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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Conversa de peixe

Fish talking
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Investigadores da Nova Zelândia desenvolveram um estudo que revela que os peixes falam uns com os outros, informa o «Telegraph». Conversas casuais, palavras doces para o sexo oposto, dar direcções e até avisar sobre situações de perigo, de tudo um pouco se fala nas profundezas do oceano.


Os cientistas afirmam que os predadores conseguem detectar as presas interceptando estas conversas de peixes. «Todos os peixes conseguem ouvir, mas nem todos conseguem produzir som», disse o investigador Shahriman Ghazali.


O cientista quer decifrar os contextos dos diferentes tipos de comunicação.


«Esse é o próximo passo. Temos 99 por cento de certeza que os sons vêm dos peixes. Agora queremos descobrir o que esses sons significam», sustentou.


As razões principais aparentam ser para atrair o sexo oposto, afastar os predadores e orientarem-se nos recifes, de acordo com o especialista.


Ghazali colocou grupos de peixes em aquários e monitorizou-os através de microfones e instrumentos que detectam movimentos das águas. O bacalhau, por exemplo, é um peixe silencioso, excepto na altura da desova, em que se torna muito vocal.


«A hipótese é que eles usem o som como uma sincronização para que as fêmeas e os machos libertem os ovos ao mesmo tempo para serem fertilizados», explicou o investigador.


O cientista também referiu que os donos de peixinhos dourados podem esperar em vão por uma resposta dos seus animais, quando batem nos aquários.


«Os peixinhos dourados têm uma audição excelente, mas não emitem qualquer som», concluiu.


Fonte: IOL

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domingo, 15 de março de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Crise não é razão para comer mal

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A falta de dinheiro devido à crise não é motivo para as famílias deixarem de ter uma alimentação boa, segundo dietistas contactadas pela Lusa, que apontam várias soluções saudáveis.

«Não é preciso comer carne e peixe diariamente ao almoço e jantar», disse à Lusa a presidente da Associação Portuguesa dos Dietistas, atribuindo a estes alimentos um preço elevado.

Esta opinião é corroborada pela dietista Maria Fernanda Fogaça, que considera que há um consumo muito excessivo de proteínas na alimentação. «As nossas necessidades de proteínas são de um grama por cada quilo e por dia, sendo que só metade devem ser de origem animal», referiu, adiantando: «100 gramas de carne ou de peixe têm 20 gramas de proteínas».

Considerando o elevado preço do peixe e da carne, as duas dietistas defendem um menor consumo daqueles tipos de alimentos. Graça Raimundo aconselha, por exemplo, a confecção de feijoadas, «com pouca gordura», jardineiras ou caldeiradas, pratos que levam menos quantidades de carne e peixe.

«Posso substituir a carne de avestruz ou o bife da vazia por carne de aves, que são mais económicas e também posso substituir a carne e o peixe por ovos e leguminosas, nomeadamente o feijão ou o grão», referiu, aconselhando também a compra de fruta da época e hortaliças.

Para esta dietista, esta altura de crise económica poderá também servir para recuperar hábitos antigos, como seja o aproveitamento de restos de comida como o pão para fazer migas ou açordas.

Outro aspecto em que as duas profissionais concordam é na ideia de que se devem evitar os pequenos-almoços fora de casa. «Criou-se muito o hábito de se tomar o pequeno-almoço fora de casa. Acaba por se comer folhados e bolos em vez do pão», disse Maria Fernanda Fogaça, adiantando que também se pode aproveitar o momento para não gastar dinheiro em produtos com açúcar.



Fonte: IOL Diário

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Peixe mistério de cabeça transparente

