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domingo, 8 de novembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Francis Ford Coppola de passagem por Portugal

Francis Ford Coppola attends film festival in Portugal
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O realizador norte-americano Francis Ford Coppola tem mais de quarenta anos de carreira, mas não deu pelo passar do tempo, porque continua a encarar o cinema com o mesmo entusiasmo e prazer de quando começou
Num encontro com os jornalistas, horas antes de apresentar em ante-estreia o filme Tetro, Francis Ford Coppola revelou a sua visão sobre o cinema, sobre os desafios da realização, partilhou histórias da família e desvendou alguns detalhes do seu mais recente projecto.

Tetro, que teve estreia mundial em Maio em Cannes, passa esta noite em duas sessões já esgotadas no Estoril Film Festival e o realizador terá, entre as exibições, um encontro com o público.

O filme é um drama familiar sobre o clã Tetrocini, contado a partir da história de dois irmãos, Angelo e Benjamin, que se reencontram em Buenos Aires ao fim de anos de separação, exorcizando um passado que os irá surpreender e aproximar.

Francis Ford Coppola admitiu hoje que Tetro é o seu projecto mais pessoal e que a história tem ligações à sua própria família.

«Todos os filmes que fiz têm muito a história da minha vida», referiu o cineasta, sublinhando no entanto que Tetro não reproduz explicitamente episódios da história dos Coppola.

É um filme sobre rivalidades entre irmãos, entre pais e filhos, situações que fazem parte do universo pessoal de Coppola, mas que integram ideias universais que podem tocar o público.

Aproveitando a temática do filme, Coppola falou da sua própria família, dos filhos e da educação que lhes deu.

«Devemos incentivar os filhos a acreditar que são capazes de fazerem o que quiserem porque têm talento. Só precisam de se esforçar», defendeu o pai dos realizadores Roman e Sofia Coppola.

Com mais de quarenta anos de carreira, Francis Ford Coppola garante que não deu pelo passar do tempo – «parece que foram só dois anos» – e que está a escrever para um próximo filme.

«Faço tudo de coração e com muito entusiasmo. O cinema continua tão interessante e tão vivo que é sempre um prazer. Não cometam o erro de pensar que não há mais nada para inventar ou saber no cinema», sublinhou.

Do passado lamentou, por exemplo, ter perdido o argumento de um western no qual esteve a trabalhar e que acabou por ser levado ao grande ecrã por Clint Eastwood. Intitulava-se Imperdoável.

Coppola acredita que o cinema está a viver uma fase de grande mudança, «com muita pressão e competitividade», os estúdios preocupados com a pirataria e os descarregamentos ilegais, mas alerta que a salvação não passa apenas pelas novas tecnologias e pelo 3D.

«Tenho fé no seu futuro e espero estar vivo para poder ver todas as mudanças acontecerem», disse.

Esta é a segunda vez que Francis Ford Coppola passa por Portugal e desta estada recorda a comida e os «excelentes vinhos» que provou, juntando estas recordações ao seu gosto pela vinicultura, já que é proprietário de duas empresas de produção de vinho.

Apesar dos elogios, Coppola referiu que a curto-prazo só não produzirá um filme em Portugal por causa do euro.

«Como eu me auto-financio, procuro um país que tenha uma boa taxa de câmbio, como a Argentina, e o euro é muito difícil de lidar. Não teria dinheiro para fazer um filme em Portugal», disse.



Fonte: Sol

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Woody Allen em Espanha

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Um telefonema de Penelope Cruz e ele foi convencido a ir até Barcelona realizar a sua fantasia de cineasta europeu

