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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Natal de Paz e Alegria

Christmas is an announcement to live with Peace and Joy
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O que se pretende, de facto, com a celebração do Natal?


Pe. Dr. Marcos Gonçalves (MG)- O Natal é a festa do nascimento de Cristo. Deus Todo-Poderoso e Criador nasce, torna-se carne (encarnação), um bebé. E diante de um bebé ninguém tem medo de se aproximar. Nasce na simplicidade de uma manjedoura porque as hospedarias estavam cheias. É este o grande mistério que estamos a celebrar. Mistério de beleza e de bondade que nos deve deixar deslumbrados diante do Menino-Deus, de Deus que se aproximou de cada um de nós. Celebramos Deus que vem e isso não é apenas um movimento mas diz quem é Deus, um Deus presente nas nossas vidas, próximo de cada um de nós.
Ainda que muitas coisas rodeiem o Natal e são bonitas e ajudem a vive-lo, a verdade é que mesmo sem elas, Cristo nasce.
O Natal não é um adorno ou decoração que no final da quadra se mete num caixote ou apenas se tira do caixote quando ao homem lhe apetece e está motivado e tem razões para celebrar porque a vida lhe corre bem. Há Natal não porque o homem quer, mas porque Deus quis nascer no meio de nós. Há Natal não porque tenhamos saúde ou nos apeteça celebrar e decorar a casa, mas porque Deus se aproximou de ti, assim como estás e vives para dar-te uma vida nova, a Vida de Deus. Há Natal não porque tenhamos uma família e estejamos quentinhos e aconchegados, mas porque até no meio da solidão Ele é presença de amor que dá força e ânimo, é companhia.
No Natal nasce Cristo, mas de certa maneira nascemos todos nós para um tempo novo, um tempo para viver os mesmos sentimentos de Cristo, um tempo para reanimar em nós aquilo que realmente somos, filhos amados de Deus. Mesmo para quem não acredita em Cristo acaba por ser envolvimento pelas luzes e pelas tradições, pelos cantares e pela festa, pelos sentimentos de bondade e de paz. E por isso, de certa maneira o Natal toca todo o homem.
Mas o Natal faz de nós, cristãos, anunciadores da feliz notícia: Cristo nasceu. Há tantas más notícias e o homem precisa de receber este feliz anúncio para viver com mais paz e alegria, com a esperança que não desilude. Aproximando-nos de Deus seremos melhores e faremos um mundo melhor. Parece irreal, mas há tantos corações assim, tão bons porque próximos de Deus. A verdadeira alegria é sentir que a nossa existência pessoal e comunitária é visitada e enchida por um grande mistério, o mistério do amor de Deus.
JM - Há quem fale de perda de valores cristãos no nosso tempo, concorda?
MG - Há muitas situações e muitas histórias. Há perda de valores e perda do sentido dos sinais, mas há também luzeiros de esperança. Tenho tido a experiência de confessar pessoas que já não se confessavam há mais de vinte anos. Aconteceu o Natal na vida dessas pessoas. Vejo muita gente que nunca vai à missa e de repente com amigos e conhecidos entra numa Missa do Parto e algo de novo voltou a brilhar no seu coração. No meio dos cantares e bailares, das luzes e dos enfeites nós precisamos de apontar sempre o caminho para Cristo; só o encontro com Ele mudará o sentido da nossa vida. Sempre que no homem exista um sentimento de bem-querer, uma acção de bondade, uma palavra de ânimo, aí está Cristo.
Menino Jesus e Pai Natal
JM - Como encara o “convívio” entre o Menino Jesus e o Pai Natal?
MG - Convido sempre as famílias a fazerem o presépio em casa. A colocarem o Menino Jesus num cantinho da casa. Um cantinho que será sempre uma grande catequese para crianças e também para os adultos. Será sempre um lugar a passar e a visitar. Será sempre um lugar para rezar e maravilhar-se pela presença de Deus que nasce no meio de nós. Através da simplicidade dos gestos e dos sinais podemos viver o Natal. Gosto também do Pai Natal.
É uma figura simpática. Um velhote de barbas brancas a distribuir presentes. Lembro-me de uma noite o ter esperado, escondido na sala, com o meu irmão. Não o vi, adormecemos antes. Faz parte do nosso imaginário. Mas, atenção! Uma coisa são as historiazinhas do Pai-Natal, da Branca de Neve e da Carochinha; e outra coisa é a História da Salvação, de Deus que nasce. Não é um conto de encantar, é a realidade maravilhosa de Deus que nasce no meio de nós.
