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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

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«Extraordinária vitória eleitoral» de José Sócrates

Jose Socrates electoral victory in Portugal
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José Sócrates classificou a vitória eleitoral deste domingo como «extraordinária», na declaração que fez perante jornalistas e militantes, no Hotel Altis, em Lisboa. O líder socialista deixou em aberto a possibilidade de coligações ou entendimentos para governação, falando na necessidade de «estabilidade».

José Sócrates explicou que irá aguardar pela indigitação de primeiro-ministro por parte do Presidente da República «para desenvolver, então, consultas com todos os partidos com representação parlamentar».

«Julgo ser esse o meu dever, julgo que é essa a atitude de diálogo democrático que corresponde à vontade dos portugueses», apontou, com um reforço: «Julgo que é esse o dever de quem ganhou as eleições, não com maioria absoluta, mas com uma maioria relativa».

Sem revelar se irá abrir a porta a coligações, José Sócrates não fechou essa via. «É muito importante que todos percebam que esta legislatura merece estabilidade», disse, recordando os «desafios sérios que Portugal enfrenta, mas já depois de sublinhar que o PS «irá governar com o seu programa».

Apesar da promessa de diálogo com os outros partidos, José Sócrates não resistiu em deixar um recado. «Claro que já ouvi algumas reacções esta noite que pareciam mais um discurso de campanha eleitoral», apontou. «Ouvi todos os líderes e penso que alguns se esqueceram deste pequeno pormenor, é que foi o PS que ganhou estas eleições».

O único nome dos seus principais adversários que o secretário-geral do PS pronunciou foi o do líder do Bloco de Esquerda, dizendo que «o dr. Francisco Louçã se esqueceu de felicitar quem ganhou as eleições».

Relação com Belém

No que diz respeito à relação com Belém, José Sócrates disse que «é uma relação institucional» e que a cooperação institucional» com o Presidente da República é para continuar. «Da minha parte e do futuro Governo procederemos exactamente como sempre procedemos, com a vontade de uma cooperação institucional», sublinhou.

Antes, o secretário-geral do PS descrevera a vitória deste domingo assim: «É uma extraordinária vitória eleitoral. O povo falou e falou bem claro. O país escolheu que o PS continuasse a governar Portugal».

Garantindo que a candidatura do PS não foi contra ninguém, mas em nome do país, o líder socialista classificou a sua vitória como a da «decência» e da elevação», num sublinhado da ideia que havia repetido durante a campanha, em que falou em «superioridade».

José Sócrates saudou ainda todos os partidos e os deputados eleitos para a Assembleia da República e as «saudações» que recebeu. «O PS governará para todos. PS governará como sempre em nome do interesse geral e do interesse do país. Essa é a nossa marca e continuará na próxima legislatura», garantiu.

Lançamento das autárquicas

Depois do discurso no interior do Altis, José Sócrates falou num palco móvel instalado na rua, em frente à unidade hoteleira, ao lado do presidente e candidato socialista à Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.

«Hoje acaba uma campanha, mas vai começar outra. E eu estarei, como é meu dever, ao lado dos candidatos do PS para servirmos o nosso país», disse.



Fonte: IOL Diário

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domingo, 17 de agosto de 2008

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A vitória de José Sócrates nas próximas legislativas

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Um estudo com metodologia inédita, em Portugal, garante a vitória do PS nas eleições legislativas de 2009. Segundo as previsões publicadas no semanário Sol, o partido de José Sócrates vai vencer com 38,35 por cento dos votos, sendo muito improvável que consiga atingir a maioria absoluta (erro padrão da previsão de 3,3 por cento).


Estas conclusões foram desenvolvidas por Pedro Magalhães e Luís Aguiar-Conraria, para o Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança. Os dois autores utilizaram um modelo econométrico de previsão para efectuarem o estudo. «As sondagens são um instrumento deficiente para fazer previsões eleitorais de médio-longo prazo», defendem.


A primeira premissa do estudo foi determinar se o partido neste momento no poder - o PS - ganharia as próximas eleições. «O PS será o partido mais votado com uma probabilidade de 99 por cento», afirmam os autores ao Sol. Para testar a validades deste resultado, procedeu-se depois a uma «contra-análise», de forma a estimar qual seria a possibilidade de o PS perder as eleições.

A conclusão foi que o PS ganharia as eleições com uma vantagem de 11,34 por cento em relação ao segundo partido mais votado (erro padrão de previsão de 4,9 por cento).


Assim, o PSD teria apenas 27,01 por cento dos votos, o pior resultado de sempre na história do partido. No entanto, este não será o resultado «real» do partido da oposição.

«Independentemente dos erros padrão, damos pouca credibilidade aos nossos resultados sobre a diferença de votação entre o PS e o PSD. O motivo é simples: nas várias experiências que realizámos, os coeficientes estimados revelaram-se muito instáveis», explicaram Luís Aguiar-Conraria e Pedro Magalhães.


Previsões de base social


Ao contrário das sondagens que se regem por estudos de opinião, o modelo econométrico baseou-se em factores como: a previsão de 1 por cento da taxa de crescimento do PIB, entre o terceiro trimestre de 2008 e o final do segundo trimestre de 2009; o facto de não existir conflito entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro; o partido no poder ser o PS e de José Sócrates se recandidatar.


No entanto, o estudo foi terminado antes de Cavaco Silva, presidente da República, ter feito a comunicação ao país sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores. A possibilidade de conflitos entre Cavaco Silva e o Governo de José Sócrates é um factor decisivo nas previsões para 2009. Segundo os autores, esta é uma questão sensível para os portugueses. «O aspecto do nosso trabalho que mais desconforto nos causa é a forma crua como descrevemos as relações entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro. Sendo uma variável tão relevante, seria bom termos uma medida mais fina do grau de cooperação institucional entre Governo e Presidente», concluíram.

Fonte da notícia: IOL Diário

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Jorge Goncalves

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