O único lugar onde Woody Allen realmente quer estar é na cama. "O meu lugar na cama é o meu lugar no mundo", explica. É onde vê jogos de baseball, onde lê, e onde escreve, normalmente da parte da manhã, porque se começar à noite por vezes fica tão excitado que não consegue dormir. É onde o acto de imaginar é, de facto, "agradável" e onde pode "ir escolher as pessoas" e ver as suas "personagens ganharem vida."
"E ponho música e vejo as personagens encenarem as suas cenas ao som da bela música. Sabe, divirto-me com isso. E se mais ninguém faz isto, é uma pena." Woody parece menos desafiador do que resignado. De todos os grandes artistas americanos, sofreu um dos mais violentos e cruéis reversos de fortuna, caindo da adulação pública para a reprovação generalizada. A sua solução para os caprichos do afecto do público é agarrar-se à crença de que isso não significa nada. "Quando somos miúdos pensamos para nós próprios: 'Fama e fortuna e vai ser tudo tão excitante e...'. Mas depois descobrimos rapidamente, depois de três ou quatro filmes: 'Espera aí, o lado positivo é nada e o negativo também é nada.' A adulação das massas ou dos críticos é uma experiência impessoal, e os sentimentos negativos [das] pessoas são uma experiência impessoal. O contrato que o público tem com a pessoa é: 'tu entretens-nos e nós aparecemos'. E é assim que o contrato deve ser.
" Da maneira como Allen fala, podemos pensar que estamos na véspera do lançamento de um dos seus projectos falhados, uma série de filmes triviais e ineficazes incluindo "Celebridade" e "A Vida e Tudo o Mais", que se seguiram ao escândalo público da sua separação de Mia Farrow, as horríveis acusações (negadas e nunca provadas) de abuso infantil e mais tarde o seu casamento (que já dura há 10 anos) com a filha adoptiva de Farrow, Soon-Yi Previn, então com 22 anos.
Na verdade, Woody fez um dos mais deliciosos e divertidos filmes em mais de uma década, "Vicky Cristina Barcelona", a história de duas jovens americanas (Scarlett Johansson e Rebecca Hall) que, durante umas férias de verão em Espanha, se envolvem numa relação com um atraente artista, que adora mulheres (Javier Bardem) mas também a sua confusa e deliciosa ex-mulher (Penélope Cruz).
O filme é uma representação dos acasos do amor com cada uma das mulheres que lutam por uma posição estável: a aventureira sexual que está sempre cronicamente insatisfeita (Johansson), a futura académica que não gosta de correr riscos e que corre o perigo de sufocar a paixão da vida (Hall) e o espírito intoxicante e anárquico (Cruz), que torna a arte grande e a vida num inferno.
Com o chapéu na mão
Num fim de semana recente, Allen esteve fechado num quarto de hotel, dando entrevistas - fardo raro para Allen, que costumava ser capaz de escapar a tais experiências de rotina. O cineasta, 72 anos, passou uma temporada em Los Angeles, ficando num hotel com a mulher e as suas duas filhas pequenas, enquanto fazia a sua estreia na ópera dirigindo a ópera cómica de Puccini "Gianni Schicchi."
Parece mais fraco do que se esperava, vestindo uma impecável camisa com quadrados azuis e umas calças de algodão. Tem o cabelo completamente grisalho, grossos óculos pretos e uma pele que, curiosamente, não tem rugas. Ficamos com a sensação de que ficaria mais feliz se toda a gente o deixasse sozinho para fazer o seu trabalho. O seu trato é delicado mas cauteloso.
Allen admite que ir até Barcelona, Espanha, para fazer um filme concretizou a sua fantasia de ser um dia um cineasta europeu. "Sempre quis fazer o tipo de filmes que vi nos anos 50. Os filmes de Truffaut e os filmes de Godard e os de Bergman e Fellini, e esses são os filmes que sempre influenciaram o meu trabalho. E sempre os copiei e fui influenciado por eles. 'Vicky Cristina Barcelona' parece-me, quando o vejo, como um desses filmes. Tem todas as características: a música, as pessoas a andarem de bicicleta pela Europa, a interacção das personagens e as cenas desfocadas que vemos nesses filmes."
O filme, cheio de belas imagens de edifícios de Gaudi e velhas igrejas, é um dos acidentes felizes que surgiram depois de ter deixado de ser popular na América. Allen realizou mais de 40 filmes e fez mais grandes obras do que quase qualquer realizador vivo - "Annie Hall", "Manhattan", "A Rosa Púrpura do Cairo", "Crimes e Escapadelas", "Hannah e as Suas Irmãs", "Maridos e Mulheres" - mas a América nem sempre tratou particularmente bem os seus iconoclastas. Allen não é como Orson Welles, reduzido a vender vinho Gallo, ou Charlie Chaplin, que fugiu para a Suíça, mas desde os anos 90 qued as suas receitas de bilheteira diminuíram e a qualidade dos seus filmes tornou-se mais irregular. O seu filme anterior, "O Sonho de Cassandra", fez menos de um milhão de dólares nos EUA, se bem que tenha arrecadado cerca de 20 milhões no resto do mundo. Ele tem de andar com o chapéu na mão à procura de financiadores, que são na maioria europeus.
Quase por necessidade, foi catapultado do seu cenário familiar de Nova Iorque para Londres e agora Barcelona. A mudança de cenário parece ter sido rejuvenescedora, resultando em "Match Point" e "O Sonho de Cassandra" - dramas satíricos acutilantes e niilistas, que investigam se o mal é alguma vez realmente punido.