É nesta história que todos nós entramos e é nesta história de vida que Deus nos encontra e quer caminhar connosco. Colocar tudo no mesmo patamar seria ingenuidade e seria esconder o verdadeiro sentido do Natal. Natal será sempre um espanto, um deslumbramento do homem que admira a visita de Deus.
“Trocar presentes não é consumismo”
JM - O “consumismo” desta época preocupa-o?
PMG - Quando chega o tempo de Advento e Natal fala-se muito do consumismo. Mas, na época de dificuldades para as lojas e empresas e, claro, para as famílias, não sei se o melhor não será mesmo apelar para que consumam. Cada um com as suas possibilidades.
Há certamente exageros e é bom estar atentos para não fazer do Natal apenas isso. Todavia, penso que comprar um presente e trocar presentes não é consumismo. É um gesto de amizade e de carinho, um gesto de presença na vida dos outros. Antigamente matava-se a galinha mais gorda e na festa comia-se melhor. Hoje continua-se a fazer o mesmo, de acordo com o tempo em que vivemos, e tudo isso faz parte também do Natal. Quem serve um jantar ou faz um chá em casa prepara a mesa. Para preparar a mesa temos de ir ao supermercado fazer compras. É a coisa mais natural da nossa vida. O importante é sempre perceber que entre as ofertas dadas e as recebidas, no meio de visitas, nós sejamos presente, presença na vida dos outros. Vejo também na nossa sociedade e na Igreja sentimentos de bondade e de atenção para aqueles mais desfavorecidos. São sinais de esperança, sinais da fé.
O lugar do nascimento de Deus, hoje
JM - Qual acha que seria o lugar, hoje, que Jesus escolheria para nascer?
MG - Cristo nasceu numa manjedoura porque não havia lugar para Ele nas hospedarias. Imagino como foi esse momento dramático em que Nossa Senhora estava para dar à luz e São José, aflito, a bater em todas as portas. E nenhuma porta se abriu. E nenhuma casa deixou entrar Aquele que nasce para que possamos nascer todos.
Cristo continua a nascer. Vai depender de nós onde. Se estivermos fechados e ocupados como aquelas hospedarias, Cristo irá nascer noutro lugar que não a nossa vida e o nosso coração. Se formos como Maria, Cristo nascerá no nosso coração, na nossa família. Onde está o homem, aí Cristo quer nascer para lhe dar vida em plenitude. Vigilantes e atentos escancaremos as portas da nossa existência. Se não abrirmos as portas, Ele vai nascer, vai nascer na mesma, mas não nascerá em ti, nem na tua casa, nem na tua vida. Hoje e sempre Cristo escolhe nascer no teu coração.
JM - Como vive o seu Natal, Pe. Marcos?
Que lembrança especial guarda da infância?
MG - Vivo o Natal preparando as leituras e as celebrações da Missa. Grande parte do dia de Natal é vivido dentro da Igreja.
Da infância, guardo a Festa na família e na Paróquia. Eram as Missas do Parto e o levantar bem cedo..., a Missa da noite de Natal. Recordo-me da igreja cheia de gente, os sinos, o cheiro ao incenso, os acólitos... . Havia também o circo e o cinema com algum filme sobre o Natal, as visitas aos familiares e aos presépios das igrejas.
JM - Como responsável pela Igreja do Colégio, no centro da cidade, qual a mensagem natalícia que pretende deixar às inúmeras pessoas que por aqui passam?
MG - A igreja do Colégio foi construída para trazer esperança. É essa a missão da Igreja na cidade. E a nossa esperança é Cristo. Todo o tempo do Advento, como preparação para o Natal é organizado com tudo aquilo que a Igreja é nos seus sinais, na Palavra anunciada, nos gestos e nas celebrações para que todos se encontrem na Igreja com Cristo. É sempre o convite a fazer o presépio em casa e através dos sinais mais simples e ricos da nossa tradição preparar também a manjedoura do nosso coração para receber o Menino Deus que vai nascer.
Este ano, ainda no tempo de Natal, vamos receber (de 29 Dezembro a 3 de Janeiro) a Imagem Peregrina de Fátima e será, por isso, um tempo de graça para viver a Mensagem de Fátima, a mesma Mensagem do Evangelho.
Santo e Feliz Natal para todos. O Menino Deus nasceu.
“O Presépio é uma escola de vida onde podemos aprender o segredo da verdadeira alegria. Que todos possam encontrar-se com Cristo e voltar para a sua vida com Ele, com os Seus sentimentos, com um olhar sobre a vida, a família, o trabalho, com outros olhos, com os olhos de Deus, com a força de bondade, de ânimo que torna a vida mais digna e mais aberta e mais bela para ser vivida e partilhada.”
Pe. Dr. Marcos Gonçalves, Reitor da Igreja do Colégio e director do Gabinete de Informação da Diocese do Funchal

