido a 12 de Fevereiro de 1809 em Shrewsbury, Inglaterra, numa família abastada, foi pressionado pelo pai, Robert Darwin, médico, a enveredar pela mesma carreira, embora tendesse mais a seguir o exemplo do avô, Erasmus Darwin, um conceituado naturalista no seu tempo.

Dava pouca atenção às aulas, era traquinas e preferia observar a Natureza, caçar e coleccionar insectos. É dessa altura uma frase do pai que ele recorda na sua autobiografia: "Só gostas de cães, de andar aos tiros e de apanhar ratos, vais ser uma desgraça para ti próprio e para toda a tua família".

Em 1825 começa a estudar Medicina em Edimburgo, mas as aulas aborrecem-no e uma operação a uma criança sem anestesia, como então era comum, causa-lhe horror e leva-o a desistir passados dois anos.

O pai manda-o então estudar Teologia na Universidade de Cambridge, para fazer dele um sacerdote. É então que conhece John S. Henslow, um dos professores mais populares e revolucionários da época, que se tornou seu mentor e amigo, e foi determinante para a sua carreira de cientista.

Foi ele que o recomendou a Robert FitzRoy, capitão do "HMS Beagle", que procurava um companheiro para uma expedição cartográfica de dois anos à volta do mundo.

O Beagle zarpa em 1831, levando a bordo Darwin então com 22 anos. A viagem acaba por durar cinco anos e, por motivos circunstanciais, começa e acaba em território português, já que a primeira escala foi na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, hoje um país independente, e a última na ilha Terceira, nos Açores.

Grande parte da expedição passa-se ao longo das costas da América do Sul, com escalas principais no Brasil, nas Galápagos, Taiti, Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e novamente Brasil, antes de regressar a Inglaterra.

Apesar dos seus enjoos no mar, Darwin viria a escrever entusiasmado que "a viagem do Beagle foi de longe o acontecimento mais importante" da sua vida.

Redige numerosas observações e colecciona tanto calhaus como espécimes da fauna e da flora que vai encontrando, para depois do regresso, em 1836, se dedicar à escrita e publicar em 1839 "A Viagem do Beagle".

As observações feitas durante a viagem persuadem-no pouco a pouco de que as espécies sofrem uma constante evolução, o que viria a constituir o cerne da sua teoria.

Preocupado com problemas de saúde que o afectaram durante toda a vida, pensa em casar-se e considera longamente os prós ("companhia permanente", "uma mulher simpática num sofá", "a mulher, esse espécime tão interessante" ou "melhor que um cão de qualquer modo") e os contras ("terrível perda de tempo"), com os primeiros a prevalecer.

Casa-se em 1839 com a prima Emma Wedgood, com quem terá dez filhos, e instala numa quinta em Downe, 30 quilómetros a norte de Londres, onde passa os últimos 40 anos da sua vida a estudar, a escrever, a fazer experiências e a corresponder-se com cientistas do mundo inteiro.

São conhecidas mais de 25 mil cartas de e para Darwin, algumas das quais com o naturalista açoriano Francisco Arruda Furtado.

Após longa reflexão, e só 23 anos depois da viagem do Beagle, Darwin decide publicar "A Origem das Espécies", mas só depois de receber uma carta de outro naturalista, Alfred Russel Wallace, com ideias semelhantes às suas.

As teorias dos homens serão então publicadas ao mesmo tempo, numa reunião científica, e a primeira versão da sua obra principal surge finalmente em 24 de Novembro de 1859. Aí apresenta exemplos, argumentos e factos que organiza de forma sistemática para sugerir a existência de linhas evolutivas de todas as espécies e da existência de ancestrais comuns a todas.

O livro, que esgotou em poucos dias, alcançou um sucesso imediato, mas desencadeia vivas reacções das autoridades religiosas, que vêem nas suas ideias uma contestação da doutrina cristã da criação do mundo.

O debate viria a subir de tom com "A Descendência do homem e Selecção em relação ao sexo", onde Darwin demonstra em 1871 que o homem e o macaco descendem de um mesmo antepassado comum.

Além destes, publicou dezenas de livros e centenas de manuscritos sobre tudo o que observava e conseguia explicar.

"Considerando agora com que brutalidade fui atacado pelos ortodoxos, parece-me grotesco que tenha tido a intenção de ser pastor", ironiza na sua biografia.

Darwin morreu em 19 de Abril de 1882 aos 73 anos. Está enterrado na abadia de Westminster, em Londres, onde repousam também os restos mortais do físico Isaac Newton.

Nos últimos 150 anos, o pensamento darwinista foi completado com a contribuição da genética e mais recentemente através do novo desenvolvimento da biologia evolutiva.



Fonte: Sapo/ Lusa

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sábado, 10 de janeiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Formigas ameaçam Portugal

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Uma espécie de formiga está numa marcha triunfal sobre toda a Europa, ameaçando chegar a Portugal a qualquer momento. A pequena Lasius neglectus já atingiu o estatuto de praga em vários países, chegando mesmo a provocar curto-circuitos em habitações e arrasando jardins inteiros.


