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sexta-feira, 21 de março de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Hoje é dia de comer peixe.

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Açores, pesca, Azores, peixe, cartaz turístico, viagens e passeios, ilhas dos Açores


Uns por convicção, outros por tradição. Muitos católicos optam, hoje, por se abster de comer carne, optando por se alimentar de peixe. Em dia de Sexta-Feira Santa, a Igreja Católica recomenda, na sua doutrina tradicional, que os crentes recordem a morte de Jesus também através da alimentação. Mas o que tem o peixe a ver com o facto de Jesus ter morrido?


Num estudo sobre as origens desta tradição, o teólogo Cyrille Vogel (em Eucharisties d"Orient et d"Occident, ed. Cerf, Paris), propõe que o peixe, mais que um substituto da carne, era, entre os primeiros cristãos, um elemento de uma refeição sagrada. Possivelmente, uma tradição herdada do judaísmo, em primeiro lugar, e de outras religiões.


No caso cristão, o peixe como "alimento sagrado" está também fortemente filiado em várias das refeições de Jesus contadas nos evangelhos - e, em especial, nas refeições após a ressurreição, quando Jesus se encontra com os seus companheiros mais próximos. Terá sido na Síria, diz Vogel, que pela primeira vez o peixe como simbólica cristã foi introduzido.


"Olha-se muitas vezes para o cristianismo como religião do sofrimento, do sacrifício e da reparação", diz João Eleutério, padre e professor de Teologia dos Sacramentos na Universidade Católica, referindo-se à proposta tradicional da abstinência. "Mas o ponto de partida devem ser as refeições pascais de Jesus, após a ressurreição. É sobretudo a liberdade de Jesus, na entrega que ele livremente faz de si mesmo, que está em causa, e não um qualquer fatalismo.


"Terá sido Tertuliano (180-220 d. C.), um cristão romano que não conhecia o judaísmo, a travestir a tradição e a propor a abstinência de carne como alimento. Já em meados do século V, Eznik de Kolk escreve que, como Jesus comeu peixe depois de ressuscitar, os cristãos devem seguir-lhe o exemplo. O peixe tinha outro simbolismo entre os cristãos: a palavra grega, ichthys, servia de acróstico para Iesus Christus Theos Yctis Soter, ou seja, Jesus Cristo Filho de Deus Salvador.


A evolução histórica e a codificação normativa fizeram o resto e o peixe, em vez da carne, passou a ser a norma para os dias de jejum e abstinência obrigatórios - hoje limitados a Quarta-Feira de Cinzas (primeiro dia da Quaresma, o tempo de preparação da Páscoa) e a Sexta-Feira Santa.


Em dois documentos, de 1982 e 1985, a Conferência Episcopal Portuguesa diz que "a abstinência consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre". Mas o texto oscila, depois, recordando que "a sua concretização na disciplina tradicional da Igreja é a abstenção de carne".


O padre Pedro Ferreira, director do Secretariado Nacional de Liturgia, da Igreja Católica, afirma que o espírito deve ser o de se abster de comer "alguma coisa em benefício de outro mais necessitado".


Reconhecendo que falta uma pedagogia mais contemporânea, João Eleutério concorda: "Estamos presos a uma tradição, precisamos de entrar na lógica de que queremos fazer determinado gesto por opção positiva, por oblação, e não como sacrifício no mau sentido."

Questões sobre o peixe



Comer peixe é um hábito dos portugueses que se estende a muitos outros dias e que está a ser visto como um "pecado" contra o planeta.

O preço do peixe subiu 11 por cento entre 2002 e 2007. Gasta-se mais nos produtos do mar mas come-se mais carne.


Hoje é, em muitas casas, dia de ter peixe à mesa. Como o é em muitos outros dias. Por razões religiosas, gastronómicas, tradicionais ou outras, Portugal continua a ser o país europeu que mais adesão demonstra aos produtos do mar e o terceiro a nível mundial. A sua frota pesqueira é a quarta maior da União Europeia (UE).