Vera Luza



Fonte: Jornal da Madeira

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Recorde de Pais Natal

Portuguese Santa's Parade
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A margem de diferença não é significativa, mas foi suficiente para alcançar um novo recorde mundial. O maior desfile de Pais Natal foi o de ontem à tarde no Porto, pois reuniu 14 721 pessoas trajadas a rigor. O recorde anterior pertencia ao cortejo do ano passado, também no Porto, com cerca de 14 400 participantes.


"O objectivo era bater o recorde e está cumprido. Mas tínhamos a meta dos 15 mil que agora ficará para o próximo ano", contou ao CM um dos organizadores do evento, Vítor Ferreira. A meta esteve perto de ser atingida, uma vez que a organização distribuiu todos os 19 mil fatos. Só que, para que o Guinness determine novo recorde, apenas foram contabilizados os participantes que chegaram ao fim do desfile na avenida dos Aliados.


Os Pais Natal percorreram algumas ruas da Baixa do Porto, enquanto milhares de curiosos assistiam. "É a primeira vez que venho e estou a gostar. É diferente", revelou Sandra Coelho.


Foi um desfile a vermelho e branco de adultos, crianças e até cães. Para além dos bonecos gigantes, havia Pais Natal motards, com andas, de charrete, a cavalo, com carros antigos e também num autocarro turístico.


Fonte: Correio da Manhã

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Vem aí o Natal

Christmas is coming
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Grande Entrevista: Padre José Maia


- O que acha da frase feita, tantas vezes repetida nesta altura,"O Natal é todos os dias"? Este lema ainda faz sentido


Padre Maia - Acho que é uma frase simbólica, daquelas que contém uma filosofia de vida. A grande mensagem do Natal prende-se com o valor do homem. O nascimento daquela criança, naquele contexto histórico e religioso, confirmou-nos que o homem é o caminho para Deus. O homem tem dimensão humana e dimensão divina, ao nível do pensamento, e, através do Natal, Deus colocou o zoom na dimensão divina do homem.


- O que é para si o Natal?


- O Natal é a festa do Homem na forma de uma criança.


. É uma definição muito concisa...


- Mas posso explicar. O Natal festeja a concretização de uma profecia. No Antigo Testamento, está escrito em várias passagens que na cidade de Belém havia de nascer o Messias, o que, há pouco mais de dois mil anos, se verificou. Como se tratou do facto de Deus se ter feito homem, para dizer ao mundo que ninguém chega à salvação passando ao lado do homem, eu digo que é a festa do homem na forma de uma criança.


- O Natal é uma festa cristã, é certo, mas é festejado por todo o mundo. Pode dizer-se que é uma festa de toda a humanidade...


- Nós, como humanos, temos natural dificuldade em interpretar o divino. O que acontece é que, ao longo dos séculos, as várias civilizações vão incorporando as tradições. Por isso o Natal é uma festa de todo o mundo. No entanto, não deve esquecer-se que os católicos representam 20 por cento da população mundial e as outras confissões de raiz cristã outros 20 por cento. Ora, quase metade da humanidade celebra religiosamente o Natal. De resto, o facto de o Natal ser simbolizado pelo nascimento de uma criança, atrai natural simpatia, mesmo dos que não têm qualquer crença cristã.


