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sábado, 10 de maio de 2008

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Culto ao Divino Espírito Santo nos Açores

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Após a introdução do culto do Espírito Santo nos Açores, sob a forma de Império, em finais do século XV, as razões para a sua permanência devem-se ao facto destas festas serem as que melhor permitiram o entendimento entre os diversos povoadores e se enquadram num espírito de solidariedade necessário na luta contra as dificuldades; pela simplicidade do elemento material necessário; pelo peso da hierarquia não ser tão forte nas repressões devido ao papel evangelizador dos franciscanos e à incorporação destes valores pelo clero local; pela resistência à dominação política filipina, na afirmação das tradições locais; pela construção de pequenos edifícios para impérios e pelo apoio da emigração açoriana.


A decadência do culto, a que actualmente se assiste, deve-se à passagem de uma cultura agrária a uma cultura urbana feita de serviços e de consumo, e porque as formas de solidariedade vão-se transferindo das famílias e vizinhança para a responsabilidade estatal, à medida que crescem sentimentos e práticas individualistas e se debilita (ou depura) a fé.


Tal como na Escritura, também no culto popular do Espírito Santo, há uma iconografia própria. Como símbolos, destaca-se a coroa, o ceptro, o bastão, a bandeira, o império (edifício) e o menino (inocência), que têm a ver com o exercício da soberania e a garantia da justiça, atribuídas ao Espírito Santo.


Os milagres atribuídos ao Divino Paráclito querem mostrar que o Espírito Santo quer ser adorado com a «festa do Império», pela razão de nela se incluir o jantar aos pobres. À estranha pergunta «porque é que o Espírito Santo é vingativo?», devemos responder com a leitura dos milagres que Lhe são atribuídos e com o não cumprimento dos rituais do Império, pois o que a Deus e aos pobres se deve e promete não se Lhes deve regatear.


No pronunciamento dos bispos ao serviço dos Açores, nesta matéria, podemos marcar quatro períodos com os seus estilos próprios. No primeiro (séc. XVI), ténue e tolerante, temos reparos para que não se exagere nos gastos, evitem as superstições, não se faça as festas fora do tempo próprio, que haja apenas um imperador em cada lugar, bem como advertências quanto ao tempo e ao comportamento na igreja dos fiéis envolvidos nos rituais.


A reforma tridentina (séc. XVII e XVIII) far-se-á sentir com toda a sua pujança implicando sobretudo com as cantigas e danças dos foliões nas igrejas, proibindo a própria confraria de ter gastos com os jantares, os ministros eclesiásticos irem a casa dos imperadores assisti-los, comer nos templos, coroar antes de acabar a missa, impérios de mulheres, bailes e jogos ilícitos, existência de mais de um império em cada dia e localidade, o ministro dar a beijar os evangelhos e a paz ao imperador, aos homens estar na igreja com a cabeça coberta e as mulheres não, etc. Este é o tom das reprovações.


A partir do século XIX, fala-se em geral de «abusos, excessos e pecados que se cometem a pretexto de festejar o Espírito Santo». Proíbe-se que saiam imagens dos santos a acompanhar o cortejo das coroações, a intromissão dos párocos nos negócios temporais das irmandades, a bênção de coroas que não sejam de prata, que se ande com a mesma a fazer peditórios pela rua, impérios dirigidos por crianças, coroações em casa, mudanças de coroa à noite ou que se coma no próprio império.


No século XX, estando o culto aceite, as observações são de carácter disciplinar e administrativo, atingindo o pico crítico nos anos 60, mudando para um tom positivo e pastoral com o actual bispo, no final do século. Concluímos que há certas repressões, proibições, advertências, ameaças, mas não quanto à essência do culto e, sobretudo há persistência e resistência populares. Não raros aparecem, antes das correcções, elogios ao fundamento e razão de ser de um culto tão genuinamente cristão. Não há intervenções doutrinais de fundo, que levem a proibir esta prática.

O culto popular nasce em ambiente cristão, tem ideias cristãs e é realizado por comunidades cristãs, com uma roupagem cultural e social sob a qual se esconde uma atitude básica de fé no Espírito Santo – alma e motor da Igreja.

Pe. Hélder Fonseca Mendes, Vigário Geral da Diocese de Angra

Fonte da notícia: Agência Ecclesia

Nota Pessoal:

O culto ao Divino Espírito Santo está verdadeiramente no núcleo de toda a devoção cristã nos Açores e de salientar que a Segunda-feira do Espírito Santo foi também escolhida para assinalar o Dia da Região Autónoma dos Açores. De salientar também que este ano, pela primeira vez, as comemorações do Dia dos Açores vão ser realizadas na Ilha de São Jorge com a presença do Presidente Carlos César.

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