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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


Hipócrates e as plantas medicinais

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A procura por vegetais capazes de aliviar os sofrimentos dos doentes começou provavelmente com os homens primitivos, nos primeiros agrupamentos humanos. Era preciso, por exemplo aliviar a dor (com opiáceos da papoula), resolver problemas estomacais (com atropina), curar as vias urinárias (com chá de quebra-pedra), aumentar a eficiência do coração. A China, com civilização marcada por inúmeras inovações, é considerada o berço do herbalismo, a medicina terapêutica praticada com o uso de ervas. Através do método do acerto e erro, os médicos chineses chegaram a conclusões terapêuticas extraordinárias.

Um exemplo: por ser um país montanhoso, na China é comum o problema de carência crônica de iodo. A falta de iodo faz a tireóide crescer e se tornar visível no pescoço. A tireóide aumentada é chamada de bócio. Os chineses empregavam esponjas marítimas secas ao sol e reduzidas a pó como tratamento altamente eficaz conto o bócio, com amplo sucesso. Hoje sabemos que as algas e esponjas do mar têm iodo em alta concentração e, são particularmente eficientes para a cura do bócio.

A medicina herbal chegou ao ocidente desde a época de Hipocrates, que recomendava um pequeno grupo de ervas medicinais ao lado de dietas para cada caso. Mais tarde, em Roma, Galeno usava, como os chineses, misturas herbais de várias fontes vegetais. Já no fim do século XIX muitos produtos farmacêuticos tinham sua base em plantas medicinais como os opiáceos, a efedrina, a atropina, a quinina, os digitálicos, para o coração. Atualmente, uma grande maioria dos habitantes do planeta não pode comprar remédio de farmácia e recorre às ervas medicinais. Demonstrando a crescente procura pela medicina natural, o número de artigos científicos publicados sobre as ervas pulou de 2.500 em 2000 para 14.000 em 2007.

As ervas de uso mais comum

O aparelho digestivo sempre foi o "campeão" do uso de medicina herbal. A prisão de ventre é tratada com várias ervas como o Sene e as fibras como o Psillium. Contra dor de barriga é possível usar o extrato de Atropa Belladona (atropina). Contra dor de estômago é usado o chá de carquejo, e por aí vai.

Extrato de alcachofra e boldo

Algumas substâncias podem oferecer estímulo para elevar o fluxo da bile pelos canais hepáticos, que formam uma malha de dutos que culminam na vesícula biliar. Esta, por sua vez, contrai-se à passagem do alimento pelo tubo digestivo (principalmente gordura, como azeite, gema de ovo, gordura animal), "jogando" a bile no tubo digestivo. A ação de alcachofra e boldo pode ser de duas formas: os coleréticos são agentes que promovem a secreção da bile pelas células hepáticas, e os colagogos são as plantas medicinais ou remédios preparados para estimular o fluxo da bile que já estava formada e a caminho do tubo digestivo. A maioria dos fitoterápicos são coleréticos e colagogos ao mesmo tempo, ou seja, estimulam a formação de bile e induzem a secreção biliar no tubo digestivo.

A alcachofra é um dos vegetais cultivados pelo homem desde épocas remotas. O extrato de alcachofra vem das folhas secas contendo flavonóides (antioxidantes). Estudos clínicos demonstraram que o extrato da alcachofra leva a nítido aumento da secreção de bile no duodeno (efeito colagogo), mas também nota-se aumento da bile formada no fígado (efeito colerético). Não deve ser empregado quando o paciente tem pedras na vesícula. O boldo é uma árvore pequena originária do Chile. O extrato das folhas produz a Boldina (secalóides e flavonóides). A boldina induz maior formação de bile (efeito colerético). Em animais de laboratório a boldina inibe o depósito de gordura no fígado, fenômeno usualmente observado em obesos. Associado à alcachofra, é considerado um excelente agente no tratamento de alterações funcionais do fígado (como a esteatose hepática, gordura no fígado).