- As organizações e pessoas que defendem a laicidade têm pedido com insistência a retirada dos locais públicos dos símbolos religiosos, como os crucifixos e as imagens de Nossa Senhora. Não teme que peçam também o fim das festas de Natal?


- É mais fácil acabar a laicidade do que acabar o Natal. É que o Natal, enquanto mensagem, ai de nós se acabasse. Agora a laicidade, incha, desincha e passa. Aliás, a laicidade, bem entendida, estamos todos de acordo. Quer dizer que deve haver uma verdadeira separação entre a Igreja e o Estado. Totalmente de acordo. Outra coisa é o laicismo, que é uma expressão do ateísmo. Aqui, entra a questão da liberdade religiosa: quem quiser acredita e quem não quiser não acredita.


- O Natal acabou, ao longo dos tempos, por tornar-se uma época de grande consumo...


- Sim, mas eu acho que isso tem a ver com o facto de o povo ter feito do Natal uma festa da família. No Natal, as pessoas reúnem à volta da mesa e oferecem presentes, sobretudo às crianças. Isso faz, naturalmente, aumentar o consumo, mas, como no resto do ano, há quem consuma mais e quem consuma menos.


- Como analisa a forma como que hoje se celebra o Natal?


- O Natal está associado ao encontro da família. É claro que há gente que fica excluída, mas Cristo, até quando nasceu, foi um excluído, foi um sem-abrigo. Eu até costumo dizer que Jesus foi um sem abrigo, emigrante sem papéis e filho de mãe solteira. A forma como o Natal aconteceu foi um murro no estômago da humanidade. É claro que a grande opulência atenta contra o espírito de Natal, de um Deus que se fez homem de uma forma pobre e, de alguma maneira, clandestina. Tudo isto para dizer que não podemos celebrar verdadeiramente o Natal se virarmos a cara aos excluídos, aos emigrantes em dificuldade, aos pobres que pedem. A desumanidade é a antítese do Natal.


SOLIDÃO E EXCLUSÃO SOCIAL


- Considera que vivemos num tempo de grande exclusão social?


- Em todos os tempos houve exclusão e excluídos. O que acontece é que os meios urbanos têm crescido imenso e assistimos, portanto, a diferentes fenómenos de exclusão. Hoje, nas nossas cidades, os maiores problemas sociais são a solidão e a indiferença. Num festival de hip-hop que promovi, achei curioso o facto de a maior parte das letras se referirem à indiferença e à ganância. Ora, a indiferença é uma atitude atentatória à dignidade do outro.


- O projecto que está a implementar no Porto, que assenta em comunidades de vizinhança, tende a combater esses fenómenos de solidão e indiferença?


- O Cristianismo assenta no humanismo e, nesse sentido, a Igreja tem uma grande responsabilidade em promover todos os projectos que visem o humanismo. A vizinhança, em meu entender, é um conceito verdadeiramente humanista.


O PAPEL DO ESTADO


- No Natal, mais do que nunca, fala-se em solidariedade. Como homem ligado desde há muitos anos às questões sociais, como tem acompanhado o apoio do Estado aos mais desfavorecidos? Acha que esse apoio tem sido concretizado da forma mais correcta?


- O Estado português é um Estado sem coração que, muitas vezes, evoca o social em vão. A maneira como certas políticas de apoio social são concretizadas presta-se ao desenvolvimento da subsídio-dependência.


- Está a falar do rendimento social de inserção?


- Não. Essa filosofia de apoio tem um contexto e é um contexto aceitável. Nós não podemos admitir que cidadãos como nós não tenham acesso a mínimos de dignidade humana. Se não tivermos a nossa consciência avariada, não podemos consentir que isso aconteça. Ora, o Estado, como regulador da sociedade, tem de encontrar formas de garantir o mínimo a todos os cidadãos. É nesse contexto que surge o popularmente designado rendimento mínimo. O problema é que, ao nível da aplicação dessa medida, a metodologia adoptada tem muitas vulnerabilidades. É preciso que as pessoas entendam o rendimento social de inserção como algo de transitório e que o esquema de atribuição do apoio tenha isso em conta.