Mas é isto razão suficiente para considerar Portugal um predador dos oceanos? Há quem ache que sim, mas outros contrapõem com a ausência de modernização dos barcos nacionais, incapaz de causar a destruição que lhe imputam. Pelo menos, uma coisa pesa a seu favor: o que pesca é consumido por humanos, não por porcos ou aquecedores de casas.Muitos dos bancos pesqueiros do planeta estão esgotados ou sobreexplorados.


O alerta tem o aval de cientistas, Nações Unidas e ambientalistas, que prevêem que a situação tenha tudo para piorar devido às alterações climáticas e ao aumento do consumo mundial. Daí as atenções virarem-se para aqueles que devoram tudo o que o mar pode oferecer. Portugal ganha aqui uma posição de destaque, tanto como consumidor como pescador, como se viu em recentes declarações da Greenpeace (ver caixa).


Em que ficamos?


Sendo o peixe um alimento defendido por nutricionistas, o alerta causa espanto. Tirando algumas espécies contaminadas com metais pesados, como é o caso do peixe-de-espada-preto de algumas regiões dos oceanos que apresenta teores preocupantes de mercúrio, o peixe é visto como uma opção à carne muito mais saudável (ver texto nestas páginas).Resta saber se este apetite pela carne dos oceanos pesa muito no declínio deste manancial.


É um facto que, como grande consumidor de peixe per capita - os números variam entre os 50 e os 56 quilos por ano quando a média mundial não chega ao 20 quilos -, Portugal tem tudo para ser olhado com desconfiança. Mas ponham-se os números em perspectiva: são 10 milhões de consumidores num planeta com 6600 milhões.


Ou seja, em cerca de 95 milhões de toneladas de peixe pescados em todo o mundo, os portugueses comem 500 mil toneladas, portanto, pouco mais de 0,5 por cento do total. E estes números não traduzem toda a realidade porque entre o que é consumido pelos lusitanos, parte vem de aquacultura.Há ainda o esforço de pesca. Novamente os números: Portugal pescou, em 2007, nas suas águas, em Espanha e no Norte de África, 168 mil toneladas, o que não chega nem a 0,2 por cento do total que é retirado aos oceanos. O que faz com que a balança comercial da pesca no país seja muito negativa. E que indicia que a frota nacional não consegue apresentar grandes produtividades face à imensa Zona Económica Exclusiva em que actua.


Críticas criticadas"Ridículas".


É assim que reage Carlos Sousa Reis, biólogo da Faculdade de Ciências de Lisboa, às acusações da Greenpeace. "A larga maioria do que pescamos é para consumo humano, ao contrário do que se passa pelo mundo fora, em que uma larga percentagem vai para farinhas para porcos e perus ou serve para aquecer casas [através do óleo retirado de algumas espécies]", diz.Para este especialista, o problema da frota nacional põe-se precisamente ao contrário do que se pensaria. "Por imposição europeia, já abatemos demasiados navios e assistimos a outros, como os espanhóis, a pescar nas nossas águas ou em águas comuns não cumprindo as mesmas regras a que os nossos pescadores são obrigados", diz.


O facto é que, segundo os últimos dados do Eurostat (o gabinete de estatística da UE), a frota portuguesa é a segunda mais envelhecida do espaço comunitário, com embarcações de 45,7 anos de idade média contra um padrão europeu de 23,9 anos. Além disso, 91 por cento dos barcos têm menos de 12 metros e 60 por cento menos de seis metros. É também das menos potentes e com menor capacidade da União - só em relação à tonelagem, a média nacional é cerca de um terço da espanhola.Este cenário tem um custo: a produtividade das embarcações, o que noutra leitura pode ser visto como menos predadoras. Mas há ainda o arrastão, a arte de pesca considerada mais destrutiva. Do que foi pescado no continente em 2007, 11 por cento saiu do mar por esta via. Que tem de obedecer a regras mas que continua a ser vista como dramática em termos de recursos piscícolas.


