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Um blog de cartoons sobre as notícias da actualidade. Um sector informativo do Grupo Galeriacores.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


A solidão pode ser contagiosa

Loneliness can be contagious
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Três universidades norte-americanas, a Universidade da Califórnia, a Universidade de Chicago e a de Harvard, fizeram uma análise sobre a solidão e concluíram que esta é contagiosa e se pode espalhar entre um grupo de pessoas, tal como uma gripe. A notícia é avançada pela «BBC Brasil».


O trabalho revela que as pessoas solitárias tendem a dividir essa solidão com outras pessoas que estejam à sua volta. Com o passar do tempo, essas pessoas acabam por se ir afastando também dos seus grupos sociais.


O psicólogo John Cacioppo, da Universidade de Chicago, um dos pesquisadores do estudo, explicou à «BBC» que foi detectado «um padrão extraordinário de contágio, que leva as pessoas à fronteira da rede social quando ficam solitárias. Nessa fronteira as pessoas têm menos amigos, e a solidão leva-as a perder os poucos laços que ainda têm».


«Estes efeitos significam que nosso tecido social se desgasta nas pontas, tal como um fio solto numa camisola de malha», acrescentou Cacioppo. O estudo foi publicado na revista especializada «Journal of Personality and Social Psychology».


Estudo de 1948


Para dar início ao trabalho os cientistas examinaram um estudo, de 1948, realizado no Estado de Massachusetts. Esse trabalho original aconteceu em Framingham e serviu para acompanhar um grupo de cinco mil pessoas e avaliar o risco de doenças cardiovasculares.


Mas o estudo, acabou por se expandir para 12 mil pessoas, incluindo filhos e netos do grupo original. Diversificou a amostra populacional e passou a incluir um novo objectivo: medir a solidão.


Ao elaboraram gráficos com a história das amizades dos pesquisados e sobre seus relatos de solidão conseguiram encontrar uma forma de medir esse sentimento. Uma análise a esses dados revelou que os solitários «infectavam» as pessoas à sua volta com a solidão. Mas a pesquisa revelou também que quando as pessoas se sentem mais sozinhas confiam menos nas outras o que dificulta o aparecimento de novas amizades.


Fonte: IOL

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Natal dos sós

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As pessoas que sabem que vão estar sozinhas na noite de Natal podem ultrapassar essa solidão participando no Natal dos Sós, uma iniciativa da Paróquia de Campanhã, no Porto.


«É uma ceia de Natal para quem corre o risco de estar só e não quer ficar sozinho nessa noite», disse o padre Fernando Milheiro, em declarações à Lusa.


O Natal dos Sós, que se realiza há 21 anos, deve reunir na Associação NunAlvares de Campanhã, na zona oriental do Porto, mais de meia centena de pessoas.


«Estão inscritas cerca de 40 pessoas, mas aparecem sempre mais. Quem vier, é acolhido. Ninguém faz perguntas», salientou o sacerdote, recordando que a solidão pode ter diversas causas e não é necessariamente sinónimo de pobreza.


Bacalhau, rabanadas e bolo-rei


Pobres são, seguramente, os que vão jantar na noite de Natal nos Albergues Nocturnos do Porto, instituição criada a 01 de Dezembro de 1881, que acolhe diariamente 82 pessoas sem recursos, a quem fornece cama e comida, mas que prepara uma refeição especial para esta noite de festa.


«Quem aparecer, come connosco. Nós damos refeições todo o ano, mas o Natal é especial, preparamos uma ceia tradicional, com bacalhau, rabanadas e bolo-rei», afirmou Costa Mendes, presidente da instituição.


«Estamos preparados para servir um pouco mais de 100 refeições», acrescentou o responsável, salientando a importância do trabalho que feito pelos voluntários e das doações de várias empresas.


Segundo Costa Mendes, a maior parte do bacalhau é doado pela viúva de um antigo benfeitor, enquanto várias empresas ofereceram bebidas e produtos alimentares, o que permite que as compras sejam substancialmente reduzidas.


Jantar para 300 ou 400 pessoas


Exclusivamente de donativos será feito o jantar que o Coração da Cidade oferece a todos os que acorrerem às suas instalações na noite de Natal.


«Temos cerca de 200 inscrições, mas esperamos 300 ou 400 pessoas para o jantar de Natal», afirmou La Salete Santos, presidente desta instituição humanitária.


«Estamos de portas abertas para quem precisar», assegurou, destacando também o trabalho que será feito por dezenas de voluntários, que vão ajudar a preparar e a servir o jantar.


O Coração da Cidade, além da ceia de Natal, vai também realizar um jantar para pessoas carenciadas no Dia de Natal.


Quem chegar, come


Os sem-abrigo da cidade do Porto contam ainda com o jantar de Natal oferecido pela Missão de Caridade dos Samaritanos, que este ano vai montar uma tenda no parque de estacionamento do Campo Alegre.


