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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

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A Internet está a mudar a nossa forma de pensar?

Is the Internet changing our way of thinking?
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Acha que a Internet alterou a sua mente ao nível neuronal, cognitivo, processual, emocional? Sim, não, talvez, respondem filósofos, cientistas, escritores, jornalistas à pergunta do ano do site edge.org, em centenas de textos que são hoje colocados on-line.


No Verão de 2008, o escritor norte-americano Nicholas Carr publicou, na revista Atlantic Monthly, um artigo intitulado Is Google making us stupid?: What the Internet is doing to our brains, onde se mostrava muito crítico dos efeitos da Internet nas nossas capacidades intelectuais. O artigo teve um grande impacto, tanto nos media como na blogosfera.

O site edge.org - o "salão" intelectual on-line - vem agora expandir e aprofundar o debate no âmbito do seu tradicional desafio anual a dezenas de craques mundiais da ciência, da tecnologia, do pensamento, da arte, do jornalismo. A pergunta de 2010 é, literalmente: "Como está a Internet a mudar a maneira como você pensa?" ("How is the Internet changing the way you think?")

Eles respondem: que a Internet os (nos) tornou mais espertos, menos profundos, mais rápidos, menos focados, mais acelerados, menos criativos, mais tácteis, menos visuais, mais altruístas, menos arrogantes. Que expandiu radicalmente a nossa memória, mas fez de nós, ao mesmo tempo, reféns do presente. A grande teia surge equiparada a um ecossistema, um cérebro colectivo, uma memória universal, uma consciência global, um mapa total da geografia e da história.

Mas uma coisa é certa: sejam eles fãs ou críticos, todos a usam e todos admitem que ninguém sai ileso da Internet. Ninguém fica indiferente a coisas como a Wikipedia ou o Google, ninguém escapa à atracção da comunicação e do saber globais e instantâneos.

Até ao fecho desta edição, tinham respondido ao desafio 121 filósofos, cientistas, médicos, engenheiros, escritores, artistas, jornalistas. Escolhemos algumas dessas respostas - incluindo a de Nicholas Carr, que também é "sócio" deste think tank fundado pelo agente literário nova-iorquino John Brockman - e reproduzimos aqui a sua substância. Com mais tempo e atenção, elas também podem ser desfrutadas e escrutinadas na sua totalidade e diversidade no edge.org

Quem decide?

Daniel Hillis

(Informático)O real impacto da Internet é que mudou a nossa maneira de tomar decisões. Cada vez mais, não são indivíduos humanos que decidem, mas uma rede adaptativa e intricada de humanos e máquinas. Essa rede foi criada, mas não totalmente desenhada, por nós. E evoluiu. A nossa relação com ela é semelhante à nossa relação com o nosso ecossistema biológico. Somos co-dependentes e não a controlamos completamente.

Acelerar o pensamento

Andrian Kreye

Editor do Süddeutsche Zeitung

Se o facto de acelerar continuamente o pensamento representa uma mudança da maneira como penso, então a Internet tem feito um trabalho maravilhoso. Mas talvez não esteja a mudar o pensamento. Nunca mudei de opinião por causa da Internet, nuca tive uma epifania à frente de um ecrã. Nunca tive nenhuma experiência memorável, embora a Internet possa ter contribuído para algumas. Foram sempre as pessoas, os lugares e as experiências que mudaram a minha maneira de pensar.

Fac-símile da realidade

Eric Fischl e April Gornik (Artistas visuais)

Para o artista visual, olhar é essencial ao pensamento. Como é que a Internet mudou a nossa maneira de ver? De forma subtil mas profunda. Uma das mudanças é a perda do sentido de escala. Outra é a perda de diferenciação dos materiais. A informação visual passou a ser baseada apenas na imagem. A realidade foi substituída por um fac-símile.

Trabalhar e brincar

Kevin Kelly (Fundador da revista Wired)

Tornei-me mais "esperto" em factos, mas o meu saber é hoje mais frágil. Tudo o que aprendo é sujeito a erosão. As minhas certezas sobre seja o que for diminuíram, isto é, em geral, parto cada vez mais do princípio que aquilo que sei está errado. A Internet também esbateu a diferença entre o meu pensamento sério e o meu pensamento lúdico. Penso que a conjugação de jogo e trabalho, de pensar a sério e pensar a brincar, é um dos mais fantásticos efeitos da Internet.

