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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

domingo, 10 de maio de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Peregrinos de Fátima

FATIMA PILGRIMS
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Peregrinos de Fátima caminham na beira da estrada à mercê da violência dos condutores e sem quaisquer condições de segurança. Confiam uns nos outros e na sua fé para não se perderem durante o caminho.


Estão quase sozinhos os peregrinos. Confiam uns nos outros, pedindo para que o grupo a que pertencem não os abandone, caso falhem as forças.


São milhares e percorrem quilómetros na beira da estrada, de noite e de dia, a engolir o pó levantado pela violência de condutores. Querem chegar a Fátima. Ao Santuário. À casa de Nossa Senhora. Entre as localidades não se vê um caixote do lixo e muito menos um polícia. O caminho é duro e longo. A luta contra o sol, a chuva ou contra o sono é terrível. Não se podem perder. Movem-se pela sua fé.


Só ontem e hoje, Fernando Pirata, 48 anos e líder de um grupo de 30, já leva quase 60 quilómetros no corpo e diz-nos que é sempre assim: "A fé e a ausência de segurança. De um lado, os caminhos de Deus; do outro, os do diabo". Fala quem sabe, afinal, este homem faz este mesmo percurso há 13 anos, desde que nessa altura decidiu acompanhar uma irmã ao Santuário.
Encontrou nessa primeira caminhada a sua missão: ajudar os peregrinos. "Continuem, continuem, que eu tenho que ir acompanhar a senhora Maria", diz-nos. A senhora Maria, de passo curto, fica sucessivamente para trás. Foi abandonada pelo anterior grupo e foi o de Fernando Pirata que a resgatou. Estava só e perdida.


Ao seu lado vão passando dezenas de pessoas de outros grupos. Fracos chinelos nos pés, cobertos com pensos higiénicos, um chapéu e o telemóvel para se falar à família. Todos dizem ao que vão. "Olhe menina, o meu nome é Laura e venho pagar uma promessa. A gente promete e tem que cumprir, não é?". Ao lado, passa uma senhora com um adesivo na boca, põe o dedo em riste para avisar que vai em silêncio.


As bolhas nos pés


Muitos já cambaleiam. As bolhas nos pés são a grande ameaça. Que o diga Cristina que só vai ver as suas tratadas depois do almoço, em Albergaria-a-Velha, para onde ainda faltam oito quilómetros. É Fernando Pirata quem a trata. Lava-lhe os pés, desinfecta-os, massaja-os, rebenta-lhe as bolhas, protegendo-as com compressas. Assim faz a todos os peregrinos do seu grupo e a todos os outros que precisam.


Ele próprio precisará mais tarde. Precisamente daqui a quatro dias. É que Fernando Pirata faz de pés descalços os últimos 20 quilómetros antes de chegar ao Santuário. O asfalto escaldará.


Andará três meses a tirar alcatrão dos pés, mas fá-lo. Não para pagar promessa, não para pedir nada, apenas porque sim, para caminhar, "para ter um tempo de silêncio". É uma missão que leva ao pormenor.


Regras para evitar acidentes


O seu grupo, por exemplo, caminha de noite e de manhã, para evitar o sol e as horas de maior trânsito. E depois há regras. A primeira é que ninguém pode, em circunstância alguma, atravessar a estrada. "Julgam que ainda podem correr, mas a verdade é que o corpo já não tem forças para isso. O risco de atropelamento é muito grande", explica.


Tudo isto faz e planeia para "recarregar baterias. Para ajudar os peregrinos e todos os que necessitam. Muitos são abandonados pelos grupos. Há poucas instituições de apoio. Não há polícia, não há segurança". "Para mim é uma missão. É uma forma de agradecer a vida", pormenoriza.


O mesmo pensa António Santos, de 34 anos, membro do grupo de Fernando Pirata. Garante que "não trocaria uma peregrinação a Fátima por nenhuma outra viagem do Mundo" e acrescenta que "enquanto se caminha, encontram-se as respostas para todas as perguntas que nos assaltam durante o ano". Vai a Fátima "só para caminhar, só para agradecer". E agradecer o quê? "Estar vivo".


Ao lado, a fumar um cigarrinho numa pausa merecida, após 23 quilómetros só nesta manhã, está Miguel Nora, de 34 anos e membro da mesma equipa. Garante que também não vai pedir nada, "apenas agradecer, já que em casa, na confusão dos dias, nem sempre dá para o fazer". "Este é um tempo só para pensar", reitera.


E são muitos os que na mesma pausa merecida - acompanhada de um almoço generosamente oferecido pelo senhor José e pela dona Maria da Purificação, da Padaria Central de Albergaria-a-Velha - revelam que não foram pedir nada à Nossa Senhora. Apenas agradecer. E sentir o ambiente "indescritível" do Santuário.


Mas são muitos também os que vão pagar promessa. Como dizia a senhora Laura que encontramos na estrada há uns oito quilómetros, "se a gente promete, a gente tem que cumprir". E assim prometeu Fernanda Mendes, de 59 anos. Bem disposta durante toda a caminhada deste dia, conta que a razão da sua ida a Fátima tem que ver com uma promessa que fez relativa à saúde de uma familiar muito querida. Mas ressalva: "Independentemente do que possa vir a acontecer, eu virei sempre". Há dois dias, antes da caminhada começar, Fernanda estava alegre, motivada. Dois dias depois continua com força. Custa-lhe apenas "a luta contra o sono".


Vencer os limites do corpo


O mesmo com a sua filha Sónia, de 34 anos, que chega a adormecer por breves instantes enquanto caminha. Mas não lhe passa pela cabeça deixar de continuar. "Eu era daquelas pessoas que pensava que jamais faria uma peregrinação. Até que um dia, por causa desta nossa familiar, pensei em vir. Andei meses a pensar nisso até que decidi. Agora sou incapaz de não vir", revela.