Quando uma companhia espanhola, Mediapro, o contactou com a proposta de financiar um filme em Barcelona, o argumentista-realizador basicamente pensou: "Porque não?" "Barcelona é uma cidade onde posso viver muito facilmente", diz. "Se tivessem mencionado uma qualquer cidade na Ucrânia ou no Sudão ou algo assim, teria dito não. Mas Barcelona é uma cidade bela e maravilhosa."
Se bem que Nova Iorque seja uma personagem em muitos dos seus filmes, Allen nunca tinha escrito um filme para um local específico, mas a sua tarefa ficou mais fácil quando recebeu um telefonema inesperado de Penélope Cruz, que lhe perguntou se podia visitá-lo. "E quando a vi, pensei: 'Meu Deus, ela é - se acreditar nisto - mais bonita em pessoa do que é no ecrã.' Achei que ela era tão bela que quase fiquei sem fôlego." Cruz disse-lhe que adoraria entrar no seu filme de Barcelona e quando ela partiu Allen confessa que "ter-lhe-ia dado toda a mobília, sabe?" Teve conhecimento através dos seus contactos que Bardem também estava interessado. "Pensei: 'Está bem, tenho estes dois grandes e tempestuosos espanhóis e Barcelona, mas não tenho filme."
Nada como a sua personagem
Ao longo do ano, Allen escreve ideias para filmes em pedaços de papel e carteiras de fósforos e atira-as para dentro de uma grande gaveta. No caso de "Vicky Cristina Barcelona", usou uma ideia que teve em tempos acerca de duas raparigas que vão de férias até São Francisco. Transportou a história para Barcelona e juntou-lhe Scarlett Johansson, que se tornou figura recorrente nos seus filmes mais recentes, como um símbolo de juventude, de intoxicante indisponibilidade. Começou a moldar as personagens ao seu elenco e, quando filmava, nunca falou com os actores, a não ser para lhes dar indicações de cena.
Diz que não se importa se nunca mais voltar a representar num dos seus filmes. "Se não houver papéis para mim, então não interpretarei nenhum... E se houver uma personagem adorável chamada Gramps que seja sábia apesar da idade, então. ..." Torna-se claro, à medida que fala, que ele não é nada como a sua personalidade cinematográfica - não é nada um neurótico falador e assustadiço acometido de pânico existencial. Afirma que o seu alter-ego é apenas o seu número cómico, como o bigode e o chapéu de côco de Charlie Chaplin, e que a personagem nasceu do seu limitado talento de actor. "Não sou como Dustin Hoffman ou Robert De Niro. Esses tipos fazem milagres no ecrã. Sou um actor perfeitamente credível no meu pequeno âmbito. Assim posso interpretar um professor universitário, posso interpretar um psicanalista, podia interpretar um intelectual, apesar de não ser um intelectual, ou posso interpretar um tipo mais modesto.
Posso ser como Broadway Danny Rose ou podia interpretar um pequeno angariador de apostas ou um qualquer tipo de vigarista porque era capaz de fazer isso. O verdadeiro eu está mais perto do pequeno vígaro, mas posso interpretar os dois tipos de personagens."
Para um homem brilhante que compreende as muitas nuances do impulso humano, Woody é obstinadamente anti-psicológico (ou simplesmente cauteloso em público), decidido a dizer que nenhum dos seus filmes reflectem o que quer que seja da sua vida pessoal.
"Sinto sempre como se estivesse sempre a fazer o mesmo processo. Eu não os faço de forma diferente. Eu não sinto nenhuma sensação de libertação na Europa. Eu não sinto que faça filmes felizes quando estou feliz e filmes tristes quando estou triste. Eu não sinto que faça filmes autobiográficos. Eu não era particularmente feliz, ou a passar um bom momento da minha vida, quando fiz 'O Inimigo Público' e 'Bananas'. Esses são dois dos meus filmes cómicos mais patetas. Por outro lado, quando fiz 'O Sonho de Cassandra' e 'Match Point' estava a atravessar um período maravilhoso da vida. Estes têm sido anos muito bons para mim. Eu tenho um excelente casamento, filhos óptimos. Não há um plano ou uma agenda ou algo parecido. É sorte. É o acaso."
O único impulso que reconhece ter é o de trabalhar, como um maníaco, como se estivesse a afastar a morte. "É uma forma de lidar com o mundo. Sabe, da mesma maneira que alguém lida com o mundo sendo um coleccionador de selos ou um viciado em desporto ou um gigante da indústria ou um alcoólico ou qualquer coisa. A minha forma de lidar com os horrores da existência é pôr-me a trabalhar duramente e não olhar para cima."
Muitas das pessoas que vão ver o seu novo filme deliciar-se-ão com a comédia e com a possibilidade de passarem 90 minutos banhadas de sol em Barcelona. Mas, ele nota, a sua fábula espanhola é de facto "um filme muito triste". Este é, afinal de contas, o universo de Woddy Allen, não interessa em que continente é que é passado, ou quantas gargalhadas são dadas. Ninguém consegue o que deseja.
"Uma relação é como dois grupos de fios que estão espalhados por toda a parte e todos têm de se ligar", diz. Ele usa os dedos para demonstrar, tocando suavemente uma mão com a outra. Elas são delicadas e surpreendentemente jovens, mas a sua atitude acerca do amor é fatalista. "Se um dos fios não se ligar, então não funciona. É como se faltasse uma coisa. Falta o sal na dieta. É uma pequena coisa, mas dá cabo de nós. Morremos."