Açúcar digital

Esther Dyson

Ex-presidente da Electronic Frontier Foundation Adoro a Internet. Mas às vezes penso que muito daquilo que ela nos dá são calorias ocas. Açúcar. Clips de vídeo, toques de amigos, tweets, pop-ups... Mas a longo prazo muitos de nós têm uma predisposição genética para perder a capacidade de digerir o açúcar consumido em excesso. Poderá isto valer também para o açúcar de informação? Vamos tornar-nos alérgicos e ao mesmo tempo não conseguir passar sem ele? E qual será a nossa insulina digital?

O controlo da mente

Larry Sanger (Co-fundador da Wikipedia)

Há quem diga que as nossas mentes mudaram com o excesso de informação, aparentemente contra a nossa vontade. Os agentes livres tornaram-se meros sujeitos de poderosas novas forças. Não concordo com isto. Temos a possibilidade de escolher se queremos ceder o controlo da nossa pessoa a uma "mente-colmeia" cada vez mais irresistível? Temos. E será que devemos capitular, ou pelo contrário continuar a desenvolver as nossas próprias mentes e a dirigir cuidadosamente a nossa atenção? A resposta parece-me óbvia.

Outsourcing mental

Gerd Gigerenzer (Psicólogo, Instituto Max Planck, Alemanha)

Iniciámos um processo de outsourcing do armazenamento e do acesso à informação, da mente para o computador, tal como muitos já fizemos o outsourcing da capacidade aritmética da mente para a calculadora de bolso. Poderemos vir a perder algumas competências pelo caminho, mas a Internet está também a ensinar-nos novas competências para aceder à informação. A Internet é uma espécie de memória colectiva, à qual às nossas mentes se irão adaptar até que uma nova tecnologia a venha substituir. Começaremos então a fazer outsourcing de mais capacidades cognitivas e, espero eu, a aprender outras novas.

Pensar melhor

Stephen Kosslyn (Psicólogo, Universidade de Harvard)

A Internet estendeu a minha memória, a minha percepção, os meus juízos de valor. Estes efeitos tornaram-se ainda mais notáveis desde que tenho um smart phone. Hoje, uso-o regularmente para verificar factos, ver vídeos, ler blogues. O inconveniente é que dantes tinha tempos mortos durante os quais deixava vaguear a minha mente e de onde podiam surgir pensamentos ou ideias inesperadas. Esses intervalos tornaram-se menos frequentes. Mas acho que é um pequeno preço a pagar: hoje, penso melhor do que antes de ter integrado a Internet nos meus processos mentais e emocionais.

Mudanças radicais

Kai Krause (Pioneiro na área do software)

A Internet mudou radicalmente a minha maneira de pensar. Não ao nível dos meus neurónios, mas de forma mais abstracta: redefiniu totalmente a maneira como percebemos o mundo e o nosso lugar nele. Mas trata-se de uma faca de dois gumes, de um ioiô do bom, do mau e do feio. A Net não atingirá o seu verdadeiro potencial durante a minha vida. Mas é óbvio que influenciou o meu pensamento como nunca nada o tinha feito até aqui.

Cibermundo táctil

James O"Donnell (Classicista, Universidade de Georgetown)

Os meus dedos passaram a fazer parte do meu cérebro. Pessoalmente, e apenas por enquanto, é sobretudo nos meus dedos que reparo. Quando estou fora do meu gabinete, perguntem-me uma coisa interessante e puxo logo do meu Blackberry - é uma reacção física, preciso de começar a manipular a informação na ponta dos meus dedos. Ao computador é o mesmo padrão: o sinal de que estou a pensar é que estendo a mão e começo a abanar o rato. Os meus olhos e as minhas mãos já aprenderam novas maneiras de trabalhar com o meu cérebro, num processo que, para mim, é realmente uma nova maneira de pensar. O mundo da informação está mais táctil do que nunca.

Promiscuidade

Seth Lloyd (Engenheiro, MIT)

Penso menos. E, quando penso, sou mais preguiçoso. Durante centenas de milhões de anos, o sexo foi a maneira mais eficiente de propagar informação de procedência duvidosa: as origens de todos aqueles fragmentos de lixo genético do ADN perderam-se nas areias da história reprodutiva. Mas a Web usurpou o lugar do sexo. Basta um download ilegal para propagar mais bocados de informação parasita do que um voo nupcial de moscas tsé-tsé. Por enquanto, a capacidade da Internet para propagar informação de forma promíscua é uma bênção. Mas o que acontecerá a seguir? Não me perguntem a mim. Nessa altura, espero ter parado completamente de pensar.