«Contamos servir cerca de 130 refeições», revelou Hernâni Conceição, salientando que a refeição terá os ingredientes tradicionais nesta data, uma parte dos quais resultado de donativos.


Este jantar tem vindo a ser divulgado aos sem-abrigo da cidade pelas equipas de voluntários que percorrem as ruas do Porto para lhes prestar apoio todas noites, mas as portas estarão abertas para quem aparecer.


«Não temos inscrições, quem chegar, come», frisou o responsável pelo jantar de Natal dos Samaritanos.



Fonte da notícia: IOL Diário

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


João Lobo Antunes em Nova Iorque

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Nova Iorque deve ser a cidade onde existem mais pessoas a morar sozinhas ou com gatos”, é a cidade onde se vive, ao mesmo tempo, com "o máximo de privacidade e de... solidão". São só duas pinceladas de um quadro de recordações pintado ontem à noite pelo neurocirurgião João Lobo Antunes depois da entrega do prémio Fernando Távora à arquitecta Maria Moita, em Matosinhos. O convite era para falar da "Viagem na construção do conhecimento" e as memórias de uma estadia "na cidade que nunca dorme", que durou 13 anos, soltaram-se sem reservas.

Antes de evocar uma viagem acontecida há já 30 anos, coube ao neurocirurgião, presidente do júri da 3ª edição do Prémio, anunciar a vencedora do concurso com o projecto “Arquitectura para o desenvolvimento. Intervenções de emergência e de permanência no sudoeste asiático”.

Adequando-se ao espírito do galardão, João Lobo Antunes preparou um discurso que ilustrasse a ideia da viagem como uma metamorfose pessoal e profissional. Começou por falar de uma viagem “romântica” a Amesterdão, lembrou ter-se sentido “homem-bicho” em África e, por fim, num tom confidencial que aqueceu o Salão Nobre da Câmara de Matosinhos, “regressou” a Nova Iorque.“Come with me to New York”.

O convite para trabalhar do outro lado do Atlântico partiu de um neurocirurgião americano, que viera a Portugal para tratar um diplomata português – o mesmo especialista tinha estado já em Lisboa, no final dos anos 60, para observar Oliveira Salazar, quando este se encontrava já paralisado. Aceitou o convite, e partiu, não sem antes deitar um olhar atento e prolongado às colinas de Lisboa, a sua cidade.

“Senti-me como um perdigueiro inquieto, quando descobri que aquele país tinha regras diferentes”. Apesar do impacto inicial, o carácter mundano e fervilhante de Nova Iorque rapidamente o abraçou e teve “a convicção intuitiva” de que aquele era o seu destino. Nesse “melting pot”, Lobo Antunes encontrou um espírito multi-étnico, onde nunca se sentiu discriminado. Mas, paralelamente a esse quadro colorido da diferença, o neurocirurgião deparou-se com uma realidade triste e homogénea, ou seja, o grande anonimato em que a cidade vivia. “Nova Iorque deve ser a cidade onde existem mais pessoas a morar sozinhas, ou com gatos”, a cidade onde se vive, ao mesmo tempo, com o máximo de privacidade e de... solidão. O professor experimentou essa grande solidão, nos primeiros anos. Nesses momentos, consolava-o a memória de uma Lisboa ensolarada, imagem que nunca se dissolveu nem o deixou.

Dos locais que mais o marcaram, Lobo Antunes destacou a livraria “Books and Company” e o metropolitano. Do primeiro, retém ainda, com humor, a imagem dos “empregados orientais elegantes, que tratavam com desdém quem viesse perguntar alguma informação”, mas era algo que ajudava a compor “o mistério” dessa livraria, onde encontrava os livros que nunca esperaria encontrar em qualquer outra. No labirinto do “subway”, constatou a “inevitável mortalidade do homem”.

Foi neste espírito “underground”, de “roupa vagabunda”, deitado nos jardins do Central Park, que o neurocirurgião inalou pela primeira vez o cheiro adocicado da marijuana: “E aí vi, talvez pela primeira vez, as estrelas de Manhattan”. Contudo, nessa “extraordinária máquina do efémero”, em que os cheiros da droga se mesclavam com os dos misteriosos livros da "Books and Company", Lobo Antunes afirmou não dissociar nunca as palavras “trabalhar, estudar e crescer” da cidade onde viveu.

Foi uma longa viagem de uma hora de memórias de Nova Iorque, onde Lobo Antunes disse continuar a habitar, e a ser habitado por ela. Como num filme de Woody Allen.

Fonte da notícia: Público.pt

Nota Pessoal:
Dr. João Lobo Antunes, fala-nos dos factores da solidão que existe na cidade de Nova Iorque. A solidão é uma situação que actualmente afecta tantas pessoas sobretudo nas grandes cidades. É interessante que embora essas pessoas estejam rodeadas por muitos outros milhões de pessoas mais solitárias se sentem no seu dia a dia. Este é sem dúvida um assunto social muito complexo para os sociólogos debaterem a fim de encontrarem respostas adequadas para ajudar essa gente.

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Jorge Goncalves

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