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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


80 anos de Rato Mickey

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Tem o par de orelhas mais iconográfico da animação mundial, é o rato entre os ratos protagonistas do cinema e da banda desenhada. Mickey celebra oitenta anos na terça-feira desde que apareceu em «Steamboat Willie», em 1928.


Segundo recorda a agência Lusa, a 18 de Novembro de 1928, em Nova Iorque, era exibido o primeiro filme de animação sonorizado, «Steamboat Willie», uma paródia a um filme de Buster Keaton que dá a conhecer um pequeno roedor, preto, de calções e sapatos.


Nesse mesmo ano de 1928 tinham sido exibidos dois outros filmes pioneiros, «Plane crazy» e «Gallopin Gaucho», mas o primeiro sonorizado e que é tido como o do nascimento de Mickey é «Steamboat Willie».


«É um personagem apelativo, pequenino, mas rebelde e ao mesmo tempo encantador. Hoje não tem o mesmo carisma, mas é uma das mais importantes personagens do século XX», disse à agência Lusa o investigador Leonardo de Sá.


A carismática personagem de animação, que chegou a chamar-se Mortimer Mouse, foi imaginada por Walt Disney, mas quem lhe definiu os traços que são hoje reconhecíveis em todo o mundo foi o desenhador norte-americano Ub Iwerks.
Na história do cinema de animação e da banda desenhada foram criadas outras personagens inspiradas em ratos, como Jerry, Mighty Mouse, Speedy Gonzalez, Stuart Little e o mais recente «chef» de Ratatui.


No entanto Mickey é o mais famoso de todos, é considerado a personificação da Disney como máquina de magia e fantasia, a referência numa extensa galeria de personagens de animação.


Entre as mais conhecidas aparições contam-se, por exemplo, «The band concert», com Mickey a conduzir uma orquestra durante um furacão ou o clássico «Fantasia», em que interpreta um aprendiz de feiticeiro.


Em 1930, dois anos depois da projecção dos primeiros filmes de animação, surgiram as tiras de banda desenhada na imprensa, novamente com desenhos de Iwerks e mais tarde de Floyd Gottfredson, aquele que definiria os traços e a personalidade de Mickey.


Só chegou a Portugal em 1935


Em Portugal as histórias do rato Mickey surgiram pela primeira vez a 21 de Novembro de 1935 numa revista intitulada «Mickey», que custava 1,50 escudos e que durou até finais de 1936.


Nela vinham publicadas em português, com a primeira página, as centrais e última página impressas a cores, as tiras dos jornais norte-americanos com uma diferença temporal de alguns meses.


Nos anos 1950 surgiu uma nova publicação - «Rato Mickey» - editada pela Agência Portuguesa de Revistas, mas a verdadeira massificação ocorreu nos anos 1980 através das revistas da Disney provenientes do Brasil.


Segundo Leonardo de Sá, o rato Mickey foi e continua a ser sobretudo uma personagem para o público infantil, mas a sua fama, ao longo destes oitenta anos, deve-se também ao sucesso que teve junto dos adultos.


Ao longo dos anos, a popularidade de Mickey tem sido alimentada por conta de uma gigantesca máquina de divulgação nos mais diferente canais, seja pela televisão, seja pela venda de produtos associados ou nos parques temáticos espalhados pelo mundo.


Como sublinhou Leonardo de Sá, Mickey continua a ser «uma das mais reconhecidas e identificáveis personagens para o público. É iconográfica como é, por exemplo, o Super-Homem».



Fonte da notícia: IOL Diário

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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Ollie Johnston, o grande "cartoon animator" americano

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O nariz do Pinóquio, o chapéu do Peter Pan e o vestido da Branca de Neve e a cena da morte de Bambi são pormenores que não passam em branco para quem assiste aos filmes da Disney. São só alguns exemplos do trabalho de Ollie Johnston, o último representante da chamada "idade de ouro" dos criadores da Walt Disney que morreu na segunda-feira num lar de idosos, em Sequim, Washington, aos 95 anos.
Johnston, que participou nas primeiras longas-metragens de animação da empresa, fazia parte do grupo da elite de desenhadores de Walt Disney, baptizado pelo próprio de "Nine Old Man". Era o último representante vivo do conjunto de nove artistas responsável pelo trabalho de desenho de vários filmes da Disney a partir dos anos 30.
"Pinóquio", "Bambi", "Peter Pan" e "Branca de Neve e os Sete Anões" foram alguns dos filmes que contaram com os traços de Johnston, que trabalhou durante 43 anos para a Disney e participou também nas curtas-metragens de Mickey, antes de começar a contribuir para "os clássicos" da empresa.
Artista reconhecido
Ollie nasceu em 1912 em Palo Alto, na Califórnia, e desde cedo mostrou talento para o desenho. Frequentou o Chouinart Art Institute, em Los Angeles, e no último ano de curso, em 1935, a Walt Disney convidou-o para trabalhar nos seus estúdios.
Frank Tomas (falecido em 2004), que também fazia parte dos "Nine Old Man", foi colega de curso de Ollie e recebeu o mesmo convite de trabalho. "Branca de Neve e os Sete Anões", de 1937, foi o primeiro filmes que onde os dois trabalharam juntos, com Johnston a desempenhar o cargo de assistente de animação.
Com o filme "Song of the South", de 1946, Johnston tornou-se director de filmes de animação. Reformou-se em 1978, dedicando-se à escrita de livros sobre cinema de animação e aos comboios em miniatura. Chegou mesmo a construir uma linha no seu jardim, a "Carolwood Pacific Railroad", que serviu de inspiração para a a construção da linha de comboio da própria Disneyland.
Em 2005, recebeu, pelas mãos do presidente Bush, a Medalha Nacional das Artes, uma das maiores distinções artísticas nos EUA. Antes já tinha sido homenageado com o "Disney Legends Award", em 1989, e com um tributo da Academy of Motion Picture Arts and Sciences, em 2003.
Desenhou a morte da mãe de Bambi
Johnston foi responsável pela animação de uma das cenas do filme do Bambi que já deve ter feito chorar muitas gerações de crianças: a cena em que mãe do Bambi morre pela espingarda de um caçador.
Outros trabalhos de Johnston podem ser vistos em "Cinderela", "Alice no País das Maravilhas", "Bela Adormecida", "A Dama e o Vagabundo", "101 Dálmatas", "Mary Poppins" e "O Livro da Selva".
"Ollie fez parte de uma geração incrível de artistas, um dos verdadeiros pioneiros da nossa arte", disse em comunicado Roy Disney, sobrinho de Walt Disney.

Fonte da notícia: Público.pt

Nota Pessoal:
Ollie Johnston soube verdadeiramente tocar no coração dos mais novos com a sua arte criativa de banda desenhada. Sem dúvida um dos primeiros pioneiros do mundo da Walt Disney.

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Jorge Goncalves

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