Descoberta apenas há 19 anos, em Budapeste, na Hungria, esta espécie tem surpreendido biólogos e investigadores com as suas características que fazem dela uma superpotência do mundo das formigas. 'Quando as vi pela primeira vez, não acreditei que pudessem existir tantas formigas num só jardim', disse Jacobus Boomsma, da Universidade de Copenhaga, que as identificou em 1990.


No primeiro estudo exaustivo sobre a espécie, concluiu-se que a expansão da formiga foi proporcionada pelo homem, através do comércio de plantas. A origem, porém, é ainda desconhecida, suspeitando-se que seja algures na região da Ásia Menor.


'Esta espécie é parecida com a formiga comum do jardim, por isso ninguém fica surpreendido por ver tantas em todo o lado', explicou Jacobus Boomsma, sublinhando que uma das características da Lasius neglectus é poder formar supercolónias dez a cem vezes superior às da formiga comum.


Estas supercolónias atingem centenas até milhares de quilómetros, exterminando as espécies nativas. Também o homem é afectado por este 'problema de dimensão global', conforme refere o relatório, recentemente publicado no ‘PLoS One’. Nos Estados Unidos, só a espécie invasora Formiga Vermelha provoca danos na ordem dos 750 milhões de dólares.
'ESTÁ A CHEGAR A PORTUGAL': Eduardo Sequeira, Biólogo especialista em formigas


Correio da Manhã – Portugal está ameaçado?


Eduardo Sequeira – Está a chegar a Portugal. Mais cedo ou mais tarde. É fácil trazer uma planta com um pedaço de terra com uma rainha fértil. Será uma questão de meses.


– De que forma ameaça o ecossistema e os humanos?


– Eliminando as espécies locais, superando-as em número. Levam a melhor na luta pelo espaço e recursos. Têm impacto a nível de colheitas agrícolas, em especial agricultura biológica.


– Qual é o número de exemplares que cada ninho contém?


– Havendo recursos e espaço é incalculável.


– Quais as principais características desta formiga?


– Alimentam-se de néctar ou seiva de plantas e pequenos insectos. São cooperantes entre colónias. Resistem bem ao frio, apesar de preferirem zonas quentes.




Fonte da notícia: Correio da Manhã

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sábado, 4 de outubro de 2008

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O mundo das pulgas

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«As pulgas dos cães saltam mais longe do que as pulgas dos gatos», «uma ameba é capaz de decifrar um labirinto» e «as plantas têm dignidade» foram três pesquisas premiadas pelos «Ig Nobel 2008», os anti-nobel, avança a agência France press. Os prémios foram anunciados esta quinta-feira, na Universidade Harvard, em Boston.


O «IG Nobel» da Biologia foi para os franceses Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert e Michel Franc, da Escola de Veterinária de Toulouse (França), pelo «estudo comparativo entre o desempenho do salto das pulgas de cães e gatos», que mostra que os insectos nos cães saltam mais.


Os brasileiros Astolfo Mello e José Carlos Marcelino, da Universidade de São Paulo, foram os grandes vencedores da categoria Arqueologia, pelo amplo trabalho sobre o impacto dos tatus nas escavações arqueológicas.


O Comité Ético Federal suíço para a biotecnologia não-humana recebeu o «IG Nobel» da Paz, por «adoptar o princípio legal de que as plantas têm dignidade».


O IG Nobel de Medicina foi entregue a Dan Ariely, da Universidade Duke (EUA), que confirmou as suspeitas de alguns psicanalistas de que «um falso remédio caro é mais eficaz do que um barato».


Cinco pesquisadores japoneses e um húngaro mediram a capacidade de uma ameba para «resolver um labirinto», o que lhes valeu um «anti.nobel» em Ciências do Conhecimento.


Os IG Nobel, distribuídos há 18 anos na prestigiosa universidade do nordeste dos Estados Unidos, aspiram não apenas a fazer rir, como também a «fazer pensar». A edição 2008 incluiu prémios para todos os gostos.


Geoffrey Miller, Josha Tybur e Brent Jordan, da Universidade do Novo México, estudaram, por exemplo, o impacto do ciclo de ovulação de uma stripper sobre as gorjetas que ela recebe.

Ganharam o prémio de Economia.


Coca cola como espermicida


O de Química foi, curiosamente, para duas teorias contraditórias sobre um mesmo tema. Sharee Umpierre, da Universidade de Porto Rico, e Joseph Hill, de Harvard, foram recompensados por demonstrar que «a Coca Cola é um espermicida eficaz». Já Chuang-Ye Hong, da Escola de Medicina de Taipé e outros pesquisadores de Taiwan receberam o prémio por mostrar exactamente o contrário.


O anti-nobel de Nutrição foi para Massimiliano Zampini, da Universidade de Trento (Itália), e Charles Spence, de Oxford (Grã-Bretanha), «por terem modificado electronicamente o ruído de uma batata frita para enganar quem a consome, fazendo pensar que é mais crocante e fresca do que parece».

