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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

sábado, 16 de maio de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Guantánamo: A "batata quente" de Obama

GUANTANAMO BAY: BARACK OBAMA'S HOT POTATO
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O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai manter em actividade as polémicas comissões ad-hoc para julgar suspeitos de terrorismo presos no campo militar de Guantánamo que prometera abolir, embora revendo os termos do seu funcionamento e reforçando as protecções jurídicas atribuídas aos prisioneiros.

Num comunicado distribuído ontem, a Casa Branca anunciou uma nova estratégia para lidar judicialmente com os mais de 200 prisioneiros no campo militar, que Obama se comprometeu a encerrar no fim de Janeiro de 2010. A prioridade é “proteger o país mas ao mesmo tempo garantir o respeito pelos nossos valores”.

“As reformas [que vão ser adoptadas] restauram as antigas comissões como um fórum legítimo de acusação que está em linha com a letra da lei”, sublinhou a presidência.

As comissões militares ad-hoc, instituídas por ordem presidencial por George W. Bush, funcionam à margem dos tribunais civis e militares, com regras que o Supremo Tribunal já declarou inconstitucionais.

Segundo garantiu a Casa Branca, o sistema será revisto e aqueles que forem confrontados por essas comissões terão os seus direitos de defesa alargados: serão livres de nomear os seus advogados e as confissões e outra informação obtida através de tortura ou outras técnicas impróprias serão consideradas inválidas.

Ao mesmo tempo, o ónus de prova por parte da acusação não poderá estar dependente de informação obtida em segunda mão ou de fontes indirectas. E os arguidos podem recusar-se a colaborar com as investigações, sem represálias por se recusarem a testemunhar.

Nem todos os prisioneiros de Guantánamo serão sujeitos a este procedimento, explicou a Administração. Aparentemente, só tenciona usar as comissões militares para aqueles detidos cuja associação a redes terroristas como a Al-Qaeda pode ser claramente demonstrada.

Factor Mohammed

Em nome da segurança nacional, os EUA não estão dispostos a abrir mão de prisioneiros como Khalid Sheik Mohammed, autor confesso dos atentados de 11 de Setembro de 2001, e sujeito a 183 sessões de simulação de afogamento (waterboarding), cujo julgamento num tribunal civil poderia pôr em risco a sua detenção.

A Administração confirmou que o plano de transferir os processos dos detidos em Guantánamo para tribunais federais ou para o sistema de justiça militar não foi abandonado, e que os casos estão a ser analisados um a um, para determinar qual o procedimento a adoptar.

De acordo com o Pentágono, em Guantánamo permanecem 241 prisioneiros de 30 nacionalidades, detidos sob o estatuto de “combatentes inimigos”, mas que não foram formalmente acusados de nenhum crime.

Há 13 indivíduos que têm o seu caso em análise pelas comissões militares, que até agora apreciaram oito casos e ratificaram apenas três condenações. Estima-se que o total de prisioneiros a ser julgados neste sistema “híbrido” possa variar entre os 20 e os 80.

No seu primeiro dia de trabalho na Casa Branca, Obama assinou uma ordem executiva ordenando o encerramento da prisão de Guantánamo no prazo de um ano e uma suspensão de 120 dias nos trabalhos das comissões militares encarregadas de julgar os prisioneiros. Esse prazo que termina na próxima semana, e a Administração vai alargá-lo até Setembro — para estudar as opções jurídicas e aprovar as mudanças no Congresso.

Durante a campanha eleitoral, Obama denunciara estas comissões militares excepcionais como uma aberração e um fracasso: “Este sistema não só falhou em condenar uma única pessoa por ataques terroristas como tem sido objecto de sucessivos e sérios desafios legais”, criticara.




Fonte: Público.pt

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

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100 dias Obama

THE FIRST ONE HUNDRED DAYS OF OBAMA
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Nos primeiros 100 dias Barack Obama já cumpriu a promessa de mudança. Não somente no campo das políticas, mas principalmente na imagem dos Estados Unidos e do seu presidente na opinião pública. Mais do que um político, o actual ocupante da Casa Branca é uma figura da cultura pop, provocando exaltação em todas as camadas sociais, económicas ou políticas. Barack Obama é hoje uma autêntica estrela.