- É necessário encontrar outra forma de apoio social?


- Um dos mais graves problemas sociais que temos, em Portugal, é a falta de habitação. Ninguém entende como é que, desde há muito tempo, o Estado, autarquias incluídas, não promoveu a reabilitação de prédios abandonados, transformando-os em equipamentos sociais comunitários. No seu ordenamento do território, Portugal omitiu-se completamente da busca de respostas adequadas, sobretudo para pessoas idosas, que não têm para onde ir. O Governo e as autarquias, sobretudo as responsáveis pelas grandes cidades, não têm levado a sério, na sua política de ordenamento do território, a criação de uma rede de equipamentos comunitários, de apoio aos desfavorecidos. Isto para além das IPSS, que têm, na sua maioria, ligação à Igreja.


- Mas o apoio aos desfavorecidos deve ir mais além da questão da habitação?


- O que acontece é que nada tem sido feito em relação a uma clausula da Lei de Bases da Segurança Social, que é o subsistema de protecção familiar. O apoio tem sido muito direccionado para o indivíduo, quando, em meu entender, devia ser direccionado para a família. Um Estado que gasta o que gasta em tanta coisa menos útil e que depois não cria condições para que famílias inteiras não tenham o mínimo de dignidade, não é um Estado de bem. E aqui, entramos noutra questão: se a política deve ser dar um apoio ao deficiente, um apoio ao toxicodependente, um apoio ao desempregado ou um apoio à família. É que, no apoio individual, cada um pega no seu apoio e segue o seu caminho. Só que, quando tem problemas, regressa a casa e a família não tem almofada social para o receber. Portanto, eu penso que a orientação das políticas sociais devia estar mais centrada na família.


O PAPEL DAS FAMÍLIAS


- A Igreja queixa-se de que as políticas, e não apenas as políticas sociais, não têm sido promotoras e defensoras da família...


- Bom, questões religiosas à parte, uma criança que nasce ainda é filha de um homem e de uma mulher. Pelo menos por enquanto. Ora, isto é uma família e é a para esta estrutura que o apoio deve ser direccionado. E, repare bem, há muitas famílias com grandes dificuldades. Por exemplo: famílias com crianças portadoras de deficiência. Nós não imaginamos o que passa uma família que tem uma criança deficiente profunda, a prisão por que passa, dia e noite, anos e anos. Para além de que, há imensos casos, nas cidades, de crianças deficientes motores, a viverem em prédios sem elevador, com os responsáveis, com consciência abaixo de cão, e que não dão uma resposta na hora, permitindo que os pais sejam obrigados a carregar com o filho ou filho às costas pelas escadas de vários andares. A falta de políticas de apoio à família é um grave problema social e humano.


- Dá-se às vezes o caso de haver falta de solidariedade dentro das próprias famílias...


- Pois dá e mais vezes do que o que se pensa. Há, por exemplo, pais em grandes dificuldades e filhos com riquíssimos salários, que acham que a ajuda aos pais compete ao Estado. Isso, em meu entender, é iníquo.


A CRISE E AS QUESTÕES SOCIAIS


- O que gostava que mudasse este Natal?


- Gostava que este ano houvesse o milagre da acabar com a exclusão social. 2010 é o ano contra a exclusão social e, no nosso País, coincide com o centenário da República. Ora, eu espero que a apregoada ética republicana se reflicta num verdadeiro combate à exclusão social.


- Teme que se concretize, no próximo ano, um real aumento do desemprego?


- O desemprego vai aumentar em Portugal. É inevitável. Pelo menos o emprego como nós ainda o entendemos. É necessário procurar caminhos alternativos e repensar toda a filosofia de trabalho.


- Acha que, no próximo ano, vão aumentar os impostos?


- Não sei. Os economistas dizem que sim, o Governo diz que não, não sei. O que posso dizer é que concordei com o chumbo do código contributivo. Em Portugal há cerca de 900 mil pessoas que se acham no direito de ganhar a vida de forma independente. Porque carga de água é que hão-de ser penalizadas? Não entendo. O sistema cooperativo é, em meu entender, uma boa forma de organização do trabalho, em que não há quem ganhe mais ou quem ganhe menos do que o devido. Ninguém explora ninguém. O trabalho, em Portugal está organizado de uma forma racista: há a função pública com empregos para a vida e a actividade privada em que as pessoas estão sempre no arame.