Fonte da notícia: Ípsilon.Público.pt

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domingo, 16 de novembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Entrevista com o realizador Bernardo Bertolucci

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Bernardo Bertolucci. O realizador italiano é um dos homenageados do Estoril Film Festival e hoje, pelas 19.30, estará no Centro de Congressos do Estoril para a apresentação dos documentários 'ABCinema' e 'Bertolucci Secondo Il Cinema'. Em entrevista exclusiva ao DN recorda como o cinema o "roubou" à poesia.


Em jovem escreveu. Chegou mesmo a publicar. Alguma vez se arrependeu de ter deixado a escrita para fazer cinema?

O meu pai foi um grande poeta. E, como um filho de um carpinteiro quer ser carpinteiro, eu quis ser um poeta. Mas a dada altura reparei que já havia um poeta na família. E aos 15 ou 16 anos apaixonei-me pelo cinema. Senti que era o meu caminho.

Ganhou até um prémio literário...

Sim, aos 21 anos publiquei um livrinho de poemas. Foi na mesma altura em que fiz o meu primeiro filme. Saíram os dois ao mesmo tempo.

O que lhe chamava a atenção no cinema?

Por essa altura estava encantado pela Nouvelle Vague. Comecei a fazer filmes em 1962. Tinha visto O Acossado [de Godard]... Nessa altura só gostava de realizadores franceses. Não gostava do cinema italiano dos anos 60, apenas o que se tinha feito antes. E lembro-me que na minha primeira entrevista fui arrogante. Como se é quando se tem 21 anos... Na minha primeira conferência de imprensa disse que a ia fazer em francês. Perguntaram-me porquê? Éramos todos italianos! E estávamos em Roma! Mas respondi: Parce que le cinéma parle français... Era tudo o que havia de mais errado para dizer!

É impossível falar do seu cinema sem pensar em política. A Itália de Berlusconi será um dia retratada no cinema? E como?

Isso será feito, mas de um modo diferente do que nós fizemos nos anos 70. Em primeiro lugar, devo dizer que, para mim, Berlusconi não é um primeiro-ministro! Não se pode ser candidato quando se é dono dos meios de comunicação de um país! Por isso não tenho o mesmo respeito que teria por outro... Há alguns anos tive a ideia de fazer um terceiro acto do 1900. O 1900 foi um enorme sucesso. Ou seja, foi um filme meu partilhado pelos italianos. Mas hoje, quando se vê que 65 por cento dos italianos ainda estão apaixonados por Berlusconi, seria difícil conseguir o mesmo efeito.

O que o preocupa no presente?

Na campanha eleitoral, queixei-me que nunca se ouviu a palavra cultura! E não foi apenas nas pessoas de quem não gosto. É como se a cultura já não fosse considerada. E é assim que Berlusconi ganha as eleições. As televisões, e também a do estado, narcotizaram os cérebros das pessoas. O país está a ficar sub-culto.

O cinema pode ajudar a desintoxicar?

Não tenho poderes mágicos. Mas um filme e, depois, outro, e mais outro, pode ajudar. Eu estava triste com o cinema italiano, mas no último ano apareceram filmes encorajadores como o Gomorra e o Il Divo.

Há um renascimento do filme político?

Sim, talvez como uma reacção. Sobretudo à direita.

As artes ainda podem ser um veículo político no presente?

O cinema, como qualquer outra expressão, atravessa fases. Será interessante ver o que é que vai sobreviver do cinema depois deste novo mundo incrivelmente tecnológico. O cinema tem de se relacionar com o novo. Reflectir o que se passa. Há colegas meus que dizem que o digital é horrível. Mas o digital é uma expressão deste momento. O cinema tem sido capaz de se transformar, de viver mutações. Por isso acho que o cinema vai sobreviver, se souber reflectir essa realidade.