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Os cientistas do Instituto de Investigação do Aquário da Baía de Monterey (Califórnia, EUA) conseguiram resolver um mistério já com meio século: o do Macropinna microstoma, um peixe de olhos tubulares localizados dentro de uma cabeça transparente, que vive em zonas profundas. O peixe foi descrito pela primeira vez em 1939. Sabia-se que os seus olhos eram eficazes a captar luz, mas pensava-se que estavam fixos, o que lhe permitiria apenas ter uma visão tubular, dirigida para cima. Veja a galeria de imagens.
Os cientistas Bruce Robison e Kim Reisenbichler anunciaram a 23 de Fevereiro a descoberta, a partir de imagens recolhidas por um robot submarino operado remotamente: estes olhos conseguem rodar dentro de um escudo transparente cheio de fluido que cobre a cabeça do peixe, fazendo-a parecer o cockpit iluminado de um avião. Assim, o peixe pode olhar para cima, procurando presas, mas também em frente, para ver aquilo que está a comer. As saliências por cima na boca são órgãos olfactivos, semelhantes às narinas humanas.
Esta espécie é um dos exemplos da forma extraordinária como os peixes das profundezas se adaptam à escuridão do seu ambiente. Tal como outros, usam os olhos tubulares para detectar as silhuetas difusas das presas que lhes passam por cima. Apesar da sua capacidade de captar luz, têm um campo de visão estreito. Se os peixes vissem apenas para cima, com as suas bocas pequenas e pontiagudas seria difícil capturarem as presas. Os espécimes que tinham chegado à superfície até agora tinham a delicada estrutura protectora da cabeça destruída, pelo que as imagens que se tinha até ao momento não permitiam vê-la nem perceber o seu modo de funcionamento.
O Macropinna microstoma vive a profundidades de 600 a 800 metros. Consegue manter-se praticamente imóvel na água, e movimenta-se de forma muito precisa. Alimenta-se de vários animais pequenos, mas também de alforrecas. Os cientistas pensam que, ao detectar a bioluminescência destas presas acima da sua cabeça, o peixe se move na vertical para depois as capturar.
Veja o vídeo do Macropinna microstoma narrado por Bruce Robison (legendado em português).



Fonte: Notícias Sapo

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


«viciados» em aquariofilia

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A paixão pelo mundo da aquariofilia está a crescer em Portugal, com mais de 25 mil «viciados» que dedicam horas dos seus dias a tratar dos peixes, a ver crescer os corais e tudo o que envolve a vida num aquário.


Há aquários para todos os gostos: de água doce, salgada, fria ou quente. Os comunitários, onde habitam várias espécies de peixes, os biótopo, onde apenas existem peixes e plantas provenientes da mesma zona geográfica, e os de reprodução, entre muitos outros.


Para responder a uma procura cada vez maior, existem lojas especializadas, como uma em Benfica, onde o espaço é preenchido com tanques de água doce e salgada, cada um com 25 mil litros de águas, ocupados com peixes provenientes de vários países.


«Cada vez há mais pessoas interessadas em aquariofilia e procuram este tipo de loja especializada», disse à agência Lusa o proprietário do estabelecimento, Paulo Rego, contando que há clientes que chegam a gastar 5.000 euros.


Este mundo «fascinante» entrou na vida de João Branquinho há oito anos, quando recebeu uma «herança» de um familiar: «Um primo meu casou-se e a mulher disse-lhe que os peixes ficavam fora de casa, então eu fiquei com os aquários», contou com boa disposição à Lusa.


Um fórum para saber tudo sobre aquariofilia


O gosto pelo mundo dos aquários levou-o a criar em Março de 2003 o Fórum Aquariofilia.Net (www.aquariofilia.net) que todos os dias angaria cerca de 30 novos membros, numa comunidade que reúne já 25 mil entusiastas.


Para assinalar o quinto aniversário do Fórum, realiza-se este fim-de-semana no Oceanário de Lisboa um evento dedicado aos aquários e respectivos habitantes, com a presença de aquariofilistas internacionais e diversos mestres portugueses na área de montagem de aquários plantados.


O evento destina-se a promover o crescimento, cada vez maior, da aquariofilia nacional e sensibilizar as pessoas para os problemas que advêm de uma prática aquariófila irresponsável e sem conhecimento, explicou João Branquinho.


Para ajudar todos aqueles que pretendem iniciar-se nesta actividade, mas também os que já têm aquários e querem ficar a conhecer mais sobre este hobie, o Fórum dá dicas e conselhos sobre como deve ser feita a limpeza do aquário, os elementos decorativos, o equipamento técnico e a escolha das espécies de peixe.


Aconselha ainda quem está a dar os primeiros passos na aquariofilia a não optar por comprar peixes demasiado caros, pois normalmente são mais difíceis de manter e requerem algum conhecimento e prática, como é o caso do peixe Disco, que necessita de cuidados especiais.


Os novos aquários cheios de cor e de luz, onde tudo é pensado ao pormenor, vieram substituir os globos de dois litros, proibidos em Portugal pela Convenção Europeia para a Protecção dos Animais de Companhia e que, segundo o aquariofilista, apenas já se encontram nas «lojas de esquina» e em algumas grandes superfícies comerciais.