- Voltemos ao Natal. O Nascimento de Cristo é um dos maiores acontecimentos bíblicos. Nos seus mais de 40 anos de padre alguma vez sentiu que a Bíblia é um manual de maus costumes?

- O José Saramago leu com olhos de literato aquilo que deve ser lido com olhos teológicos. Já se sabe que uma leitura linear dá para tudo. Não é para levar a sério.A Igreja e, mais do que a Igreja, o Cristianismo, tem por base o humanismo. E a Igreja já deu provas sobejas de que o errar é humano e o perdoar é divino.

- Onde vai passar o Natal?

- Em Mirandela. Somos três irmãos solteiros e, desde que os pais morreram, juntamo-nos lá.

PERFIL

José Martins Maia nasceu a 6 de Março de 1942, em Ribeirão, concelho de Vila Nova de Famalicão. Ingressou com dez anos nos missionários Claretianos e ordenou-se a 6 de Abril de 1969. Tirou licenciatura em Teologia em Roma, no início dos anos 70. A 4 de Março de 1979 fundou a paróquia da Areosa, no Porto, onde é ainda vigário paroquial.

De 1989 a 1993 foi presidente da União das Instituições Particulares de Solidariedade Social (actual CNIS, confederação nacional das instituições de solidariedade). Já foi provincial dos Claretianos em Portugal.

Hoje, é presidente da direcção do Colégio dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, presidente da Fundação Filos, no Porto, e presidente do Conselho de Administração da Fundação Evangelização e Culturas. Tem um programa na Rádio Festival e é colunista do Correio da Manhã.




Fonte: Correio da Manhã

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domingo, 29 de novembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Já cheira a Natal

It's Beginning To Feel A Lot Like Christmas!
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Falta menos de um mês para o dia 25 de Dezembro. E não é preciso começar a fazer as compras das prendas, para se sentir o espírito natalício. As cidades do mundo já se «vestiram» a rigor e enfeitaram-se de luzes.



Fonte: IOL

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

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Maior estrela de Natal da Europa

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A Maia vai ter, a partir do próximo sábado, a maior estrela de Natal da Europa, instalada na Torre Lidador onde funcionam os serviços autárquicos, disse esta quarta-feira à Lusa fonte da autarquia.

A estrela é constituída por uma estrutura construída no interior das janelas do edifício, em ambas as fachadas, usando tecnologia LEDs (Light Emitting Diode, ou diodo emissor de luz).

A tecnologia LED usa diodos semicondutores que, quando ligados à corrente eléctrica, emitem luz visível.

Esta tecnologia é muito mais barata, envolvendo apenas um consumo de energia residual (250map).

A fonte da Câmara da Maia referiu que a estrutura usa 192 janelas da Torre Lidador na Maia que foram necessárias para colocar a estrela (96 janelas de cada face do edifício, de secção elíptica).

«É um total de 580 mil LEDs, que, em conjunto não gastam mais do que uma máquina de lavar cheia, graças a esta tecnologia», disse a fonte autárquica.

A montagem da estrutura envolveu mais de 400 horas de trabalho.

A maior estrela de Natal da Europa terá 45 metros de altura e 36 metros de largura, sendo visível num raio superior a 20 km de distância.

A Estrela de Natal da Maia será oficialmente ligada via telemóvel pelo presidente da autarquia no próximo sábado às 18:30.

A inauguração será simultânea com a restante iluminação de Natal da Maia, devendo permanecer em funcionamento até 4 de Janeiro de 2009.



Fonte da notícia: IOL Diário

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Um Pai Natal misterioso

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Camiões cheios de brinquedos estão a chegar a vários hospitais do Reino Unido. Um total de 9 milhões de libras (cerca de 10,5 milhões de euros) já foram pagos por um Pai Natal anónimo.


Ao Hospital Pediátrico de Birmingham chegaram já vários camiões repletos de presentes e mais ainda chegarão aos restantes hospitais do país, durante os próximos dias, noticia o jornal «Sun», citado pelo site «Ananova».


