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terça-feira, 30 de novembro de 2010

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Como ser feliz

How to be happy Para ver a animação clique neste cartoon gif e aguarde uns segundos.
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As dicas do psiquiatra George Vaillant que os vão ajudar a alcançar a felicidade. Após mais de três décadas de investigação, George Vaillant, psiquiatra, não tem dúvidas.


Para este investigador, a felicidade está longe de ser aquilo que julgamos!


De um lado a razão, do outro a emoção e ao centro, tentando decifrar as ligações entre estes dois mundos, encontramos George Vaillant, um reconhecido psiquiatra norte-americano que não segue apenas a sua visão objectiva da ciência e procura outras respostas, analisando as emoções que fazem dos seres humanos... seres humanos!


Durante mais de 35 anos, dirigiu o Study of Adult Development, um estudo realizado por investigadores de Harvard e que, em sete décadas, avaliou a saúde, bem-estar psicológico e as experiências de 268 pessoas para identificar os indicadores do envelhecimento saudável. George Vaillant, professor de Psiquiatria na Harvard Medical School e psicanalista, acredita no poder das emoções positivas e, em conversa com a saber viver, apontou as palavras indispensáveis no léxico de todos aqueles que pretendem viver mais e melhor.


Analisou, durante décadas, a vida de centenas de pessoas. O que retirou desta experiência?

Concluí que o único factor realmente determinante na saúde, ao longo da vida e no sucesso do envelhecimento, são as relações duradouras. Neste estudo, acompanhei pessoas desde a adolescência até se tornarem avós e fiquei impressionado ao perceber o quão irrelevante é a classe social dos pais, a religião e até mesmo a noção convencional de quociente de inteligência para o desenvolvimento humano. Em contraste, as relações e as emoções parecem ser críticas no processo de adaptação.


Recorda-se de algum episódio?

Lembro-me de uma situação, que se repetiu vezes sem conta, quando entrevistei um casal de 78 anos que me disse que os últimos cinco anos tinham sido os mais felizes das suas vidas. Estavam extremamente satisfeitos com o seu casamento, viviam numa comunidade à beira-mar onde partilhavam a casa com os quatro filhos que os visitavam regularmente. Transmitiam um sentido de união e partilha.


Essa felicidade deve-se ao facto de já não sentirem o stress do trabalho?

Não acho que o trabalho seja uma fonte de stress, até é algo divertido. Penso que esta satisfação se deve, sobretudo, à sensação de liberdade que surge nesta fase da vida, à noção de liberdade na forma como passamos o tempo, uma vez na reforma.


O que descobriu sobre as estratégias que as pessoas encontram para superar as dificuldades que surgem ao longo da vida?

Todos nós possuímos mecanismos que nos ajudam a superar as adversidades. São respostas involuntárias que podem ser positivas ou negativas. As primeiras incluem comportamentos que têm a outra pessoa em consideração, como a compaixão, empatia ou altruísmo que são essenciais para a resiliência humana. Nas segundas insere-se a projecção, ou seja, culpar os outros pelos nossos próprios actos ou sentimentos, um tipo de resposta que nos isola e deixa mais infelizes.


É possível atingir a felicidade?

Antes de mais, é importante compreender que a felicidade é algo cognitivo, está na cabeça, enquanto a alegria está no coração. O problema com a noção convencional de felicidade é que está centrada na própria pessoa.


Por que é importante pensar também nos outros

Não devemos, portanto, pensar em nós próprios?

Um estudo longitudinal como este mostra que a felicidade centrada apenas no «eu» não funciona.


A felicidade autêntica, a alegria que vem do coração, tem de ser necessariamente relativa a outra pessoa.


É neste envolvimento com as pessoas (e não apenas connosco próprios) que reside a melhor fonte de emoções positivas.


Pode dar um exemplo?

Ao final do dia em vez de julgar que é feliz porque comprou um vestido de marca a preço de saldo, pense no que lhe aconteceu hoje que lhe permitiu fazer algo positivo ou pelo qual esteja grata. Estas emoções, compaixão, alegria, confiança, amor, gratidão, são fundamentais e, embora nem todas sejam associadas à felicidade, a verdade é que as coisas que julgamos fazer-nos felizes não nos conseguem levar a estas emoções.


Como podem as pessoas afastar-se da felicidade material?