«Há aquários verdadeiramente fabulosos», disse orgulhoso João Branquinho, contando que há portugueses a ficarem muito bem colocados em concursos mundiais. Em sua casa, João Branquinho tem um aquário de água doce com 80 litros e outro de água salgada com 800 litros, com 12 peixes, vários invertebrados e corais que ocupam uma parte do seu tempo.


Questionado pela Lusa sobre o tempo que perde com a manutenção do aquário, João Branquinho apressou-se rapidamente a dizer: «Eu não perco, eu invisto tempo». «É um descanso chegar ao final do dia e estar 20 a 30 minutos a limpar o aquário, a olhar para os peixes e a ver crescer os corais. É muito relaxante», disse o aquariofilista.

Fonte da notícia: IOL Diário

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


As zonas mortas dos oceanos

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Estudo mostra que áreas com muito pouco oxigénio começam a afectar os recursos que retiramos do mar para nos alimentarmos

As chamadas «zonas mortas» dos oceanos, com muito pouco oxigénio, estão a aumentar, com consequências graves para a vida marinha, revela um estudo que a Lusa revela.

«Apercebemo-nos que a hipoxia [baixo teor de oxigénio nos tecidos orgânicos] não é um problema local mas um problema global que tem graves consequências para os ecossistemas», alertou o especialista Robert Diaz, do Instituto de Ciência Marinha da Virgínia, nos Estados Unidos.

«Está a tornar-se um problema de tal magnitude, que começa a afectar os recursos que retiramos do mar para nos alimentarmos», adiantou.

Robert Diaz e um outro investigador, Rutger Rosenberg, apontam, na edição de hoje da revista Science, a existência no mundo de mais de 400 «zonas mortas», o dobro das estimativas avançadas pelas Nações Unidas há dois anos. Segundo os dois cientistas, a continuar este crescimento, deixará de haver no mar caranguejos, camarões ou peixes.

As novas zonas dos oceanos com muito pouco oxigénio têm sido detectadas na América do Sul, África e em parte da Ásia. A principal causa do fenómeno reside nas algas, que privam outras vidas marinhas de oxigénio, embora os cientistas apontem o dedo também aos adubos químicos, aos despejos de esgotos e à queima de combustíveis fósseis.

Fonte da notícia: IOL Diário

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sexta-feira, 21 de março de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Hoje é dia de comer peixe.

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Açores, pesca, Azores, peixe, cartaz turístico, viagens e passeios, ilhas dos Açores


Uns por convicção, outros por tradição. Muitos católicos optam, hoje, por se abster de comer carne, optando por se alimentar de peixe. Em dia de Sexta-Feira Santa, a Igreja Católica recomenda, na sua doutrina tradicional, que os crentes recordem a morte de Jesus também através da alimentação. Mas o que tem o peixe a ver com o facto de Jesus ter morrido?


Num estudo sobre as origens desta tradição, o teólogo Cyrille Vogel (em Eucharisties d"Orient et d"Occident, ed. Cerf, Paris), propõe que o peixe, mais que um substituto da carne, era, entre os primeiros cristãos, um elemento de uma refeição sagrada. Possivelmente, uma tradição herdada do judaísmo, em primeiro lugar, e de outras religiões.


No caso cristão, o peixe como "alimento sagrado" está também fortemente filiado em várias das refeições de Jesus contadas nos evangelhos - e, em especial, nas refeições após a ressurreição, quando Jesus se encontra com os seus companheiros mais próximos. Terá sido na Síria, diz Vogel, que pela primeira vez o peixe como simbólica cristã foi introduzido.


"Olha-se muitas vezes para o cristianismo como religião do sofrimento, do sacrifício e da reparação", diz João Eleutério, padre e professor de Teologia dos Sacramentos na Universidade Católica, referindo-se à proposta tradicional da abstinência. "Mas o ponto de partida devem ser as refeições pascais de Jesus, após a ressurreição. É sobretudo a liberdade de Jesus, na entrega que ele livremente faz de si mesmo, que está em causa, e não um qualquer fatalismo.