O que pensa do facto de Oliver Stone fazer um filme sobre George W. Bush com o presidente ainda em exercício?

O Oliver é um realizador muito bom. Acho que ele se quer candidatar à presidência... Já é o terceiro filme que faz sobre presidentes. Ou seja, está a estudar para ser presidente! (risos).

Obama inspirará realizadores?

Se calhar o Oliver está a pensar já num quarto filme (risos)... Como tantas outras pessoas, investi muita da minha fantasia ao pensar o que Obama poderá fazer como agente de mudança global. Não será fácil. Não será ajudado pela realidade da economia. Mas tem uma força incrível. E nunca disse nada ofensivo como tantos outros fazem. Outra coisa extraordinária de ver é ter um afro-americano na Casa Branca. É quase comovente.


Fonte da notícia: DN Online

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terça-feira, 27 de maio de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Sydney Pollack

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O realizador e actor Sydney Pollack morreu ontem aos 73 anos, devido a um cancro que lhe tinha sido diagnosticado há cerca de dez meses. Leslle Dar, agente do realizador, disse à Reuters que Pollack morreu na sua residência em Pacific Palisades, Los Angeles, rodeado pela família.

O maior êxito do realizador norte-americano foi o filme “África Minha”, com Robert Redford e Meryl Streep, que lhe valeu os Óscares de Melhor Realizador e Melhor Filme em 1986.

Nascido em 1934, Pollack iniciou a sua carreira no cinema como actor, actividade que nunca abandonou.

Como realizador, dirigiu vários nomes conhecidos da sétima arte, entre eles Burt Lancaster, Jane Fonda, Robert Mitchum, Al Pacino, Tom Cruise, Harrison Ford e Nicole Kidman.

O último filme em que Sydney Pollack participou foi “Michael Clayton – Uma Questão de Consciência”.

Fonte da notícia: Público P

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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Manoel de Oliveira cartoon

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O realizador português Manoel de Oliveira vai estar hoje no Festival de Cinema de Cannes, França, para ser homenageado pela organização do evento.

Hoje à tarde, no Grand Théâtre Lumière, será exibida a curta-metragem documental "Douro, Faina Fluvial",de 1931,considerada o primeiro filme de Manoel de Oliveira. Prestes a celebrar 100 anos, Manoel de Oliveira é um testemunho vivo da evolução da arte do cinema, da passagem do mudo ao sonoro, do preto e branco ao technicolor, "uma personalidade que acompanhou um século de cinema", refere a direcção do festival.

Nesta homenagem, na qual estará presente o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, o presidente do festival de Cannes, Gilles Jacob, apresentará ainda um filme-surpresa a exibir na sessão.

O festival de Cannes, o mais prestigiante dos eventos de cinema na Europa, tem acompanhado a cinematografia de Manoel de Oliveira de forma regular há mais de duas décadas, embora uma das primeiras distinções tenha sido atribuída em 1961 ao filme "Aniki-Bóbó".

Manoel de Oliveira mantém uma relação muito próxima com o cinema francês, com co-produções e a participação de actores como Catherine Deneuve e Michel Piccoli nos seus filmes e tem sido presença assídua em Cannes.

"Os Canibais" (1988), "O convento" (1995), "A carta" (1999), "Vou para casa" (2001) e "O Princípio da Incerteza" (2002) estiveram nomeados para a Palma de Ouro,o prémio máximo atribuído em Cannes."Viagem ao Princípio do Mundo" (1997), protagonizado por Marcelo Mastroianni, foi distinguido com o prémio FRIPESCI e com o prémio do júri ecuménico e "A carta" (1999), com Chiara Mastroianni, recebeu o prémio do júri na edição de 1999.

Em 2007, quando o festival de Cannes cumpriu 60 edições, Manoel de Oliveira foi um dos 35 realizadores convidados pela direcção do evento para realizar uma curta-metragem subordinado ao tema "A cada um o seu cinema". Manoel Oliveira vai estar presente em Cannes para participar também nas comemorações dos 40 anos da secção paralela "Quinzena dos Realizadores".

O realizador deverá iniciar ainda este ano a rodagem do filme "Singularidades de uma rapariga loura", a partir de um conto de Eça de Queirós.

Fonte da notícia: Público.pt

Nota Pessoal:
É sempre uma grande honra para Portugal quando um dos portugueses é homenageado lá fora. Os nossos parabéns ao realizador portugues Manoel de Oliveira.

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Jorge Goncalves

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