O que se retém disto tudo é que a maioria do que Portugal consome vem de fora, congelado. Os preços do pescado têm aumentado - de 2002 a 2007 subiram 11 por cento -, o que faz com que, segundo um estudo recente, Portugal esteja a gastar mais com o peixe com a carne embora continue a consumir mais desta última: cerca de 100 quilos per capita por ano.Mas apesar do aumento dos preços, os pescadores continuam descapitalizados porque a diferença do valor entre a primeira venda e o consumidor é abissal, ganhando os intermediários nesta cadeia. Um problema que continuará por resolver enquanto não houver uma profunda remodelação das lotas, diz Carlos Reis, que defende que se caminhe para uma venda livre.


Como consumidores, os portugueses estão assim cada vez mais dependentes da importação, que nem sempre garante uma produção sustentável. Resta a aquacultura, que também tem impactos ambientais, e que dificilmente irá satisfazer o paladar nacional, habituada à riqueza e variedade do que o mar providencia. Perante estas incertezas, uma coisa parece certa: "Quem se aguentar na pesca, vai ganhar muito dinheiro dentro de algum tempo porque o que vier do mar - não de quintas de peixes - vai ser altamente valorizado", defende o biólogo.


Para ver a animação clique neste cartoon e aguarde uns segundos. To view the animation click on this cartoon and wait a few seconds.


Consumo de peixe só tem benefícios


O consumo de peixe apenas apresenta benefícios, desde que a quantidade ingerida não seja excessiva, defende a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento. As regras mandam que se faça uma refeição de carne e outra de peixe, por dia, e que a quantidade não exceda as 100 a 120 gramas diárias de cada um, precisa.


Do ponto de vista nutricional, o peixe é "um excelente fornecedor de proteínas, de qualidade semelhante à da carne, presente numa percentagem de 15 a 22 por cento". Com a vantagem de a maior parte dos peixes serem magros e as suas gorduras serem, na sua maioria, ácidos gordos insaturados. A riqueza do peixe em ácidos gordos ómega 3 confere-lhe mesmo efeito protector contra doenças cardiovasculares.


Em suma, a pequena quantidade de gordura, associada à sua boa qualidade e ao valor energético baixo "tornam estes alimentos muito vantajosos em relação a carnes", sublinha a nutricionista. Quanto à composição mineral e vitamínica, esta é semelhante à das carnes (o peixe é menos rico em ferro, mas mais rico em iodo).


Uma outra vantagem passa pela sua digestibilidade. Costuma até dizer-se que "o peixe não puxa carroça", lembra Alexandra Bento, destacando o facto de a digestão se fazer melhor do que a da carne, por causa da constituição muscular e da escassez de tecido conjuntivo. Quanto a eventuais malefícios, a nutricionista explica que estes existem sempre se as pessoas exagerarem na quantidade. E desdramatiza o tão badalado problema da contaminação do peixe por metais pesados. Alexandra Campos

Fonte da notícia: PÚBLICO.PT

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3 Comentários:

Anonymous nylda disse...

A Páscoa é tempo de renovação espiritual,
de comunhão e de pensar sobre verdadeiros valores.
É tempo de introspecção e terminada essa jornada pessoal,
é hora de embriagar-se de felicidade,
irradiar o amor que Jesus plantou nos corações e fortificar,
assim saciar com paz e alegria esse recomeçar.
A TI...DESEJO UMA FELIZ E SANTA PÁSCOA!
Beijos e um sorriso!

21 março, 2008 18:38  
Blogger Galeriacores disse...

Agradeço encarecidamente o teu amistoso comentário e desejo-te igualmente uma Feliz e Santa Páscoa. Votos extensivos a todos aqueles que visitam este blog. Muito obrigado a todos e bem haja.

22 março, 2008 01:41  
Blogger Robson Fernando disse...

Não, consumir peixe não tem só benefícios. Que o digam os próprios animais que sofrem horrores enquanto agonizam de asfixia!

08 abril, 2009 06:37  

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