O mesmo cérebro

Nicholas Christakis (Médico e sociólogo, Universidade de Harvard)

A Internet não é diferente das anteriores (e igualmente monumentais) tecnologias que estendem as capacidades mentais, tais como os livros ou a telefonia, e duvido que os livros ou a telefonia tenham mudado a minha maneira de pensar no sentido de mudar a maneira de funcionar do meu cérebro. Acho que é muito mais acertado dizer que foi o nosso pensamento que deu origem à Internet e não a Internet que deu origem ao nosso pensamento. Não existe um novo eu. Não há novos outros. Donde, não há um novo cérebro nem uma nova maneira de pensar. Continuamos a ser a mesma espécie que éramos antes da Internet.

O mapa

Neri Oxman (Arquitecto e investigador, MIT)

A Internet tornou-se um mapa do mundo, literal e simbolicamente, na medida em que retraça, quase à escala 1:1, tudo o que alguma vez aconteceu. Mas à medida que ingerimos a informação, o nosso poder de percepção definha e a nossa capacidade de pensarmos em termos abstractos e críticos atrofia-se. Para onde vamos nesta Idade da Internet? Será que estamos a tornar-nos nas vítimas das nossas próprias invenções?

Caçadores-recolectores

Lee Smolin (Físico, Perimeter Institute)

Até agora, a Internet não mudou a nossa maneira de pensar. Mas alterou radicalmente o contexto do nosso pensamento e do nosso trabalho. Dantes cultivávamos o pensamento, agora tornamo-nos caçadores-recolectores de imagens e de informação. Talvez, quando a Internet estiver soldada aos nossos óculos ou aos nossos dentes, e os ecrãs forem substituídos por lasers a desenhar imagens directamente nas nossas retinas, as mudanças sejam mais profundas.

Matrix

John Markoff (Jornalista do New York Times)

Não só me tornei um pessimista da Internet, como recentemente comecei a achar que a Net tinha adquirido um aspecto mesmo assustador. Não acham que a Internet parece ter uma mente própria? Vamos todos ser assimilados, ou será que já o fomos? Esperem! Parem! Isso é a Matrix, não é?

O upload já começou

Sam Harris (Neurocientista, The Reason Project)

É comum a ficção científica de pesadelo vislumbrar que um dia as mentes humanas vão ser transferidas para uma vasta rede de computadores como a Internet. De facto, tenho reparado que esse upload da profecia já começou no que me diz respeito. A migração para a Internet inclui mesmo a minha vida emocional. Desenvolvo cada vez mais relações totalmente on-line com outros cientistas e escritores. Quase todas as frases que algumas vez trocamos existem na minha pasta de e-mail enviado. A totalidade da nossa relação é pesquisável. E muitos outros amigos e mentores existem para mim desta maneira, principalmente enquanto correspondentes electrónicos.

Vidas paralelas

Linda Stone (Ex-executiva, Apple e Microsoft)

Antes da Internet, ia mais à biblioteca e fazia mais telefonemas. Lia mais livros e tinha opiniões mais estreitas e menos informadas. Andava mais a pé, de bicicleta, passeava mais na natureza, brincava mais. Fazia amor mais vezes. Quanto mais conheço e amo a Internet, mais claro é o contraste, mais intensa a tensão entre uma vida física e uma vida virtual. Esse contraste entre as minhas vidas on-line e off-line fez com que voltasse a apreciar os prazeres do mundo físico. Agora, consigo navegar com maior determinação entre esses mundos, escolhendo primeiro um e depois o outro - mas sem abdicar de nenhum dos dois.

Criado mudo

Joshua Greene (Neurocognitivista e filósofo, Universidade de Harvard)A Internet não mudou a nossa forma de pensar mais do que o microondas mudou a nossa forma do digerir os alimentos. Deu-nos um acesso sem precedentes à informação, mas não mudou o que fazemos com ela quando a temos na nossa cabeça. Isso é assim porque a Internet (ainda) não sabe pensar. Ainda temos de o fazer nós próprios, à maneira antiga. Até isso mudar, a Internet vai continuar a ser nada mais, nada menos, do que um utilíssimo, e muito estúpido, criado mudo.