A cobertura mediática de Obama tem sido provavelmente a mais «macia» na era moderna da comunicação americana. Tudo em Obama é alvo de notícia, inclusive as mais fúteis, como o seu cão ou o guarda-roupa da sua esposa. O que em George W. Bush era motivo de piadas e intermináveis páginas de críticas, em Obama é apenas um parêntesis no meio da notícias positivas que tem recebido dos media. A Obama não são atribuídas gaffes e os seus percalços são considerados perfeitamente normais. Em 2008 Barack Obama foi elevado ao altar do mundo, e 2009 tem servido para entronizá-lo como símbolo deste novo culto: a Obamania. Apesar dos riscos inerentes a uma veneração excessiva, não deixa de ser positivo verificar que a América está de novo na moda.

Nestes primeiros 100 dias, Obama tem conseguido agradar à maioria dos americanos. Segundo uma sondagem publicada esta semana pela CNN, cerca de 63 por cento dos americanos aprovam o trabalho de Barack Obama. Ainda no mesmo estudo, 57 por cento dos inquiridos considera correctas as suas políticas. Este capital de confiança, que aumentou desde as eleições de Novembro, continua por gastar, e é expectável que Obama o vá usar¿ nos próximos tempos. Esta popularidade poderá ajudar Obama a adoptar medidas difíceis. Apesar de ter sido uma promessa de campanha, o aumento do contingente militar no Afeganistão passou incólume na opinião pública, e provavelmente teria havido enorme contestação se o presidente fosse outro. As próprias incursões no Paquistão para perseguir terroristas têm escapado ao radar da sempre vigilante comunicação social.

Mas apesar do frenesim em redor dos primeiros 100 dias de Obama, muito pouco se pode concluir sobre o que será o seu mandato. Por esta altura em 2001 havia queixas que a Administração Bush caminhava para um perigoso isolacionismo, e depois destacou-se precisamente pelo intervencionismo externo. Mas há alguns sinais na diplomacia americana que me despertam alguma preocupação. Em entrevista ao Expresso, Niall Ferguson interrogava-se se o tratamento demasiado benévolo que Obama está a oferecer aos adversários dos Estados Unidos não seria crivado de uma ingenuidade excessiva. Nestes três meses já assistimos a Administração americana a recuar perante a Rússia na questão do escudo anti-míssil, a enviar um sinal conciliatório ao Irão sem cedências visíveis de Ahmedinejad e a referência a um mundo sem armas nucleares no mesmo dia em que a Coreia do Norte testava um míssil de longo alcance. Os objectivos estratégicos dos Estados Unidos não se alteraram com Obama na Casa Branca, mas esta nova abordagem, mais conciliatória e diplomática, provoca algumas dúvidas sobre a sua eficácia. Newt Gingrich disse na semana passada que já tinha visto este filme com Jimmy Carter, e com os resultados conhecidos. Mas comparar Obama com Carter é falacioso: o actual presidente é carismático, um excelente comunicador e intelectualmente brilhante, qualidades que faltavam ao 39º presidente.

A verdade é que estes primeiros 100 dias não irão definir a história do mandato de Obama. Os próximos 100 serão bem mais importantes. Estejamos atentos.


Fonte: IOL Diário

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Cão d'água português na Casa Branca

"Bo" is the new portuguese water dog at the White House
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Bo, o cão de estimação de Malia e Sasha, as filhas do presidente norte-americano, Barack Obama, chega à Casa Branca esta terça-feira, sob os olhares atentos dos meios de comunicação.

O animal, da raça cão d´água português, esteve na residência no passado dia 15 de Março e conquistou a «primeira-família».

O cão branco e preto foi um presente do senador Edward Kennedy, irmão do presidente John F. Kennedy (1961-1963) e um dos maiores nomes do Partido Democrata, a Malia e Sasha.

Nasceu no mesmo canil do qual saíram os dois cães da mesma raça que vivem com o senador, Sunny e Splash. Splash foi, inclusive, «narrador» do livro «My Senator and Me: A Dog´s-Eye View of Washington, DC» (algo como «Meu Senador e Eu: Uma Visão Canina de Washington, DC», em inglês).

«Não podíamos estar mais felizes em ver a alegria que Bo levou a Malia e Sasha. Amamos os nossos cães d´água portugueses e sabemos que as meninas - e os seus pais - irão amar o deles, também», afirmou Kennedy, em comunicado.

O jornal Washington Post revelou que as meninas escolheram o nome do cão porque os primos têm um gato com o mesmo nome e porque o avô materno, já morto, tinha o apelido de Didley, como Bo Didley, um antigo cantor de rock americano.

Bo chega à Casa Branca após uma temporada com os treinadores dos cães de Kennedy.