O misterioso Pai Natal já fez saber que está empenhado em garantir um Feliz Natal a todas as crianças hospitalizadas.


Tracy Marsh, do Hospital de Birmingham já agradeceu publicamente ao misterioso benfeitor: «Gostaríamos de agradecer a enorme generosidade deste anónimo. Estes brinquedos vão trazer-nos muitas horas de alegria. O Natal chegou mais cedo».

Fonte da notícia: IOL Diário

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sábado, 8 de novembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O Natal está a chegar

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A crise financeira está a afectar duramente a sociedade e a provocar o fecho de muitas empresas mas as iluminações de Natal permanecem acesas, até porque são uma oportunidade para o comércio sair da estagnação em que se encontra, noticia a agência Lusa.


Na capital, as iluminações de Natal serão financiadas pela primeira vez inteiramente por privados, depois de um concurso lançado pela autarquia, através do qual os patrocinadores garantem um investimento entre dois e três milhões de euros, que sucede aos cerca de 400 mil euros do ano passado.


O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), sublinhou que «este novo modelo marca uma ruptura com um modelo desenvolvido durante anos», através de um protocolo com a União de Comerciantes que, segundo o autarca, se revelou «insustentável».


As iluminações vão acender-se em 24 ruas e 15 praças, incluindo locais inéditos como a zona ribeirinha, sob o signo dos contos natalícios, em que o Rossio dedicado ao «Quebra-Nozes» será o núcleo principal.


Natal na cidade do Porto


No Porto, as iluminações de Natal representam um investimento de cerca de 500 mil euros, suportado exclusivamente pela autarquia. Esta verba é exactamente igual à do ano passado e a aposta é a promoção do comércio tradicional.


«A situação económica actual não permite que as empresas privadas invistam dinheiro nesta área, por razões de natureza financeira, ao contrário do que aconteceu, por exemplo, no ano passado», disse Gonçalo Gonçalves, vereador da Cultura, turismo e Lazer da CMP.


A zona da Baixa portuense e as principais ruas de comércio vão ser as áreas mais iluminadas da Invicta, para onde está a ser igualmente preparado um programa de animação de acesso gratuita.


Almada, Coimbra e Faro com diferentes soluções


A cidade de Almada recebe este ano um dos projectos que mais satisfação traz à empresa de iluminações Castro. Um pinheiro com cerca de 30 metros de altura, equivalente a um prédio de 10 andares, vai ser instalado na cidade da margem sul do Tejo, uma obra única que reserva ainda algumas surpresas aos visitantes.


«Este é um projecto inovador que vai ter a particularidade de ser controlado por um controlo remoto, que permite uma descarga de neve ao envio de uma mensagem escrita», explicou Jorge Castro, administrador da empresa.


Mais a norte, em Coimbra, a autarquia consegue, com gastos «um pouco inferiores aos do ano passado» alargar a iluminação de Natal, pela primeira vez, a todas as freguesias do concelho, disse o presidente da Empresa Municipal do Turismo, Luís Alcoforado.


Em 2007, foram gastos 150 mil euros. Este ano, o município optou por lançar um único concurso para a iluminação das Festas da Cidade (realizadas em Julho) e o Natal, sendo o orçamento de 200 mil euros, dos quais, cerca de 70 serão gastos com a época que se aproxima.


No Algarve, a Câmara de Faro vai gastar 140 mil euros na iluminação de Natal, um valor que foi decidido em Junho e que a crise financeira global não chegou a afectar na decisão, disse o autarca José Apolinário.

Fonte da notícia: IOL Diário

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sábado, 22 de dezembro de 2007

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Mensagem de Natal do presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César


É Natal. Saúdo todos os Açorianos – os que vivem nas nossas ilhas, como os que estão noutros lugares; os que aqui nasceram ou os que são açorianos por opção e com o coração. Somos tantos, em tantas terras. Tantos que sentem o orgulho de ser açoriano. Tantos, mas como uma única família.

O Natal é a festa que nos convoca exactamente para a valorização do sentido de família e para a reunião solidária. Para a valorização da família que somos todos nós, independentemente dos graus de parentesco.