O fim da experiência

Scott Sampson (Paleontólogo de dinossauros)

O que me interessa é saber como é que a Internet está a mudar a maneira de pensar das crianças da Idade da Internet. Parece provável que uma vida de condicionamento diário ditado pelo rápido fluxo de informação através de um ecrã luminoso irá gerar mudanças substanciais nos cérebros e portanto no pensamento. Mas há uma coisa que me assusta ainda mais - e de que raramente se fala: a extinção da experiência, a perda de experiência íntima do mundo natural. Qualquer desfecho positivo vai exigir desligar os ecrãs e passar muito mais tempo no exterior, a interagir com o mundo real, em particular não humano.

Novos circuitos

Haim Harari (Físico, ex-presidente do Instituto Weizmann de Ciência, Israel)

Há três claras mudanças que são muito palpáveis. A primeira é a crescente brevidade das mensagens. A segunda, a redução do papel do saber factual no processo de pensar. A terceira é todo o processo de ensino e de aprendizagem: poderá ainda demorar mais uma ou duas décadas, mas a educação nunca voltará a ser a mesma. Um corolário interessante desta última questão é saber se as mentes e os cérebros das crianças terão ou não circuitos fisicamente diferentes dos das gerações anteriores. Tendo a especular que sim.

Preço da omnisciência

Terrence Sejnowski (Neurocientista computacional, Instituto Salk)

A experiência surte efeitos a longo prazo na estrutura e na função do cérebro. O facto de o nosso cérebro mudar enquanto interagimos com a Internet é bom ou mau para nós? Adquirir saber e competências deveria promover a sobrevivência, mas não se passarmos o nosso tempo todo imersos na Internet. As recompensas intermitentes podem tornar-se viciantes. A Internet, porém, ainda não existe há suficiente tempo e está a mudar demasiado depressa para dizermos quais serão os seus efeitos a longo prazo no funcionamento cerebral. Qual será o derradeiro preço da omnisciência?

Pensar como a Internet

Nigel Goldenfeld (Físico, Universidade de Urbana-Champaign)

Não acredito que a minha maneira de pensar tenha sido alterada pela Internet até ao ano 2000. Por que não? Suspeito que a resposta está no incrível benefício que acompanha a conectividade maciça e os fenómenos emergentes resultantes. Antes, a Internet era linear, previsível e desinteressante. Nunca nos respondia. Mas agora estou a começar a pensar como a Internet. O meu pensamento é hoje melhor, mais rápido, mais barato e mais evolutivo por causa de Internet. E o vosso também, só que ainda não deram por isso.

A grande distracção

Leo Chalupa (Neurobiólogo, Universidade da Califórnia)

A Internet é o maior factor de distracção em termos de pensamento sério desde a invenção da televisão. Para mais, apesar de fornecer um meio de comunicação rápida com colegas a nível global, o utilizador sofisticado raramente revelará pensamentos e sentimentos genuínos nestas mensagens. O pensamento sério requer honestidade e abertura de comunicação que é simplesmente insustentável na Internet para aqueles que valorizam a sua reputação profissional.

Cérebro colectivo

Matt Ridley (Jornalista de ciência)

A evolução cultural e intelectual depende do sexo tal como a evolução biológica. O sexo permite que as criaturas aproveitem qualquer mutação que surja algures na sua espécie; a Internet permite que as pessoas aproveitem qualquer ideia que surja na cabeça de alguém no mundo. Isto mudou a minha maneira de pensar na inteligência humana. A Internet é a mais recente e melhor expressão da natureza colectiva da inteligência humana.

Afia-memória

Tom Standage (Editor do Economist)

A Internet não mudou a minha maneira de pensar. O que sim fez, porém, foi agudizar a minha memória. Uma rápida pesquisa de palavras-chave bem escolhidas costuma ser suficiente para transformar a minha fraca reminiscência de qualquer coisa numa recordação perfeita da informação em causa. Isto é útil agora e vai tornar-se ainda mais útil quando, ao envelhecer, a minha memória ficar menos fiável. No futuro, talvez o mesmo aconteça com a forma como a Internet aumenta as nossas faculdades mentais.

Pessoas na minha cabeça

Eva Wisten (Jornalista, SEED Media Group)

Pode ser que a Internet não esteja a mudar a minha maneira de pensar, mas está em parte a pensar no meu lugar. E, sobretudo, a Internet está a alterar a forma como me vejo a mim própria. Apesar de as actividades e ligações reais continuarem a ser o que mais me importa, a Internet, com a sua capacidade de registar o meu comportamento, está a tornar mais claro que sou, em pensamento e em acção, a soma dos pensamentos e das acções de outras pessoas - e muito mais do que tinha pensado.