A peregrinação faz-se, afinal, de persistência. De resistência. Que o diga o senhor Luís, o mais crescido do grupo, que, com 72 anos e as pernas muito tortas, recusa ajuda para caminhar e sobe heroicamente a íngreme ladeira que vai dar às Diocesanas que os albergarão esta noite. A mesma força de espírito tem um outro membro do grupo que fica retirado enquanto os restantes vão almoçar. Está a pão e água. E hoje ainda só estamos em Albergaria-a-Velha, falta a Mealhada, Coimbra, Pombal e Fátima, que é como quem diz: faltam quatro dias.


Ao lado do grupo, num esforço hercúleo está José Paulo, o condutor da carrinha de apoio. Anda de carro, mas o seu esforço não é menor. Faz inúmeras viagens de trás para a frente para ver se está tudo bem, para verificar se algum peregrino teve um percalço. José Paulo carrega com as malas, com a água, com a fruta. E o mais difícil é não adormecer ao volante. " Estou desempregado e assim faço alguma coisa de útil", atira sem rodeios. Só nesta manhã, até à chegada a Albergaria-a-Velha, deve ter feito mais de 300 quilómetros.


Fernando Pirata não aceitaria falhas. Não fosse ele o homem dos pormenores, tais como guardar numa saquinha bordada todos os pedidos à Nossa Senhora, que vai recolhendo na beira da estrada. Para entregar depois na capela das Aparições, onde já entrará com os pés em sangue. Comove? Comove. Porquê isto? Porque sim. A fé é de cada um e, como traduz um peregrino, "não se vê, sente-se, mas não se explica".



Fonte: Jornal de Notícias

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

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Acidentes mortais nas estradas portuguesas

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De 1 a 7 de Agosto, registou-se o dobro das vítimas mortais nas estradas, quando comparada com a média desde o início do ano, revelam dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) divulgados pela Lusa.

Durante esse período, morreram 26 pessoas em acidentes de viação, quando, em média, esse valor se ficou pelos 13 óbitos nas anteriores 32 semanas.

Desde o início do ano, o balanço de mortos nas estradas do Continente atinge os 437, menos 46 (9,5 por cento) do que em igual período de 2007, quando se registaram 483 vítimas. Em relação aos feridos graves, desde o início do ano as estatísticas da ANSR indicam 1.484, menos 20 por cento do que os 1.859 registados no mesmo período de 2007.

Por distritos, Lisboa continua a ocupar o topo da tabela, com 56 mortos entre 1 de Janeiro e 7 de Agosto, seguindo-se o Porto (54) e Aveiro (45). Com o menor registo de mortos surgem Portalegre e Vila Real (seis cada um), seguidos da Guarda (sete).

Fonte da notícia: IOL Diário

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Operação ANO NOVO

A «Operação Ano Novo» da GNR começou às 00:00 de hoje, com dois mil militares nas estradas diariamente até às 24:00 de 2 de Janeiro, em colaboração com a Protecção Civil e os Bombeiros.


«Os meios envolvidos nesta operação serão sensivelmente os mesmos utilizados durante a Operação Natal», disse à agência Lusa uma fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).


A «Operação Ano Novo» empenha diariamente cerca de 2.200 militares, o que corresponde a cerca de 1000 patrulhas, que utilizam 850 viaturas, 800 alcoolímetros e 40 radares, adiantou a mesma fonte.


No entanto, segundo a GNR, em termos operacionais, as preocupações «serão ligeiramente diferentes», uma vez que estarão agora mais «dirigidas às principais vias de acesso aos locais de diversão nocturna, especialmente no Sul» do país.


«A nossa principal preocupação será controlar os excessos de velocidade nessas vias de acesso e, na noite da passagem de ano, a fiscalização incidirá principalmente na condução sob o efeito de álcool«, explicou a fonte.


A »Operação Ano Novo« envolve elementos da Brigada de Trânsito e das Brigadas Territoriais, apoiados pela Brigada Fiscal e pelos Regimentos de Cavalaria e Infantaria daquela força de segurança.


A acção de fiscalização rodoviária contará também com a colaboração da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e corporações de Bombeiros.


A ANPC, em colaboração com os corpos de Bombeiros, reforça o dispositivo humano e material, de forma a aumentar a capacidade de resposta dos meios combinados (terrestres e aéreos) de socorro, com um total de 966 bombeiros, apoiados por 252 veículos, integrados em brigadas de resposta imediata, que estarão posicionadas em locais estratégicos.


Este dispositivo inclui dois helicópteros da ANPC com equipas médicas e equipas de recuperadores/salvadores dos bombeiros e estão preparados para missões de busca, salvamento, resgate e evacuação aéro-médica.


Durante a »Operação Natal 2007«, que decorreu entre 21 e 25 de Dezembro, a GNR registou na sua área de jurisdição um total de quinze mortos, menos três do que em igual período do ano passado.


Por sua vez, a Polícia de Segurança Pública (PSP) contabilizou na sua área de actuação, durante os cinco dias da sua operação de Natal, apenas um morto, quando no mesmo período de 2006 registou duas vítimas mortais em consequência de acidentes rodoviários.


O Ministério da Administração Interna, que tutela a GNR, a PSP e a ANPC, decidiu este ano integrar as operações de Natal e Ano Novo numa campanha mais vasta de prevenção e combate à sinistralidade rodoviária, a decorrer desde 25 de Novembro e prolongando-se até 07 de Janeiro de 2008.

Fonte da notícia: Diário Digital Lusa



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Jorge Goncalves

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