Evocando o nascimento de Jesus celebramos também a capacidade, que todos temos, de renascer: a capacidade de começar de novo, de fazer melhor, de fazer diferente, de cumprir a promessa de Ano Novo.

É bom que estejamos mais propensos para a percepção da realidade que nos envolve, ou, pelo menos, dos desejos e das aspirações dos que nos são mais próximos. É bom que, pelo menos por alguns dias ou semanas, estejamos mais sensíveis ao sofrimento e à alegria dos outros.

É tudo isso, afinal, o que acontece de mais extraordinário no mistério do Natal – o apelo à transformação da indiferença na preocupação; da interrupção da insensatez pela reflexão; da força que ganha a fraternidade perante o egoísmo.

Mas é preciso mais, e por mais tempo.

É preciso dar mais força ao sentido de comunhão do Natal, na perspectiva da esperança do Ano Novo.

É uma hipocrisia sermos humanistas ou caridosos apenas uma vez por ano e para limparmos a nossa consciência. Por isso, todos temos que contribuir mais activamente para a felicidade colectiva; todos temos que ampliar os espaços de generosidade dos nossos corações; todos temos que, com mais persistência e com mais energia, viver a promoção do Bem – no sentido do que é bom, do que é justo, do que é lícito e do que é do interesse de todos.

O nosso mundo precisa de nós para haver uma sociedade mais justa e os Açores precisam da ajuda de todos. Para vivermos em progresso não basta o bom governo, mas são também necessários bons cidadãos, ou seja, gente empenhada no bem comum.

Todos sabemos que ainda há muito para fazer – possivelmente, sempre haverá – nas nossas ilhas, a favor do desenvolvimento, da tranquilidade e do bem-estar das pessoas e das famílias.

Entre nós, porém, felizmente, não se morre de fome nem abandonado na doença; não se vive no medo da guerra ou na insegurança do terrorismo ou da grande criminalidade, como acontece numa parte cada vez mais significativa do planeta, onde, igualmente, milhões de pessoas vivem o desespero da fuga, à procura de refúgio, de caridade, da lei ou simplesmente de possibilidade de vida. Nesses países e regiões, afinal tão perto de nós, crianças e jovens crescem dentro, ou na consciência, dessas infelicidades, que são vistas por eles como inevitáveis e como civilizacionais.

Nos Açores, não vivemos com esses pesadelos, mas devemos sempre ter a ambição de construir uma sociedade melhor, convocando para isso os nossos mais atentos cuidados.

Precisamos de ainda mais investimentos, e de ainda mais empresas, para que haja mais empregos para os nossos jovens e melhores remunerações.

Precisamos de continuar a cuidar dos nossos recursos naturais e paisagísticos, para usufruirmos melhor as nossas ilhas e atrairmos mais visitantes e com eles mais riqueza.

Precisamos de dar mais passos na melhoria dos transportes, proporcionando uma maior mobilidade dentro e para fora ou com destino à nossa Região.

Precisamos de tudo continuar a fazer para manter os cuidados de saúde gratuitos nos hospitais e centros de saúde, de modo a garantir o acesso dos que mais precisam.

Precisamos de prosseguir a obra maravilhosa que temos feito de apoio à infância, aos idosos, aos carenciados de habitação e às famílias com problemas graves, para que todos se sintam mais seguros e confiantes no futuro.

Com a colaboração de todos, eu sei que, no novo ano que se aproxima, vamos continuar a conseguir fazer esse caminho de valorização, de progresso e de bons resultados – melhorando o que é preciso melhorar; corrigindo o que é preciso corrigir. Tudo farei, como Presidente dos Açores, para que isso aconteça.

A todas as Açorianas e Açorianos – e, de forma muito expressiva, aos nossos concidadãos residentes nos Estados Unidos da América, no Canadá, nas Bermudas, no continente português, ou em outras partes do Mundo – bem como aos imigrantes que estão a residir nas nossas ilhas, e que aqui trabalham e nos ajudam integrando-se na comunidade, desejo, em meu nome pessoal e no da minha família, e em nome do Governo, um Feliz Natal e muita saúde e prosperidades em 2008.

Bom Natal.

Fonte da notícia: GaCS

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Jorge Goncalves

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