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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


A máquina que pode destruir o Mundo

The machine that could destroy the world
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O grande acelerador de partículas (LHC), destinado a desvendar os segredos da criação do universo, atingiu esta segunda-feira uma velocidade nunca antes alcançada, anunciou o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), refere a Lusa.


«O LHC tornou-se hoje o acelerador de partículas mais poderoso do mundo, ao impelir os seus dois feixes de protões a uma energia de 1,18 teraelectrão-volt (TeV) esta manhã», explicou o CERN em comunicado.


Até hoje, o recorde era detido por um dos concorrentes do CERN, o Fermilab de Chicago, nos Estados Unidos, que conseguiu atingir uma velocidade de 0,98 TeV em 2001.


«É fantástico», congratulou-se o director geral do CERN, Rolf Heuer. «Mas vamos continuar a proceder por etapas porque há ainda muito a fazer antes de começarmos a fazer física em 2010», acrescentou.


O objectivo do LHC é criar condições para a colisão de protões a uma velocidade próxima da luz e assim simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos, no que será a maior experiência científica do século.


A estrutura foi reactivada a 20 de Novembro, após 14 meses de paragem devido a uma avaria grave provocada por uma ligação eléctrica defeituosa, tendo as primeiras colisões ocorrido três dias depois.


A falha provocou deteriorações mecânicas e uma fuga de hélio das massas frias de um íman, o que implicou uma prolongada reparação, tornada mais demorada pelo tempo necessário ao reaquecimento do sector afectado do LHC, já que funciona a temperaturas de até dois graus Kelvin (-271,1 C), e ao posterior arrefecimento, além de que toda a estrutura foi encerrada durante o último Inverno devido aos elevados custos energéticos.


No CERN e mais concretamente neste projecto participam dezenas de portugueses, tendo a sua construção envolvido várias empresas portuguesas, como o Instituto de Soldadura e Qualidade, o grupo Efacec, a A. Silva Matos Metalomecânica e a ACL - Indústria de Componentes.


A construção da estrutura prolongou-se por mais de 12 anos, ao custo de 3,76 milhões de euros, e mobilizou milhares de físicos do mundo inteiro. Portugal é membro do CERN desde 1986.


Fonte: IOL

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


World Wide Web faz 20 anos

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O início da World Wide Web não foi anunciado com um grande bang. Foi mais um sussurro, pelo menos a julgar pelo título não muito apelativo da proposta que o seu inventor, Tim Berners-Lee, apresentou há 20 anos: Gestão da informação: uma proposta. Ontem, Berners-Lee, que entretanto foi tornado sir pela rainha de Inglaterra, voltou ao Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), para recordar como começou esta grande revolução na comunicação.
A ideia do britânico considerado o pai da Web era combinar a tecnologia dos computadores pessoais, das redes informáticas e do hipertexto, para construir um sistema de informação global — antes de mais, para servir os milhares de cientistas de todo o mundo que trabalham no CERN (na fronteira entre a Suíça e a França), tentando desvendar os segredos mais ínfimos da matéria. Mas não queria um sistema que só os cientistas mais aficionados das tecnologias de informação fossem capazes de usar: devia ser “ao mesmo tempo potente e de utilização fácil”.
Os primeiros resultados andavam longe da Web cheia de imagens, vídeos, música e sabe-se lá que mais de hoje: a base era sobretudo texto, e tudo a preto e branco (em 1989, a cor andava ainda arredada dos computadores), como mostrou ontem, no CERN, a jornalistas e muitos geeks da informática envolvidos nesta tecnologia que parece ter estado sempre connosco, de tão presente. Mas é só desde meados da década de 1990 que a Internet começa a espalhar-se verdadeiramente por todo o planeta.
O caminho feito desde então é surpreendente, quando se olha para trás: ainda se lembra como era não poder ler os jornais do mundo, do New York Times ao Asahi Shimbun do Japão?
Ainda não vivemos dentro da rede, da forma sugerida pelos romances de ficção científica de William Gibson, que inventou o termo “ciberespaço”, mas há quem viva lá em espírito. Por exemplo, os mais aficionados do Second Life e outros sites onde se tem uma personagem, um avatar, e se vive uma vida alternativa.
Hoje as preocupações são com os excessos daquilo que pomos de nós próprios on-line. Por exemplo, o que fazem os sites da Web social, como o Facebook, com a informação que os utilizadores lá colocam, em princípio para se darem a conhecer a potenciais amigos — mas todas as empresas do mundo dariam rios de dinheiro para saber os nossos hobbies, a marca de bolachas que preferimos, até as nossas doenças, junto com os nossos endereços de e-mail, e quem sabe, de casa, do trabalho (ver caixa).
Tim Berners-Lee, ou sir Tim, como muitos lhe chamam depois de ter sido tornado lorde (e nomeado o britânico vivo mais importante), reinventou-se hoje como um defensor dos direitos de privacidade dos cibercidadãos, e fundou a World Wide Web Foundation (http://www.webfoundation.org/) que tem objectivos modestos: “Fazer avançar a Web, ligar a humanidade e dar poder às pessoas”.
Tim Berners-Lee tem sido um paladino dos direitos dos utilizadores da Net, contra o controlo da informação. Esta semana, numa audição no Parlamento, alertou os deputados britânicos para a necessidade de os políticos não permitirem que empresas e até governos vejam o que fazem as pessoas na Web. “Usamos a Internet sem pensar que uma terceira parte pode saber no que é que acabámos de clicar. Mas os endereços das páginas que digitamos revelam muito das nossas vidas. É informação muito sensível”, disse. “Haverá uma grande pressão comercial para divulgar estes dados, por isso, nem deve ser gravada.”