"Terá sido Tertuliano (180-220 d. C.), um cristão romano que não conhecia o judaísmo, a travestir a tradição e a propor a abstinência de carne como alimento. Já em meados do século V, Eznik de Kolk escreve que, como Jesus comeu peixe depois de ressuscitar, os cristãos devem seguir-lhe o exemplo. O peixe tinha outro simbolismo entre os cristãos: a palavra grega, ichthys, servia de acróstico para Iesus Christus Theos Yctis Soter, ou seja, Jesus Cristo Filho de Deus Salvador.


A evolução histórica e a codificação normativa fizeram o resto e o peixe, em vez da carne, passou a ser a norma para os dias de jejum e abstinência obrigatórios - hoje limitados a Quarta-Feira de Cinzas (primeiro dia da Quaresma, o tempo de preparação da Páscoa) e a Sexta-Feira Santa.


Em dois documentos, de 1982 e 1985, a Conferência Episcopal Portuguesa diz que "a abstinência consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre". Mas o texto oscila, depois, recordando que "a sua concretização na disciplina tradicional da Igreja é a abstenção de carne".


O padre Pedro Ferreira, director do Secretariado Nacional de Liturgia, da Igreja Católica, afirma que o espírito deve ser o de se abster de comer "alguma coisa em benefício de outro mais necessitado".


Reconhecendo que falta uma pedagogia mais contemporânea, João Eleutério concorda: "Estamos presos a uma tradição, precisamos de entrar na lógica de que queremos fazer determinado gesto por opção positiva, por oblação, e não como sacrifício no mau sentido."

Questões sobre o peixe



Comer peixe é um hábito dos portugueses que se estende a muitos outros dias e que está a ser visto como um "pecado" contra o planeta.

O preço do peixe subiu 11 por cento entre 2002 e 2007. Gasta-se mais nos produtos do mar mas come-se mais carne.


Hoje é, em muitas casas, dia de ter peixe à mesa. Como o é em muitos outros dias. Por razões religiosas, gastronómicas, tradicionais ou outras, Portugal continua a ser o país europeu que mais adesão demonstra aos produtos do mar e o terceiro a nível mundial. A sua frota pesqueira é a quarta maior da União Europeia (UE).


Mas é isto razão suficiente para considerar Portugal um predador dos oceanos? Há quem ache que sim, mas outros contrapõem com a ausência de modernização dos barcos nacionais, incapaz de causar a destruição que lhe imputam. Pelo menos, uma coisa pesa a seu favor: o que pesca é consumido por humanos, não por porcos ou aquecedores de casas.Muitos dos bancos pesqueiros do planeta estão esgotados ou sobreexplorados.


O alerta tem o aval de cientistas, Nações Unidas e ambientalistas, que prevêem que a situação tenha tudo para piorar devido às alterações climáticas e ao aumento do consumo mundial. Daí as atenções virarem-se para aqueles que devoram tudo o que o mar pode oferecer. Portugal ganha aqui uma posição de destaque, tanto como consumidor como pescador, como se viu em recentes declarações da Greenpeace (ver caixa).


Em que ficamos?


Sendo o peixe um alimento defendido por nutricionistas, o alerta causa espanto. Tirando algumas espécies contaminadas com metais pesados, como é o caso do peixe-de-espada-preto de algumas regiões dos oceanos que apresenta teores preocupantes de mercúrio, o peixe é visto como uma opção à carne muito mais saudável (ver texto nestas páginas).Resta saber se este apetite pela carne dos oceanos pesa muito no declínio deste manancial.


É um facto que, como grande consumidor de peixe per capita - os números variam entre os 50 e os 56 quilos por ano quando a média mundial não chega ao 20 quilos -, Portugal tem tudo para ser olhado com desconfiança. Mas ponham-se os números em perspectiva: são 10 milhões de consumidores num planeta com 6600 milhões.


Ou seja, em cerca de 95 milhões de toneladas de peixe pescados em todo o mundo, os portugueses comem 500 mil toneladas, portanto, pouco mais de 0,5 por cento do total. E estes números não traduzem toda a realidade porque entre o que é consumido pelos lusitanos, parte vem de aquacultura.Há ainda o esforço de pesca. Novamente os números: Portugal pescou, em 2007, nas suas águas, em Espanha e no Norte de África, 168 mil toneladas, o que não chega nem a 0,2 por cento do total que é retirado aos oceanos. O que faz com que a balança comercial da pesca no país seja muito negativa. E que indicia que a frota nacional não consegue apresentar grandes produtividades face à imensa Zona Económica Exclusiva em que actua.


Críticas criticadas"Ridículas".