A fórmula mais simples é não pense menos sobre si próprio, pense menos em si. Ao estudar vidas ao longo do tempo percebemos que o dinheiro, o aspecto material, não tem ligação com a felicidade. Se falar com pessoas reformadas perceberá que aquelas que se sentem felizes são as que têm relacionamentos duradouros, as que passam menos tempo a coleccionar selos e mais a ensinar os netos.


Quando é que as pessoas se apercebem disto?

Pessoas diferentes reagem a diferentes mensagens. Se passar a vida a ler revistas de moda e se ceder à influência do marketing sentir-se-á infeliz, porque o principal objectivo da publicidade é fazê-la feliz apenas quando compra o que eles querem. Quando aprender a ignorar as pessoas que querem vender-lhe algo e prestar atenção a quem dá valor ao que tem para partilhar aí será realmente feliz.


Qual o papel das crianças na nossa felicidade?

As crianças são um bom exemplo. Representam tanto trabalho e preocupações, têm a capacidade de nos deixarem infelizes, mas, ao mesmo tempo, se há algo que pode fazer-nos tremendamente felizes é uma criança. Por exemplo, quando as vê a brigar ou a rastejar pelo chão o dia todo só lhe apetece fugir para uma ilha tropical mas, nessa mesma noite, quando elas já estão deitadas, se pensar em três razões porque está contente por ter ficado sentirá essa gratidão.


Actualmente, os obstáculos à felicidade diferem muito daqueles que as pessoas que estudou tiveram de enfrentar?

Não. O egoísmo e isolamento social são os mesmos de sempre. Outras situações como viver sob o limiar da pobreza, doente ou com fome também não mudaram ao longo do tempo.


No livro «Spiritual Evolution» afirma que a espiritualidade não está nos textos sagrados mas na capacidade humana para as emoções positivas. Podemos ser felizes sem uma religião?

O seu coração não se importa se é católico, judeu, muçulmano ou evangélico. A sua cabeça preocupa-se com isso, mas aquilo em que o seu coração acredita é que há uma energia, um poder no universo superior a si e ao qual está agradecido.

O papel da espiritualidade na felicidade

Qual é o papel da espiritualidade?

A fé como crença religiosa está na cabeça e origina guerras. Por outro lado, a fé como confiança espiritual leva-nos à reverência e amor espirituais e está na base da felicidade. Em vez de pensar em crença utilize as palavras compaixão, perdão, reverência, amor, alegria, confiança e gratidão.


Se reparar, é disso que qualquer texto religioso fala. Não se trata de acreditar em Deus mas sim de prestar atenção a essas emoções que o Corão, o Antigo ou o Novo Testamento repetem vezes sem conta. Emoções que a ciência moderna nunca menciona.


Acredita que a ciência poderá vir a compreender as emoções?

O que torna este século muito promissor, a descoberta fantástica é que as emoções positivas podem ser identificadas no cérebro e que as técnicas de imagiologia experimental podem provar aquilo que digo sobre o coração e as emoções positivas.


Afirma que envelhecer não é tão assustador como se julga. Porquê?

As pessoas têm medo da doença, da celulite, das rugas, que os outros não as considerem atraentes, de virem a sofrer de problemas nas articulações. Têm sobretudo medo de um dia virem a parecer que têm 75 anos, mas o que pensam não é verdade. Ninguém aos 80 anos está preocupado com a celulite ou com as rugas. Supera-se, tal como as borbulhas na adolescência.


Mas a doença é um dos grandes receios associados à idadeQuando pensamos em envelhecimento não pensamos na nossa avó saudável, lembramo-nos apenas daquela pessoa que visitámos numa clínica. Mas a doença é diferente da velhice. Estar doente ou a morrer é tão mau aos dez como aos 90 anos. Se admitir que qualquer pessoa em qualquer idade pode morrer, então ter 90 anos e ser relativamente saudável é tão divertido como ter 65 e uma saúde razoável.


O que mostrou a sua pesquisa?

Que o amor, perdão, alegria, confiança, gratidão, reverência espiritual, compaixão são as emoções que nos fazem realmente felizes e que a evolução rumo à espiritualidade tem lugar à medida que amadurecemos. Estatisticamente os casamentos melhoram a partir dos 70 anos e muitos homens admitem que o período entre os 75 e os 85 anos foi o mais feliz das suas vidas.


Como definiria a felicidade?

Felicidade é amor, ponto final.


Texto:
Manuela Vasconcelos


Fonte da notícia: SAPO

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