Fonte: Público.pt

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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


A máquina diabólica que vai engolir o planeta

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O mistério da formação do Universo pode estar prestes a ser desvendado. Com um investimentento galático, na Suíça, a Europa procura respostas às principais perguntas sobre a origem da vida.


O acelerador de partículas mais potente alguma vez criado pretende recriar os primeiros momentos do Universo, podendo mudar todos os conceitos que actualmente temos acerca da criação do mundo.


O Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), que desenvolveu este projecto gigantesco com um custo que chegou quase aos quarenta mil milhões de euros, espera que o Large Hadron Collider (LHC) responda a quatro das grandes questões que desde há dezenas de anos movimentam o pequeno mundo da física das partículas.


O funcionamento do LHC permitirá chegar a descobertas que "mudarão profundamente a nossa visão do Universo, particularmente a sua Criação", afirma o director do CERN, Robert Aymar.


O grande projecto, que o CERN garante ser seguro, permite recriar as condições que prevaleceram no Universo nos milésimos de segundo que se seguiram imediatamente ao 'Big Bang'.


A matéria existia então sob a forma de uma espécie de sopa densa e quente chamada plasma de quarks-glúons (PQG). Ao esfriarem, as partículas chamadas quarks aglutinaram-se em proteles, neutrões e outras partículas compostas.


O LHC irá estilhaçar os iões pesados uns contra os outros, gerando temperaturas 100 mil vezes mais elevadas que as do centro do sol.


Estas colisões libertarão os quarks do seu grupo, permitindo então aos investigadores ver como estes quarks libertados se aglutinam para formar matéria.


Encontrar o 'Bosão de Higgs', uma partícula instável qualificada de 'divina', porque muitos investigadores a estudaram, mas nunca ninguém a viu, é outro dos objectivos deste projecto.


O bosão com o nome do físico britânico Peter Higgs, que o descobriu por dedução em 1964, permitiria aos físicos explicar a origem da massa e por que é que certas partículas são desprovidas de matéria.


Neste caso, o CERN está a tentar chegar ao Higgs antes dos norte-americanos do Fermilab, um laboratório de Chicago que também participa na experiência do LHC, que utiliza o Tevatron, um outro acelerador que deverá ser retirado progressivamente do serviço a partir de 2010.


O LHC tem ainda como objectivo explorar a supersimetria, um conceito que permite explicar uma das descobertas mais estranhas dos últimos anos, a de que a matéria visível apenas representa quatro por cento do Universo: a matéria negra (23 por cento) e a energia negra (73 por cento) partilham o resto.


Uma das explicações apontadas é a de que a matéria negra seria composta de partículas supersimétricas, chamadas neutralinos.


O LHC permite também estudar o mistério da matéria e da anti-matéria. Quando a energia se transforma em matéria produz, aos pares, uma partícula e o seu reflexo, uma anti-particula de carga eléctrica oposta.


Assim que uma partícula e a sua anti-partícula entram em colisão, elas aniquilam-se mutuamente num pequeno clarão de energia.


Conhecido este procedimento, a lógica, para os cientistas, seria a de que a matéria e a anti-matéria existissem no Universo em quantidades iguais, mas o mistério é que, na realidade, a anti-matéria é rara.


A segurança da experiência foi posta em causa em diversas ocasiões por cientistas que, inclusive, chegaram a pedir perante os tribunais o fim do processo, com teorias mais ou menos catastróficas sobre a possibilidade de que se criarão pontos negros e até que a Terra possa ser engolida nesta experiência.


Este mês o CERN veio garantir que o LHC é seguro e que qualquer medo sobre possíveis riscos é infundado.


"O LHC é seguro e qualquer sugestão de que poderá representar um risco é pura ficção", disse o director-geral do CERN, Robert Aymar, num comunicado.


O organismo afirmou que a segurança do acelerador é evidenciada num artigo publicado no "Journal of Physics G: Nuclear and Particle Physics", baseado nos sucessivos relatórios elaborados desde 1994, quando se idealizou o projecto.


Um relatório global efectuado por cientistas independentes em 2003 concluiu também que o LHC é seguro e, em Junho, foi actualizado com novos dados que demonstraram "não haver bases para nenhuma preocupação".

Clique aqui para ver o vídeo ao vivo



Fonte da notícia: Jornal de Notícias

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Jorge Goncalves

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