É assim que reage Carlos Sousa Reis, biólogo da Faculdade de Ciências de Lisboa, às acusações da Greenpeace. "A larga maioria do que pescamos é para consumo humano, ao contrário do que se passa pelo mundo fora, em que uma larga percentagem vai para farinhas para porcos e perus ou serve para aquecer casas [através do óleo retirado de algumas espécies]", diz.Para este especialista, o problema da frota nacional põe-se precisamente ao contrário do que se pensaria. "Por imposição europeia, já abatemos demasiados navios e assistimos a outros, como os espanhóis, a pescar nas nossas águas ou em águas comuns não cumprindo as mesmas regras a que os nossos pescadores são obrigados", diz.


O facto é que, segundo os últimos dados do Eurostat (o gabinete de estatística da UE), a frota portuguesa é a segunda mais envelhecida do espaço comunitário, com embarcações de 45,7 anos de idade média contra um padrão europeu de 23,9 anos. Além disso, 91 por cento dos barcos têm menos de 12 metros e 60 por cento menos de seis metros. É também das menos potentes e com menor capacidade da União - só em relação à tonelagem, a média nacional é cerca de um terço da espanhola.Este cenário tem um custo: a produtividade das embarcações, o que noutra leitura pode ser visto como menos predadoras. Mas há ainda o arrastão, a arte de pesca considerada mais destrutiva. Do que foi pescado no continente em 2007, 11 por cento saiu do mar por esta via. Que tem de obedecer a regras mas que continua a ser vista como dramática em termos de recursos piscícolas.


O que se retém disto tudo é que a maioria do que Portugal consome vem de fora, congelado. Os preços do pescado têm aumentado - de 2002 a 2007 subiram 11 por cento -, o que faz com que, segundo um estudo recente, Portugal esteja a gastar mais com o peixe com a carne embora continue a consumir mais desta última: cerca de 100 quilos per capita por ano.Mas apesar do aumento dos preços, os pescadores continuam descapitalizados porque a diferença do valor entre a primeira venda e o consumidor é abissal, ganhando os intermediários nesta cadeia. Um problema que continuará por resolver enquanto não houver uma profunda remodelação das lotas, diz Carlos Reis, que defende que se caminhe para uma venda livre.


Como consumidores, os portugueses estão assim cada vez mais dependentes da importação, que nem sempre garante uma produção sustentável. Resta a aquacultura, que também tem impactos ambientais, e que dificilmente irá satisfazer o paladar nacional, habituada à riqueza e variedade do que o mar providencia. Perante estas incertezas, uma coisa parece certa: "Quem se aguentar na pesca, vai ganhar muito dinheiro dentro de algum tempo porque o que vier do mar - não de quintas de peixes - vai ser altamente valorizado", defende o biólogo.


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Consumo de peixe só tem benefícios


O consumo de peixe apenas apresenta benefícios, desde que a quantidade ingerida não seja excessiva, defende a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento. As regras mandam que se faça uma refeição de carne e outra de peixe, por dia, e que a quantidade não exceda as 100 a 120 gramas diárias de cada um, precisa.


Do ponto de vista nutricional, o peixe é "um excelente fornecedor de proteínas, de qualidade semelhante à da carne, presente numa percentagem de 15 a 22 por cento". Com a vantagem de a maior parte dos peixes serem magros e as suas gorduras serem, na sua maioria, ácidos gordos insaturados. A riqueza do peixe em ácidos gordos ómega 3 confere-lhe mesmo efeito protector contra doenças cardiovasculares.


Em suma, a pequena quantidade de gordura, associada à sua boa qualidade e ao valor energético baixo "tornam estes alimentos muito vantajosos em relação a carnes", sublinha a nutricionista. Quanto à composição mineral e vitamínica, esta é semelhante à das carnes (o peixe é menos rico em ferro, mas mais rico em iodo).


Uma outra vantagem passa pela sua digestibilidade. Costuma até dizer-se que "o peixe não puxa carroça", lembra Alexandra Bento, destacando o facto de a digestão se fazer melhor do que a da carne, por causa da constituição muscular e da escassez de tecido conjuntivo. Quanto a eventuais malefícios, a nutricionista explica que estes existem sempre se as pessoas exagerarem na quantidade. E desdramatiza o tão badalado problema da contaminação do peixe por metais pesados. Alexandra Campos

Fonte da notícia: PÚBLICO.PT

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Jorge Goncalves

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