Ginseng contra stress e fadiga

O uso de Ginseng é extremamente comum na China e na Coreia, bem como em outras regiões da Ásia. Atribui-se ao Ginseng as qualidades de aumentar a energia física e mental, aliviar o stress, melhorar a concentração e o poder cognitivo (para aprender novos fatos e dados). Entre os orientais o Ginseng é conhecido com um agente tônico, que restabelece o equilíbrio hormonal, aumenta a resistência orgânica e evita doenças. Tantas qualidades são devidas a produtos químicos chamados de ginsenosídeos, que interferem com o metabolismo celular.

Vários trabalhos em voluntários humanos demonstraram ações positivas do Ginseng ,com nítida elevação do consumo de oxigênio, melhor performance cardíaca, com incremento da capacidade de concentração e memória. Tais efeitos levam o idoso a ter melhor qualidade de vida, além de estimular o sistema imunitário (defesa contra bactérias, vírus, fungos). Outros estudos mostraram ação positiva no controle do diabetes tipo 2. Os efeitos colaterais são mínimos e irrelevantes nas doses usuais. O Ginseng é preparado a partir de suas raízes, trituradas e secas. Pode-se usar o pó das raízes ou o extrato do ginsenosideo a 4% (geralmente 100 mg duas vezes ao dia).

Ginkgo Biloba, o mais antigo

Essa árvore sobreviveu à Era Glacial somente na Ásia, tendo sido importada pelos europeus no século XVIII, como uma árvore ornamental. O extrato medicamentoso é preparado a partir das folhas secas e trituradas. Tornou-se, inicialmente, muito popular na Alemanha, quando um grupo de cientistas germânicos descobriu que o extrato de Ginkgo Biloba era extremamente ativo no aumento da circulação cerebral, aumentando o fluxo de oxigênio aos neurônios e, conseqüentemente, melhora de memória e da capacidade cognitiva. Observaram também melhoras nas alterações vasculares periféricas (varizes, má circulação). Entre os bons resultados obtidos são referidos a cura das vertigens, tonturas, tensão pré-menstrual e alergias.

O efeito farmacológico é devido a cerca de 40 componentes identificados sendo o mais importante os grupos de flavonóides e terpenóides. Em animais experimentais o Ginkgo Biloba induz nítida vasodilatação cerebral além de efeito antioxidante. Vários estudos clínicos mostram a eficácia do Ginkgo Biloba em situações de alterações da circulação cerebral (após um acidente vascular cerebral). Melhora da memória é um dos aspectos mais estudados deste medicamento herbal. O Ginkgo Biloba é particularmente indicado na população geriátrica com declínio de memória e do poder cognitivo. A dose usual é de 120 a 240 mg por dia, em dois doses diárias. O produto farmacêutico à venda geralmente é o extrato de folhas que contém cerca de 27% dos flavonoides. Efeitos colaterais são mínimos.

O uso do maracujá e sua flor

A flor do maracujá é muito rica em passiflorina, usada há muitos anos como agente sedativo, indutor do sono e com ampla atividade no alívio de ansiedade. Na Europa várias farmácias herbais fornecem a passiflorina junto com outros agentes herbais, como um tônico capaz de aliviar as situações de tensão, angústia, ansiedade e insônia. O extrato das flores contém um flavonóide chamado vitexina, que, injetado em ratos, leva ao sono profundo. Em seres humanos os estudos foram conduzidos com a combinação de passifora e valeriana, com excelentes resultados no alívio de situações angustiantes, de nervosismo intenso e de insônia persistente. Doses muito elevadas podem provocar períodos de inconsciência prolongados, mas isso ocorre muito raramente. De uma forma geral a Passiflorina é amplamente utilizada com ansiolítico brando, bem tolerado, sem problemas de dependência física ou psíquica, e muito útil em situações de elevado estresse, ansiedade e emotividades exageradas.