Fonte da notícia: IOL Diário

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

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Surto inesperado de baratas

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O aparecimento «inesperado» de baratas em vários prédios na zona de Telheiras, em Lisboa, está a preocupar vários moradores, que alegam que esta situação «nojenta» se deve à falta de limpeza dos esgotos na zona, informa a agência Lusa, que confirmou a situação com residentes.

Vanessa Gonçalves de Azevedo, de 34 anos, mora na Rua Professor Mário Chicó há 26 anos, em Telheiras, Lisboa, e conta que «nunca tinha acontecido tal coisa» no prédio onde reside. O «surto» de baratas verifica-se desde o Verão do ano passado e agrava-se com o calor, não sendo a única moradora a queixar-se: «Temos convivido com esta situação e não há desbaratização, feita no local, que nos valha, já que o problema dos esgotos se mantém».

«No Verão passado, o meu vizinho de cima queixou-se do facto de ter a casa invadida por baratas», contou a moradora, acrescentando que já matou quatro em dez minutos esta semana em sua casa.

Segundo Vanessa Azevedo, a empresa gestora dos condomínios, Habitalimpa, diz que é a Câmara Municipal de Lisboa (CML) que deve limpar os esgotos e, como «não o tem vindo a fazer, é por isso que este problema se agrava». «Quando reclamei à Habitalimpa disseram-me que a CML estava a tratar do problema e que havia mais reclamações de moradores da zona», disse, pensando que a situação tinha sido resolvida com a redução de baratas no bairro no Outono/Inverno.

Com o regresso do calor, a situação repete-se, preocupando os moradores relativamente às crianças que habitam no bairro. «Parece-me grave que esta situação se arraste há um ano, tendo, aparentemente, a CML conhecimento», criticou Vanessa Azevedo, exigindo que se tomem «medidas sérias e eficazes urgentemente».

Limpezas estão a ser feitas

Contactada pela Lusa, fonte da Habitalimpa diz que a CML tem efectuado limpezas aos esgotos das ruas de Telheiras, mas este tipo de insectos não desaparece, antes pelo contrário, vai «instalar-se» nos prédios da mesma rua.

Sendo assim, a melhor solução será, mesmo, segundo a mesma fonte, efectuar várias desinfestações nos vários prédios das ruas desta zona lisboeta, pois esta rua «não é a única» que está a ser afectada pela «praga de baratas». «Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance», garantiu a mesma fonte, alegando não ter a responsabilidade total sobre o assunto.

Confrontado, também, com as críticas, o director do departamento de Higiene Urbana, da CML, garante que a limpeza dos esgotos na zona de Telheiras tem sido, efectivamente, realizada nos últimos meses, pois a CML, quando solicitada, «actua sempre que é necessário», tal como foi o caso.

De acordo com o responsável, a melhor solução para esta situação é a desinfestação nas zonas afectadas, tal como já foi efectuado em duas ruas de Telheiras, garantindo que hoje mesmo actuarão na Rua Professor Mário Chicó, esperando, efectivamente, que a situação fique normalizada.

Fonte da notícia: IOL Diário
Nota Pessoal:
A falta de limpeza e higiene é que dá origem a este tipo de problema. Actualmente existem também muitos produtos altamente eficazes no combate a esta e outras pragas do género e, portanto, não há nenhuma necessidade de estas coisas acontecerem nos nossos dias de hoje.

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

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Insectos tropicais a caminho da extinção cartoon

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Muitas das espécies tropicais de insectos podem extinguir-se até ao final deste século a menos que se consigam adaptar ao aumento previsto das temperaturas do planeta, alertam cientistas norte-americanos na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
Os cientistas da Universidade de Washington lembram que uma alteração no número de insectos pode ter efeitos secundários na polinização das plantas e, consequentemente, na produção agrícola.
Para chegarem às suas conclusões, os investigadores estudaram o impacto em 38 espécies de insectos tropicais, especialmente sensíveis a mudanças de temperatura, das alterações climáticas entre 1950 e 2000.
Segundo explica a BBC online, os insectos não conseguem regular a temperatura do seu corpo. A única coisa que podem fazer quando são expostos a altas temperaturas é procurar sombra e locais mais frescos. Por isso, o aumento médio previsto de dois a quatro graus, até ao final do século, pode ser um problema de sobrevivência.
“Nos trópicos, muitas espécies parecem viver perto da sua temperatura óptima, o que lhes permite sobreviver”, explicou Joshua Tewksbury, da Universidade de Washington, citado pela BBC online. “Quando a temperatura sobe acima desse nível óptimo, pode não haver muito a fazer” por estas espécies, acrescentou.
Apesar de algumas espécies poderem migrar para latitudes mais elevadas e zonas mais frescas, outras não terão essa possibilidade.
Mas se nos trópicos muitas espécies poderão desaparecer, é certo que as populações de latitudes mais elevadas poderão aumentar.

Fonte da notícia: Público.pt

Nota Pessoal:
E depois de extintos ficarão extintos para sempre para nunca mais serem vistos em lado nenhum o que é pena realmente. Para além do valor que representam no reino animal são também uma fonte científica inigualável de estudo e de pesquisa que desaparece permanentemente. Sem dúvida que todos nós é que ficaremos a perder com isso.

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Jorge Goncalves

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