Nativos da Internet

Alison Gopnik (Psicóloga, Universidade da Califórnia)

A Internet tornou a minha experiência mais fragmentada, descontínua. Mas acho que isso aconteceu porque só a comecei a usar em adulta. As crianças que cresceram com a Web vão achá-la tão íntegra e natural como nós achamos a leitura. Mas isso não significa que a sua experiência e atenção não serão alteradas pela Internet.

Repetição vs verdade

Daniel Haun (Antropólogo cognitivo, Instituto Max Planck, Alemanha)

Os humanos tendem a confundir repetição com verdade. Como encontrámos a verdade na Internet? Utilizando um motor de pesquisa, que determina a pertinência de uma página em função do número de outras páginas pertinentes que "linkam" para ela, ou seja, com base numa repetição, não na verdade. A Internet faz exactamente o que todos faríamos. Não está a mudar a estrutura do nosso pensamento, porque é parecida com o nosso pensamento.

Exagero

Steven Pinker (Psicólogo cognitivo, Universidade de Harvard)

Não acredito que a Internet esteja a mudar a nossa forma de pensar. Claro que muitos aspectos da vida da mente foram afectados pela Internet. As nossas pastas, caixas de correio, estantes, folhas de cálculo, documentos, leitores de áudio, etc. foram substituídos por software, o que mudou de inúmeras maneiras a nossa gestão do tempo. Mas dizer que se trata de uma alteração de como pensamos é, penso eu, exagerado.

Relógio mental

Stanislas Dehaene (Neurocientista, Collège de France)

Poucos pensam numa mudança fundamental causada pela Internet: a alteração da nossa noção de tempo. A vida humana, que costumava ser uma calma rotina, foi radicalmente perturbada. A nossa meta é acelerar cada vez mais a colaboração intelectual? Ou é acelerar a exploração alheia, que nos permitirá dormir tranquilamente, enquanto outros fazem o trabalho sujo? As nossas opções políticas de base, essas, permanecem inalteradas.

Ligar é desligar

Marc Hauser (Psicólogo e biólogo, Universidade de Harvard)

A nossa capacidade de estabelecer ligações através da Internet poderá estar a criar uma geração de tarados sociais. Não sofro de webfobia, aproveito imenso a Internet enquanto consumidor de informação e sou fã do one-click da Amazon. Mas a nossa capacidade de nos ligarmos está a desligar-nos. Talvez a Web 3.0 inclua uma função para segurar virtualmente a mão dos nossos amigos do Twitter.

Atenção diminuída

Nicholas Carr (Escritor)

Os meus hábitos mentais e de leitura alteraram-se radicalmente desde que me liguei pela primeira vez à Web, há uns 15 anos. Hoje, faço o grosso das minhas leituras e pesquisas on-line. E o meu cérebro mudou por causa disso. À medida que fui ganhando jeito na navegação pelos rápidos da Net, senti um decréscimo da minha capacidade de focar a minha atenção. A minha experiência pessoal leva-me a crer que o que nos arriscamos a perder é pelo menos tão grande quanto o que poderemos vir a ganhar.

Internet light

Rodney Brooks (Informático, MIT)

A Internet está a roubar-nos a nossa atenção. Infelizmente, muitas das coisas que nos oferece são apenas refrigerante açucarado para a mente. Precisamos (pelo menos eu) de ter uma Internet light, uma versão que nos dê a cafeína intelectual que nos permita realizar as nossas aspirações, mas que não nos transforme em drogados intelectuais hiperactivos.

Bondade humana

Paul Bloom (Psicólogo, Universidade de Yale)

A disponibilização de informação na Internet mostra quão grande é a generosidade humana e como a tecnologia pode aumentar e expandir este traço positivo da natureza humana, com resultados realmente benéficos. Diz-se há muito que a Web nos tornou mais inteligentes, mas acho que também no pode ter tornado mais simpáticos.

Milagre e maldição

Ed Regis (Jornalista de ciência)

A Internet não está a mudar a minha forma de pensar (nem a de ninguém). Continuo a utilizar o meu cérebro, os meus sentidos e a considerar a informação relevante. Não há outra maneira de pensar! O que mudou para mim é a minha utilização do tempo. A Internet é ao mesmo tempo o maior poupador e o maior desperdiçador de tempo da História.



Fonte: Público

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