Fonte: Veja.com

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Fazer dinheiro, trabalhar em casa, ganhar muito dinheiro, emprego, ser rico, criar empresa, fazer dinheiro, computador


O poder das ervas medicinais

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O termo Medicina Alternativa é usado para descrever práticas médicas diversas da alopatia, ou medicina ocidental. Mas o que será mesmo que este termo implica?


Alguns estudos apontam que esta é uma definição inadequada, pois se deve considerar a medicina como constituída por métodos cientificamente validados de diagnóstico e tratamento, independentemente do facto de ser aplicada no oriente ou ocidente, como alopatia, homeopatia ou mesmo fitoterapia.


Estes estudos ainda indicam que uma definição mais adequada para a medicina alternativa seria o conjunto de práticas de diagnostico e terapia sem a apropriada validação científica, ou que sejam consideradas inacessíveis ao método científico experimental, o que neste último caso pode ocorrer nas práticas de cura via métodos metafísicos e espirituais, diferentemente das práticas médicas convencionais.


Mas quem é que nunca recorreu ao famoso chazinho na hora de aliviar uma dor ou um desconforto, para dormir melhor ou mesmo para emagrecer? Presente no cotidiano do brasileiro, principalmente pela diversidade ecológica, os chás tomam cada vez mais espaço, tanto na hora de buscar uma cura para um problema de saúde quanto para apreciar o sabor da erva. A estudante Ísis Theodoro, por exemplo, toma chá branco há seis meses e tem gostado do resultado. "Comecei a tomar porque sei que ele ajuda no processo de emagrecimento e o sabor é bem melhor que o do chá verde. Mas depois desse tempo tomando praticamente diariamente, senti outros benefícios como a melhora na disposição e no funcionamento do intestino", completa.


De acordo com o índio Macsuara Kadiwel, as plantas são óptimos remédios e cada uma delas tem uma especialidade. “As ervas são grandes aliadas em problemas que com remédios tradicionais dificilmente são tratadas”, afirmou o índio, que passou 20 dias vendendo ervas medicinais no Centro de Ribeirão.


Para ele, as plantas mais vendidas são: Guacia-planta, carqueija, pata de vaca e joão bolão, usadas para combater a diabetes. “Muita gente também procura ervas para insônia, problemas renais e impotência sexual. Nesses casos, são pessoas com mais de 40 anos que procuram os chás”, afirmou Macsuara.


O índio explicou como é feita a sua reposição de ervas. “As plantas são selecionadas e criadas em um laboratório de São Paulo, e são mais de 20 qualidades
de plantas cultivadas principalmente para estes fins. Se eu tivesse que arrancar uma planta da natureza eu não estaria aqui, pois a natureza é o maior poder do mundo”, concluiu.


Segundo a professora
de farmacologia Dra. Carolina Baraldi A. Restini, muitos dos chás e infusões de produtos naturais usados pela população já possuem embasamento científico para justificar os seus efeitos. “Na verdade, a pesquisa científica sobre princípios extraídos de plantas tiveram início justamente com base no uso popular, ou seja, com o objetivo de avaliar o mecanismo de ação de tais princípios, bem como comprovar os efeitos benéficos relatados pelos usuários”, afirma a professora.


Ainda de acordo com a Dra. Carolina, é importante lembrar da dica: “Não é porque é natural que não faz mal”. Aquele pensamento de que “se não fizer bem, mal não faz”, não é seguro. “Hoje, a maioria dos chás e produtos ativos naturais passou e vem passando por experimentos científicos que garantem ao consumidor informações sobre a segurança de seu uso terapêutico. Por isso, é muito importante consultar um profissional
, como por exemplo, o farmacêutico, para saber sobre o verdadeiro efeito e benefício do chazinho”, conclui a professora.


Como já diz o ditado : A diferença entre o veneno e o antídoto é a dose. Portanto, com moderação, todo chá é benvindo!





Fonte da notícia: RibeirãoPretoOnline

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Jorge Goncalves

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