Fonte: Diário Digital

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Família Obama e o cão d'água português

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O "melhor amigo" de Sasha e Malia, filhas de Barack Obama, já está escolhido: vai mesmo ser um cão-d'água português. Michelle Obama pôs um ponto final nas especulações ao garantir à revista People que a raça portuguesa é a preferida para habitar a Casa Branca. Mas não foi fácil. Como o Presidente norte-americano chegou a dizer, em jeito de brincadeira, "foi mais difícil do que encontrar um secretário do Comércio".

E se a escolha foi turbulenta, a história do cão-d'água português também está longe de ser banal. "Dava para escrever um romance", garante Hugo Oliveira, da Associação para a Protecção dos Cães-d'Água.

O "bom temperamento" e o "tamanho adequado" do cão- -d'água português, que Michelle fez questão de enaltecer, só são reconhecidos no outro lado do Atlântico porque, nos anos 70, Dayanne Miller tornou a raça popular ao aparecer em fotos com um cão-d'água comprado à toureira luso-chilena Conchita Cintrón.

Aliás, a travessia para terras do Tio Sam está intimamente ligada à famosa cavaleira tauromáquica, que morreu em Portugal há cerca de uma semana, aos 86 anos. Foi também uma morte, a do comerciante Vasco Bensaúde, que fez com que Conchita fosse responsável pelo único grupo de cães-d'água existente no mundo.

O "pai da raça"

Vasco Bensaúde fazia parte de uma família açoriana abastada, de origem judaica, e desde cedo se dedicou ao comércio marítimo. Os Bensaúde são ainda hoje uma família influente, da qual o ex-presidente Jorge Sampaio é descendente, por parte materna.

Vasco dispensava as lides da política, mas mostrou liderança na condução da raça. Tudo começou quando, nos anos 30, em terras algarvias, Bensaúde encontrou e ficou deslumbrado com Leão, cão de companhia de um pescador, que Vasco prontamente decidiu levar para Lisboa. Porém, o pescador não quis vender o animal por preço nenhum e disse mesmo que só o faria se "saísse a sorte grande".

O açoriano regressou a Lisboa cabisbaixo, mas semanas depois o inesperado aconteceu: o filho do pescador enviou um telegrama a dizer que Bensaúde podia ir buscar o cão, porque o pai acabara de ganhar a Lotaria.

Leão veio para Lisboa e é dele que descendem todos os cães desta raça que hoje existem no mundo, incluindo o que irá conviver com os Obama. O animal serviu de molde para o estalão da raça e, juntando-se a outros três que viriam do Algarve, foi pai de 30 cachorros. A continuação estava garantida, mas Leão acabaria por morrer na Quinta dos Bensaúde, em Benfica, por alturas da II Guerra Mundial.

O Canil Algarbiorum tornou--se mais selectivo, e todos os cães que se desviassem da linhagem estavam condenados a passar a vida num barco dos Bensaúde.

Antes de morrer, Vasco Bensaúde assegurou que alguém continuava o seu trabalho e deixou os seus cães-d'água de herança a uma conhecida criadora de cães: Conchita Cintrón.

A cavaleira que criava cães

Chilena de origem peruana, Conchita acabaria por se naturalizar portuguesa ao casar com um aristocrata português, Francisco Castelo Branco. Proibida pela lei espanhola de ser matadora, acabaria por se tornar cavaleira. Com muito sucesso.

Primeira mulher a tourear nos EUA, admirada por figuras como Orson Welles, soube usar bem a fama e depressa se tornou influente junto da aristocracia norte-americana. A grande maioria dos seus cães acabariam por ser vendidos a americanos ricos que se dispuseram a pagar um bom preço. Segundo Hugo Oliveira, "já na altura, "Conchita vendia cães-d'água aos americanos por dois mil dólares".

A toureira segurou então as estribeiras da raça até 1974, quando algumas famílias mais abastadas foram expropriadas das suas quintas, na sequência do 25 de Abril. Para os cães, a revolução seria fatal. Mortes por doença, fugas e abatimentos acabariam por fazer Conchita rumar ao México sem nenhum animal. Por pouco a raça não acabou.

Nos EUA a raça foi bem estimada e chegaria aos dias de hoje com a reputação que deslumbrou Michelle. Hugo Oliveira não tem dúvidas de que um cão-d'água português será "uma óptima companhia na Casa Branca". E é graças a Bensaúde e Conchita que o cão-d'água faz hoje parte das conversas e, em breve, da companhia, da família Obama.

Fonte: DN Online

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Jorge Goncalves

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